Adultos3STrimestre de 2017
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A Razão da nossa Fé
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Assim cremos, assim vivemos
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ONCURSO BÍBLICC
DO BRASIL!
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Crente b<rmdebíblia
NO ANO DA PALAVRA, A CPAD PROMOVE UM GRANDE
CONCURSO PARA ADOLESCENTES, JOVENS E ADULTOS
DE TODO O PAÍS PARA DESCOBRIRMOS QUEM É
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ADOLESCENTES
(13 A 1 7 A N 0 S)
TRES FAIXAS ETARIAS:
JOVENS
(18 A 25 ANOS)
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IUITOS PRI
PARTIC
ADULTOS
[26 AN O S EM DIANTE)
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A N O DA PALAVRA
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Lições
Bíblica s
Lições do3otrimestre de2017 - Esequias Soares
S u m á r i o
A Razão da Nossa Fé:
Assim cremos, assim vivemos
Lição 1
Inspiração Divina e Autoridade da Bíblia 3
Lição 2
0 Único Deus Verdadeiro e a Criação 10
Lição 3
A Santíssima Trindade: um só Deus em três Pessoas 17
Lição 4
0 Senhor e Salvador Jesus Cristo 24
Lição 5
A Identidade do Espírito Santo 32
Lição 6
A Pecaminosidade Humana e a sua Restauração a Deus 39
Lição 7
A Necessidade do Novo Nascimento 46
Lição 8
A Igreja de Cristo 54
Lição 9
A Necessidade de Termos uma Vida Santa 61
Lição 10
As Manifestações do Espírito Santo 68
Lição 11
A Segunda Vinda de Cristo 75
Lição 12
0 Mundo Vindouro 82
Lição 13
Sobre a Família e a sua Natureza 89
2 0 1 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas/Professor 1
PROFESSOR
LIÇÕES
Bíb l ic a s
Publicação Trimestral da
Casa Publicadora das Assembleias de Deus
Presidente da Convenção Geral
das Assembleias de Deus no Brasil
José Wellington Bezerra da Costa
Conselho Administrativo
Kemuel Sotero Pinheiro
Diretor Executivo
Ronaldo Rodrigues de Souza
Gerente de Publicações
Alexandre Claudino Coelho
Consultoria Doutrinária e Teológica
Antonio Gilberto e Claudionor de Andrade
Gerente Financeiro
Josafá Franklin Santos Bomfim
Gerente de Produção
Jarbas Ramires Silva
Gerente Comercial
Cicero da Silva
Gerente da Rede de Lojas
João Batista Guilherme da Silva
Gerente de Tl
Rodrigo Sobral Fernandes
Chefe de Arte & Design
Wagner de Almeida
Chefe do Setor de Educação Cristã
César Moisés Carvalho
Editores
Telma Bueno
Marcelo Oliveira
Projeto gráfico e capa
Flamir Ambrósio
Diagramação
Alexandre Soares
Prezado professor,
Com a graça do Senhor e com os
corações repletos de fé, estamos ini­
ciando um novo trimestre. Vamos tratar
a respeito de um assunto de extrema
relevância para a igreja evangélica
brasileira. Vivemos um tempo em que
muitos se dizem cristãos, mas poucos
conhecem as principais doutrinas da
fé cristã.
Os temas das lições são de extrema
importância para os cristãos de todas
as denominações, pois estudaremos
os princípios da Palavra de Deus. Estes
princípios são imutáveis e inegociáveis
para todos os crentes que aguardam a
volta de Jesus.
Os fundamentos da fé cristã vão
alicerçar a fé de nossos irmãos(ãs).
Precisamos conhecer as principais
doutrinas da fé cristã e explicá-las
aos que perguntarem a respeito da
nossa fé.
O primeiro tema a ser estudado
é a respeito da inspiração divina e
autoridade da Bíblia, pois ela é a nossa
única e exclusiva fonte de autorida­
de, além de ser a nossa regra de fé e
prática. Que o estudo de cada lição
possa produzir em cada crente uma
fé viva e verdadeira.
Que possamos estudar cada tema
proposto sem restrição alguma, pois
precisamos mostrar ao mundo a nossa
fé e proclamar os princípios da eterna
e imutável Palavra de Deus.
Até o próximo trimestre!
Que Deus o abençoe.
Ronaldo Rodrigues de Souza
Diretor Executivo
Av. Brasil, 34.401 - Bangu
Rio de Janeiro - RJ - Cep 21852-002
Tel.: (21) 2406-7373
Fax: (21) 2406-7326
CB© www.cpad.com.br
2 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
"Porque a profecia nuncafoi produzida
por vontade de homem algum, mas
os homens santos de Deusfalaram
inspirados pelo Espirito Santo.”
(2 Pe 1.21)
Cremos na inspiração divina, verbal
e plenária da Bíblia Sagrada, única
regra infalível defé e prática para a
vida e o caráter cristão.
LEITURA DIÁRIA
S e g u n d a -J r 36.1,2
Deus mandou que suas palavras
fossem escritas em um rolo
Terça - 2 Pe 3.2
As Escrituras inspiradas por Deus
dizem respeito ao Antigo e ao
Novo Testamento
Quarta - Mc 7.13
O Senhor Jesus disse que a Bíblia é
a Palavra de Deus
I Quinta - í o 10.35
As Escrituras Sagradas jamais
falharão
S e x ta -H b 4.12
A Palavra de Deus é viva, poderosa
e capaz de transformar vidas
|S á b a d o -J s 1.8
A Bíblia é o manual de Deus para o
nosso bem
201 7 -julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 3
WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
2 Timóteo 3.14-17
- Tu, porém, permanece naquilo que
aprendeste e de quefoste inteirado, sa­
bendo de quem o tens aprendido.
- E que, desde a tua meninice, sabes
as sagradas letras, que podemfazer-te
sábio para a salvação, pela fé que há
em Cristo Jesus.
- Toda Escritura divinamente ins­
pirada é proveitosa para ensinar, para
redarguir, para corrigir, para instruir
emjustiça,
- para que o homem de Deus seja
perfeito e perfeitamente instruído para
toda boa obra.
HINOS SUGERIDOS: 306, 322, 499 da Harpa Cristã
OBJETIVO GERAL
Conscientizar a respeito da inspiração divina, verbal e plenária da Bíblia Sagrada.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada
tópico. Por exemplo, o objetivo Irefere-se ao tópico Icom os seus respectivos subtópicos.
Q Reconhecer a revelação e inspiração da Bíblia Sagrada;
O Mostrara inspiração divina na Bíblia Sagrada;
< 0 Explicar a inspiração plena e verbal da Bíblia Sagrada;
© Saber que a Bíblia Sagrada é a nossa única regra de fé e prática.
4 Lições B íblicas /P ro fe s s o r Julho/Agosto/Setembro - 201 7
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, neste terceiro trimestre do ano estudaremos as principais
doutrinas dafé cristã. O comentarista do trimestre é o pastor Esequias Soares,
autor de diversos livros, graduado em Letras, Mestre em Ciência da Religião,
presidente da Comissão de Apologética Cristã da CCADB (Convenção Geral das
Assembleias de Deus no Brasil) e líder da Assembleia de Deus em Jundiaí, SP.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A Bíblia é a revelação de Deus escrita
para a humanidade. Disso decorre o fato
de ela ser nossa exclusiva fonte de auto­
ridade espiritual. Sua inspiração divina
e sua soberania como única regra
de fé e prática para a nossa vida
constituem a doutrina basilar
da fé cristã. Essa inspiração é
um fato singular que ocorreu
na história da redenção hu­
mana. O enfoque da presente
lição é sobre a importância e o
significado dessa inspiração divina.
I - REVELAÇÃO E IN SPIRAÇÃO
1 . Revelação. A palavra "revela­
ção", apocalipsis, em grego, significa o
ato e o efeito de tirar o véu que encobre
o desconhecido. Nas Escrituras, essa
palavra é usada em relação a Deus,
pois é Ele quem revela a si mesmo, a
sua vontade e natureza e os demais
mistérios. Ele “não fará coisa alguma,
sem ter revelado o seu segredo aos
seus servos, os profetas" (Am 3.7).
Deus conhece tudo aquilo que está
fora do alcance dos seres humanos.
A busca da verdade, sem Deus, é vã e
está destinada ao fracasso (1 Co 1.21).
2.Inspiração. É o registro dessa re­
velação sob a influência do Espírito Santo,
que penetra até as profundezas de Deus
(1 Co 2.10-13). Divinamente inspirados
são os 66 livros da Bíblia. Os escritores
sagrados foram os receptáculos da reve­
lação: "homens santos falaram da parte
de Deus, movidos pelo Espírito Santo" (2
Pe 1.21, ARA). Eles receberam os oráculos
divinos de forma especial, exclusiva, única
e milagrosa. Ninguém mais, além
deles, foi usado por Deus dessa
maneira específica.
3. A forma de com uni­
cação. 0 processo de comu­
nicação divina aos profetas
do Antigo Testamento se de­
senvolveu por meio da palavra
e da visão, do som e da imagem
(Jr 1.11-13). A revelação aos apóstolos
no Novo Testamento veio diretamente
do Senhor Jesus Cristo (Gl 1.11,12; 2 Pe
1.16-18; 1 Jo 1.3) e do Espírito Santo (Ef
3.A,5). A frase "veio a palavra do SENHOR
a", "veio a mim a palavra do SENHOR"
ou fraseologia similar, tão frequente no
Antigo Testamento, diz respeito a uma
revelação direta, externa e audível. Essa
forma de comunicação não aparece no
Novo Testamento na comunicação divina
aos apóstolos, exceto uma única vez
no ministério de João Batista: "veio no
deserto a palavra de Deus a João, filho
de Zacarias" (Lc 3.2), pois ele é o último
profeta da dispensação da lei (Lc 16.16).
SÍNTESE DO TÓPICO I
A Bíblia é a revelada e inspirada
Palavra de Deus.
PONTO
CENTRAL
Cremos na
inspiração divina
e autoridade da
Bíblia Sagrada.
201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 5
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"[...] Um resumo a respeito do que
a Bíblia alega sobre si mesma pode
ser encontrado em duas passagens
principais. Pedro disse que os autores
foram impelidos pelo Espírito Santo, e
Paulo declarou que seus escritos foram
soprados pelo próprio Deus. Portanto, a
Bíblia alega que autores movidos pelo
Espírito Santo expressaram as palavras
inspiradas por Deus (2 Pe 1.20,21). Em
suma, os escritos proféticos (do Antigo
Testamento) não tiveram sua origem
nos homens, mas em Deus, que agiu por
meio de alguns homens chamados de
profetas de Deus" (GEISLER, Norman.
Teologia Sistem ática: Introdução à
Teologia Sistemática, a Bíblia, Deus,
a Criação, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD,
2011, pp. 213,214).
I I - A IN SPIRAÇÃO DIVIN A
1 . A inspiração divina. "Toda a
Escritura é inspirada por Deus" (v.16,
ARA). A palavra grega, aqui traduzida
por "inspirada por Deus" ou "divina­
mente inspirada", é theopneustos. Ela
só aparece uma única vez na Bíblia,
vinda de duas palavras gregas: theos,
"D e u s", e pneo, "respirar, soprar".
Isso significa que o texto sagrado
foi "so p ra d o por Deus". A palavra
teopneustia significa "inspiração di­
vina da Bíblia". Segundo o Dicionário
Contemporâneo da Língua Portuguesa,
de Caudas Aulete, o termo quer dizer
"in sp ira ç ã o divina que presidiu à
redação das Sagradas Escrituras".
Josefo, o historiador judeu, e Fílon
de Alexandria, disseram que as Es­
crituras são divinamente inspiradas,
mas usaram outros termos.
2.Uma avaliação exegética. Esta­
mos acostumados com duas traduções:
"toda Escritura divinamente inspirada
é proveitosa" e "toda Escritura é divina
6 Lições Bíblicas /P ro fe s s o r
inspirada e proveitosa". Ambas as ver­
sões são permitidas à luz da gramática
grega. Mas a primeira é mais precisa,
pois a conjunção grega kai, "e", aparece
entre os dois adjetivos "in sp irad a"
e "proveitosa". Isso significa que o
apóstolo está afirmando duas verdades
sobre a Escritura, a saber: divinamente
inspirada e proveitosa; e não somente
uma dessas duas coisas. Dizer que
"toda a Escritura divinamente inspi­
rada é proveitosa" pode dar margem
para alguém interpretar que nem toda
Escritura é inspirada.
3. Autoridade. A autoridade da
Bíblia deriva de sua origem divina. 0
selo dessa autoridade aparece em ex­
pressões como “assim diz o SENHOR"
(Êx 5.1; Is 7.7); "veio a palavra do SE­
NHOR" (Jr 1.2); "está escrito" (Mc 1.2).
Isso encerra a suprema autoridade das
Escrituras com plena e total garantia de
infalibilidade, pois a Bíblia é a Palavra
de Deus (Mc 7.13; 1 Pe 1.23-25).
SÍNTESE DO TÓPICO II
Toda a Bíblia é inspirada por Deus.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"Existem muitas palavras ou frases
que a Bíblia utiliza para se auto-descre-
ver e que sugerem uma reivindicação
de autoridade divina. Jesus disse que
a Bíblia é indestrutível e que ela jamais
passará (Mt 517,18); ela é infalível, ou
'não pode ser anulada' (Jo 10.35); ela
tem a autoridade final (Mt 4.4,7,10); e ela
é suficiente para a nossa fé e prática (Lc
16.31)" (HORTON, Stanley M. Teologia
Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal.
l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 218).
III - IN SPIRAÇÃO PLENA E VERBAL
1. Inspiração plenária. Tal expres
são significa que todos os livros das
Julho/Agosto/Setem bro 201 7
Escrituras são inspirados por Deus. 0
apóstolo Paulo deixa isso muito claro
quando afirma que "toda a Escritura é
divinamente inspirada". A inspiração da
Bíblia é especial e única. Não existe na
Bíblia um livro mais inspirado e outro
menos. Todos têm o mesmo grau de
inspiração e autoridade.
A Bíblia que Jesus e seus após­
tolos usavam era form ada pela Lei
de Moisés, os Profetas e os Escritos;
essa terceira parte é encabeçada
pelos Salm o s (Lc 24.44). 0 term o
"Escritura" ou "Escrituras" que apa­
rece no Novo Testamento refere-se a
esse Cânon tripartido, que é o mesmo
Antigo Testamento de nossa Bíblia.
Cabe ressaltar que o apóstolo Paulo,
ao afirm ar que "toda a Escritura é
divinam ente inspirada", se referia
também aos escritos apostólicos.
Os escritos dos apóstolos se re­
vestiam da m esma autoridade dos
livros do Antigo Testamento já desde
a Era Apostólica. Inclusive, "profetas e
apóstolos", às vezes, aparecem como
termos intercambiáveis (2 Pe 3 .2). O
apóstolo Pedro considera ainda as
epístolas paulinas como Escrituras (2
Pe 3.15,16). 0 apóstolo Paulo ensinava:
"Porque diz a Escritura: Não ligarás a
boca ao boi que debulha. E: Digno é
o obreiro do seu salário" (1 Tm 5.18).
O apóstolo aqui coloca lado a lado
citações da lei de M oisés (Dt 25.4) e
dos Evangelhos (Mt 10.10; Lc 10.7 ),
chamando ambas de "Escritura". Outras
vezes, ele deixa claro que seus escritos
são de origem divina (2 Co 13.3; 1 Ts
2.13). Isso nos permite afirmar que a
frase "Toda Escritura é divinamente
inspirada" se refere à Bíblia com ple­
ta, aos 66 livros do A ntigo e Novo
Testamento.
2. Inspiração verbal. Essa carac­
terística bíblica significa que cada
palavra foi inspirada pelo Espírito
Santo (1 Co 2.13); e também que as
ideias vieram de Deus (2 Pe 1.21). 0
tipo de linguagem, o vocabulário, o
estilo e a personalidade são diversifi­
cados nos textos bíblicos porque Deus
usou cada escritor em sua geração e
em sua cultura, com seus d iversos
graus de instrução. Isso mostra que
quem produziu esses livros sagrados
eram seres hum anos que viveram
em várias regiões e pertenceram a
diversas gerações desde M oisés até
o apóstolo João, passaram -se cerca
CONHEÇA MAIS
A Septuaginta (LXX)
"A versão padrão em grego [do Antigo Testa­
mento], produzida em Alexandria, é conhecida como
Septuaginta (LXX), que é a palavra latina para 'seten­
ta'. Essa tradução foi, sem dúvida, realizada durante
os séculos III e II a.C.," e "não foi projetada para ter
as mesmas finalidades funcionais do AT hebraico,
pois seu propósito era para ser lida publicamente nas
Sinagogas, ao contrário dos propósitos educativos da­
queles que precisavam do texto he­
braico". Para conhecer mais, leia
Dicionário Bíblico Wycliffe,
CPAD, pp.1994-95.
...
fc.
t, >tf—
201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 7
de mil anos. Eles não foram tratados
com o m eras m áquinas, mas com o
instrum entos usados pelo Espírito
Santo. Deus "sop rou " nos escritores
sagrados. Uns produziram som de
flauta e outros de trom betas, mas
era Deus quem soprava. Assim, eles
produziram esse maravilhoso som que
são as Escrituras Sagradas.
SÍNTESE DO TÓPICO III
A inspiração da Bíblia Sagrada é
plena e verbal.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"Apesar do m istério que ronda
o modo como Deus fez com que sua
palavra fosse fiel sem destruir a liber­
dade e a personalidade dos autores
humanos, existem algumas coisas que
ficam muito claras. Os autores humanos
não eram sim plesm ente secretários
que anotavam algo que estava sendo
ditado a eles; a sua liberdade não foi
suspensa nem negada. Eles não foram
autômatos. As suas palavras correspon­
diam ao seu desejo, no estilo em que
estavam acostumados a escrever. Na
sua providência, Deus promoveu uma
concordância divina entre as palavras
deles e as suas" (HORTON, Stanley M.
Teologia Sistemática: Uma perspectiva
Pentecostal. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD,
1996, p. 222).
IV - ÚNICA REGRA INFALÍVEL
DE FÉ E PRÁTICA
1 ."Proveitosa para ensinar". O
propósito das Escrituras é o ensino para
a salvação em Jesus, pois elas "podem
fazer-te sábio para a salvação, pela fé
que há em Cristo Jesus" (2 Tm 3.15).
São ensinos espirituais que não se en­
contram em nenhum lugar do mundo.
A Bíblia revela os mistérios do passado
8 Lições B íblicas /P ro fe s s o r
como a criação, os do futuro como a
vinda de Jesus, os decretos eternos de
Deus, os segredos do coração humano e
as coisas profundas de Deus (Gn 2.1-4;
Is 46.10; Lc 21.25-28).
2. A conduta hum ana. A Bíblia
corrige o erro e é útil para orientar
a vida sendo "proveitosa para ensi­
nar, para redarguir, para corrigir, para
instruir em justiça" (v.lõb). Uma das
grandezas das Escrituras é a sua apli­
cabilidade na vida diária, na família,
na igreja, no trabalho e na sociedade.
Deus é o nosso Criador e som ente
Ele nos conhece e sabe o que é bom
para suas criaturas. E essas orienta­
ções estão na Bíblia, o "m anual do
fabricante".
3. As traduções da Bíblia. A auto­
ridade e as instruções das Escrituras
valem para todas as línguas em que elas
forem traduzidas. É vontade de Deus
que todos os povos, tribos, línguas e
nações conheçam sua Palavra (Mt 28.19;
At 1.8). Em que idioma essa mensagem
deve ser pregada? Hebraico? Grego?
