Universidade Federal de Alfenas
Faculdade de Nutrição (FANUT)
Mariana Santos Silva
William Permagnani Gozzi
Fernanda de Carvalho Vidigal
Bruno Martins Dala Paula
2020
© 2020 Direitos reservados aos autores. Direito de reprodução da Cartilha é de acordo
com a lei de Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Qualquer parte desta publicação
pode ser reproduzida, desde que citada a fonte.
Disponível em: <http://www.unifal-mg.edu.br/bibliotecas/ebooks>
Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL-MG
Endereço: Rua Gabriel Monteiro da Silva, 700 Centro – Alfenas – Minas Gerais
– Brasil – CEP: 37.130-001
Reitor: Sandro Amadeu Cerveira
Vice-reitor: Alessandro Antônio Costa Pereira
Sistema de Bibliotecas da UNIFAL-MG / SIBI/UNIFAL-MG
Editoração e Capa: Mariana Santos Silva, William Permagnani Gozzi, Fernanda de Carvalho
Vidigal, Bruno Martins Dala Paula
Apoio à editoração: Marlom Cesar da Silva
Os organizadores agradecem ao apoio da Fundação Cargill, pelo apoio financeiro ao Projeto
REPASSA-Sul de Minas, contemplado pelo Edital Fundação Cargill - 5ª Edição
Alimentação em Foco.
Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP)
Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Alfenas
Biblioteca Central – Campus Sede
Silva, Mariana Santos
S586r REPASSA Sul de Minas: condutas nutricionais na obesidade. /
Mariana Santos Silva, William Permagnani Gozzi, Fernanda de
Carvalho Vidigal, Bruno Martins Dala Paula -- Alfenas -- MG :
Editora Universidade Federal de Alfenas, 2020.
18 f.: il. –
ISBN: 978-65-86489-15-6. (e-book)
Inclui Bibliografia.
1. Alimentação Saudável. 2. Obesidade. 3. Promoção da Saúde.
4. Nutrição. I. Gozzi, William Permagnani. II. Vidigal, Fernanda de
Carvalho. III. Paula, Bruno Martins Dala. IV. Título.
CDD- 616.61
Ficha Catalográfica elaborada por Marlom Cesar da Silva
Bibliotecário-Documentalista CRB6/2735
O REPASSA – Sul de Minas é um projeto realizado por
servidores e estudantes da Faculdade de Nutrição e da
Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Alfenas
com apoio da Fundação Cargill®.
O projeto tem como objetivo a promoção da saúde e da
segurança alimentar e nutricional da população de Alfenas-
MG, contribuindo com um sistema alimentar mais saudável,
justo e sustentável.
Suas ações são direcionadas à educação alimentar e
nutricional e da formação profissional para o trabalho no
setor de alimentos, como estratégia de complementação da
renda.
Durante esse período de isolamento social, em virtude da
pandemia da COVID-19, as ações têm sido direcionadas à
publicação de materiais informativos, ações de educação
alimentar e nutricional mediada por tecnologias digitais
(WhatsApp®), elaboração de cursos na modalidade de
educação a distância sobre assuntos diversos da área da
nutrição e saúde. As recomendações desse material são
úteis a toda a família.
2
APRESENTAÇÃO.............................................02
OBESIDADE....................................................03
DIAGNÓSTICO................................................05
CAUSAS DA OBESIDADE................................06
FATORES DE RISCO E COMPLICAÇÕES...........08
TRATAMENTO E PREVENÇÃO........................09
MITOS E VERDADES.......................................12
REPASSA: RECEITA.........................................15
DICAS DE LANCHES E REFEIÇÕES..................16
PARA SABER MAIS.........................................17
REFERÊNCIAS E ATRIBUIÇÕES........................17
MENSAGEM FINAL........................................18
Quais são as consequências do excesso de peso?
Apesar de ser normal e importante uma parcela de gordura
em nosso corpo, o ganho de “massa gorda” em EXCESSO é
prejudicial. Como citado anteriormente, há uma íntima relação
entre a obesidade e outras doenças crônicas, como diabetes
e hipertensão. Além disso, a obesidade reduz a qualidade de
vida por fatores como sobrecarga nas articulações e redução
do condicionamento físico.
Você já ouviu a frase do químico Lavoisier: “na natureza, nada se
perde, nada se cria, tudo se transforma”? Ela também descreve
o que ocorre em nosso organismo. Como discutido em nossa
cartilha “REPASSA - Sul de Minas: Condutas Nutricionais no
Diabetes”, os açúcares e os outros alimentos servem como
“combustível” para nossas células e nos fornecem energia para
ficarmos vivos. Esse “combustível” é tão importante que nosso
corpo não o desperdiça, sendo o excesso transformado em
gordura para ser usado quando necessário. Logo, a obesidade
decorre de um desequilíbrio entre a energia que gastamos e o
quanto consumimos, além de questões genéticas específicas a
cada indivíduo.
4
3
A obesidade é uma condição presente em pessoas em todo o
mundo, sendo considerado um problema de saúde pública, o que
reforça a importância de se discutir o assunto com toda a
sociedade. Nesta edição, o REPASSA esclarece alguns pontos
deste tema e traz informações importantes.
