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UNIVERSIDADE BARÃO DE MÁUA
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM GESTÃO ESCOLAR
O uso responsável do celular na sala de aula, mais uma
ferramenta pedagógica no ensino aprendizagem na era
digital
Aluno: EDSON GUERINO BARBON
SÃO PAULO
2014
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CENTRO UNIVERSITARIO BARÃO DE MAUÁ
EDSON GUERINO BARBON
O uso responsável do celular na sala de aula, mais uma
ferramenta pedagógica no ensino aprendizagem na era
digital
Trabalho de Conclusão de Curso submetido à
Faculdade de Educação do Centro
Universitário Barão de Mauá como requisito do
Curso de Pós - graduação lato sensu Gestão
Escolar.
Orientadora: Prof: Rosemary Conceição dos
Santos.
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RESUMO
Este trabalho tem como finalidade, promover uma reflexão sobre as modificações no
contexto da escola e a escola na sociedade contemporânea. As transformações
observadas no contexto atual exigem da comunidade escolar um novo posicionamento
frente a sua função formadora, fazer com que a instituição “Escola” adquira novas
atribuições que não somente os trabalhos dos conhecimentos já sistematizados. Estas
modificações despertam, nos agentes educacionais e nos teóricos da educação,
opiniões contrárias: a resistência de alguns por considerar que a escola está
interferindo em questões que seriam responsabilidade da instituição familiar e o
acolhimento de outros, por compreenderem que as transformações contextuais
ocasionam, necessariamente, a incorporação de novas preocupações ao ambiente
escolar, preocupações estas que fariam parte da formação denominada “integral” do
indivíduo. Em meio a estas contradições encontra-se a figura do gestor que deve de
certa forma, direcionar a equipe escolar para os objetivos educacionais de sua
instituição e trabalhar as relações interpessoais para que, mesmo com pensamentos
contrários, todos caminhem rumo a uma meta estabelecida e consigam harmonizar a
relação escola e sociedade. Para desenvolver este estudo serão trabalhados alguns
conceitos contemporâneos, da escola, considerando suas modificações no decorrer do
tempo, advindas de transformações nos aspectos políticos, econômicos, sociais e
tecnológicos. Os objetivos serão: refletir sobre os rumos da educação contemporânea
e sobre o desafio em estabelecer com clareza o aprendizado; aprofundar-me nos
conhecimentos relacionados a duas instituições que consistem no alicerce da
sociedade e que passam por constantes transformações, influenciadas pelas alterações
ocorridas no contexto atual e refletir sobre bloqueio proporcionado pelo avanço da
tecnologia da escola analógica e a escola digital a importância do gestor para a
promoção de um ambiente favorável para essa relação.
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Palavras - chave: liberdade, evolução tecnológica, social e escola digital.
O que o Edson escreveu:
Atualmente os alunos apresentam dificuldades em ater e reter informações e em focar
como ouvinte o interlocutor (professor), pois interagem com aparelhos eletrônicos
(celulares, tablets, fones de ouvido, etc.), conversas concomitantes com colegas na
classe; Essa ocorrência no ensino, transformou a escola em um local mais para um
encontro social, do que para o ensino e aprendizado, tornando quase impossível a
orientação de informações via oral e escrita aos alunos. Isso trouxe dificuldades nas
interações educativas entre professores e alunos, onde estes, não conseguem assimilar as
informações administradas em salas de aula, sendo difícil a interpretação dos assuntos
abordados, assim, não atingem um conteúdo mínimo de aprendizado, sendo em vão
todo trabalho educativo proposto.
INTRODUÇÃO
Escola formação para a vida
Hoje, o que mundialmente se constata é que o contexto de desenvolvimento
cultural, social, econômico e tecnológico do século XX mudou drasticamente, o que
passou a exigir da escola finalidades e enfoques diferentes daqueles aos quais, até então,
ela estava habituada.
Podemos observar diferentes enfoques históricos sob os quais o ensino foi
compreendido, pautado em finalidades diferentes: o ensino como transmissão cultural; o
ensino como treino de habilidades relacionadas às necessidades do mundo industrial; o
ensino como fomento do desenvolvimento natural e espontâneo do indivíduo e o ensino
como produção de mudanças conceituais (GIMENO SACRISTÁN apud KRUG, 2002).
Nos três primeiros enfoques encontramos uma visão fragmentada da realidade
uma vez que focaliza apenas uma dimensão da realidade. Ora o ensino situava-se na
mera transmissão do conhecimento, ora apenas nas necessidades mercadológicas de
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uma sociedade industrial, ora no indivíduo per si, em perspectivas que, ao exaltar um
aspecto, desconsiderava /excluia os demais.
Um dos grandes equívocos da escola que se fundamenta no enfoque do ensino
como fomento do desenvolvimento natural e espontâneo do indivíduo reside em
desconsiderar o importante papel da cultura, dos conhecimentos e da interação com as
múltiplas facetas da realidade.
Por outro lado, nos enfoques do ensino como transmissão cultural, ou no ensino
como treino de habilidades relacionadas às necessidades do mundo industrial (que se
efetiva numa pedagogia da repetição, da cópia, do conteúdo per si), o equívoco reside
na desconsideração dos processos internos vivenciados por cada um dos educandos.
Nesta visão, ainda hoje muito presente, acredita-se que, para uma melhor
organização do ensino são necessárias turmas homogêneas, para que, supostamente,
todos os alunos possam “aprender igualmente”. Além de desconsiderar que tal
homogeneidade é uma falácia, tal organização também desconsidera que são as
diferentes ideias e níveis de compreensão que enriquecem o processo de aprender.
A escola centrada no conteúdo e em sua memorização, desconsidera o sentido de
conhecer. Embora memorizar seja uma das funções essenciais da inteligência, não
garante a construção de um pensamento reflexivo e criativo, levando os alunos a pouco
perceberem o sentido do que estudam e para que estudam. Cabe dizer ainda que um dos
elementos que diferencia a raça humana não é a presença da memória (uma vez que esta
está também presente nos animais), mas sim a sua capacidade de relacionar, elaborar
ideias, hipóteses, testá-las, atribuir sentido, significado, intenção e afeto a suas ações e
interações com o mundo.
Essa função propedêutica do ensino, na qual a transmissão de conhecimentos é a
única finalidade da escola, é objeto de críticas por se destinar a uma minoria de cidadãos
(aqueles que podem chegar a um ensino superior) e ainda por desconsiderar a
necessidade do ensino de voltar – se ao desenvolvimento da pessoa, capaz de preparar
todos e não apenas os mais capacitados, oferecendo respostas não só às necessidades
acadêmicas ou profissionais, mas sobretudo, educando para a vida.
O ensino como produção de mudanças conceituais, onde a aprendizagem é um
processo de transformação mais do que acumulação de conteúdos; e, junto a essa
perspectiva, a incorporação do conceito de cultura, considerando o ensino como
processo que facilita a transformação permanente do pensamento e das ações dos alunos
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e alunas, provocando a comparação de suas aquisições mais ou menos espontâneas da
vida cotidiana com as proposições das disciplinas artísticas, científicas e filosóficas,
também estimulando sua experimentação na realidade. (GIMENO SACRISTÁN apud
KRUG, 2002, p.107)
O ensino, como produção de mudanças conceituais, pauta-se em uma finalidade
da educação, numa visão ampliada, que busca a formação do sujeito em sua
multidimensionalidade.
Conforme aponta Moraes (1997), justamente por ter assumido um enfoque
fragmentado do ser humano e dos problemas da humanidade, é que a escola tem
esbarrado em sua finalidade maior, voltada para a emancipação de sujeitos históricos
capazes de atuar num contexto de incertezas e impossibilidades, de construir seu próprio
projeto de vida. A complexidade da realidade requer a construção de um pensamento
multidimensional, abrangente, que possibilite a compreensão desse real complexo,
através de um conhecimento que também considere essa amplitude.
Tais considerações afetam não apenas as finalidades da educação, mas toda sua
organização e funcionamento. Do ponto de vista curricular, de quais conteúdos são
trabalhados e como são trabalhados, tal mudança implica a adoção de um enfoque
globalizador do processo de ensino.
O enfoque globalizador, segundo Zabala (2002), caracteriza-se pela maneira
como a escola organiza o ensino, tendo como objeto de estudo a intervenção na
realidade, e favorecendo o maior número possível de relações entre os diferentes
conteúdos aprendidos.
Para tanto, o aluno precisa dispor de instrumentos cognoscitivos, que lhe
permitam lidar com a complexidade. Para ele, o enfoque globalizador baseia-se em três
princípios:
1. O objeto de estudo do ensino é a realidade: para que consigam intervir na realidade
e que possam transformá-la, isto é, para que a escola forme para a vida, é fundamental
que o objeto de estudo escolar sejam os conhecimentos, conceitos, técnicas, habilidades,
procedimentos, valores e atitudes que o capacitem para esse fim;
2. A realidade, sua compreensão e a atuação nela são complexas: ao constatar tal
complexidade, a escola se obriga a formar o aluno para dar respostas a esta
complexidade, o que significa dotá-lo de uma visão holística, além de oferecer-lhe os
meios cognoscitivos, emocionais e comportamentais;
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3. As disciplinas são os principais instrumentos para conhecer a realidade: embora
dispersos e fragmentados (uma vez que a ciência também os fragmentou em diversas
disciplinas), os conhecimentos disciplinares são os únicos instrumentos rigorosos de que
dispomos para conhecer a realidade. Isso implica aceitar suas limitações e buscar sua
relação com outros conhecimentos, para ter uma visão cada vez mais completa da
realidade.