Aramaico? Não! Na língua do povo. Os
apóstolos citam diversas traduções
gregas da Septuaginta no Novo Testa­
mento. Isso mostra que a mesma inspi­
ração do Antigo Testamento hebraico
se manteve na Septuaginta. A citação
de Salmos 8.4-6 em Hebreus 2.6-8 é
um bom exemplo. A inspiração divina
se conserva em outras línguas. Desde
os tempos do Antigo Testamento, até
hoje. Deus se manifestou e se manifesta
a cada um de seus servos e suas servas
no seu próprio idioma.
SÍNTESE DO TÓPICO IV
A Bíblia Sagrada é a nossa única
regra defé e prática.
Julho/Agosto/Setem bro - 2017
CONCLUSÃO
Crem os que a Bíblia é a única
revelação escrita de Deus para toda
a hum anidade e que seu texto foi
preservado e sua inspiração divina é
mantida nas 2.935 línguas em que ela
é traduzida (segundo dados da Socie­
dade Bíblica do Brasil). Oue cada um
possa receber a Bíblia sem restrição
alguma, pois ela é a Palavra de Deus
em qualquer língua em que vier a ser
traduzida.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"Através do mundo inteiro, qual­
quer crente, ao ler a Bíblia, recebe sua
mensagem como se esta fora escrita
diretamente para ele. Nenhum crente
tem a Bíblia com o livro alheio, e s­
trangeiro, como acontece aos demais
livros traduzidos. Todas as raças con­
sideram a Bíblia como possessão sua.
Por exemplo, ao lermos 'O Peregrino'
sabem os que ele é inglês; ao lermos
'Em seus p assos que faria J e su s?'
sab e m os que é norte-am ericano,
porque seus autores são oriundos
desses países. É assim com a Bíblia?
Não! Nós a recebemos como 'nossa'.
Isso acontece em qualquer país onde
ela chega. Ninguém tem a Bíblia como
livro 'dos outros'. Isto prova que ela
procede de Deus — o Pai de todos"
(GILBERTO, Antonio. A Bíblia através
dos Séculos: A história eformação do
Livro dos livros. 14.ed. Rio de Janeiro:
CPAD, 2003, p. 46).
PARA REFLETIR
A respeito da inspiração divina e
a autoridade da Bíblia, responda:
• O ual o significado da palavra teopneustia?
A palavra teopneustia significa "inspiração divina da Bíblia".
• De onde deriva a autoridade das Escrituras?
A autoridade da Bíblia deriva de sua origem divina.
• 0 que significa a expressão "inspiração p le n á ria "?
Tal expressão significa que todos os livros das Escrituras são inspirados
por Deus.
• O que significam as palavras "insp iração v e rb a l"?
Significa que cada palavra foi inspirada pelo Espírito Santo (1 Co 2.13).
• Segundo a lição, qual é o propósito das Escrituras?
0 propósito das Escrituras é o ensino para a salvação em Jesus.
CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 71, p. 36. Você encontrará mais subsídios
para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.
201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 9
Lição 2
9 de Julho de 2017
0 Único Deus Verdadeiro
e a Criação
Tento Áureo
"E Jesus respondeu-lhe: 0 primeiro de
todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o
Senhor, nosso Deus, é o único Senhor."
(Mc 12.29)
Verdade Prática
Cremos em um só Deus, o Pai Todo-
-Poderoso, criador do céu e da terra,
de todas as coisas, visíveis e invisíveis.
LEITURA DIARIA
Segunda - 1 Co 8.6
0 monoteísmo judaico é ratificado
na fé cristã
T e rç a -N e 9.6
Deus é o Supremo Criador e
Provedor de todas as coisas
Q u a rt a -S l 33.9
Deus criou o universo pelo
poder da sua Palavra
Ouinta - C n 2.7
A origem do ser
humano é Deus
! S e K t a - A p 4 . ll
Deus criou todas as coisas segundo
a sua soberana vontade
Sábado - Rm 1.20
A existência de Deus
é um fato
10 Lições Bíblicas /'Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Deuteronômio 6.4; Gênesis 1.1
Dt 6.4 - Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Gn 1.1 -No princípio, criou Deus os céus
Deus, é o único SENHOR. e a terra.
HINOS SUGERIDOS: 99, 216, 526 da Harpa Cristã
OBJETIVO GERAL
Mostrar que cremos em um só Deus, o Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada
tópico. Por exemplo, o objetivo Irefere-se ao tópico Icom os seus respectivos subtópicos.
Reconhecer que há somente um único Deus verdadeiro;
O Explicar porque o criacionismo e evolucionismo são antagônicos;
€ ) Compreender a narrativa da criação.
:o./Set ições Bíblicas ./Pn
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, você crê que há somente um Deus verdadeiro e que Ele criou
os céus e a Terra? Então não terá dificuldade no ensino desta lição. Deus é real e
Ele se revela ao homem de diferentes maneiras, porém uma dasformas que Ele
se revela a nós é mediante a sua criação. 0 relato da criação da terra, do céu e
do homem, não é uma alegoria. A narrativa da criação é umfato histórico, ou
seja, algo que aconteceu exatamente como a Palavra de Deus afirma. Quando
o assunto é a criação do universo e da vida, sabemos que existem várias teorias
que tentam explicara origem de tudo, como por exemplo, a teoria do Big Bang
e da Evolução. Mas, cremos que o universo e a vida não são produtos de uma
evolução como alguns cientistas tentam afirmar ou o resultado da explosão
de uma partícula. Cremos que o Deus é o grande Criador.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A doutrina de Deus é vasta, e nem
m esm o os grandes tratados de teo­
logia conseguem esgotar o assunto.
0 enfoque da presente lição é a uni­
dade de Deus, o m onoteísm o
judaico-cristão e a obra da
criação. N osso objetivo é
mostrar que há um abismo
intransponível entre o cria-
cionismo e o evolucionismo.
Não há na Bíblia espaço para
a teoria da evolução nas suas
diversas versões.
I - O ÚNICO DEUS VERDADEIRO
1.0 Shemá. É o imperativo de um
verbo hebraico que significa "ouvir,
obedecer", o qual inicia o versículo
que se tornou, ao longo dos séculos,
a confissão de fé dos judeus: "Ouve,
Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único
SENHOR" (Dt 6.4). A cláusula final "é o
único SENHOR" também se traduz por
"o SENHOR é um" (Gl 3.20), conforme
as versões espanhola Reina-Valera
e judaica, conhecida no Brasil como
Bíblia Hebraica. A construção hebraica
1 2 Lições B íblicas /P ro fe s s o r
PONTO
CENTRAL
Cremos que um
só Deus, o Pai
Todo-Poderoso é o
criador do céu e
da terra.
aqui permite ambas as traduções, de
acordo com a declaração de Jesus: "o
Senhor é um só!" (Mc 12.29, Tradução
Brasileira). Há aqui um significado teoló­
gico importante, porque a mensagem
não se restringe apenas ao
monoteísmo, mas a ideia de
existir um só Deus, e de Deus
ser um só, diz respeito tanto
à "singularidade" quanto à
"unidade" de Deus (Zc 14.9;
Sl 86.10).
2 .0 monoteísmo. É
ça em um só Deus e se distingue do
politeísmo, a crença em vários deuses.
As principais religiões m onoteístas
do planeta são o judaísmo (Dt 6.4; 2
Rs 19.15; Ne 9-6), o cristianismo (Mc
12.29; 1 Co 8.6) e o islamismo. Mas o
monoteísmo islâmico não é bíblico. 0
deus Alá dos muçulmanos é outro deus,
e não o mesmo Deus Javé da Bíblia. Alá
era um dos deuses da Meca pré-islâ-
mica, deus da tribo dos coraixitas, de
onde veio Maomé, que o adotou como
a divindade de sua religião. 0 nome Alá
não vem da Bíblia e nunca foi conhecido
dos patriarcas, nem dos reis, nem dos
Julho/Agosto/Setem bro - 201 7
profetas do Antigo Testamento, menos
ainda dos apóstolos do Senhor Jesus.
Os teólogos muçulmanos se esforçam
para fazer o povo crer que Alá é uma
forma alternativa do nome do Deus Javé
de Israel, mas evidências históricas e
arqueológicas provam que Alá não veio
dos judeus nem dos cristãos.
3. 0 monoteísmo judaico-cristão.
Jesus não somente ratificou o m ono­
teísmo judaico do Antigo Testamento
com o tam bém afirm ou que o Deus
Javé de Israel, mencionado em Deu-
teronômio 6.4-6, é o mesmo Deus que
Ele revelou à humanidade (Jo 1.18),
a quem todos os cristãos servem e
amam acima de todas as coisas (Mc
12.29,30 ). Assim, o Deus de Israel é
o m esm o Deus do cristianism o; é o
nosso Deus. 0 apóstolo Paulo prega­
va para os judeus e gentios o mesmo
Deus revelado por Jesus: " 0 Deus de
nossos pais de antemão te designou
para que conheças a sua vontade, e
vejas aquele Justo, e ouças a voz da
sua boca" (At 22.14).
SÍNTESE DO TÓPICO I
Deus é único e verdadeiro.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"N ossa maneira de compreender
a Deus não deve basear-se em pres­
su po siçõ e s a respeito dEle, ou em
como gostaríamos que Ele fosse. Pelo
contrário: devemos crer no Deus que
existe, e que optou por se revelar a nós
através das Escrituras. 0 ser humano
tende a criar falsos deuses, nos quais
é fácil crer; deuses que se conformam
com o modo de viver e com a natureza
pecam inosa do homem. Essa é uma
das características das falsas religiões.
Alguns até mesmo caem na armadilha
2017 ■Julho/Agosto/Setem bro
de se desconsiderar a autorrevelação
divina para desenvolver um conceito
de Deus que está mais de acordo com
as suas fantasias pessoais do que com
a Bíblia, que é a nossa fonte única de
pesquisa, que nos permite saber que
Deus existe e como Ele é" (HORTON,
Stanley. Teologia Sistem ática: Uma
perspectiva pentecostal. l.ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 1996, pp. 125-6).
I I - CRIAÇÃO X EVOLUÇÃO
1 . O modelo criacionista. 0 cri
cionismo é a posição que propõe ser a
origem do Universo e da vida resultado
de um ato criador intencional. Essa
cosm ovisão é encarada com suspei­
ta porque a com unidade científica
incrédula a considera uma proposta
meramente religiosa. É verdade que
a explicação religiosa tem por base
a fé (Hb 11.3), enquanto a explicação
científica se fundamenta na evidência
empírica. Mas existem variações em
ambas as propostas. Descobertas ao
longo dos sé cu los confirm am que
causas inteligentes em piricam ente
d etectáveis são n e cessá ria s para
explicar as estruturas biológicas ricas
em informação e a com plexidade da
natureza. Esse conceito é conhecido
como Design Inteligente. Criacionis-
mo e Design Inteligente podem ser
interligados, mas não são a mesma
coisa. A proposta e a metodologia de
ambos não são iguais, pois nem todo
criacionista aceita a Teoria do Design
Inteligente e vice-versa. O m odelo
científico do Design Inteligente pro­
põe que o mundo foi criado, mas não
tem como provar em laboratório que
Deus o criou.
2. 0 modelo evolucionista. É um
teoria que nunca se sustentou cien­
tificamente, apesar de sua aparência
científica (1 Tm 6.20). Tem por base
Lições B íblicas /P ro fe s s o r 13
pressupostos naturalistas, entre os
quais a proposta darwinista da seleção
natural se destaca como o principal
mecanismo evolutivo. O naturalismo,
a hipótese mais aceita para explicar o
evolucionismo, ensina que organismos
biológicos existentes evoluíram em um
longo processo através das eras. É a
cosmovisão favorável à ideia de que o
universo e a vida vieram à existência
por meio de processos de geração
espontânea, sem intervenção de um
ato criador, isto é, eles teriam evoluído
até a complexidade atual por meio da
seleção natural, a teoria da sobrevi­
vência dos mais fortes. Mas tudo isso
não passa de mera teoria que nunca
pôde ser confirmada. 0 evolucionismo
ateu exclui Deus da criação.
SÍNTESE DO TÓPICO II
0 criacionismo e o evolucionismo
são antagônicos.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"[...] Quando consideramos a pos­
sibilidade de que Deus usou o processo
evolucionário para criar ao longo de
milhões de anos, confrontamo-nos com
sérias consequências: a Palavra de Deus
não é mais competente e o caráter de
nosso Deus amoroso é questionado.
Já na época de Darwín, um dos
principais evolucionistas entendia o
problema de fazer concessão ao afirmar
que Deus usou a evolução. Uma vez que
você aceite a evolução e suas implicações
para a história, então o homem está livre
para escolher as partes da Bíblia que
quer aceitar" (HAM, Ken. Criacionismo:
verdade ou mito? 1 ed. Rio de Janeiro:
CPAD, 2011, pp. 35,36).
I I I - A CRIAÇÃO
1. A criação do Universo. Deus
criou o universo do nada; é a chamada
creatio ex nihilo da teologia judaico-
-cristã revelada na Bíblia. A narrativa do
primeiro capítulo de Gênesis é enten­
dida à luz do contexto bíblico. O ponto
de partida da criação é: “No princípio
criou Deus os céus e a terra" (Gn 1.1).
O verbo hebraico "criou" é bará, e este
apresenta características peculiares: o
sujeito da afirmação é sempre Deus, o
Deus de Israel, e nunca foi aplicado a
deuses estranhos; é um termo próprio
para referir-se à ação criadora de Deus a
fim de distinguir-se de toda e qualquer
realização humana. Essa ideia d o pat
divino, ou seja, do "faça-se", é apoiada
em toda a Bíblia. Deus trouxe o univer­
so à existência do nada e de maneira
instantânea, pela sua soberana e livre
vontade (Sl 33.9; Hb 11.3; Ap 4.11).
2. A narrativa da criação em Gê­
nesis 1. No primeiro dia, Deus trouxe
CONHEÇA MAIS
•Criacionismo X evolucionismo
"Hoje, muitos cristãos afirmam que os milhões de anos
de história da Terra se ajustam à Bíblia e que Deus usou
o processo evolucionário para criar. Essa ideia não é
uma invenção recente. Para conhecer
mais, leia Criacionismo: verdade
ou mito?, CPAD, p. 33).
14 Lições Bíblicas/Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
à existência a luz (Gn 1.3); no segundo,
criou a expansão ou firmamento (vv.6-8);
e, no terceiro, "disse Deus: Ajuntem-se
as águas debaixo dos céus num lugar;
e apareça a porção seca" (v.9). A essa
porção seca Ele chamou terra e ao ajunta­
mento das águas, mares (v.10). Ainda no
terceiro dia, surgiram os continentes com
seus relevos e a vegetação (vv.9-13). Os
corpos celestes: o sol, a lua e as estrelas
aparecem no quarto dia (vv.14-19). As
aves e os animais marinhos surgem no
quinto dia (vv.20-23).
3. A criação do ser humano. A raça
humana teve sua origem em Deus, atra­
vés de Adão (At 17.26; 1 Co 15.45). O ser
humano foi criado no sexto dia, como
a coroa de toda a criação, e recebeu de
Deus a incumbência de administrar a
terra e a natureza. O homem não é me­
ramente um animal racional, mas um ser
espiritual criado à imagem e semelhança
de Deus. A frase "Façamos o homem"
(Gn 1.26), quer dizer: "Vamos fazer o ser
humano", pois o termo hebraico usado
para "hom em " é adam, que significa
"gênero humano". 0 ser humano cria­
do por Deus se constitui em "macho e
fêmea" (v.27). Esse ser humano recebeu
diretamente de Deus o sopro em suas
narinas (Gn 2.7). Em outro lugar, a Bíblia
revela que Deus o fez um pouco menor
do que os anjos (Sl 8.5).
SÍNTESE DO TÓPICO III
A narrativa bíblica a respeito da
criação é verdadeira.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"Em Gênesis 1, a palavra hebraica
para dia é yom. A maior parte do uso dela
no Antigo Testamento é com o sentido
de dia, dia literal; e, nas passagens em
que o sentido não é esse, o contexto
deixa isso claro.
Primeiro, yom é definido na pri­
meira vez em que é usado na Bíblia (Gn
1.4,5) em seus dois sentidos literais:
a porção clara do ciclo luz/trevas e
todo o ciclo luz/trevas. Segundo, yom
é usado com 'noite' e 'manhã'. Em todas
as passagens em que essas duas pala­
vras são usadas no Antigo Testamento,
juntas ou separadas, e no contexto de
yom ou não, elas sempre tem o sentido
literal de noite ou manhã de um dia
literal. Terceiro, yom é modificado por
um número: prim eiro dia, segundo
dia, terceiro dia, etc., o que em todas
as passagens do Antigo Testamento
indicam dias literais. Ouarto, Gêne­
sis 1.14 define literalmente yom em
relação aos corpos celestiais" (HAM,
Ken. Criacionismo: Verdade ou mito?
led. Rio de Janeiro: CPAD, 2011,p. 30).
CONCLUSÃO
Os ensinos inadequados sobre
Deus e o Senhor Jesus Cristo exigiram
da Igreja desde muito cedo uma defi­
nição sobre o assunto. Os principais
credos iniciam declarando que Deus
é o Criador de todas as coisas no céu
e na terra. Trata-se de um resumo do
que ensina a Bíblia desde G ênesis
até Apocalipse. Era uma resposta
aos diversos conceitos errôneos dos
gnósticos sobre Deus. 0 contexto hoje
exige uma resposta similar, pois são
muitos os nossos desafios. Devemos
estar preparados para com bater a
indiferença religiosa e o ceticismo à
nossa volta que tanto têm contaminado
vizinhos, colegas de escola e também
do trabalho.
2017- Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 15
ANOTAÇÕES DO PROFESSOR
PARA REFLETIR
A respeito do único Deus verdadeiro
e a criação, responda:
• Q ual o significado teológico da expressão "é o único SEN H O R " ou "o
SEN H O R é u m "?
0 significado está no fato de existir um só Deus, e de Deus ser um só. Tal
expressão diz respeito tanto a "singularidade" quanto à "unidade" de Deus.
•Quem disse que o Deus de Israel é também o nosso Deus? Cite a referência.
0 Senhor Jesus Cristo (Jo 1.18). Paulo também pregava isso (At 22.14).
• Q ual foi o ponto de partida da criação?
"N o princípio criou Deus os céus e a terra" (Gn 1.1).
• Com o Deus trouxe o universo è existência?
Ele trouxe o universo à existência do nada.
• Oual o significado de adam,"hom em ", no relato da criação (Gn 1.26,27)?
0 significado do termo hebraico usado para "hom em " é adam, que significa
"gênero humano".
CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 71, p. 37. Você encontrará mais subsídios
para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.
SUGESTÃO DE LEITURA
Criacio-
nismo:
Verdade
ou Mito?
Tenha as respostas certas na
ponta da língua!
RESPOSTAS n
r i l i r n ç Respostas
aos Céticos
Para os que buscam conhe­
cimento para fornecer respos­
tas sobre questões referentes
a fé cristã.
O Começo
de Todas
as Coisas
Estudo sobre o livro
de Gênesis.
