Panambi, 2025
PINTURA INDUSTRIAL COM TINTA
LÍQUIDA
2- HORÁRIO (s):
2.1- INÍCIO: 00h00min
2.2- TÉRMINO: 00h00min
2.3- INTERVALO (s):
Pela manhã: 00h00min
Pela tarde: 00h00min
• TEÓRICA e PRÁTICA;
PARA APROVAÇÃO, 80% de acertos.
Modulo 01: Noções de corrosão;
Modulo 02: Condições ambientais;
Modulo 03: Pintura com tinta líquida;
Modulo 04: Boas práticas.
Modulo 05: Esp. Pelicula Seca
Modulo 06: Falhas
.
ASSUNTOS QUE SERÃO ABORDADOS
SENAI- Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
MODULO 01- CONCEITO DE
CORROSÃO NOS METAIS
POR QUE PINTARMOS OS METAIS?
POR QUE PINTARMOS OS METAIS?
POR QUE O AÇO ENFERRUJA?
O que restou do Monumento da JANGADA em Fortaleza-CE,
em aço patinável, após 5 anos
5 anos de exposião à forte ação da névoa salina
FINALIDADE DA PINTURA INDUSTRIAL
Fabricas, edifícios, equipamentos e produtos bem pintados SÃO
MAIS BONITOS E VENDEM MAIS!
PINTURA INDUSTRIAL
Sua finalidade principal é a proteção ANTICORROSIVA.
Apresenta, porém, outras finalidades complementares , tais como:
Finalidade estética;
Auxílio na segurança industrial;
Impermeabilização;
Diminuição da rugosidade de superfícies;
Facilitar a identificação de fluídos em tubulações ou reservatórios;
Permitir uma maior ou menor absorção de calor.
 Processo de deterioração ou perda de material metálico, por ação
eletroquímica ou química do meio, aliada ou não a esforços mecânicos.
 Deterioração de um material devido a uma reação com o ambiente
 O Processo é espontâneo devido a liberação de energia.
 É o inverso do processo metalúrgico, de fabricação do aço por
exemplo.
DEFINIÇÃO DE CORROSÃO
DEFINIÇÃO DE CORROSÃO
O que é?
Reação do metal com o meio ambiente ou agentes corrosivos.
A Causa?
Instabilidade dos metais em sua forma refinada
Como ocorre?
•Presença de água e oxigênio
•Contato com agentes corrosivos
•Formação de pilhas galvânicas (áreas anódicas e catódicas)
CORROSÃO
CORROSÃO
FERRUGEM
(estável)
MEIO AMBIENTE
(C2; C3; C4; C5I; C5M)
MINÉRIO
(estável)
SIDERURGIA
(muita energia)
ALTO FORNO
(1250ºC)
14
CORROSÃO
(reação espontânea)
PINTURA
(proteção)
AÇO
(instável)
METAL
METALURGIA
CORROSÃO
Mn+
+ ENERGIA
POR QUE PINTARMOS OS METAIS?
O AÇO SEMPRE ESTÁ SUJEITO A CORROSÃO
FATGORES AMBIENTAIS QUE INFLUENCIAM NA CORROSÃO
Localização: Combinação de zona industrial, marinha e desértica;
Clima: Sol, umidade, poluentes, vento, temperatura, cloretos, ácidos, dióxido de
enxofre;
Mecânico: Estresse (interno e externo);
Incompatibilidade: Uso de materiais adjacentes;
Uso: Desgaste normal, abusivo, impacto etc...
POR QUE PINTARMOS OS
METAIS?
• 7.491 km correspondem ao seu litoral, sendo o
16° pais com maior extensão litorânea;
• Concentração do PIB 95% da economia brasileira
depende da região costeira demarcada;
• Concentração populacional: 70% dos brasileiros
vivem na faixa situada até 200 km /do litoral;
• Zonas litorâneas tem taxa de corrosão maiores
do que as zonas rurais;
• Zonas rurais são classificadas como de alto potencial corrosivo, devido a
aplicação de produtos químicos considerados aceleradores do processo
corrosivo dos equipamentos e maquinas utilizadas nesta indústria.
• O BRASIL é considerado um dos principais produtores agrícolas de todo o
planeta.
CLASSIFICAÇÃO DA CORROSÃO NO BRASIL
CLASSES DE SERVIÇOS NBR 10476 1988 (APLICASSÃO E USO)
Os EUA usam mais de 16 bilhões de Kgs de NaCL ( Cloreto de Sódio) por
ano, para derreter a neve e o gelo das ruas.
A taxa de corrosão é muito dependente da localização e ambiente
Condições:
•Umidade;
•Sal;
•Chuva ácida;
•Poluição.
Ânodo: área na superfície do aço que corrói (perde elétrons = oxidação)
Cátodo: área na superfície do aço que não corrói (ganha elétrons = redução)
Caminho metálico: ligação elétrica entre o ânodo e o cátodo
Eletrólito: líquido que conduz eletricidade, que vem do ambiente onde o oxigênio está
presente
PROCESSO ELETROQUÍMICO
A VELOCIDADE DA CORROSÃO DEPENDE
tempo de molhamento (t)
 Período durante o qual a superfície metálica está coberta por uma
película de eletrólito que é capaz de causar corrosão atmosférica.
t = soma das horas durante as quais URA > 80% e T > 0ºC
 Chuva, condensação, etc. = Velocidades de corrosão elevadas
 Ambientes secos interiores = Velocidade de corrosão baixa
Contaminantes atmosféricos (agentes agressivos)
 ion cloreto (Cl-
) = ambiente marítimo
 dióxido de enxofre (SO2) = ambiente industrial.
COMO EVITAR A CORROSÃO?
Isolando o metal do meio ambiente:
 revestimentos metálicos (eletrozincagem, metalização, galvanização)
 revestimento por pintura (ISO12944)
Atuando no projeto, evitar:
 locais de retenção de água
 Cantos vivos, arestas, quinas
 Frestas
 Cordão de solda não contínuo
Atuando sobre o meio:
 abrigos
 ventilação e secagem (ambiente interior)
Atuando sobre o metal:
 Alteração química da superfície (fosforização)
 proteção catódica
FUNDO
(primer)
AÇO
CARBONO
INTERMEDIÁRIA
COMO EVITAR A CORROSÃO?
BARREIRA
A PINTURA PROTEGE, ISOLANDO O METAL DO
MEIO AMBIENTE
CONSEQUÊNCIA DA CORROSÃO
A corrosão (oxidação) = Perda de metal (massa)
Perda de metal = Custos de Manutenção
Perda de metal = Vida útil reduzida
Perda de metal = Perda de Receita
Perda de metal = Falha catastrófica
Perda de metal = Perda de vidas?
AÇO
FORMAS DA CORROSÃO DO AÇO
EXITEM 4 FORMAS (PRINCIPAIS)DE CORROSÃO DO AÇO:
CORROSÃO GENERALIZADA
CORROSÃO GALVÂNICA
CORROSÃO LOCALIZADA
CORROSÃO EM FRESTAS
OUTRAS:
CORROSÃO SELETIVA (GRÁFICA/DEZINCIFICAÇÃO) – ferros
fundidos
CORROSÃO SOB TENSÃO
CORROSÃO- FADIGA
CORROSÃO COM CAVITAÇÃO
CORROSÃO POR TURBULÊNCIA
CORROSÃO GENERALIZADA
CORROSÃO GENERALIZADA
CORROSÃO GENERALIZADA (uniforme)
Região anódica & Região catódica
Região anódica & Região catódica
provocam perda
provocam perda uniforme
uniforme do metal na
do metal na
superfície
superfície
ELETRÓLITO & OXIGÊNIO
ELETRÓLITO & OXIGÊNIO
FORMAS DE CORROSÃO DO AÇO
Que se processa em toda a extensão da superfície, ocorrendo perda uniforme de
espessura
CORROSÃO GALVÂNICA
CORROSÃO GALVÂNICA
AÇO INOX
AÇO GALVANIZADO
AÇO GALVANIZADO
 Pilha Galvânica
Surge quando dois metais ou ligas metálicas diferentes são colocados em contato
na presença de um eletrólito, ligados metalicamente.
FORMAS DE CORROSÃO DO AÇO
CORROSÃO GALVÂNICA
produção de uma corrente de elétricidade direta
AÇO
(Região anódica) BRONZE
(Região catódica)
ELETRÓLITO & OXIGÊNIO
 Dois metais diferentes em contato
 O aço é o anodo e o broze é o catodo
 O aço protege galvânicamente o bronze
 O aço é quem se corrói
FORMAS DE CORROSÃO DO AÇO
ANÓDICO
Magnésio
Zinco
Aço Galvanizado
Alumínio e Ligas
Cádmio
Aços Carbono
Aços de baixa liga e Alta resistência
Ferro fundido
Chumbo
Latão
Bronzes
Cobre
Aços Inoxidáveis
Titânio
CATÓDICO
Tabela prática de nobreza
em água do mar (resumida)
Magnésio
Alumínio
Zinco
Cromo
Ferro
Níquel
Hidrogênio
Cobre
Prata
Platina
Ouro
-2,38
-1,66
-0,76
-0,74
-0,44
-0,23
0,00
+0,34
+0,80
+1,20
+1,50
Elementos
metálicos
Potencial
Mais eletropositivo
Menos nobre
Mais nobre
Anódico
Catódico
Tabela de potenciais padrão de
eletrodos (resumida)
Fonte: prof. Vicente Gentil
Mais eletronegativo
FORMAÇÃO DE PAR BIMETÁLICO
FORMAS DE CORROSÃO DO AÇO
SÉRIE GALVÂNICA EM ÁGUA DO MAR
Menos nobre, mais tendência a corrosão
Magnésio -1.50
Zinco -1.03
Alumínio -0.79
Aço baixa liga -0.61
Latão -0.30
Cobre -0.28
Bronze -0.23
Prata -0.13
Titânio -0.10
Aço Inoxidável -0.08
Mais nobre, menos tendência a corrosão
Normas gerais:
 O menos nobre é o anôdo
 Quanto maior for a diferença
de potencial mais rápida será
a taxa de corrosão
Mas o mais nobre é …..
O ouro!
FORMAS DE CORROSÃO DO AÇO
CORROSÃO ELETROQUÍMICA
33
CORROSÃO POR LOCALIZADA (PIT)
CORROSÃO POR LOCALIZADA (PIT)
CORROSÃO POR LOCALIZADA (PITE e ALVÉOLO)
ÂNODO CÁTODO
Formação de ‘PIT’
AÇO
ELETRÓLITO & OXIGÊNIO
 Corrosão concentrada numa pequena área
 A corrosão entra no aço
 Muitas vezes visto em pisos tanque de armazenamento
FORMAS DE CORROSÃO DO AÇO
Que ocorre em pequenas áreas localizadas na superfície metálica produzindo pites ou
alvéolos
Pite
Pite
Alvéolo
Alvéolo
Pite: tipo de corrosão onde a profundidade é maior do que o diâmetro da base
Alvéolo: tipo de corrosão onde a profundidade é menor do que o diâmetro da base
No grau D de corrosão ocorrem tanto pites como alvéolos
CORROSÃO POR LOCALIZADA
FORMAS DE CORROSÃO DO AÇO
36
CORROSÃO EM FRESTAS
CORROSÃO EM FRESTAS
AÇO
AÇO
O2 O2
O2 O2
O2
O2
O2
O2 O2
Alta
Alta
concentração
concentração
de oxigênio
de oxigênio
O2
Baixa
Baixa
concentração
concentração
de oxigênio
de oxigênio
Eletrólito
Eletrólito
O2 O2 O2
ARRUELAS
CORROSÃO POR CONCENTRAÇÃO DIFERENCIAL
(FRESTA)
ISO 12944 PADRÃO GLOBAL EM
CORROSÃO
Parte 2 - Classificação do Meio Ambiente
Categoria
Corrosividade
C1
Muito Baixa
C2
Baixa
C5-M (Marinho)
Muito Alta
C3
Média
C4
Alta
C5-I (Industrial)
Muito Alta
CLASSIFICAÇÃO DOS AMBIENTES ATMOSFÉRICOS (<120ºC) – ISO 12944-2
Interiores
Ambientes aquecidos (UR≤60%)
escritórios, lojas, escolas, hotéis
não aquecidos (condensação)
Arena esportiva, depósitos
Condensação + alta poluição
estuários e áreas costeiras
Áreas de produção com umidade
elevada. Laticínios, abate de aves
Indústrias Químicas, Estaleiros,
Piscinas
Condensação + alta poluição
Exteriores
Áreas Rurais, baixa poluição
Costeiras, litorâneas e Offshore*
com alta salinidade (Cl-
)
Áreas Urbanas e Industriais. SO2
moderado e salinidade baixa
Áreas Industriais e Costeiras
Planta de processamento químico
Industriais com alta umidade e
atmosferas agressivas H+
,OH-
,SO2
* A proteção contra corrosão em ambientes ISO 12944 C5-M - Offshore está
sendo tratada pela Norma ISO 20340 dedicada a esse ambiente.
ISO 12944 PADRÃO GLOBAL EM
CORROSÃO
Perda de massa*
(g/m2
)
≤ 10
>10 a 200
>650 a 1500
>200 a 400
>400 a 650
>650 a 1500
Categoria
C1
C2
C5-M (Marinho)
C3
C4
C5-I (Industrial)
Perda de espessura*
(µm)
≤ 1,3
>1,3 a 25
>80 a 200
>25 a 50
>50 a 80
>80 a 200
* Média da Perda de massa depois do primeiro ano de exposição
Corrosividade
Muito Baixa
Baixa
Muito Alta
Média
Alta
Muito Alta
Classificação dos ambientes atmosféricos (Aço carbono) ISO 12944-2
ISO 12944 PADRÃO GLOBAL EM
CORROSÃO
Critérios básicos no projeto (desenho) para proteção anticorrosiva:
 Acessibilidade (aplicação, inspeção e manutenção)
 Tratamento de frestas (vedar com produtos apropriado)
 Evitar retenção de sedimentos e água e superfícies horizontais
 Arestas (arredondadas)
 Cordões de Solda (isentas de imperfeições)
 Porcas e parafusos (cuidados especiais)
 Elementos das caixas e componentes ocos (cuidados especiais)
 Entalhes/chanfros (cuidados especiais)
 Reforços (concepção adequada)
 Prevenção da corrosão galvânica
 Manuseamento, transporte e montagem (Danos mecânicos)
41
ISO 12944 PADRÃO GLOBAL EM CORROSÃO
ISO 12944 PADRÃO GLOBAL EM CORROSÃO
Parte 3 - Considerações sobre o Projeto
ISO 12944 PADRÃO GLOBAL EM
CORROSÃO
ISO 12944 PADRÃO GLOBAL EM CORROSÃO
retenção de água
retenção de água
ISO 12944 PADRÃO GLOBAL EM CORROSÃO
44
Ruim Bom
O acúmulo de água na região de engaste do
aço no concreto deve ser evitado
Ruim Melhor
Frestas e como evitar corrosão nestes
locais
Difícil para jatear e para
pintar
Fácil para jatear e para
pintar
Fresta
Massa
de
vedação
Ruim Bom
Desenhos que favorecem a retenção de água e
sujeira e como podem ser melhorados
Água e sujeira
Água e sujeira
Sujeira
chanfro
Água
empoçada
corrosão
ISO 12944 PADRÃO GLOBAL EM
CORROSÃO
Rugosidade de um cordão de solda
Cordões de solda irregulares
47
ISO 12944 PADRÃO GLOBAL EM
CORROSÃO
Solda irregular
(ruim)
Superfície da solda alisada
(bom)
Tinta Irregularidades
Solda alisada
Tinta
Arestas, quinas, bordas
Arestas vivas
(Ruim)
Arestas chanfradas
(Melhor)
aço
Tinta
d
d
d > 1 mm
aço
Arestas arredondadas
(Ótimo)
r > 2 mm
aço
r
Tinta
ISO 12944 PADRÃO GLOBAL EM
CORROSÃO
por causa da contração
da película e fuga de
borda, a espessura fica
mais baixa
ISO 12944 PADRÃO GLOBAL EM CORROSÃO
A pintura de reforço nos pontos críticos tais como
regiões soldadas, porcas e parafusos, cantos
vivos, cavidades e fendas, alvéolos e pites,
flanges e válvulas flangeadas, bordas e quinas de
vigas, deve ser executada obrigatoriamente no
substrato e entre cada demão aplicada (“stripe
coat”), exceto para tintas inorgânicas ricas em
zinco.