No enfoque globalizador, segundo Zabala (2002), destaca-se ainda a preocupação
em promover a motivação dos alunos, para que é proposto tanto o reforço da auto-
estima, da atribuição de sentido à atividade como do interesse do conteúdo. É
importante que os conteúdos da aprendizagem sejam apresentados em sua
funcionalidade, ou seja, de maneira que os alunos possam considerá-los úteis para
ampliar sua capacidade de dar respostas a questões significativas. Neste ponto, há de se
ressaltar a relação dessa significação com a motivação e o interesse do aluno. Quando o
aluno consegue perceber o sentido atribuído à tarefa ou ao conteúdo aprendido, sua
intencionalidade e funcionalidade real, esta se torna atraente, pertinente a uma
necessidade, que o motiva e provoca o seu interesse.
Para Schlunzen (2000), neste momento os conceitos são aprendidos e o
conhecimento é construído, em cada disciplina, passando a ter significados e a serem
formalizados pela mediação do professor.
É neste enfoque que localizamos a escola inclusiva, pois entendemos que uma
escola que busque ensinar a todos com qualidade, compreende a aprendizagem como
processo de construção, transformação, intervenção na realidade, mudança conceitual,
atrelada à cultura, à vida cotidiana, e que tenha os problemas da realidade como ponto
de partida e de chegada.
As tecnologias na escola (http://www2.fct.unesp.br/pos/educacao/teses/jussara_miralha.pdf)
A dimensão humana deve ser considerada em sua totalidade quando nos
deparamos com a questão das tecnologias. Compreender aspectos sociais, culturais e
educativos é condição primeira para a análise de como as tecnologias estão inseridas no
contexto atual e como são determinadas e determinam esse cenário. Nesse ponto,
chamamos a atenção para a escola enquanto espaço de formação. Compreendê-la como
algo a parte do contexto atual é um equívoco, uma vez que esse espaço é
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constantemente influenciado pelos produtos advindos das tecnologias da informação e
da comunicação que permeiam e transformam o contexto contemporâneo implicando
em uma série de aspectos que alteram toda a dinâmica social.
Há aspectos positivos em tais transformações o que, de forma lógica, suporia uma
sociedade detentora de uma formação esclarecida, consciente. Entretanto,
contrariamente a essa lógica, os benefícios proporcionados pelas tecnologias não
pertencem, de fato, a todos. Para Ramos-de-Oliveira “vivemos numa sociedade
atravessada pela informação - e, quanto mais informações acolhemos, menos in-
formados ficamos.” (2003, p. 298). O que o autor assinala de forma clara é que a
informação, do modo como ela vem sendo tratada, não é sinônimo de formação, ao
contrário, o excesso de informações bombardeadas cotidianamente pelos meios de
comunicação de massa extingue do sujeito o exercício da reflexão.
Assim, as mudanças ocorridas na sociedade desencadearam transformações no
perfil desejado do trabalhador e, consequentemente, o processo educativo foi
remodelado para atender a esta nova demanda. É nesse contexto que as tecnologias da
informação e da comunicação estão inseridas na educação escolar e, portanto,
compreendê-las pressupõe o entendimento de sua inserção no sistema capitalista atual.
Para Grinspun, temos uma sociedade marcada por contradições e desafios da civilização
científica tecnológica: altos avanços neste campo capazes de fazer a vida mais humana,
mais longa, com uma cultura, hoje, de lazer, mas que, por outro lado, nos levam, por
suas estratégias, a vivenciarmos uma situação de domínio, destruição e até mesmo de
alienação. (1999, p. 34)
Atualmente os alunos apresentam dificuldades em ater e reter informações e em
focar como ouvinte o interlocutor (professor), pois interagem com aparelhos eletrônicos
(celulares, tablets, fones de ouvido, etc.), conversas concomitantes com colegas na
classe; Essa ocorrência no ensino, transformou a escola em um local mais para um
encontro social, do que para o ensino e aprendizado, tornando quase impossível a
orientação de informações via oral e escrita aos alunos. Isso trouxe dificuldades nas
interações educativas entre professores e alunos, onde estes, não conseguem assimilar as
informações administradas em salas de aula, sendo difícil a interpretação dos assuntos
abordados, assim, não atingem um conteúdo mínimo de aprendizado, sendo em vão
todo trabalho educativo proposto.
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As últimas décadas vêm sendo marcadas pelo desenvolvimento das tecnologias,
nos mais diversos setores da sociedade contemporânea, impondo transformações
constantes nas formas de produção, disseminação e aquisição do conhecimento. O
acesso a computadores e a recursos tecnológicos é uma realidade para parte significativa
da população, incluindo crianças e adolescentes. O avanço imperativo e as
transformações que o processo de crescimento tecnológico modela na sociedade vêm
despertando estudos e pesquisas em diferentes campos, entre eles o educacional
(BELLONI; GOMES, 2008; MORAN COSTAS, 2000; VALENTE 1993a). A
convivência da geração atual com a tecnologia vem gerando mudanças no
relacionamento do aluno com a informação, favorecendo novas abordagens de ensino
com aprendizagem significativa.
As diferentes abordagens possíveis para uso das tecnologias “constituem um dos
principais agentes de transformação da sociedade, pelas modificações que exercem nos
meios de produção e por suas consequências no cotidiano das pessoas”. (BRASIL,
1998, p.43).
Portanto, este cenário de abrangência das novas tecnologias de informação e
comunicação vem indicando a necessidade de a escola refletir sobre concepções e
práticas voltadas para a formação de cidadãos de uma era digital, pois, conforme
Correia, Bonifácio e Nunes (2007), as tecnologias de informação e comunicação,
enquanto e curso pedagógico, colocam-nos um desafio, uma vez que crianças e
adolescentes dessa geração estão cada vez mais interessados em descobrir as
possibilidades que as inovações tecnológicas oferecem. Valente (1993b) considera,
ainda, que o uso das novas tecnologias, em particular, o computador:
[...] pode enriquecer ambientes de aprendizagem onde o aluno, interagindo com os
objetos desse ambiente, tem a chance de construir seu conhecimento. Nesse caso, o
conhecimento não é passado para o aluno. O aluno não é mais instruído, ensinado, mas
é o construtor do seu conhecimento. (VALENTE, 1993b, p.24).
As tecnologias podem contribuir para transformar o processo de ensino, a prática
pedagógica e as relações educacionais, bem como motivar os alunos em sua
aprendizagem (CORREIA, BONIFÁCIO, NUNES, 2007). Os recursos advindos do
computador nos apresentam uma gama de usos para a área educativa, permitem a
interação entre os indivíduos e atendem à individualização, ao respeitar o ritmo de cada
aluno em seu processo de aquisição do conhecimento. Os Parâmetros Curriculares
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Nacionais (PCN) corroboram a influência das tecnologias na aprendizagem do estudante
ao considerar que “o fato de, neste final de século, estar emergindo um conhecimento
por simulação, típico da cultura informática, faz com que o computador seja também
visto como um recurso didático cada dia mais indispensável” (BRASIL, 1997, p.34).
Antes do surgimento e da propagação dos meios de comunicação de massa, a
escola, de tradição fortemente escrita e oral, era a principal e talvez a única responsável
pela disponibilização do saber acumulado pelas sociedades. Hoje, fazemos parte da
chamada sociedade da informação (BELLONI; GOMES, 2008), que produz e veicula
conteúdos de maneira visual, emocional e intuitiva diferentemente dos tradicionais
textos escritos, de estrutura linear e racional. As crianças dessa sociedade articulam
ideias de uma forma ágil, abandonando essa lógica linear de princípio, meio e fim,
presente nas form as atuais de ensino.
O que o aluno aprende?
Artigos para completar Aprendizagem:
http://www.lbd.dcc.ufmg.br/colecoes/wei/2013/004.pdf
http://www.slmb.ueg.br/iconeletras/artigos/volume6/aprendizagem-e-suas-implicacoes.pdf
https://psicologado.com/atuacao/psicologia-escolar/escola-um-dialogo-entre-ensino-e-aprendizagem
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/15044/aprendizagem-escolar
http://educador.brasilescola.com/trabalho-docente/o-que-e-aprendizagem.htm
A construção de um ensino de qualidade passa ainda pela compreensão de alguns
aspectos relacionados à aprendizagem, tais como, conforme aponta Charlot (2001), a
intrínseca relação entre o auto-conceito/auto-estima com o desejo de aprender (aspecto
psicológico da aprendizagem); a relação com o saber como uma aprendizagem
eminentemente social (aspecto sociológico da aprendizagem); e, ainda, a importância da
construção de processos metacognitivos (aspectos didáticos da aprendizagem).
A explicação para alunos que não manifestam o desejo de aprender, ainda
segundo o autor, costuma ser atribuida ao próprio indivíduo: é preguiçoso, não está
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motivado, etc. Porém, a relação entre “desejo e saber” nos revela características
estabelecidas entre essas pessoas e aquilo que estão tentando ensinar-lhes.
A capacidade e disponibilidade para aprender mantêm uma íntima relação com o
autoconceito que construímos de nós enquanto aprendentes, a uma percepção positiva
construída a partir das imagens que os demais nos devolvem de nós mesmos, ou seja,
quais identidades construímos como estudantes. O auto-conceito inclui várias
representações que temos de nós mesmos em vários aspectos (corporais, psicológicos,
sociais, morais, etc.), incluindo os julgamentos valorativos (auto-estima).
A relação que o aluno vai estabelecer com o conhecimento e com o processo de
aprender está relacionada com seu auto–conceito. Podem situar-se como interlocutores
interessantes aos professores e colegas (pessoas competentes, capacitadas para resolver
os problemas que se apresentam) ou, ao contrário (incompetentes, com poucos recursos,
inábeis, etc.). Porém, o auto-conceito – integrante da identidade – não é dado, mas
aprendido, construído.