O que é a obesidade?
A obesidade é considerada uma doença crônica, ou seja, que
persiste por longo período de tempo, favorecendo o
desenvolvimento de outras doenças crônicas, como diabetes e
hipertensão. O indivíduo obeso apresenta um excesso de “massa
gorda” ou gordura em seu corpo, o que pode lhe causar uma
série de danos a longo prazo.
Como engordamos?
Energia
consumida
Energia
gasta
Formação
de gordura
A obesidade então decorre apenas de um balanço
energético desfavorável?
NÃO, a obesidade é complexa e vai muito além da ingestão de
comida, tendo, portanto, uma causa MULTIFATORIAL. Entre os
fatores associados, destacam-se: fatores culturais,
socioeconômicos, psicológicos, sedentarismo, hábitos
alimentares inadequados e ambiente obesogênico. Além disso, é
importante destacar as especificidades genéticas de cada
indivíduo, que influenciam no ganho de peso corpóreo, e a
epigenética, um tipo de herança que vai além da informação do
DNA.
Obesidade
Fatores psicológicos
Fatores econômicos Sedentarismo
Hábitos alimentares inadequados
Fatores sociais
Genética e
Epigenética
6
A obesidade é uma condição multifatorial, portanto, existem
diversas causas, entre elas:
Questões hormonais: o nosso organismo é
regulado por uma diversidade de hormônios. Caso
ocorra um desequilíbrio na modulação destes
hormônios, pode ocorrer uma desregulação
metabólica. Como consequência, o indivíduo pode
ter mais facilidade para engordar.
Hábitos alimentares
inadequados e ambiente
obesogênico: a alimentação
inadequada está intimamente
associada ao ambiente
obesogênico, que por sua vez é
definido como uma influência que
o meio externo exerce sobre as
pessoas ao adotarem hábitos de
vida inadequados que favorecem
a obesidade. Logo, elementos
sociais como família, amigos,
propagandas podem influenciar a
adoção de práticas de saúde.
Existem diferentes meios de diagnosticar um quadro de
obesidade. O cálculo do índice de massa corporal (IMC) é o
mais comum, por ser realizado rapidamente sem a necessidade
de equipamentos caros. O cálculo do IMC é obtido a partir de
uma fórmula matemática, no qual divide-se o valor do peso
corpóreo, em quilogramas, pelo altura, em metros, elevada ao
quadrado.
IMC = Peso corpóreo (kg)
[Altura (m)]²
De acordo com o valor de IMC obtido, pode-se interpretar o
resultado de acordo com pontos de corte que classificam a
pessoa desde baixo peso até obeso grau III.
Todavia, o IMC também possui limitações pois, não distingui
gordura e músculo, Logo, é importante se cuidar e se consultar
com um profissional da saúde capacitado para interpretar
adequadamente cada caso.
5
Valor do IMC (kg/m
2
) Classificação
< 18,5 Baixo Peso
De 18,5 a 24,9 Peso Normal
De 25,0 a 29,9 Sobrepeso
De 30,0 a 34,9 Obesidade Grau I
De 35,0 a 39,9 Obesidade Grau II
≥ 40,0 Obesidade Grau III
Genética: existem genes que estão associados a
obesidade. Segundo estudos, a genética pode estar
associada a cerca de 80% da obesidade, o que
contradiz os preconceitos de que o paciente obeso é
culpado por conta de seu quadro clínico. Todavia,
apesar deste fator tão influente, os fatores
ambientais como estilo de vida saudável podem
auxiliar na modulação destes genes, de modo que a
obesidade seja prevenida ou controlada.
Fatores culturais: países como os EUA,
por exemplo, tem uma cultura bastante
enraizada no fast-food, o que
desestimula as pessoas a consumirem
alimentos mais saudáveis. Vale ressaltar
que a cultura também é associada ao
ambiente obesogênico.
Fatores psicológicos: ansiedade, transtornos e vícios como o
tabaco e o álcool podem ser uma válvula de escape para
traumas ou problemas psicológicos, fazendo com que a pessoa
busque o prazer momentâneo. Portanto, deve-se buscar o
motivo de uma compulsão alimentar a fim de se obter um
melhor tratamento.
Fatores econômicos: a redução do custo
na produção de alimentos
ultraprocessados facilitou o acesso a
estes alimentos calóricos e pouco
nutritivos.
Sedentarismo: a falta de
atividades físicas diárias
condicionam o aumento da
obesidade por reduzir o gasto de
energia.
• Apneia do sono
(pausas ou dificuldade
em respirar durante o
sono)
• Acidente Vascular
Cerebral (AVC)
• Hipertensão arterial
• Diabetes tipo 2
• Dislipidemias
• Doenças
cardiovasculares
• Aterosclerose
• Problemas
ortopédicos
Como citado, a obesidade é condicionada, principalmente, por
má alimentação, falta de atividades físicas e sedentarismo.