GRAUS
DE
INTEMPERISMO
AUMENTA GRAU DE LIMPEZA
A
B
C
D
LIMPEZA
MANUAL
/
MECÂNICA
–
St
2
B St 2
C St 2
D St 2
LIMPEZA
MANUAL
/
MECÂNICA
–
St
3
B St 3
C St 3
D St 3
JATO
LIGEIRO
–
Sa
1
B Sa 1
C Sa 1
D Sa 1
JATO
AO
METAL
BRANCO
–
Sa
3
C Sa 3
D Sa 3
B Sa 3
A Sa 3
JATO
COMERCIAL
–
Sa
2
C Sa 2
D Sa 2
B Sa 2
JATO
AO
METAL
QUASE
BRANCO
–
Sa
2
1/2
A Sa 2 ½
B Sa 2 ½
C Sa 2 ½
D Sa 2 ½
50
NÃO TEM PADRÃO DE LIMPEZA
NÃO TEM PADRÃO DE LIMPEZA
NO GRAU “
NO GRAU “A
A”
”
REVISÃO
Módulo 01 – Noções de Corrosão
1.O que é corrosão e quais são os principais fatores que a
aceleram?
2.Por que o aço enferruja quando exposto ao ambiente?
3.Por que a preparação da superfície é importante no combate à
corrosão?
4.Cite dois exemplos de ambientes que favorecem a corrosão.
5.Quais são os métodos mais comuns de proteção contra a
corrosão?
SENAI- Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
MODULO 02- CONDIÇÕES
AMBIENTAIS
Monitoramento da UMIDADE E
TEMPERATURAS
Monitorar a Umidade Relativa do Ar e as Temperaturas antes e
durante os serviços de preparação de superfície e aplicação da tinta,
para evitar falhas e defeitos na pintura
 Umidade: máximo 85%;
 Condensação, Ponto de Orvalho: a temperatura da superfície deve
estar sempre, pelo menos, 3ºC acima do ponto de orvalho ;
 Vento: condições de vento aumentará o fator de perda e possível
overspray ;
 Contaminantes do ar: a superfície deve estar livre de quaisquer
contaminantes antes da aplicação de revestimentos;
CONDIÇÕES DE UMIDADE E TEMPERATURAS PARA SERVIÇÕS DE PINTURA
CONDIÇÕES DE UMIDADE E TEMPERATURAS PARA SERVIÇÕS DE PINTURA
APARELHOS E INSTRUMENTOS
 TERMOMETRO:
Instrumento para medir a temperatura (ºC ; ºF);
 HIGRÔMETRO:
Instrumento para medir a umidade relativa (%);
• ANEMÔMETRO:
Instrumento para medir a velocidade vento (km/h ; m/s ; mph).
Ponto de Orvalho é Temperatura na qual a umidade do ar, que está na
forma de vapor de água, se condensa na superfície, passando para o estado líquido.
MONITORAMENTO DA UMIDADE E TEMPERATURA
MONITORAMENTO DA UMIDADE E
TEMPERATURAS
Um exemplo prático de ponto de orvalho é um copo de cerveja gelada servido em
um dia de calor. Se a temperatura da cerveja é menor ou igual à temperatura de
ponto de orvalho do ambiente, a fina camada de ar ao redor do copo se resfria e
libera água sobre a superfície, formando gotas.
MONITORAMENTO DA UMIDADE E TEMPERATURAS
A determinação do Ponto de Orvalho é obtido através da medida da
Temperatura Ambiente (TA) em ºC e da Umidade Relativa do ar (UR) em %.
Com estes valores entramos em uma tabela para a obtenção do Ponto de
Orvalho (PO).
• Umidade relativa do ar (UR): 68
%
• Temperatura do ar (AR): 33 °C
PO: 25 °C
T cerveja = 25 °C = ÁGUA
MONITORAMENTO DA UMIDADE E TEMPERATURAS
Temperatura da superfície baixa, pode afetar:
 Secagem / Cura (PINTURA LÍQUIDA)
 Descaimento retenção de solvente (empolamento e
crateras)
 Água sob a demão:
 oxidação; crateras; empolamento; descolamento
TS MÍNIMA < TD + 3ºC = condensação de água sob a película
TINTA
SUBSTRATO
CONDENSAÇÃO
Temperatura da superfície alta, pode ocorrer:
 Secagem rápida
 Baixa penetração tinta;
 Baixa aderência;
 Nivelamento inadequado.
 Formação de descontinuidades (fervura)
 formação de poros;
 formação de crateras;
 formação de bolhas.
Controle do PONTO DE ORVALHO – EXERCÍCIOS:
REVISÃO
Módulo 02 – Condições Ambientais
1.Quais condições ambientais devem ser controladas antes e durante
a pintura?
2.Explique a importância do ponto de orvalho no processo de pintura.
3.O que pode ocorrer se a pintura for aplicada em umidade relativa
elevada?
4.Qual a faixa recomendada de temperatura e umidade para
aplicação da tinta líquida?
5.Como a ventilação adequada influencia no resultado final da
pintura?
SENAI- Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
MODULO 03- PINTURA COM TINTA
EM LÍQUIDA
Mistura dos constituintes de uma tinta, de forma a torná-la uniforme.
Toda tinta deve ser homogeneizada antes e durante a aplicação, a
fim de manter o pigmento em suspensão. Nas tintas de 2 ou mais
componentes, estes devem ser homogeneizados separadamente antes
de se fazer a mistura. Após a mistura, não devem ser observados veios
ou faixas de cores diferentes e a aparência deve ser uniforme.
Tinta bem homogeneizada é aquela que não apresenta grumos,
diferentes tons de cor ou sedimentação.
PREPARAÇÃO DAS TINTAS
 A mistura e a homogeneização devem ser feitas por misturador mecânico, elétrico ou
pneumático
 Admitindo-se a mistura manual para recipientes com capacidade de até 3,6 L.
 Tintas pigmentadas com alumínio devem ser misturadas manualmente.
 Tintas ricas em zinco a mistura deve ser sempre mecânica.
PREPARAÇÃO DAS TINTAS
a. (1) Verificar com uma espátula se há presença de sedimentação. Caso positivo, transferir
a parte líquida para uma segunda lata limpa (2)
b. Mexer a sedimentação com espátula (1) e retornar lentamente a parte líquida que está
separada na outra lata (2)
c. Continuar mexendo a sedimentação na lata (1) até que toda a parte líquida que estava
na outra lata (2) seja reincorporada e bem homogeneizada.
PREPARAÇÃO DAS TINTAS
PREPARAÇÃO DAS TINTAS
1. Homogeneização do componente A
2. Homogeneização do componente B
3. Mistura dos componentes (A + B): pot life
4. Homogeneização da mistura (A + B)
5. Diluição (se necessário)
6. Homogeneização da mistura diluída
7. Tempo de indução (se necessário)
8. Vida Útil da Mistura
PREPARAÇÃO DAS TINTAS
 Tempo de espera na embalagem, após a mistura dos componentes da tinta, para que
a reação química irreversível entre as resina do componente A e a resina do
componente B inicie a uma temperatura especificada, antes da aplicação da tinta.
 A reação é exotérmica e libera calor
 Normalmente este tempo é de 10 a 15 minutos
A
A
A
A
A
B
B
B
B
B
+
Comp. B sobre o A
com agitação constante
B
AB
A
B
A
B
A
B A
Início da reação
A+A+A+A+B+A+B+B+B +B
Após o tempo
de indução AB
AB
AB
AB
AB
Reação uniforme
A+B+A+B+A+B+A+B+A+B
PREPARAÇÃO DAS TINTAS
 Tempo máximo de aplicação da tinta, após a mistura dos componentes, no qual
a mistura ainda apresenta condição de aplicação sem perda de suas
propriedades;
 Após o tempo de vida útil, a tinta gelatiniza (aumenta a viscosidade) e não é
mais possível a sua utilização;
 Nunca prepare mais tinta do que pode ser usada.
PREPARAÇÃO DAS TINTAS
O que pode afetar a Vida Útil da Mistura ?
Temperatura ambiente: A Vida Útil da Mistura é reduzida quando a temperatura
aumenta e vice-versa (confira o BT do fabricante). Estima-se que um aumento de
10ºC na temperatura pode reduzir a metade o Pot Life;
Tipo do agente de cura: taxa de reação com o componente base a uma
temperatura ambiente;
Volume de tinta: embalagens maiores irá gerar mais calor, tornando a vida útil
mais curta;
Nunca prepare mais tinta do que pode ser usada.
PREPARAÇÃO DAS TINTAS
Após o tempo de Vida Útil da Mistura:
 Não use
 Não diluir
 Deixar curar na lata
 Descartar de acordo com a legislação local
Falhas de desempenho devido à aplicação após o tempo de Vida Útil da Mistura:
 Destacamento devido à fraca adesão com o substrato
 Pobre nivelamento e perda do brilho
 Resistência química reduzida
 Enrugamento
 Fendimentos de sistemas à base de água
PREPARAÇÃO DAS TINTAS
A A
B B
A
T
i
n
t
a
p
r
o
n
t
a
+
+
C
o
m
p
o
n
e
n
t
e
B
a
s
e C
a
t
a
l
i
s
a
d
o
r M
i
s
t
u
r
a
e
h
o
m
o
g
e
n
e
i
z
a
ç
ã
o
Mistura, Homogeneização e Diluição das Tintas
Toda tinta deve ser homogeneizada antes e durante a aplicação, a fim de manter o pigmento
em suspensão. Nas tintas de 2 ou mais componentes, estes devem ser homogeneizados
separadamente antes de se fazer a mistura. Após a mistura, não devem ser observados
veios ou faixas de cores diferentes e a aparência deve ser uniforme.
PREPARAÇÃO DAS TINTAS
COMPONENTE BASE
A
B
AGENTE
DE CURA
A B
+
2) Jogar o comp. B no comp. A
com agitação (POT-LIFE)
1) Homogeneizar o
componente A 3) Homogeneizar a mistura dos
componentes A + B
PREPARAÇÃO DAS TINTAS
Proporção mantida
polímero
bem CURADO
Excesso de B
polímero duro
e quebradiço
Excesso de A
polímero mole
e pegajoso
REAÇÃO ENTRE AS RESINAS DOS COMPONENTES
REAÇÃO ENTRE AS RESINAS DOS COMPONENTES
PREPARAÇÃO DAS TINTAS
Preparando pequenos volumes:
Usar a relação de mistura…
Diluente: Produto adicionado à tinta durante a aplicação .
Solvente: Produto adicionado à tinta durante a fabricação .
COPO GRADUADO: Efetuar a diluição em percentual por volume de tinta, com copos
graduados de polipropileno.
Diluente é chamado de redutor, thinner e afinador
 Diluir apenas se necessário
 Deve ser usado o diluente especificado pelo fabricante da tinta, não sendo permitido
ultrapassar o percentual máximo de diluente especificado no boletim técnico do
produto, em função do método de aplicação a ser utilizado.
 Com a diluição consegue-se ajustar a viscosidade da tinta para a aplicação.
 O excesso de diluente pode causar:
 Retenção de solvente
 Escorrimento
 Descaimento
 Cura inadequada
 Reduz o Sólidos por volume e vai reduzir a Espessura de Película Seca
 Incompatibilidade
 o solvente não combina com os solventes ou resinas da tinta
 Falta de poder de solvência
 coagulação
 dificuldade de alastramento
 Excesso de poder de solvência
 sedimentação rápida do pigmento no fundo da lata
 escorrimento em superfícies verticais
 Solventes pesados
 demora para secar
 escorrimento em superfícies verticais
 a película apresenta pegajosidade
 Solventes leves
 secagem muito rápida
 casca de laranja
 excesso de
empoamento (dry-
spray)
 falta de brilho
 Diluir apenas se necessário
 Deve ser usado o diluente especificado pelo fabricante da tinta, não sendo permitido
ultrapassar o percentual máximo de diluente especificado no boletim técnico do
produto, em função do método de aplicação a ser utilizado.
 Com a diluição consegue-se ajustar a viscosidade da tinta para a aplicação.
 O excesso de diluente pode causar:
 Retenção de solvente
 Escorrimento
 Descaimento
 Cura inadequada
 Reduz o Sólidos por volume e vai reduzir a Espessura de Película Seca
RESINAS – veículo não volátil
Resina Líquida Resina Sólida
São polímeros
São polímeros responsáveis pela aderência,
responsáveis pela aderência, i
impermeabilidade
mpermeabilidade e
e
flexibilidade das tintas. Promovem a união entre os pigmentos e
flexibilidade das tintas. Promovem a união entre os pigmentos e
fazem a ligação da tinta com a base (substrato).
fazem a ligação da tinta com a base (substrato).
Volátil
Componente que
evapora
Não-Volátil
(Sólidos, %SV)
Constituintes do
filme seco
Aditivos
Evaporam!
Veículo
Solvente + Resina
(Parte líquida)
Onde o pigmento
está disperso
COMPOSIÇÃO DA TINTA MONOCOMPONENTE
 Principal componente da tinta;
 Ligante dos demais componentes e ao substrato;
 Estabelece as propriedades químicas e físicas;
 Define o tipo genérico da tinta (acrílica, alquídica, epóxi, poliuretano e etc.).
“Veículo não volátil" que se transforma em um "Sólido" após a secagem e/ou cura
RESINAS
 Revestimentos orgânicos
• A resina é um polímero à base de Carbono
 Revestimentos inorgânicos
• A resina não é um polímero à base de Carbono
• A maioria é um ligante a base de Silício - Oxigênio
R – C – C – R
R
–
R
R R
–
–
–
(acrílica, alquídica, epóxi, poliuretano e etc.)
– O – Si – O – Si – O –
R
R
O
–
O
–
–
–
R
O
–
–
R
–
O
–
(Etil Silicato de zinco, Silicone e etc.)
RESINAS
Formação do filme: ligar os pigmentos e cargas
Adesão a superfície: matéria prima responsável pela aderência (tinta/substrato
e entre demãos: tinta/tinta)
Resistência / Durabilidade:
Resistir ao meio / barreira: dar impermeabilidade às tintas
Dar flexibilidade às tintas: resistir a dilatação/contração do substrato
Controle da aparência: Brilho (CPV); cor e resistência a UV
 principais resinas:
alquídica; acrílica; epoxídica; poliuretânica; silicato de etila; silicone
É o único componente não pode estar ausente (principal componente)
“A Resina é um elemento tão importante que dá seu nome à Tinta”.
