O Comportamento do cão em
função do Homem
Índice:
  A domesticação ………………………………………. Pág. 2 / 6

  O Comportamento ……………………………………. Pág. 7 / 9

   - Positivismo do comportamento do cão em função do
   Homem ……………………………………………. Pág. 10 / 19

   - Negativismo do comportamento do cão em função do
   Homem ……………………………………………. Pág. 20 / 38


 O melhor para os animais ………………………….. Pág. 39 / 41
A Domesticação:
• A domesticação de animais é uma prática
realizada desde os primórdios da
humanidade, pois o homem sempre teve a
necessidade de ter certos animais ao seu
lado, seja para auxiliá-lo na caça de
subsistência, ajudá-lo em certos serviços, ou
apenas para fazer-lhe companhia.
• Ao longo dos séculos, através da domesticação, o ser humano
realizou uma selecção artificial dos animais pelas suas aptidões,
características físicas ou tipos de comportamentos.


• O resultado foi uma grande variedade de raças que, actualmente,
são classificadas em diferentes grupos ou categorias.


• Esse vínculo Homem-animal, produziu uma série de alterações
comportamentais no cão e no gato, como resposta à sua integração
na sociedade humana
• No caso do gato, e ao contrário do cão, não evoluiu
para um comportamento muito diferente do seu ancestral selvagem.


• Pois o gato não possuí hierarquia social que permita
ao Homem assumir um papel de “líder”.


• A sua independência, e o facto da domesticação não
lhe ter causado mudanças drásticas, permitiu que o
gato sobrevivesse muito bem por conta própria.


Por esse motivo não o conhecemos por receber ordens de humanos.
• Por seu turno, o cão é um animal social que na maioria das vezes
aceita o seu dono como “chefe da matilha”.

• Por ser um animal inteligente e obediente, o homem lidera a sua
aprendizagem e adestramento.

• No entanto, essa liderança comporta
consigo mudanças, positivas e negativas,
no comportamento do animal.
• Com a domesticação do cão a relação com o ser humano
tornou-se tão complexa que, ao entrar para uma família, eles são
capazes de provocar alterações no comportamento de todos os seus
membros.

• Passando a compartilhar hábitos humanos e, muitas vezes,
a adquirir o perfil de uma pessoa.



                                   Isso comporta consigo
                                   mudanças e distúrbios
                                   comportamentais
                                   no animal.
O Comportamento:

• O comportamento animal é uma ciência ainda pouco difundida,
porque as pessoas desconhecem a significante importância de saber
como se deve lidar com os animais diante de inúmeras situações, que
eles enfrentam no seu convívio com a sociedade humana.

A personalidade de um cão é definida pelo seu comportamento em
sociedade, e para com a sociedade.

Esse comportamento é moldado desde tenra idade, onde o cão começa a
descobrir e a explorar o mundo exterior a ele.
• Tal como a vacinação ou a prática de uma actividade diária, a
educação é um dos deveres do Homem em relação ao cão, a partir do
momento que decide adoptá-lo como animal de companhia.



• Com efeito, a educação constituí não só
a garantia da coabitação harmoniosa
entre o animal, o dono e o meio
envolvente, como também
da sua integração na sociedade.
• O comportamento do cão é o resultado da sua educação que, por seu
 turno, é o puro reflexo do seu dono.


Em suma, o comportamento do cão é o resultado da educação e
aprendizagem que o seu dono lhe
proporciona, e que pode ser:


• Positivo;
• Negativo.
 Positivismo do comportamento do cão em função do
Homem:

• Os animais, tal como os seres humanos, têm períodos de transição
que definem a sua personalidade e que influenciam
o seu comportamento.

É nesse período, chamado período de socialização,
entre a 3ª e a 12ª semana, que ele aprende a
conhecer o mundo que o rodeia e a explorar,
sem medos, tudo que lhe é desconhecido.
• Quando o cão é estimulado, desde tenra idade, a vários factores
sociais, as bases da personalidade comportamental será definida e isso
comporta consigo aspectos positivos para o animal, para a sua saúde,
e para a própria sociedade que o acolhe, tais como:

       - Cães pastores de rebanho;

       - Cães de busca e salvamento;

       - Cães guia para cegos;

       - Cães como ajuda ao doente;

       - Facilitadores da comunicação;
 Cães pastores de rebanho:
• Cães que protegessem o rebanho e o pastor contra predadores, os lobos.

