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O que é e como Surgiu a
Sociologia?
EEEFM Jacaraípe
Prof.: Roberto Izoton
1º Ano do Ensino Médio
O que é a Sociologia?
• A Sociologia é uma das Ciências Sociais. Ela estuda as relações e as
estruturas sociais de maneira racional e sistemática, a partir da
seleção de um objeto e da utilização de métodos e técnicas de
pesquisa aprovados pela comunidade científica.
• Além da Sociologia, são também Ciências Sociais a Antropologia, que
estuda as culturas humanas na sua diversidade, e a ciência Política,
que se preocupa com as relações de poder e as instituições políticas.
• A Sociologia surge na Europa do século XIX, preocupada com as
transformações sociais que estavam acontecendo naquele período.
Mudanças Resultantes da
Industrialização
• Desenvolvimento do capitalismo e desestruturação do modo de vida
feudal.
• Mudanças na estrutura social: estamentos tradicionais (clero, nobreza e
servos)  classes sociais (burguesia, proletariado e classes
intermediárias).
• Modernização da agricultura e êxodo rural  urbanização, industrialização
e recrudescimento do comércio.
• Inicialmente, a aglomeração nas cidades ocasionou a falta de alimentos e
as precárias condições sanitárias e de higiene elevavam o índice de
mortalidade na Europa. Apenas depois de 1800, com a Revolução
Industrial e a Revolução Agrícola inglesas, a situação melhorou e a
expectativa de vida aumentou.
• As péssimas condições de trabalho, as elevadas jornadas e os baixos
salários dos operários no início da Revolução Industrial fizeram com
que os pobres fossem mais vulneráveis aos problemas sociais
(segurança e saúde) do período.
• Mudanças nas relações afetivas e familiares: garantia da propriedade
das mulheres, fim do direito de primogenitura, amor romântico,
casamento por escolha dos próprios parceiros, família nuclear e
consideração da infância e da adolescência como fases distintas da
vida das pessoas.
• Mudança também na percepção do tempo, a partir da compra da
hora de trabalho por parte dos industriais.
Antecedentes Intelectuais da Sociologia
• Advento da Modernidade: concepção orgânica da sociedade medieval 
individualismo (Lutero e o livre exame das Escrituras).
• A valorização da razão, a crença na lei natural inscrita no coração dos
homens e o advento das ciências experimentais desencadearam o
processo de secularização das atividades humanas e o questionamento
dos princípios de autoridade da Igreja Católica (Teologia  Matemática,
Química, Biologia).
• Iluminismo: crença na evolução da humanidade rumo ao progresso e
consideração da razão como ferramenta para o alcance de tal estado.
• Revolução Francesa: emancipação do indivíduo frente à religião e às
demais instituições, crença na educação como fonte da felicidade.
CHARLES DE MONTESQUIEU (1689-
1755)
•Estudo comparativo das sociedades
por meio da observação empírica.
•Existência de leis gerais e necessárias,
provenientes da natureza das coisas.
•Descoberta dessas leis pelo intelecto
humano e elaboração de leis sociais e
políticas (positivas) que variam de
acordo com a estrutura social.
•Obediência das leis positivas como
fundamento da liberdade e como
condição para o bom funcionamento do
mundo social.
JEAN-JACQUES ROUSSEAU (1712-1778)
•Estado de natureza (liberdade, ausência
de autoridade e da lei)  Pacto Social
 Estado civil (associação entre os
indivíduos, propriedade privada, leis e
Estado, servidão e submissão). Processo
histórico e evolutivo.
•Prós da vida em sociedade:
sentimentos das pessoas umas com as
outras e comodidades. Contras da vida
em sociedade: dependência dos outros,
que beira a servidão.
•A raiz das desigualdades sociais
encontra-se na propriedade privada.
Primeiras Sociologias: Ordem, Caos,
Contradições, Evolução
• Reação conservadora aos ideias do Iluminismo e da Revolução
Francesa.
• Busca de uma sociedade estável, fundada em valores familiares,
religiosos e comunitários, assim como na ordem, na coesão e na
autoridade.
• Seus estudos sobre moralidade, solidariedade e coesão (que na
sociedade medieval eram garantidas pela Igreja e pelas corporações
de ofício) influenciaram os primeiros sociólogos, mesmo que estes
defendessem a modernidade e o progresso.
HENRI DE SAINT-SIMON (1760-1825)
•Para ele, a produção material, a divisão do
trabalho e a propriedade são as bases de uma
sociedade.