A atitude que cada um desenvolve diante do desafio de uma nova aprendizagem é
elaborada a partir da “interiorização” das atitudes e das percepções que os outros têm
sobre ele, que os professores têm sobre ele e das relações que ele estabelece com os
conteúdos das aprendizagens. Tais interiorizações, que formam o auto conceito, podem
favorecer uma nova aprendizagem ou mesmo diante de um auto-conceito negativo,
tornar a atividade frustrante, angustiante ou reforçar uma imagem de incompetência.
(ZABALA, 2002).
Para que possa sentir-se motivado, desejoso de aprender, de elaborar o
conhecimento, cada aluno necessita de um clima de aprendizagem que favoreça a
construção de um auto conceito positivo e que ele consiga compreender suas
dificuldades e potencialidades sem sentir-se comparado ou humilhado pela diferença
com as dificuldades e potencialidades do outro. Ele necessita também de relações com o
saber, com o conhecimento que lhe permita manifestar suas diferenças e
individualidades, perceber-se como alguém que aprende e, simultaneamente, aprender
com o outro novas formas de se relacionar com esse saber.
Além disso, conforme nos aponta Charlot (2001), o aprender e o saber dependem
da relação que se estabelece com o saber. Ao aprender, o aluno não aprende apenas
conteúdos acadêmicos, mas também aprende a se relacionar com esses conhecimentos.
Toda relação com o saber é, indissociavelmente, uma relação singular e social, é uma
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relação com o outro, estabelecida de diferentes formas. Cada indivíduo pertence a
diferentes instituições (família, escola, etc.), dentro das quais as relações com o saber
são diferentes. A escola, por sua vez, é um lugar que induz relações com o saber, o que
estabelece uma dialética entre interioridade e exterioridade: aprender significa tornar
algo seu, interiorizá-lo, mas também significa apropriar-se de uma prática, de uma
forma de relação com os outros e consigo mesmo, que existe antes que eu aprenda,
sendo exterior a mim.
Assim, o sujeito que aprende apropria-se de parte do patrimônio humano
apresentado de múltiplas formas: ideias, palavras, técnicas do corpo, dispositivos
relacionais, etc. Na medida em que aprende, ele se humaniza, se subjetiva/singulariza e
se socializa. O sujeito se constrói então, constrói sua identidade, sua forma de ser, sua
forma de lidar com o saber, que só é possível pela intervenção do outro: o outro que
medeia o processo, o outro interiorizado que cada um traz em si e o outro presente nas
obras produzidas pelo ser humano (CHARLOT, 2001).
Ou seja, há uma clara interdependência entre o sujeito que conhece e o objeto a
conhecer. O contato com o outro, a interação mediada pelos signos (em especial a
linguagem em todas as suas formas de manifestação: oral, gestual, escrita, pictórica etc.)
possibilita ao sujeito, para além de uma mera “socialização” no sentido de compreender
e seguir regras sociais, aprender e apreender a mediar suas relações com o mundo,
através dos símbolos e dos signos, influenciado na forma como planeja e executa suas
ações, em suas habilidades cognitivas, na sua forma de perceber e compreender o
mundo (COLL, 1995).
Tais conceitos nos auxiliam na compreensão das diferenças na sala de aula, uma
vez que nos alertam para a condição específica do desenvolvimento do sujeito, bem
como para a subjetividade presente na interação educativa, e nos remetem a pensar nas
situações didáticas que possibilitem aprendizagens significativas, uma formação para a
vida.
Cada aluno constrói estratégias diferentes para aprender, para superar suas
dificuldades, para compreender o que lhe é proposto. O desenvolvimento de estratégias
é importante na medida em que elas propiciam maior autonomia intelectual ao aluno.
Isso implica construir significados acerca das técnicas para aprender que ele considera
mais apropriadas para si, para o momento específico que vive e para o dilema a
enfrentar, o que permitirá auto-avaliar a sua aprendizagem.
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Há de se considerar, portanto, que aprender é uma ação eminentemente
individual, na medida em que entrará em jogo a estrutura cognitiva construída pelo
sujeito e sua forma de interação com o mundo e, em especial, a sua forma de interação
com o saber possibilitado / provocado pela escola.
Por outro lado, ressalta-se que, embora aprender seja uma ação eminentemente
individual, a ação de ensinar é uma ação coletiva, voltada para um grupo, através de
diferentes formas de interação e possibilidades de trabalho, e que nunca padronizará as
aprendizagens. Mesmo diante de situações semelhantes, tal padronização é impossível.
Ao se confrontar com situações–problema as pessoas investem nelas seus meios
intelectuais, seu capital cultural, interesses, projetos, atitudes, estratégias, etc. Ou seja,
diante de uma mesma situação cada qual ouve, compreende e vê a partir de sua
construção subjetiva da realidade e da experiência (Perrenoud, 2000).
Tal relação é fundamental para o professor, pois ao assumir sua função
formadora, ele precisará compreender o que acontece com o aluno, sua trajetória, sua
relação com o saber, sua maneira de aprender; por outro lado, como ele, professor,
também constrói suas ideias e estratégias na resolução de problemas, como se relaciona
com o seu saber, e assim, melhor compreender como medeia as relações de
aprendizagem de seus alunos.
É fundamental pois, ao professor, tomar consciência de seus saberes, de quanto
suas propostas de ensino – conscientes ou inconscientes, possibilitam aos alunos a
construção de estratégias que lhes permita uma ação no mundo mais autônoma e crítica,
cada qual a partir de sua subjetividade e possibilidades.
Abstração e Interatividade
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Para iniciarmos a discussão sobre abstração e interatividade na escola, faz-se
necessário discutirmos alguns conceitos, como mudanças radicais, ocorrida no século
passado e ultimas décadas. Se não houver a compreensão dos acontecimentos ocorridos
neste espaço de tempo, não poderemos discutir as transformações observadas na prática
educacional da atualidade que ocasionam, muitas vezes, conflitos entre instituições
socialmente estabelecidas, pois nos faltará o embasamento teórico.
Abstração, no sentido figurado, significa distraída, absorto. No sentido coloquial
significa algo sago, impreciso. É costume do uso da expressão; é pura abstração, para
definir algo que tem significado limitado.
A maioria das crianças inicia sua instrução com informações oriundas de
programas de televisão, cujos programas não apresentam consistências educativas
fundamentadas ou embasadas no ensino aprendizado. Os programas de televisão têm
objetivos financeiros e lucrativos, por assim ser, divulga produtos de consumo
instigando e incentivando o consumismo logo nos primórdios da educação.
A criança não desenvolveu senso de diferenciação de valores, portanto fica a
mercê do que lhe é apresentado como correto. Assim sendo, quando inicia sua educação
já vem com uma gama muito forte de informações adversas.
Qual o motivo que consiste nesse procedimento? Os motivos são infinitos, mas o
que aflora é a família, que devido a influencias da vida moderna faz com que coloquem
seus filhos a frente da televisão para poder realizar outras funções fazendo com que a
criança absorvida pelos programas televisivos libere tempo para outros afazeres. Como
ficam os hábitos dessas crianças? Tudo que lhe é ensinado é aprendido, portanto,
comunicar-se aos gritos, faltar com as regras, como, horário de banho, dormir,
alimentar-se em horários diferentes e incorretos, agressividade, abandono e desarmonia
familiar são alguns exemplos de comportamento adversos das crianças. Quando
matriculados em creches ou pré-escolas, por falta de informação ou formação adequada
dos funcionários, não aplicam metodologia e procedimentos pedagógicos que
normatizem a forma de agir e pensar dos pequenos. Quando introduzido em ambiente
escolar arrebanham-se em salas fechadas e inicia-se o processo de alfabetização o qual
por apresentar diversas modalidades de ensino, fica a critério do aluno às formas de
como representar os símbolos, no qual fica a desejar os métodos de correção. De acordo
com a metodologia atual o domínio de praticar a escrita fica por conta do aprendiz, e os
símbolos por estes representados tornam – se irreconhecíveis e ilegíveis tornando a
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escrita e a leitura quase impossível de praticar. Quando fazemos alguma critica quanto à
caligrafia; ouvimos do aluno, esta é minha letra, como se o símbolo não fosse uma
representação gráfica e sim particular de cada aprendiz.
Relacionamento - geração interativa
A confraternização ambiental é liberal, portanto a palavra não; é insensata, tudo
pode. Conceito de regras, normas, ordem ou desordem, responsabilidade ou
compromisso, passa a serem supérfluos, então, os mandos e desmandos passaram a
generalizar o sistema. Para poder interagir com todos os procedimentos citados, o
professor, sem conseguir administrar toda essa situação, respeitando os direitos de
todos, das crianças e adolescentes, procura da melhor maneira possível de administrar
toda essa situação, sem de fato conseguir realizar sua principal função, que seria a
transmissão de informações de conteúdo especifico. Crianças e jovens estão cada vez
mais interativas com seus direitos e percebem que não são exigidas obrigações, portanto
acham que tudo pode, ficaram sem limites, no ambiente escolar, inteiram-se uns com os
outros em comunicação constante em voz alta e gritos ignorando a presença de quem
quer que esteja em sala, professor, diretor ou outro, há necessidade de muito esforço
para poder se fazer presente. Mesmo sabendo que é proibido o uso de equipamentos
eletrônicos, insistem em utilizá-los, fones de ouvido é comum, se você questiona,
responde que está desligado. Para não criar situação problema a todo o momento o
professor pondera varias situações.
Concentração
A interatividade entre alunos leva o aprendizado à falta de concentração dos
mesmos à análise ao objeto de estudo, tornando obsoleta a proposta de ensino, fazendo
com que o trabalho desenvolvido pelo professor seja insignificante e desobrigado, sem
motivo de ser. Portanto, toda proposta será inviabilizada, sem motivação objetiva,
dando um significado aleatório à concepção e armazenamento de informações.