16 Lições Bíblicas/Professor Julho/Agosto/Setembro • 201 7
Lição 3
16 de Julho de 2017
A Santíssima Trindade: um
só Deus em três Pessoas
Texto Áureo
"Portanto, ide, ensinai todas as na­
ções, batizando-as em nome do Pai, e
do Filho, e do Espírito Santo.“
(Mt 28.19)
Verdade Prática
Cremos em um só Deus, eternamente
subsistente em três pessoas distintas:
o Pai, o Filho e o Espírito Santo iguais
em substância, glória,
poder e majestade.
LEITURA DIÁRIA
S e g u n d a -C n 1.1
0 nome hebraico Elohim, "Deus", é
plural, e isso vislumbra a Trindade
Terça - Gn 1.26
A doutrina da Trindade está
implícita no Antigo Testamento
desde o princípio
Quarta - F p 2.11
A Bíblia ensina que o Pai é Deus
I Quinta - Jo 1.1
As Escrituras afirmam que o Filho
é Deus
Sexta - At 5.3,4
A Palavra de Deus mostra a
deidade do Espírito Santo
| S á b a d o -D t 6.4
0 nome "D eus" ou "SENHOR" se
aplica ao Deus Trino e Uno
201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 17
WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 Coríntios 12.4-6; 2 Coríntios 13.13
- Ora, há diversidade de mas é o mesmo Deus que opera
dons, mas o Espírito é o mesmo. em todos.
- E há diversidade de ministérios, - A graça do Senhor Jesus
mas o Senhor é o mesmo. Cristo, eo amorde Deus, ea comunhão do
- E há diversidade de operações, EspíritoSantosejamcom vós todos. Amém!
HINOS SUGERIDOS: 10,185, 307 da Harpa Cristã
OBJETIVO GERAL
Saber que cremos em um só Deus, eternamente subsistente
em três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada
tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico Icom os seus respectivos subtópicos.
0 Explicar as construções bíblicas trinitárias;
Q Mostrar que Deus é trino e único;
Conhecer algumas crenças inadequadas a respeito da Trindade;
© Apresentar algumas respostas às objeções acerca da Trindade.
18 Lições B íblicas /P ro fe s s o r Julho/Agosto/Setem bro - 201 7
• INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Na lição de hoje estudaremos a respeito de uma das mais importantes e cru­
ciais doutrinas do pensamento cristão, a Trindade. Não cremos na existência de
três deuses, mas em um só que subsistente em três pessoas distintas, eternas e
que criaram todas as coisas. É importante que você procure, no decorrer da lição,
enfatizar que embora não conste na Bíblia a palavra Trindade, vamos encontrar
tanto no Antigo Testamento quanto no Novo, evidências desta relevante doutrina.
Veremos na lição como o conceito de Trindadefoiformulado. Segundo Stanley
Norton, "historicamente, a Igrejaformulou a doutrina da Trindade em razão do
grande debate a respeito do relacionamento entre Jesus de Nazaré e o Pai".
Oue o Deus Trino e Uno abençoe sua aula e seus alunos de modo que eles
possam compreender e confessar ao mundo afé em um só Deus, existente em
si mesmo como Pai, Filho e Espírito Santo.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A doutrina da Trindade é a verdade
mais crucial do pensamento cristão, mas
como conciliar o monoteísmo revelado
no Antigo Testamento com a divindade
de cada pessoa da Trindade? Esse
é o enfoque da presente lição.
I-C O N S T R U Ç Õ E S
BÍBLICAS TRINITÁRIAS
1.A unidade na Trindade
(1 Co 12.4-6). Uma leitura su­
perficial dessa passagem pode
levar alguém a argum entar que
o texto não diz que cada uma dessas
pessoas é Deus, como costumam fa­
zer determinados grupos tidos como
cristãos. 0 apóstolo Paulo se refere à
Trindade usando outra linguagem. Ele
afirma a unidade de Deus, uma só es­
sência e substância, em diversidade de
manifestações de cada Pessoa distinta.
E declara que o Espírito é o mesmo,
o Senhor é o mesmo e o Deus Pai é o
mesmo. É a unidade na diversidade.
2.A bênção apostólica (2 Co 13.13).
Há aqui certo paralelismo com a bênção
sacerdotal (Nm 6.24-26). Essa saudação
201 7 -Julho/Agosto/Setembro
final não é comum nas epístolas pau-
linas. Não parece haver aqui intenção
de explicar a doutrina da Trindade.
Trata-se do pronunciamento habitual
do ministro de culto ao despedir os fiéis
no fim das reuniões nas primeiras
décadas da história da Igreja.
Se isso puder ser confirmado,
significa que os cristãos já
estavam conscientes dessa
realidade divina desde muito
cedo na vida da Igreja. A fonte
da graça do Senhor Jesus é o
amor de Deus no Espírito Santo. É
uma saudação trinitária.
3. O Deus trino e uno revelado
(Ef 4.4-6). Temos aqui a diversidade
de operações e funções na unidade
de Deus. É D eus quem nos chama
por meio do Espírito Santo. Jesus é
o nosso Senhor, a fonte de nossa fé e
esperança. O Pai, o Filho e o Espírito
Santo são iguais em poder, glória e
majestade, que subsistem desde a
eternidade em uma só substância
indivisível, mas m anifestos na h is­
tória salvífica em formas pessoais e
funções distintas (1 Pe 1.2).
Lições Bíblicas /Professor 19
PONTO
CENTRAL
Cremos em um
só Deus, eterna­
mente subsis­
tente em três
pessoas.
SÍNTESE DO TOPICO I
Na Bíblia encontramos algumas
construções trinitárias.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"O conceito do Deus Trino e Uno
acha-se som ente na tradição judai-
co-cristã. Esse conceito não surgiu
mediante a especulação dos sábios
deste mundo, mas através da revelação
outorgada passo a passo na Palavra
de Deus. Em todos os escritos dos
apóstolos, a Trindade é im plícita e
tomada como certa (Ef 1.1-14; 1 Pe
1.2). Fica claro que o Pai, o Filho e o
Espírito Santo, existem eternamente
como três Pessoas distintas, mas as
Escrituras também revelam a unidade
dos três membros da Deidade.
As Pessoas da Trindade têm von­
tades separadas, porém nunca con­
flitantes (Lc 22.42; 1 Co 12.11). O Pai
fala ao Filho, empregando o pronome
da segunda pessoa do singular: 'Tu
és meu Filho amado; em ti me tenho
com prazido' (Hb 9.14). Declara que
veio ’não para fazer a minha vontade,
mas a vontade daquele que me enviou'
(3o 6.38)" (HORTON, Stanley. Teologia
Sistemática: Uma perspectiva pentecos-
tal. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996,
pp. 162-3).
I I - 0 DEU S TRINO E UNO
1 . Uma questão crucial. A Bíblia
mostra com clareza meridiana a divin­
dade do Filho: "e o Verbo era Deus" (Jo
1.1). Trata-se de uma divindade plena e
absoluta: "porque nele habita corporal­
mente toda a plenitude da divindade" (Cl
2.9). As Escrituras afirmam também que
o Espírito Santo é Deus: "Não sabeis vós
que sois o templo de Deus e que o Espírito
de Deus habita em vós?" (1 Co 3 .16); e
é também Senhor: "Ora, o SENHOR é o
Espírito" (2 Co 3.17, ARA). Como conciliar
essa verdade com o monoteísmo rati­
ficado pelo próprio Senhor Jesus? (Mc
12.29,30). Tal não se trata de triteísmo,
isto é, "três deuses", pois existe um só
Deus e Deus é um só (1 Co 8.6;Gl 3.20).
A única explicação é a Trindade.
2. A Trindade. A Trindade está
presente na Bíblia desde o A ntigo
Testamento (Gn 1.26; 3.22; Is 6.8). 0
Senhor Jesus apresenta o Pai e o Espí­
rito Santo num tipo de relacionamento
"eu, tu ele" (Jo 16.7-16). Antes de sua
ascensão ao céu,Jesus mandou que
os discípulos batizassem "em nome
do Pai, e do Filho e do Espírito Santo"
(Mt 28.19). Essa é a passagem bíblica
mais contundente em favor da Trindade.
Temos aqui um conceito trinitário muito
claro e vívido. Trata-se de um resumo da
realidade divina ensinada durante seu
ministério acerca de si mesmo e do Pai
(Mt 11.27) e do Espírito Santo (Mt 12.28).
CONHEÇA MAIS
Trindade
”[Do gr. trias, três; do lat. trinitatem, grupo de três
pessoas] Doutrina bíblica segundo a qual a divindade,
embora uma em sua essência, subsiste nas Pessoas do
Pai, do Filho e do Espírito Santo. Para
conhecer mais, leia Dicionário
Teológico, CPAD, p.349.
20 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
A Igreja, desde a antiguidade, resume
essas passagens bíblicas na fé em um
só Deus que subsiste eternamente em
três pessoas distintas.
SÍNTESE DO TÓPICO II
Cremos em um Deus trino e uno.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"Trindade
[Do grego triasi do latim trinitatem,
grupo de três pessoas] Doutrina segundo
a qual a Divindade, embora uma em sua
essência, subsiste nas Pessoas do Pai, do
Filho e do Espírito Santo. As Três Pessoas
são iguais nas substâncias e nos atributos
absolutos, metafísicos e morais.
Apesar de o termo não se encontrar
nas Sagradas Escrituras, as evidências que
atestam a doutrina são, tanto no Antigo,
como no Novo Testamento, incontestáveis.
A palavra Trindade foi usada pela pri­
meira vez, em sua forma grega, por Teófilo;
e ,em sua forma latina, por Tertuliano.
O Credo Atanasiano assim se ex­
pressa acerca da doutrina da Santís­
sima Trindade: 'Adoram os um Deus
em trindade, e a trindade em unidade,
sem confundir as pessoas, sem separar
a substância" (ANDRADE, Claudionor
Corrêa de. Dicionário Teológico. 8.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 1999, p. 279).
III - A S CRENÇAS IN AD EQ U AD AS
1. Os monarquianistas dinâmicos.
Trata-se de um movimento que surgiu
após a metade do segundo século em
torno do monoteísmo cristão. Tertuliano,
um dos líderes cristãos daquela geração,
polemizou com eles, chamando-os de
monarquianistas (do grego, monarchia,
"governo exercido por um único sobera­
no"). Eles ensinavam que Jesus recebeu a
20) 7 - Julho/Agosto/Setem bro
dynamis, "poder", em grego, por ocasião do
seu batismo no rio Jordão; outros afirma­
vam que Jesus se tornou divino por ocasião
de sua ressurreição. Todas as ideias do
movimento negavam a deidade absoluta
de Jesus e contrariavam a crença desde
a Era Apostólica, que considerava Jesus
"o verdadeiro Deus e a vida eterna" (1 Jo
5.20). Eles são os ancestrais do arianismo.
2. Os monarquianistas modalistas
Esses são assim identificados porque
ensinavam que Deus aparece de modos
diferentes. Para eles, Deus aparece com
a máscara de Pai na obra criadora, com
a máscara de Filho no seu nascimento e
na ascensão, e a partir daí aparece com
a máscara de Espírito Santo. Pai, Filho
e Espírito Santo não são três pessoas,
mas três faces, semblantes ou másca­
ras. É a doutrina unicista que nega a
Trindade. Trata-se de um erro teológico
crasso, pois a Bíblia é clara na distinção
dessas pessoas (Mt 3.16,17; Jo 8.17,18;
2 Jo 3). O bispo Sabélio foi o principal
expoente dessa doutrina, por isso ela
é conhecida como sabelianismo. Seus
herdeiros espirituais ainda estão por aí.
0 resumo teológico deles é o seguinte:
Deus é Jesus; no entanto, a Bíblia ensina
que Jesus é Deus.
3.0 arianismo. É o nome da doutrina
formulada por Ário e do movimento que
ele fundou em Alexandria, Egito, no ano
318. Sua doutrina contrariava a crença
ortodoxa seguida pelas igrejas desde o
período apostólico. Ário ensinava que o
Senhor Jesus não era da mesma substância
do Pai; era criatura, criado do nada, uma
classe divina de natureza inferior, nem
divina nem humana, uma terceira classe
entre a deidade e a humanidade. A palavra
de ordem de seus seguidores era: "Houve
tempo em que o Verbo não existia". Mas
o ensino bíblico sustentado pelas igrejas
desde o princípio afirma que o Filho é
eterno (Is 9.6), pois transcende a criação:
Lições B íblicas /P ro fe s s o r 21
"E ele é antes de todas as coisas, e todas
as coisas subsistem por ele" (Cl 1.17).
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"Arianism o
Heresia fermentada por um presbí­
tero do 4oséculo chamado Ário. Negando
a divindade de Cristo, ensinava ele ser
Jesus o mais elevado dos seres criados.
Todavia, não era Deus. Por este motivo,
seria impropriedade referir-se a Cristo
como se fora um ente divino.
Para fundamentar seus devaneios
doutrinários, buscava desautorizar o
Evangelho de João por ser o propósito
desta Escritura, justamente, mostrar
que Jesus Cristo era, de fato, o Filho
de Deus. Os ensinos de Ário foram
condenados no Concílio de Niceia em
3 2 5 " (ANDRADE, Claudionor Corrêa
de. Dicionário Teológico. 8.ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 1999, p. 52).
IV - RESPOSTA À S OBJEÇÕES
ACERCA DA TRIN D ADE
1. Esclarecimento. Os unicistas mo­
dernos pregam que a doutrina da Trindade
é uma invenção do Concílio de Niceia, por
ordem de um imperador romano pagão.
Mas esses movimentos estão equivocados,
pois mais de cem anos antes Tertuliano já
havia formulado a doutrina da Trindade.
Além disso, o tema do referido Concílio,
o Filho, reafirma a deidade de Jesus e a
sua consubstancialidade com o Pai. O
Credo não traz informação alguma sobre
o Espírito Santo. O documento aprovado
em Niceia tornou-se ponto de partida, ao
22 Lições Bíblicas /Professor
invés de ponto de chegada. A controvérsia
prosseguiu por duas razões principais: a
volta do arianismo e a indefinição sobre
o Espírito Santo.
2. A definição de Tertuliano. Ele foi
o neologista da Igreja que criou o termo
“Trindade", na seguinte declaração: "To­
dos são um, por unidade de substância,
embora ainda esteja oculto o mistério
da dispensação que distribui a unidade
numa Trindade, colocando em sua ordem
os três. Pai, Filho e Espírito Santo; três
contudo, não em essência, mas em grau;
não em substância, mas em forma; não
em poder, mas em aparência; pois eles
são de uma só substância e de uma só
essência e de um poder só, já que é de
um só Deus que esses graus e formas e
aspectos são reconhecidos com o nome
de Pai, Filho e Espírito Santo (Contra
Práxeas, II). Um só Deus, portanto, a
essência, a substância e o poder são
um só; mas a diferença está no grau, na
forma e na aparência que chamamos de
"pessoas" (Mt 28.19).
3. Formulação definitiva da Trin­
dade. Isso só aconteceu no Concílio de
Constantinopla em 381, com base nos
trabalhos de Atanásio que combate­
ram os arianistas e também os grupos
contrários à doutrina do Espírito San­
to, como os pneumatomacianos e os
tropicianos; e com base nas obras dos
chamados pais capadócios: Basílio de
Cesareia, Gregório de Nissa e Gregório
de Nazianzo. O Credo Niceno-Constan-
tinopolitano reafirma o Credo de Niceia
e define a divindade do Espírito Santo,
estabelecendo de uma vez por todas a
doutrina da Santíssima Trindade.
SÍNTESE DO TÓPICO IV
Na Bíblia Sagrada encontramos as
respostas às objeções acercada Trindade.
Julho/Agosto/Setembro - 201 7
SÍNTESE DO TÓPICO III
Os monarquianistas dinâmicos, os
modalistaseo arianismopropagam cren­
ças inadequadas a respeito da Trindade.
SUBSÍDIO TEOLOGICO
"Concílio de Niceia e de Constan­
tinopla
Primeiro concílio ecumênico da
história. Convocado pelo im perador
Constantino, em 325, teve como objetivo
solucionar os problemas que dividiam a
cristandade. Problemas esses causados
pelo arianismo. Buscando reafirmar
a unidade da Igreja, os participantes
do concílio redigiram uma confissão
teológica, confirm ando a ortodoxia
doutrinária do Cristianismo.
Em 381, reuniram-se em Constanti­
nopla 150 bispos, a pedido do imperador
Teodócio I,com o objetivo de confirmar a
unidade da igreja no Oriente. Terminado
os trabalhos, aquele segmento da cristan­
dade livrava-se de mais de meio século de
domínio ariano" (ANDRADE, Claudionor
Corrêa de. Dicionário Teológico. 8.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 1999, pp. 88,89).
CONCLUSÃO
Diante do exposto, está claro que a
doutrina da Trindade é bíblica e está pre­
sente desde o Gênesis até o Apocalipse.
ANOTAÇÕES DO PROFESSOR
PARA REFLETIR
A respeito da Santíssima Trindade:
Um só Deus em três pessoas, responda:
• Qual a passagem bíblica m ais contundente em favor da Trindade?
Mateus 28.19.
• 0 que significa ser "u n ic ista "?
Significa crer na doutrina unicista que nega a doutrina da Trindade.
• 0 que é arianism o?
É a doutrina formulada por Ário e o movimento que ele fundou em Alexandria,
Egito. Ário ensinava que o Senhor Jesus não era da mesma substância do Pai.
• O uem criou o term o Trindade no m undo O cidental?
Tertuliano.
• Q uando e onde a form ulação trinitária se definiu?
A formulação trinitária só aconteceu no Concílio de Constantinopla em 381.
CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 71, p. 37. Você encontrará mais subsídios
para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.
201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas/Professor 23
23 de Julho de 2017
0 Senhor eSalvad
JesusCristo
Tento Áureo
"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho,
ea verdade, e a vida. Ninguém vem
ao Pai senão por mim."
(Jo 14.6)
Verdade Prática
Cremos no Senhor Jesus Cristo, o
Filho Unigénito de Deus, plenamente
Deus, plenamente Homem e o único
Salvador do mundo.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - 3o 3 .16-18
Jesus é o Filho Unigénito de Deus
Terça - Rm 1.3,4
Jesus é o verdadeiro Deus e o
verdadeiro homem
Ouarta - Is 7.14; Mt 1.20,23
Jesus foi concebido pelo Espírito
Santo e nasceu da virgem Maria
Q u in ta -H b 10.12
A morte de Jesus
foi expiatória
S e x ta -R m 8.34
Jesus ressuscitou dentre os mortos e
intercede por nós
j S á b a d o -A t 1.9
Jesus subiu aos céus
24 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 1.1-14
9 - Ali estava a luz verdadeira, que
alum ia a todo homem que vem ao
mundo,
10 - estava no mundo, e o mundo foi
feito por ele e o mundo não o conheceu.
11 - Veio para o que era seu, e os seus
não o receberam.
12 - Mas a todos quantos o receberam
deu-lhes o poder de seremfeitosfilhos
de Deus: aos que creem no seu nome,
13 - os quais não nasceram do sangue,
nem da vontade da carne, nem da von­
tade do varão, mas de Deus.
- E o Verbo se fez carne e habitou
entre nós, e vimos a sua glória, como
a glória do Unigénito do Pai, cheio de
graça e de verdade.
HINOS SUGERIDOS: A l, 124, 533 da Harpa Cristã
OBJETIVO GERAL
Explicar porque cremos que Jesus é o Filho Unigénito de Deus,
plenamente Deus e plenamente homem.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada
tópico. Porexemplo, o objetivo Irefere-se ao tópico Icom os seus respectivos subtópicos.