•Dividia a sociedade entre os produtores (donos
das fábricas e trabalhadores) e os ociosos
(família real, ministros, padres etc.). Os
produtores geram as riquezas que são sugadas
pela elite ociosa, daí o conflito de interesses
entre as duas classes.
•Acreditava no industrialismo como domínio da
natureza e aposta no progresso.
•Propunha uma Fisiologia Social que adotasse o
método positivo das ciências físicas.
•Tinha uma visão orgânica da sociedade e
enfatizava a busca das leis do desenvolvimento
da história, permitindo uma organização
racional da sociedade.
•Defendia a criação de uma religião da
humanidade.
AUGUSTE COMTE (1798-1857)
•A ciência social positiva deveria investigar as leis
sociais com o objetivo de prever racionalmente os
fenômenos e agir com eficácia sobre a realidade.
Ênfase na estabilidade, na ordem e no progresso.
•Acreditava que a crise de sua época era provocada
pela desorganização social, moral e de ideias.
Propunha a Sociologia como uma ferramenta para o
reestabelecimento da ordem.
•Diferente da filosofia negativa, que teria sido
responsável pela desestruturação da sociedade
medieval, a filosofia positiva deveria fornecer as
bases da regeneração social por meio da regeneração
do pensamento.
•Predomínio da sociedade sobre o indivíduo. O único
direito possuído pelos indivíduos é o de cumprir o
seu dever. Rejeição das revoluções como contrárias à
ordem e à autoridade.
•Também propunha a criação de uma religião da
sociedade.
HERBERT SPENCER (1820-1903)
•Também defendia a adoção dos
métodos das ciências naturais.
•Teoria do evolucionismo social: aplicou
os conceitos de evolução, seleção
natural e luta pela sobrevivência para
explicar vários fenômenos,
principalmente as desigualdades
sociais.
•Acreditava no progresso e na
concepção orgânica da sociedade. Os
indivíduos seriam as unidades
elementares do organismo social. Como
um organismo biológico, as sociedades
também evoluiriam e se diferenciariam
interna e externamente.
Breve Panorama sobre os Clássicos da
Sociologia
• Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber são considerados os autores
clássicos da Sociologia. Isso se dá porque é a partir de suas obras
(principalmente das do primeiro) que a Sociologia se constituiu em uma
ciência autônoma e porque os seus pensamentos influenciaram em grande
medida os sociólogos que produziram depois.
• Durkheim foi professor do primeiro curso de sociologia da história, na
Universidade de Bordeaux, na França. Ele também fundou em 1898 a
Année Sociologique, revista que é publicada até hoje. Weber também foi
professor universitário na Alemanha e, assim como Durkheim, escreveu
bastante sobre os métodos da Sociologia. Marx não chegou a ser professor
universitário e não produziu estritamente Sociologia. Com formação em
Direito, Weber escreveu obras que podem ser enquadradas na Economia,
na Filosofia, na História, na Sociologia e na Política, dentre outras áreas das
Ciências Sociais.
KARL MARX (1818-1883)
•Junto com Friedrich Engels (1820-
1895), criou o método chamado
materialismo histórico e dialético,
combinando a perspectiva dialética de
Hegel e a materialista de Feuerbach.
•Desde o estabelecimento da
propriedade privada dos meios de
produção, as sociedades são divididas
em classes (proprietários e não
proprietários) que lutam entre si. No
capitalismo, as principais classes são a
burguesia, que detém a propriedade
privada dos meios de produção, e o
proletariado, que possuem apenas a
sua força de trabalho e a vendem para
os burgueses.
• De acordo com o materialismo histórico e dialético, todas as relações existentes entre os
seres humanos têm como base a maneira por meio da qual estes se organizam para
produzir aquilo que é necessário para a sua existência.
• Essa organização se manifesta, por um lado, na ação dos seres humanos com a natureza, a
tecnologia, o conhecimento técnico e a divisão do trabalho (forças produtivas), e, por
outro lado, a maneira por meio da qual as pessoas efetivamente se organizam num
determinado contexto histórico e social para a produção e a distribuição daquilo que
necessitam (relações sociais de produção).
• A soma das forças produtivas e das relações sociais de produção constituem a estrutura
de uma sociedade, que é a sua base material. Sobre esta base, os seres humanos
constroem também os sistemas políticos, jurídicos, econômicos, religiosos, filosóficos,
científicos, etc., a que Marx e Engels chamam de superestrutura.
