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UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL
CURSO DE PEDAGOGIA
PROJETO INTEGRADOR
PROJETO EDUCAÇÃO: DIVERSIDADE CULTURAL
Aline Martendal
Maria Rosângela Santana Hoppe
Caxias do Sul, 08 de novembro de 2019
2
SUMÁRIO
2
1. INTRODUÇÃO3
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA34
3. METODOLOGIAError! Bookmark not defined.7
4. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS7
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS1111
REFERÊNCIAS1112
3
1. INTRODUÇÃO
O Desenvolvimento Humano dentro do contexto multipluralista
Neste trabalho pretendemos abordar o ser humano dentro do contexto sociocultural, destacando
sua individualidade através da identidade que possui e a perspectiva cultural que o norteia.
Ao pensarmos nos seres humanos e na sua capacidade de assegurar sua própria aprendizagem,
entendemos que somos, de modo geral, seres únicos portadores de infinitas inteligências,
capazes de modificar a partir de si e do meio em que vive, a sua história. Abordaremos alguns
exemplos de educação onde apresenta a escola com um papel fundamental na formação do
indivíduo, por isso está sempre promovendo ações que oportunizam seus aprendizados, pois a
educação em geral, tem o função de possibilitar e oferecer alternativas para que todas as pessoas
que estão excluídos do sistema possam se opor a fim de serem inseridas.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Quando falamos de identidade, pensamos sobre a língua, o local e a história bem como os
elementos que podem identificar a imagem que se tem de si ou de uma nação. De forma geral,
entende-se por identidade aquilo que se relaciona com o conjunto de entendimentos que uma
4
pessoa possui sobre si mesma e sobre tudo aquilo que lhe é significativo. Esse entendimento é
construído a partir de determinadas fontes de significado que são construídas socialmente, como
o gênero, nacionalidade ou classe social.
A cultura seria a representação dessa identidade, pois são interpretações de seus costumes,
crenças, como se alimentam, modo de vida, danças. O conceito de identidade cultural faz alusão
à construção da identidade de cada indivíduo em seu contexto cultural. Em outras palavras, a
identidade cultural está relacionada com a forma como vemos o mundo exterior e como nos
posicionamos em relação a ele. Esse processo é continuo e perpétuo, o que significa que a
identidade de um sujeito está sempre mudando. Nesse sentido, a identidade cultural preenche
os espaços de mediação entre o mundo “interior” e o mundo “exterior”, entre o mundo pessoal
e o mundo público. Nesse processo, ao mesmo tempo que projetamos nossas particularidades
as expomos do mesmo modo.
Com o desenvolvimento das sociedades modernas, muitos teóricos tiveram grande
preocupação em apontar danos que o avanço das transformações tecnológicas, econômicas e
políticas poderiam oferecer a determinados grupos sociais. Nesse âmbito, principalmente os
folcloristas defendiam a preservação de certas práticas e tradições para manteres a cultura viva.
Por outro lado, algumas recentes teorias culturais desenvolvidas no campo das ciências
humanas desempenharam o papel inovador de questionar o próprio conceito de identidade
cultural. De acordo com essa nova corrente, muito falada, com o desenvolvimento da
globalização, a identidade cultural não pode ser vista como sendo um conjunto de valores fixos
e imutáveis que definem o indivíduo e a coletividade da qual ele faz parte.
Um dos mais conhecidos exemplos dessa nova tendência que pensa a questão das identidades
pode ser encontrada na obra do pesquisador Nestor Garcia Canclini. Em vários de seus escritos,
este pensador tem a recorrente preocupação de analisar diversas situações nas quais mostra que
a cultura e as identidades não podem ser pensadas como um patrimônio a ser preservado. Longe
disso, ele assinala que o intercâmbio e a modificação são caminhos que orientam a formulação
e a construção das identidades. Com esses referenciais, antigos problemas que organizavam os
estudos culturais perdem a sua força para uma visão de natureza mais ampla e flexível. A antiga
dicotomia que propunha a cisão entre “cultura popular” e “cultura erudita”, por exemplo, deixa
de legitimar a ordenação das identidades por meio de pressupostos que atestavam a presença de
esferas culturais intocáveis em uma mesma sociedade.