Assim sendo, qualquer pessoa pode se tornar obesa, tanto que
nos últimos anos o número de jovens e adolescentes obesos vem
aumentando. Todavia, com o avançar da idade e com o quadro da
obesidade, o indivíduo pode desenvolver diversas complicações,
tais como:
• Hipertensão arterial
• Diabetes tipo 2
7 8
Para que a obesidade seja tratada de modo adequado,
paciente e profissionais de saúde devem manter um respeito
mútuo.
Seja o mais atencioso
possível com seus pacientes
e saiba respeitá-los.
Não sinta vergonha de si e se
abra aos poucos com os
profissionais que cuidam de você.
Juntos, profissionais da saúde e paciente podem elaborar um
plano de ação, para isso:
- Estabeleçam metas a longo prazo e pequenos objetivos a
serem cumpridos gradualmente.
- Pesquisem a origem da condição. Como a obesidade possui
várias causas, deve-se identificar os fatores que mais
agravam o quadro clínico do paciente e tratá-los. Lembrem-
se: CADA PACIENTE É ÚNICO E NECESSITA DE
TRATAMENTO ESPECÍFICO.
- Uma vez que as causas são identificadas, tracem um plano
de ação dentro das possibilidades do paciente. O
tratamento de cada pessoa pode conter uma ou mais
estratégias. Entre estas possíveis condutas a serem
tomadas, pode-se citar:
Alimentação saudável: é importante que
nossa alimentação seja balanceada, que tenha
como base os alimentos in natura e
minimamente processados. Vale ressaltar que
os nutricionistas são essenciais na prescrição
de planos alimentares adequados e
individualizados a cada pessoa.
Atividade física: exercício físico é saúde.
Pratique com o acompanhamento de profissionais
capacitados, tal como educadores físicos. Comece
devagar e avance gradualmente. Realize
atividades do dia a dia e afazeres domésticos.
Uso de medicamentos: em alguns casos, os
médicos podem prescrever alguns remédios que
ajudem na perda e manutenção do peso. Esta
estratégia deve ser adotada junto a mudanças no
estilo de vida como a promoção de alimentação
saudável e exercícios.
Procedimentos cirúrgicos: em alguns casos, as
cirurgias de redução de estômago e/ou intestino
podem ser viáveis, pois auxiliam na diminuição da
ingestão e absorção de alimentos. Além disso,
existem outros procedimentos como a inserção
de argolas na “boca” do estômago e balões que
após inflados ocupam parte do volume do órgão,
auxiliando na sensação de saciedade. Esta
possibilidade deve ser bem discutida entre os
pacientes e os profissionais da saúde.
9 10
Quanto a prevenção da obesidade, esta está correlacionada
mais diretamente com a adoção de hábitos de vida mais
saudáveis, tais como alimentação saudável e a prática de
atividades físicas. A consciência deste ponto é de suma
importância como conduta inicial.
12
11
Atendimento psicológico: no dia a dia, muitas
vezes somos submetidos a estresse, ansiedade e
desregulação no sono. Estes fatores podem
contribuir no ganho e/ou dificultar o processo de
perda de peso. Assim sendo, um acompanhamento
psicológico pode auxiliar na tratamento da
obesidade.
1) O uso de medicamentos auxiliadores de perda de peso
sem mudanças no estilo de vida tornam-se ineficazes.
VERDADE. É natural que se você utilizar
uma medicação e voltar para o mesmo
estilo de vida, você ganhe peso. Afinal,
nenhum remédio funciona se não houver
mudança de comportamento.
2) Toda dieta emagrece.
MITO. Atualmente são divulgadas em diferentes
mídias sociais inúmeras dietas, sem nenhum
fundamento científico e que acabam
comprometendo seriamente a saúde de quem as
seguem. Outras, são tão restritivas que acabam
resultando na perda de peso, no entanto, sua
manutenção é árdua e ao retornar para o estilo
de vida anterior, ocorre novo ganho de peso. Por
isso, consulte um nutricionista de confiança para
receber orientações adequadas.
3) Dormir mal favorece o ganho de gordura.
VERDADE. Pois, quem dorme mal tem a taxa de hormônios que
dão fome elevada e, as taxas de hormônios que saciam abaixo
do normal, gerando maior vontade de consumir alimentos mais
calóricos.
Uma vez que o plano básico do paciente é
elaborado, seguindo estas e outras
possibilidades, o tratamento deve ser levado
a sério por um determinado intervalo de
tempo. Todavia, as respectivas condutas
devem ser coerentes com a realidade do
paciente. O estigma e o preconceito da
obesidade devem ser evitados, inclusive pela
equipe de saúde. Os indivíduos obesos não
podem ser culpados por um tratamento que
seja de difícil adesão e continuidade.
Com o decorrer do tratamento os resultados
vão surgindo. Tanto os pacientes quanto a
equipe de saúde envolvida devem comemorar
e se incentivarem na manutenção do
tratamento até que se alcance o objetivo
final e um bem estar físico e mental do
paciente.
14
13
4) Estresse e ansiedade são fatores que contribuem com a
obesidade.
VERDADE. O estresse e a ansiedade podem
afetar o comportamento alimentar em si,
levando ao desconto das sensações no ato de
alimentar ou em alimentos específicos que
proporcionam um bem estar momentâneo. No
entanto, esses alimentos muitas vezes são
ricos em açúcares e contribuem com o aumento
do peso corpóreo, além de poder comprometer
outros parâmetros de sua saúde.