FUNÇÃO DAS RESINAS
 Adesão ao aço
Tinta de fundo (Intergard; Interseal) adequada ao Preparo de Superfície
 Resistência à Corrosão
Todas as tintas (Protective Coating):
 Resistência Química
Tinta para imersão (Interline): Epóxi; Epóxi Novolac
 Resistência Mecânica
Tintas (Interzone) com: Quartzo; Mica; Óxido de Alumínio
 Resistência a Alta Temperatura
Tintas (Intertherm): Silicone; Etil Silicato; Epóxi fenólica
 Retenção de Cor e Brilho
Tinta de acabamento (Interthane; Interfine): Poliuretano e Polisiloxano
Uma escolha cuidadosa da resina é necessário, a fim de garantir que as
propriedades requeridas sejam alcançadas
PROPRIEDADES DAS RESINAS
ALCOOL + ÓLEO VEGETAL + ÁCIDO
Glicerina + óleo de soja + anidrido ftálico
POLIÉSTER FTÁLICO
MODIFICADO COM ÓLEOS
TIPO MATÉRIA PRIMA NATUREZA QUÍMICA
ACRILATOS POLIMERIZADOS ACRÍLICA
A
B
ACRILATOS POLIHIDROXILADOS ou
POLIÉSTERES POLIHIDROXILADOS
ACRÍLICA ou
POLIÉSTER
AGENTE DE CURA
ISOCIANATO ALIFÁTICO ou
ISOCIANATO AROMÁTICO
A
B
ALQUÍDICA
ACRÍLICA
EPÓXI
POLIURETANO
EPÓXI NOVOLAC
ETIL SILICATO
DE ZINCO
RESINAS
É uma pistola de pulverização em que o material a ser aplicado entra
sob pressão na pistola e se pulveriza devido ao choque com o ar comprimido.
Pistola Convencional
92
APLICAÇÃO
Ajuste de
LEQUE e
AR
Ajuste da
TINTA
Gatilho Guarnição
Entrada de
TINTA
Entrada de
AR
Agulha
Bico de
fluído
Capa de
AR
Componentes Pistola Convencional
APLICAÇÃO
Vista em corte do bico e capa de uma pistola convencional.
Ar, tinta, capa de ar e bico
APLICAÇÃO
Bicos
APLICAÇÃO
Capa de ar
Agulha/
Eletrodo
Gatilho
Conexão para
entrada de ar Conexão do
cabo de baixa
voltagem
Conexão da
entrada de
tinta
Conexão de
regulagem do
leque
Indicador
nível de
tensão
Pistola Eletrostática
APLICAÇÃO
Painel de Controle
Tensão
Botões de
ajuste de
tensão
Botões de seleção
para tensões
predefinidas
Liga/
Desliga
Indicador
de
corrente
Indicador
de erros
97
APLICAÇÃO
Princípio da Pistola Eletrostática
Tinta
APLICAÇÃO
REVISÃO
Módulo 03 – Pintura com Tinta Líquida
1.Quais são os principais componentes de uma tinta líquida?
2.Explique a função de cada um dos seguintes elementos: resina,
pigmento e solvente.
3.Qual a diferença entre solvente e diluente?
4.O que significa atomização no processo de pintura?
5.Quais parâmetros devem ser observados na regulagem da pistola
de pintura?
Ar
Tinta
 Camada seca
 Camada áspera
 Névoa
 Deformação do leque
Ar Tinta  Excesso de camada
 Escorrimento
 Casca de laranja
 Deformação do leque
Ar Tinta
 Camada uniforme
 Pintura ideal
TÉCNICAS DE APLICAÇÃO
 Manter a Pistola perpendicular à superfície a uma distância de 25 cm (10”)
 Mover o braço em “passadas” de 50 a 100 cm
 Não girar a pistola em arco
 Sobrepor as “passadas” 50%
 Subdividir áreas grandes em seções menores e pintá-las individualmente
sobrepondo as junções
 Usar a técnica de demãos cruzadas para aplicar tintas de alta espessura
MOVIMENTO
DISTÂNCIA
ERRADO
ERRADO
CERTO
15 a 25 cm
INCLINAÇÃO
15 a 25 cm
Perfis estreitos
Leque fechado
COMO MOVIMENTAR A PISTOLA PERANTE A PEÇA
 Mantenha o pulso flexível
 Movimente a pistola perpendicular à peça
 Distância adequada a tinta chega líquida na superfície
15 a
20 cm
COMO NÃO DEVE SER FEITA A APLICAÇÃO COM A PISTOLA
ERRADO
A cobertura será
leve nesse ponto
A cobertura será
pesada nesse ponto
PERTO DEMAIS
TINTA MUITO CARREGADA
TENDE A ESCORRER
LONGE DEMAIS
CASCA DE LARANJA
ACABAMENTO ARENOSO
FORMAÇÃO DE PÓ
CORRETA
ERRADA
ERRADO
ERRADO
15 a 25 cm
Menor
distância
Maior
distância
ERRADO CERTO
Empoamento (overspray).
Por causa da maior distância, a tinta
chega seca à superfície
Espessura uniforme.
A distância é mantida e a tinta
chega líquida à superfície
COMO COBRIR UM PAINEL SOBREPONDO CAMADA
COMEÇO DA
PASSADA
APERTE O
GATILHO
NA PRIMEIRA, PINTE AS BORDAS DO PAINEL
NÃO ESQUECER DE PINTAR A BORDA
INFERIOR NA ÚLTIMA PASSADA
COMO COBRIR UM PAINEL SOBREPONDO CAMADA LATERAL
PRIMEIRA SEGUNDA
TERCEIRA
Passada de
45 A 60 cm
10 cm de superposição
MAIOR
ESPESSURA
MENOR
ESPESSURA
SUPERPOSIÇÃO
SUPERPOSIÇÃO
ERRADO
ERRADO
Superpor as faixas em 50 %
50 % a cada passe. O ideal
é terminar cada painel com repasse cruzado
 Retornar toda a tinta nas mangueiras ao Tanque de Pressão
 Recircular solvente até ficar limpo (leque de ar deve estar fechado)
 Secar e guardar as Mangueiras adequadamente
 Limpar e secar o Tanque de Pressão com solvente
 Limpar Capa de Ar imergindo em solvente e limpando com pano ou
escova macia
 NÃO imergir a toda pistola em solvente, isto eliminará o óleo lubrificante
das gaxetas, afetará as vedações e poderá provocar mau funcionamento
Recirculação do Solvente
Limpeza
externa da
Mangueira ao
fim do
Expediente
Limpeza o
Tanque de
Pressão
com Solvente
Limpando e
lubrificando os
Componentes da
Pistola
 Nunca use objeto de metal para
desentupir os orifícios de saída de ar ou
de tinta.
 Nunca mergulhe a pistola no solvente.
Nunca mergulhe a pistola no solvente.
 Mergulhe a capa e o bico no solvente e
desobstrua os orifícios com um palito de
madeira.
Opera com uma caneca acoplada onde se
armazena tinta.
Sua Principal característica é ter o bico de
fluido ligeiramente para fora da capa de ar,
condição necessária para que o líquido seja
succionado.
 São usadas em trabalhos que não exigem uma grande autonomia de aplicação;
 São utilizadas quando há necessidade de frequentes trocas de cores;
 Custo do sistema é baixo. Ideal para oficinas;
 É recomendada para retoques de acabamento na indústria.
Pintando peças grandes com caneca
caneca.
Não consegue espessura e produtividade
PISTOLA CONVENCIONAL
 Caneca – para tintas de baixa espessura
 Tanque de pressão – Tintas de baixa e de
alta espessura
REVISÃO
Módulo 04 – Boas Práticas de Pintura
1.Quais cuidados devem ser tomados com a pistola antes do uso?
2.Por que é importante o uso de equipamentos de proteção individual
(EPIs)?
3.Cite dois exemplos de falhas que podem ocorrer por má regulagem
do equipamento.
4.Explique a importância da homogeneização da tinta antes da
aplicação.
5.O que deve ser feito após a finalização da pintura para garantir a
durabilidade dos equipamentos?
Pintura Liquida.ppt material para qualificação
0 µm 25 µm
Superfície lisa Superfície rugosa
Superfície
do
substrato
Superfície
magnética
efetiva
 Proteção contra a corrosão: Barreira / Isolamento
 Espessura total em função da agressividade do meio
 Poder de cobertura por demão: Dempenho estético
 Baixa espessura
 Faixa de espessura do Boletim Técnico do fabricante
 Custo de tinta: Econômico
 Espessura baixa = retrabalho
 Espessura alta = consumo de tinta
 Habilidade do pintor: Qualificação da mão de obra
 Manuseio do equipamento de aplicação
 Técnica de aplicação
 Controle da Espessura Úmida
Pintura Liquida.ppt material para qualificação
 INSPEÇÃO
 ABNT NBR 14847 ABR/2002
Inspeção de serviços de pintura em superfícies metálicas
 MÉTODO DE ENSAIO
 ABNT NBR 15488: AGO/2007 (1a
emenda)
Determinação do Perfil de Rugosidade
 ABNT NBR 10443 DEZ/2008
Determinação da Espessura de Película Seca sobre superfícies rugosas
 CRITÉRIO DE ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO
 PETROBRAS N-13L 03/2016
Requisitos Técnicos para Serviços de Pintura
 Luva ;
 Medidor (calibrado);
 Placa de aço lisa;
 Película com espessura padrão calibrada;
 Pano ou Trincha;
 Calculadora (Caso houve necessidade).
O Método Magnético baseia-se na força de atração
magnética entre um imã permanente ou magneto indutivo e o
substrato, influenciada pela presença do revestimento (tinta).
e
e
Aço-carbono
50  m
0 µm 50 µm
Quando o sensor está encostado no
metal, o aparelho emite um sinal
magnético e o circuito eletrônico ao
receber de volta o sinal, interpreta que a
leitura é 0 mm
Quando o sensor está afastado do
metal a uma distância de 50 mm, o
circuito eletrônico interpreta que a
leitura é 50 mm
AJUSTE DO ZERO
25 mm
AÇO POLIDO
25
m
m
3 mm
O instrumento de medição e a película-padrão devem possuir certificado de calibração emitido
por laboratório credenciado .
Pintura Liquida.ppt material para qualificação
 É importante a calibração com uma placa de metal liso e folhas para calibração de
espessura conhecida
 Utilizar uma folha com espessura similar à da pintura a ser medida, pois os campos
magnéticos atenuam a escala logarítmica e, caso sejam medidos revestimentos muito
mais grossos ou finos do que a folha de calibração, estes pequenos erros na calibração
podem produzir grandes erros nas leituras
Pintura Liquida.ppt material para qualificação
5m
5m
10%
10% de 25 m² = 2,5 = 3 ensaios
25 m²
15m
20m
10%
10% de 300 m² = 30 = 30 ensaios
300 m²
NÚMERO DE MEDIÇÕES
Exercício: Calcular o número de medições de EPS, para 92 m² de estruturas
metálicas pintadas?
No
EPS = (92 x 10) / 100 = 9,2
Exercício: Para pintura de 30 tubos de 12 metros, cada, quantas medidas de
EPS por demão devo realizar?
Número de tubos = 30 30 ensaios
Exercício: Para 360m lineares de tubulação, quantas medidas de EPS por
demão devo realizar?
15 ensaios
tubulação = 360/25 = 14,4
10 ensaios No
teste correspondente:
10% ÁREA
No
teste correspondente:
Uma a cada FRAÇÃO
No
teste correspondente:
Uma a cada 25m
Pintura Liquida.ppt material para qualificação
∑ Xn – FR = EPS média da região selecionada
n
FR = Fator de Redução da espessura em função do Perfil de Rugosidade
EPS = Espessura de Película Seca sobre superfície rugosa
n = número de leituras válidas = 12 – 2 = 10
X = Somatória dos Valores obtidos após abandonar o maior e menor valor
Perfil Rugosidade:
N-9F item 6.2.2
50µm – 100µm
A média aritmética obtida representa a medida da
espessura da película seca de tinta da região
selecionada.
ESPESSURA DE PELÍCULA SECA SOBRE SUPERFÍCIES RUGOSAS
PERFIL DE RUGOSIDADE FATOR DE REDUÇÃO DA ESPESSURA (FR)
25 a 39 µm 10 µm
40 a 69 µm 25 µm
70 a 100 µm 40µm
OBS: 1. Perfil não conhecido utilizar fator de redução de 25 µm
2. Fator de redução é aplicada para cada demão
Perfil de rugosidade = 84 µm
Fator de Redução = 40 µm
Exercício:
13
40µm
70µm a 100µm
Alto
25µm
40µm a 69µm
Médio
10µm
25µm a 39µm
Baixo
FR
Perfil de Rugosidade
ABNT NBR 15488
120µm N-1661 120 – 40 = 80µm
Espessura Medida - FR
80µm
Espessura Medida - FR
170µm N-1202 170 – 40 – 80 = 50µm
130µm
Espessura Medida - FR
230µm N-2677
190µm
230 – 40 – 130 = 60µm
Espessura de Película Seca
por demão corrigida
Ex.: Determinar a EPS média N-2630, na região selecionada, especificada em 100µm e Perfil de
Rugosidade medida de 57µm
30 mm
30 mm
30
cm
30
cm
= 115µm
110
110
105
105 116
116
131
131
120
120 145
145
98
98 95
95
103
103
125
125 92
92
150
150
(X1+X2+X3+X4+X5+X6+X7+X8+X9+X10)
10
EPS =
200
mm
200 mm
FATOR DE REDUÇÃO p/ EPS > 40µm
PERFIL DE RUGOSIDADE FR
25µm a 39µm 10µm
40µm a 69µm 25µm
70µm a 100µm 40µm
Se o Perfil de Rugosidade não for
conhecido, adotar FR = 25µm
- 25µm
EPS = 90µm
1. Espessura elevada, acima da recomendada no Boletim Técnico da tinta ou em
documento fornecido pelo fabricante, podem acarretar:
 retenção de solvente (baixa dureza; empolamento)
 secagem lenta
 escorrimento
 enrugamento
 craqueamento
 consumo elevado de tinta
2. Espessura baixa, abaixo da recomendada no Boletim Técnico da tinta, podem
acarretar:
 baixo Poder de Cobertura
 redução da Proteção Anticorrosiva
REVISÃO
Módulo 05 – Película Seca e Inspeção
1.O que é a película seca e como ela se forma?
2.Quais métodos podem ser utilizados para medir a espessura da
película seca?
3.Qual a importância do controle da espessura da camada aplicada?
4.O que pode ocorrer se a espessura estiver abaixo do
recomendado?
5.O que pode ocorrer se a espessura estiver acima do recomendado?
Pintura Liquida.ppt material para qualificação
1.11 marcas de
trincha
1.12 poder de
cobertura
1.4
escorrimen
to
1.3 formação de
nata
1.1 casca de
laranja
1.2 cratera
1.5 espessura
irregular
1.8 fervura
1.9
impregnaçã
o de pêlos
1.10
mancha
1.13 poro 1.14pulverização
seca
1.15
sangrament
o
1.3
enrugamen
to
1.9
impregnaç
ão de
poeira
1.7
fendimento
1.16 secagem
irregular
1.10
sedimentação
1.6
exsudação
1.9
impregnaç
ão de
abrasivo
PROVÁVEIS CAUSAS:
• Ajuste incorreto do equipamento de pulverização e técnica incorreta de aplicação
• Espessura elevada (Alta tixotropia)
• Viscosidade elevada da tinta
• Diluição insuficiente da tinta; Diluente muito volátil; diluente não recomendado
PREVENÇÃO:
•Ajuste correto do equipamento de pulverização e usar técnica correta de aplicação
•Uso de diluente adequado
REPARO:
•Onde a estética é uma preocupação: Linpar, lixamento superficial; remoção do pó, aplicar nova
demão
DESCRIÇÃO:
•Defeito estético e superficial de uma película, onde o aspecto é rugoso e similar à casca de
laranja (ABNT NBR 15156)
Ar
Tinta
 Excesso de camada
 Escorrimento
 Casca de laranja
 Deformação do leque
Técnicas de aplicação por pulverização:
 uso de bico errado
 aplicação muito próxima a superfície
 pressão baixa de ar da pistola
Cratera (ABNT NBR 15156) :
Defeito de película seca, caracterizado por uma depressão arredondada sobre a
superfície pintada.