Audição seletiva
No universo desse contexto os alunos em questão, possuem audição seletiva,
seleciona conforme seu interesse fica atento uns aos outros, a brincadeiras, piadas e
gozações infantilizadas deixando o som produzido pelo professor como efeito sonoro
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sem qualquer influencia em sua sensibilidade auditiva. Quanto ao conteúdo curricular
apresentado pelo professor, não despertam alguma atenção, por mais diversificada
formas que sejam apresentadas. É como se fosse tomar algum remédio muito ruim e a
rejeição à proposta é unânime.
Mecanização
Neste contexto os alunos se apresentam totalmente mecanizados e sistematizados,
são copistas, não possuem habilidades auditivas para reproduzirem a escrita. (Ditado),
praticam brincadeiras agressivas e insultos, porém são hábeis à comunicação
digitalizada em seus celulares.
Raciocinio
Nesse contexto, a palavra raciocinar, analisar, traduzir, interpretar..., fica distante
da realidade desses jovens, pois possuem muita dificuldade em leitura e interpretação
seja de texto ou oral, por possuir vocabulário limitado, torna o raciocínio um ato
inconveniente na ação de resolver situação problema.
Imperatividade
Apresentam – se imperativos em relação a exigências do querer, pois adquirem
muito cedo o conceito de liberdade e impunidade, poucas cobranças e muito mimo, os
pais fazem o que podem e o que não podem para satisfazer seus desejos e anseios
tornando-os exigentes no querer.
Iniciativa
Apresentam baixo grau de iniciativa, são altamente dependentes um dos outros e
totalmente dos professores, na resolução de alguma atividade escolar, não conseguem
realizar por iniciativa própria, necessitam da ajuda de outros para poder realizar tal
atividade. Não conseguem dar introdução aos projetos, nem em operações básica de
matemática, geografia ou outro conteúdo qualquer.
Imaginação e Criatividade
O mundo da imaginação, dos sonhos do faz de conta, mas para que imaginar se tudo que
se quer se tem, tudo está ao alcance e pronto, criar o que? São pergunta que os jovens
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fazem a todo tempo. Alem do mais a interação com os equipamentos eletrônicos os
deixam abstraídos e absortos sem dar tempo á capacidade de imaginar ou criar, ficando
a desejar estas duas capacitações humanas.
Auto-estima e Credibilidade
As crianças e Jovens estão com sua estima bem deficitária, devido a sua grande maioria
provir de lar desarmonizado e muitas vezes criados por avós, casas transitórias ou
albergues, gera insegurança na criança provocando baixa estima. Falta de credibilidade,
o não acreditar em suas potencialidades contribui para o abandono escolar, e a não
continuar os estudos a nível mais avançado.
Vocabulário e Escrita
Escrever ou ler, não significa estar alfabetizado, escrever ler e interpretar complementa
o aprendizado, porém para interpretar há necessidade de conhecer o significado das
palavras. O que se observa na atual conjuntura é que a forma com que esta acontecendo
o aprendizado há dificuldade de interpretação de texto pelos alunos, isso indica que não
possuem uma riqueza em seu vocabulário, fazendo com que desistam da leitura por falta
de compreensão. O domínio da reprodução dos símbolos apresenta-se aleatório e
ilegível isso nos indica falta de técnica no processo aprendizagem, levando ao
questionamento, se em escrita cursiva a forma com que estamos ensinando esta coerente
com que se precisa aprender. O que leva à reflexão sobre as possíveis mudanças na
metodologia. A comunicação digital praticada pelos alunos não tem regras ou normas,
digitalizam esquartejando as palavras e codificando a interpretação, tornando quase
impossível as utilizações ortográficas nominais da escrita organizada e regradas, no
contexto escolar.
Vunerabilidade
Qualquer individuo em sua fase de aprendizagem apresentam – se vulneráveis, quanto
sua formação intelectual, porém nos deparamos com diversas formas de
vulnerabilidade, no contexto educacional, observamos que os alunos se apresentam
vulneráveis em aceitar as metodologias de ensino, não mais adequada ao presente
cotidiano desses aprendizes. Onde observamos uma escola com infiltração de
18
equipamentos eletrônicos de ultima geração, e uma metodologia arcaica e mal adaptada
num sistema antigo, com professores em quadro negro expondo os temas e tentando
conjecturar ainda em forma de imaginação. Observamos também que o ponto de
equilíbrio entre o ensino e o aprendizado esta desarmonizado.
Memorização
Sabemos que a memorização é o ato de reter informações adquiridas, e o não
esquecimento ao longo do tempo. Sabe-se também que para que este fenômeno ocorra é
necessário que além do aprendizado a reprodução dessa ação em forma de aplicação
técnica. Essa ação fica a desejar no ensino aprendizado, que muitas vezes após a
apresentação do tema, não há por parte do aluno uma revisão ou execução dos
exercícios propostos. Com essa ação temos um aprendiz vago, sem aplicação do
aprendizado, pois não é reproduzido o que foi aprendido.
Metodologia
No presente trabalho utilizou a metodologia de pesquisa qualitativa. Que
caracteriza-se, conforme descreve Ponte (1992), por ser uma investigação particular
sobre uma situação específica, na qual se busca descobrir seus aspectos essenciais e
característicos. Para o autor, trata-se de um tipo de pesquisa de cunho descritivo que
serve para se obter informações preliminares, relatar como é o caso de interesse, mas
que também pode ter um alcance analítico, interrogando a situação, construindo novas
teorias ou confrontando-o com as já existentes.
Assim, a opção pela pesquisa qualitativa do tipo estudo de caso baseou-se na
necessidade de privilegiar aspectos qualitativos e descritivos do fenômeno observado,
de maneira a compreender seus detalhes/aspectos particulares. A análise busca
considerar ainda, a partir das peculiaridades, compreender as várias dimensões e
determinações envolvidas no fenômeno estudado, de maneira que se torne possível
apontar elementos para traçar algumas generalizações futuras.
Esta pesquisa busca compreender as práticas pedagógicas que os professores
acreditam serem favoráveis à educação e que valorizem a diferença, procurando
19
relacionar dimensões como meio social, formação escolar e profissional dos sujeitos da
pesquisa.
A respeito de possíveis generalizações, geralmente objetos de críticas na
metodologia de pesquisa do tipo estudo de caso, cabe dizer, conforme lembra Ponte
(1992), que não se pretende encontrar soluções para grandes problemas educativos mas,
sobretudo, acrescentar elementos que possam enriquecer o conhecimento coletivo sobre
esses mesmos problemas.
A partir dos pressupostos relatados acima e definidos o tipo da pesquisa e os
cuidados em seu desenvolvimento, passamos a explanar as etapas seguidas para sua
construção.
Sugestão de intervenção e alteração da forma fisica e da metodologia à aplicação
didatica
Analisando todo o exposto. Leva-nos a concluir que a forma física, didática e
metodológica da atual escola, não mais condiz com as novas formas de integração do
aprendizado, onde deveria ocorrer a junção do analógico ao digital integrado.
Esforços empregados em implantar novas tecnologias nas escolas são muitos, mais a
logística aplicada ainda está em desacordo com a atua exigência da situação, o empenho
deveria acontecer já na planta física das escolas, com formação de salas temáticas
especificas e cada qual com toda infra-estrutura de suporte, com lousa digital e
equipamentos de multimídia, biblioteca temática e toda fonte de pesquisa analógica e
digital, acoplada á prática de laboratório.
A dinâmica e a distribuição de horários de aulas pré-estabelecido, em intervalos de
cinqüenta minutos, deveriam se substituído por períodos integrados, como aula dia ou
distribuído por tema, em dois momentos num mesmo turno, dividir os dias da semana
para cada matéria, sendo em primeiro a apresentação e explanação do assunto pelo
professor junto com as pesquisas elaboradas pelos alunos; em segundo momento
aplicação da aula laboratório executada pelos alunos com auxilio do professor, que seria
a aplicação da teoria. Teríamos assim, aplicação da teoria junto a pratica.
A logística aplicada às salas temáticas, não deveria possuir mais carteiras e sim uma
grande mesa oval com cadeiras laterais e no centro compostas de equipamentos digitais
com uma grande lusa interativa.
20
O sinal derivado de adestramento ou de atenção anti-bomba, deve ser extinto e
substituído pela conscientização, responsabilidade e obrigação com os horários pré-
estabelecido;
21
Considerações Finais
.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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O uso responsável do celular na sala de aula

  • 1. 1 UNIVERSIDADE BARÃO DE MÁUA CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM GESTÃO ESCOLAR O uso responsável do celular na sala de aula, mais uma ferramenta pedagógica no ensino aprendizagem na era digital Aluno: EDSON GUERINO BARBON SÃO PAULO 2014
  • 2. 2 CENTRO UNIVERSITARIO BARÃO DE MAUÁ EDSON GUERINO BARBON O uso responsável do celular na sala de aula, mais uma ferramenta pedagógica no ensino aprendizagem na era digital Trabalho de Conclusão de Curso submetido à Faculdade de Educação do Centro Universitário Barão de Mauá como requisito do Curso de Pós - graduação lato sensu Gestão Escolar. Orientadora: Prof: Rosemary Conceição dos Santos.