• A soma da estrutura e da superestrutura de uma sociedade forma os meios de produção,
que variam ao longo da história. É a luta de classes que provoca a mudança nos meios de
produção, a partir de processos revolucionários. Por isso Marx e Engels escreveram que o
motor da história é a luta de classes.
• O pensamento de Marx foi influenciado pela tradição iluminista, que via a razão como
ferramenta para o conhecimento e a transformação da realidade. Como ele também
acreditava no ideal da perfectibilidade humana, defendia que a construção de uma
sociedade justa, igualitária e libertária seria o ápice do progresso.
ÉMILE DURKHEIM (1858-1917)
•Dedicou-se a desenvolver a
Sociologia como uma ciência positiva
e criou o método funcionalista ou
comparativo.
•O objeto da sociologia, para
Durkheim é o fato social, que é toda
forma de ser, de fazer, de agir, de
pensar e de sentir que são externas
aos indivíduos e são independentes
deles, que são gerais num
determinado grupo social e que
exercem sobre os indivíduos uma
coerção.
• Durkheim defendeu que o método de estudo dos fatos sociais deve ser semelhante ao
das ciências naturais, pois a sociedade se constituiria num reino a parte e guardaria as
suas especificidades.
• Em primeiro lugar, o sociólogo teria que considerar os fatos sociais como coisas, ou seja,
deve considerar que nada sabe sobre ele e que as suas opiniões não interferem sobre o
seu objeto. Para isso, ele deve abandonar as suas pré-noções, o que é difícil, pois os
fenômenos sociais tocam os seus sentimentos e lhes provocam paixões.
• De acordo com a perspectiva funcionalista, os fenômenos sociais têm uma função dentro
da sociedade e essa função deve ser estudada. Além disso, deve observar as possíveis
relações de causa e efeito, bem como a regularidade que existem entre os fenômenos
sociais, com vistas à descoberta de leis e mesmo de regras de ação para o futuro.
• A Sociologia tem que estudar os fenômenos a partir de sua dimensão social/coletiva,
sem recorrer à psicologia, por exemplo. Os elementos de uma sociedade são
interdependentes e formam os sistemas sociais. Esses sistemas apresentam formas
diferenciadas e podem ser comparados.
• Durkheim acreditava que, na sua época, as convulsões sociais tinham enfraquecido o
vínculo entre as pessoas, o que poderia gerar um estado de anomia. Por isso, a
Sociologia deveria contribuir para o fortalecimento da coesão social. Ele também
defendia o estabelecimento de uma religião da sociedade, para ajudar no fortalecimento
de tal coesão.
MAX WEBER (1864-1920)
•Diferente de Marx e de Durkheim,
que pensaram a sociedade a partir
das estruturas sociais, Weber
privilegia a ação dos indivíduos em
sua análise. Por isso, outros
sociólogos vão dizer que ele é um
dos fundadores do individualismo
metodológico.
•Ele propõe que o método das
Ciências Sociais deve ser diferente
do aplicado nas Ciências Naturais.
Não se trata de explicar os
fenômenos sociais, mas de
compreendê-los. Por isso Weber
chama o seu método de método
compreensivo.
• Quando um sujeito age, ele leva em consideração a ação dos outros
indivíduos, por isso sua ação é social. Além disso, ele atribui um sentido às
suas ações. É esse sentido que a Sociologia precisa compreender. Então, o
objeto da Sociologia é a conexão de sentido das ações.
• Ao considerar o sentido que o sujeito dá para a sua ação, bem como a sua
motivação, a Sociologia Compreensiva não o vê como mero reflexo da
estrutura social.
• A Sociologia Compreensiva também está preocupada com a causalidade dos
fenômenos sociais e considera que estes possuem múltiplos sentidos.
• Para Weber, as principais características da sociedade capitalista são os
seus crescentes desencantamento, racionalização e burocratização, que se
apresentariam como um risco às liberdades individuais. Porém, diferente
dos outros dois clássicos, ele acredita que nada pode ser feito com relação à
isso. Por isso diz-se que o pensamento do autor é marcado por um anti-
capitalismo romântico.
Referências
FERRARI, Alfonso Trujillo. Fundamentos de Sociologia. São Paulo: McGraw-
Hill do Brasil, 1983.
QUINTANEIRO, Tania; BARBOSA, Maria Ligia de Oliveira; OLIVEIRA, Márcia
Gardênia Monteiro de. Um toque de clássicos: Marx, Durkheim, Weber.
Belo Horizonte: Editora UFMG, 2002.
SILVA, Afrânio et al. Sociologia em movimento. São Paulo: Moderna, 2013.