Q Compreender que Jesus é o Filho Unigénito de Deus;
O Mostrar a deidade do Filho de Deus;
€ > Apresentar a humanidade do Filho de Deus.
201 7 -Julho/Agosto/Setem bro Lições Bíblicas /P ro fe s s o r 25
- No princípio, era o Verbo, e o Verbo
estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2 - Ele estava no princípio com Deus.
3 - Todas as coisasforamfeitas por ele,
e sem ele nada do quefoifeito sefez.
- Nele, estava a vida e a vida era a luz
dos homens;
-e a lu z resplandece nas trevas, eas
trevas não a compreenderam.
- Houve um homem enviado de Deus,
cujo nome era João.
7 - Este veio para testemunho para
que testificasse da luz, para que todos
cressem por ele.
- Não era ele a luz, mas veio para que
testificasse da luz.
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, nesta lição estudaremos a respeito do Homem mais
importante que já viveu nesta terra, Jesus Cristo, o Filho Unigénito de Deus.
0 seu nascimento foi e é um marco na história da humanidade. Depois da
sua vinda ao mundo a História passou a ser dividida em antes de Cristo e
depois dEle. É importante lembrar que quando Jesus veio ao mundo, a Pa­
lestina estava debaixo do jugo romano. César Augusto era o imperador e os
imperadores romanos eram visto por todos como um deus. Porém, o Rei dos
reis veio habitar entre nós. Ele nasceu em um lugar simples, em um estábulo.
Seu berço não foi de ouro, mas foi uma simples manjedoura. Ele abriu mão
de toda a sua glória para vir ao mundo salvar todos os perdidos e revelar-se
aos piedosos e às minorias.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Há inúmeros pontos da cristologia
dignos de ocupar a mente e o coração
de todos os seres humanos. 0 nosso
espaço aqui é exíguo para um estudo
completo. Temos de nos contentar
com alguns pontos relevantes p o n t o
sobre a verdadeira identida­
de de Jesus. A provisão do
Antigo Testamento sobre a
obra redentora de Deus em
Cristo é rica em detalhes. Os
escritores do Novo Testamento
reconhecem a presença e a obra de
Cristo na história da redenção, nas suas
instituições e festas. 0 nosso enfoque
aqui é a verdadeira identidade Jesus.
CENTRAL
Cremos que Jesus
é o Filho Unigénito
de Deus, plenamen­
te Deus e plena­
mente homem.
I - 0 FILHO UNIGÉNITO DE DEU S
1.0 Filho de Deus. 0 apóstolo João
explica o motivo que o levou a escre­
ver o seu evangelho com as seguintes
palavras: "Estes, porém, foram escritos
para que creiais que Jesus é o Cristo,
o Filho de Deus, e para que, crendo,
tenhais vida em seu nome" (Jo 20.31).
Temos aqui dois pontos importantes.
0 prim eiro é sobre a identidade de
26 Lições Bíblicas /Professor
Jesus: Ele é o Cristo e o Filho de Deus;
o outro é o motivo dessa revelação, a
redenção de todo aquele que crê nessa
verdade. É de toda importância saber o
significado do título “Filho de Deus". A
profecia de Isaías anuncia: "Porque
um menino nos nasceu, um fi­
lho se nos deu" (Is 9.6). Note
que o menino nasceu, mas
o Filho, segundo a palavra
profética, não nasceu, mas
"se nos deu". 0 nascimento
desse menino aconteceu em
Belém, mas o Filho foi gerado
desde a eternidade (Jo 17.5, 24), pois
transcende a criação: "E ele é antes de
todas as coisas, e todas as coisas sub­
sistem por ele" (Cl 1.17). É como disse
Atanásio, em resposta aos arianistas,
referindo-se à eternidade de Jesus:
"o Pai não seria Pai se não existisse
o Filho".
2. Significado. 0 significado d
termo "filho" nas Escrituras é amplo, e
uma das acepções diz respeito à mesma
natureza do pai (Jo 14.8,9). Quando
Jesus se declarou Filho de Deus, Ele
estava reafirmado sua divindade, e os
Julho/Agosto/Setem bro - 201 7
judeus entenderam perfeitamente a
mensagem (Jo 5.17,18). 0 Mestre disse:
"Eu e o Pai som os um " (3o 10.30). E,
mais adiante, no mesmo debate com os
judeus, Jesus esclareceu o que significa
ser Filho de Deus: "àquele a quem o
Pai santificou e enviou ao mundo, vós
dizeis: Blasfemas, porque disse: Sou
Filho de D eus?" (Jo 10.36). Alegar que
Jesus não é Deus, mas o Filho de Deus,
como fazem alguns, é uma contradição.
3. S ig n ific a d o de "u n ig é n ito "
(v .l4b). A etim ologia do termo "u n i­
génito", monogenés, em grego, indica
a deidade do Filho. Essa palavra só
aparece nove vezes no Novo Testamen­
to, sendo três em Lucas (7.12; 8.42;
9.38), uma em Hebreus (11.17) e as
outras cinco em referência a Jesus nos
escritos joaninos (Jo 1.14,18; 3.16,18;
1 Jo 4-9). 0 vocábulo vem de monós,
"único", e de genés, que nos parece
derivar de genós, "raça, tipo", e não
necessariam ente do verbo gennao,
"gera r". Então, unigénito, quando
empregado em relação a Jesus, trans­
mite a ideia de consubstancialidade.
É exatamente o que declara o Credo
Niceno: "E [cremos] em um só Senhor
Jesus Cristo, Filho de Deus, o Unigénito
do Pai, que é da substância do Pai,
Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro
Deus de verdadeiro Deus, gerado, não
feito, de uma só substância com o Pai".
SÍNTESE DO TÓPICO I
Jesus Cristo é o Filho Unigénito
de Deus.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"Unigénito
Monogenes é usado cinco vezes,
todas nos escritos do apóstolo João,
acerca de Jesus como o Filho de Deus;
2017 -Julho/Agosto/Setembro
em Hebreus 11.17 é traduzido por
'unigénito', sobre a relação de Isaque
com Abraão.
Com referência a Jesus, a frase 'o
Unigénito do Pai' (Jo 1.14), indica que,
como o Filho de Deus, Ele era o repre­
sentante exclusivo do Ser e caráter
daquele que o enviou. No original, o
artigo definido está omitido tanto antes
de 'Unigénito' quanto antes de 'Pai', e
sua ausência em cada caso serve para
enfatizar as características referidas nos
termos usados. 0 objetivo do apóstolo
João é demonstrar que tipo de glória
ele e seus com panheiros apóstolos
tinham visto. Sabemos que ele não está
fazendo somente uma comparação com
as relações terrenas, pela indicação
da preposição para, que significa ’de,
proveniente de'. A glória era de uma
relação única e a palavra ’Unigénito'
não implica um começo de Sua filiação.
Sugere, de fato, a relação, mas esta deve
ser distinguida da geração conforme é
aplicada aos homens.
Podemos apenas entender corre­
tamente o termo 'unigénito' quando
usados para se referir ao Filho, no
sentido de relação não originada. ’A
geração não é um evento no tempo,
embora distante, mas um fato inde­
pendente do tem po. 0 C risto não
se tornou, mas necessariam ente é o
Filho. Ele, uma Pessoa, possui todos os
atributos da deidade pura. Isto torna
necessário a eternidade, o ser absoluto;
sobre este aspecto Ele não é 'depois'
do Pai"' (Dicionário Vine: 0 significado
exegético e expositivo das palavras do
Antigo e do Novo Testamento. 14.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2011, p. 1045).
II - A DEIDADE DO FILHO DE DEU S
1 . O Verbo de Deus (Jo 1 .1). 0
"Verbo" é a Palavra, do grego Logos.
O termo "D e u s" aparece duas vezes
Lições Bíblicas /Professor 27
0 Verbo era Deus", aponta
para o Filho. ^ ^
nessa passagem, uma delas em refe­
rência ao Pai: "e o Verbo estava com
Deus". Aqui temos uma indicação do
relacionamento intratrinitariano, ou
seja, entre a Trindade, antes mesmo
da fundação do mundo. A preposição
grega pros, usada para "com " nessa
segunda cláusula, diz respeito ao plano
de igualdade e intimidade, face a face,
além de mostrar a distinção entre o
Pai e o Filho, um golpe mortal contra o
sabelianismo. A segunda referência,"e
o Verbo era Deus", aponta para o Filho.
Não se trata de acréscimo de mais um
Deus aqui, posto que ao apóstolo foi
revelado, pelo Espírito Santo, que o
Verbo divino está incluído na essência
una e indivisível da Deidade, embora
seja Ele distinto do Pai (Jo 8.17,18; 2
Jo 3). Da m esma forma, o apóstolo
Paulo transm itiu essa verdade, ao
dizer que "para nós há um só Deus,
o Pai, de quem é tudo e para quem
nós vivem os; e um só Senhor, Jesus
Cristo, pelo qual são todas as coisas,
e nós por ele" (1 Co 8.6). Trata-se do
m onoteísm o cristão.
2. Reações à divindade de Jesus.
É digno de nota que os apóstolos João
e Paulo, como os demais, eram judeus
e foram criados num contexto mono-
teístico. Portanto, não admitiam em
hipótese alguma outra divindade, senão
só, e somente só, o Deus Javé de Israel
(Mc 12.28-30). Observemos que, a cada
fala do Senhor Jesus a respeito de sua
divindade, de sua igualdade com o Pai,
o próprio apóstolo João registra a rea­
ção dos judeus como protesto (Jo 5.18;
8.58,59; 10.30-33). Mesmo assim, esses
apóstolos não hesitaram em declarar,
com ousadia e abertamente, a deidade
absoluta de Jesus (Jo 20.28; Rm 9.5; Cl
2.9; Tt 2.13; 1 Jo 5.20).
3.0 relacionamento entre o Pai e
o Filho. Os pais da Igreja perceberam
também que, além das construções
tripartidas, do relacionam ento in ­
tratrinitariano e histórico-salvífico
revelado nas Escrituras Sagradas, havia
ainda as construções bipartidas que
identificam a mesma deidade no Pai e
no Filho. O Pai e o Filho aparecem no
mesmo nível de divindade (Gl 1 .1; 1
Tm 6.13; 2 Tm 4.1). Essas expressões
bipartidas provam que o Pai e o Filho
são o mesmo Deus, possuindo a mes­
ma substância, mas são diferentes na
form a e na função, não em poder e
majestade. Veja o seguinte exemplo:
CONHEÇA MAIS
-Sabelianismo e unigénito
“Heresia pregada por Sabélio, no III
século, cuja principal tônica era a negação da
Santíssima Trindade".
"Título que descreve a filiação singular
é única de Jesus em relação a Deus-
-Pai." Para conhecer mais, leia
Dicionário Teológico,
CPAD, pp.282,
324.
28 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 2017
"Graça e paz de Deus, nosso Pai, e
do Senhor Jesus Cristo" (Rm 1.7). Os
prim eiros cristãos não precisavam
de explicações adicionais para com ­
preender a divindade de Jesus em
declarações como essas (2 Pe 1.1).
SÍNTESE DO TÓPICO II
Cremos na deidade do Filho de Deus.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"A deidade de Cristo inclui sua
coexistência no tempo e na eternidade,
com o Pai e o Espírito Santo. Confor­
me indica o prólogo de João, o Verbo
é eternam ente preexistente. O uso
do termo 'Verbo' (no grego, Logos) é
significativo, visto que Jesus Cristo é a
principal expressão da vontade divina.
Ele não é somente o único Mediador
entre D eus e a hum anidade (1 Tm
2.5), mas foi também o M ediador na
criação. Deus, falando, trouxe o Uni­
verso à existência, através do Filho, a
Palavra Viva. Porquanto, 'sem ele nada
do que foi feito fna criação] se fez' (Jo
1.3). Colossenses 1.15 diz que Cristo
é a 'im agem do Deus invisível'. E a
passagem de Hebreus 1.1,2 também
proclama a grande verdade: Cristo é a
mais completa e melhor revelação de
Deus à humanidade. Desde o começo, o
Verbo foi a própria expressão de Deus,
e continua a dem onstrá-lo. E então,
'v in d o a plenitude dos tem pos' (Gl
4.4), o 'Verbo se fez carne e habitou
entre nós...’ (Jo 1.14).
Antes de manifestar-se à hum a­
nidade dessa nova maneira, o Verbo
esteve eternam ente em existência
como aquEle que revela a Deus. É bem
provável que as teofanias do Antigo
Testam ento fossem , na realidade,
'cristofanias', visto que em seu estado
2 0 17 -Julho/Agosto/Setembro
^ ^ = = = = = = = = =
Jesus Cristo é o verdadeiro
Deus e o verdadeiro homem.
— — 99
preexistente, os encontros com várias
pessoas, pode revelar a vontade de
Deus, estaria de pleno acordo com seu
ofício de Revelador" (MENZIES, William;
HORTON, Stanley M. Doutrinas Bíblica:
Osfundamentos da nossa fé. 10.ed. Rio
de Janeiro: CPAD, 2010, p. 50).
I I I- A HUMANIDADE DO
FILHO DE DEUS
1. "E o Verbo se fez carne" (Jo
1.14a). 0 prólogo do Evangelho de
João começa com a divindade de Jesus
e conclui com a sua humanidade. 0 Se­
nhor Jesus Cristo é o verdadeiro Deus
e o verdadeiro homem. A sua divinda­
de está presente na Bíblia inteira, de
maneira direta e indireta, nos ensinos
e nas obras de Jesus, com tal abun­
dância de detalhes que infelizmente
não é possível mencioná-los aqui por
absoluta falta de espaço. A encarnação
do Verbo significa que Deus assumiu a
forma humana. A concepção e o nas­
cimento virginal de Jesus (Is 7.14; Mt
1.123) são obra do Espírito Santo (Mt
1.20; Lc 1.35). Tal encarnação do Verbo
é um mistério (1 Tm 3.16).
2. Características humanas. Assim
como as Escrituras revelam a deidade
absoluta de Jesus, da mesma forma
elas ensinam que Ele é plenamente
homem: “Jesus Cristo, homem" (1 Tm
2.5). Há abundantes e incontestáveis
provas de sua humanidade, ou seja, de
que Ele nasceu, cresceu e viveu entre
nós. Seu nascimento é contado com
detalhes nos dois primeiros capítulos
de Mateus e de Lucas. Ele cresceu em
estatura física e intelectual (Lc 2.52); e
Lições Bíblicas /Professor 29
sentiu fome, sede, sono e cansaço (Mt
4.2; 8.24; Jo 4.6; 19.28).
3. Necessidade da encarnação do
Verbo. Jesus foi revestido do corpo
humano porque o pecado entrou na
humanidade por meio do casal Adão e
Eva, seres humanos, e pela justiça de
Deus o pecado tinha de ser vencido
também por um ser humano (Rm 5.12,
17-19). Jesus se fez carne. Fez-se ho­
mem sujeito ao pecado, embora nunca
houvesse pecado, e venceu o pecado
como homem (Rm 8.3). A Bíblia mostra
que todo o gênero humano está con­
denado; que o homem está perdido
e debaixo da maldição do pecado (51
14.2,3; Rm 3.23). Todos são devedo­
res, por isso, ninguém pode pagar a
dívida do outro. A Bíblia afirma que
somente Deus pode salvar (Is 43.11).
Então, esse mesm o Deus tornou-se
homem, trazendo-nos o perdão de
n o sso s p ecad os e cu m p rin d o Ele
mesmo a lei que promulgara (At 4.12;
1 Tm 3.16; Cl 2.14).
"Jesus Cristo não som ente era
pleno Deus, como pleno ser humano.
Ele não era em parte Deus e em parte
hom em . Antes, era cem por cento
Deus, e, ao m esm o tempo, cem por
cento homem. Em outras palavras,
Ele exibia um conjunto pleno tanto de
qualidades divinas quanto de quali­
dades humanas, numa mesma Pessoa,
de tal modo que essas qualidades não
interferiram uma com a outra. Ele há de
retornar como 'esse mesmo Jesus' (At
1.11). Numerosas passagens ensinam
claramente que Jesus de Nazaré tinha
um corpo verdadeiramente humano e
uma alma racional. Eram característi­
cas de seres humanos não-caídos (isto
é, Adão e Eva), que nEle podiam ser
encontradas. Ele foi, verdadeiramente,
o Segundo Adão (1 Co 15.45,47). As
narrativas dos evangelhos aceitam
autom aticam ente a hum anidade de
Cristo. Ele é descrito como um bebê,
na manjedoura, e sujeito às leis hu­
manas do crescimento. Ele aprendeu,
sentia fome, sentia sede e se cansava
(Mc 2.15; Jo 4.6). Ele também sofreu
ansiedade e desapontam entos (Mc
9.19); sofreu dor física e mental, e su­
cumbiu diante da morte (Mc 14.33,37).
Na epístola aos Hebreus há grande
cuidado em se m ostrar sua plena
id e n tific a ç ã o com a h u m anidade
(2.9,17; 4.15; 5.7,8 e 12.2).
A verdade, pois, é que na pessoa
única do Senhor Jesus Cristo habitam
uma natureza plenam ente divina e
outra plenam ente humana, sem se
confundirem. Ele é, verdadeiramente,
pleno Deus e pleno ser humano, Céu
e Terra juntos na mais adm irável de
todas as pessoas" (MENZIES, William;
HORTON, Stanley M. Doutrinas Bíblica:
Osfundamentos da nossa fé. lO.ed. Rio
de Janeiro: CPAD, 2010, p. 51).
CONCLUSÃO
O Senhor Jesus Cristo é a mais
controvertida de todas as personagens
da História porque é o único que é o
verdadeiro Deus e o verdadeiro ho­
mem, e a sua verdadeira identidade só
é possível pela revelação (Mt 16.17; 1
Co 12.3). Isso revela a sua divindade.
SÍNTESE DO TÓPICO III
Cremos na humanidade do Filho
de Deus.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
30 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
PARA REFLETIR
A respeito do Senhor e Salvador Jesus Cristo, responda:
• Oue ideia transmite o termo "unigénito" em relação a Jesus?
A etimologia do termo "unigénito", monogenés, em grego, indica a deidade
do Filho. Unigénito, quando empregado em relação a Jesus, transmite a
ideia de consubstancialidade.
• 0 que representa para o sabelianismo, "e o Verbo estava com D eus"?
Significa um golpe mortal, pois "o Verbo estava com Deus" é uma indicação
do relacionamento intratrinitariano, ou seja, entre a Trindade, antes mesmo
da fundação do mundo.
• O que identificam as construções bipartidas no Novo Testamento?
As construções bipartidas identificam a mesma deidade no Pai e no Filho. O Pai
e o Filho aparecem no mesmo nível de divindade. Essas expressões bipartidas
provam que o Pai e o Filho são o mesmo Deus, possuindo a mesma substância,
mas são diferentes na forma e na função, não em poder e majestade.
• Como começa e termina o prólogo do evangelho de João?
0 prólogo do Evangelho de João começa com a divindade de Jesus e conclui
com a sua humanidade.
• Por que o Senhor Jesus é a personagem mais controvertida da História?
O Senhor Jesus Cristo é a mais controvertida de todas as personagens da
História porque é o único que é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem,
e a sua verdadeira identidade só é possível pela revelação.
CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 71, p. 38. Você encontrará mais subsídios
para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.
SUGESTÃO DE LEITURA
Teologia
do Novo
Testamento
Esta obra oferece uma nova
percepção e compreensão da
disciplina teológica.
Introdução
ao Novo
Testamento
Um livro privilegiado para
estudos e para a sala de aula.
