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ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR JOÃO CRUZ
Título: Poesia realista revelando a percepção portuguesa do
século XIX
Disciplina: Língua Portuguesa
Professora: Maria Piedade Teodoro Silva
Alunos: Bruno Pinto Souza nº 7
Gabriel Nunes Rosa nº 13
Ítalo Delavechia Carmo nº 18
Série: 2º Ensino Médio B
Jacareí
2014
Sumário
1 Introdução..............................................................................................3
2 Poesia Realista Portuguesa...................................................................................4
2.1 Contexto Histórico do Realismo...............................................4
2.2 Realismo em
Portugal.....................................................................................5
2.3Poesia Realista
Portuguesa...........................................................................7
2.3.1Características da Poesia Realista
Portuguesa................................................................................8
2.3.2 Cesário Verde e Antero de Quental: Poetas do Realismo
português e seus estilos............................................................................8
3. Considerações
Finais...........................................................................................13
4. Referências................................................................................13
1. INTRODUÇÃO
O objetivo desta pesquisa é aprofundar sobre o tema “Poesia
Realista Portuguesa”, já que o grupo possui a ignorância do tal
tema. Com esse estudo, esperamos obter um conhecimento
mais concreto do tema como obras, representante e o seu
contexto histórico.
A pesquisa irá expor o contexto histórico da poesia realista
portuguesa, conhecer os principais representantes do tal tema
e divulgar as principais obras do mesmo.
O trabalho de pesquisa, logo busca responder as seguintes
perguntas: quais são as influencias no contexto histórico da
poesia realista portuguesa no século XIX? E quanto ás obras,
quais são as principais obras da poesia realista portuguesa?
Quem são os principais representantes da poesia realista
portuguesa?
Espera-se, no final desse estudo, que o grupo possa obter
conhecimento do tal tema.
2. POESIA REALISTA PORTUGUESA
2.1 Contexto histórico do Realismo
O Realismo tem o seu ponto de partida em meados do século
XIX no continente europeu, os artistas dessa escola literária
abordavam o cotidiano dos ricos e dos pobres. Essa estética
não só ganhou força na Literatura, mas também na Arte. O
Realismo entra em vigor quando a sociedade está vivendo o
nascimento do Socialismo e da Segunda Revolução Industrial.
A escola literária do Realismo é contra os ideais românticos
(Romantismo).
Dessa forma, a produção literária no Realismo surge com
temas que norteiam os princípios do Positivismo. São
características desse período: a reprodução da realidade
observada; a objetividade no compromisso com a verdade (o
autor é imparcial), personagens baseadas em indivíduos
comuns (não há idealização da figura humana); as condições
sociais e culturais das personagens são expostas; lei da
causalidade (toda ação tem uma reação); linguagem de fácil
entendimento; contemporaneidade (exposição do presente) e a
preocupação em mostrar personagens nos aspectos reais, até
mesmo de miséria (não há idealização da realidade).
Os escritores pertencentes ao Realismo pertenciam aos grupos
sociais de origem burguesa e classe média. Sendo assim, a
burguesia tem o papel de assumir o controle das tais
discussões políticas que ocorriam na época por meio deste
movimento literário.
Naquela época, os autores do Realismo procuravam criticar as
estruturas sociais que tinham dominâncias com base em
instituições como a Igreja e a aristocracia. A amizade que unia
muitos dos escritores e demais artistas os tornou porta-vozes
dos ideais que favoreciam o pensamento republicano e liberal,
pensamentos que eram abordados pelo humanismo das
ideologias socialistas. Também é possível ver no Realismo
uma tendência mais avançada: o Naturalismo, que foi
introduzido por Émile Zola e tem base em ideias científicas da
época, transformando o homem em um objeto a ser estudado,
fruto da realidade que modifica seu caráter de acordo com o
ambiente em que vive e que age condicionado por suas
características biológicas, uma vez que é um animal como
todos os outros.
2.2 Realismo em Portugal
O Realismo em Portugal teve seu início em 1865, uma época
em que liberais e representantes da velha monarquia deposta
em 1820 travavam várias lutas. Foi um movimento de
renovação, uma tentativa de levar Portugal à modernidade,
trazendo ao país, ideias filosóficas e científicas que estava em
alta na Europa na época.