  • 3. 3 RESUMO Este trabalho tem como finalidade, promover uma reflexão sobre as modificações no contexto da escola e a escola na sociedade contemporânea. As transformações observadas no contexto atual exigem da comunidade escolar um novo posicionamento frente a sua função formadora, fazer com que a instituição “Escola” adquira novas atribuições que não somente os trabalhos dos conhecimentos já sistematizados. Estas modificações despertam, nos agentes educacionais e nos teóricos da educação, opiniões contrárias: a resistência de alguns por considerar que a escola está interferindo em questões que seriam responsabilidade da instituição familiar e o acolhimento de outros, por compreenderem que as transformações contextuais ocasionam, necessariamente, a incorporação de novas preocupações ao ambiente escolar, preocupações estas que fariam parte da formação denominada “integral” do indivíduo. Em meio a estas contradições encontra-se a figura do gestor que deve de certa forma, direcionar a equipe escolar para os objetivos educacionais de sua instituição e trabalhar as relações interpessoais para que, mesmo com pensamentos contrários, todos caminhem rumo a uma meta estabelecida e consigam harmonizar a relação escola e sociedade. Para desenvolver este estudo serão trabalhados alguns conceitos contemporâneos, da escola, considerando suas modificações no decorrer do tempo, advindas de transformações nos aspectos políticos, econômicos, sociais e tecnológicos. Os objetivos serão: refletir sobre os rumos da educação contemporânea e sobre o desafio em estabelecer com clareza o aprendizado; aprofundar-me nos conhecimentos relacionados a duas instituições que consistem no alicerce da sociedade e que passam por constantes transformações, influenciadas pelas alterações ocorridas no contexto atual e refletir sobre bloqueio proporcionado pelo avanço da tecnologia da escola analógica e a escola digital a importância do gestor para a promoção de um ambiente favorável para essa relação.
  • 4. 4 Palavras - chave: liberdade, evolução tecnológica, social e escola digital. O que o Edson escreveu: Atualmente os alunos apresentam dificuldades em ater e reter informações e em focar como ouvinte o interlocutor (professor), pois interagem com aparelhos eletrônicos (celulares, tablets, fones de ouvido, etc.), conversas concomitantes com colegas na classe; Essa ocorrência no ensino, transformou a escola em um local mais para um encontro social, do que para o ensino e aprendizado, tornando quase impossível a orientação de informações via oral e escrita aos alunos. Isso trouxe dificuldades nas interações educativas entre professores e alunos, onde estes, não conseguem assimilar as informações administradas em salas de aula, sendo difícil a interpretação dos assuntos abordados, assim, não atingem um conteúdo mínimo de aprendizado, sendo em vão todo trabalho educativo proposto. INTRODUÇÃO Escola formação para a vida Hoje, o que mundialmente se constata é que o contexto de desenvolvimento cultural, social, econômico e tecnológico do século XX mudou drasticamente, o que passou a exigir da escola finalidades e enfoques diferentes daqueles aos quais, até então, ela estava habituada. Podemos observar diferentes enfoques históricos sob os quais o ensino foi compreendido, pautado em finalidades diferentes: o ensino como transmissão cultural; o ensino como treino de habilidades relacionadas às necessidades do mundo industrial; o ensino como fomento do desenvolvimento natural e espontâneo do indivíduo e o ensino como produção de mudanças conceituais (GIMENO SACRISTÁN apud KRUG, 2002). Nos três primeiros enfoques encontramos uma visão fragmentada da realidade uma vez que focaliza apenas uma dimensão da realidade. Ora o ensino situava-se na mera transmissão do conhecimento, ora apenas nas necessidades mercadológicas de
  • 5. 5 uma sociedade industrial, ora no indivíduo per si, em perspectivas que, ao exaltar um aspecto, desconsiderava /excluia os demais. Um dos grandes equívocos da escola que se fundamenta no enfoque do ensino como fomento do desenvolvimento natural e espontâneo do indivíduo reside em desconsiderar o importante papel da cultura, dos conhecimentos e da interação com as múltiplas facetas da realidade. Por outro lado, nos enfoques do ensino como transmissão cultural, ou no ensino como treino de habilidades relacionadas às necessidades do mundo industrial (que se efetiva numa pedagogia da repetição, da cópia, do conteúdo per si), o equívoco reside na desconsideração dos processos internos vivenciados por cada um dos educandos. Nesta visão, ainda hoje muito presente, acredita-se que, para uma melhor organização do ensino são necessárias turmas homogêneas, para que, supostamente, todos os alunos possam “aprender igualmente”. Além de desconsiderar que tal homogeneidade é uma falácia, tal organização também desconsidera que são as diferentes ideias e níveis de compreensão que enriquecem o processo de aprender. A escola centrada no conteúdo e em sua memorização, desconsidera o sentido de conhecer. Embora memorizar seja uma das funções essenciais da inteligência, não garante a construção de um pensamento reflexivo e criativo, levando os alunos a pouco perceberem o sentido do que estudam e para que estudam. Cabe dizer ainda que um dos elementos que diferencia a raça humana não é a presença da memória (uma vez que esta está também presente nos animais), mas sim a sua capacidade de relacionar, elaborar ideias, hipóteses, testá-las, atribuir sentido, significado, intenção e afeto a suas ações e interações com o mundo. Essa função propedêutica do ensino, na qual a transmissão de conhecimentos é a única finalidade da escola, é objeto de críticas por se destinar a uma minoria de cidadãos (aqueles que podem chegar a um ensino superior) e ainda por desconsiderar a necessidade do ensino de voltar – se ao desenvolvimento da pessoa, capaz de preparar todos e não apenas os mais capacitados, oferecendo respostas não só às necessidades acadêmicas ou profissionais, mas sobretudo, educando para a vida. O ensino como produção de mudanças conceituais, onde a aprendizagem é um processo de transformação mais do que acumulação de conteúdos; e, junto a essa perspectiva, a incorporação do conceito de cultura, considerando o ensino como processo que facilita a transformação permanente do pensamento e das ações dos alunos
  • 6. 6 e alunas, provocando a comparação de suas aquisições mais ou menos espontâneas da vida cotidiana com as proposições das disciplinas artísticas, científicas e filosóficas, também estimulando sua experimentação na realidade. (GIMENO SACRISTÁN apud KRUG, 2002, p.107) O ensino, como produção de mudanças conceituais, pauta-se em uma finalidade da educação, numa visão ampliada, que busca a formação do sujeito em sua multidimensionalidade. Conforme aponta Moraes (1997), justamente por ter assumido um enfoque fragmentado do ser humano e dos problemas da humanidade, é que a escola tem esbarrado em sua finalidade maior, voltada para a emancipação de sujeitos históricos capazes de atuar num contexto de incertezas e impossibilidades, de construir seu próprio projeto de vida. A complexidade da realidade requer a construção de um pensamento multidimensional, abrangente, que possibilite a compreensão desse real complexo, através de um conhecimento que também considere essa amplitude. Tais considerações afetam não apenas as finalidades da educação, mas toda sua organização e funcionamento. Do ponto de vista curricular, de quais conteúdos são trabalhados e como são trabalhados, tal mudança implica a adoção de um enfoque globalizador do processo de ensino. O enfoque globalizador, segundo Zabala (2002), caracteriza-se pela maneira como a escola organiza o ensino, tendo como objeto de estudo a intervenção na realidade, e favorecendo o maior número possível de relações entre os diferentes conteúdos aprendidos. Para tanto, o aluno precisa dispor de instrumentos cognoscitivos, que lhe permitam lidar com a complexidade. Para ele, o enfoque globalizador baseia-se em três princípios: 1. O objeto de estudo do ensino é a realidade: para que consigam intervir na realidade e que possam transformá-la, isto é, para que a escola forme para a vida, é fundamental que o objeto de estudo escolar sejam os conhecimentos, conceitos, técnicas, habilidades, procedimentos, valores e atitudes que o capacitem para esse fim; 2. A realidade, sua compreensão e a atuação nela são complexas: ao constatar tal complexidade, a escola se obriga a formar o aluno para dar respostas a esta complexidade, o que significa dotá-lo de uma visão holística, além de oferecer-lhe os meios cognoscitivos, emocionais e comportamentais;
  • 7. 7 3. As disciplinas são os principais instrumentos para conhecer a realidade: embora dispersos e fragmentados (uma vez que a ciência também os fragmentou em diversas disciplinas), os conhecimentos disciplinares são os únicos instrumentos rigorosos de que dispomos para conhecer a realidade. Isso implica aceitar suas limitações e buscar sua relação com outros conhecimentos, para ter uma visão cada vez mais completa da realidade. No enfoque globalizador, segundo Zabala (2002), destaca-se ainda a preocupação em promover a motivação dos alunos, para que é proposto tanto o reforço da auto- estima, da atribuição de sentido à atividade como do interesse do conteúdo. É importante que os conteúdos da aprendizagem sejam apresentados em sua funcionalidade, ou seja, de maneira que os alunos possam considerá-los úteis para ampliar sua capacidade de dar respostas a questões significativas. Neste ponto, há de se ressaltar a relação dessa significação com a motivação e o interesse do aluno. Quando o aluno consegue perceber o sentido atribuído à tarefa ou ao conteúdo aprendido, sua intencionalidade e funcionalidade real, esta se torna atraente, pertinente a uma necessidade, que o motiva e provoca o seu interesse. Para Schlunzen (2000), neste momento os conceitos são aprendidos e o conhecimento é construído, em cada disciplina, passando a ter significados e a serem formalizados pela mediação do professor. É neste enfoque que localizamos a escola inclusiva, pois entendemos que uma escola que busque ensinar a todos com qualidade, compreende a aprendizagem como processo de construção, transformação, intervenção na realidade, mudança conceitual, atrelada à cultura, à vida cotidiana, e que tenha os problemas da realidade como ponto de partida e de chegada. As tecnologias na escola (http://www2.fct.unesp.br/pos/educacao/teses/jussara_miralha.pdf) A dimensão humana deve ser considerada em sua totalidade quando nos deparamos com a questão das tecnologias. Compreender aspectos sociais, culturais e educativos é condição primeira para a análise de como as tecnologias estão inseridas no contexto atual e como são determinadas e determinam esse cenário. Nesse ponto, chamamos a atenção para a escola enquanto espaço de formação. Compreendê-la como algo a parte do contexto atual é um equívoco, uma vez que esse espaço é
  • 8. 8 constantemente influenciado pelos produtos advindos das tecnologias da informação e da comunicação que permeiam e transformam o contexto contemporâneo implicando em uma série de aspectos que alteram toda a dinâmica social. Há aspectos positivos em tais transformações o que, de forma lógica, suporia uma sociedade detentora de uma formação esclarecida, consciente. Entretanto, contrariamente a essa lógica, os benefícios proporcionados pelas tecnologias não pertencem, de fato, a todos. Para Ramos-de-Oliveira “vivemos numa sociedade atravessada pela informação - e, quanto mais informações acolhemos, menos in- formados ficamos.” (2003, p. 298). O que o autor assinala de forma clara é que a informação, do modo como ela vem sendo tratada, não é sinônimo de formação, ao contrário, o excesso de informações bombardeadas cotidianamente pelos meios de comunicação de massa extingue do sujeito o exercício da reflexão. Assim, as mudanças ocorridas na sociedade desencadearam transformações no perfil desejado do trabalhador e, consequentemente, o processo educativo foi remodelado para atender a esta nova demanda. É nesse contexto que as tecnologias da informação e da comunicação estão inseridas na educação escolar e, portanto, compreendê-las pressupõe o entendimento de sua inserção no sistema capitalista atual. Para Grinspun, temos uma sociedade marcada por contradições e desafios da civilização científica tecnológica: altos avanços neste campo capazes de fazer a vida mais humana, mais longa, com uma cultura, hoje, de lazer, mas que, por outro lado, nos levam, por suas estratégias, a vivenciarmos uma situação de domínio, destruição e até mesmo de alienação. (1999, p. 34) Atualmente os alunos apresentam dificuldades em ater e reter informações e em focar como ouvinte o interlocutor (professor), pois interagem com aparelhos eletrônicos (celulares, tablets, fones de ouvido, etc.), conversas concomitantes com colegas na classe; Essa ocorrência no ensino, transformou a escola em um local mais para um encontro social, do que para o ensino e aprendizado, tornando quase impossível a orientação de informações via oral e escrita aos alunos. Isso trouxe dificuldades nas interações educativas entre professores e alunos, onde estes, não conseguem assimilar as informações administradas em salas de aula, sendo difícil a interpretação dos assuntos abordados, assim, não atingem um conteúdo mínimo de aprendizado, sendo em vão todo trabalho educativo proposto.