5
Partindo dessas novas noções de identidade, antigos temas relacionados à cultura que
aparentavam completo esgotamento ganharam um novo rumo interpretativo. As identidades
passaram a ser trabalhadas com definições menos rígidas. Diversos estudos vão contra a ideia
de que uma população deve abraçar a sua cultura e garantir todas as formas possíveis de
cristalizá-la. Dessa forma, presenciamos a abertura de novas possibilidades de entender o
comportamento do homem com seu mundo por meio da educação.
Educação como citado por Bes (2017,12) é algo que faz parte da existência de qualquer ser
humano, esse fato se dá devido aos variados formatos como está se apresenta. Outra observação
do autor é que, educação não existe apenas na forma escolarizada mas, está infiltrada nos
âmbitos familiares e nos demais parâmetros sociais de cada indivíduo, como Brandão (1981)
afirma:
A educação é, como outras, uma fração do modo de vida dos
grupos sociais que a criam e recriam, entre tantas outras invenções da
sua cultura, em sua sociedade. Formas de educação que produzem e
praticam, para que elas reproduzam, entre todos os que ensinam e
aprendem, o saber que atravessa as palavras da tribo, os códigos sociais
de conduta, as regras do trabalho, os segredos da arte ou da religião, do
artesanato ou da tecnologia que qualquer povo precisa para reinventar,
todos os dias, a vida do grupo e de cada um de seus sujeitos(...)
(BRANDÃO, 1981, p.6 apud BES, 2017, p. 12)
Sociedade segundo Escosteguy (2018) é a concentração de indivíduos no qual se designa
variados modelos de relações. Uma sociedade se torna existente, quando a concentração de
pessoas que falam a mesma linguagem, vivem na mesma região, sob as mesmas leis e normas,
esse conceito está estritamente ligado as relações humanas.
Para que tenhamos uma sociedade digna onde todos os indivíduos tenham as mesmas
oportunidades e seus direitos garantidos é essencial que o estado invista na educação, pois é na
escola onde se tem o primeiro contato com a diversidade humana, onde se aprende as diversas
manifestações culturais. Um dos grandes avanços foi a Constituição da República Federativa
do Brasil (1988), onde no Art. 205 destaca:
6
‘’ A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será
promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao
pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da
cidadania e sua qualificação para o trabalho.’’ (BRASIL, 1998)
Porém, apesar de estar na constituição, ainda existe muitos desafios para a efetivação deste
direito, já que em nosso pais ainda perpetua o racismo cultural.
A cultura e a educação estão estritamente ligados pois, a cultura é um conjunto de tradições e
costumes que para continuar a existir precisa ser repassada para as novas gerações, processo no
qual se fixa mais com a educação.
Após o estudo dos conceitos propostos para elaboração deste projeto, aprendemos o quão é
importante a valorização das identidades e culturas diferentes que são trazidas pelos educandos
no ambiente escolar, onde, é neste ambiente que se deve ser reforçado o respeito pela cultura
do outro e ensinado que, a nossa sociedade só será igualitária para todos se valorizarmos e
respeitarmos a identidade do outro.
3. METODOLOGIA
Para realização dessa pesquisa foram aplicados os procedimentos de pesquisa
exploratória com intuito de explorar, conhecer e familiarizar-se com a temática proposta.
Conforme Gil (2009) a pesquisa exploratória define-se como uma investigação com objetivo
de conhecer o tema.
Para coletar os dados teóricos apresentados nessa pesquisa foram escolhidos os
procedimentos de pesquisa documental, pesquisa bibliográfica e estudo de caso. Esses
procedimentos foram selecionados devido à natureza e abordagem qualitativa da investigação.