                                 Enquanto o pastor descansa e o
                                 rebanho pasta os cães têm o papel
                                 importante de vigiá-los e de fazer
                                 patrulhas no território circundante.

                                 Quando o pastor tem que se ausentar
                                 para ir à aldeia ou a casa, deixa o
                                 rebanho nas pastagens entregues ao
                                 cães.
 Cães de busca e salvamento:

• Pela sua mobilidade e faro, o cão é treinado para a busca e
salvamento de vítimas.


Complementa o trabalho dos
aparelhos de detecção
electrónicos, e muitas vezes
supera-os.
 Cães guia para cegos:

• O cão-guia para cegos é um animal de raça educado durante dois
longos anos para que possa conduzir o seu dono em segurança nas
suas deslocações.

                             O cão é treinado para evitar que o seu dono
                             (cego) choque com obstáculos, ajudando-o a
                             encontrar entradas e saídas de
                             estabelecimentos, ajudando-o a procurar um
                             multibanco, um telefone público, uma
                             passadeira de peões e evita até que o seu
                             dono pise em poças de água e excrementos
                             de outros animais.
Cães “terapeutas”:
• Os cães utilizados como companhia de pessoas com doenças
mudaram suas Vidas.


 Alguns psicólogos revelam
 que os cães ajudam a reduzir
 os
 sentimentos de depressão,
 solidão e ansiedade,
 contribuindo para melhorar a
 qualidade de vida do ser
 humano.
 Facilitadores da comunicação:
• Uma pesquisa feita em Paris, revelou que a presença de um animal
de companhia como: cão ou gato; estimula o desenvolvimento da
afectividade de crianças e adolescentes.

                             O facto do animal estar permanentemente
                             disponível para o convívio com os seus
                             jovens donos aparece na pesquisa como
                             uma factor-chave para o relacionamento
                             entre os familiares e também torna os
                             animais domésticos uma presença de
                             grande importância nos lares.
Em suma:
• De todos os animais que conhecemos, é o cão o
que mais se uniu ao homem.

Seja por pessoas que lhes dão taças a transbordar
de comida, seja por mendigos que dormem ao
relento e que só lhes podem dar uma
pequena parte das suas migalhas, é igual a sua
afeição e dedicação.

É com igual amor que lambe a mão ornada de jóias
e os dedos trémulos, consumidos de doenças e
fome.
• É graças a esse vínculo, Homem-cão, que hoje dizemos a famosa frase:

                “O cão é o melhor amigo do Homem!”


                          Quando bem amado, bem educado e
                          socializado, podemos encontrar
                          nele um eterno amigo, um companheiro para
                          toda a vida.

                          E não se tem conhecimento de uma amizade
                          tão forte e duradoura entre espécies distintas
                          quanto a do humano e do cão.
• No entanto, e infelizmente, este não é o quadro que sempre perdurou na
nossa sociedade.

Um quadro que foi sofrendo alterações drásticas tanto no animal, a nível do seu
comportamento e saúde, como também aos olhos da sociedade que o rodeia.
x Negativismo do comportamento do cão em função do
Homem:

• Existem pessoas que adquirem animais de estimação por razões
erradas, que não os educam da maneira adequada, que não criam
elos de afectividade com eles, e acabam por criar
sofrimento e tristeza no animal.


Em muitos países os animais são sacrificados
mais por problemas comportamentais do que
por outras razões médicas.
• Nem todos os seres humanos possuem sensibilidade quanto à guarda
responsável em relação aos animais de estimação, pois acabam por
abandonar os seus animais à sua sorte, sujeitos a todo o tipo de maus-
tratos, em ambientes hostis e ameaçadores, passando fome, frio,
sendo atropelados, apedrejados, etc.


• Em alguns casos, a má domesticação, pode originar o aparecimento
de distúrbios comportamentais quando não se cria o animal de
acordo com a sua natureza, em ambientes «anti-sociais» ou com
energia menos positiva para eles.
• Distúrbios comportamentais tais como:

Oscilação da cabeça – proveniente de estados de stress;

Destruição de objectos – proveniente de estados de falta de
actividades físicas e naturais;

Mamar em si mesmo, em roupas, etc. – proveniente de estados
decorrentes de desmame precoce;

Compulsão pela limpeza corporal (lambidelas excessivas) –
proveniente de estados de stress, frustração e tédio;
Hiperactividade – proveniente de estados de ansiedade;

Apetite pervertido (ingerir sacos plásticos, tecidos, metais, etc.) –
proveniente de estados de transtorno nutricional e solidão;



 • Os problemas comportamentais são a principal causa de morte na
 população de animais de companhia.