As Grandes
Doutrinas
da Bíblia
Um resumo das principais
doutrinas bíblicas: Escrituras,
Deus, Jesus Cristo, Espírito
Santo...
201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 31
Lição 5
30 de Julho de 2017
A Identidade do
Espírito Santo
Texto Áureo Verdade Prática
"Não sabeis vós que sois o templo de
Deus e que o Espírito de Deus habita
em vós?"
(1 Co 3.16)
Cremos que o Espírito Santo é a Ter­
ceira Pessoa da Santíssima Trindade,
Senhor e Vivificador, que convence
o mundo do pecado, dajustiça e do
juízo, regenera o pecador, e quefalou
por meio dos profetas.
LEITURA DIÁRIA
S e g u n d a -M t 28.19
0 Espírito Santo é Deus
Terça - 2 Co 3.6,17
0 Espírito Santo é Senhor
Q uarta-3o 16.8
0 Espírito Santo convence do
pecado, da justiça e do juízo
Q u in ta-T t 3.5
0 Espírito Santo regenera
Sexta- 2 Pe 1.21
0 Espírito Santo falou por meio dos
profetas e apóstolos
Sáb ad o -3 o 16.13
0 Espírito Santo é o Consolador
32 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 14.15-18,26
1 5 - Se me amardes, guardareis os
meus mandamentos.
16 -Eeu rogarei ao Pai, e ele vos dará
outro Consolador, para quefique con­
vosco para sempre,
1 7 - o Espírito da verdade, que o
m undo não pode receber, porque
não o vê, nem o conhece; mas vós o
conheceis, porque habita convosco e
estará em vós.
18 - Não vos deixarei órfãos; voltarei
para vós.
- Mas aquele Consolador, o Espírito
Santo, que o Pai enviará em meu nome,
vos ensinará todas as coisas e vosfará
lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
HINOS SUGERIDOS: 85, 101, 551 da Harpa Cristã
OBJETIVO GERAL
Mostrar que o Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade
e que Ele convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada
tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico Icom os seus respectivos subtópicos.
Compreender quem é o Espírito Santo;
O Mostrar a divindade do Espírito Santo à luz da Bíblia;
€ > Apresentar os atributos da divindade;
© Analisar a personalidade do Espírito Santo.
201 7 -Julho/Agosto/Setem bro Lições B íblicas /P ro fe s s o r 33
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, nesta lição estudaremos acerca da Terceira Pessoa da
Trindade, o Espírito Santo. Ele não é um fogo, um vento ou uma força, mas
Deus. Uma das provas da sua deidade reside nofato de que Ele possuí atributos
divinos. Sem sua ação teria sido impossível conhecer a Deus e a Jesus Cristo.
Sem Elejamais teríamos experimentado o novo nascimento e a santificação.
Alguns, erroneamente, acreditam que o Espírito Santo entrou no mundo
somente no dia de Pentecostes. Mas, a Terceira Pessoa da Trindade esteve
também presente na criação (Cn 1.26), no ministério de Jesus e dos discípulos.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
As Escrituras Sagradas revelam a
identidade do Espírito Santo, sua deidade
absoluta e sua personalidade, sua con-
substancialidade com o Pai e o Filho como
Terceira Pessoa da Trindade e suas obras
no contexto histórico-salvífico. To­
dos esses dados da revelação só
foram definidos depois do Con­
cílio de Niceia. A formulação
da doutrina pneumatológica
aconteceu tardiam ente na
história da Igreja, na segunda
metade do século IV. A presente
lição pretende explicar e mostrar como
tudo isso aconteceu a partir da Bíblia.
I- O ESPÍRITO SANTO
1. A revelação divina. A Bíblia
m ostra que a revelação divina foi
progressiva, como disse um dos pais
da Igreja no século IV: ”0 Antigo Tes­
tam ento m anifestou claram ente o
Pai e, obscuramente, o Filho. 0 Novo
manifestou o Filho e, obscuramente,
indicou a divindade do Espírito Santo.
Hoje, o Espírito habita entre nós e se dá
mais claramente a conhecer" (Cregório
de Nazianzo). 0 Senhor Jesus revelou o
Pai (Jo 1.18), e o Espírito Santo é quem
revela o Filho (Jo 16.14; 1 Co 12.3).
34 Lições Bíblicas /Professor
2.0 esquecimento. Há abundância
de detalhes na Bíblia sobre a identidade
do Espírito Santo no que diz respeito
à sua personalidade e divindade, bem
como ao seu relacionamento com o Pai e
o Filho. Ele aparece, literalmente, em toda
a Bíblia desde o Gênesis, na criação
(Gn 1.2),até o Apocalipse (22.17).
Mas esses dados da revelação
precisavam ser definidos, daí
a necessidade de formulações
teológicas exigidas pela nova
realidade cultural em que a Igreja
vivia e pelas demais civilizações
em que o evangelho havia penetrado.
Essa difícil tarefa levou séculos para ser
concluída, e as várias tentativas resultaram
também em heresias.
3.0 Espírito Santo e os primeiros
cristãos. A luz do Novo Testamento e
comparando com a literatura patrística
dos séculos II e III, fica claro que os
cristãos da Era Apostólica conheciam
mais sobre a identidade do Espírito
Santo do que os pais da Igreja do refe­
rido período. A verdadeira identidade
do Espírito Santo, com base bíblica, só
aconteceu a partir de Atanásio e dos
três grandes capadócios. Antes disso,
a conceituação sobre o Espírito Santo
era quase sempre inadequada.
Julho/Agosto/Setembro 2017
PONTO
CENTRAL
Cremos que o
Espírito Santo é a
Terceira Pessoa
da Santíssima
Trindade.
SÍNTESE DO TÓPICO I
O Espirito Santo está presente em
toda a Bíblia.
SUBSÍDIO DIDÁTICO
Reproduza o quadro abaixo e utili­
ze-o para mostrar aos alunos algumas
das verdades a respeito do Espírito
Santo extraídas do evangelho de João:
Ele nunca nos deixará (Jo 14.6).
O mundo não pode recebê-lo
(Jo 14.7).__________________________
Ele vive em nós e conosco (Jo 14.17).
Ele nos ensina (Jo 14.26).
Ele nos lembra as palavras de Je­
sus (Jo 14.26).
Ele nos convence do pecado, nos
mostra a justiça de Deus, e anuncia
seu juízo contra o mal (Jo 16.8).
Ele nos guia na verdade, e nos dá
conhecimento de eventos futuros
(Jo 16.13).
Ele glorifica a Cristo (Jo 16.14).
(Extraído da Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal,
CPAD, p. 1472.)
II - A DIVINDADE DO ESPÍRITO
SANTO À LUZ DA BÍBLIA
1. A divindade declarada. 0 Espírito
Santo é chamado de Senhor nas Escrituras
Sagradas: "Ora, o SENHOR é o Espírito"
(2 Co 3.17; ARA). Os nomes "Deus" e "Es­
pírito Santo" aparecem alternadamente
na Bíblia: "Por que encheu Satanás o teu
coração, para que mentisses ao Espírito
Santo, e retivesses parte do preço da
herdade? [...] Não mentiste aos homens,
mas a Deus" (At 5.3,4b). Deus e o Espírito
Santo aqui são uma mesma divindade.
0 apóstolo Paulo também emprega esse
tipo de linguagem: "Não sabeis vós que
2017 Julho/Agosto/Setem bro
sois o templo de Deus e que o Espírito
de Deus habita em vó s?" (1 Co 3.16).
Isso vem desde o Antigo Testamento:
“O Espírito do SENHOR falou por mim,
e a sua palavra esteve em minha boca.
Disse o Deus de Israel, a Rocha de Israel
a mim me falou" (2 Sm 23.2,3). É nessa
linguagem que a Bíblia diz que o Espírito
Santo é Deus.
2. A divindade revelada. O relacio­
namento do Espírito Santo com o Pai e
com o Filho revela a sua divindade e a
sua consubstancialidade com Eles. Isso
está claro nas construções tripartidas do
Novo Testamento (Mt 28.19,1 Co 12.4-6;
2 Co 13.13; Ef 4.4-6; 1 Pe 1.2). Em relação
ao Pai, o Espírito penetra todas as coisas,
até mesmo as profundezas de Deus (1
Co 2.10,11); é igualmente chamado de
"Espírito de Deus" (Gn 1.2) e de "o Es­
pírito que provém de Deus" (1 Co 2.12).
Concernente ao Filho, Ele é chamado por
Jesus de "outro Consolador" (Jo 14.16).
0 termo grego para "Consolador" aqui
é parácleto, que significa "ajudador,
advogado" e é aplicado ao Senhor Jesus
como Advogado (1 Jo 2.1). Ele é chamado
de "Espírito de Jesus" (At 16.7), "Espírito
de Cristo" (Rm 8.9) e ainda "Espírito de
seu Filho" (G14.6).
3. Obras divinas. A divindade do
Espírito Santo é vista não apenas na decla­
ração direta das Escrituras, nem somente
pelo relacionamento dEle com o Pai e o
Filho, mas também nas obras de Deus. O
Espírito Santo é o Criador do Universo
e dos seres humanos (Jó 26.13; 33.4;
Sl 104.30). Ele gerou Jesus (Mt 1.20; Lc
1.35)e o ressuscitou dentre os mortos (1
Pe 3.18); e ressuscitará os fiéis (Rm 8.11).
Ele é o Senhor da Igreja (At 20.28); autor
do novo nascimento (Jo 3.5,6); dá a vida
(Ez 37.14), regenera o pecador (Tt 3.5) e
distribui os dons espirituais (1 Co 12.7-11).
Assim, o Credo Niceno-Constantinopolita-
no declara: "E no Espírito Santo, o Senhor
Lições Bíblicas /Professor 35
e Vivificador, o que procede do Pai e do
Filho, o quejuntamente com o Pai e o Filho
é adorado e glorificado, o que falou por
meio dos profetas". A confirmação bíblica
dessa verdade é abundante (2 Co 3.17; Rm
8.2; Jo 15.26; Fp 3.3; 2 Pe 1.21).
SÍNTESE DO TÓPICO II
Cremos na deidade do Espírito Santo.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
”0 divino Consolador tem pleno
poder sobre todas as coisas. Ele tem
poder próprio. É dEle que flui a vida,
em suas dim ensões e sentidos bem
como o poder de Deus (Sl 104.30; Ef
3 .16). Isso é uma evidência da deidade
do Espírito Santo. Ele tem autoridade e
poder inerentes, como vemos em toda a
Bíblia, máxime em o Novo Testamento.
Em 1 Coríntios 2.4, na única referên­
cia (no original) em que aparece o termo
traduzido por 'demonstração do Espírito
Santo’, designa-se literalmente uma
demonstração operacional, prática e
imediata na mente e na vida dos ouvintes
do evangelho de Cristo. E isso ocorre pela
poderosa ação persuasiva e convincente
do Espírito, cujo efeitos transformadores
foram visíveis e incontestáveis na vida
dos ouvintes de então, confirmando o
evangelho pregado pelo apóstolo Paulo
(1 Co 2.4,5)" (GILBERTO, Antonio. Teolo­
gia Sistemática Pentecostal. l.ed. Rio
de Janeiro: CPAD, 2008, p. 175).
III - OS ATRIBUTOS DA DIVINDADE
1. Alguns atributos incomunicáveis.
A divindade do Espírito Santo é revelada
também nos seus atributos divinos. Aqui
apresentamos apenas alguns, devido à
exiguidade do espaço. 0 Espírito é oni­
potente (Rm 15.19) e a fonte de poder e
milagres (Mt 12.28; At 2.4; 1 Co 12.9-11).
Ele é onipresente, está em toda parte do
Universo (Sl 139.7-10); e é onisciente,
pois conhece todas as coisas, desde as
profundezas de Deus (1 Co 2.10,11),
passando pelo coração humano (Ez 11.5),
até alcançar as coisas futuras (Lc 2.26; Jo
16.13; 1 Tm 4.1). Assim a Bíblia ensina
que o Espírito Santo é eterno (Hb 9.14).
2. Alguns atributos comunicáveis.
A santidade de Deus é o atributo mais
solenizado nas Escrituras (Is 6.3; Ap
CONHEÇA MAIS
* Credo Niceno-Constantinopolitano
“Entre 361-81, a ortodoxia trinitariana passou
por mais refinamentos, mormente no tocante ao ter­
ceiro membro da Trindade, o Espírito Santo. Em 381,
em Constantinopla, os bispos foram convocados pelo
Imperador Teodócio, e as declarações da ortodoxia
de Niceia foram reafirmadas. Além disso, houve men­
ção explícita do Espírito Santo em termos de deida­
de, como o ’Senhor e Doador da vida, procedente do
Pai e do Filho; o qual, com o Pai e o Filho juntamente
é adorado e glorificado; o qual falou pelos profetas."
Para conhecer mais, leia Teologia
Sistemática, uma perspecti­
va pentecostal, CPAD,
P-177.
36 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 20) 7
15.4). 0 termo "santo" é aplicado ao
Espírito como consequência direta de sua
natureza e não como resultado de uma
fonte externa. Ele é santo em si mesmo;
assim, não precisa ser santificado, pois é
Ele quem santifica (Rm 15.16; 1 Co 6.11).
A bondade é outro atributo divino, por
isso, Jesus disse: "Ninguém há bom senão
um, que é Deus" (Mc 10.18 e passagens
paralelas de Mt 19.17; Lc 18.19); no en­
tanto, a Bíblia ensina que o Espírito Santo
é bom (Ne 9.20;Sl 143.10). 0 Espírito é a
verdade (1 Jo 5.6) e sábio (Is 11.2).
3. 0 Espírito Santo e a Trindade. 0
Espírito Santo iguala-se ao Pai e ao Filho,
tendo também um nome, pois o Senhor
Jesus determinou que os seus discípulos
batizassem "em nome do Pai, e do Filho, e
do Espírito Santo" (Mt 28.19). Isso significa
ser o Espírito Santo objeto de nossa fé,
pois em seu nome somos batizados, in­
dicando reconhecimento igual ao do Pai
e do Filho. A expressão "comunhão com
o Espírito Santo" (2 Co 13.13) mostra que
Ele é não apenas objeto de nossa fé, mas
também de nossa oração e adoração. Há
uma absoluta igualdade dentro da Trindade
e nenhuma das três Pessoas está sujeita à
outra, como se houvesse uma hierarquia
na substância divina. Existe, sim, uma
distinção de serviço, e o Espírito Santo
representa os interesses do Pai e do Filho
na vida da Igreja na terra (Jo 16.13,14).
SÍNTESE DO TÓPICO III
0 Espírito Santo possui todos os
atributos da divindade.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"O Espírito Santo é Deus
0 Espírito Santo não é sim ples­
mente uma influência benéfica ou um
poder impessoal. É uma pessoa, assim
como Deus e Jesus o são.
O Espírito Santo é chamado Deus e
Senhor- (At 5.3,4; 2 Co 3.18). Quando
Isaías viu a glória de Deus escreveu:
'Ouvi a voz do Senhor,... vai e diz a este
povo' (Is 6.8,9). 0 apóstolo Paulo citou
essa mesma palavra e disse: ‘Bem falou o
Espírito Santo a nossos pais pelo profeta
Isaías dizendo: Vai a este povo' (cf. At
28.25,26). Com isso, Paulo identificou
o Espírito Santo com Deus" (BERGSTÉN,
Eurico. Introdução à Teologia Sistemática,
l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, p. 97).
IV -P ER SO N A LID A D E
DO ESPÍRITO SANTO
1. As faculdades da personalidade.
A personalidade do Espírito Santo está
presente em toda a Bíblia de maneira
abundante e inconfundível e tem sido
crença da Igreja desde o princípio. Há
nEle elementos constitutivos da perso­
nalidade, tais como intelecto, pois Ele
penetra todas as coisas (1 Co 2.10,11) e
inteligência (Rm 8.27). Ele tem emoção,
sensibilidade (Rm 15.30; Ef 4.30) e tam­
bém possui vontade (At 16.7; 1 Co 12.11).
As três faculdades intelecto, emoção e
vontade caracterizam a personalidade.
2. Reações do Espírito Santo. Outra
prova da personalidade do Espírito Santo
é que Ele reage a certos atos praticados
pelo ser humano. Pedro obedeceu ao
Espírito Santo (At 10.19,21); Ananias
mentiu ao Espírito Santo (At 5.3); Estêvão
disse que os judeus sempre resistiram ao
Espírito Santo (At 7.51); o apóstolo Paulo
nos recomenda não entristecer o Espírito
Santo (Ef 4.30); os fariseus blasfemaram
contra o Espírito Santo (Mt 12.29-31);
os cristãos são batizados em nome do
Espírito Santo (Mt 28.19).
SÍNTESE DO TÓPICO IV
0 EspíritoSantopossuipersonalidade.
2017 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 37
SUBSÍDIO TEOLÓGICO Santo da promessa; o qual é o senhor
_ _ _ - (ja nossa herança, para redenção da
"E difícil sugerir que um dos títulos pOSSessão de Deus, para louvor da sua
ou propósitos do Espírito Santo seja lórja,(Ef 1 1 3 _u r (HORTON, Stanley,
mais importante que outro. Tudo o que Teologia sistemática: Uma perspectiva
o Espírito Santo faz é vital para o Reino pentecostai l ed. Rio de Janeiro: CPAD,
de Deus. Há, no entanto, um propósi- 19g6 p ^ 01j
to, uma função essencial do Espírito
Santo, sem a qual tudo que se tem dito CONCLUSÃO
a respeito dEle até agora não passa A frase que se refere ao Espírito
de palavras vazias: o Espírito Santo é Santo como "terceira Pessoa da Trindade"
o penhor que garante a nossa futura se deve ao fato de seu nome aparecer
herança em Cristo: 'Em quem [Cristo] depois do Pai e do Filho na fórmula ba-
também vós estais, depois que ouvistes tismal. Não se trata, pois, de hierarquia
a palavra da verdade, o evangelho da intratrinitariana, porque o Pai, o Filho
vossa salvação; e, tendo nele também e o Espírito Santo são um só Deus que
crido, fostes selados com o Espírito subsiste em três Pessoas distintas.
PARA REFLETIR
A respeito da identidade do
Espírito Santo, responda:
• Quem revela o Filho?
O Espírito Santo é quem revela o Filho (Jo 16.14; 1 Co 12.3).
• O que revela o relacionamento do Espírito Santo com o Pai e o Filho?
0 relacionamento do Espírito Santo com o Pai e com o Filho revela a sua
divindade e a sua consubstancialidade com Eles.
•O que o Credo Niceno-Constantinopolitano declara sobre o Espírito Santo?
O Credo Niceno-Constantinopolitano declara: "E no Espírito Santo, o Senhor
e Vivificador, o que procede do Pai e do Filho, o que juntamente com o Pai e
o Filho é adorado e glorificado, o que falou por meio dos profetas".
•O que significa ser batizado em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo?
Isso significa ser o Espírito Santo objeto de nossa fé, pois em seu nome
somos batizados, indicando reconhecimento igual ao do Pai e do Filho.
• Quais são os três elem entos constitutivos da personalidade no Es­
pírito Santo?
Intelecto, pois Ele penetra todas as coisas (1 Co 2.10,11), inteligência (Rm
8.27), emoção, sensibilidade (Rm 15.30; Ef 4.30) e vontade.
CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 71, p. 38. Você encontrará mais subsídios
para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.