  • 9. 9 As últimas décadas vêm sendo marcadas pelo desenvolvimento das tecnologias, nos mais diversos setores da sociedade contemporânea, impondo transformações constantes nas formas de produção, disseminação e aquisição do conhecimento. O acesso a computadores e a recursos tecnológicos é uma realidade para parte significativa da população, incluindo crianças e adolescentes. O avanço imperativo e as transformações que o processo de crescimento tecnológico modela na sociedade vêm despertando estudos e pesquisas em diferentes campos, entre eles o educacional (BELLONI; GOMES, 2008; MORAN COSTAS, 2000; VALENTE 1993a). A convivência da geração atual com a tecnologia vem gerando mudanças no relacionamento do aluno com a informação, favorecendo novas abordagens de ensino com aprendizagem significativa. As diferentes abordagens possíveis para uso das tecnologias “constituem um dos principais agentes de transformação da sociedade, pelas modificações que exercem nos meios de produção e por suas consequências no cotidiano das pessoas”. (BRASIL, 1998, p.43). Portanto, este cenário de abrangência das novas tecnologias de informação e comunicação vem indicando a necessidade de a escola refletir sobre concepções e práticas voltadas para a formação de cidadãos de uma era digital, pois, conforme Correia, Bonifácio e Nunes (2007), as tecnologias de informação e comunicação, enquanto e curso pedagógico, colocam-nos um desafio, uma vez que crianças e adolescentes dessa geração estão cada vez mais interessados em descobrir as possibilidades que as inovações tecnológicas oferecem. Valente (1993b) considera, ainda, que o uso das novas tecnologias, em particular, o computador: [...] pode enriquecer ambientes de aprendizagem onde o aluno, interagindo com os objetos desse ambiente, tem a chance de construir seu conhecimento. Nesse caso, o conhecimento não é passado para o aluno. O aluno não é mais instruído, ensinado, mas é o construtor do seu conhecimento. (VALENTE, 1993b, p.24). As tecnologias podem contribuir para transformar o processo de ensino, a prática pedagógica e as relações educacionais, bem como motivar os alunos em sua aprendizagem (CORREIA, BONIFÁCIO, NUNES, 2007). Os recursos advindos do computador nos apresentam uma gama de usos para a área educativa, permitem a interação entre os indivíduos e atendem à individualização, ao respeitar o ritmo de cada aluno em seu processo de aquisição do conhecimento. Os Parâmetros Curriculares
  • 10. 10 Nacionais (PCN) corroboram a influência das tecnologias na aprendizagem do estudante ao considerar que “o fato de, neste final de século, estar emergindo um conhecimento por simulação, típico da cultura informática, faz com que o computador seja também visto como um recurso didático cada dia mais indispensável” (BRASIL, 1997, p.34). Antes do surgimento e da propagação dos meios de comunicação de massa, a escola, de tradição fortemente escrita e oral, era a principal e talvez a única responsável pela disponibilização do saber acumulado pelas sociedades. Hoje, fazemos parte da chamada sociedade da informação (BELLONI; GOMES, 2008), que produz e veicula conteúdos de maneira visual, emocional e intuitiva diferentemente dos tradicionais textos escritos, de estrutura linear e racional. As crianças dessa sociedade articulam ideias de uma forma ágil, abandonando essa lógica linear de princípio, meio e fim, presente nas form as atuais de ensino. O que o aluno aprende? Artigos para completar Aprendizagem: http://www.lbd.dcc.ufmg.br/colecoes/wei/2013/004.pdf http://www.slmb.ueg.br/iconeletras/artigos/volume6/aprendizagem-e-suas-implicacoes.pdf https://psicologado.com/atuacao/psicologia-escolar/escola-um-dialogo-entre-ensino-e-aprendizagem http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/15044/aprendizagem-escolar http://educador.brasilescola.com/trabalho-docente/o-que-e-aprendizagem.htm A construção de um ensino de qualidade passa ainda pela compreensão de alguns aspectos relacionados à aprendizagem, tais como, conforme aponta Charlot (2001), a intrínseca relação entre o auto-conceito/auto-estima com o desejo de aprender (aspecto psicológico da aprendizagem); a relação com o saber como uma aprendizagem eminentemente social (aspecto sociológico da aprendizagem); e, ainda, a importância da construção de processos metacognitivos (aspectos didáticos da aprendizagem). A explicação para alunos que não manifestam o desejo de aprender, ainda segundo o autor, costuma ser atribuida ao próprio indivíduo: é preguiçoso, não está
  • 11. 11 motivado, etc. Porém, a relação entre “desejo e saber” nos revela características estabelecidas entre essas pessoas e aquilo que estão tentando ensinar-lhes. A capacidade e disponibilidade para aprender mantêm uma íntima relação com o autoconceito que construímos de nós enquanto aprendentes, a uma percepção positiva construída a partir das imagens que os demais nos devolvem de nós mesmos, ou seja, quais identidades construímos como estudantes. O auto-conceito inclui várias representações que temos de nós mesmos em vários aspectos (corporais, psicológicos, sociais, morais, etc.), incluindo os julgamentos valorativos (auto-estima). A relação que o aluno vai estabelecer com o conhecimento e com o processo de aprender está relacionada com seu auto–conceito. Podem situar-se como interlocutores interessantes aos professores e colegas (pessoas competentes, capacitadas para resolver os problemas que se apresentam) ou, ao contrário (incompetentes, com poucos recursos, inábeis, etc.). Porém, o auto-conceito – integrante da identidade – não é dado, mas aprendido, construído. A atitude que cada um desenvolve diante do desafio de uma nova aprendizagem é elaborada a partir da “interiorização” das atitudes e das percepções que os outros têm sobre ele, que os professores têm sobre ele e das relações que ele estabelece com os conteúdos das aprendizagens. Tais interiorizações, que formam o auto conceito, podem favorecer uma nova aprendizagem ou mesmo diante de um auto-conceito negativo, tornar a atividade frustrante, angustiante ou reforçar uma imagem de incompetência. (ZABALA, 2002). Para que possa sentir-se motivado, desejoso de aprender, de elaborar o conhecimento, cada aluno necessita de um clima de aprendizagem que favoreça a construção de um auto conceito positivo e que ele consiga compreender suas dificuldades e potencialidades sem sentir-se comparado ou humilhado pela diferença com as dificuldades e potencialidades do outro. Ele necessita também de relações com o saber, com o conhecimento que lhe permita manifestar suas diferenças e individualidades, perceber-se como alguém que aprende e, simultaneamente, aprender com o outro novas formas de se relacionar com esse saber. Além disso, conforme nos aponta Charlot (2001), o aprender e o saber dependem da relação que se estabelece com o saber. Ao aprender, o aluno não aprende apenas conteúdos acadêmicos, mas também aprende a se relacionar com esses conhecimentos. Toda relação com o saber é, indissociavelmente, uma relação singular e social, é uma
  • 12. 12 relação com o outro, estabelecida de diferentes formas. Cada indivíduo pertence a diferentes instituições (família, escola, etc.), dentro das quais as relações com o saber são diferentes. A escola, por sua vez, é um lugar que induz relações com o saber, o que estabelece uma dialética entre interioridade e exterioridade: aprender significa tornar algo seu, interiorizá-lo, mas também significa apropriar-se de uma prática, de uma forma de relação com os outros e consigo mesmo, que existe antes que eu aprenda, sendo exterior a mim. Assim, o sujeito que aprende apropria-se de parte do patrimônio humano apresentado de múltiplas formas: ideias, palavras, técnicas do corpo, dispositivos relacionais, etc. Na medida em que aprende, ele se humaniza, se subjetiva/singulariza e se socializa. O sujeito se constrói então, constrói sua identidade, sua forma de ser, sua forma de lidar com o saber, que só é possível pela intervenção do outro: o outro que medeia o processo, o outro interiorizado que cada um traz em si e o outro presente nas obras produzidas pelo ser humano (CHARLOT, 2001). Ou seja, há uma clara interdependência entre o sujeito que conhece e o objeto a conhecer. O contato com o outro, a interação mediada pelos signos (em especial a linguagem em todas as suas formas de manifestação: oral, gestual, escrita, pictórica etc.) possibilita ao sujeito, para além de uma mera “socialização” no sentido de compreender e seguir regras sociais, aprender e apreender a mediar suas relações com o mundo, através dos símbolos e dos signos, influenciado na forma como planeja e executa suas ações, em suas habilidades cognitivas, na sua forma de perceber e compreender o mundo (COLL, 1995). Tais conceitos nos auxiliam na compreensão das diferenças na sala de aula, uma vez que nos alertam para a condição específica do desenvolvimento do sujeito, bem como para a subjetividade presente na interação educativa, e nos remetem a pensar nas situações didáticas que possibilitem aprendizagens significativas, uma formação para a vida. Cada aluno constrói estratégias diferentes para aprender, para superar suas dificuldades, para compreender o que lhe é proposto. O desenvolvimento de estratégias é importante na medida em que elas propiciam maior autonomia intelectual ao aluno. Isso implica construir significados acerca das técnicas para aprender que ele considera mais apropriadas para si, para o momento específico que vive e para o dilema a enfrentar, o que permitirá auto-avaliar a sua aprendizagem.