 Problemas esses que são os responsáveis por cerca de 3 a 6
 milhões de eutanásias de cães e gatos, por ano.
• Principais problemas comportamentais:

   • Ansiedade;

   • Stress

   • Ciúmes;

   • Agressividade.
• Ansiedade:
Existem várias razões para um cachorro ser ansioso, as mais comuns
são:

• Genética;
• Pouca socialização;
• Medos e fobias;
• Doenças;
• Necessidade de ter de ficar várias horas sozinho.


Os sintomas da ansiedade podem ser diversos, mas a
origem é só uma: um enorme sofrimento e stress emocional da parte do
animal.
• Stress:
Muitas vezes comportamentos de stress, em cães, passam despercebidos
pelos donos até ao dia em que o animal responde a situações de
ansiedade de uma destas formas: atacar, ou fugir.



                             Um cão que se esconde debaixo dos
                             móveis, ou um cão que reage com
                             agressividade para com o dono é um
                             cão em stress.
• Ciúmes:

Uma equipa de biólogos austríacos identificou um sentimento bem
humano em animais… o ciúme.


Acontece quando o animal tem que
dividir a atenção com um membro novo
na «matilha», ou quando esse novo
membro recebe mais atenção e
recompensas que ele.
• Agressividade:
Comportamento agressivo é todo aquele que tem como objectivo
intimidar, magoar ou matar uma pessoa ou um outro animal.


Sendo assim, podemos dividir a ocorrência do comportamento
agressivo em dois grupos, e relacionar cada um deles com diferentes
tipos de situações:

- Agressividade de defesa instintiva;

- Agressividade como reflexo da (má) educação.
• Agressividade de defesa instintiva:

- É uma agressividade como resposta impulsiva ao medo e ao
trauma de diversas situações a que o animal esteve sujeito, tais
como:


        • Relacionada com o medo;
        • Relacionada com crianças;
        • Relacionada com pessoas estranhas;
        • Relacionada com o território;
        • Relacionada com más experiências.
Relacionada com o medo:

 • Quando o cão sente medo de estímulos estranhos e apresenta
 uma agressividade relacionada a esse medo, a única resposta que
 encontra é a agressividade de defesa, para que o estímulo
 responsável pelo medo ou ansiedade vá embora.


                          Este tipo de comportamento é
                          defensivo e pode acontecer em
                          diversas situações ameaçadoras como
                          na clínica veterinária, em exposições
                          caninas ou durante caminhadas.
Relacionada com crianças:

  • Alguns cães reagem agressivamente somente com
  crianças, pois as crianças estão no mesmo nível de visão
  (altura) dos cães e os seus olhares fazem com que o cão
  ache que elas estejam a encará-los,
  sendo isso percebido como uma
  ameaça, fazendo com que os cães
  tomem uma atitude defensiva.
Relacionada com pessoas estranhas:


   • Uma questão que deve ser
   lembrada quando falamos em
   agressão a pessoas estranhas, e que
   novamente deve ser citado, é o
   processo de socialização do animal
   em relação às pessoas que ele irá
   deparar-se quando for passear na rua
   ou em num parque, por exemplo.
• Relacionada com o território:

 A agressividade territorial pode ser
 observada, pelo animal na casa, no
 jardim, na vizinhança, durante um
 passeio, dentro do carro ou em qualquer
 lugar que o cão tende a frequentar e
 marcar com a sua urina.

 Este comportamento é agravado pelo
 medo, e poderá piorar se o cão ficar
 preso em casa por períodos prolongados.
• Relacionada com más experiências:


 A agressividade a pessoas, sem
 motivo aparente, tem origem nos
 traumas sofridos e lembrados pelo
 animal.

                                     Traumas esses, como os
                                     maus-tratos e o abandono,
                                     que fazem com que ele
                                     reaja instintivamente com
                                     agressividade a todas as
                                     acções a ele dirigidas.
• Agressividade como reflexo da (má) educação:

                   - É uma agressividade como resposta da má
                   educação que o proprietário lhe foi
                   transmitindo e sujeitando, onde o animal foi
                   treinado com a certeza que pode dominar
                   uma pessoa subordinada a ele.