Diante desse contexto, o Realismo português inicia-se com um
enfrentamento entre jovens escritores, que tinham o Realismo
em Portugal como o nome de nova ideia, uma forma literária
preocupada em relatar a realidade, além deles, o Realismo
português contava com os últimos representantes do
Romantismo. Eles criticam o Romantismo pelo seu
esgotamento formal e sua incapacidade de compreender as
transformações políticas em processo. Na vida prática,
condenam a permanência de uma economia ruralista e a
dependência do país das importações de produtos
manufaturados; a corrupção das instituições; e a falta de um
projeto para a Nação.
Esta escola literária teve seu marco inicial com a Questão
Coimbrã, uma polêmica literária travada em jornais que teve
início quando a Geração de 70, um grupo de intelectuais
composto por Oliveira Martins, Teófilo Braga, Antero de
Quental, entre outros, defensores das novas ideias da época,
recebeu uma crítica do árcade Castilho, um importante
representante do tradicionalismo.
Após esta crítica, Antero de Quental respondeu em carta
aberta com outra crítica, desta vez à censura da livre
expressão e do apadrinhamento que Castilho fazia com seus
seguidores. Entre 1865 e 1866, então, surgiram diversas
publicações de grupos que promoviam ataques, uns
defendendo as ideias tradicionais e românticas, outros as
realistas e modernas. Era o progresso contra o
conservadorismo, o antigo contra o moderno.
2.3 Poesia realista Portuguesa
A poesia realista portuguesa carrega grandes estéticas dentro
dessa escola literária, procurando expor as reformas sociais, se
aproximando de temas do cotidiano (característica da poesia
francesa nesse mesmo momento histórico). Outra marca nesse
movimento literário, fica marcado por conta do autor Cesário
Verde, que aproxima o artista ao homem comum.
[...]
Num cutileiro, de avental, ao torno,
Um forjador maneja um malho, rubramente;
E de uma padaria exala-se, inda quente,
Um cheiro salutar e honesto a pão no forno.
E eu que medito um livro que exacerbe,
Quisera que o real e a analise mo dessem;
Casas de confecções e modas resplandecem;
Pelas vitrines olha um ratoneiro imberbe.
[...] (VERDE, 1998)
Nesse fragmento, retrata a figura de um homem comum sendo
trabalhador, transformando farinha em pão, sendo assim,
retratada um fato que acontece no cotidiano dos portugueses,
característica presente no movimento literário Realismo e nas
obras e publicações dessa escola literária.
O soneto “Evolução” de um dos principais representantes do
Realismo português, Antero de Quental, aborda as fases da
existência, dizendo estar-se pertencendo aos minerais e
vegetais, logo em seguida, tornando-se ser humano, ficando
próximo das angustias e de sua liberdade.
[...]Fui rocha, em tempo, e fui, no mundo antigo,
Tronco ou ramo na incógnita floresta...
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo...
Rugi fera talvez, buscando abrigo.
Na caverna que ensombra urze e giesta;
Ou, monstro, primitivo, ergui a testa
No limoso paul, glauco pascigo...
Hoje sou homem – e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, na imensidade...
Interrogo o infinito e às vezes choro...
Mas, estendendo as mãos no vácuo, adoro.
E aspiro únicamente á liberdade.[...] (QUENTAL,
1979)
2.3.1 Características da poesia realista portuguesa
Entre essas características, as publicações em poesia realista
portuguesa dividem-se em vários tipos: algumas com foco na
realidade e na vida cotidiana de diversas camadas sociais
(poesia do cotidiano); outras poesias tem foco político, sendo
uma poesia engajada, com crítica social e um caráter
revolucionário (poesia realista propriamente dita); outras
publicações tem foco nos questionamentos sobre vida, morte e
Deus (poesia metafísica).
2.3.2 Cesário Verde e Antero de Quental: Poetas do Realismo
português e seus estilos.
Antero Tarquíinio de Quental nasceu na ilha Ponta Delgada,
Açores, em 1842. Cursou Direito na Universidade de Coimbra.
Viajou por Paris, Estados Unidos e Canadá e fixou-se em
Lisboa. Participou ativamente da Questão Coimbrã e das
Conferências do Cassino Lisbonense, nas quais adquiriu vários
amigos, como, por exemplo, Eça de Queirós. Deprimido,
suicidou-se em sua terra natal em 1891. Obras: Raios de
extinta luz, Odes modernas, Primaveras românticas, sonetos,
prosas e cartas.