38 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
6 de Agosto de 2017
A Pecaminosidade Humana
ea sua Restauração a Deus
Texto Áureo
"Porque todos pecaram e destituídos
estão da glória de Deus."
(Rm3.23)
Verdade Prática
Reconhecemos a pecaminosidade
de todos os seres humanos, que os
destituiu da glória de Deus, e que
somente o arrependimento e afé na
obra expiatória e redentora de Jesus
Cristo podem restaurá-los a Deus.
LEITURA DIÁRIA
S e g u n d a -S l 51.5
Todos os humanos são pecadores
Terça - E c 7.20
0 pecado está presente
em todos
Quarta - Is 59.2
0 pecado nos separa de Deus
Q u in ta -R m 3.10-12
Não há na terra um justo sequer
S e x ta -A t 3.19
Somente a fé em Jesus e o
arrependimento restaura o pecador
Sábado - Rm 6.23
A salvação é um dom de Deus
201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 39
WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Romanos 5.12-21
12 - Pelo que, como por um homem
entrou o pecado no mundo, e pelo
pecado, a morte, assim também a
morte passou a todos os homens, por
isso que todos pecaram.
13 - Porque até à lei estava o pecado no
mundo, mas o pecado não é imputado
não havendo lei.
- No entanto, a morte reinou desde
Adão até Moisés, até sobre aqueles
que não pecaram à semelhança da
transgressão de Adão, o qual é afigura
daquele que havia de vir.
1 5 - Mas não é assim o dom gratuito
como a ofensa; porque, se, pela ofensa
de um, morreram muitos, muito mais
a graça de Deus e o dom pela graça,
que é de um só homem, Jesus Cristo,
abundou sobre muitos.
16 - E não foi assim o dom como a
ofensa, por um só que pecou; porque
ojuízo veio de uma só ofensa, na ver­
dade, para condenação, mas o dom
gratuito veio de muitas ofensas para
justificação.
! 7 - Porque, se, pela ofensa de um só,
a morte reinou por esse, muito mais os
que recebem a abundância da graça
e do dom da justiça reinarão em vida
por um só, Jesus Cristo.
- Pois assim como por uma só ofensa
veio ojuízo sobre todos os homens para
condenação, assim também por um só
ato dejustiça veio a graça sobre todos
os homens parajustificação de vida.
- Porque, como, pela desobediência
de um só homem, muitosforam feitos
pecadores, assim, pela obediência de
um, muitos serão feitos justos.
- Veio, porém, a lei para que a
ofensa abundasse; mas, onde o pecado
abundou, superabundou a graça;
2 T - para que, assim como o pecado
reinou na morte, também a graça re­
inasse pela justiça para a vida eterna,
por Jesus Cristo, nosso Senhor.
HINOS SUGERIDOS: 8,198, 536 da Harpa Cristã
OBJETIVO GERAL
Compreender a pecaminosidade de todos os seres humanos,
que os destitui da glória de Deus.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tó­
pico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico Icom os seus respectivos subtópicos.
Q Definir o termo pecado;
O Mostrar a origem do pecado;
© Compreender a solução
para o pecado.
40 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro
• INTERAGINDO COM O PROFESSOR
No livro de Gênesis encontramos um dos relatos mais tristes da história da hu­
manidade, a Oueda. Mas, Deus nãofoi pego de surpresa com o pecado de Adão e
Eva, pois as Escrituras Sagradas afirmam que desde afundação do mundo a morte
redentora de Jesus, pela salvação da humanidade, já havia sido determinada (Ap
13.8). 0 homem pecou de modo deliberado contra Deus, mas o Criadornão o deixou
entregue a sua própria sorte. 0 Senhor providenciou a sua redenção.
Vivemos em uma sociedade relativista, onde muitos não acreditam mais
que haja certo e errado. 0 erro, o pecado, segundo os relativistas, vai depender
do ponto de vista de cada um. Mas, cremos na Verdade absoluta e que a única
solução para o pecado está na fé no sacrifício de Jesus Cristo.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A doutrina do pecado é conhecida
nos tratados de teologia como Hamar-
tiologia, da palavra grega hamartia. 0
estudo se reveste de suma importância
porque se trata do problema básico de
todos os seres humanos. Todos
os conflitos no m undo e as PONTO
confusões existentes na hu- CENTRAL
manidade são manifestações Reconhecemos a
do pecado. Ninguém pode se pecaminosidade de
livrar dele, mas o Senhor Jesus todos os seres
, , humanos.
veio ao mundo para salvar os
pecadores da condenação eterna.
0 enfoque da presente lição é definir e
explicar o pecado, bem como apresentar
o meio divino para a solução humana.
I-D E F IN IN D O OS TERM O S
1. Pecado. Há uma lista extensa
de palavras na Bíblia para designar o
pecado: erro, iniquidade, transgressão,
maldade, impiedade, engano, sedu­
ção, rebelião, violência, perversão,
orgulho, m alícia, concupiscência,
prostituição, injustiça etc., além dos
verbos e adjetivos cognatos. Muitos
desses term os, e outros sim ilares,
estão na som bria lista apresentada
pelo apóstolo Paulo (Rm 1.29-32; Gl
201 7 -Julho/Agosto/Setembro
5.19-21). Mas há um termo genérico
para designar o pecado com todos os
seus detalhes, chattath, e seu equiva­
lente verbal chattá (pronuncia-se hatá,
com "h " aspirado), que literalmente
significa "errar o alvo" (Jz 20.16). O
substantivo derivado desse ter­
mo aparece pela primeira vez
no relato do assassinato de
Abel por seu irmão Caim: "E,
senão fizeres bem, o pecado
jaz à porta" (Gn 4.7). 0 seu
equivalente grego na Septu-
aginta e no Novo Testamento é
hamartia. Essa palavra na Septuaginta
traduz 24 termos hebraicos no Antigo
Testamento referentes ao pecado.
2. Os termos hebraicos awon e
peshá. Há na Bíblia um repertório amplo
que revela o pecado nos seus vários
aspectos, mas este espaço não nos
permite uma apresentação exaustiva.
O termo hebraico avon, "iniquidade,
perversão", vem de uma raiz que sig­
nifica "entortar, torcer", daí a ideia de
perverter a lei de Deus. Essa palavra
aparece traduzida em nossas versões
como "injustiça" (Gn 15.16), "maldade"
(Êx 20.5) e "iniquidade" (Lv 26.40). Já
o verbo avah, de mesma raiz, descreve
Lições Bíblicas/Professor 41
a natureza do coração da pessoa não
regenerada (Jó 15.5). Isso revela a
"vida torta" do pecador. O outro termo
de importância na Hamartiologia do
Antigo Testamento é o verbo pashá
“transgredir" ou o substantivo peshá,
"transgressão, delito" (Gn 31.36; 50.17).
O ser humano forçou e foi além dos
limites que Deus estabeleceu, e isso faz
toda a humanidade, homens e mulheres,
errar o alvo da vida.
3 .0 que é pecado? Sabemos que a
Bíblia não é um livro de definição, mas
de descrição. Ela "revela a verdade em
forma popular de vida e fato", como
bem afirmou um historiador da Igreja
Philip Schaff. As Escrituras declaram
que "o pecado é a transgressão da lei"
(1 Jo 3.4; ARA) e que “toda iniquidade
é pecado" (1 Jo 5.17). Essa declaração
é geralmente conhecida como pecado
de comissão, isto é, quando praticamos
aquilo que não deveríamos fazer (Mt
15.3; Rm 5.14). Mas a Palavra de Deus
nos ensina ainda que "aquele, pois,
que sabe fazer o bem e o não faz co­
mete pecado" (Tg 4.17). Esse pecado
é chamado de omissão, pois consiste
em nossa falta de ação naquilo que
deveríamos fazer (Jo 9.41).
SÍNTESE DO TÓPICO I
Na Bíblia encontramos vários ter­
mos para definir pecado.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"A harmatologia, é uma palavra
usada no campo teológico para designar
'a doutrina do pecado', incluindo seus
aspectos sombrios e sua natureza des­
truidora, tanto aplicada no campo físico
como no campo espiritual, mostrando
em cada detalhe suas disposições hostis
contra Deus, os seres e qualquer entida­
de no mundo da existência. Em sentido
etimológico — a palavra ’pecado1con­
forme se encontra em nossas versões,
vem da palavra hebraica 'hatta'th', do
qual origina-se a raiz hebraica 'hata'
traduzido na Septuaginta da palavra
'hamartia'. Existem algumas palavras
que relatam significados semelhantes
à palavra hebraica hatta' th', como tam­
bém a palavra grega 'hamartia'. Estes
termos são aplicados no tempo e no
espaço para descrever e dar sentido a
tudo aquilo que o pecado é e suas formas
de expressão. Os eruditos teológicos
CONHEÇA MAIS
•Pecado
"Do hebraico hattah; do grego hamartios;do
latim peccatum. Transgressão deliberada e
consciente das leis estabelecidas por Deus. Errar
o alvo estabelecido pelo Criador ao homem:
O pecado mortal é a deliberação consciente e
intencional de se resistir a vontade de Deus.
Não se trata de um simples pecado ou de uma
transgressão ordinária; é uma rebeldia movida
pelo orgulho e pelo não reconhecimento da
soberania divina." Para conhecer mais,
leia Dicionário Teológico, CPAD,
pp. 235,236.
42 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
usam várias palavras deste gênero
para descrever a natureza sombria do
pecado, mostrando seus aspectos e suas
disposições torcidas, maléficas em sua
natureza daninha e perniciosa" (PEDRO,
Severino. A Doutrina do Pecado, l.ed.
Rio de janeiro: CPAD, 2012,pp. 13,14).
II-O R IG E M DO PECADO
1. O pecado no céu. Foi lá que
tudo começou. 0 pecado já havia sido
introduzido no universo quando Adão
e Eva foram criados. Antes de acon­
tecer na Terra, o pecado se originou
no céu pelo mau uso do livre-arbítrio.
Jesus disse que o Diabo peca desde o
princípio (Jo 8.44). 0 querubim ungi­
do foi criado perfeito em sabedoria e
formosura, tinha o selo da perfeição
(Ez 28.12-15), mas se rebelou contra
Deus (Is 14.12-14). Foi o orgulho e a
soberba que fizeram esse querubim se
transformar em Satanás (1 Tm 3 .6). Ele
foi expulso do céu com os anjos que o
acompanharam em sua rebelião (2 Pe
2.4; Jd 6; Ap 12.7-9).
2.0 pecado no Éden. Adão tinha a
permissão de Deus para comer de todas
as árvores do jardim, exceto da árvore
da ciência do bem e do mal: "De toda
árvore do jardim comerás livremente,
mas da árvore da ciência do bem e
do mal, dela não comerás; porque, no
dia em que dela comeres, certamente
morrerás" (Gn 2.l6b,17). A advertência
foi clara. Quando o casal comeu do
fruto proibido, eles perceberam que
estavam nus e procuraram se esconder
da presença de Deus (Gn 3.7,8). Era a
ruptura imediata da com unhão com
Deus, a morte espiritual. O próprio
Deus anunciou a vinda do Redentor
(Gn 3.15) e em seguida pronunciou
a sentença ao casal (Gn 3.16-19) e à
sua posteridade. Foi por causa dessa
desobediência que o pecado entrou
201 7 -Julho/Agosto/Setembro
no m undo e, com ele, a m orte (Rm ,
5.12). Esse desastre é conhecido como
a "Oueda da humanidade".
3. A universalidade do pecado. A
Bíblia é clara ao ensinar que herdamos
a natureza pecaminosa de Adão (1 Co
15.49). Isso passou a ser conhecido como
"pecado original". A Bíblia não mostra
como essa transmissão do pecado de
Adão passou a todos os humanos, mas
afirma que se trata de um fato incontes­
tável (Rm 5.12,19). Assim, as Escrituras
mostram como todos nós, hom ens e
mulheres, estam os diante de Deus:
"todos pecaram e destituídos estão da
glória de Deus" (Rm 3.23). O quadro
apresentado é como segue: todos se
extraviaram, não há quem faça o bem
(Sl 14.1-5; Rm 3 .10-12), por isso não
há no mundo quem não peque (1 Rs
8.46; Ec 7.20). A prova incontestável
da universalidade do pecado é a morte
(Rm 5.12). Nem mesmo os salvos em
Cristo estão isentos dessa lei (1 Jo 1.8).0
pecado é um princípio real e presente
na vida de todas as pessoas, desde o
ventre materno (Sl 51.5; 58.3). A Oueda
no Éden corrompeu toda a humanidade
em todo o seu ser: corpo, alma e espírito,
intelecto, emoção e vontade (Is 1.5, 6;
2 Co 7.1).
SÍNTESE DO TÓPICO II
O pecado teve sua origem no céu,
porém na terra ele teve início com a
desobediência de Adão e Eva.
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
O pecado no Éden,Satanás e a
raça humana
"Duas árvores do jardim do jardim do
Éden tinham importância especial. (1) A
'árvore da vida' provavelmente tinha por
fim impedir a morte física. É relacionada
Lições Bíblicas ./Professor 43
com a vida perpétua, em 3.22.0 povo de
Deus terá acesso à árvore da vida no novo
céu e na nova terra (Ap 2.7; 22.2). (2) A
'árvore da ciência do bem e do mal' tinha
a finalidade de testar a fé de Adão e sua
obediência à sua palavra. Deus criou o ser
humano como ente moral capaz de optar
livremente por amar e obedecer ao seu
Criador, ou desobedecer-lhe e rebelar-se
contra a sua vontade.
A raça humana está ligada a Deus
mediante a fé na sua palavra como averda­
de absoluta. Satanás, porque sabia disso,
procurou destruir a fé que Eva tinha no que
Deus dissera, causando dúvidas contra a
palavra divina. Satanás insinuou que Deus
não estava falando sério no que dissera ao
casal. Noutras palavras, a primeira mentira
proposta por Satanás foi uma forma de
antinominianismo, negando o castigo
da morte pelo pecado e apostasia. Um
dos pecados capitais da humanidade é a
falta de fé na Palavra de Deus. É admitir
que, de certo modo. Deus não fala sério
sobre o que Ele diz da salvação, da justiça,
do pecado, do julgamento e da morte.
A mentira mais persistente de Satanás
é que o pecado proposital e a rebelião
contra Deus, sem arrependimento, não
causarão, em absoluto, a separação de
Deus e a condenação eterna.
Satanás, desde o principio da raça
humana, tenta os seres humanos a crer
que podem ser sem elhantes a Deus,
inclusive decidindo por contra própria
o que é bom e o que é mau. Os seres hu­
manos, na sua tentativa de serem 'como
Deus', abandonam o Deus onipotente e
daí surge os falsos deuses. O ser huma­
no procura, hoje, obter conhecimento
moral e discernimento ético partindo de
sua própria mente e desejos, e não da
Palavra de Deus. Porém, só Deus tem o
direito de determinar aquilo que é bom
ou mau" (Bíblia de Estudo Pentecostal.
Rio de Janeiro:CPAD, 1995, pp. 34-36).
4 4 Lições Bíblicas /P ro fe s s o r
III - A SOLUÇÃO PARA O PECADO
1. Nem tudo está perdido. A Bíblia
narra a situação humana descrevendo-a
como "m ortos em ofensas e pecados"
(Ef 2.1) e que "o salário do pecado é
a m orte" (Rm 6.23). Morte significa
"se p a ra çã o ". Isso com eçou com a
Queda de Adão e continuou com a sua
posteridade (Is 59-2). Mas Deus, em
sua infinita bondade e misericórdia,
declara agora que nos “vivificou" (Ef
2.1a) e que o seu "o dom gratuito [...] é
a vida eterna" (Rm 6.23b). A graça está
disponível para toda a raça humana
(Tt 2.11) e a salvação em Jesus pode
ser encontrada em todos os lugares
(At 17.30).
2. A provisão de Deus. 0 pecado
entrou no m undo por um homem,
Adão; assim também a redenção veio
por um hom em ; “a graça de Deus,
o dom pela graça, que é de um só
homem, Jesus Cristo, abundou sobre
m uitos" (Rm 5.15). A morte de Jesus
foi expiatória, um sacrifício pelos
nossos pecados que "Deus propôs para
propiciação pela fé no seu sangue"
(Rm 3.25). Expiação diz respeito ao
sacrifício para purificação e ao perdão
dos pecados por meio dos sacrifícios
(Lv 4.35; 17.11). A propiciação é o ato
que apazigua a ira divina contra o
pecado, satisfazendo a santidade e a
justiça de Deus. A expiação realizada
pelo "C ordeiro de Deus, que tira o
pecado do m undo" (Jo 1.29) é um ato
da graça de Deus em favor de todos
os seres hum anos (1 Jo 2.2). Assim,
o Senhor Jesus é a provisão de Deus
para o pecador.
Julho/Agosto/Setem bro - 201 7
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"Lend o o Antigo Testam ento e
considerando séria e literalmente a
sua mensagem, facilmente conclui­
remos que a salvação é um dos temas
dominantes, e Deus, o protagonista.
0 tema da salvação já aparece em
Gênesis 3.15, na promessa de que o
Descendente — ou 'sem ente' — da
mulher esmagará a cabeça da serpente.
'Este é o protoevangelium, o primeiro
vislumbre da salvação que virá através
daquEle que restaurará o homem à
vida*. Javé salvava o seu povo através
de juizes (Jz 2.16,18) e outros líderes,
como Samuel (1 Sm 7.8) e Davi (1 Sm
19.5). Javé livrou até mesmo a Síria,
inimiga de Israel, por meio de Naamã
(2 Rs 5.1). Não há salvador à parte do
Senhor (Is 43.11)" (HORTON, Stanley
M. Teologia Sistemática: Uma perspec­
tiva pentecostal. l.ed. Rio de Janeiro:
CPAD, 1996, p. 97).
CONCLUSÃO
A única esperança é o Senhor
Jesus, o único que pode nos restaurar
a Deus. Restaurar é restituir, e isso se
aplica tanto a possessões e bens (Êx
22.14; Is 58.12; Lc 19.8) como também
a pessoas (Jr 30.17). O plano de Deus é
restaurar todas as coisas (At 3.21), mas
Ele começou com os seres humanos.
Nós estávamos perdidos, como o filho
pródigo, e fom os restaurados a Deus
pelo arrependim ento (At 3.19; 2 Co
7.10) e pela fé em Jesus (Rm 5.1).
PARA REFLETIR
A respeito da pecaminosidade humana
e a sua restauração a Deus, responda:
•Qual o termo genérico para designar o pecado e qual o seu significado?
0 termo genérico para designar o pecado com todos os seus detalhes, chat-
tath, e seu equivalente verbal chattá (pronuncia-se hatá, com "h " aspirado),
que literalmente significa "errar o alvo" (Jz 20.16).
•O que é pecado nas palavras de 1 João 3.4?
É a transgressão da lei (1 Jo 3.4; ARA).
•Onde se originou o pecado e por quem tudo começou?
0 pecado se originou no céu e tudo começou pelo mau uso do livre-arbítrio.
•Qual a prova incontestável da universalidade do pecado?
A prova incontestável da universalidade do pecado é a morte (Rm 5.12).
•Quem é a provisão de Deus para o pecador?
Jesus Cristo, "Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo".
CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 71, p. 39. Você encontrará mais subsídios
para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.
2 0 17 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 45
13 de Agosto de 2017
Novo NascimentoLf
Texto Áureo Verdade Prática
"Não te maravilhes de te ter dito: Cremos na necessidade absoluta do
Necessário vos é nascer de novo." novo nascimento pela graça de Deus,
(3o 3.7) mediante afé em Jesus Cristo.