7) Alimentos diet ajudam a emagrecer e são livres para
consumo.
MITO. Um estudo feito na Universidade da
Geórgia (EUA) mostrou que os chamados
alimentos diet podem contribuir para o ganho
de peso indesejado em quem os consome.
Segundo os pesquisadores, a maioria dos
produtos diet, que contém pouco ou nenhum
açúcar, tem uma quantidade maior de
gorduras. Muitos associam a ausência de
açúcares em alimentos ao fato de serem mais
saudáveis, mas esquecem dos outros
componentes, a exemplo da gordura. Por isso,
é preciso ler o rótulo de todos os alimentos
antes de consumi-los, a fim de saber e
conhecer o que estamos consumindo.
5) A pessoa obesa nunca deve consumir alimentos
industrializados, açúcares, gorduras e afins.
MITO. A restrição alimentar severa pode
desencadear compulsões alimentares, no
entanto, não se deve confundir RESTRIÇÃO
com REDUÇÃO. O Ministério da Saúde
recomenda o consumo limitado de alimentos
processados e que os ultraprocessados sejam
evitados. O segredo é a moderação e a
educação dos hábitos e preferências
alimentares.
6) Tenho histórico de obesidade na família, portanto,
também serei obeso.
MITO. Como discutimos, os fatores genéticos possuem
importante influência na obesidade. No entanto, os fatores
ambientais contribuem de maneira significativa. Ao adotar-se
uma rotina de atividades físicas e alimentação saudável, pode-
se evitar a obesidade independente do histórico familiar.
8) A magreza excessiva também é prejudicial ao organismo,
tal como a obesidade.
VERDADE. A gordura desempenha papéis importantes em
nosso organismo. Além disso, diversos transtornos psicológicos
levam as pessoas a perdas de peso exageradas que podem
comprometer a saúde. O importante é o equilíbrio.
9) Uma dieta boa é aquela que promove uma rápida perda
de peso.
MITO. Um emagrecimento saudável e eficaz
depende de manutenção da perda de peso por
um intervalo de tempo. Emagrecimentos
rápidos, geralmente, estão associados ao
“efeito sanfona”, o que faz com que o
indivíduo volte a engordar, e à perda
acentuada de massa muscular.
16
15
CAFÉ DA MANHÃ
- Pão
- Ovo
- Uva
- Suco de goiaba
Almoço
- Purê de abóbora
- Arroz Integral
- Alface
- Tomate
- Repolho
- Filé Bovino
JANTAR
- Arroz
- Filé de frango
- Batata
- Alface
- Brócolis
- Tomate
Não seria “Sorvete” de banana em vez de “Sorvet”
de banana?
- Bananas nanica ou
banana prata
maduras
(8 unidades)
- Leite (1/2 xícara)
- Mel (1 col. sopa)
- Canela a gosto.
Em uma batedeira, bata
as bananas com os
demais ingredientes. Leve
para o congelador por 6 h.
Bata novamente a mistura
congelada em batedeira e
armazene no congelador
por mais 6 h ou até que se
congele por completo.
18
17
[1] AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR (Rio de Janeiro) (ed.). MANUAL DE
DIRETRIZES PARA O ENFRENTAMENTO DA OBESIDADE NA SAÚDE SUPLEMENTAR
BRASILEIRA. Rio de Janeiro: [s. n.], 2017. 44 p. ISBN 978-85-63059-36-9. Disponível em:
http://www.ans.gov.br/images/final_obesidade_26_12.pdf Acesso em: 21 jul. 2020.
[2] WHARTON, Sean et al. Obesity in adults: a clinical practice guideline. CMAJ.
2020;192(31):E875-91. DOI: https://doi.org/10.1503/cmaj.191707. Disponível em:
https://www.cmaj.ca/content/192/31/E875
[3] FERREIRA, Cyntia Silva; MACHADO, Evandro Marques de Menezes; MOREIRA, Leandro
Marcio. ENFRENTAMENTO DA OBESIDADE: Material para atualização de professores. [S.
l.: s. n.], [2019]. 150 p.
[4] MANCINI, M. C. (ed.). Diretrizes Brasileiras de Obesidade 2016. 4. ed. São Paulo:
Companygraf, 2016. 186 p. Disponível em: https://abeso.org.br/wp-
content/uploads/2019/12/Diretrizes-Download-Diretrizes-Brasileiras-de-Obesidade-
2016.pdf. Acesso em: 21 jul. 2020.
[5] TAHRANI, Abd et al. The importance of language in engagement between health-care
professionals and people living with obesity: a joint consensus statement. Lancet Diabetes
Endocrinol. 2020;8(5):447-455. DOI https://doi.org/10.1016/S2213-8587(20)30102-9.
Disponível em:
https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S2213858720301029. Acesso em:
29 ago. 2020.