“
“Cratering”
Cratering” “
“Cissing”
Cissing” “
“Fisheye”
Fisheye”
DESCRIÇÃO:
•Formação de pequenas depressões em forma de taça na película de tinta, e são formadas de
bolhas que após romperem não mais se nivelam.
PROVÁVEIS CAUSAS:
•Retenção de solvente ou ar na aplicação
 Substrato muito quente / secagem rápida
 Pintura sobre Over Spray
 Pintura sobre superfície porosa
 Homogeneização vigorosa da tinta
•Aplicação a rolo com comprimento longo da lã
PREVENÇÃO:
•Aplicar mist coat ou tie coat para selar a porosidade do zinco etil silicato
•Evitar o incorporação de ar na homogeneização da tinta
•Melhorar a técnica de aplicação por pulverização
•Usar diluente recomendado pelo fabricante (compatível e + pesado)
•Utilizar rolo de pêlo curto
REPARO:
•Limpar a área; lixamento superficial e reaplicar
DESCRIÇÃO:
•Depressão circular na película de tinta sobre a superfície pintada
PROVÁVEIS CAUSAS:
•Defeito de tensão superficial
 Na tinta
 Cristalização da resina
 Sedimentação dos pigmentos
 Dispersão inadequada dos pigmentos
 Agente tixotrópico
 Contaminação na pulverização
 Óleo e Água na linha de ar de atomização
PREVENÇÃO:
•Filtrar a tinta
•Temperatura adequada de armazenamento da tinta
•Dispersão e homogeneização mecanizada da tinta
•Limpeza da superfície para remoção dos contaminantes
•Limpeza do equipamento de pulverização
•Utilização de filtro de ar e óleo na linha de ar comprimido de pulverização
REPARO:
•Limpar a área; lixamento superficial e reaplicar
148
PROVÁVEIS CAUSAS:
•Defeito de tensão superficial
 Contaminantes da superfície (silicone, cera, óleo, água ou condensação)
 Molhamento do substrato (tinta)
 Uso excessivo de anti-espumantes
PREVENÇÃO:
•Limpeza da superfície para remoção dos contaminantes
•Formulação/fabricação:
 Use menos anti-espumante
 Troca de anti-espumante
REPARO:
•Limpar a área; lixamento superficial e reaplicar
DESCRIÇÃO:
•Depressão circular na película de tinta sobre a superfície pintada (
DESCRIÇÃO:
•Defeito ocorrido durante a aplicação da pintura, em formas de ondas ou gotas
•Excessiva fluidez da tinta em superfícies verticais, com marcas em alto relevo
PROVÁVEIS CAUSAS:
• Excesso de espessura
• Diluição excessiva da tinta
• Diluente não recomendado (+ pesado)
• Formulação da tinta: não atinge a EPS do BT (agente tixotrópico)
• Falta de agente de cura
• Intervalo curto entre demãos
• Baixa temperatura do ambiente
• Técnica de aplicação: Pressão da tinta alta; Pistola próxima à superfície
REPARO:
•Remover o excesso de tinta ainda úmida com trincha macia
•Após a secagem: Raspar, lixar, remover o pó e retocar a área com escorrimento
PREVENÇÃO:
• Controle da Espessura de Película Úmida
• Diluição adequada ao método de aplicação, usando régua ou copo graduado
• Aplicar a tinta após o intervalo mínimo de repintura informado no Boletim Técnico
• Ajuste correto do equipamento de pulverização e técnica correta de aplicação
• Tintas formuladas adequadamente: Usar aditivo correto (agente tixotrópico)
O escorrimento pode ocorrer por excesso de camada de tinta na
aplicação, superando a sua capacidade de se sustentar na vertical (tixotropia)
ONDA
ONDA
CORTIN
CORTIN
A
A
CORTIN
CORTIN
A
A
LÁGRIMAS, GOTAS
LÁGRIMAS, GOTAS
DESCRIÇÃO:
•Defeito de aplicação caracterizado por diferenças de espessuras na área pintada, fora das
tolerâncias médias.
PROVÁVEIS CAUSAS:
•Regiões com baixa Espessura de Película Seca e/ou alta Espessura de Película Seca
•Falta de habilidade do pintor
•Trincha e rolos não adequados
•Diluição incorreta
•Falta de controle da Espessura de Película Úmida
•Superfícies de difícil acesso
•Não aplicação da demão de reforço (quinas, frestas, cordões de solda, etc.)
PREVENÇÃO:
•Controle das Espessuras de Película Úmida e Seca
•Pintores qualificados nos métodos de aplicação
•Aplicação de demão de reforço a trincha ou rolo nas áreas críticas
REPARO:
•Arredondamento de quinas, alisamento de cordões de solda, uso de massa em frestas
•Baixa Espessura: Lixamento superficial e aplicar demão complementar
•Alta Espessura (retenção de solvente): Remoção da tinta
Espessura irregular
 Algumas falhas de aplicação estão
relacionadas com os defeitos de espessura.
 São áreas em que o pintor deixou de aplicar
a tinta em algumas áreas da superfície
(“gatos”) ou deixou pontos com espessura
muito baixa.
 Geralmente ocorrem em áreas de difícil
acesso, tais como as partes traseiras de
barras de reforço, recortes, escalopes e ao
longo das soldas.
 A prevenção deste tipo de defeito normalmente é
feita através de uma cuidadosa aplicação de
“stripe coats” (recortes) e uma inspeção minuciosa,
inclusive com o uso de detectores de falhas de
baixa tensão.
 As áreas defeituosas podem ser retificadas através
da aplicação de retoques ou repintura.
Espessura irregular
Espessura irregular
DESCRIÇÃO:
•Aparência de lama seca com fendas profundas na película de tinta.
•Revestimentos com Consentração de Pigmentos em Volume – CPV alta (relação
resina/pigmento), tais como etil silicato de zinco
PROVÁVEIS CAUSAS:
•Espessura excessiva
•Aplicação sobre superfície com temperatura elevada (>52°C)
•Tempo de Vida Útil de Armazenamento vencido
•Cuidados em áreas de acúmulo de tinta
•Formulação da Tinta / fabricação:
 Nível errado de Hidrólise (tempo rápido de cura)
 Distribuição / tamanho de partículas do pó de zinco (alívio de tensão)
PREVENÇÃO:
•Controle da Espessura: Técnica apropriada de aplicação
•No caso de climas quentes, o trabalho de pintura deve ser programado quando a área não está
mais sob a luz direta do sol
•Controle do estoque da tinta
•Formulação/fabricação da tinta: Fornecedor de qualidade
REPARO:
•Não há como corrigir rachaduras, a tinta afetada precisa ser retirada e a pintura refeita
PROVÁVEIS CAUSAS:
•Espessura excessiva
•Temperatura elevada do ambiente e/ou da superfície
•Sensibilidade das tintas poliuretano com a umidade (água)
•Formulação da tinta: Agente de cura ou solvente rápido
•Aplicação inadequada de tintas poliuretano a rolo de pêlo longo
•Aplicação de tintas de acabamento brilhantes sobre etil silicato de zinco
 Superfície porosa
PREVENÇÃO:
• Controle da Espesura de Película Úmida
• Monitoramento das condições climáticas
• Utilizar filtro de água e óleo na linha de ar comprimido
•Formulação da tinta: Uso correto de tintas (balanciamento dos solventes) e diluentes
• Usar adequado método e técnica de aplicação
• Demão seladora (tie coat ou mist coat) sobre a tinta etil silicato rica em zinco
DESCRIÇÃO:
•Retenção de ar ou solvente no filme. Algumas bolhas estouram e também formam crateras e
poros na superfície da película de tinta após a aplicação.
REPARO:
•Lixar superficialmente a superfície e aplicar uma nova demão
Fervura : Formação de microbolhas (0,05 mm a 0,3 mm),
semelhante ao da cabeça de alfinete.
Tinta Poliuretano de dois componentes:
 Extrema sensibilidade da tinta poliuretano alifático com a água seja pela linha
de ar da pistola, solvente contaminado ou alta umidade do ar na aplicação.
 A reação da tinta com a água resulta em empolamento tipo “fervura”
“fervura”.
 Também ocorre com aplicação de espessura excessiva (a reação poliol +
isocianato ligera gás CO2)
Pintura Liquida.ppt material para qualificação
Impregnação de abrasivos (ABNT NBR 15156) :
Defeito superficial na película devido a exposição da tinta ainda não seca ao toque,
em ambientes com abrasivos carregados pelo ar ou provenientes do jateamento.
ABRASIVO
ABRASIVO
POEIRA
POEIRA
ABRASIVO METÁLICO
ABRASIVO METÁLICO
LIVRE PEGAJOSIDADE
PROVÁVEIS CAUSAS:
•Aplicação de tinta sobre superfície contaminada (poeira e abrasivo)
•Contaminação da superfície da tinta ainda úmida pelo abrasivo
•Tinta, rolo ou trincha contaminada por areia, terra, abrasivo, etc.
•Poeira levada pelo vento cobre a tinta fresca
PREVENÇÃO:
•Limpar a superfície, removendo o pó antes de pintar
•Melhorar as condições do canteiro, protegendo a área de pintura contra contaminação
REPARO:
•Lixar ou remover toda a pintura e aplicar outra demão
DESCRIÇÃO:
•A superfície da tinta apresenta-se áspera como uma lixa
PROVÁVEIS CAUSAS:
•Limpeza insuficiente das superfícies antes da pintura
•Contaminação da superfície da tinta após a secagem
•Poeira levada pelo vento
PREVENÇÃO:
•Protegendo a área de pintura contra contaminação
REPARO:
•Lixamento superficial e aplicar outra demão
DESCRIÇÃO:
•A película fica suja e encardida, mesmo após rigorosa lavagem
Reparo:
•Dependendo da extensão das marcas de pincel, raspe bem a superfície e aplicar novamente a
tinta com à viscosidade adequada
Descrição:
•Saliências ​
​
e sulcos indesejáveis que permanecem em uma película de tinta seca após a
aplicação a trincha, onde a tinta não alastra.
Causas prováveis:
•Viscosidade elevada da tinta para aplicação a trincha
•Utilização de diluente não recomendado pelo fabricante
•Técnica de aplicação
•Baixo alastramento da tinta
•Aplicação de tintas bicomponentes com vida útil da mistura excedido
Prevenção:
•Usar trincha de qualidade para aplicar a tinta na espessura adequada
•Diluir a tinta para acertar a viscosidade
•Aplicar dentro da vida útil da mistura (pot-life)
•Passes cruzados melhoram o aspecto
Reparo:
•Trocar a tinta
•Lixamento superficial, remoção do pó e reaplicar a tinta
Descrição:
•O poder de cobertura ou opacidade: Capacidade da tinta de esconder a superfície na aplicação
da demão
Causas prováveis:
•Formulação / fabricação da tinta: baixo teor de pigmentos opacificantes (TiO2)
•Espessura baixa
•Diluição excessiva
Prevenção:
•Formulação da tinta: teste de poder de cobertura antes da liberação da tinta (Pfund)
•Controle da Espessura de Película Úmida
•Controle da diluição
Poro (ABNT NBR 15156) :
Microfalha estrutural na película, de forma arredondada, que possibilita a
penetração de agentes corrosivos
PROVÁVEIS CAUSAS:
•Retenção de ar ou solvente no filme
•Espessura elevada
•Perfil de Rugosidade alto
•Aplicação sobre superfícies porosas
•Temperatura de superfície muito alta
•Falta de habilidade do pintor; “Over Spray”; uso de diluente errado
PREVENÇÃO:
•Respeitar o Intervalo mínimo entre demãos
•Uso correto de técnicas de aplicação
•Controle da Espessura Úmida
•Controle das condições ambientais e temperatura da superfície
•Reduzir a viscosidade
•Selagem adequada das tintas etil silicato de zinco (tie coat ou mist coat)
•Correto balanceamento dos solventes na tinta e diluente (+ pesado)
REPARO:
•Lixar superficial; remoção do pó; aplicar uma nova demão
DESCRIÇÃO:
•Presença de pequenos orifícios no revestimento que são formados durante a aplicação e
secagem, não visíveis a olho nú. Conhecido também como furos de alfinete
•Os poros permitem a penetração do eletrólito no filme de tinta
 Outra causa dos pinholes é a formulação inadequada da tinta ou desequilíbrio
do solvente.
 É o que ocorre quando os pintores adicionam solvente errado
 Os pinholes também podem ser criados por substratos porosos, como primers
inorgânicos de zinco.
Bolha
Bolha
Cratera
Cratera
Furo de agulha
Furo de agulha
“
“Pinhole”
Pinhole”
A Ç O
A Ç O
DEFEITOS DE PINTURA SOBRE PRIME ETIL SILICATO DE ZINCO
 Todos os primers silicato inorgânico de zinco, tem uma tendência a formar “poros"
ao longo do filme durante o processo de cura.
 Tie-coat: Tinta epóxi de baixa viscosidade e aplicada em baixa espessura para
selar a porosidade. O Tie-coat penetra e preenche os poros, expulsando o ar.
Devem ser aplicados com pistola convencional.
 Mist-coat: Tinta epóxi de alta viscosidade e de altos sólidos, onde é necessário
diluir 30%. Aplicar com pistola convencional para selar os poros.
PROVÁVEIS CAUSAS:
•Técnica de aplicação deficiente (distância da pistola / substrato = 30 cm)
• Temperatura de aplicação e ventosfortes:
 Vento muito forte durante a pintura, secando as partículas de tinta antes que elas atinjam
a superfície
 Temperatura elevada, acelerando a secagem das partículas de tinta
•Tinta de secagem rápida - Formulação da tinta ou diluente: evaporação rápida
PREVENÇÃO: As gotas pulverizadas devem chegar líquidas na superfície
•Aplicação: ângulo de aplicação (perpendicular); distância; tamanho do bico;
pressão alta (excesso de pulverização)
•Formulação da tinta: Balanceamento adequado de solventes (verão e inverno)
•Temperatura de aplicação: Tinta adequada e diluente pesado
REPARO:
•A pulverização seca ou excesso de pulverização podem ser removidos através do lixamento ou,
em alguns casos, por meio de escovamento
DESCRIÇÃO:
•Pulverização deficiente, de modo que as partículas não se aglutinem, resultando espaços
intersticiais ou poros na película, com penetração dos agentes corrosivos.
•As partículas pulverizadas de tinta atingem a superfície quase secas, devido à rápida
evaporação dos solventes, formando uma película áspera e porosa.
Rugosidade e aspereza da superfície do filme onde as partículas não
estavam suficientemente fluídas.
DRY SPRAY
 A pulverização seca ou “dry spray” é causada pela secagem parcial das
partículas de tinta, aplicadas por pulverização, antes que as mesmas
atinjam o substrato.
A pulverização seca se manifesta
como um acabamento de superfície áspera
e irregular após a pulverização.
O excesso de pulverização ou “overspray” em Inglês, ocorre quando as
partículas de tinta são dispersadas para fora de seu curso e pousam em outras
superfícies que não a que está sendo pintada.