A escolha da pesquisa documental se dá por causa das investigações realizadas em sites
da internet. A pesquisa bibliográfica se justifica pela utilização dos livros e teóricos escolhidos
para fundamentar as conceitualizações e a por fim, o procedimento de estudo de caso foi
selecionado por que serão apresentados quatro tipos específicos de ensino formal que
compreendem aos temas sobre a Sociedade, a Cultura, a Educação e a Identidade.
7
4. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar
Quilombola na Educação Básica, a escola quilombola deve se ater a uma pedagogia própria que
respeite a alteridade étnico – racial e cultural dos alunos quilombolas. Se tivesse que escolher
uma das escolas para atuar seria a quilombola por ser como as outras ricas em culturas e estilo
de vida, mostra através do seu povo, muita coragem e resiliência, permanecendo firme em suas
convicções, apesar de toda discriminação e preconceito que perdura desde sua escravidão até
hoje. Gostaria de poder conhecer mais e poder contribuir para o desenvolvimento desse povo
(Maria Hoppe).
8
A educação escolar para povos ciganos visa se ajustar a condição de itinerância dessa
população para que possam ter a garantia do direito à educação
9
A legislação indígena apresenta formulações, dando abertura à construção de uma escola que
seja inserida no sistema educacional nacional, mantendo atributos particulares como o uso da
língua indígena, sistematização de conhecimentos e saberes tradicionais
10
.
As escolas do campo sofrem com o esquecimento do estado, muitos de seus alunos moram
longe e dificilmente á transporte coletivo gratuito para se locomoverem. Se tivesse de escolher
uma das escolas apresentadas para atuar, seria a escola do campo, pois os alunos que a
frequentam são pequenos guerreiros que apesar das dificuldades que enfrentam desde o trabalho
no campo até a distância para frequentar a escola, não desistem dos seus sonhos (Aline
Martendal).
11
Um exemplo de escola do campo é a E.E.E.F Giacomo Sandri, localizada no distrito de Pedras
Brancas na cidade de São Marcos no Rio Grande Do Sul. Esta escola disponibiliza ônibus
gratuito para os alunos que moram mais distantes e a população que vive na comunidade,
valoriza os eventos que a escola produz como as festas de São Joao, apresentações trimestrais
dos alunos e a festa natalina. A escola possui rampa de acesso para cadeirantes e pessoas com
mobilidade reduzida.
Um diferencial desta escola é a maneira como as salas são disponibilizadas, ao invés de cada
turma ter a sua sala, é cada professor que tem a sua sala. Esse sistema funciona para os alunos
do turno da manhã do 6° ano ao 9° ano, onde, cada sala se direciona para uma matéria; sala de
12
português, sala de ciências, sala de artes, sala de matemática, entre outras. Ao bater o sino para
troca de matéria os alunos saem da sala e se encaminham para a outra, ficando em fila próximos
a porta esperando os alunos da turma anterior sair.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Após as pesquisas realizadas, o que mais chamou a atenção foi que apesar de
existir uma resolução garantido o direito a educação, os povos ciganos ainda se
encontra dificuldade de escolarização e valorização dessa população que muitas
vezes são vistos com olhares julgadores da sociedade. Uma boa sugestão de leitura
para conhecer mais sobre a educação indígena é o livro Índios do Brasil de Júlio César
Melatti, obra que rompe a ideia da ociosidade dos índios e se demonstra a grande
contribuição desse povo para o Brasil O objetivo final foi alcançado pois aprendemos
mais sobre as educações ao quais não convivemos diariamente e o quão é importante
a valorização da alteridade de cada estudante.
3 REFERÊNCIAS
 RIBEIRO, Alessandra Stremel Pesce. Teoria e prática em Antropologia. Curitiba:
InterSaberes, 2016.
 ESCOSTEGUY, Cléa Coitinho. Estudos culturais em educação [recurso eletrônico].
Porto Alegre; SAGAH,2018.
