Protagonismo dos leigos maristas
Protagonismo dos leigos/as
maristas
Como chegamos aqui.
Para onde vamos?
Ir. Afonso Murad
Nossas raízes judaico-cristãs
• Israel: Somos o Povo de Deus. A promessa
da terra é para todos. As leis também.
• A ambiguidade do reinado: era para garantir
a justiça e o direito. Mas o rei e sua corte se
apropriam dos bens coletivos
• Os profetas: anúncio e denúncia.
Jesus: a nova família...
• Jesus chama homens e mulheres para segui-
lo, apesar da sociedade patriarcar.
• O grupo dos discípulos/as missionários tem
prioridade sobre a família biológica.
• A comunidade das origens tenta viver esta
novidade.
O cristianismo se faz religião..
• Lentamente, começa a concentração de
poder
• A igreja assimila as estruturas dos império
romano.
• Clericalismo e submissão da mulher....
A proposta da Reforma..
• Lutero: a Igreja é uma grande assembleia
reunida em torno da Palavra de Deus.
• Também as Igrejas protestantes cedem à
tentação do poder.
Na sociedade....
• A grande experiência de cidadania
inaugurada pela Revolução Francesa.
• A utopia não realizada: Liberdade,
Igualdade, Fraternidade.
• O movimento sindical na Europa: conquistas
cidadãs.
• 1968: brotos que não cresceram.
Concílio Vaticano II (1965)
• Igreja, Povo de Deus -> leigos
• Igual dignidade de todos os batizados
• Liturgia participada
• Religiosos voltarem às suas raízes
• Atualização e volta às fontes.
• Redescoberta da Bíblia
Na América Latina
• 1968: Conferência de Medellín.
• No Brasil: os planos de pastoral de Conjunto
• Surgem as CEBs, como nova forma de ser
Igreja. Pastorais sociais, Pastoral de
Juventude, Catequese Renovada.
• Conselhos paroquiais, assembleias
diocesanas
• 1979: Conferência de Puebla: comunhão e
Mas nem tudo são flores..
• Resistências ao Concílio, desde o começo.
• A geração JPII: “uma igreja forte, para
enfrentar um mundo enfraquecido”.
• O clericalismo e a sedução das vestes
litúrgicas...
• Perseguição à pastorais sociais.
• Esperanças reacendidas com Francisco.
No Instituto Marista
• Diminuição de Irmãos. Aumento de colégios
e obras sociais.
• Os leigos entram devagar: operacional ->
educadores -> gestores.
• Os maristas na pastoral: parceria efetiva
com as lideranças leigas.
• Movimento Champagnat
• 1993: No 19º Capítulo Geral, os leigos
“entram na casa” -> participação nas
províncias.
• 2001: Leigos voltam ao 20º Capítulo Geral.
• 2007: Assembleia da Missão Marista, em
Mendes.
• 2009: Em torno da mesma mesa
Irmãos e leigos
Missão
Espiritualidade
Vida
Compartilhada
Protagonismo dos leigos maristas
Mais passos...
• Uma única comissão de Vida Consagrada e
Laicato nas Províncias.
• Leigos/as formando leigos/as
• A tensão inevitável de parceria x relação
profissional e trabalhista
• Atenção para os riscos do poder
• O Irmão como companheiro de caminho.
E mais...
O protagonismo do leigo/a marista acontece
também na pastoral, na educação, na defesa
das crianças e adolescentes vulneráveis, e nas
iniciativas da sociedade civil.
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Protagonismo dos leigos maristas

  • 2. Protagonismo dos leigos/as maristas Como chegamos aqui. Para onde vamos? Ir. Afonso Murad
  • 3. Nossas raízes judaico-cristãs • Israel: Somos o Povo de Deus. A promessa da terra é para todos. As leis também. • A ambiguidade do reinado: era para garantir a justiça e o direito. Mas o rei e sua corte se apropriam dos bens coletivos • Os profetas: anúncio e denúncia.
  • 4. Jesus: a nova família... • Jesus chama homens e mulheres para segui- lo, apesar da sociedade patriarcar. • O grupo dos discípulos/as missionários tem prioridade sobre a família biológica. • A comunidade das origens tenta viver esta novidade.
  • 5. O cristianismo se faz religião.. • Lentamente, começa a concentração de poder • A igreja assimila as estruturas dos império romano. • Clericalismo e submissão da mulher....
  • 6. A proposta da Reforma.. • Lutero: a Igreja é uma grande assembleia reunida em torno da Palavra de Deus. • Também as Igrejas protestantes cedem à tentação do poder.
  • 7. Na sociedade.... • A grande experiência de cidadania inaugurada pela Revolução Francesa. • A utopia não realizada: Liberdade, Igualdade, Fraternidade. • O movimento sindical na Europa: conquistas cidadãs. • 1968: brotos que não cresceram.
  • 8. Concílio Vaticano II (1965) • Igreja, Povo de Deus -> leigos • Igual dignidade de todos os batizados • Liturgia participada • Religiosos voltarem às suas raízes • Atualização e volta às fontes. • Redescoberta da Bíblia
  • 9. Na América Latina • 1968: Conferência de Medellín. • No Brasil: os planos de pastoral de Conjunto • Surgem as CEBs, como nova forma de ser Igreja. Pastorais sociais, Pastoral de Juventude, Catequese Renovada. • Conselhos paroquiais, assembleias diocesanas • 1979: Conferência de Puebla: comunhão e
  • 10. Mas nem tudo são flores.. • Resistências ao Concílio, desde o começo. • A geração JPII: “uma igreja forte, para enfrentar um mundo enfraquecido”. • O clericalismo e a sedução das vestes litúrgicas... • Perseguição à pastorais sociais. • Esperanças reacendidas com Francisco.
  • 11. No Instituto Marista • Diminuição de Irmãos. Aumento de colégios e obras sociais. • Os leigos entram devagar: operacional -> educadores -> gestores. • Os maristas na pastoral: parceria efetiva com as lideranças leigas. • Movimento Champagnat
  • 12. • 1993: No 19º Capítulo Geral, os leigos “entram na casa” -> participação nas províncias. • 2001: Leigos voltam ao 20º Capítulo Geral. • 2007: Assembleia da Missão Marista, em Mendes. • 2009: Em torno da mesma mesa
  • 15. Mais passos... • Uma única comissão de Vida Consagrada e Laicato nas Províncias. • Leigos/as formando leigos/as • A tensão inevitável de parceria x relação profissional e trabalhista • Atenção para os riscos do poder • O Irmão como companheiro de caminho.
  • 16. E mais... O protagonismo do leigo/a marista acontece também na pastoral, na educação, na defesa das crianças e adolescentes vulneráveis, e nas iniciativas da sociedade civil.