                   Neste caso temos os cães denominados por
                   «perigosos».
• São animais que, por culpa do próprio dono, têm um perfil de
agressividade para tudo o que o rodeia e que lhe é exterior.

No caso destes cães, a socialização é propositadamente nula,
onde o único objectivo do dono é criar um animal forte e de
respeito, mesmo que isso implique que ele seja agressivo e
considerado um «cão perigoso».

Algumas raças de cães, por culpa do Homem, fora catalogadas
de «raças perigosas”.
• Lista dos cães considerados perigosos (por culpa do dono):

       - Rottweiler;
       - Cão de fila brasileiro;
       - Dogue argentino;
       - Pit Bull Terrirer;
       - Staffordshire Terrier americano;
       - Staffordshire Bull terrier;
       - Tosa Inu.
!!! É importante lembrar que estas raças não são geneticamente
predispostas à «agressividade».

O único perigo genético que elas têm é o seu próprio dono, que
reflecte nos animais a sua própria imagem !!!
 O melhor para os animais:
Para alguns psicólogos muitos dos problemas de comportamento são
evitáveis com acções praticadas pelos donos, em prol do bem-estar físico e
psicológico dos animais, tais como:


• Nutrição apropriada;
• Estímulo do exercício físico;
• Boa comunicação entre o dono e o animal;
• Permitir que o animal conviva com outros animais;
• Permitir que o animal conviva com outras pessoas;
• Estimular o animal a todo o ambiente exterior a ele.
• O animal doméstico, tanto o cão como o gato, cresce junto do Homem e
brinca com o Homem, comunicando e actuando entre si, constantemente.

• Para que o animal possa viver feliz e de pleno bem-estar físico e
psicológico o Homem não o pode tratar como se de um objecto se trata-se.

• Tal como cada um de nós, eles têm sentimentos e emoções, que devem
ser respeitados e em prol da harmonia do ser humano com a Natureza.
Os animais foram criados pela mesma mão caridosa de Deus
que nos criou... É nosso dever protegê-los e promover o seu
bem estar!
Trabalho realizado por:


Marta Costa


Vânia Reis

e

Joana Pimenta




                          Curso Auxiliar de Veterinária 2009

Mais conteúdo relacionado

PPTX
Aula 3 - Bem Estar Animal (2)dddddddd.pptx
PPTX
Bem-estar animal 1
PDF
1 introdução à zootecnia
PPT
Farmacologia Opioides
PPTX
Sistema urinário - Anatomia veterinária
PPTX
O evangelho segundo o Espiritismo.
PPT
Concentração Aura e Irradiação
PDF
Fisiologia renal Veterinária
Aula 3 - Bem Estar Animal (2)dddddddd.pptx
Bem-estar animal 1
1 introdução à zootecnia
Farmacologia Opioides
Sistema urinário - Anatomia veterinária
O evangelho segundo o Espiritismo.
Concentração Aura e Irradiação
Fisiologia renal Veterinária

Mais procurados (20)

PPTX
Gatos e raças de gatos
PPT
Educação alimentar de cães e gatos.ppt ok
PPTX
Introdução Etologia e bem-estar animal - etologia e bem-estar animal
PDF
9 fundamentos-de-terapeutica-veterinaria
PDF
Cartilha bem estar animal - publico externo -
PDF
Auxiliar de veterinário
PPT
Estudos de geriatria em cães
PPTX
Caes e gatos
PPTX
Comportamento e Raças Populares de Gatos domésticos
PPTX
Casqueamento de Equinos
PPT
Exame fisico geral
PPTX
Métodos de Contenção.pptx
PPTX
Sistema digestório Cães
PPTX
Assistente veterinario com banho e tosa
PDF
Instalações caprinos e ovinos
PPT
Sanidade e enfermidade de caprinos e ovinos - caprinos e ovinos
PPT
Cronometria dentaria de Equinos
PDF
Exame clínico equinos
PPTX
Medicina de aves selvagens
PPTX
Deformidades angulares dos membros de equinos
Gatos e raças de gatos
Educação alimentar de cães e gatos.ppt ok
Introdução Etologia e bem-estar animal - etologia e bem-estar animal
9 fundamentos-de-terapeutica-veterinaria
Cartilha bem estar animal - publico externo -
Auxiliar de veterinário
Estudos de geriatria em cães
Caes e gatos
Comportamento e Raças Populares de Gatos domésticos
Casqueamento de Equinos
Exame fisico geral
Métodos de Contenção.pptx
Sistema digestório Cães
Assistente veterinario com banho e tosa
Instalações caprinos e ovinos
Sanidade e enfermidade de caprinos e ovinos - caprinos e ovinos
Cronometria dentaria de Equinos
Exame clínico equinos
Medicina de aves selvagens
Deformidades angulares dos membros de equinos
Anúncio