A produção poética de Antero de Quental reflete suas
angústias existenciais e seus conflitos (que o levam ao
suicídio), além de mostrar temática revolucionária.
Foi um grande sonetista, apresentando momentos iluminados,
otimistas e outros de extremo pessimismo, tomando como
inspiração o filósofo Schopenhauer.
Tese e antítese
Não sei o que vale a nova idéia,
Quando a vejo nas ruas desgrenhada,
Torva no aspecto, à luz da barricada,
Como bacante após lúbrica ceia!
Sanguinolento o olhar se lhe incendeia...
Aspira fumo e fogo embriagada...
A deusa de alma vasta e sossegada
Ei-la presa das fúrias de Medeia!
Um século irritado e truculento
Chama à epilepsia pensamento,
Verbo ao estampido de pelouro e obus...
Mas a idéia é num mundo inalterável,
Num cristalino céu, que vive estável...
Tu, pensamento, não és fogo, és luz! (QUENTAL)
Nesse soneto bastante filosófico, podemos observar o lado
luminoso e otimista de Antero de Quental. O eu lírico defende o
uso do pensamento lógico, que é luz, sabedoria.
Por outro lado, condena as ideias insanas, cheias de fúria,
inclusive as comparando a Medeia, que louca matou seus
filhos, ou mesmo a uma mulher embriagada.
Veja como o poema trata do cotidiano, referindo-se a “um
século irritado e truculento”, que angustiava seus intelectuais.
O convertido
Entre os filhos dum século maldito
Tomei também lugar na ímpia mesa,
Onde, sob o folgar, geme a tristeza
Duma ânsia impotente de infinito.
Como os outros, cuspi no altar avito
Um rir feito de fel e de impureza…
Mas um dia abalou-se-me a firmeza,
Deu-me um rebate o coração contrito!
Erma, cheia de tédio e de quebranto,
Rompendo os diques ao represo pranto,
Virou-se para Deus minha alma triste!
Amortalhei na Fé o pensamento,
E achei a paz na inércia e esquecimento…
Só me falta saber se Deus existe! (QUENTAL)
Nesse outro soneto, temos um exemplo do lado mais
pessimista e melancólico do poeta. O eu lírico, após ter
renegado a religião, parece que quer se converter, pois não
confia mais na razão: “Amortalhei na Fé o pensamento”, mas
também tem dúvidas sobre a existência de Deus.
José Joaquim Cesário Verde nasceu em Lisboa em 1855.
Chegou a matricular-se no curso de Letras da Universidade de
Lisboa, mas desistiu para trabalhar com seu pai em uma loja
de ferragens. Publicou algumas poesias no Diário de notícias,
no Diário da tarde, no Ocidente, entre outros. Morreu de
tuberculose com apenas 31 anos em 1886. Sua obra foi
publicada postumamente em 1887, sendo composta por um
único livro: O livro de Cesário Verde. Além de Camões, é
considerado como uma forte influência na obra de Fernando
Pessoa.
Cesário Verde é conhecido por sua poesia do cotidiano, na
qual situações comuns e banais são poetizadas. Além disso,
seu realismo é expressionista, cheio de emoção.
Veja um trecho do belo poema Sentimento de um ocidental, no
qual o poeta faz um retrato lírico e realista da cidade de Lisboa.
Andando pelas ruas desde o anoitecer até a madrugada, o eu
lírico descreve a realidade de uma cidade já marcada pela
modernidade.
Ao Gás
E saio. A noite pesa, esmaga. Nos
Passeios de lajedo arrastam-se as impuras.
Ó moles hospitais! Sai das embocaduras
Um sopro que arrepia os ombros quase nus.
Cercam-me as lojas, tépidas. Eu penso
Ver círios laterais, ver filas de capelas,
Com santos e fiéis, andores, ramos, velas,
Em uma catedral de um comprimento imenso.
As burguesinhas do Catolicismo
Resvalam pelo chão minado pelos canos;
E lembram-me, ao chorar doente dos pianos,
As freiras que os jejuns matavam de histerismo.
Num cutileiro, de avental, ao torno,
Um forjador maneja um malho, rubramente;
E de uma padaria exala-se, inda quente,
Um cheiro salutar e honesto a pão no forno.