  • 13. 13 Há de se considerar, portanto, que aprender é uma ação eminentemente individual, na medida em que entrará em jogo a estrutura cognitiva construída pelo sujeito e sua forma de interação com o mundo e, em especial, a sua forma de interação com o saber possibilitado / provocado pela escola. Por outro lado, ressalta-se que, embora aprender seja uma ação eminentemente individual, a ação de ensinar é uma ação coletiva, voltada para um grupo, através de diferentes formas de interação e possibilidades de trabalho, e que nunca padronizará as aprendizagens. Mesmo diante de situações semelhantes, tal padronização é impossível. Ao se confrontar com situações–problema as pessoas investem nelas seus meios intelectuais, seu capital cultural, interesses, projetos, atitudes, estratégias, etc. Ou seja, diante de uma mesma situação cada qual ouve, compreende e vê a partir de sua construção subjetiva da realidade e da experiência (Perrenoud, 2000). Tal relação é fundamental para o professor, pois ao assumir sua função formadora, ele precisará compreender o que acontece com o aluno, sua trajetória, sua relação com o saber, sua maneira de aprender; por outro lado, como ele, professor, também constrói suas ideias e estratégias na resolução de problemas, como se relaciona com o seu saber, e assim, melhor compreender como medeia as relações de aprendizagem de seus alunos. É fundamental pois, ao professor, tomar consciência de seus saberes, de quanto suas propostas de ensino – conscientes ou inconscientes, possibilitam aos alunos a construção de estratégias que lhes permita uma ação no mundo mais autônoma e crítica, cada qual a partir de sua subjetividade e possibilidades. Abstração e Interatividade
  • 14. 14 Para iniciarmos a discussão sobre abstração e interatividade na escola, faz-se necessário discutirmos alguns conceitos, como mudanças radicais, ocorrida no século passado e ultimas décadas. Se não houver a compreensão dos acontecimentos ocorridos neste espaço de tempo, não poderemos discutir as transformações observadas na prática educacional da atualidade que ocasionam, muitas vezes, conflitos entre instituições socialmente estabelecidas, pois nos faltará o embasamento teórico. Abstração, no sentido figurado, significa distraída, absorto. No sentido coloquial significa algo sago, impreciso. É costume do uso da expressão; é pura abstração, para definir algo que tem significado limitado. A maioria das crianças inicia sua instrução com informações oriundas de programas de televisão, cujos programas não apresentam consistências educativas fundamentadas ou embasadas no ensino aprendizado. Os programas de televisão têm objetivos financeiros e lucrativos, por assim ser, divulga produtos de consumo instigando e incentivando o consumismo logo nos primórdios da educação. A criança não desenvolveu senso de diferenciação de valores, portanto fica a mercê do que lhe é apresentado como correto. Assim sendo, quando inicia sua educação já vem com uma gama muito forte de informações adversas. Qual o motivo que consiste nesse procedimento? Os motivos são infinitos, mas o que aflora é a família, que devido a influencias da vida moderna faz com que coloquem seus filhos a frente da televisão para poder realizar outras funções fazendo com que a criança absorvida pelos programas televisivos libere tempo para outros afazeres. Como ficam os hábitos dessas crianças? Tudo que lhe é ensinado é aprendido, portanto, comunicar-se aos gritos, faltar com as regras, como, horário de banho, dormir, alimentar-se em horários diferentes e incorretos, agressividade, abandono e desarmonia familiar são alguns exemplos de comportamento adversos das crianças. Quando matriculados em creches ou pré-escolas, por falta de informação ou formação adequada dos funcionários, não aplicam metodologia e procedimentos pedagógicos que normatizem a forma de agir e pensar dos pequenos. Quando introduzido em ambiente escolar arrebanham-se em salas fechadas e inicia-se o processo de alfabetização o qual por apresentar diversas modalidades de ensino, fica a critério do aluno às formas de como representar os símbolos, no qual fica a desejar os métodos de correção. De acordo com a metodologia atual o domínio de praticar a escrita fica por conta do aprendiz, e os símbolos por estes representados tornam – se irreconhecíveis e ilegíveis tornando a
  • 15. 15 escrita e a leitura quase impossível de praticar. Quando fazemos alguma critica quanto à caligrafia; ouvimos do aluno, esta é minha letra, como se o símbolo não fosse uma representação gráfica e sim particular de cada aprendiz. Relacionamento - geração interativa A confraternização ambiental é liberal, portanto a palavra não; é insensata, tudo pode. Conceito de regras, normas, ordem ou desordem, responsabilidade ou compromisso, passa a serem supérfluos, então, os mandos e desmandos passaram a generalizar o sistema. Para poder interagir com todos os procedimentos citados, o professor, sem conseguir administrar toda essa situação, respeitando os direitos de todos, das crianças e adolescentes, procura da melhor maneira possível de administrar toda essa situação, sem de fato conseguir realizar sua principal função, que seria a transmissão de informações de conteúdo especifico. Crianças e jovens estão cada vez mais interativas com seus direitos e percebem que não são exigidas obrigações, portanto acham que tudo pode, ficaram sem limites, no ambiente escolar, inteiram-se uns com os outros em comunicação constante em voz alta e gritos ignorando a presença de quem quer que esteja em sala, professor, diretor ou outro, há necessidade de muito esforço para poder se fazer presente. Mesmo sabendo que é proibido o uso de equipamentos eletrônicos, insistem em utilizá-los, fones de ouvido é comum, se você questiona, responde que está desligado. Para não criar situação problema a todo o momento o professor pondera varias situações. Concentração A interatividade entre alunos leva o aprendizado à falta de concentração dos mesmos à análise ao objeto de estudo, tornando obsoleta a proposta de ensino, fazendo com que o trabalho desenvolvido pelo professor seja insignificante e desobrigado, sem motivo de ser. Portanto, toda proposta será inviabilizada, sem motivação objetiva, dando um significado aleatório à concepção e armazenamento de informações. Audição seletiva No universo desse contexto os alunos em questão, possuem audição seletiva, seleciona conforme seu interesse fica atento uns aos outros, a brincadeiras, piadas e gozações infantilizadas deixando o som produzido pelo professor como efeito sonoro
  • 16. 16 sem qualquer influencia em sua sensibilidade auditiva. Quanto ao conteúdo curricular apresentado pelo professor, não despertam alguma atenção, por mais diversificada formas que sejam apresentadas. É como se fosse tomar algum remédio muito ruim e a rejeição à proposta é unânime. Mecanização Neste contexto os alunos se apresentam totalmente mecanizados e sistematizados, são copistas, não possuem habilidades auditivas para reproduzirem a escrita. (Ditado), praticam brincadeiras agressivas e insultos, porém são hábeis à comunicação digitalizada em seus celulares. Raciocinio Nesse contexto, a palavra raciocinar, analisar, traduzir, interpretar..., fica distante da realidade desses jovens, pois possuem muita dificuldade em leitura e interpretação seja de texto ou oral, por possuir vocabulário limitado, torna o raciocínio um ato inconveniente na ação de resolver situação problema. Imperatividade Apresentam – se imperativos em relação a exigências do querer, pois adquirem muito cedo o conceito de liberdade e impunidade, poucas cobranças e muito mimo, os pais fazem o que podem e o que não podem para satisfazer seus desejos e anseios tornando-os exigentes no querer. Iniciativa Apresentam baixo grau de iniciativa, são altamente dependentes um dos outros e totalmente dos professores, na resolução de alguma atividade escolar, não conseguem realizar por iniciativa própria, necessitam da ajuda de outros para poder realizar tal atividade. Não conseguem dar introdução aos projetos, nem em operações básica de matemática, geografia ou outro conteúdo qualquer. Imaginação e Criatividade O mundo da imaginação, dos sonhos do faz de conta, mas para que imaginar se tudo que se quer se tem, tudo está ao alcance e pronto, criar o que? São pergunta que os jovens