Semelhante a O Comportamento Do CãO Em FunçãO Do Homem (20)

PDF
Mdm nº16
PDF
Mdm nº16
PPTX
Defesa dos animais
PPTX
Posse ou guarda responsável
PPTX
Aula 1.2 A origem.pptxpokmlokmpokmpokmpokmpokpo
PPTX
Aula manejo de animais.pptx
PDF
Página 11
PPT
1230404078 tratamento animal
PDF
Página 09
PPT
1230404078tratamentoanimal 130723072327-phpapp02
DOCX
O meu animal favorito é o cão
DOCX
O meu animal favorito
DOCX
O meu animal favorito é o cão
DOCX
O meu animal favorito é o cão
PPTX
A vida canina
PDF
Abandono de Animais
PDF
Revista 7º ano 04
PDF
Pet o-que-voce-precisa-saber-antes-de-adquirir-um-gato
PDF
Informativo julho 13
PDF
Revista4patas Especial
Mdm nº16
Mdm nº16
Defesa dos animais
Posse ou guarda responsável
Aula 1.2 A origem.pptxpokmlokmpokmpokmpokmpokpo
Aula manejo de animais.pptx
Página 11
1230404078 tratamento animal
Página 09
1230404078tratamentoanimal 130723072327-phpapp02
O meu animal favorito é o cão
O meu animal favorito
O meu animal favorito é o cão
O meu animal favorito é o cão
A vida canina
Abandono de Animais
Revista 7º ano 04
Pet o-que-voce-precisa-saber-antes-de-adquirir-um-gato
Informativo julho 13
Revista4patas Especial
Anúncio

Mais de Hospital Veterinário do Porto (13)

PPTX
Valvuloplastia por balão em canídeo com estenose pulmonar
PPSX
Razões de uma dieta vegetariana
PPSX
Cães geriátricos
PDF
Os 5 sentidos do cão
PPSX
Os 5 sentidos do cão
PDF
O tratamento e ajuda através dos animais
PDF
Medicina Veterinária em portugal exigência de conceitos e respeito pelo anima...
PDF
Cuidados de saúde em animais geriatricos
PDF
Animais com missões
PDF
Obesidade canina e felina
PDF
O tratamento e ajuda através dos animais
Valvuloplastia por balão em canídeo com estenose pulmonar
Razões de uma dieta vegetariana
Cães geriátricos
Os 5 sentidos do cão
Os 5 sentidos do cão
O tratamento e ajuda através dos animais
Medicina Veterinária em portugal exigência de conceitos e respeito pelo anima...
Cuidados de saúde em animais geriatricos
Animais com missões
Obesidade canina e felina
O tratamento e ajuda através dos animais