WEBER, Max. Conceitos sociológicos fundamentais. In: ______. Economia e
Sociedade, Vol. 1. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1999. Capítulo I,
p. 3-35.

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O que é e como surgiu a sociologia?

  • 1. O que é e como Surgiu a Sociologia? EEEFM Jacaraípe Prof.: Roberto Izoton 1º Ano do Ensino Médio
  • 2. O que é a Sociologia? • A Sociologia é uma das Ciências Sociais. Ela estuda as relações e as estruturas sociais de maneira racional e sistemática, a partir da seleção de um objeto e da utilização de métodos e técnicas de pesquisa aprovados pela comunidade científica. • Além da Sociologia, são também Ciências Sociais a Antropologia, que estuda as culturas humanas na sua diversidade, e a ciência Política, que se preocupa com as relações de poder e as instituições políticas. • A Sociologia surge na Europa do século XIX, preocupada com as transformações sociais que estavam acontecendo naquele período.
  • 3. Mudanças Resultantes da Industrialização • Desenvolvimento do capitalismo e desestruturação do modo de vida feudal. • Mudanças na estrutura social: estamentos tradicionais (clero, nobreza e servos)  classes sociais (burguesia, proletariado e classes intermediárias). • Modernização da agricultura e êxodo rural  urbanização, industrialização e recrudescimento do comércio. • Inicialmente, a aglomeração nas cidades ocasionou a falta de alimentos e as precárias condições sanitárias e de higiene elevavam o índice de mortalidade na Europa. Apenas depois de 1800, com a Revolução Industrial e a Revolução Agrícola inglesas, a situação melhorou e a expectativa de vida aumentou.
  • 4. • As péssimas condições de trabalho, as elevadas jornadas e os baixos salários dos operários no início da Revolução Industrial fizeram com que os pobres fossem mais vulneráveis aos problemas sociais (segurança e saúde) do período. • Mudanças nas relações afetivas e familiares: garantia da propriedade das mulheres, fim do direito de primogenitura, amor romântico, casamento por escolha dos próprios parceiros, família nuclear e consideração da infância e da adolescência como fases distintas da vida das pessoas. • Mudança também na percepção do tempo, a partir da compra da hora de trabalho por parte dos industriais.
  • 5. Antecedentes Intelectuais da Sociologia • Advento da Modernidade: concepção orgânica da sociedade medieval  individualismo (Lutero e o livre exame das Escrituras). • A valorização da razão, a crença na lei natural inscrita no coração dos homens e o advento das ciências experimentais desencadearam o processo de secularização das atividades humanas e o questionamento dos princípios de autoridade da Igreja Católica (Teologia  Matemática, Química, Biologia). • Iluminismo: crença na evolução da humanidade rumo ao progresso e consideração da razão como ferramenta para o alcance de tal estado. • Revolução Francesa: emancipação do indivíduo frente à religião e às demais instituições, crença na educação como fonte da felicidade.
  • 6. CHARLES DE MONTESQUIEU (1689- 1755) •Estudo comparativo das sociedades por meio da observação empírica. •Existência de leis gerais e necessárias, provenientes da natureza das coisas. •Descoberta dessas leis pelo intelecto humano e elaboração de leis sociais e políticas (positivas) que variam de acordo com a estrutura social. •Obediência das leis positivas como fundamento da liberdade e como condição para o bom funcionamento do mundo social.
  • 7. JEAN-JACQUES ROUSSEAU (1712-1778) •Estado de natureza (liberdade, ausência de autoridade e da lei)  Pacto Social  Estado civil (associação entre os indivíduos, propriedade privada, leis e Estado, servidão e submissão). Processo histórico e evolutivo. •Prós da vida em sociedade: sentimentos das pessoas umas com as outras e comodidades. Contras da vida em sociedade: dependência dos outros, que beira a servidão. •A raiz das desigualdades sociais encontra-se na propriedade privada.
  • 8. Primeiras Sociologias: Ordem, Caos, Contradições, Evolução • Reação conservadora aos ideias do Iluminismo e da Revolução Francesa. • Busca de uma sociedade estável, fundada em valores familiares, religiosos e comunitários, assim como na ordem, na coesão e na autoridade. • Seus estudos sobre moralidade, solidariedade e coesão (que na sociedade medieval eram garantidas pela Igreja e pelas corporações de ofício) influenciaram os primeiros sociólogos, mesmo que estes defendessem a modernidade e o progresso.