 PACHECO, Joice Oliveira. IDENTIDADE CULTURAL E ALTERIDADE:
PROBLEMATIZAÇÕES NECESSARIAS. Disponível em:
<http://www.unisc.br/site/spartacus/edicoes/012007/pacheco_joice_oliveira.pdf >
Acesso em: 09 nov. 2019.
 RODRIGUES, Lucas de Oliveira. "Identidade cultural"; Brasil Escola. Disponível em:
https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/identidade-cultural.htm. Acesso em 09 de
novembro de 2019.
13
 AYALA, Marcos; AYALA, Maria Ignez Novais. Cultura popular no Brasil. São Paulo:
Ática, 2006.
 DEBRUM, Michel. A identidade nacional brasileira– 1990. Disponível em: <
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010340141990000100004&l
ng=pt&tlng=pt > Acesso em: 09 nov.2019.
 BES, Pablo. Cultura organizacional e educação [recurso eletrônico]. Porto Alegre:
SAGAH,2017.
 CHICAR, Tathiana (org.). Antropologia Social e Cultural. São Paulo: Pearson Prentice
Hall, 2014.
 CHEN, Vivian Hsueh-Hua. Identidade Cultural.2014. Disponível em:
<https://centerforinterculturaldialogue.files.wordpress.com/2017/08/kc22-cultural-
identity_portuguese.pdf> Acesso em: 09 nov.2019
 Na escola quilombola. CHC, 2016. Disponível em: < http://chc.org.br/acervo/na-
escola-quilombola/>. Acesso em: 28, nov.2019
 Jeitos de aprender. Mirim. Povos Indígenas no Brasil, 2009? Disponível em <
https://mirim.org/como-vivem/aprender?page=4 > Acesso em: 28, nov.2019
 Educação escolar quilombola. Educação para as relações étnico- raciais. Disponível
em: < http://etnicoracial.mec.gov.br/educacao-escolar-quilombola>.Acessoem:28,
nov.2019
 Índios do Brasil. NetSaber Resumos. Disponível em: <
http://resumos.netsaber.com.br/resumo-116916/indios-do-brasil >. Acesso em: 28,
nov.2019

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PROJETO EDUCAÇÃO: DIVERSIDADE CULTURAL

  • 1. UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL CURSO DE PEDAGOGIA PROJETO INTEGRADOR PROJETO EDUCAÇÃO: DIVERSIDADE CULTURAL Aline Martendal Maria Rosângela Santana Hoppe Caxias do Sul, 08 de novembro de 2019
  • 2. 2 SUMÁRIO 2 1. INTRODUÇÃO3 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA34 3. METODOLOGIAError! Bookmark not defined.7 4. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS7 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS1111 REFERÊNCIAS1112
  • 3. 3 1. INTRODUÇÃO O Desenvolvimento Humano dentro do contexto multipluralista Neste trabalho pretendemos abordar o ser humano dentro do contexto sociocultural, destacando sua individualidade através da identidade que possui e a perspectiva cultural que o norteia. Ao pensarmos nos seres humanos e na sua capacidade de assegurar sua própria aprendizagem, entendemos que somos, de modo geral, seres únicos portadores de infinitas inteligências, capazes de modificar a partir de si e do meio em que vive, a sua história. Abordaremos alguns exemplos de educação onde apresenta a escola com um papel fundamental na formação do indivíduo, por isso está sempre promovendo ações que oportunizam seus aprendizados, pois a educação em geral, tem o função de possibilitar e oferecer alternativas para que todas as pessoas que estão excluídos do sistema possam se opor a fim de serem inseridas. 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Quando falamos de identidade, pensamos sobre a língua, o local e a história bem como os elementos que podem identificar a imagem que se tem de si ou de uma nação. De forma geral, entende-se por identidade aquilo que se relaciona com o conjunto de entendimentos que uma