E eu que medito um livro que exacerbe,
Quisera que o real e a análise mo dessem;
Casas de confecções e modas resplandecem;
Pelas vitrines olha um ratoneiro imberbe. (VERDE)
Veja como o poeta descreve as ruas de forma grotesca, mas
real, em um ambiente urbano e moderno. Ele critica a
burguesia e o clero, envolvendo as “burguesinhas” e as freiras
em um ambiente degradante e doentio. Observe como as
imagens, sons e cheiros se misturam, despertando vários
sentidos.
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Após o termino do trabalho de pesquisa, percebemos que a
poesia realista portuguesa busca expor a sociedade com a
visão do autor. Um autor que retrata sobre fatos do cotidiano
durante aquela época se chama Antero de Quental, como
relatamos durante esse artigo, um trecho de uma de suas
obras relata sobre a vida de um trabalhador, o poeta Cesário
Verde não é diferente, no poema “Ao Gás” ele relata sobre uma
noite, com o objetivo de fazer criticas ao Clero e a Burguesia.
Sendo assim, podemos concluir que algumas características
dessa escola literária estão presentes em nosso meio
contemporâneo, em algumas outras estruturas linguísticas,
com o objetivo de fazer criticas a sociedade atual com base em
algum fato. (artigo de opinião, por exemplo).
4. REFERÊNCIAS
• Disponível em: <http://litteraturae.blogspot.com.br/2012/03/poetas-
do-realismo-portugues.html> Acessado em: 2 de Dezembro de
2014
 BARRETO, Ricardo Gonçalves. Português Ensino Médio: Ser protagonista 2.
São Paulo SM, 2010
• Disponível em <http://aprovadonovestibular.com/realismo-autores-
obras-caracteristicas.html> Acessado em: 2 de Dezembro de 2014
• Disponível em <http://www.infoescola.com/literatura/realismo/>
Acessado em: 2 de Dezembro de 2014
• Disponível em<http://www.brasilescola.com/literatura/realismo.htm>
Acesado em: 2 de Dezembro de 2014
• Disponível
em<http://rachacuca.com.br/educacao/literatura/realismo-em-
portugal/> Acessado em: 2 de Dezembro de 2014

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POESIA REALISTA PORTUGUESA

  • 1. ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR JOÃO CRUZ Título: Poesia realista revelando a percepção portuguesa do século XIX Disciplina: Língua Portuguesa Professora: Maria Piedade Teodoro Silva Alunos: Bruno Pinto Souza nº 7 Gabriel Nunes Rosa nº 13 Ítalo Delavechia Carmo nº 18 Série: 2º Ensino Médio B Jacareí 2014
  • 2. Sumário 1 Introdução..............................................................................................3 2 Poesia Realista Portuguesa...................................................................................4 2.1 Contexto Histórico do Realismo...............................................4 2.2 Realismo em Portugal.....................................................................................5 2.3Poesia Realista Portuguesa...........................................................................7 2.3.1Características da Poesia Realista Portuguesa................................................................................8 2.3.2 Cesário Verde e Antero de Quental: Poetas do Realismo português e seus estilos............................................................................8 3. Considerações Finais...........................................................................................13 4. Referências................................................................................13
  • 3. 1. INTRODUÇÃO O objetivo desta pesquisa é aprofundar sobre o tema “Poesia Realista Portuguesa”, já que o grupo possui a ignorância do tal tema. Com esse estudo, esperamos obter um conhecimento mais concreto do tema como obras, representante e o seu contexto histórico. A pesquisa irá expor o contexto histórico da poesia realista portuguesa, conhecer os principais representantes do tal tema e divulgar as principais obras do mesmo. O trabalho de pesquisa, logo busca responder as seguintes perguntas: quais são as influencias no contexto histórico da poesia realista portuguesa no século XIX? E quanto ás obras, quais são as principais obras da poesia realista portuguesa? Quem são os principais representantes da poesia realista portuguesa? Espera-se, no final desse estudo, que o grupo possa obter conhecimento do tal tema.