  • 9. HENRI DE SAINT-SIMON (1760-1825) •Para ele, a produção material, a divisão do trabalho e a propriedade são as bases de uma sociedade. •Dividia a sociedade entre os produtores (donos das fábricas e trabalhadores) e os ociosos (família real, ministros, padres etc.). Os produtores geram as riquezas que são sugadas pela elite ociosa, daí o conflito de interesses entre as duas classes. •Acreditava no industrialismo como domínio da natureza e aposta no progresso. •Propunha uma Fisiologia Social que adotasse o método positivo das ciências físicas. •Tinha uma visão orgânica da sociedade e enfatizava a busca das leis do desenvolvimento da história, permitindo uma organização racional da sociedade. •Defendia a criação de uma religião da humanidade.
  • 10. AUGUSTE COMTE (1798-1857) •A ciência social positiva deveria investigar as leis sociais com o objetivo de prever racionalmente os fenômenos e agir com eficácia sobre a realidade. Ênfase na estabilidade, na ordem e no progresso. •Acreditava que a crise de sua época era provocada pela desorganização social, moral e de ideias. Propunha a Sociologia como uma ferramenta para o reestabelecimento da ordem. •Diferente da filosofia negativa, que teria sido responsável pela desestruturação da sociedade medieval, a filosofia positiva deveria fornecer as bases da regeneração social por meio da regeneração do pensamento. •Predomínio da sociedade sobre o indivíduo. O único direito possuído pelos indivíduos é o de cumprir o seu dever. Rejeição das revoluções como contrárias à ordem e à autoridade. •Também propunha a criação de uma religião da sociedade.
  • 11. HERBERT SPENCER (1820-1903) •Também defendia a adoção dos métodos das ciências naturais. •Teoria do evolucionismo social: aplicou os conceitos de evolução, seleção natural e luta pela sobrevivência para explicar vários fenômenos, principalmente as desigualdades sociais. •Acreditava no progresso e na concepção orgânica da sociedade. Os indivíduos seriam as unidades elementares do organismo social. Como um organismo biológico, as sociedades também evoluiriam e se diferenciariam interna e externamente.
  • 12. Breve Panorama sobre os Clássicos da Sociologia • Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber são considerados os autores clássicos da Sociologia. Isso se dá porque é a partir de suas obras (principalmente das do primeiro) que a Sociologia se constituiu em uma ciência autônoma e porque os seus pensamentos influenciaram em grande medida os sociólogos que produziram depois. • Durkheim foi professor do primeiro curso de sociologia da história, na Universidade de Bordeaux, na França. Ele também fundou em 1898 a Année Sociologique, revista que é publicada até hoje. Weber também foi professor universitário na Alemanha e, assim como Durkheim, escreveu bastante sobre os métodos da Sociologia. Marx não chegou a ser professor universitário e não produziu estritamente Sociologia. Com formação em Direito, Weber escreveu obras que podem ser enquadradas na Economia, na Filosofia, na História, na Sociologia e na Política, dentre outras áreas das Ciências Sociais.
  • 13. KARL MARX (1818-1883) •Junto com Friedrich Engels (1820- 1895), criou o método chamado materialismo histórico e dialético, combinando a perspectiva dialética de Hegel e a materialista de Feuerbach. •Desde o estabelecimento da propriedade privada dos meios de produção, as sociedades são divididas em classes (proprietários e não proprietários) que lutam entre si. No capitalismo, as principais classes são a burguesia, que detém a propriedade privada dos meios de produção, e o proletariado, que possuem apenas a sua força de trabalho e a vendem para os burgueses.
  • 14. • De acordo com o materialismo histórico e dialético, todas as relações existentes entre os seres humanos têm como base a maneira por meio da qual estes se organizam para produzir aquilo que é necessário para a sua existência. • Essa organização se manifesta, por um lado, na ação dos seres humanos com a natureza, a tecnologia, o conhecimento técnico e a divisão do trabalho (forças produtivas), e, por outro lado, a maneira por meio da qual as pessoas efetivamente se organizam num determinado contexto histórico e social para a produção e a distribuição daquilo que necessitam (relações sociais de produção). • A soma das forças produtivas e das relações sociais de produção constituem a estrutura de uma sociedade, que é a sua base material. Sobre esta base, os seres humanos constroem também os sistemas políticos, jurídicos, econômicos, religiosos, filosóficos, científicos, etc., a que Marx e Engels chamam de superestrutura. • A soma da estrutura e da superestrutura de uma sociedade forma os meios de produção, que variam ao longo da história. É a luta de classes que provoca a mudança nos meios de produção, a partir de processos revolucionários. Por isso Marx e Engels escreveram que o motor da história é a luta de classes. • O pensamento de Marx foi influenciado pela tradição iluminista, que via a razão como ferramenta para o conhecimento e a transformação da realidade. Como ele também acreditava no ideal da perfectibilidade humana, defendia que a construção de uma sociedade justa, igualitária e libertária seria o ápice do progresso.