O Comportamento Do CãO Em FunçãO Do Homem

  • 1. O Comportamento do cão em função do Homem
  • 2. Índice:  A domesticação ………………………………………. Pág. 2 / 6  O Comportamento ……………………………………. Pág. 7 / 9 - Positivismo do comportamento do cão em função do Homem ……………………………………………. Pág. 10 / 19 - Negativismo do comportamento do cão em função do Homem ……………………………………………. Pág. 20 / 38  O melhor para os animais ………………………….. Pág. 39 / 41
  • 3. A Domesticação: • A domesticação de animais é uma prática realizada desde os primórdios da humanidade, pois o homem sempre teve a necessidade de ter certos animais ao seu lado, seja para auxiliá-lo na caça de subsistência, ajudá-lo em certos serviços, ou apenas para fazer-lhe companhia.
  • 4. • Ao longo dos séculos, através da domesticação, o ser humano realizou uma selecção artificial dos animais pelas suas aptidões, características físicas ou tipos de comportamentos. • O resultado foi uma grande variedade de raças que, actualmente, são classificadas em diferentes grupos ou categorias. • Esse vínculo Homem-animal, produziu uma série de alterações comportamentais no cão e no gato, como resposta à sua integração na sociedade humana
  • 5. • No caso do gato, e ao contrário do cão, não evoluiu para um comportamento muito diferente do seu ancestral selvagem. • Pois o gato não possuí hierarquia social que permita ao Homem assumir um papel de “líder”. • A sua independência, e o facto da domesticação não lhe ter causado mudanças drásticas, permitiu que o gato sobrevivesse muito bem por conta própria. Por esse motivo não o conhecemos por receber ordens de humanos.
  • 6. • Por seu turno, o cão é um animal social que na maioria das vezes aceita o seu dono como “chefe da matilha”. • Por ser um animal inteligente e obediente, o homem lidera a sua aprendizagem e adestramento. • No entanto, essa liderança comporta consigo mudanças, positivas e negativas, no comportamento do animal.
  • 7. • Com a domesticação do cão a relação com o ser humano tornou-se tão complexa que, ao entrar para uma família, eles são capazes de provocar alterações no comportamento de todos os seus membros. • Passando a compartilhar hábitos humanos e, muitas vezes, a adquirir o perfil de uma pessoa. Isso comporta consigo mudanças e distúrbios comportamentais no animal.
  • 8. O Comportamento: • O comportamento animal é uma ciência ainda pouco difundida, porque as pessoas desconhecem a significante importância de saber como se deve lidar com os animais diante de inúmeras situações, que eles enfrentam no seu convívio com a sociedade humana. A personalidade de um cão é definida pelo seu comportamento em sociedade, e para com a sociedade. Esse comportamento é moldado desde tenra idade, onde o cão começa a descobrir e a explorar o mundo exterior a ele.
  • 9. • Tal como a vacinação ou a prática de uma actividade diária, a educação é um dos deveres do Homem em relação ao cão, a partir do momento que decide adoptá-lo como animal de companhia. • Com efeito, a educação constituí não só a garantia da coabitação harmoniosa entre o animal, o dono e o meio envolvente, como também da sua integração na sociedade.
  • 10. • O comportamento do cão é o resultado da sua educação que, por seu turno, é o puro reflexo do seu dono. Em suma, o comportamento do cão é o resultado da educação e aprendizagem que o seu dono lhe proporciona, e que pode ser: • Positivo; • Negativo.
  • 11.  Positivismo do comportamento do cão em função do Homem: • Os animais, tal como os seres humanos, têm períodos de transição que definem a sua personalidade e que influenciam o seu comportamento. É nesse período, chamado período de socialização, entre a 3ª e a 12ª semana, que ele aprende a conhecer o mundo que o rodeia e a explorar, sem medos, tudo que lhe é desconhecido.
  • 12. • Quando o cão é estimulado, desde tenra idade, a vários factores sociais, as bases da personalidade comportamental será definida e isso comporta consigo aspectos positivos para o animal, para a sua saúde, e para a própria sociedade que o acolhe, tais como: - Cães pastores de rebanho; - Cães de busca e salvamento; - Cães guia para cegos; - Cães como ajuda ao doente; - Facilitadores da comunicação;
  • 13.  Cães pastores de rebanho: • Cães que protegessem o rebanho e o pastor contra predadores, os lobos. Enquanto o pastor descansa e o rebanho pasta os cães têm o papel importante de vigiá-los e de fazer patrulhas no território circundante. Quando o pastor tem que se ausentar para ir à aldeia ou a casa, deixa o rebanho nas pastagens entregues ao cães.
  • 14.  Cães de busca e salvamento: • Pela sua mobilidade e faro, o cão é treinado para a busca e salvamento de vítimas. Complementa o trabalho dos aparelhos de detecção electrónicos, e muitas vezes supera-os.