Para uma abordagem clínica e descontraída, assista
o comentário do Doutor Drauzio Varella em:
https://www.youtube.com/watch?v=eUwSZZF5-eI
Para acessar mais informações de qualidade,
consulte o site da Associação Brasileira para o
Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica em:
https://abeso.org.br/
[6] https://nutrisoft.com.br/5-opcoes-saudaveis-para-o-almoco/
[7] https://br.pinterest.com/
[8]. https://www.vecteezy.com/
[9] https://www.flaticon.com/
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Obesidade Cartilha_REPASSA_Obesidade.pdf

  • 1. Universidade Federal de Alfenas Faculdade de Nutrição (FANUT) Mariana Santos Silva William Permagnani Gozzi Fernanda de Carvalho Vidigal Bruno Martins Dala Paula 2020 © 2020 Direitos reservados aos autores. Direito de reprodução da Cartilha é de acordo com a lei de Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Qualquer parte desta publicação pode ser reproduzida, desde que citada a fonte. Disponível em: <http://www.unifal-mg.edu.br/bibliotecas/ebooks> Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL-MG Endereço: Rua Gabriel Monteiro da Silva, 700 Centro – Alfenas – Minas Gerais – Brasil – CEP: 37.130-001 Reitor: Sandro Amadeu Cerveira Vice-reitor: Alessandro Antônio Costa Pereira Sistema de Bibliotecas da UNIFAL-MG / SIBI/UNIFAL-MG Editoração e Capa: Mariana Santos Silva, William Permagnani Gozzi, Fernanda de Carvalho Vidigal, Bruno Martins Dala Paula Apoio à editoração: Marlom Cesar da Silva Os organizadores agradecem ao apoio da Fundação Cargill, pelo apoio financeiro ao Projeto REPASSA-Sul de Minas, contemplado pelo Edital Fundação Cargill - 5ª Edição Alimentação em Foco. Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Alfenas Biblioteca Central – Campus Sede Silva, Mariana Santos S586r REPASSA Sul de Minas: condutas nutricionais na obesidade. / Mariana Santos Silva, William Permagnani Gozzi, Fernanda de Carvalho Vidigal, Bruno Martins Dala Paula -- Alfenas -- MG : Editora Universidade Federal de Alfenas, 2020. 18 f.: il. – ISBN: 978-65-86489-15-6. (e-book) Inclui Bibliografia. 1. Alimentação Saudável. 2. Obesidade. 3. Promoção da Saúde. 4. Nutrição. I. Gozzi, William Permagnani. II. Vidigal, Fernanda de Carvalho. III. Paula, Bruno Martins Dala. IV. Título. CDD- 616.61 Ficha Catalográfica elaborada por Marlom Cesar da Silva Bibliotecário-Documentalista CRB6/2735
  • 2. O REPASSA – Sul de Minas é um projeto realizado por servidores e estudantes da Faculdade de Nutrição e da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Alfenas com apoio da Fundação Cargill®. O projeto tem como objetivo a promoção da saúde e da segurança alimentar e nutricional da população de Alfenas- MG, contribuindo com um sistema alimentar mais saudável, justo e sustentável. Suas ações são direcionadas à educação alimentar e nutricional e da formação profissional para o trabalho no setor de alimentos, como estratégia de complementação da renda. Durante esse período de isolamento social, em virtude da pandemia da COVID-19, as ações têm sido direcionadas à publicação de materiais informativos, ações de educação alimentar e nutricional mediada por tecnologias digitais (WhatsApp®), elaboração de cursos na modalidade de educação a distância sobre assuntos diversos da área da nutrição e saúde. As recomendações desse material são úteis a toda a família. 2 APRESENTAÇÃO.............................................02 OBESIDADE....................................................03 DIAGNÓSTICO................................................05 CAUSAS DA OBESIDADE................................06 FATORES DE RISCO E COMPLICAÇÕES...........08 TRATAMENTO E PREVENÇÃO........................09 MITOS E VERDADES.......................................12 REPASSA: RECEITA.........................................15 DICAS DE LANCHES E REFEIÇÕES..................16 PARA SABER MAIS.........................................17 REFERÊNCIAS E ATRIBUIÇÕES........................17 MENSAGEM FINAL........................................18
  • 3. Quais são as consequências do excesso de peso? Apesar de ser normal e importante uma parcela de gordura em nosso corpo, o ganho de “massa gorda” em EXCESSO é prejudicial. Como citado anteriormente, há uma íntima relação entre a obesidade e outras doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. Além disso, a obesidade reduz a qualidade de vida por fatores como sobrecarga nas articulações e redução do condicionamento físico. Você já ouviu a frase do químico Lavoisier: “na natureza, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”? Ela também descreve o que ocorre em nosso organismo. Como discutido em nossa cartilha “REPASSA - Sul de Minas: Condutas Nutricionais no Diabetes”, os açúcares e os outros alimentos servem como “combustível” para nossas células e nos fornecem energia para ficarmos vivos. Esse “combustível” é tão importante que nosso corpo não o desperdiça, sendo o excesso transformado em gordura para ser usado quando necessário. Logo, a obesidade decorre de um desequilíbrio entre a energia que gastamos e o quanto consumimos, além de questões genéticas específicas a cada indivíduo. 