  • 17. 17 fazem a todo tempo. Alem do mais a interação com os equipamentos eletrônicos os deixam abstraídos e absortos sem dar tempo á capacidade de imaginar ou criar, ficando a desejar estas duas capacitações humanas. Auto-estima e Credibilidade As crianças e Jovens estão com sua estima bem deficitária, devido a sua grande maioria provir de lar desarmonizado e muitas vezes criados por avós, casas transitórias ou albergues, gera insegurança na criança provocando baixa estima. Falta de credibilidade, o não acreditar em suas potencialidades contribui para o abandono escolar, e a não continuar os estudos a nível mais avançado. Vocabulário e Escrita Escrever ou ler, não significa estar alfabetizado, escrever ler e interpretar complementa o aprendizado, porém para interpretar há necessidade de conhecer o significado das palavras. O que se observa na atual conjuntura é que a forma com que esta acontecendo o aprendizado há dificuldade de interpretação de texto pelos alunos, isso indica que não possuem uma riqueza em seu vocabulário, fazendo com que desistam da leitura por falta de compreensão. O domínio da reprodução dos símbolos apresenta-se aleatório e ilegível isso nos indica falta de técnica no processo aprendizagem, levando ao questionamento, se em escrita cursiva a forma com que estamos ensinando esta coerente com que se precisa aprender. O que leva à reflexão sobre as possíveis mudanças na metodologia. A comunicação digital praticada pelos alunos não tem regras ou normas, digitalizam esquartejando as palavras e codificando a interpretação, tornando quase impossível as utilizações ortográficas nominais da escrita organizada e regradas, no contexto escolar. Vunerabilidade Qualquer individuo em sua fase de aprendizagem apresentam – se vulneráveis, quanto sua formação intelectual, porém nos deparamos com diversas formas de vulnerabilidade, no contexto educacional, observamos que os alunos se apresentam vulneráveis em aceitar as metodologias de ensino, não mais adequada ao presente cotidiano desses aprendizes. Onde observamos uma escola com infiltração de
  • 18. 18 equipamentos eletrônicos de ultima geração, e uma metodologia arcaica e mal adaptada num sistema antigo, com professores em quadro negro expondo os temas e tentando conjecturar ainda em forma de imaginação. Observamos também que o ponto de equilíbrio entre o ensino e o aprendizado esta desarmonizado. Memorização Sabemos que a memorização é o ato de reter informações adquiridas, e o não esquecimento ao longo do tempo. Sabe-se também que para que este fenômeno ocorra é necessário que além do aprendizado a reprodução dessa ação em forma de aplicação técnica. Essa ação fica a desejar no ensino aprendizado, que muitas vezes após a apresentação do tema, não há por parte do aluno uma revisão ou execução dos exercícios propostos. Com essa ação temos um aprendiz vago, sem aplicação do aprendizado, pois não é reproduzido o que foi aprendido. Metodologia No presente trabalho utilizou a metodologia de pesquisa qualitativa. Que caracteriza-se, conforme descreve Ponte (1992), por ser uma investigação particular sobre uma situação específica, na qual se busca descobrir seus aspectos essenciais e característicos. Para o autor, trata-se de um tipo de pesquisa de cunho descritivo que serve para se obter informações preliminares, relatar como é o caso de interesse, mas que também pode ter um alcance analítico, interrogando a situação, construindo novas teorias ou confrontando-o com as já existentes. Assim, a opção pela pesquisa qualitativa do tipo estudo de caso baseou-se na necessidade de privilegiar aspectos qualitativos e descritivos do fenômeno observado, de maneira a compreender seus detalhes/aspectos particulares. A análise busca considerar ainda, a partir das peculiaridades, compreender as várias dimensões e determinações envolvidas no fenômeno estudado, de maneira que se torne possível apontar elementos para traçar algumas generalizações futuras. Esta pesquisa busca compreender as práticas pedagógicas que os professores acreditam serem favoráveis à educação e que valorizem a diferença, procurando
  • 19. 19 relacionar dimensões como meio social, formação escolar e profissional dos sujeitos da pesquisa. A respeito de possíveis generalizações, geralmente objetos de críticas na metodologia de pesquisa do tipo estudo de caso, cabe dizer, conforme lembra Ponte (1992), que não se pretende encontrar soluções para grandes problemas educativos mas, sobretudo, acrescentar elementos que possam enriquecer o conhecimento coletivo sobre esses mesmos problemas. A partir dos pressupostos relatados acima e definidos o tipo da pesquisa e os cuidados em seu desenvolvimento, passamos a explanar as etapas seguidas para sua construção. Sugestão de intervenção e alteração da forma fisica e da metodologia à aplicação didatica Analisando todo o exposto. Leva-nos a concluir que a forma física, didática e metodológica da atual escola, não mais condiz com as novas formas de integração do aprendizado, onde deveria ocorrer a junção do analógico ao digital integrado. Esforços empregados em implantar novas tecnologias nas escolas são muitos, mais a logística aplicada ainda está em desacordo com a atua exigência da situação, o empenho deveria acontecer já na planta física das escolas, com formação de salas temáticas especificas e cada qual com toda infra-estrutura de suporte, com lousa digital e equipamentos de multimídia, biblioteca temática e toda fonte de pesquisa analógica e digital, acoplada á prática de laboratório. A dinâmica e a distribuição de horários de aulas pré-estabelecido, em intervalos de cinqüenta minutos, deveriam se substituído por períodos integrados, como aula dia ou distribuído por tema, em dois momentos num mesmo turno, dividir os dias da semana para cada matéria, sendo em primeiro a apresentação e explanação do assunto pelo professor junto com as pesquisas elaboradas pelos alunos; em segundo momento aplicação da aula laboratório executada pelos alunos com auxilio do professor, que seria a aplicação da teoria. Teríamos assim, aplicação da teoria junto a pratica. A logística aplicada às salas temáticas, não deveria possuir mais carteiras e sim uma grande mesa oval com cadeiras laterais e no centro compostas de equipamentos digitais com uma grande lusa interativa.
  • 20. 20 O sinal derivado de adestramento ou de atenção anti-bomba, deve ser extinto e substituído pela conscientização, responsabilidade e obrigação com os horários pré- estabelecido;
  • 21. 21 Considerações Finais . REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith. Usos e abusos do estudo de caso. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v.36, n.129, 2006. Disponível em: _http://www.scielo.br/scielo.php? ANDRÉ, M.A.E.D.A. Pesquisa em educação: questões de teoria e de método. Educação e Tecnologia. Belo Horizonte, v.10, nº.1, p.29-36, 2005. BAUER, M.; GASKELL, G. & ALLUM, N. Qualidade, quantidade e interesses do conhecimento: evitando confusões. In: GASKELL, G.; BAUER, M.W. (orgs.) Pesquisa qualitativa com texto, imagem, som: um manual prático. Petrópolis/ RJ: Vozes, 2002. CARVALHO, E. N. S. e MACIEL, D. M. M. A. Nova concepção de deficiência mental segundo a American Association on Mental Retardation - AAMR: sistema 2002. In: TEMAS EM PSICOLOGIA. v.11, n.2., 2003. Disponível em: _http://www.sbponline.org.br/revista2/vol11n2/art07_t.htm_ Acesso em: 10/12/2007.
  • 22. 22 CHARLOT, Bernard. A noção de relação com o saber: bases de apoio teórico e fundamentos antropológicos. In: CHARLOT, B. (org.) Os jovens e o saber: perspectivas mundiais. Porto Alegre: Artmed, 2001. COLL, C.; PALÁCIOS, J. e MARCHESI, A.(orgs.) Desenvolvimento Psicológico e Educação: necessidades educativas especiais e aprendizagem escolar. Porto Alegre, Arte médicas, 1995a. DONADUZZI, A. “Explico uma vez eles fazem”: a representação social do bom aluno entre as professoras do início do ensino fundamental. 2003. 86 f. Dissertação (Mestrado em Educação).Universidade do Vale do Itajaí, Santa Catarina, 2003. DUEK, V. P.; OLIVEIRA, V. F. de. Inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais no ensino regular: ressignificando a formação pessoal e profissional da educadora infantil. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA. Revista Educação Especial. Nº. 25, 128 p.2005.175 FERNÁNDEZ, A. Os idiomas do aprendente. Análise das modalidades ensinantes com famílias, escolas, meios de comunicação. Porto Alegre: Artmed, 2001. FIERRO, A. As crianças com atraso mental. In: COLL, C.; PALÁCIOS, J. e MARCHESI, A.(orgs.) Desenvolvimento Psicológico e Educação: necessidades educativas especiais e aprendizagem escolar. Porto Alegre, Arte médicas, 1995a. FIGUEIREDO, R.V. Leitura, cognição e deficiência mental. In: XV Encontro de Pesquisa educacional do Norte e Nordeste, 2001. São Luís. Educação, Desenvolvimento Humano e cidadania, 2001. FIGUEIREDO, R.V. e GOMES, A. L. A emergência da leitura e escrita em alunos com deficiência mental. In: BRASIL. Ministério da Educação. Atendimento Educacional Especializado. Deficiência Mental. Brasília, MEC/ SEESP/SEED, 2007. FONSECA, Vítor. Educação Especial: Programa de estimulação precoce – uma introdução ás ideias de Feuerstein. Porto Alegre, Artes médicas, 1995. GASKELL, George. Entrevistas individuais e grupais. IN: GASKELL, G.; BAUER, M.W. (orgs.) Pesquisa qualitativa com texto, imagem, som: um manual prático. Petrópolis/ RJ: Vozes, 2002. GONZÁLEZ, Jorge E. M. Emoção como fundamento das interações humanas: um estudo a partir das obras de Humberto Maturana. 1993. 100f. Dissertação (Mestrado em Psicologia da Educação). Pontifícia Universidade Católica, São Paulo, 1993. GUIMARÃES, C. M. Aplicabilidade das representações sociais ao estudo de fenômenos educacionais – mudar as práticas de formação para mudar as práticas educativas do profissional de educação infantil? In: GUIMARÃES, C. M. (Org.). Perspectivas para educação infantil. Araraquara: Junqueira & Marin editores, 2005, v. 1, p. 33-85.176
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