  • 4. 2. POESIA REALISTA PORTUGUESA 2.1 Contexto histórico do Realismo O Realismo tem o seu ponto de partida em meados do século XIX no continente europeu, os artistas dessa escola literária abordavam o cotidiano dos ricos e dos pobres. Essa estética não só ganhou força na Literatura, mas também na Arte. O Realismo entra em vigor quando a sociedade está vivendo o nascimento do Socialismo e da Segunda Revolução Industrial. A escola literária do Realismo é contra os ideais românticos (Romantismo). Dessa forma, a produção literária no Realismo surge com temas que norteiam os princípios do Positivismo. São características desse período: a reprodução da realidade observada; a objetividade no compromisso com a verdade (o autor é imparcial), personagens baseadas em indivíduos comuns (não há idealização da figura humana); as condições sociais e culturais das personagens são expostas; lei da causalidade (toda ação tem uma reação); linguagem de fácil entendimento; contemporaneidade (exposição do presente) e a preocupação em mostrar personagens nos aspectos reais, até mesmo de miséria (não há idealização da realidade). Os escritores pertencentes ao Realismo pertenciam aos grupos sociais de origem burguesa e classe média. Sendo assim, a burguesia tem o papel de assumir o controle das tais discussões políticas que ocorriam na época por meio deste movimento literário. Naquela época, os autores do Realismo procuravam criticar as estruturas sociais que tinham dominâncias com base em instituições como a Igreja e a aristocracia. A amizade que unia muitos dos escritores e demais artistas os tornou porta-vozes dos ideais que favoreciam o pensamento republicano e liberal,
  • 5. pensamentos que eram abordados pelo humanismo das ideologias socialistas. Também é possível ver no Realismo uma tendência mais avançada: o Naturalismo, que foi introduzido por Émile Zola e tem base em ideias científicas da época, transformando o homem em um objeto a ser estudado, fruto da realidade que modifica seu caráter de acordo com o ambiente em que vive e que age condicionado por suas características biológicas, uma vez que é um animal como todos os outros. 2.2 Realismo em Portugal O Realismo em Portugal teve seu início em 1865, uma época em que liberais e representantes da velha monarquia deposta em 1820 travavam várias lutas. Foi um movimento de renovação, uma tentativa de levar Portugal à modernidade, trazendo ao país, ideias filosóficas e científicas que estava em alta na Europa na época. Diante desse contexto, o Realismo português inicia-se com um enfrentamento entre jovens escritores, que tinham o Realismo em Portugal como o nome de nova ideia, uma forma literária preocupada em relatar a realidade, além deles, o Realismo português contava com os últimos representantes do Romantismo. Eles criticam o Romantismo pelo seu esgotamento formal e sua incapacidade de compreender as transformações políticas em processo. Na vida prática, condenam a permanência de uma economia ruralista e a dependência do país das importações de produtos manufaturados; a corrupção das instituições; e a falta de um projeto para a Nação. Esta escola literária teve seu marco inicial com a Questão Coimbrã, uma polêmica literária travada em jornais que teve início quando a Geração de 70, um grupo de intelectuais
  • 6. composto por Oliveira Martins, Teófilo Braga, Antero de Quental, entre outros, defensores das novas ideias da época, recebeu uma crítica do árcade Castilho, um importante representante do tradicionalismo. Após esta crítica, Antero de Quental respondeu em carta aberta com outra crítica, desta vez à censura da livre expressão e do apadrinhamento que Castilho fazia com seus seguidores. Entre 1865 e 1866, então, surgiram diversas publicações de grupos que promoviam ataques, uns defendendo as ideias tradicionais e românticas, outros as realistas e modernas. Era o progresso contra o conservadorismo, o antigo contra o moderno. 2.3 Poesia realista Portuguesa A poesia realista portuguesa carrega grandes estéticas dentro dessa escola literária, procurando expor as reformas sociais, se aproximando de temas do cotidiano (característica da poesia francesa nesse mesmo momento histórico). Outra marca nesse movimento literário, fica marcado por conta do autor Cesário Verde, que aproxima o artista ao homem comum. [...] Num cutileiro, de avental, ao torno, Um forjador maneja um malho, rubramente; E de uma padaria exala-se, inda quente, Um cheiro salutar e honesto a pão no forno. E eu que medito um livro que exacerbe, Quisera que o real e a analise mo dessem;
  • 7. Casas de confecções e modas resplandecem; Pelas vitrines olha um ratoneiro imberbe. [...] (VERDE, 1998) Nesse fragmento, retrata a figura de um homem comum sendo trabalhador, transformando farinha em pão, sendo assim, retratada um fato que acontece no cotidiano dos portugueses, característica presente no movimento literário Realismo e nas obras e publicações dessa escola literária. O soneto “Evolução” de um dos principais representantes do Realismo português, Antero de Quental, aborda as fases da existência, dizendo estar-se pertencendo aos minerais e vegetais, logo em seguida, tornando-se ser humano, ficando próximo das angustias e de sua liberdade. [...]Fui rocha, em tempo, e fui, no mundo antigo, Tronco ou ramo na incógnita floresta... Onda, espumei, quebrando-me na aresta Do granito, antiquíssimo inimigo... Rugi fera talvez, buscando abrigo. Na caverna que ensombra urze e giesta; Ou, monstro, primitivo, ergui a testa No limoso paul, glauco pascigo... Hoje sou homem – e na sombra enorme Vejo, a meus pés, a escada multiforme, Que desce, em espirais, na imensidade... Interrogo o infinito e às vezes choro... Mas, estendendo as mãos no vácuo, adoro.