  • 4. 4 pessoa possui sobre si mesma e sobre tudo aquilo que lhe é significativo. Esse entendimento é construído a partir de determinadas fontes de significado que são construídas socialmente, como o gênero, nacionalidade ou classe social. A cultura seria a representação dessa identidade, pois são interpretações de seus costumes, crenças, como se alimentam, modo de vida, danças. O conceito de identidade cultural faz alusão à construção da identidade de cada indivíduo em seu contexto cultural. Em outras palavras, a identidade cultural está relacionada com a forma como vemos o mundo exterior e como nos posicionamos em relação a ele. Esse processo é continuo e perpétuo, o que significa que a identidade de um sujeito está sempre mudando. Nesse sentido, a identidade cultural preenche os espaços de mediação entre o mundo “interior” e o mundo “exterior”, entre o mundo pessoal e o mundo público. Nesse processo, ao mesmo tempo que projetamos nossas particularidades as expomos do mesmo modo. Com o desenvolvimento das sociedades modernas, muitos teóricos tiveram grande preocupação em apontar danos que o avanço das transformações tecnológicas, econômicas e políticas poderiam oferecer a determinados grupos sociais. Nesse âmbito, principalmente os folcloristas defendiam a preservação de certas práticas e tradições para manteres a cultura viva. Por outro lado, algumas recentes teorias culturais desenvolvidas no campo das ciências humanas desempenharam o papel inovador de questionar o próprio conceito de identidade cultural. De acordo com essa nova corrente, muito falada, com o desenvolvimento da globalização, a identidade cultural não pode ser vista como sendo um conjunto de valores fixos e imutáveis que definem o indivíduo e a coletividade da qual ele faz parte. Um dos mais conhecidos exemplos dessa nova tendência que pensa a questão das identidades pode ser encontrada na obra do pesquisador Nestor Garcia Canclini. Em vários de seus escritos, este pensador tem a recorrente preocupação de analisar diversas situações nas quais mostra que a cultura e as identidades não podem ser pensadas como um patrimônio a ser preservado. Longe disso, ele assinala que o intercâmbio e a modificação são caminhos que orientam a formulação e a construção das identidades. Com esses referenciais, antigos problemas que organizavam os estudos culturais perdem a sua força para uma visão de natureza mais ampla e flexível. A antiga dicotomia que propunha a cisão entre “cultura popular” e “cultura erudita”, por exemplo, deixa de legitimar a ordenação das identidades por meio de pressupostos que atestavam a presença de esferas culturais intocáveis em uma mesma sociedade.
  • 5. 5 Partindo dessas novas noções de identidade, antigos temas relacionados à cultura que aparentavam completo esgotamento ganharam um novo rumo interpretativo. As identidades passaram a ser trabalhadas com definições menos rígidas. Diversos estudos vão contra a ideia de que uma população deve abraçar a sua cultura e garantir todas as formas possíveis de cristalizá-la. Dessa forma, presenciamos a abertura de novas possibilidades de entender o comportamento do homem com seu mundo por meio da educação. Educação como citado por Bes (2017,12) é algo que faz parte da existência de qualquer ser humano, esse fato se dá devido aos variados formatos como está se apresenta. Outra observação do autor é que, educação não existe apenas na forma escolarizada mas, está infiltrada nos âmbitos familiares e nos demais parâmetros sociais de cada indivíduo, como Brandão (1981) afirma: A educação é, como outras, uma fração do modo de vida dos grupos sociais que a criam e recriam, entre tantas outras invenções da sua cultura, em sua sociedade. Formas de educação que produzem e praticam, para que elas reproduzam, entre todos os que ensinam e aprendem, o saber que atravessa as palavras da tribo, os códigos sociais de conduta, as regras do trabalho, os segredos da arte ou da religião, do artesanato ou da tecnologia que qualquer povo precisa para reinventar, todos os dias, a vida do grupo e de cada um de seus sujeitos(...) (BRANDÃO, 1981, p.6 apud BES, 2017, p. 12) Sociedade segundo Escosteguy (2018) é a concentração de indivíduos no qual se designa variados modelos de relações. Uma sociedade se torna existente, quando a concentração de pessoas que falam a mesma linguagem, vivem na mesma região, sob as mesmas leis e normas, esse conceito está estritamente ligado as relações humanas. Para que tenhamos uma sociedade digna onde todos os indivíduos tenham as mesmas oportunidades e seus direitos garantidos é essencial que o estado invista na educação, pois é na escola onde se tem o primeiro contato com a diversidade humana, onde se aprende as diversas manifestações culturais. Um dos grandes avanços foi a Constituição da República Federativa do Brasil (1988), onde no Art. 205 destaca:
  • 6. 6 ‘’ A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.’’ (BRASIL, 1998) Porém, apesar de estar na constituição, ainda existe muitos desafios para a efetivação deste direito, já que em nosso pais ainda perpetua o racismo cultural. A cultura e a educação estão estritamente ligados pois, a cultura é um conjunto de tradições e costumes que para continuar a existir precisa ser repassada para as novas gerações, processo no qual se fixa mais com a educação. Após o estudo dos conceitos propostos para elaboração deste projeto, aprendemos o quão é importante a valorização das identidades e culturas diferentes que são trazidas pelos educandos no ambiente escolar, onde, é neste ambiente que se deve ser reforçado o respeito pela cultura do outro e ensinado que, a nossa sociedade só será igualitária para todos se valorizarmos e respeitarmos a identidade do outro. 3. METODOLOGIA Para realização dessa pesquisa foram aplicados os procedimentos de pesquisa exploratória com intuito de explorar, conhecer e familiarizar-se com a temática proposta. Conforme Gil (2009) a pesquisa exploratória define-se como uma investigação com objetivo de conhecer o tema. Para coletar os dados teóricos apresentados nessa pesquisa foram escolhidos os procedimentos de pesquisa documental, pesquisa bibliográfica e estudo de caso. Esses procedimentos foram selecionados devido à natureza e abordagem qualitativa da investigação. A escolha da pesquisa documental se dá por causa das investigações realizadas em sites da internet. A pesquisa bibliográfica se justifica pela utilização dos livros e teóricos escolhidos para fundamentar as conceitualizações e a por fim, o procedimento de estudo de caso foi selecionado por que serão apresentados quatro tipos específicos de ensino formal que compreendem aos temas sobre a Sociedade, a Cultura, a Educação e a Identidade.
  • 7. 7 4. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola na Educação Básica, a escola quilombola deve se ater a uma pedagogia própria que respeite a alteridade étnico – racial e cultural dos alunos quilombolas. Se tivesse que escolher uma das escolas para atuar seria a quilombola por ser como as outras ricas em culturas e estilo de vida, mostra através do seu povo, muita coragem e resiliência, permanecendo firme em suas convicções, apesar de toda discriminação e preconceito que perdura desde sua escravidão até hoje. Gostaria de poder conhecer mais e poder contribuir para o desenvolvimento desse povo (Maria Hoppe).
  • 8. 8 A educação escolar para povos ciganos visa se ajustar a condição de itinerância dessa população para que possam ter a garantia do direito à educação
  • 9. 9 A legislação indígena apresenta formulações, dando abertura à construção de uma escola que seja inserida no sistema educacional nacional, mantendo atributos particulares como o uso da língua indígena, sistematização de conhecimentos e saberes tradicionais
  • 10. 10 . As escolas do campo sofrem com o esquecimento do estado, muitos de seus alunos moram longe e dificilmente á transporte coletivo gratuito para se locomoverem. Se tivesse de escolher uma das escolas apresentadas para atuar, seria a escola do campo, pois os alunos que a frequentam são pequenos guerreiros que apesar das dificuldades que enfrentam desde o trabalho no campo até a distância para frequentar a escola, não desistem dos seus sonhos (Aline Martendal).