“Overspray” causado
por má técnica de
aplicação
Correções:
Após a Secagem: Lixar e aplicar outra demão, corrigindo eventuais ajustes na
pistola e/ou na diluição usando solvente mais lento, tipo retardador, adequado
ao verão.
Técnicas de aplicação à pistola
Técnicas de aplicação à pistola
MOVIMENTO
DISTÂNCIA
ERRADO
ERRADO
CERTO
15 a 25 cm
INCLINAÇÃO
Ar
Tinta • Camada seca
• Camada áspera
• Névoa
• Deformação do leque
Pistola convencional:
Pistola convencional: Equilíbrio
Equilíbrio Ar
Ar x
x Tinta
Tinta
Pressão de Ar maior que a pressão de tinta
• Técnicas insatisfatórias:
 Bico da pistola a uma distância excessiva da superfície
 Pistola não forma um ângulo de 90° em relação à superfície
 Excesso de pressão de tinta na bomba airless ou da pressão do ar no leque
no caso da pistola convencional
 Não soltar o gatilho no final de cada passe
REVISÃO
Módulo 06 – Falhas de Pintura
1.Diferencie poro e cratera em uma falha de pintura.
2.Quais são as possíveis causas da presença de bolhas na pintura?
3.O que caracteriza uma falha de descascamento?
4.Explique a formação de escorrimento e como evitá-lo.
5.Cite três falhas de pintura e suas respectivas causas.

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  • 1. Panambi, 2025 PINTURA INDUSTRIAL COM TINTA LÍQUIDA
  • 2. 2- HORÁRIO (s): 2.1- INÍCIO: 00h00min 2.2- TÉRMINO: 00h00min 2.3- INTERVALO (s): Pela manhã: 00h00min Pela tarde: 00h00min
  • 3. • TEÓRICA e PRÁTICA; PARA APROVAÇÃO, 80% de acertos.
  • 4. Modulo 01: Noções de corrosão; Modulo 02: Condições ambientais; Modulo 03: Pintura com tinta líquida; Modulo 04: Boas práticas. Modulo 05: Esp. Pelicula Seca Modulo 06: Falhas . ASSUNTOS QUE SERÃO ABORDADOS
  • 5. SENAI- Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial MODULO 01- CONCEITO DE CORROSÃO NOS METAIS
  • 6. POR QUE PINTARMOS OS METAIS?
  • 7. POR QUE PINTARMOS OS METAIS?
  • 8. POR QUE O AÇO ENFERRUJA? O que restou do Monumento da JANGADA em Fortaleza-CE, em aço patinável, após 5 anos 5 anos de exposião à forte ação da névoa salina
  • 9. FINALIDADE DA PINTURA INDUSTRIAL Fabricas, edifícios, equipamentos e produtos bem pintados SÃO MAIS BONITOS E VENDEM MAIS!
  • 10. PINTURA INDUSTRIAL Sua finalidade principal é a proteção ANTICORROSIVA. Apresenta, porém, outras finalidades complementares , tais como: Finalidade estética; Auxílio na segurança industrial; Impermeabilização; Diminuição da rugosidade de superfícies; Facilitar a identificação de fluídos em tubulações ou reservatórios; Permitir uma maior ou menor absorção de calor.
  • 11.  Processo de deterioração ou perda de material metálico, por ação eletroquímica ou química do meio, aliada ou não a esforços mecânicos.  Deterioração de um material devido a uma reação com o ambiente  O Processo é espontâneo devido a liberação de energia.  É o inverso do processo metalúrgico, de fabricação do aço por exemplo. DEFINIÇÃO DE CORROSÃO
  • 12. DEFINIÇÃO DE CORROSÃO O que é? Reação do metal com o meio ambiente ou agentes corrosivos. A Causa? Instabilidade dos metais em sua forma refinada Como ocorre? •Presença de água e oxigênio •Contato com agentes corrosivos •Formação de pilhas galvânicas (áreas anódicas e catódicas)
  • 14. FERRUGEM (estável) MEIO AMBIENTE (C2; C3; C4; C5I; C5M) MINÉRIO (estável) SIDERURGIA (muita energia) ALTO FORNO (1250ºC) 14 CORROSÃO (reação espontânea) PINTURA (proteção) AÇO (instável) METAL METALURGIA CORROSÃO Mn+ + ENERGIA POR QUE PINTARMOS OS METAIS?
  • 15. O AÇO SEMPRE ESTÁ SUJEITO A CORROSÃO FATGORES AMBIENTAIS QUE INFLUENCIAM NA CORROSÃO Localização: Combinação de zona industrial, marinha e desértica; Clima: Sol, umidade, poluentes, vento, temperatura, cloretos, ácidos, dióxido de enxofre; Mecânico: Estresse (interno e externo); Incompatibilidade: Uso de materiais adjacentes; Uso: Desgaste normal, abusivo, impacto etc...
  • 16. POR QUE PINTARMOS OS METAIS? • 7.491 km correspondem ao seu litoral, sendo o 16° pais com maior extensão litorânea; • Concentração do PIB 95% da economia brasileira depende da região costeira demarcada; • Concentração populacional: 70% dos brasileiros vivem na faixa situada até 200 km /do litoral; • Zonas litorâneas tem taxa de corrosão maiores do que as zonas rurais; • Zonas rurais são classificadas como de alto potencial corrosivo, devido a aplicação de produtos químicos considerados aceleradores do processo corrosivo dos equipamentos e maquinas utilizadas nesta indústria. • O BRASIL é considerado um dos principais produtores agrícolas de todo o planeta.
  • 18. CLASSES DE SERVIÇOS NBR 10476 1988 (APLICASSÃO E USO)
  • 19. Os EUA usam mais de 16 bilhões de Kgs de NaCL ( Cloreto de Sódio) por ano, para derreter a neve e o gelo das ruas. A taxa de corrosão é muito dependente da localização e ambiente Condições: •Umidade; •Sal; •Chuva ácida; •Poluição.
  • 20. Ânodo: área na superfície do aço que corrói (perde elétrons = oxidação) Cátodo: área na superfície do aço que não corrói (ganha elétrons = redução) Caminho metálico: ligação elétrica entre o ânodo e o cátodo Eletrólito: líquido que conduz eletricidade, que vem do ambiente onde o oxigênio está presente PROCESSO ELETROQUÍMICO
  • 21. A VELOCIDADE DA CORROSÃO DEPENDE tempo de molhamento (t)  Período durante o qual a superfície metálica está coberta por uma película de eletrólito que é capaz de causar corrosão atmosférica. t = soma das horas durante as quais URA > 80% e T > 0ºC  Chuva, condensação, etc. = Velocidades de corrosão elevadas  Ambientes secos interiores = Velocidade de corrosão baixa Contaminantes atmosféricos (agentes agressivos)  ion cloreto (Cl- ) = ambiente marítimo  dióxido de enxofre (SO2) = ambiente industrial.
  • 22. COMO EVITAR A CORROSÃO? Isolando o metal do meio ambiente:  revestimentos metálicos (eletrozincagem, metalização, galvanização)  revestimento por pintura (ISO12944) Atuando no projeto, evitar:  locais de retenção de água  Cantos vivos, arestas, quinas  Frestas  Cordão de solda não contínuo Atuando sobre o meio:  abrigos  ventilação e secagem (ambiente interior) Atuando sobre o metal:  Alteração química da superfície (fosforização)  proteção catódica
  • 23. FUNDO (primer) AÇO CARBONO INTERMEDIÁRIA COMO EVITAR A CORROSÃO? BARREIRA A PINTURA PROTEGE, ISOLANDO O METAL DO MEIO AMBIENTE
  • 24. CONSEQUÊNCIA DA CORROSÃO A corrosão (oxidação) = Perda de metal (massa) Perda de metal = Custos de Manutenção Perda de metal = Vida útil reduzida Perda de metal = Perda de Receita Perda de metal = Falha catastrófica Perda de metal = Perda de vidas? AÇO
  • 25. FORMAS DA CORROSÃO DO AÇO EXITEM 4 FORMAS (PRINCIPAIS)DE CORROSÃO DO AÇO: CORROSÃO GENERALIZADA CORROSÃO GALVÂNICA CORROSÃO LOCALIZADA CORROSÃO EM FRESTAS OUTRAS: CORROSÃO SELETIVA (GRÁFICA/DEZINCIFICAÇÃO) – ferros fundidos CORROSÃO SOB TENSÃO CORROSÃO- FADIGA CORROSÃO COM CAVITAÇÃO CORROSÃO POR TURBULÊNCIA
  • 27. CORROSÃO GENERALIZADA (uniforme) Região anódica & Região catódica Região anódica & Região catódica provocam perda provocam perda uniforme uniforme do metal na do metal na superfície superfície ELETRÓLITO & OXIGÊNIO ELETRÓLITO & OXIGÊNIO FORMAS DE CORROSÃO DO AÇO Que se processa em toda a extensão da superfície, ocorrendo perda uniforme de espessura
  • 28. CORROSÃO GALVÂNICA CORROSÃO GALVÂNICA AÇO INOX AÇO GALVANIZADO AÇO GALVANIZADO
  • 29.  Pilha Galvânica Surge quando dois metais ou ligas metálicas diferentes são colocados em contato na presença de um eletrólito, ligados metalicamente. FORMAS DE CORROSÃO DO AÇO
  • 30. CORROSÃO GALVÂNICA produção de uma corrente de elétricidade direta AÇO (Região anódica) BRONZE (Região catódica) ELETRÓLITO & OXIGÊNIO  Dois metais diferentes em contato  O aço é o anodo e o broze é o catodo  O aço protege galvânicamente o bronze  O aço é quem se corrói FORMAS DE CORROSÃO DO AÇO
  • 31. ANÓDICO Magnésio Zinco Aço Galvanizado Alumínio e Ligas Cádmio Aços Carbono Aços de baixa liga e Alta resistência Ferro fundido Chumbo Latão Bronzes Cobre Aços Inoxidáveis Titânio CATÓDICO Tabela prática de nobreza em água do mar (resumida) Magnésio Alumínio Zinco Cromo Ferro Níquel Hidrogênio Cobre Prata Platina Ouro -2,38 -1,66 -0,76 -0,74 -0,44 -0,23 0,00 +0,34 +0,80 +1,20 +1,50 Elementos metálicos Potencial Mais eletropositivo Menos nobre Mais nobre Anódico Catódico Tabela de potenciais padrão de eletrodos (resumida) Fonte: prof. Vicente Gentil Mais eletronegativo FORMAÇÃO DE PAR BIMETÁLICO FORMAS DE CORROSÃO DO AÇO
  • 32. SÉRIE GALVÂNICA EM ÁGUA DO MAR Menos nobre, mais tendência a corrosão Magnésio -1.50 Zinco -1.03 Alumínio -0.79 Aço baixa liga -0.61 Latão -0.30 Cobre -0.28 Bronze -0.23 Prata -0.13 Titânio -0.10 Aço Inoxidável -0.08 Mais nobre, menos tendência a corrosão Normas gerais:  O menos nobre é o anôdo  Quanto maior for a diferença de potencial mais rápida será a taxa de corrosão Mas o mais nobre é ….. O ouro! FORMAS DE CORROSÃO DO AÇO CORROSÃO ELETROQUÍMICA
  • 33. 33 CORROSÃO POR LOCALIZADA (PIT) CORROSÃO POR LOCALIZADA (PIT)
  • 34. CORROSÃO POR LOCALIZADA (PITE e ALVÉOLO) ÂNODO CÁTODO Formação de ‘PIT’ AÇO ELETRÓLITO & OXIGÊNIO  Corrosão concentrada numa pequena área  A corrosão entra no aço  Muitas vezes visto em pisos tanque de armazenamento FORMAS DE CORROSÃO DO AÇO Que ocorre em pequenas áreas localizadas na superfície metálica produzindo pites ou alvéolos
  • 35. Pite Pite Alvéolo Alvéolo Pite: tipo de corrosão onde a profundidade é maior do que o diâmetro da base Alvéolo: tipo de corrosão onde a profundidade é menor do que o diâmetro da base No grau D de corrosão ocorrem tanto pites como alvéolos CORROSÃO POR LOCALIZADA FORMAS DE CORROSÃO DO AÇO
  • 37. AÇO AÇO O2 O2 O2 O2 O2 O2 O2 O2 O2 Alta Alta concentração concentração de oxigênio de oxigênio O2 Baixa Baixa concentração concentração de oxigênio de oxigênio Eletrólito Eletrólito O2 O2 O2 ARRUELAS CORROSÃO POR CONCENTRAÇÃO DIFERENCIAL (FRESTA)
  • 38. ISO 12944 PADRÃO GLOBAL EM CORROSÃO Parte 2 - Classificação do Meio Ambiente Categoria Corrosividade C1 Muito Baixa C2 Baixa C5-M (Marinho) Muito Alta C3 Média C4 Alta C5-I (Industrial) Muito Alta CLASSIFICAÇÃO DOS AMBIENTES ATMOSFÉRICOS (<120ºC) – ISO 12944-2 Interiores Ambientes aquecidos (UR≤60%) escritórios, lojas, escolas, hotéis não aquecidos (condensação) Arena esportiva, depósitos Condensação + alta poluição estuários e áreas costeiras Áreas de produção com umidade elevada. Laticínios, abate de aves Indústrias Químicas, Estaleiros, Piscinas Condensação + alta poluição Exteriores Áreas Rurais, baixa poluição Costeiras, litorâneas e Offshore* com alta salinidade (Cl- ) Áreas Urbanas e Industriais. SO2 moderado e salinidade baixa Áreas Industriais e Costeiras Planta de processamento químico Industriais com alta umidade e atmosferas agressivas H+ ,OH- ,SO2 * A proteção contra corrosão em ambientes ISO 12944 C5-M - Offshore está sendo tratada pela Norma ISO 20340 dedicada a esse ambiente.
  • 39. ISO 12944 PADRÃO GLOBAL EM CORROSÃO Perda de massa* (g/m2 ) ≤ 10 >10 a 200 >650 a 1500 >200 a 400 >400 a 650 >650 a 1500 Categoria C1 C2 C5-M (Marinho) C3 C4 C5-I (Industrial) Perda de espessura* (µm) ≤ 1,3 >1,3 a 25 >80 a 200 >25 a 50 >50 a 80 >80 a 200 * Média da Perda de massa depois do primeiro ano de exposição Corrosividade Muito Baixa Baixa Muito Alta Média Alta Muito Alta Classificação dos ambientes atmosféricos (Aço carbono) ISO 12944-2
  • 40. ISO 12944 PADRÃO GLOBAL EM CORROSÃO Critérios básicos no projeto (desenho) para proteção anticorrosiva:  Acessibilidade (aplicação, inspeção e manutenção)  Tratamento de frestas (vedar com produtos apropriado)  Evitar retenção de sedimentos e água e superfícies horizontais  Arestas (arredondadas)  Cordões de Solda (isentas de imperfeições)  Porcas e parafusos (cuidados especiais)  Elementos das caixas e componentes ocos (cuidados especiais)  Entalhes/chanfros (cuidados especiais)  Reforços (concepção adequada)  Prevenção da corrosão galvânica  Manuseamento, transporte e montagem (Danos mecânicos)
  • 41. 41 ISO 12944 PADRÃO GLOBAL EM CORROSÃO ISO 12944 PADRÃO GLOBAL EM CORROSÃO Parte 3 - Considerações sobre o Projeto
  • 42. ISO 12944 PADRÃO GLOBAL EM CORROSÃO
  • 43. ISO 12944 PADRÃO GLOBAL EM CORROSÃO retenção de água retenção de água
  • 44. ISO 12944 PADRÃO GLOBAL EM CORROSÃO 44
  • 45. Ruim Bom O acúmulo de água na região de engaste do aço no concreto deve ser evitado Ruim Melhor Frestas e como evitar corrosão nestes locais Difícil para jatear e para pintar Fácil para jatear e para pintar Fresta Massa de vedação Ruim Bom Desenhos que favorecem a retenção de água e sujeira e como podem ser melhorados Água e sujeira Água e sujeira Sujeira chanfro Água empoçada corrosão ISO 12944 PADRÃO GLOBAL EM CORROSÃO
  • 46. Rugosidade de um cordão de solda Cordões de solda irregulares
  • 47. 47 ISO 12944 PADRÃO GLOBAL EM CORROSÃO Solda irregular (ruim) Superfície da solda alisada (bom) Tinta Irregularidades Solda alisada Tinta
  • 48. Arestas, quinas, bordas Arestas vivas (Ruim) Arestas chanfradas (Melhor) aço Tinta d d d > 1 mm aço Arestas arredondadas (Ótimo) r > 2 mm aço r Tinta ISO 12944 PADRÃO GLOBAL EM CORROSÃO por causa da contração da película e fuga de borda, a espessura fica mais baixa
  • 49. ISO 12944 PADRÃO GLOBAL EM CORROSÃO A pintura de reforço nos pontos críticos tais como regiões soldadas, porcas e parafusos, cantos vivos, cavidades e fendas, alvéolos e pites, flanges e válvulas flangeadas, bordas e quinas de vigas, deve ser executada obrigatoriamente no substrato e entre cada demão aplicada (“stripe coat”), exceto para tintas inorgânicas ricas em zinco.