  • 8. E aspiro únicamente á liberdade.[...] (QUENTAL, 1979) 2.3.1 Características da poesia realista portuguesa Entre essas características, as publicações em poesia realista portuguesa dividem-se em vários tipos: algumas com foco na realidade e na vida cotidiana de diversas camadas sociais (poesia do cotidiano); outras poesias tem foco político, sendo uma poesia engajada, com crítica social e um caráter revolucionário (poesia realista propriamente dita); outras publicações tem foco nos questionamentos sobre vida, morte e Deus (poesia metafísica). 2.3.2 Cesário Verde e Antero de Quental: Poetas do Realismo português e seus estilos. Antero Tarquíinio de Quental nasceu na ilha Ponta Delgada, Açores, em 1842. Cursou Direito na Universidade de Coimbra. Viajou por Paris, Estados Unidos e Canadá e fixou-se em Lisboa. Participou ativamente da Questão Coimbrã e das Conferências do Cassino Lisbonense, nas quais adquiriu vários amigos, como, por exemplo, Eça de Queirós. Deprimido, suicidou-se em sua terra natal em 1891. Obras: Raios de extinta luz, Odes modernas, Primaveras românticas, sonetos, prosas e cartas. A produção poética de Antero de Quental reflete suas angústias existenciais e seus conflitos (que o levam ao suicídio), além de mostrar temática revolucionária.
  • 9. Foi um grande sonetista, apresentando momentos iluminados, otimistas e outros de extremo pessimismo, tomando como inspiração o filósofo Schopenhauer. Tese e antítese Não sei o que vale a nova idéia, Quando a vejo nas ruas desgrenhada, Torva no aspecto, à luz da barricada, Como bacante após lúbrica ceia! Sanguinolento o olhar se lhe incendeia... Aspira fumo e fogo embriagada... A deusa de alma vasta e sossegada Ei-la presa das fúrias de Medeia! Um século irritado e truculento Chama à epilepsia pensamento, Verbo ao estampido de pelouro e obus... Mas a idéia é num mundo inalterável, Num cristalino céu, que vive estável... Tu, pensamento, não és fogo, és luz! (QUENTAL) Nesse soneto bastante filosófico, podemos observar o lado luminoso e otimista de Antero de Quental. O eu lírico defende o uso do pensamento lógico, que é luz, sabedoria. Por outro lado, condena as ideias insanas, cheias de fúria, inclusive as comparando a Medeia, que louca matou seus filhos, ou mesmo a uma mulher embriagada. Veja como o poema trata do cotidiano, referindo-se a “um século irritado e truculento”, que angustiava seus intelectuais.