4 3 A obesidade é uma condição presente em pessoas em todo o mundo, sendo considerado um problema de saúde pública, o que reforça a importância de se discutir o assunto com toda a sociedade. Nesta edição, o REPASSA esclarece alguns pontos deste tema e traz informações importantes. O que é a obesidade? A obesidade é considerada uma doença crônica, ou seja, que persiste por longo período de tempo, favorecendo o desenvolvimento de outras doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. O indivíduo obeso apresenta um excesso de “massa gorda” ou gordura em seu corpo, o que pode lhe causar uma série de danos a longo prazo. Como engordamos? Energia consumida Energia gasta Formação de gordura A obesidade então decorre apenas de um balanço energético desfavorável? NÃO, a obesidade é complexa e vai muito além da ingestão de comida, tendo, portanto, uma causa MULTIFATORIAL. Entre os fatores associados, destacam-se: fatores culturais, socioeconômicos, psicológicos, sedentarismo, hábitos alimentares inadequados e ambiente obesogênico. Além disso, é importante destacar as especificidades genéticas de cada indivíduo, que influenciam no ganho de peso corpóreo, e a epigenética, um tipo de herança que vai além da informação do DNA. Obesidade Fatores psicológicos Fatores econômicos Sedentarismo Hábitos alimentares inadequados Fatores sociais Genética e Epigenética
  • 4. 6 A obesidade é uma condição multifatorial, portanto, existem diversas causas, entre elas: Questões hormonais: o nosso organismo é regulado por uma diversidade de hormônios. Caso ocorra um desequilíbrio na modulação destes hormônios, pode ocorrer uma desregulação metabólica. Como consequência, o indivíduo pode ter mais facilidade para engordar. Hábitos alimentares inadequados e ambiente obesogênico: a alimentação inadequada está intimamente associada ao ambiente obesogênico, que por sua vez é definido como uma influência que o meio externo exerce sobre as pessoas ao adotarem hábitos de vida inadequados que favorecem a obesidade. Logo, elementos sociais como família, amigos, propagandas podem influenciar a adoção de práticas de saúde. Existem diferentes meios de diagnosticar um quadro de obesidade. O cálculo do índice de massa corporal (IMC) é o mais comum, por ser realizado rapidamente sem a necessidade de equipamentos caros. O cálculo do IMC é obtido a partir de uma fórmula matemática, no qual divide-se o valor do peso corpóreo, em quilogramas, pelo altura, em metros, elevada ao quadrado. IMC = Peso corpóreo (kg) [Altura (m)]² De acordo com o valor de IMC obtido, pode-se interpretar o resultado de acordo com pontos de corte que classificam a pessoa desde baixo peso até obeso grau III. Todavia, o IMC também possui limitações pois, não distingui gordura e músculo, Logo, é importante se cuidar e se consultar com um profissional da saúde capacitado para interpretar adequadamente cada caso. 5 Valor do IMC (kg/m 2 ) Classificação < 18,5 Baixo Peso De 18,5 a 24,9 Peso Normal De 25,0 a 29,9 Sobrepeso De 30,0 a 34,9 Obesidade Grau I De 35,0 a 39,9 Obesidade Grau II ≥ 40,0 Obesidade Grau III Genética: existem genes que estão associados a obesidade. Segundo estudos, a genética pode estar associada a cerca de 80% da obesidade, o que contradiz os preconceitos de que o paciente obeso é culpado por conta de seu quadro clínico. Todavia, apesar deste fator tão influente, os fatores ambientais como estilo de vida saudável podem auxiliar na modulação destes genes, de modo que a obesidade seja prevenida ou controlada.
  • 5. Fatores culturais: países como os EUA, por exemplo, tem uma cultura bastante enraizada no fast-food, o que desestimula as pessoas a consumirem alimentos mais saudáveis. Vale ressaltar que a cultura também é associada ao ambiente obesogênico. Fatores psicológicos: ansiedade, transtornos e vícios como o tabaco e o álcool podem ser uma válvula de escape para traumas ou problemas psicológicos, fazendo com que a pessoa busque o prazer momentâneo. Portanto, deve-se buscar o motivo de uma compulsão alimentar a fim de se obter um melhor tratamento. Fatores econômicos: a redução do custo na produção de alimentos ultraprocessados facilitou o acesso a estes alimentos calóricos e pouco nutritivos. Sedentarismo: a falta de atividades físicas diárias condicionam o aumento da obesidade por reduzir o gasto de energia. • Apneia do sono (pausas ou dificuldade em respirar durante o sono) • Acidente Vascular Cerebral (AVC) • Hipertensão arterial • Diabetes tipo 2 • Dislipidemias • Doenças cardiovasculares • Aterosclerose • Problemas ortopédicos Como citado, a obesidade é condicionada, principalmente, por má alimentação, falta de atividades físicas e sedentarismo. Assim sendo, qualquer pessoa pode se tornar obesa, tanto que nos últimos anos o número de jovens e adolescentes obesos vem aumentando. Todavia, com o avançar da idade e com o quadro da obesidade, o indivíduo pode desenvolver diversas complicações, tais como: • Hipertensão arterial • Diabetes tipo 2 7 8