  • 15.  Cães guia para cegos: • O cão-guia para cegos é um animal de raça educado durante dois longos anos para que possa conduzir o seu dono em segurança nas suas deslocações. O cão é treinado para evitar que o seu dono (cego) choque com obstáculos, ajudando-o a encontrar entradas e saídas de estabelecimentos, ajudando-o a procurar um multibanco, um telefone público, uma passadeira de peões e evita até que o seu dono pise em poças de água e excrementos de outros animais.
  • 16. Cães “terapeutas”: • Os cães utilizados como companhia de pessoas com doenças mudaram suas Vidas. Alguns psicólogos revelam que os cães ajudam a reduzir os sentimentos de depressão, solidão e ansiedade, contribuindo para melhorar a qualidade de vida do ser humano.
  • 17.  Facilitadores da comunicação: • Uma pesquisa feita em Paris, revelou que a presença de um animal de companhia como: cão ou gato; estimula o desenvolvimento da afectividade de crianças e adolescentes. O facto do animal estar permanentemente disponível para o convívio com os seus jovens donos aparece na pesquisa como uma factor-chave para o relacionamento entre os familiares e também torna os animais domésticos uma presença de grande importância nos lares.
  • 18. Em suma: • De todos os animais que conhecemos, é o cão o que mais se uniu ao homem. Seja por pessoas que lhes dão taças a transbordar de comida, seja por mendigos que dormem ao relento e que só lhes podem dar uma pequena parte das suas migalhas, é igual a sua afeição e dedicação. É com igual amor que lambe a mão ornada de jóias e os dedos trémulos, consumidos de doenças e fome.
  • 19. • É graças a esse vínculo, Homem-cão, que hoje dizemos a famosa frase: “O cão é o melhor amigo do Homem!” Quando bem amado, bem educado e socializado, podemos encontrar nele um eterno amigo, um companheiro para toda a vida. E não se tem conhecimento de uma amizade tão forte e duradoura entre espécies distintas quanto a do humano e do cão.
  • 20. • No entanto, e infelizmente, este não é o quadro que sempre perdurou na nossa sociedade. Um quadro que foi sofrendo alterações drásticas tanto no animal, a nível do seu comportamento e saúde, como também aos olhos da sociedade que o rodeia.
  • 21. x Negativismo do comportamento do cão em função do Homem: • Existem pessoas que adquirem animais de estimação por razões erradas, que não os educam da maneira adequada, que não criam elos de afectividade com eles, e acabam por criar sofrimento e tristeza no animal. Em muitos países os animais são sacrificados mais por problemas comportamentais do que por outras razões médicas.
  • 22. • Nem todos os seres humanos possuem sensibilidade quanto à guarda responsável em relação aos animais de estimação, pois acabam por abandonar os seus animais à sua sorte, sujeitos a todo o tipo de maus- tratos, em ambientes hostis e ameaçadores, passando fome, frio, sendo atropelados, apedrejados, etc. • Em alguns casos, a má domesticação, pode originar o aparecimento de distúrbios comportamentais quando não se cria o animal de acordo com a sua natureza, em ambientes «anti-sociais» ou com energia menos positiva para eles.
  • 23. • Distúrbios comportamentais tais como: Oscilação da cabeça – proveniente de estados de stress; Destruição de objectos – proveniente de estados de falta de actividades físicas e naturais; Mamar em si mesmo, em roupas, etc. – proveniente de estados decorrentes de desmame precoce; Compulsão pela limpeza corporal (lambidelas excessivas) – proveniente de estados de stress, frustração e tédio;
  • 24. Hiperactividade – proveniente de estados de ansiedade; Apetite pervertido (ingerir sacos plásticos, tecidos, metais, etc.) – proveniente de estados de transtorno nutricional e solidão; • Os problemas comportamentais são a principal causa de morte na população de animais de companhia. Problemas esses que são os responsáveis por cerca de 3 a 6 milhões de eutanásias de cães e gatos, por ano.
  • 25. • Principais problemas comportamentais: • Ansiedade; • Stress • Ciúmes; • Agressividade.
  • 26. • Ansiedade: Existem várias razões para um cachorro ser ansioso, as mais comuns são: • Genética; • Pouca socialização; • Medos e fobias; • Doenças; • Necessidade de ter de ficar várias horas sozinho. Os sintomas da ansiedade podem ser diversos, mas a origem é só uma: um enorme sofrimento e stress emocional da parte do animal.
  • 27. • Stress: Muitas vezes comportamentos de stress, em cães, passam despercebidos pelos donos até ao dia em que o animal responde a situações de ansiedade de uma destas formas: atacar, ou fugir. Um cão que se esconde debaixo dos móveis, ou um cão que reage com agressividade para com o dono é um cão em stress.
  • 28. • Ciúmes: Uma equipa de biólogos austríacos identificou um sentimento bem humano em animais… o ciúme. Acontece quando o animal tem que dividir a atenção com um membro novo na «matilha», ou quando esse novo membro recebe mais atenção e recompensas que ele.