  • 10. O convertido Entre os filhos dum século maldito Tomei também lugar na ímpia mesa, Onde, sob o folgar, geme a tristeza Duma ânsia impotente de infinito. Como os outros, cuspi no altar avito Um rir feito de fel e de impureza… Mas um dia abalou-se-me a firmeza, Deu-me um rebate o coração contrito! Erma, cheia de tédio e de quebranto, Rompendo os diques ao represo pranto, Virou-se para Deus minha alma triste! Amortalhei na Fé o pensamento, E achei a paz na inércia e esquecimento… Só me falta saber se Deus existe! (QUENTAL) Nesse outro soneto, temos um exemplo do lado mais pessimista e melancólico do poeta. O eu lírico, após ter renegado a religião, parece que quer se converter, pois não confia mais na razão: “Amortalhei na Fé o pensamento”, mas também tem dúvidas sobre a existência de Deus. José Joaquim Cesário Verde nasceu em Lisboa em 1855. Chegou a matricular-se no curso de Letras da Universidade de Lisboa, mas desistiu para trabalhar com seu pai em uma loja
  • 11. de ferragens. Publicou algumas poesias no Diário de notícias, no Diário da tarde, no Ocidente, entre outros. Morreu de tuberculose com apenas 31 anos em 1886. Sua obra foi publicada postumamente em 1887, sendo composta por um único livro: O livro de Cesário Verde. Além de Camões, é considerado como uma forte influência na obra de Fernando Pessoa. Cesário Verde é conhecido por sua poesia do cotidiano, na qual situações comuns e banais são poetizadas. Além disso, seu realismo é expressionista, cheio de emoção. Veja um trecho do belo poema Sentimento de um ocidental, no qual o poeta faz um retrato lírico e realista da cidade de Lisboa. Andando pelas ruas desde o anoitecer até a madrugada, o eu lírico descreve a realidade de uma cidade já marcada pela modernidade. Ao Gás E saio. A noite pesa, esmaga. Nos Passeios de lajedo arrastam-se as impuras. Ó moles hospitais! Sai das embocaduras Um sopro que arrepia os ombros quase nus. Cercam-me as lojas, tépidas. Eu penso Ver círios laterais, ver filas de capelas, Com santos e fiéis, andores, ramos, velas, Em uma catedral de um comprimento imenso. As burguesinhas do Catolicismo Resvalam pelo chão minado pelos canos; E lembram-me, ao chorar doente dos pianos, As freiras que os jejuns matavam de histerismo.
  • 12. Num cutileiro, de avental, ao torno, Um forjador maneja um malho, rubramente; E de uma padaria exala-se, inda quente, Um cheiro salutar e honesto a pão no forno. E eu que medito um livro que exacerbe, Quisera que o real e a análise mo dessem; Casas de confecções e modas resplandecem; Pelas vitrines olha um ratoneiro imberbe. (VERDE) Veja como o poeta descreve as ruas de forma grotesca, mas real, em um ambiente urbano e moderno. Ele critica a burguesia e o clero, envolvendo as “burguesinhas” e as freiras em um ambiente degradante e doentio. Observe como as imagens, sons e cheiros se misturam, despertando vários sentidos.
  • 13. 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS Após o termino do trabalho de pesquisa, percebemos que a poesia realista portuguesa busca expor a sociedade com a visão do autor. Um autor que retrata sobre fatos do cotidiano durante aquela época se chama Antero de Quental, como relatamos durante esse artigo, um trecho de uma de suas obras relata sobre a vida de um trabalhador, o poeta Cesário Verde não é diferente, no poema “Ao Gás” ele relata sobre uma noite, com o objetivo de fazer criticas ao Clero e a Burguesia. Sendo assim, podemos concluir que algumas características dessa escola literária estão presentes em nosso meio contemporâneo, em algumas outras estruturas linguísticas, com o objetivo de fazer criticas a sociedade atual com base em algum fato. (artigo de opinião, por exemplo).
  • 14. 4. REFERÊNCIAS • Disponível em: <http://litteraturae.blogspot.com.br/2012/03/poetas- do-realismo-portugues.html> Acessado em: 2 de Dezembro de 2014  BARRETO, Ricardo Gonçalves. Português Ensino Médio: Ser protagonista 2. São Paulo SM, 2010 • Disponível em <http://aprovadonovestibular.com/realismo-autores- obras-caracteristicas.html> Acessado em: 2 de Dezembro de 2014 • Disponível em <http://www.infoescola.com/literatura/realismo/> Acessado em: 2 de Dezembro de 2014 • Disponível em<http://www.brasilescola.com/literatura/realismo.htm> Acesado em: 2 de Dezembro de 2014 • Disponível em<http://rachacuca.com.br/educacao/literatura/realismo-em- portugal/> Acessado em: 2 de Dezembro de 2014