  • 6. Para que a obesidade seja tratada de modo adequado, paciente e profissionais de saúde devem manter um respeito mútuo. Seja o mais atencioso possível com seus pacientes e saiba respeitá-los. Não sinta vergonha de si e se abra aos poucos com os profissionais que cuidam de você. Juntos, profissionais da saúde e paciente podem elaborar um plano de ação, para isso: - Estabeleçam metas a longo prazo e pequenos objetivos a serem cumpridos gradualmente. - Pesquisem a origem da condição. Como a obesidade possui várias causas, deve-se identificar os fatores que mais agravam o quadro clínico do paciente e tratá-los. Lembrem- se: CADA PACIENTE É ÚNICO E NECESSITA DE TRATAMENTO ESPECÍFICO. - Uma vez que as causas são identificadas, tracem um plano de ação dentro das possibilidades do paciente. O tratamento de cada pessoa pode conter uma ou mais estratégias. Entre estas possíveis condutas a serem tomadas, pode-se citar: Alimentação saudável: é importante que nossa alimentação seja balanceada, que tenha como base os alimentos in natura e minimamente processados. Vale ressaltar que os nutricionistas são essenciais na prescrição de planos alimentares adequados e individualizados a cada pessoa. Atividade física: exercício físico é saúde. Pratique com o acompanhamento de profissionais capacitados, tal como educadores físicos. Comece devagar e avance gradualmente. Realize atividades do dia a dia e afazeres domésticos. Uso de medicamentos: em alguns casos, os médicos podem prescrever alguns remédios que ajudem na perda e manutenção do peso. Esta estratégia deve ser adotada junto a mudanças no estilo de vida como a promoção de alimentação saudável e exercícios. Procedimentos cirúrgicos: em alguns casos, as cirurgias de redução de estômago e/ou intestino podem ser viáveis, pois auxiliam na diminuição da ingestão e absorção de alimentos. Além disso, existem outros procedimentos como a inserção de argolas na “boca” do estômago e balões que após inflados ocupam parte do volume do órgão, auxiliando na sensação de saciedade. Esta possibilidade deve ser bem discutida entre os pacientes e os profissionais da saúde. 9 10
  • 7. Quanto a prevenção da obesidade, esta está correlacionada mais diretamente com a adoção de hábitos de vida mais saudáveis, tais como alimentação saudável e a prática de atividades físicas. A consciência deste ponto é de suma importância como conduta inicial. 12 11 Atendimento psicológico: no dia a dia, muitas vezes somos submetidos a estresse, ansiedade e desregulação no sono. Estes fatores podem contribuir no ganho e/ou dificultar o processo de perda de peso. Assim sendo, um acompanhamento psicológico pode auxiliar na tratamento da obesidade. 1) O uso de medicamentos auxiliadores de perda de peso sem mudanças no estilo de vida tornam-se ineficazes. VERDADE. É natural que se você utilizar uma medicação e voltar para o mesmo estilo de vida, você ganhe peso. Afinal, nenhum remédio funciona se não houver mudança de comportamento. 2) Toda dieta emagrece. MITO. Atualmente são divulgadas em diferentes mídias sociais inúmeras dietas, sem nenhum fundamento científico e que acabam comprometendo seriamente a saúde de quem as seguem. Outras, são tão restritivas que acabam resultando na perda de peso, no entanto, sua manutenção é árdua e ao retornar para o estilo de vida anterior, ocorre novo ganho de peso. Por isso, consulte um nutricionista de confiança para receber orientações adequadas. 3) Dormir mal favorece o ganho de gordura. VERDADE. Pois, quem dorme mal tem a taxa de hormônios que dão fome elevada e, as taxas de hormônios que saciam abaixo do normal, gerando maior vontade de consumir alimentos mais calóricos. Uma vez que o plano básico do paciente é elaborado, seguindo estas e outras possibilidades, o tratamento deve ser levado a sério por um determinado intervalo de tempo. Todavia, as respectivas condutas devem ser coerentes com a realidade do paciente. O estigma e o preconceito da obesidade devem ser evitados, inclusive pela equipe de saúde. Os indivíduos obesos não podem ser culpados por um tratamento que seja de difícil adesão e continuidade. Com o decorrer do tratamento os resultados vão surgindo. Tanto os pacientes quanto a equipe de saúde envolvida devem comemorar e se incentivarem na manutenção do tratamento até que se alcance o objetivo final e um bem estar físico e mental do paciente.