  • 29. • Agressividade: Comportamento agressivo é todo aquele que tem como objectivo intimidar, magoar ou matar uma pessoa ou um outro animal. Sendo assim, podemos dividir a ocorrência do comportamento agressivo em dois grupos, e relacionar cada um deles com diferentes tipos de situações: - Agressividade de defesa instintiva; - Agressividade como reflexo da (má) educação.
  • 30. • Agressividade de defesa instintiva: - É uma agressividade como resposta impulsiva ao medo e ao trauma de diversas situações a que o animal esteve sujeito, tais como: • Relacionada com o medo; • Relacionada com crianças; • Relacionada com pessoas estranhas; • Relacionada com o território; • Relacionada com más experiências.
  • 31. Relacionada com o medo: • Quando o cão sente medo de estímulos estranhos e apresenta uma agressividade relacionada a esse medo, a única resposta que encontra é a agressividade de defesa, para que o estímulo responsável pelo medo ou ansiedade vá embora. Este tipo de comportamento é defensivo e pode acontecer em diversas situações ameaçadoras como na clínica veterinária, em exposições caninas ou durante caminhadas.
  • 32. Relacionada com crianças: • Alguns cães reagem agressivamente somente com crianças, pois as crianças estão no mesmo nível de visão (altura) dos cães e os seus olhares fazem com que o cão ache que elas estejam a encará-los, sendo isso percebido como uma ameaça, fazendo com que os cães tomem uma atitude defensiva.
  • 33. Relacionada com pessoas estranhas: • Uma questão que deve ser lembrada quando falamos em agressão a pessoas estranhas, e que novamente deve ser citado, é o processo de socialização do animal em relação às pessoas que ele irá deparar-se quando for passear na rua ou em num parque, por exemplo.
  • 34. • Relacionada com o território: A agressividade territorial pode ser observada, pelo animal na casa, no jardim, na vizinhança, durante um passeio, dentro do carro ou em qualquer lugar que o cão tende a frequentar e marcar com a sua urina. Este comportamento é agravado pelo medo, e poderá piorar se o cão ficar preso em casa por períodos prolongados.
  • 35. • Relacionada com más experiências: A agressividade a pessoas, sem motivo aparente, tem origem nos traumas sofridos e lembrados pelo animal. Traumas esses, como os maus-tratos e o abandono, que fazem com que ele reaja instintivamente com agressividade a todas as acções a ele dirigidas.
  • 36. • Agressividade como reflexo da (má) educação: - É uma agressividade como resposta da má educação que o proprietário lhe foi transmitindo e sujeitando, onde o animal foi treinado com a certeza que pode dominar uma pessoa subordinada a ele. Neste caso temos os cães denominados por «perigosos».
  • 37. • São animais que, por culpa do próprio dono, têm um perfil de agressividade para tudo o que o rodeia e que lhe é exterior. No caso destes cães, a socialização é propositadamente nula, onde o único objectivo do dono é criar um animal forte e de respeito, mesmo que isso implique que ele seja agressivo e considerado um «cão perigoso». Algumas raças de cães, por culpa do Homem, fora catalogadas de «raças perigosas”.
  • 38. • Lista dos cães considerados perigosos (por culpa do dono): - Rottweiler; - Cão de fila brasileiro; - Dogue argentino; - Pit Bull Terrirer; - Staffordshire Terrier americano; - Staffordshire Bull terrier; - Tosa Inu.
  • 39. !!! É importante lembrar que estas raças não são geneticamente predispostas à «agressividade». O único perigo genético que elas têm é o seu próprio dono, que reflecte nos animais a sua própria imagem !!!
  • 40.  O melhor para os animais: Para alguns psicólogos muitos dos problemas de comportamento são evitáveis com acções praticadas pelos donos, em prol do bem-estar físico e psicológico dos animais, tais como: • Nutrição apropriada; • Estímulo do exercício físico; • Boa comunicação entre o dono e o animal; • Permitir que o animal conviva com outros animais; • Permitir que o animal conviva com outras pessoas; • Estimular o animal a todo o ambiente exterior a ele.
  • 41. • O animal doméstico, tanto o cão como o gato, cresce junto do Homem e brinca com o Homem, comunicando e actuando entre si, constantemente. • Para que o animal possa viver feliz e de pleno bem-estar físico e psicológico o Homem não o pode tratar como se de um objecto se trata-se. • Tal como cada um de nós, eles têm sentimentos e emoções, que devem ser respeitados e em prol da harmonia do ser humano com a Natureza.
  • 42. Os animais foram criados pela mesma mão caridosa de Deus que nos criou... É nosso dever protegê-los e promover o seu bem estar!
  • 43. Trabalho realizado por: Marta Costa Vânia Reis e Joana Pimenta Curso Auxiliar de Veterinária 2009