  • 50. GRAUS DE INTEMPERISMO AUMENTA GRAU DE LIMPEZA A B C D LIMPEZA MANUAL / MECÂNICA – St 2 B St 2 C St 2 D St 2 LIMPEZA MANUAL / MECÂNICA – St 3 B St 3 C St 3 D St 3 JATO LIGEIRO – Sa 1 B Sa 1 C Sa 1 D Sa 1 JATO AO METAL BRANCO – Sa 3 C Sa 3 D Sa 3 B Sa 3 A Sa 3 JATO COMERCIAL – Sa 2 C Sa 2 D Sa 2 B Sa 2 JATO AO METAL QUASE BRANCO – Sa 2 1/2 A Sa 2 ½ B Sa 2 ½ C Sa 2 ½ D Sa 2 ½ 50 NÃO TEM PADRÃO DE LIMPEZA NÃO TEM PADRÃO DE LIMPEZA NO GRAU “ NO GRAU “A A” ”
  • 51. REVISÃO Módulo 01 – Noções de Corrosão 1.O que é corrosão e quais são os principais fatores que a aceleram? 2.Por que o aço enferruja quando exposto ao ambiente? 3.Por que a preparação da superfície é importante no combate à corrosão? 4.Cite dois exemplos de ambientes que favorecem a corrosão. 5.Quais são os métodos mais comuns de proteção contra a corrosão?
  • 52. SENAI- Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial MODULO 02- CONDIÇÕES AMBIENTAIS
  • 53. Monitoramento da UMIDADE E TEMPERATURAS Monitorar a Umidade Relativa do Ar e as Temperaturas antes e durante os serviços de preparação de superfície e aplicação da tinta, para evitar falhas e defeitos na pintura
  • 54.  Umidade: máximo 85%;  Condensação, Ponto de Orvalho: a temperatura da superfície deve estar sempre, pelo menos, 3ºC acima do ponto de orvalho ;  Vento: condições de vento aumentará o fator de perda e possível overspray ;  Contaminantes do ar: a superfície deve estar livre de quaisquer contaminantes antes da aplicação de revestimentos;
  • 55. CONDIÇÕES DE UMIDADE E TEMPERATURAS PARA SERVIÇÕS DE PINTURA
  • 56. CONDIÇÕES DE UMIDADE E TEMPERATURAS PARA SERVIÇÕS DE PINTURA
  • 57. APARELHOS E INSTRUMENTOS  TERMOMETRO: Instrumento para medir a temperatura (ºC ; ºF);  HIGRÔMETRO: Instrumento para medir a umidade relativa (%); • ANEMÔMETRO: Instrumento para medir a velocidade vento (km/h ; m/s ; mph).
  • 58. Ponto de Orvalho é Temperatura na qual a umidade do ar, que está na forma de vapor de água, se condensa na superfície, passando para o estado líquido. MONITORAMENTO DA UMIDADE E TEMPERATURA
  • 59. MONITORAMENTO DA UMIDADE E TEMPERATURAS
  • 60. Um exemplo prático de ponto de orvalho é um copo de cerveja gelada servido em um dia de calor. Se a temperatura da cerveja é menor ou igual à temperatura de ponto de orvalho do ambiente, a fina camada de ar ao redor do copo se resfria e libera água sobre a superfície, formando gotas. MONITORAMENTO DA UMIDADE E TEMPERATURAS
  • 61. A determinação do Ponto de Orvalho é obtido através da medida da Temperatura Ambiente (TA) em ºC e da Umidade Relativa do ar (UR) em %. Com estes valores entramos em uma tabela para a obtenção do Ponto de Orvalho (PO). • Umidade relativa do ar (UR): 68 % • Temperatura do ar (AR): 33 °C PO: 25 °C T cerveja = 25 °C = ÁGUA MONITORAMENTO DA UMIDADE E TEMPERATURAS
  • 62. Temperatura da superfície baixa, pode afetar:  Secagem / Cura (PINTURA LÍQUIDA)  Descaimento retenção de solvente (empolamento e crateras)
  • 63.  Água sob a demão:  oxidação; crateras; empolamento; descolamento TS MÍNIMA < TD + 3ºC = condensação de água sob a película TINTA SUBSTRATO CONDENSAÇÃO
  • 64. Temperatura da superfície alta, pode ocorrer:  Secagem rápida  Baixa penetração tinta;  Baixa aderência;  Nivelamento inadequado.  Formação de descontinuidades (fervura)  formação de poros;  formação de crateras;  formação de bolhas.
  • 65. Controle do PONTO DE ORVALHO – EXERCÍCIOS:
  • 66. REVISÃO Módulo 02 – Condições Ambientais 1.Quais condições ambientais devem ser controladas antes e durante a pintura? 2.Explique a importância do ponto de orvalho no processo de pintura. 3.O que pode ocorrer se a pintura for aplicada em umidade relativa elevada? 4.Qual a faixa recomendada de temperatura e umidade para aplicação da tinta líquida? 5.Como a ventilação adequada influencia no resultado final da pintura?
  • 67. SENAI- Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial MODULO 03- PINTURA COM TINTA EM LÍQUIDA
  • 68. Mistura dos constituintes de uma tinta, de forma a torná-la uniforme. Toda tinta deve ser homogeneizada antes e durante a aplicação, a fim de manter o pigmento em suspensão. Nas tintas de 2 ou mais componentes, estes devem ser homogeneizados separadamente antes de se fazer a mistura. Após a mistura, não devem ser observados veios ou faixas de cores diferentes e a aparência deve ser uniforme. Tinta bem homogeneizada é aquela que não apresenta grumos, diferentes tons de cor ou sedimentação. PREPARAÇÃO DAS TINTAS
  • 69.  A mistura e a homogeneização devem ser feitas por misturador mecânico, elétrico ou pneumático  Admitindo-se a mistura manual para recipientes com capacidade de até 3,6 L.  Tintas pigmentadas com alumínio devem ser misturadas manualmente.  Tintas ricas em zinco a mistura deve ser sempre mecânica. PREPARAÇÃO DAS TINTAS
  • 70. a. (1) Verificar com uma espátula se há presença de sedimentação. Caso positivo, transferir a parte líquida para uma segunda lata limpa (2) b. Mexer a sedimentação com espátula (1) e retornar lentamente a parte líquida que está separada na outra lata (2) c. Continuar mexendo a sedimentação na lata (1) até que toda a parte líquida que estava na outra lata (2) seja reincorporada e bem homogeneizada. PREPARAÇÃO DAS TINTAS
  • 72. 1. Homogeneização do componente A 2. Homogeneização do componente B 3. Mistura dos componentes (A + B): pot life 4. Homogeneização da mistura (A + B) 5. Diluição (se necessário) 6. Homogeneização da mistura diluída 7. Tempo de indução (se necessário) 8. Vida Útil da Mistura PREPARAÇÃO DAS TINTAS
  • 73.  Tempo de espera na embalagem, após a mistura dos componentes da tinta, para que a reação química irreversível entre as resina do componente A e a resina do componente B inicie a uma temperatura especificada, antes da aplicação da tinta.  A reação é exotérmica e libera calor  Normalmente este tempo é de 10 a 15 minutos A A A A A B B B B B + Comp. B sobre o A com agitação constante B AB A B A B A B A Início da reação A+A+A+A+B+A+B+B+B +B Após o tempo de indução AB AB AB AB AB Reação uniforme A+B+A+B+A+B+A+B+A+B PREPARAÇÃO DAS TINTAS
  • 74.  Tempo máximo de aplicação da tinta, após a mistura dos componentes, no qual a mistura ainda apresenta condição de aplicação sem perda de suas propriedades;  Após o tempo de vida útil, a tinta gelatiniza (aumenta a viscosidade) e não é mais possível a sua utilização;  Nunca prepare mais tinta do que pode ser usada. PREPARAÇÃO DAS TINTAS
  • 75. O que pode afetar a Vida Útil da Mistura ? Temperatura ambiente: A Vida Útil da Mistura é reduzida quando a temperatura aumenta e vice-versa (confira o BT do fabricante). Estima-se que um aumento de 10ºC na temperatura pode reduzir a metade o Pot Life; Tipo do agente de cura: taxa de reação com o componente base a uma temperatura ambiente; Volume de tinta: embalagens maiores irá gerar mais calor, tornando a vida útil mais curta; Nunca prepare mais tinta do que pode ser usada. PREPARAÇÃO DAS TINTAS
  • 76. Após o tempo de Vida Útil da Mistura:  Não use  Não diluir  Deixar curar na lata  Descartar de acordo com a legislação local Falhas de desempenho devido à aplicação após o tempo de Vida Útil da Mistura:  Destacamento devido à fraca adesão com o substrato  Pobre nivelamento e perda do brilho  Resistência química reduzida  Enrugamento  Fendimentos de sistemas à base de água PREPARAÇÃO DAS TINTAS
  • 77. A A B B A T i n t a p r o n t a + + C o m p o n e n t e B a s e C a t a l i s a d o r M i s t u r a e h o m o g e n e i z a ç ã o Mistura, Homogeneização e Diluição das Tintas Toda tinta deve ser homogeneizada antes e durante a aplicação, a fim de manter o pigmento em suspensão. Nas tintas de 2 ou mais componentes, estes devem ser homogeneizados separadamente antes de se fazer a mistura. Após a mistura, não devem ser observados veios ou faixas de cores diferentes e a aparência deve ser uniforme. PREPARAÇÃO DAS TINTAS
  • 78. COMPONENTE BASE A B AGENTE DE CURA A B + 2) Jogar o comp. B no comp. A com agitação (POT-LIFE) 1) Homogeneizar o componente A 3) Homogeneizar a mistura dos componentes A + B PREPARAÇÃO DAS TINTAS
  • 79. Proporção mantida polímero bem CURADO Excesso de B polímero duro e quebradiço Excesso de A polímero mole e pegajoso REAÇÃO ENTRE AS RESINAS DOS COMPONENTES REAÇÃO ENTRE AS RESINAS DOS COMPONENTES PREPARAÇÃO DAS TINTAS
  • 80. Preparando pequenos volumes: Usar a relação de mistura…
  • 81. Diluente: Produto adicionado à tinta durante a aplicação . Solvente: Produto adicionado à tinta durante a fabricação . COPO GRADUADO: Efetuar a diluição em percentual por volume de tinta, com copos graduados de polipropileno. Diluente é chamado de redutor, thinner e afinador
  • 82.  Diluir apenas se necessário  Deve ser usado o diluente especificado pelo fabricante da tinta, não sendo permitido ultrapassar o percentual máximo de diluente especificado no boletim técnico do produto, em função do método de aplicação a ser utilizado.  Com a diluição consegue-se ajustar a viscosidade da tinta para a aplicação.  O excesso de diluente pode causar:  Retenção de solvente  Escorrimento  Descaimento  Cura inadequada  Reduz o Sólidos por volume e vai reduzir a Espessura de Película Seca
  • 83.  Incompatibilidade  o solvente não combina com os solventes ou resinas da tinta  Falta de poder de solvência  coagulação  dificuldade de alastramento  Excesso de poder de solvência  sedimentação rápida do pigmento no fundo da lata  escorrimento em superfícies verticais  Solventes pesados  demora para secar  escorrimento em superfícies verticais  a película apresenta pegajosidade  Solventes leves  secagem muito rápida  casca de laranja  excesso de empoamento (dry- spray)  falta de brilho
  • 84.  Diluir apenas se necessário  Deve ser usado o diluente especificado pelo fabricante da tinta, não sendo permitido ultrapassar o percentual máximo de diluente especificado no boletim técnico do produto, em função do método de aplicação a ser utilizado.  Com a diluição consegue-se ajustar a viscosidade da tinta para a aplicação.  O excesso de diluente pode causar:  Retenção de solvente  Escorrimento  Descaimento  Cura inadequada  Reduz o Sólidos por volume e vai reduzir a Espessura de Película Seca
  • 85. RESINAS – veículo não volátil Resina Líquida Resina Sólida São polímeros São polímeros responsáveis pela aderência, responsáveis pela aderência, i impermeabilidade mpermeabilidade e e flexibilidade das tintas. Promovem a união entre os pigmentos e flexibilidade das tintas. Promovem a união entre os pigmentos e fazem a ligação da tinta com a base (substrato). fazem a ligação da tinta com a base (substrato).