LEITURA DIÁRIA
Se gu n d a-Jo 3.3-8
0 novo nascimento é nascer do
Espírito
Terça- 2 Co 5.17
A fé salvífica faz do pecador uma
nova criatura em Cristo Jesus
Q u a rta-A t 10.43
0 perdão dos pecados está
disponível a todos
i Q u in ta-T t 3.5
0 novo nascimento significa
regeneração
S e x t a -2 Co 5.18,19
Fomos reconciliados com Deus
pela morte de Jesus
Sáb ad o -Jo 1.12
Fomos adotados como filhos de
Deus pela fé em Jesus
46 Lições Bíblicas /Professor julho/Agosto/Setembro - 201 7
WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 3.1-12
1 - E havia entre os fariseus um ho­
mem chamado Nicodemos, príncipe
dos judeus.
2 - Este foi ter de noite com Jesus e
disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és
mestre vindo de Deus, porque ninguém
podefazer estes sinais que tufazes, se
Deus não for com ele.
3 - Jesus respondeu e disse-lhe: Na
verdade, na verdade te digo que aquele
que não nascer de novo não pode ver
o Reino de Deus.
4 - Disse-lhe Nicodemos: Como pode
um homem nascer, sendo velho? Por­
ventura, pode tornar a entrar no ventre
de sua mãe e nascer?
5 - Jesus respondeu: Na verdade, na
verdade te digo que aquele que não
nascer da água e do Espírito não pode
entrar no Reino de Deus.
6 - 0 que é nascido da carne é carne, e
o que é nascido do Espírito é espírito.
7 - Não te maravilhes de te ter dito:
Necessário vos é nascer de novo.
8 - 0 vento assopra onde quer, e ouves
a sua voz, mas não sabes donde vem,
nem para onde vai; assim é todo aquele
que é nascido do Espírito.
9 - Nicodemos respondeu e disse-lhe:
Como pode ser isso?
10 - Jesus respondeu e disse-lhe: Tu
és mestre de Israel e não sabes isso?
11 - Na verdade, na verdade te digo
que nós dizemos o que sabemos e tes­
tificamos o que vimos, e não aceitais
o nosso testemunho.
12 - Se vosfalei de coisas terrestres, e
não crestes, como crereis, se vosfalar
das celestiais?
HINOS SUGERIDOS: 5, 266, 440 da Harpa Cristã
OBJETIVO GERAL
Compreender a necessidade absoluta do novo nascimento pela graça de Deus.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada
tópico. Por exemplo, o objetivo Irefere-se ao tópico Icom os seus respectivos subtópicos.
Q Apresentar Nicodemos
como um líder religioso
bem-intencionado;
O Compreender o que é o
novo nascimento;
Explicar por que é necessá­
rio nascer de novo.
201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 47
• INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Professor, na lição de hoje estudaremos a respeito do novo nascimento (Jo
3.3). Procure, no decorrer da lição, enfatizar ofato de que o novo nascimento
é uma das principais doutrinas dafé cristã e que ninguém podefazer parte do
Reino de Deus se não nascer de novo (Jo 3.3). Mediante a fé em Jesus experi­
mentamos uma profunda transformação de vida. Essa mudança radical não
é apenas exterior, mas interior. Contudo, temos visto que atualmente muitos,
como Nicodemos, não conseguem compreendera necessidade e a importância
do nascer novamente. 0 SenhorJesus mostrou a Nicodemos, e a nós, que religião
alguma tem condição de transformar o homem. Somente Ele pode nos conceder
uma nova natureza mediante afé.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
O tema da presente lição é de
suma importância porque muitas pes­
soas estão equivocadas nas coisas
concernentes à salvação, assim como
Nicodem os também estava. As boas
ações, um padrão de vida exem­
plar e até mesmo a prática de
uma religiosidade sincera não
conduzem ninguém à vida
eterna. 0 diálogo de Jesus com
Nicodemos, um líder religioso
honesto e sincero, revela a ne­
cessidade do novo nascimento para
entrar no Reino dos Céus.
I- U M LÍDER RELIGIOSO
BEM-INTENCIONADO
1. Quem era Nicodemos? Muito
pouco se sabe a respeito dele. Seu
nome é grego e significa "vencedor do
povo". Era fariseu, um príncipe do povo
(Jo 3.1) e membro do sinédrio (Jo 7.50).
Nicodemos viu em Jesus algo que não
existe em nenhum dos seres humanos,
mas ainda assim parece que não queria
ser visto pelo povo conversando com
o Mestre. Talvez isso justifique o fato
de ter ido à noite se encontrar com o
48 Lições Bíblicas /Professor
Senhor (v.2). Nicodem os nunca mais
foi o mesmo depois desse encontro
com Jesus (Jo 7.51; 19.39). Esse diálogo
impressiona as pessoas ainda hoje, pois
nele está o que consideram os ser o
texto áureo da Bíblia (Jo 3.16).
2. Os fariseus. Repres
vam o povo e, apesar de serem
minoria na sociedade pré-cris-
tã, exerciam forte influência
na comunidade judaica. Eram
membros do sinédrio e torna­
ram-se inim igos implacáveis
de Jesus. Esse grupo form ava
uma seita (At 15.5). O apóstolo Paulo
declara que o grupo dos fariseus, ao
qual Nicodemos pertencia antes de sua
conversão, era a mais severa seita do
judaísmo (At 26.5; Gl 1.14; Fp 3.5). Os
Evangelhos estão repletos de provas do
comportamento negativo dos fariseus
e de suas hipocrisias. Tanto que a pa­
lavra "fariseu" tornou-se sinônimo de
hipócrita e fingido, até os dias de hoje.
Felizmente, Nicodemos era diferente
deles (Jo 7.50,51).
3. Os sinais efetuados por Jesus.
Pouco tem po depois das bodas de
Caná da Gali leia, Jesus retornou à
Julho/Agosto/Setembro - 201 7
PONTO
CENTRAL
Cremos na
necessidade do
novo nasci­
mento.
Judeia, subindo a Jerusalém (Jo 2.13).
Era a sua primeira aparição pública
na capital quando N icodem os lhe
procurou. Nessa ocasião, Jesus ope­
rou m uitos m ilagres e, "estando ele
em Jerusalém pela Páscoa, durante
a festa, muitos, vendo os sinais que
fazia, creram no seu nom e" (Jo 2.23).
Esses m ilagres atraíram Nicodemos.
Talvez ele tenha se referido a esses
feitos milagrosos quando se dirigiu a
Jesus, pois disse que "ninguém pode
fazer estes sinais que tu fazes, se Deus
não for com ele" (v.2).
SÍNTESE DO TÓPICO I
Nicodemos era um líder religioso
bem-intencionado.
SUBSÍDIO DIDÁTICO
Professor, explique aos alunos que
Nicodemos era um fariseu e membro
do Sinédrio. Para mostrar as principais
características desse grupo religioso,
reproduza o quadro abaixo.
"Fariseus
Era um dos principais grupos de
liderança religiosa em Israel no perí­
odo de Jesus. Os fariseus eram mais
interessados na religião, ao passo que
os saduceus se interessavam mais
pela política.
I I - O NOVO NASCIMENTO
1. É necessário nascer de novo
(v.7). Talvez Nicodemos esperasse uma
resposta elogiosa como retribuição
das boas e sinceras palavras ditas a
Jesus. Mas ele se surpreendeu com a
declaração do Mestre: "aquele que não
nascer de novo não pode ver o Reino
de Deus" (v.3). O que essas palavras
significam? Nascer de novo é nascer da
água e do Espírito (v.5), e isso significa
regeneração. É o início de uma nova
vida, quando o pecador se torna nova
criatura (2 Co 5.17) criada em Cristo
Jesus (Ef 2.10). Trata-se de uma expe­
riência profunda com Jesus, e não de
mera mudança de religião.
2. Regeneração. 0 termo significa
literalmente "gerar novam ente" e só
aparece duas vezes no Novo Testamen­
to: a primeira no sentido escatológico
(Mt 19.28), ao se referir à restauração
de todas as coisas; e a outra com o
sinônim o de novo nascimento, cujo
sentido é de salvação em Cristo (Tt
CARACTERÍSTICAS POSITIVAS CARACTERÍSTICAS NEGATIVAS
Estavam interessados em obedecer
à lei de Deus.
Comportavam-se como se suas pró­
prias regras religiosas fossem tão
importantes quanto à lei de Deus.
Eram admirados por sua piedade. Sua piedade frequentemente era
hipócrita e eles admoestavam os
outros para que vivessem segundo
os padrões que eles mesmos não
conseguiam cumprir.
Acreditavam em uma ressurreição
física e na vida eterna.
Estavam mais preocupados em pare­
cer ser bons que em obedecer a Deus.
Acreditavam em anjos e demônios.
(Extraído e adaptado de Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoa, CPAD, 2015, p. 1288.)
Lições Bíblicas /Professor 49
66 —
Foi de Deus a iniciativa de
com unicação com Adão logo após a
Oueda.
99
3.5). Isso significa ser gerado da se ­
mente incorruptível (1 Pe 1.23). Os
reencarnacionistas costum am usar
essa passagem para fundam entar a
doutrina da reencarnação. Mas essa
não é a questão aqui. Jesus deixou
claro ao príncipe dos judeus: "O que
é nascido da carne é carne, e o que é
nascido do Espírito é espírito" (v.6).
Jesus não está falando em renasci­
mento nem em reencarnação; essas
coisas nunca fizeram parte da tradição
judaica.
3. A perplexidade de Nicode-
mos. M uita gente pensa que Deus
está preocupado com religião. Mas
essas pessoas estão enganadas, pois
a vontad e de D eus é a com unhão
com as suas criaturas inteligentes. O
problema é que existe uma barreira
que se chama pecado (Is 59-2). Foi de
Deus a iniciativa de comunicação com
Adão logo após a Oueda (Gn 3.8-10).
Ouando Deus mandou Moisés levantar
o tabernáculo, manifestou o desejo
de habitar no meio do seu povo (Êx
25.8). Por fim, Deus assumiu a forma
hum ana,"e o Verbo se fez carne e
habitou entre nós" (Jo 1.14). 0 novo
nascimento é a restauração da comu­
nhão com Deus, e não significa seguir
um conjunto de regras religiosas ou
éticas. Isso estava m uito longe da
forma de pensar de Nicodem os e de
muitos religiosos ainda hoje.
SÍNTESE DO TÓPICO II
Jesus afirmou a necessidade do
novo nascimento.
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
"O novo nascimento no Evangelho
de João
Encontramos a única menção ex­
plícita ao novo nascimento na conversa
de Jesus com N icodem os (3.1-21).
Jesus fala a Nicodemos; 'Na verdade,
na verdade te digo que aquele que não
CONHEÇA MAIS
*Conversão
"[Do hb. sub, voltar atrás; do gr. metanoeo,
voltar; e, do lat. conversionem, transformação]
Mudança que Deus opera na vida do que aceita
Cristo como o seu Salvador pessoal, modifican­
do-lhe radicalmente a maneira de ser, pensar e
agir. A conversão é o lado objetivo e externo do
novo nascimento. Por intermédio dela, o pecador
arrependido mostra ao mundo a obra que Cristo
operou em seu interior: a regeneração. Em suma:
o novo nascimento tem dois lados: um
subjetivo e outro objetivo." Para
conhecer mais, leia Dicio­
nário Teológico, CPAD,
p.115.
50 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 2017
nascer de novo não pode ver o Reino
de Deus' (v. 3). A réplica de Nicodemos:
’Como pode um homem nascer, sendo
velho? Porventura, pode tornar a entrar
no ventre de sua mãe e nascer?' (v. 4),
indica que ele entendeu o comentário
de Jesus na esfera humana, física. A
interpretação errônea de Nicodemos
fornece a Jesus a oportunidade de es­
clarecer o que queria dizer. Ele fala da
necessidade de um novo nascimento
espiritual, não de um segundo nasci­
mento físico (vv. 6-8). A interpretação
errônea e o esclarecimento resultante
dela são refletidos em um jogo de pa­
lavras no versículo 3 (repetidas no v.
7). A palavra grega aõthen, traduzida
por 'novo', na NVI, pode querer dizer
’de n o vo ' ou ‘de cima'. Contudo, o
fato de Nicodemos entendê-la com o
sentido de 'de novo' leva-o a concluir
que Jesus fala de um segundo nasci­
mento físico, mas a resposta de Jesus,
registrada nos versículos 6-8, mostra
que Ele se refere à necessidade de um
nascimento espiritual, um nascimento
’de cima’. Esse novo nascimento não é
resultado de nenhum ato humano (cf.
v.6), é obra do Espírito Santo (v. 8). É
necessária a atividade sobrenatural do
Espírito de Deus para realizar esse novo
nascimento espiritual no indivíduo. Ele
não consiste apenas em percepção ou
compreensão mais excelente, mas na
completa transformação do indivíduo
(cf. 2 Co 5.17)" (ZUCK, Roy B. Teologia
do Novo Testam ento, l.ed. Rio de
Janeiro, CPAD, 2008, pp. 245-6).
III- U M A N ECESSIDADE
1. O estado humano. A Bíblia en­
sina, e a experiência humana confirma,
que todos os seres hum anos estão
m ortos "em ofensas e pecados" (Ef
2.1). 0 ensino paulino sobre a univer­
salidade do pecado veio diretamente
201 7 Julho/Agosto/Setem bro
----------
Precisamos de uma experiên­
cia nova com Cristo.
99
do Senhor Jesus (Gl 1.11,12), e sua base
está em muitas passagens do Antigo
Testamento (Rm 3.10-12; Sl 51.5; 58.3).
Nicodemos, como "mestre em Israel"
(v.10), deveria estar inteirado sobre
o assunto. Além disso, Jesus usou a
linguagem bíblica ao lhe comunicar a
necessidade do novo nascimento (Ez
11.19; 18.31; 36.26). Trata-se de uma
necessidade imperiosa porque todas
as pessoas estão mortas e precisam
reviver, receber vida espiritual (vv.6,7).
Precisamos de uma experiência nova
com Cristo.
2. Saulo de Tarso. Ninguém no
mundo nasce cristão; todos os seres
humanos nascem pecadores (Rm 3.23;
5.12). A salvação é individual e pessoal.
Por isso, até mesmo aquele que nasceu
num lar cristão, apesar do privilégio de
ter sido criado num ambiente cristão
e de ter recebido uma valiosa herança
espiritual dos pais, precisa receber a
Jesus como Salvador pessoal para se
tornar filho de Deus (Jo 1.12). Ninguém
é salvo simplesmente por pertencer a
uma religião ou seguir a tradição de
seus antepassados. Saulo de Tarso
é um bom exemplo, pois ele mesmo
declara ser extremamente religioso;
e não um religioso qualquer, mas um
praticante inveterado do judaísmo (At
26.5; Gl 1.14; Fp 3.5). Depois de sua
experiência com Jesus, ele se conside­
rou o principal entre os pecadores (1
Tm 1.15) e descreveu o seu estado de
miséria diante de Deus igualando-se
aos dem ais pecadores: “insensatos,
desobedientes, extraviados, servindo
a várias concupiscências e deleites,
Lições Bíblicas /P ro fe s s o r 51
.
E nossa tarefa como cristãos e
comunicadores do evangelho falar sobre
a necessidade do novo nascimento.
— 99
vivendo em malícia e inveja, odiosos,
odiando-nos uns aos outros" (Tt 3.3).
3. O centurião Cornélio. Não
existe salvação sem Jesus (Jo 14.6).
Nicodem os e Paulo eram israelitas
e professavam a religião dos seus
antepassados, Abraão, Isaque, Jacó,
Samuel, Davi e outros patriarcas, reis
e profetas do Antigo Testamento. Mas
Cornélio era romano e, mesmo assim,
talvez por influência da religião judai­
ca, era "piedoso e temente a Deus, com
toda a sua casa, o qual fazia muitas
esmolas ao povo e, de contínuo, orava
a D eus" (At 10.2). Observe que essas
atitudes de Cornélio tinham a apro­
vação divina (At 10.4). Mas ninguém é
salvo pelas obras (Gl 2.16). Por isso o
apóstolo Pedro foi enviado para falar
a Cornélio sobre a salvação em Cristo.
A descrição bíblica da conduta de Cor­
nélio se repete ao longo da história
humana nas mais diversas culturas
e civilizações. A conversão envolve
fé, arrependimento e regeneração. A
salvação é um dom de Deus mediante
a fé em Jesus (Ef 2.8,9).
SÍNTESE DO TÓPICO III
O novo nascimento é uma necessi­
dade para toda criatura.
SUBSÍDIO DIDÁTICO
Professor, copie o esquema abaixo no
quadro. Utilize-o para explicar aos alunos
o fato de que Paulo era um homem extre­
mamente religioso, conhecedor da Lei,
porém sedento espiritualmente. A reli­
giosidade não implica em relacionamento
com Deus. Todavia, Paulo teve um encontro
com Cristo, confessou seus pecados, en­
tregou-se inteiramente a Jesus e passou
a ter uma nova vida, que implica num re­
lacionamento íntimo e pessoal com Jesus.
Mais tarde Paulo aprendeu o que é padecer
pelo Senhor. Por intermédio desse "vaso
escolhido" a igreja tornou-se basicamen­
te gentia.
CONCLUSÃO
Há ainda hoje muitas pessoas religio­
sas e sinceras como Cornélio e pessoas
bem-intencionadas como Nicodemos,
mas elas precisam nascer de novo, da
água e do Espírito para herdarem o Reino
de Deus. É nossa tarefa como cristãos e
comunicadores do evangelho falar so­
bre a necessidade do novo nascimento
não som ente ao pecador contumaz,
mas também aos muitos "Nicodem os"
e “Cornélios" que estão à nossa volta.
Resumo da vida de Paulo
Nascido em Tarso — Capital da Cilicia (At 22.3)
Fariseu — (At 23.6)
Cidadão romano — (At 22.25-28)
Fazedor de tendas — (At 18.3)
Aluno de Gamaliel — (At 22.3)
Guardava a Lei — (At 26.5)
Um encontro com Jesus mudou sua vida — (At 9)
Foi batizado — (At 9.18)
Suas últimas palavras — (2 Tm 4.6-8)
52 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
PARA REFLETIR
A respeito da necessidade
do novo nascimento, responda:
• Por que o diálogo de Nicodemos com Jesus ainda impressiona as
pessoas até hoje?
Esse diálogo impressiona as pessoas ainda hoje, pois nele está o que con­
sideramos ser o texto áureo da Bíblia (Jo 3.16).
•O que atraiu Nicodemos a Jesus?
Os milagres que Jesus havia realizado.
•O que significa nascer de novo, da água e do Espírito?
Nascer de novo é nascer da água e do Espírito, e isso significa regeneração.
É o início de uma nova vida, quando o pecador se torna nova criatura (2 Co
5.17) criada em Cristo Jesus (Ef 2.10). Trata-se de uma experiência profunda
com Jesus, e não de mera mudança de religião.
•Qual a vontade de Deus em relação às suas criaturas?
Oue creiam em Jesus Cristo para perdão dos pecados e experimentem o
novo nascimento.
• Como o apóstolo Paulo passou a se ver depois de sua experiência
com Cristo?
Depois de sua experiência com Jesus, ele se considerou o principal entre
os pecadores (1 Tm 1.15) e descreveu o seu estado de miséria diante de
Deus igualando-se aos demais pecadores (Tt 3.3).
CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 71, p. 39. Você encontrará mais subsídios
para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.