  • 15. ÉMILE DURKHEIM (1858-1917) •Dedicou-se a desenvolver a Sociologia como uma ciência positiva e criou o método funcionalista ou comparativo. •O objeto da sociologia, para Durkheim é o fato social, que é toda forma de ser, de fazer, de agir, de pensar e de sentir que são externas aos indivíduos e são independentes deles, que são gerais num determinado grupo social e que exercem sobre os indivíduos uma coerção.
  • 16. • Durkheim defendeu que o método de estudo dos fatos sociais deve ser semelhante ao das ciências naturais, pois a sociedade se constituiria num reino a parte e guardaria as suas especificidades. • Em primeiro lugar, o sociólogo teria que considerar os fatos sociais como coisas, ou seja, deve considerar que nada sabe sobre ele e que as suas opiniões não interferem sobre o seu objeto. Para isso, ele deve abandonar as suas pré-noções, o que é difícil, pois os fenômenos sociais tocam os seus sentimentos e lhes provocam paixões. • De acordo com a perspectiva funcionalista, os fenômenos sociais têm uma função dentro da sociedade e essa função deve ser estudada. Além disso, deve observar as possíveis relações de causa e efeito, bem como a regularidade que existem entre os fenômenos sociais, com vistas à descoberta de leis e mesmo de regras de ação para o futuro. • A Sociologia tem que estudar os fenômenos a partir de sua dimensão social/coletiva, sem recorrer à psicologia, por exemplo. Os elementos de uma sociedade são interdependentes e formam os sistemas sociais. Esses sistemas apresentam formas diferenciadas e podem ser comparados. • Durkheim acreditava que, na sua época, as convulsões sociais tinham enfraquecido o vínculo entre as pessoas, o que poderia gerar um estado de anomia. Por isso, a Sociologia deveria contribuir para o fortalecimento da coesão social. Ele também defendia o estabelecimento de uma religião da sociedade, para ajudar no fortalecimento de tal coesão.
  • 17. MAX WEBER (1864-1920) •Diferente de Marx e de Durkheim, que pensaram a sociedade a partir das estruturas sociais, Weber privilegia a ação dos indivíduos em sua análise. Por isso, outros sociólogos vão dizer que ele é um dos fundadores do individualismo metodológico. •Ele propõe que o método das Ciências Sociais deve ser diferente do aplicado nas Ciências Naturais. Não se trata de explicar os fenômenos sociais, mas de compreendê-los. Por isso Weber chama o seu método de método compreensivo.
  • 18. • Quando um sujeito age, ele leva em consideração a ação dos outros indivíduos, por isso sua ação é social. Além disso, ele atribui um sentido às suas ações. É esse sentido que a Sociologia precisa compreender. Então, o objeto da Sociologia é a conexão de sentido das ações. • Ao considerar o sentido que o sujeito dá para a sua ação, bem como a sua motivação, a Sociologia Compreensiva não o vê como mero reflexo da estrutura social. • A Sociologia Compreensiva também está preocupada com a causalidade dos fenômenos sociais e considera que estes possuem múltiplos sentidos. • Para Weber, as principais características da sociedade capitalista são os seus crescentes desencantamento, racionalização e burocratização, que se apresentariam como um risco às liberdades individuais. Porém, diferente dos outros dois clássicos, ele acredita que nada pode ser feito com relação à isso. Por isso diz-se que o pensamento do autor é marcado por um anti- capitalismo romântico.
  • 19. Referências FERRARI, Alfonso Trujillo. Fundamentos de Sociologia. São Paulo: McGraw- Hill do Brasil, 1983. QUINTANEIRO, Tania; BARBOSA, Maria Ligia de Oliveira; OLIVEIRA, Márcia Gardênia Monteiro de. Um toque de clássicos: Marx, Durkheim, Weber. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2002. SILVA, Afrânio et al. Sociologia em movimento. São Paulo: Moderna, 2013. WEBER, Max. Conceitos sociológicos fundamentais. In: ______. Economia e Sociedade, Vol. 1. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1999. Capítulo I, p. 3-35.