  • 11. 11 Um exemplo de escola do campo é a E.E.E.F Giacomo Sandri, localizada no distrito de Pedras Brancas na cidade de São Marcos no Rio Grande Do Sul. Esta escola disponibiliza ônibus gratuito para os alunos que moram mais distantes e a população que vive na comunidade, valoriza os eventos que a escola produz como as festas de São Joao, apresentações trimestrais dos alunos e a festa natalina. A escola possui rampa de acesso para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Um diferencial desta escola é a maneira como as salas são disponibilizadas, ao invés de cada turma ter a sua sala, é cada professor que tem a sua sala. Esse sistema funciona para os alunos do turno da manhã do 6° ano ao 9° ano, onde, cada sala se direciona para uma matéria; sala de
  • 12. 12 português, sala de ciências, sala de artes, sala de matemática, entre outras. Ao bater o sino para troca de matéria os alunos saem da sala e se encaminham para a outra, ficando em fila próximos a porta esperando os alunos da turma anterior sair. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Após as pesquisas realizadas, o que mais chamou a atenção foi que apesar de existir uma resolução garantido o direito a educação, os povos ciganos ainda se encontra dificuldade de escolarização e valorização dessa população que muitas vezes são vistos com olhares julgadores da sociedade. Uma boa sugestão de leitura para conhecer mais sobre a educação indígena é o livro Índios do Brasil de Júlio César Melatti, obra que rompe a ideia da ociosidade dos índios e se demonstra a grande contribuição desse povo para o Brasil O objetivo final foi alcançado pois aprendemos mais sobre as educações ao quais não convivemos diariamente e o quão é importante a valorização da alteridade de cada estudante. 3 REFERÊNCIAS  RIBEIRO, Alessandra Stremel Pesce. Teoria e prática em Antropologia. Curitiba: InterSaberes, 2016.  ESCOSTEGUY, Cléa Coitinho. Estudos culturais em educação [recurso eletrônico]. Porto Alegre; SAGAH,2018.  PACHECO, Joice Oliveira. IDENTIDADE CULTURAL E ALTERIDADE: PROBLEMATIZAÇÕES NECESSARIAS. Disponível em: <http://www.unisc.br/site/spartacus/edicoes/012007/pacheco_joice_oliveira.pdf > Acesso em: 09 nov. 2019.  RODRIGUES, Lucas de Oliveira. "Identidade cultural"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/identidade-cultural.htm. Acesso em 09 de novembro de 2019.
  • 13. 13  AYALA, Marcos; AYALA, Maria Ignez Novais. Cultura popular no Brasil. São Paulo: Ática, 2006.  DEBRUM, Michel. A identidade nacional brasileira– 1990. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010340141990000100004&l ng=pt&tlng=pt > Acesso em: 09 nov.2019.  BES, Pablo. Cultura organizacional e educação [recurso eletrônico]. Porto Alegre: SAGAH,2017.  CHICAR, Tathiana (org.). Antropologia Social e Cultural. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2014.  CHEN, Vivian Hsueh-Hua. Identidade Cultural.2014. Disponível em: <https://centerforinterculturaldialogue.files.wordpress.com/2017/08/kc22-cultural- identity_portuguese.pdf> Acesso em: 09 nov.2019  Na escola quilombola. CHC, 2016. Disponível em: < http://chc.org.br/acervo/na- escola-quilombola/>. Acesso em: 28, nov.2019  Jeitos de aprender. Mirim. Povos Indígenas no Brasil, 2009? Disponível em < https://mirim.org/como-vivem/aprender?page=4 > Acesso em: 28, nov.2019  Educação escolar quilombola. Educação para as relações étnico- raciais. Disponível em: < http://etnicoracial.mec.gov.br/educacao-escolar-quilombola>.Acessoem:28, nov.2019  Índios do Brasil. NetSaber Resumos. Disponível em: < http://resumos.netsaber.com.br/resumo-116916/indios-do-brasil >. Acesso em: 28, nov.2019