  • 86. Volátil Componente que evapora Não-Volátil (Sólidos, %SV) Constituintes do filme seco Aditivos Evaporam! Veículo Solvente + Resina (Parte líquida) Onde o pigmento está disperso COMPOSIÇÃO DA TINTA MONOCOMPONENTE
  • 87.  Principal componente da tinta;  Ligante dos demais componentes e ao substrato;  Estabelece as propriedades químicas e físicas;  Define o tipo genérico da tinta (acrílica, alquídica, epóxi, poliuretano e etc.). “Veículo não volátil" que se transforma em um "Sólido" após a secagem e/ou cura RESINAS
  • 88.  Revestimentos orgânicos • A resina é um polímero à base de Carbono  Revestimentos inorgânicos • A resina não é um polímero à base de Carbono • A maioria é um ligante a base de Silício - Oxigênio R – C – C – R R – R R R – – – (acrílica, alquídica, epóxi, poliuretano e etc.) – O – Si – O – Si – O – R R O – O – – – R O – – R – O – (Etil Silicato de zinco, Silicone e etc.) RESINAS
  • 89. Formação do filme: ligar os pigmentos e cargas Adesão a superfície: matéria prima responsável pela aderência (tinta/substrato e entre demãos: tinta/tinta) Resistência / Durabilidade: Resistir ao meio / barreira: dar impermeabilidade às tintas Dar flexibilidade às tintas: resistir a dilatação/contração do substrato Controle da aparência: Brilho (CPV); cor e resistência a UV  principais resinas: alquídica; acrílica; epoxídica; poliuretânica; silicato de etila; silicone É o único componente não pode estar ausente (principal componente) “A Resina é um elemento tão importante que dá seu nome à Tinta”. FUNÇÃO DAS RESINAS
  • 90.  Adesão ao aço Tinta de fundo (Intergard; Interseal) adequada ao Preparo de Superfície  Resistência à Corrosão Todas as tintas (Protective Coating):  Resistência Química Tinta para imersão (Interline): Epóxi; Epóxi Novolac  Resistência Mecânica Tintas (Interzone) com: Quartzo; Mica; Óxido de Alumínio  Resistência a Alta Temperatura Tintas (Intertherm): Silicone; Etil Silicato; Epóxi fenólica  Retenção de Cor e Brilho Tinta de acabamento (Interthane; Interfine): Poliuretano e Polisiloxano Uma escolha cuidadosa da resina é necessário, a fim de garantir que as propriedades requeridas sejam alcançadas PROPRIEDADES DAS RESINAS
  • 91. ALCOOL + ÓLEO VEGETAL + ÁCIDO Glicerina + óleo de soja + anidrido ftálico POLIÉSTER FTÁLICO MODIFICADO COM ÓLEOS TIPO MATÉRIA PRIMA NATUREZA QUÍMICA ACRILATOS POLIMERIZADOS ACRÍLICA A B ACRILATOS POLIHIDROXILADOS ou POLIÉSTERES POLIHIDROXILADOS ACRÍLICA ou POLIÉSTER AGENTE DE CURA ISOCIANATO ALIFÁTICO ou ISOCIANATO AROMÁTICO A B ALQUÍDICA ACRÍLICA EPÓXI POLIURETANO EPÓXI NOVOLAC ETIL SILICATO DE ZINCO RESINAS
  • 92. É uma pistola de pulverização em que o material a ser aplicado entra sob pressão na pistola e se pulveriza devido ao choque com o ar comprimido. Pistola Convencional 92 APLICAÇÃO
  • 93. Ajuste de LEQUE e AR Ajuste da TINTA Gatilho Guarnição Entrada de TINTA Entrada de AR Agulha Bico de fluído Capa de AR Componentes Pistola Convencional APLICAÇÃO
  • 94. Vista em corte do bico e capa de uma pistola convencional. Ar, tinta, capa de ar e bico APLICAÇÃO
  • 96. Capa de ar Agulha/ Eletrodo Gatilho Conexão para entrada de ar Conexão do cabo de baixa voltagem Conexão da entrada de tinta Conexão de regulagem do leque Indicador nível de tensão Pistola Eletrostática APLICAÇÃO
  • 97. Painel de Controle Tensão Botões de ajuste de tensão Botões de seleção para tensões predefinidas Liga/ Desliga Indicador de corrente Indicador de erros 97 APLICAÇÃO
  • 98. Princípio da Pistola Eletrostática Tinta APLICAÇÃO
  • 99. REVISÃO Módulo 03 – Pintura com Tinta Líquida 1.Quais são os principais componentes de uma tinta líquida? 2.Explique a função de cada um dos seguintes elementos: resina, pigmento e solvente. 3.Qual a diferença entre solvente e diluente? 4.O que significa atomização no processo de pintura? 5.Quais parâmetros devem ser observados na regulagem da pistola de pintura?
  • 100. Ar Tinta  Camada seca  Camada áspera  Névoa  Deformação do leque Ar Tinta  Excesso de camada  Escorrimento  Casca de laranja  Deformação do leque Ar Tinta  Camada uniforme  Pintura ideal TÉCNICAS DE APLICAÇÃO
  • 101.  Manter a Pistola perpendicular à superfície a uma distância de 25 cm (10”)  Mover o braço em “passadas” de 50 a 100 cm  Não girar a pistola em arco  Sobrepor as “passadas” 50%  Subdividir áreas grandes em seções menores e pintá-las individualmente sobrepondo as junções  Usar a técnica de demãos cruzadas para aplicar tintas de alta espessura
  • 102. MOVIMENTO DISTÂNCIA ERRADO ERRADO CERTO 15 a 25 cm INCLINAÇÃO 15 a 25 cm Perfis estreitos Leque fechado
  • 103. COMO MOVIMENTAR A PISTOLA PERANTE A PEÇA  Mantenha o pulso flexível  Movimente a pistola perpendicular à peça  Distância adequada a tinta chega líquida na superfície 15 a 20 cm
  • 104. COMO NÃO DEVE SER FEITA A APLICAÇÃO COM A PISTOLA ERRADO A cobertura será leve nesse ponto A cobertura será pesada nesse ponto
  • 105. PERTO DEMAIS TINTA MUITO CARREGADA TENDE A ESCORRER LONGE DEMAIS CASCA DE LARANJA ACABAMENTO ARENOSO FORMAÇÃO DE PÓ
  • 108. Menor distância Maior distância ERRADO CERTO Empoamento (overspray). Por causa da maior distância, a tinta chega seca à superfície Espessura uniforme. A distância é mantida e a tinta chega líquida à superfície
  • 109. COMO COBRIR UM PAINEL SOBREPONDO CAMADA COMEÇO DA PASSADA APERTE O GATILHO NA PRIMEIRA, PINTE AS BORDAS DO PAINEL NÃO ESQUECER DE PINTAR A BORDA INFERIOR NA ÚLTIMA PASSADA
  • 110. COMO COBRIR UM PAINEL SOBREPONDO CAMADA LATERAL PRIMEIRA SEGUNDA TERCEIRA Passada de 45 A 60 cm 10 cm de superposição
  • 112. Superpor as faixas em 50 % 50 % a cada passe. O ideal é terminar cada painel com repasse cruzado
  • 113.  Retornar toda a tinta nas mangueiras ao Tanque de Pressão  Recircular solvente até ficar limpo (leque de ar deve estar fechado)  Secar e guardar as Mangueiras adequadamente  Limpar e secar o Tanque de Pressão com solvente  Limpar Capa de Ar imergindo em solvente e limpando com pano ou escova macia  NÃO imergir a toda pistola em solvente, isto eliminará o óleo lubrificante das gaxetas, afetará as vedações e poderá provocar mau funcionamento
  • 114. Recirculação do Solvente Limpeza externa da Mangueira ao fim do Expediente Limpeza o Tanque de Pressão com Solvente Limpando e lubrificando os Componentes da Pistola
  • 115.  Nunca use objeto de metal para desentupir os orifícios de saída de ar ou de tinta.  Nunca mergulhe a pistola no solvente. Nunca mergulhe a pistola no solvente.  Mergulhe a capa e o bico no solvente e desobstrua os orifícios com um palito de madeira.
  • 116. Opera com uma caneca acoplada onde se armazena tinta. Sua Principal característica é ter o bico de fluido ligeiramente para fora da capa de ar, condição necessária para que o líquido seja succionado.
  • 117.  São usadas em trabalhos que não exigem uma grande autonomia de aplicação;  São utilizadas quando há necessidade de frequentes trocas de cores;  Custo do sistema é baixo. Ideal para oficinas;  É recomendada para retoques de acabamento na indústria.
  • 118. Pintando peças grandes com caneca caneca. Não consegue espessura e produtividade PISTOLA CONVENCIONAL  Caneca – para tintas de baixa espessura  Tanque de pressão – Tintas de baixa e de alta espessura
  • 119. REVISÃO Módulo 04 – Boas Práticas de Pintura 1.Quais cuidados devem ser tomados com a pistola antes do uso? 2.Por que é importante o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs)? 3.Cite dois exemplos de falhas que podem ocorrer por má regulagem do equipamento. 4.Explique a importância da homogeneização da tinta antes da aplicação. 5.O que deve ser feito após a finalização da pintura para garantir a durabilidade dos equipamentos?
  • 121. 0 µm 25 µm Superfície lisa Superfície rugosa Superfície do substrato Superfície magnética efetiva
  • 122.  Proteção contra a corrosão: Barreira / Isolamento  Espessura total em função da agressividade do meio  Poder de cobertura por demão: Dempenho estético  Baixa espessura  Faixa de espessura do Boletim Técnico do fabricante  Custo de tinta: Econômico  Espessura baixa = retrabalho  Espessura alta = consumo de tinta
  • 123.  Habilidade do pintor: Qualificação da mão de obra  Manuseio do equipamento de aplicação  Técnica de aplicação  Controle da Espessura Úmida
  • 125.  INSPEÇÃO  ABNT NBR 14847 ABR/2002 Inspeção de serviços de pintura em superfícies metálicas  MÉTODO DE ENSAIO  ABNT NBR 15488: AGO/2007 (1a emenda) Determinação do Perfil de Rugosidade  ABNT NBR 10443 DEZ/2008 Determinação da Espessura de Película Seca sobre superfícies rugosas  CRITÉRIO DE ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO  PETROBRAS N-13L 03/2016 Requisitos Técnicos para Serviços de Pintura
  • 126.  Luva ;  Medidor (calibrado);  Placa de aço lisa;  Película com espessura padrão calibrada;  Pano ou Trincha;  Calculadora (Caso houve necessidade).
  • 127. O Método Magnético baseia-se na força de atração magnética entre um imã permanente ou magneto indutivo e o substrato, influenciada pela presença do revestimento (tinta). e e Aço-carbono
  • 128. 50  m 0 µm 50 µm Quando o sensor está encostado no metal, o aparelho emite um sinal magnético e o circuito eletrônico ao receber de volta o sinal, interpreta que a leitura é 0 mm Quando o sensor está afastado do metal a uma distância de 50 mm, o circuito eletrônico interpreta que a leitura é 50 mm
  • 129. AJUSTE DO ZERO 25 mm AÇO POLIDO 25 m m 3 mm O instrumento de medição e a película-padrão devem possuir certificado de calibração emitido por laboratório credenciado .
  • 131.  É importante a calibração com uma placa de metal liso e folhas para calibração de espessura conhecida  Utilizar uma folha com espessura similar à da pintura a ser medida, pois os campos magnéticos atenuam a escala logarítmica e, caso sejam medidos revestimentos muito mais grossos ou finos do que a folha de calibração, estes pequenos erros na calibração podem produzir grandes erros nas leituras
  • 133. 5m 5m 10% 10% de 25 m² = 2,5 = 3 ensaios 25 m² 15m 20m 10% 10% de 300 m² = 30 = 30 ensaios 300 m² NÚMERO DE MEDIÇÕES
  • 134. Exercício: Calcular o número de medições de EPS, para 92 m² de estruturas metálicas pintadas? No EPS = (92 x 10) / 100 = 9,2 Exercício: Para pintura de 30 tubos de 12 metros, cada, quantas medidas de EPS por demão devo realizar? Número de tubos = 30 30 ensaios Exercício: Para 360m lineares de tubulação, quantas medidas de EPS por demão devo realizar? 15 ensaios tubulação = 360/25 = 14,4 10 ensaios No teste correspondente: 10% ÁREA No teste correspondente: Uma a cada FRAÇÃO No teste correspondente: Uma a cada 25m
  • 136. ∑ Xn – FR = EPS média da região selecionada n FR = Fator de Redução da espessura em função do Perfil de Rugosidade EPS = Espessura de Película Seca sobre superfície rugosa n = número de leituras válidas = 12 – 2 = 10 X = Somatória dos Valores obtidos após abandonar o maior e menor valor Perfil Rugosidade: N-9F item 6.2.2 50µm – 100µm A média aritmética obtida representa a medida da espessura da película seca de tinta da região selecionada. ESPESSURA DE PELÍCULA SECA SOBRE SUPERFÍCIES RUGOSAS
  • 137. PERFIL DE RUGOSIDADE FATOR DE REDUÇÃO DA ESPESSURA (FR) 25 a 39 µm 10 µm 40 a 69 µm 25 µm 70 a 100 µm 40µm OBS: 1. Perfil não conhecido utilizar fator de redução de 25 µm 2. Fator de redução é aplicada para cada demão Perfil de rugosidade = 84 µm Fator de Redução = 40 µm Exercício:
  • 138. 13 40µm 70µm a 100µm Alto 25µm 40µm a 69µm Médio 10µm 25µm a 39µm Baixo FR Perfil de Rugosidade ABNT NBR 15488 120µm N-1661 120 – 40 = 80µm Espessura Medida - FR 80µm Espessura Medida - FR 170µm N-1202 170 – 40 – 80 = 50µm 130µm Espessura Medida - FR 230µm N-2677 190µm 230 – 40 – 130 = 60µm Espessura de Película Seca por demão corrigida
  • 139. Ex.: Determinar a EPS média N-2630, na região selecionada, especificada em 100µm e Perfil de Rugosidade medida de 57µm 30 mm 30 mm 30 cm 30 cm = 115µm 110 110 105 105 116 116 131 131 120 120 145 145 98 98 95 95 103 103 125 125 92 92 150 150 (X1+X2+X3+X4+X5+X6+X7+X8+X9+X10) 10 EPS = 200 mm 200 mm FATOR DE REDUÇÃO p/ EPS > 40µm PERFIL DE RUGOSIDADE FR 25µm a 39µm 10µm 40µm a 69µm 25µm 70µm a 100µm 40µm Se o Perfil de Rugosidade não for conhecido, adotar FR = 25µm - 25µm EPS = 90µm
  • 140. 1. Espessura elevada, acima da recomendada no Boletim Técnico da tinta ou em documento fornecido pelo fabricante, podem acarretar:  retenção de solvente (baixa dureza; empolamento)  secagem lenta  escorrimento  enrugamento  craqueamento  consumo elevado de tinta 2. Espessura baixa, abaixo da recomendada no Boletim Técnico da tinta, podem acarretar:  baixo Poder de Cobertura  redução da Proteção Anticorrosiva
  • 141. REVISÃO Módulo 05 – Película Seca e Inspeção 1.O que é a película seca e como ela se forma? 2.Quais métodos podem ser utilizados para medir a espessura da película seca? 3.Qual a importância do controle da espessura da camada aplicada? 4.O que pode ocorrer se a espessura estiver abaixo do recomendado? 5.O que pode ocorrer se a espessura estiver acima do recomendado?