  • 8. 14 13 4) Estresse e ansiedade são fatores que contribuem com a obesidade. VERDADE. O estresse e a ansiedade podem afetar o comportamento alimentar em si, levando ao desconto das sensações no ato de alimentar ou em alimentos específicos que proporcionam um bem estar momentâneo. No entanto, esses alimentos muitas vezes são ricos em açúcares e contribuem com o aumento do peso corpóreo, além de poder comprometer outros parâmetros de sua saúde. 7) Alimentos diet ajudam a emagrecer e são livres para consumo. MITO. Um estudo feito na Universidade da Geórgia (EUA) mostrou que os chamados alimentos diet podem contribuir para o ganho de peso indesejado em quem os consome. Segundo os pesquisadores, a maioria dos produtos diet, que contém pouco ou nenhum açúcar, tem uma quantidade maior de gorduras. Muitos associam a ausência de açúcares em alimentos ao fato de serem mais saudáveis, mas esquecem dos outros componentes, a exemplo da gordura. Por isso, é preciso ler o rótulo de todos os alimentos antes de consumi-los, a fim de saber e conhecer o que estamos consumindo. 5) A pessoa obesa nunca deve consumir alimentos industrializados, açúcares, gorduras e afins. MITO. A restrição alimentar severa pode desencadear compulsões alimentares, no entanto, não se deve confundir RESTRIÇÃO com REDUÇÃO. O Ministério da Saúde recomenda o consumo limitado de alimentos processados e que os ultraprocessados sejam evitados. O segredo é a moderação e a educação dos hábitos e preferências alimentares. 6) Tenho histórico de obesidade na família, portanto, também serei obeso. MITO. Como discutimos, os fatores genéticos possuem importante influência na obesidade. No entanto, os fatores ambientais contribuem de maneira significativa. Ao adotar-se uma rotina de atividades físicas e alimentação saudável, pode- se evitar a obesidade independente do histórico familiar. 8) A magreza excessiva também é prejudicial ao organismo, tal como a obesidade. VERDADE. A gordura desempenha papéis importantes em nosso organismo. Além disso, diversos transtornos psicológicos levam as pessoas a perdas de peso exageradas que podem comprometer a saúde. O importante é o equilíbrio. 9) Uma dieta boa é aquela que promove uma rápida perda de peso. MITO. Um emagrecimento saudável e eficaz depende de manutenção da perda de peso por um intervalo de tempo. Emagrecimentos rápidos, geralmente, estão associados ao “efeito sanfona”, o que faz com que o indivíduo volte a engordar, e à perda acentuada de massa muscular.
  • 9. 16 15 CAFÉ DA MANHÃ - Pão - Ovo - Uva - Suco de goiaba Almoço - Purê de abóbora - Arroz Integral - Alface - Tomate - Repolho - Filé Bovino JANTAR - Arroz - Filé de frango - Batata - Alface - Brócolis - Tomate Não seria “Sorvete” de banana em vez de “Sorvet” de banana? - Bananas nanica ou banana prata maduras (8 unidades) - Leite (1/2 xícara) - Mel (1 col. sopa) - Canela a gosto. Em uma batedeira, bata as bananas com os demais ingredientes. Leve para o congelador por 6 h. Bata novamente a mistura congelada em batedeira e armazene no congelador por mais 6 h ou até que se congele por completo.
  • 10. 18 17 [1] AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR (Rio de Janeiro) (ed.). MANUAL DE DIRETRIZES PARA O ENFRENTAMENTO DA OBESIDADE NA SAÚDE SUPLEMENTAR BRASILEIRA. Rio de Janeiro: [s. n.], 2017. 44 p. ISBN 978-85-63059-36-9. Disponível em: http://www.ans.gov.br/images/final_obesidade_26_12.pdf Acesso em: 21 jul. 2020. [2] WHARTON, Sean et al. Obesity in adults: a clinical practice guideline. CMAJ. 2020;192(31):E875-91. DOI: https://doi.org/10.1503/cmaj.191707. Disponível em: https://www.cmaj.ca/content/192/31/E875 [3] FERREIRA, Cyntia Silva; MACHADO, Evandro Marques de Menezes; MOREIRA, Leandro Marcio. ENFRENTAMENTO DA OBESIDADE: Material para atualização de professores. [S. l.: s. n.], [2019]. 150 p. [4] MANCINI, M. C. (ed.). Diretrizes Brasileiras de Obesidade 2016. 4. ed. São Paulo: Companygraf, 2016. 186 p. Disponível em: https://abeso.org.br/wp- content/uploads/2019/12/Diretrizes-Download-Diretrizes-Brasileiras-de-Obesidade- 2016.pdf. Acesso em: 21 jul. 2020. [5] TAHRANI, Abd et al. The importance of language in engagement between health-care professionals and people living with obesity: a joint consensus statement. Lancet Diabetes Endocrinol. 2020;8(5):447-455. DOI https://doi.org/10.1016/S2213-8587(20)30102-9. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S2213858720301029. Acesso em: 29 ago. 2020. Para uma abordagem clínica e descontraída, assista o comentário do Doutor Drauzio Varella em: https://www.youtube.com/watch?v=eUwSZZF5-eI Para acessar mais informações de qualidade, consulte o site da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica em: https://abeso.org.br/ [6] https://nutrisoft.com.br/5-opcoes-saudaveis-para-o-almoco/ [7] https://br.pinterest.com/ [8]. https://www.vecteezy.com/ [9] https://www.flaticon.com/ A ilustração deste material foi elaborada a partir da edição ou uso integral de imagens de Domínio público ou com Licença Creative Commons, obtidas no item [9] e disponibilizadas pelos usuários: Eucalyp, Freepik, Icongeek26, Iconixar,Linector, Mangsaabguru, photo3idea_studio, Pixel perfect, Prosymbols, Surang e Skyclick e Gorbachev