  • 143. 1.11 marcas de trincha 1.12 poder de cobertura 1.4 escorrimen to 1.3 formação de nata 1.1 casca de laranja 1.2 cratera 1.5 espessura irregular 1.8 fervura 1.9 impregnaçã o de pêlos 1.10 mancha 1.13 poro 1.14pulverização seca 1.15 sangrament o 1.3 enrugamen to 1.9 impregnaç ão de poeira 1.7 fendimento 1.16 secagem irregular 1.10 sedimentação 1.6 exsudação 1.9 impregnaç ão de abrasivo
  • 144. PROVÁVEIS CAUSAS: • Ajuste incorreto do equipamento de pulverização e técnica incorreta de aplicação • Espessura elevada (Alta tixotropia) • Viscosidade elevada da tinta • Diluição insuficiente da tinta; Diluente muito volátil; diluente não recomendado PREVENÇÃO: •Ajuste correto do equipamento de pulverização e usar técnica correta de aplicação •Uso de diluente adequado REPARO: •Onde a estética é uma preocupação: Linpar, lixamento superficial; remoção do pó, aplicar nova demão DESCRIÇÃO: •Defeito estético e superficial de uma película, onde o aspecto é rugoso e similar à casca de laranja (ABNT NBR 15156)
  • 145. Ar Tinta  Excesso de camada  Escorrimento  Casca de laranja  Deformação do leque Técnicas de aplicação por pulverização:  uso de bico errado  aplicação muito próxima a superfície  pressão baixa de ar da pistola
  • 146. Cratera (ABNT NBR 15156) : Defeito de película seca, caracterizado por uma depressão arredondada sobre a superfície pintada. “ “Cratering” Cratering” “ “Cissing” Cissing” “ “Fisheye” Fisheye”
  • 147. DESCRIÇÃO: •Formação de pequenas depressões em forma de taça na película de tinta, e são formadas de bolhas que após romperem não mais se nivelam. PROVÁVEIS CAUSAS: •Retenção de solvente ou ar na aplicação  Substrato muito quente / secagem rápida  Pintura sobre Over Spray  Pintura sobre superfície porosa  Homogeneização vigorosa da tinta •Aplicação a rolo com comprimento longo da lã PREVENÇÃO: •Aplicar mist coat ou tie coat para selar a porosidade do zinco etil silicato •Evitar o incorporação de ar na homogeneização da tinta •Melhorar a técnica de aplicação por pulverização •Usar diluente recomendado pelo fabricante (compatível e + pesado) •Utilizar rolo de pêlo curto REPARO: •Limpar a área; lixamento superficial e reaplicar
  • 148. DESCRIÇÃO: •Depressão circular na película de tinta sobre a superfície pintada PROVÁVEIS CAUSAS: •Defeito de tensão superficial  Na tinta  Cristalização da resina  Sedimentação dos pigmentos  Dispersão inadequada dos pigmentos  Agente tixotrópico  Contaminação na pulverização  Óleo e Água na linha de ar de atomização PREVENÇÃO: •Filtrar a tinta •Temperatura adequada de armazenamento da tinta •Dispersão e homogeneização mecanizada da tinta •Limpeza da superfície para remoção dos contaminantes •Limpeza do equipamento de pulverização •Utilização de filtro de ar e óleo na linha de ar comprimido de pulverização REPARO: •Limpar a área; lixamento superficial e reaplicar 148
  • 149. PROVÁVEIS CAUSAS: •Defeito de tensão superficial  Contaminantes da superfície (silicone, cera, óleo, água ou condensação)  Molhamento do substrato (tinta)  Uso excessivo de anti-espumantes PREVENÇÃO: •Limpeza da superfície para remoção dos contaminantes •Formulação/fabricação:  Use menos anti-espumante  Troca de anti-espumante REPARO: •Limpar a área; lixamento superficial e reaplicar DESCRIÇÃO: •Depressão circular na película de tinta sobre a superfície pintada (
  • 150. DESCRIÇÃO: •Defeito ocorrido durante a aplicação da pintura, em formas de ondas ou gotas •Excessiva fluidez da tinta em superfícies verticais, com marcas em alto relevo PROVÁVEIS CAUSAS: • Excesso de espessura • Diluição excessiva da tinta • Diluente não recomendado (+ pesado) • Formulação da tinta: não atinge a EPS do BT (agente tixotrópico) • Falta de agente de cura • Intervalo curto entre demãos • Baixa temperatura do ambiente • Técnica de aplicação: Pressão da tinta alta; Pistola próxima à superfície REPARO: •Remover o excesso de tinta ainda úmida com trincha macia •Após a secagem: Raspar, lixar, remover o pó e retocar a área com escorrimento PREVENÇÃO: • Controle da Espessura de Película Úmida • Diluição adequada ao método de aplicação, usando régua ou copo graduado • Aplicar a tinta após o intervalo mínimo de repintura informado no Boletim Técnico • Ajuste correto do equipamento de pulverização e técnica correta de aplicação • Tintas formuladas adequadamente: Usar aditivo correto (agente tixotrópico)
  • 151. O escorrimento pode ocorrer por excesso de camada de tinta na aplicação, superando a sua capacidade de se sustentar na vertical (tixotropia)
  • 153. DESCRIÇÃO: •Defeito de aplicação caracterizado por diferenças de espessuras na área pintada, fora das tolerâncias médias. PROVÁVEIS CAUSAS: •Regiões com baixa Espessura de Película Seca e/ou alta Espessura de Película Seca •Falta de habilidade do pintor •Trincha e rolos não adequados •Diluição incorreta •Falta de controle da Espessura de Película Úmida •Superfícies de difícil acesso •Não aplicação da demão de reforço (quinas, frestas, cordões de solda, etc.) PREVENÇÃO: •Controle das Espessuras de Película Úmida e Seca •Pintores qualificados nos métodos de aplicação •Aplicação de demão de reforço a trincha ou rolo nas áreas críticas REPARO: •Arredondamento de quinas, alisamento de cordões de solda, uso de massa em frestas •Baixa Espessura: Lixamento superficial e aplicar demão complementar •Alta Espessura (retenção de solvente): Remoção da tinta
  • 154. Espessura irregular  Algumas falhas de aplicação estão relacionadas com os defeitos de espessura.  São áreas em que o pintor deixou de aplicar a tinta em algumas áreas da superfície (“gatos”) ou deixou pontos com espessura muito baixa.  Geralmente ocorrem em áreas de difícil acesso, tais como as partes traseiras de barras de reforço, recortes, escalopes e ao longo das soldas.
  • 155.  A prevenção deste tipo de defeito normalmente é feita através de uma cuidadosa aplicação de “stripe coats” (recortes) e uma inspeção minuciosa, inclusive com o uso de detectores de falhas de baixa tensão.  As áreas defeituosas podem ser retificadas através da aplicação de retoques ou repintura. Espessura irregular Espessura irregular
  • 156. DESCRIÇÃO: •Aparência de lama seca com fendas profundas na película de tinta. •Revestimentos com Consentração de Pigmentos em Volume – CPV alta (relação resina/pigmento), tais como etil silicato de zinco PROVÁVEIS CAUSAS: •Espessura excessiva •Aplicação sobre superfície com temperatura elevada (>52°C) •Tempo de Vida Útil de Armazenamento vencido •Cuidados em áreas de acúmulo de tinta •Formulação da Tinta / fabricação:  Nível errado de Hidrólise (tempo rápido de cura)  Distribuição / tamanho de partículas do pó de zinco (alívio de tensão) PREVENÇÃO: •Controle da Espessura: Técnica apropriada de aplicação •No caso de climas quentes, o trabalho de pintura deve ser programado quando a área não está mais sob a luz direta do sol •Controle do estoque da tinta •Formulação/fabricação da tinta: Fornecedor de qualidade REPARO: •Não há como corrigir rachaduras, a tinta afetada precisa ser retirada e a pintura refeita
  • 157. PROVÁVEIS CAUSAS: •Espessura excessiva •Temperatura elevada do ambiente e/ou da superfície •Sensibilidade das tintas poliuretano com a umidade (água) •Formulação da tinta: Agente de cura ou solvente rápido •Aplicação inadequada de tintas poliuretano a rolo de pêlo longo •Aplicação de tintas de acabamento brilhantes sobre etil silicato de zinco  Superfície porosa PREVENÇÃO: • Controle da Espesura de Película Úmida • Monitoramento das condições climáticas • Utilizar filtro de água e óleo na linha de ar comprimido •Formulação da tinta: Uso correto de tintas (balanciamento dos solventes) e diluentes • Usar adequado método e técnica de aplicação • Demão seladora (tie coat ou mist coat) sobre a tinta etil silicato rica em zinco DESCRIÇÃO: •Retenção de ar ou solvente no filme. Algumas bolhas estouram e também formam crateras e poros na superfície da película de tinta após a aplicação. REPARO: •Lixar superficialmente a superfície e aplicar uma nova demão
  • 158. Fervura : Formação de microbolhas (0,05 mm a 0,3 mm), semelhante ao da cabeça de alfinete. Tinta Poliuretano de dois componentes:  Extrema sensibilidade da tinta poliuretano alifático com a água seja pela linha de ar da pistola, solvente contaminado ou alta umidade do ar na aplicação.  A reação da tinta com a água resulta em empolamento tipo “fervura” “fervura”.  Também ocorre com aplicação de espessura excessiva (a reação poliol + isocianato ligera gás CO2)
  • 160. Impregnação de abrasivos (ABNT NBR 15156) : Defeito superficial na película devido a exposição da tinta ainda não seca ao toque, em ambientes com abrasivos carregados pelo ar ou provenientes do jateamento. ABRASIVO ABRASIVO POEIRA POEIRA ABRASIVO METÁLICO ABRASIVO METÁLICO LIVRE PEGAJOSIDADE
  • 161. PROVÁVEIS CAUSAS: •Aplicação de tinta sobre superfície contaminada (poeira e abrasivo) •Contaminação da superfície da tinta ainda úmida pelo abrasivo •Tinta, rolo ou trincha contaminada por areia, terra, abrasivo, etc. •Poeira levada pelo vento cobre a tinta fresca PREVENÇÃO: •Limpar a superfície, removendo o pó antes de pintar •Melhorar as condições do canteiro, protegendo a área de pintura contra contaminação REPARO: •Lixar ou remover toda a pintura e aplicar outra demão DESCRIÇÃO: •A superfície da tinta apresenta-se áspera como uma lixa
  • 162. PROVÁVEIS CAUSAS: •Limpeza insuficiente das superfícies antes da pintura •Contaminação da superfície da tinta após a secagem •Poeira levada pelo vento PREVENÇÃO: •Protegendo a área de pintura contra contaminação REPARO: •Lixamento superficial e aplicar outra demão DESCRIÇÃO: •A película fica suja e encardida, mesmo após rigorosa lavagem
  • 163. Reparo: •Dependendo da extensão das marcas de pincel, raspe bem a superfície e aplicar novamente a tinta com à viscosidade adequada Descrição: •Saliências ​ ​ e sulcos indesejáveis que permanecem em uma película de tinta seca após a aplicação a trincha, onde a tinta não alastra. Causas prováveis: •Viscosidade elevada da tinta para aplicação a trincha •Utilização de diluente não recomendado pelo fabricante •Técnica de aplicação •Baixo alastramento da tinta •Aplicação de tintas bicomponentes com vida útil da mistura excedido Prevenção: •Usar trincha de qualidade para aplicar a tinta na espessura adequada •Diluir a tinta para acertar a viscosidade •Aplicar dentro da vida útil da mistura (pot-life) •Passes cruzados melhoram o aspecto
  • 164. Reparo: •Trocar a tinta •Lixamento superficial, remoção do pó e reaplicar a tinta Descrição: •O poder de cobertura ou opacidade: Capacidade da tinta de esconder a superfície na aplicação da demão Causas prováveis: •Formulação / fabricação da tinta: baixo teor de pigmentos opacificantes (TiO2) •Espessura baixa •Diluição excessiva Prevenção: •Formulação da tinta: teste de poder de cobertura antes da liberação da tinta (Pfund) •Controle da Espessura de Película Úmida •Controle da diluição
  • 165. Poro (ABNT NBR 15156) : Microfalha estrutural na película, de forma arredondada, que possibilita a penetração de agentes corrosivos
  • 166. PROVÁVEIS CAUSAS: •Retenção de ar ou solvente no filme •Espessura elevada •Perfil de Rugosidade alto •Aplicação sobre superfícies porosas •Temperatura de superfície muito alta •Falta de habilidade do pintor; “Over Spray”; uso de diluente errado PREVENÇÃO: •Respeitar o Intervalo mínimo entre demãos •Uso correto de técnicas de aplicação •Controle da Espessura Úmida •Controle das condições ambientais e temperatura da superfície •Reduzir a viscosidade •Selagem adequada das tintas etil silicato de zinco (tie coat ou mist coat) •Correto balanceamento dos solventes na tinta e diluente (+ pesado) REPARO: •Lixar superficial; remoção do pó; aplicar uma nova demão DESCRIÇÃO: •Presença de pequenos orifícios no revestimento que são formados durante a aplicação e secagem, não visíveis a olho nú. Conhecido também como furos de alfinete •Os poros permitem a penetração do eletrólito no filme de tinta
  • 167.  Outra causa dos pinholes é a formulação inadequada da tinta ou desequilíbrio do solvente.  É o que ocorre quando os pintores adicionam solvente errado  Os pinholes também podem ser criados por substratos porosos, como primers inorgânicos de zinco.
  • 168. Bolha Bolha Cratera Cratera Furo de agulha Furo de agulha “ “Pinhole” Pinhole” A Ç O A Ç O DEFEITOS DE PINTURA SOBRE PRIME ETIL SILICATO DE ZINCO  Todos os primers silicato inorgânico de zinco, tem uma tendência a formar “poros" ao longo do filme durante o processo de cura.  Tie-coat: Tinta epóxi de baixa viscosidade e aplicada em baixa espessura para selar a porosidade. O Tie-coat penetra e preenche os poros, expulsando o ar. Devem ser aplicados com pistola convencional.  Mist-coat: Tinta epóxi de alta viscosidade e de altos sólidos, onde é necessário diluir 30%. Aplicar com pistola convencional para selar os poros.
  • 169. PROVÁVEIS CAUSAS: •Técnica de aplicação deficiente (distância da pistola / substrato = 30 cm) • Temperatura de aplicação e ventosfortes:  Vento muito forte durante a pintura, secando as partículas de tinta antes que elas atinjam a superfície  Temperatura elevada, acelerando a secagem das partículas de tinta •Tinta de secagem rápida - Formulação da tinta ou diluente: evaporação rápida PREVENÇÃO: As gotas pulverizadas devem chegar líquidas na superfície •Aplicação: ângulo de aplicação (perpendicular); distância; tamanho do bico; pressão alta (excesso de pulverização) •Formulação da tinta: Balanceamento adequado de solventes (verão e inverno) •Temperatura de aplicação: Tinta adequada e diluente pesado REPARO: •A pulverização seca ou excesso de pulverização podem ser removidos através do lixamento ou, em alguns casos, por meio de escovamento DESCRIÇÃO: •Pulverização deficiente, de modo que as partículas não se aglutinem, resultando espaços intersticiais ou poros na película, com penetração dos agentes corrosivos. •As partículas pulverizadas de tinta atingem a superfície quase secas, devido à rápida evaporação dos solventes, formando uma película áspera e porosa.
  • 170. Rugosidade e aspereza da superfície do filme onde as partículas não estavam suficientemente fluídas. DRY SPRAY  A pulverização seca ou “dry spray” é causada pela secagem parcial das partículas de tinta, aplicadas por pulverização, antes que as mesmas atinjam o substrato. A pulverização seca se manifesta como um acabamento de superfície áspera e irregular após a pulverização.
  • 171. O excesso de pulverização ou “overspray” em Inglês, ocorre quando as partículas de tinta são dispersadas para fora de seu curso e pousam em outras superfícies que não a que está sendo pintada. “Overspray” causado por má técnica de aplicação Correções: Após a Secagem: Lixar e aplicar outra demão, corrigindo eventuais ajustes na pistola e/ou na diluição usando solvente mais lento, tipo retardador, adequado ao verão.
  • 172. Técnicas de aplicação à pistola Técnicas de aplicação à pistola MOVIMENTO DISTÂNCIA ERRADO ERRADO CERTO 15 a 25 cm INCLINAÇÃO
  • 173. Ar Tinta • Camada seca • Camada áspera • Névoa • Deformação do leque Pistola convencional: Pistola convencional: Equilíbrio Equilíbrio Ar Ar x x Tinta Tinta Pressão de Ar maior que a pressão de tinta • Técnicas insatisfatórias:  Bico da pistola a uma distância excessiva da superfície  Pistola não forma um ângulo de 90° em relação à superfície  Excesso de pressão de tinta na bomba airless ou da pressão do ar no leque no caso da pistola convencional  Não soltar o gatilho no final de cada passe
  • 174. REVISÃO Módulo 06 – Falhas de Pintura 1.Diferencie poro e cratera em uma falha de pintura. 2.Quais são as possíveis causas da presença de bolhas na pintura? 3.O que caracteriza uma falha de descascamento? 4.Explique a formação de escorrimento e como evitá-lo. 5.Cite três falhas de pintura e suas respectivas causas.