SUGESTÃO DE LEITURA
Teologia
Sistemática
Pentecostal
1
Escrita pelos principais expo­
entes da doutrina pentecostal
brasileira. Uma ótima fonte de
aprendizado e conhecimento.
Vincent
Vol.l
Vincent - Estudo do Vocabulá­
rio do Novo Testamento.
Hermenêutica
Fácil eDes-
complicada
Conheça os métodos e
técnicas da interpretação
dos textos bíblicos.
201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 53
Tento Áureo Verdade Prática
"Porque onde estiverem dois ou Cremos na Igreja, que é o corpo de
três reunidos em meu nome, ai Cristo, una, santa e universal assem-
estou eu no meio deles." bleia dosfiéis remidos de todas as
(Mt 18.20) eras e todos os lugares.
LEITURA DIÁRIA
S e g u n d a -M t 16.18
Jesus Cristo é o fundador da Igreja
T erça-H b 12.23
A Igreja é a comunidade dos
remidos
Q u a rta -E f 1.22,23
0 Senhor Jesus Cristo é a cabeça
do Corpo da Igreja
i O u in ta -1 Tm 3.15
A Igreja é a Casa de Deus
|S e x ta -E f 5.25-28
0 relacionamento do casal é com­
parado ao de Cristo com a sua Igreja
|S á b a d o -A p 22.17
A Igreja no convite do pecador
para Cristo
54 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 Coríntios 12.12-20,25-27
12 - Porque, assim como o corpo é
um e tem muitos membros, e todos
os membros, sendo muitos, são um só
corpo, assim é Cristo também.
• Pois todos nós fom os batizados
em um Espírito, formando um corpo,
querjudeus, quer gregos, quer servos,
quer livres, e todos temos bebido de
um Espírito.
14 - Porque também o corpo não é um
só membro, mas muitos.
15 - Se o pé disser: Porque não sou
mão, não sou do corpo; não será por
isso do corpo?
16 - f, se a orelha disser: Porque não
sou olho, não sou do corpo; não será
por isso do corpo?
1 7 - Se todo o corpofosse olho, onde
estaria o ouvido? Se todofosse ouvido,
onde estaria o olfato?
1 8 - Mas, agora, Deus colocou os
membros no corpo, cada um deles
como quis.
- E, se todosfossem um só membro,
onde estaria o corpo?
- Agora, pois, há muitos membros,
mas um corpo.
- para que não haja divisão no
corpo, mas, antes, tenham os membros
igual cuidado uns dos outros.
- De maneira que, se um membro
padece, todos os membros padecem
com ele; e, se um membro é honrado,
todos os membros se regozijam com ele.
- Ora, vós sois o corpo de Cristo e
seus membros em particular.
HINOS SUGERIDOS: 375, 470, 482 da Harpa Cristã
OBJETIVO GERAL
Mostrar a Igreja como corpo de Cristo e os elementos que a identificam.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada
tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico Icom os seus respectivos subtópicos.
Apresentar o significado da
palavra "igreja" e os seus des­
dobramentos;
Explicar os elementos que
identificam a Igreja;
^ Conscientizar os crentes de
que eles são membros do corpo
de Cristo.
2017 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 55
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Caro professor, é de suma importância para o aluno ter uma compreensão
bíblica e teológica a respeito da natureza da Igreja de Cristo. Hoje, há algumas
ideias equivocadas quanto algumas instituições que se chamam "igrejas".
Muitos confundem a Igreja de Cristo com tais instituições. Um dos objetivos da
lição desta semana é exatamente esclarecer essa questão. 0 que é a Igreja de
Cristo? Oual a diferença entre a sua natureza visível e a sua natureza invisível?
Qual o papel do membro dentro do Corpo de Cristo?
São algumas questões que devem nortear a aula desta semana. 0 nosso
desejo é que a sua classe compreenda melhor o maravilhoso privilégio de
pertencer ao Corpo de Cristo, a Igreja do Senhor.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A descida do Espírito Santo no
dia de Pentecostes marcou o início da
jornada da Igreja, e vemos o seu final
glorioso no epílogo da história huma­
na, em Apocalipse. Todos nós fazemos
parte dessa história. 0 presente
estudo pretende descrever a
Igreja como corpo de Cristo, o
que isso significa e quais são
os elementos que identificam
uma igreja.
PONTO
CENTRAL
A Igreja é o
Corpo de
Cristo.
I - A COMUNIDADE DOS FIÉIS
1. Etim ologia. 0 term o grego
para "igreja" é ekklesía, literalmente,
"chamado para fora", do verbo grego
ekkaleo, "chamar, convocar", que não
aparece no Novo Testamento grego e
só ocorre duas vezes na Septuaginta:
"e chamaram Ló" (Gn 19.5) e "chama­
rás pacificam ente" (Dt 20.10, LXX).
0 substantivo ekklesía aparece 115
vezes no Novo Testamento, das quais
em apenas cinco não é traduzido por
"igreja": em Atos 19.32,39 e 41, a ideia
é de "ajuntamento" ou "assembleia",
como aparece na ARA; e nas outras
duas ocorrências o termo se refere à
congregação de Israel (At 7.38; Hb 2.12).
56 Lições B íblicas /P ro fe s s o r
2. A assembleia dos cidadãos. A
Septuaginta emprega o mesmo termo
ekklesía para traduzir o hebraico qahal,
"assembleia, multidão humana reunida",
em referência à congregação de Israel
(Dt 23.2; 31.30; 2 Cr 6.3), e para verter
mais quatro palavras menos fre­
quentes no Antigo Testamento.
Esse era o mesmo vocábulo
para a assem bleia dos cida­
dãos em Atenas. Mas o termo
aparece no Novo Testamento
com um significado glorioso:
"Assim que já não sois estrangeiros,
nem forasteiros, mas concidadãos dos
Santos e da família de Deus" (Ef 2.19) e
"universal assembleia e igreja dos pri­
mogênitos" (Hb 12.23). Essas palavras
expressam um tom de uma celebração
jubilosa, de uma reunião festiva com
todos os remidos como cidadãos da
comunidade celestial (Ap 5.11-13).
3. O sign ificado da expressão
“Santa Igreja Católica". Essas pala­
vras aparecem nos principais credos
da antiguidade cristã. 0 term o ka-
tholikós, "universal, geral", significa
literalmente "de acordo com o todo",
pois é substantivo composto por katá
e de holos. A preposição grega katá
Julho/Agosto/Setembro - 2017
significa "de cima para baixo, contra,
ao longo de, conform e, de acordo,
segundo", e a palavra holos quer dizer
"todo, inteiro, completo". Foi Inácio,
bispo de Antioquia (70-110), que em­
pregou o termo para designar a igreja
com o sentido de "geral, universal".
Mas o significado exato do termo se
perdeu com o tempo.
SUBSÍDIO DIDÁTICO I
O primeiro tópico é um pouco téc­
nico. Mas é im portante conhecer o
sentido etimológico do termo "igreja".
0 com entarista mostra que ekklesia
é uma palavra grega que significa um
grupo de pessoas "chamado para fora" e
a interliga com o termo hebraico qahal,
“assembleia, multidão humana reunida",
no contexto do Antigo Testamento.
II - ELEMENTOS QUE IDENTIFICAM
UMA IGREJA
1. Afinal, o que é Igreja? É toda
congregação ou assem bleia que se
reúne em torno do nome de Jesus Cristo
como Senhor e Salvador, professando
sua fé nEle publicamente e de forma di­
versificada, aberta a todas as pessoas, a
qual inclui o batismo e a Ceia do Senhor
(nas reuniões específicas). Trata-se da
igreja no sentido completo da palavra.
Como Jesus mesmo prometeu, Ele está
presente na igreja por meio do Espírito
Santo até a consumação dos séculos
(Mt 18.20; 28.20).
2. As ordenanças. São duas as or­
denanças da Igreja dadas por ordem
201 7 julho/Agosto/Setem bro
específica do Senhor Jesus. A primeira
é o batismo em águas: "Portanto, ide,
ensinai todas as nações, batizando-as
em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito
Santo" (Mt 28.19). A segunda é a Ceia do
Senhor: "fazei isso em memória de mim"
(Lc 22.19). O batismo em águas é o rito
que simboliza a nossa união com Cristo
e é a nossa confissão pública de fé em
Jesus (Rm 6.4). Como se nasce apenas
uma vez, da mesma forma o batismo
acontece uma só vez (Ef 4.5). Já a Ceia do
Senhor é o rito da comunhão e significa
a continuação da vida espiritual (1 Co
10.16). 0 crente em Jesus precisa estar
em comunhão com a Igreja para participar
da Ceia do Senhor. Isso por si mostra a
impossibilidade de alguém querer ser
crente sem se tornar membro da Igreja.
3. A adoração. Os crentes em Jesus
se reúnem para a adoração pública e
coletiva. Os dois principais verbos gre­
gos para "adorar", no Novo Testamento,
são proskyneo, que significa "adorar,
render hom enagem ", no sentido de
prostrar-se (Ap 19.10), e latreuo, que
significa "servir" a Deus (Ap 22.3). À
luz da Bíblia, podemos definir adoração
como serviço sagrado, culto ou reverên­
cia a Deus por suas obras (Sl 92.1-5) e
por aquilo que Deus é (Sl 100.1-4). Não
há diferença entre "servir" e "adorar"
nem entre "prostrar-se" e "adorar". Os
principais elementos de um culto são:
oração, louvor, leitura bíblica, pregação
ou testemunho, oferta e manifestação
dos dons do Espírito Santo (1 Co 14.26).
4. A família de Deus. Não devemos
confundir igreja com templo; a casa de
Deus é outra coisa. Há passagens no
Novo Testamento em que o termo "casa"
parece se referir à igreja: "para que saibas
como convém andar na casa de Deus,
que é a igreja do Deus vivo" (1 Tm 3.15);
“vós também, como pedras vivas, sois
edificados casa espiritual e sacerdócio
Lições Bíblicas /Professor 57
santo" (1 Pe 2.5); "já é tempo que co­
mece o julgamento pela casa de Deus"
(1 Pe 4.17). O termo "casa" também é
utilizado na Bíblia metaforicamente
para designar “fam ília" (Js 24.15; At
16.31). A Igreja é citada como a família
de Deus (Ef 2.19) e o templo espiritual
de Deus (1 Co 3.16; Ef 2.22). É por isso
que chamamos de irmãos aqueles que
se convertem ao Senhor Jesus.
SÍNTESE DO TÓPICO II
As ordenanças (batismo e ceia), a
adoração e a reunião de pessoas são
elementos que identificam a Igreja.
SU BSÍD IO TEOLÓGICO II
"Precisamos nos identificar primei­
ro com o Senhor Jesus Cristo, parecer
com Ele no amor, no trato com as pes­
soas, nas estratégias de trabalho, no
aproveitamento das oportunidades,
no uso de autoridade para libertar os
oprimidos e na compaixão pelas pes­
soas. Enfim, identificar-se com Cristo
é ser parecido com Ele no projeto de
transformar o mundo [...]. Precisamos
também de identificação entre nós
mesmos, ou seja, precisamos entender
e praticar o que é ser Igreja. Não me
refiro a uma comunidade com estatuto
e CGC, endereço e liderança, que faz
o que quer, como quer e quando quer.
Uma com unidade burocrática e fria,
cheia de deveres e direitos, sem vida
nem poder. Igreja não é um lugar onde
uma multidão ali chega triste e sai vazia,
nem tam pouco um meio através do
qual se possa ganhar dinheiro, explo­
rando-se a boa fé alheia. Igreja não é
uma facção dividida por um grupo de
radicais e outro de liberais, onde só
há confronto e não há vida. Igreja não
é lugar de prom essas mirabolantes,
mas um lugar de vida onde Jesus se
manifesta, onde há sinceridade, onde
acontecem maravilhas, onde o amor tem
liberdade de atuar, onde há comunhão
e onde há poder" (FERREIRA, Israel
Alves. Igreja Lugar de Soluções: Como
recuperar os enfermos espirituais, l.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2001, pp.12-13).
I I I - O CORPO DE CRISTO
1. O corpo e seus membros. A
Igreja é o corpo místico de Cristo (Ef
1.22,23). O apóstolo Paulo chama a
atenção para um detalhe importante:
"o corpo é um e tem muitos membros,
e todos os membros, sendo muitos, são
um só corpo" (1 Co 12.12). Mas ele não
relaciona o tema unidade e diversidade
do corpo e seus membros com a Igreja,
o que era de se esperar, mas diz o se-
CONHEÇA M AIS
'•'•Igreja
"Origem da Palavra
“No Novo Testamento, a palavra 'igreja'
é uma tradução da palavra grega ekldesia, que
nunca se refere a um lugar de adoração, mas
tem em vista uma reunião de pessoas. Na maio­
ria esmagadora dos casos, ekklesia indica uma
associação local de crentes". Para conhecer
mais, leia Dicionário Bíblico
Wycliffe, CPAD, p.949.
58 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
guinte: "assim é Cristo também". Longe
de confundir Cristo com a Igreja, pois
Jesus é transcendente (Cl 1.16,17), o que
Paulo nos ensina é que pertencemos a
Cristo e por Ele somos membros do seu
corpo (1 Co 12.27).
2. A morada de Deus. Ouando Saulo
de Tarso se encontrou com Jesus no
caminho de Damasco, ele ouviu a voz
que dizia: "Saulo, Saulo, por que me
persegues?" (At 9.A). Saulo perseguia
os discípulos de Jesus, mas o Senhor
se identificou com eles. Ao apóstolo
foi revelado que a Igreja é o corpo
espiritual de Cristo, sendo o Senhor
mesmo a cabeça (Ef 1.22,23; Cl 1.18), e
seus membros são o templo de Deus, a
habitação do Espírito Santo (1 Co 3.16);
em outras palavras, a morada de Deus
no Espírito (Ef 2.22). 0 tabernáculo e
o Templo de Jerusalém representavam
a presença de Deus (Êx 40.34; 2 Cr
7.2,16). 0 salmista diz: "SENHOR, eu
tenho amado a habitação da tua casa
e o lugar onde permanece a tua glória"
(Sl 26.8). Não existe mais o Templo de
Jerusalém, mas Deus habita no cristão
individual (Jo 14.23; 1 Co 6.19).
3. Os membros do corpo. A tradu­
ção "por um só Espírito" (1 Co 12.13),
como aparece na Almeida Século 21, e
expressões correlatas na NTLH, e na NVI
(que tem esta nota: "Ou com; ou ainda
por"), não significa o mesmo que "em
um só Espírito". As duas versões são
gramaticalmente legítimas (Lc 2.27; 1
Co 12.3; Ef 3.5). Ser batizado "por um
só Espírito" quer dizer que é o Espírito
quem batiza; isso indica a iniciação dos
crentes no corpo de Cristo e não se re­
fere ao batismo do dia de Pentecostes.
Essa posição é defendida também por
Stanley M. Horton. Não há distinção
de pessoas, raça ou status social na
Igreja. 0 apóstolo explica: "formando
um corpo, quer judeus, quer gregos,
2017 Julho/Agosto/Setembro
quer servos, quer livres, e todos temos
bebido de um Espírito" (1 Co 12.13b).
A ilustração do corpo humano com a
Igreja nos versículos seguintes, além
de mostrar a unidade na diversidade,
ensina também que precisamos uns dos
outros (1 Co 12.21) e que, igualmente,
diferimos entre si (1 Co 12.18) e que
precisamos cuidar uns dos outros (1 Co
12.25). Isso é Igreja.
SÍNTESE DO TÓPICO III
A Igreja é o corpo de Cristo na terra,
a morada do Deus Altíssimo.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO III
"A fim de enfatizar e visualizar a
relação viva dos crentes com o Cristo,
a Bíblia o apresenta como o 'cabeça'
da Igreja, e a Igreja como seu 'corpo' (1
Co 12.27; Ef 1.22,23; Cl 1.18). Há várias
razões para esta analogia. A igreja é a
manifestação física - visível - de Cristo
no mundo, a fazer seu trabalho, tal como
chamar os pecadores ao arrependimento,
proclamando a verdade de Deus às nações
e preparando-se para as eras vindouras. A
Igreja também é um corpo, composta de
um arranjo complexo de diversas partes,
cada qual discreta, cada qual recebendo
do Cabeça, cada qual com seus próprios
dons e ministérios, contudo, todos neces­
sários à obra de Deus por vir (Rm 12.4-8;
1 Co 6.15; 10.16,17; 12.12-27; Ef4.15,16).
(MENZIES, William W.; HORTON, Stanley
M. Doutrinas Bíblicas: Os Fundamentos
da Nossa Fé. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD,
1995, pp.134-35).
CONCLUSÃO
Diante do exposto, concluím os
que Deus estabeleceu a sua morada,
primeiramente no tabernáculo e depois
no Templo, ambos consagrados a Ele, e
Lições Bíblicas /Professor 59
que da mesma forma o Espírito Santo
também estabeleceu a sua habitação no
corpo do cristão individual. Entre gentios
ejudeus, o Senhor Jesus formou um novo
povo (1 Co 10.32), de modo que o gentio
deixa de ser gentio quando se converte
ao evangelho de Jesus Cristo (1 Co 12.2;
Ef 2.11). A missão principal da igreja é
adorar a Deus e propagar o evangelho
a todas as nações da terra (Mt 28.19,20).
ANOTAÇÕES DO PROFESSOR
PARA REFLETIR
A respeito da Igreja de Cristo, responda:
• O que significa literalmente a palavra grega ekklesía, "igreja"?
0 termo grego para "igreja" é ekklesía, literalmente, "chamado para fora",
do verbo grego ekkaleo “chamar, convocar".
• Qual o tom da "universal assembleia e igreja dos prim ogênitos"?
Essas palavras expressam um tom de uma celebração jubilosa, de uma
reunião festiva com todos os remidos como cidadãos da comunidade ce­
lestial (Ap 5.11-13).
• Quais as ordenanças da Igreja?
As ordenanças da Igreja são duas, a primeira é o batismo em águas e a
segunda é a Ceia do Senhor.
• O que significa "casa de Deus" em relação è Igreja?
Há passagens no Novo Testamento em que o termo “casa" parece se referir
à igreja. O termo “casa" também é utilizado na Bíblia metaforicamente para
designar “família" (Js 24.15; At 16.31). A Igreja é citada como a família de
Deus (Ef 2.19) e o templo espiritual de Deus (1 Co 3.16; Ef 2.22). É por isso
que chamamos de irmãos aqueles que se convertem ao Senhor Jesus.
• O que significa "batizado pelo Espírito" (1 Co 12.13)?
Ser batizado “por um só Espírito" quer dizer que é o Espírito quem batiza;
isso indica a iniciação dos crentes no corpo de Cristo e não se refere ao
batismo do dia de Pentecostes.
CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 71, p. 40. Você encontrará mais subsídios
para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.
60 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
27 deAgosto de 2017
A Necessidade de Termos
uma Vida Santa
Texto Áureo Verdade Prática
“Mas, como é santo aquele que vos
chamou, sede vós também santos em
toda a vossa maneira de viver."
(1 Pe 1.15)
Cremos na necessidade e na possi­
bilidade de termos uma vida santa
e irrepreensível por obra do Espírito
Santo, que nos capacita a viver como
fiéis testemunhas de Jesus Cristo.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Lv 10.10
O profano é aquele que lida com
as coisas sagradas como se fossem
banais
Terça -Ê x 26.33
Santo é a separação daquilo que é
de uso comum
Q u arta-Lv 19.2
Deus é santo
I Quinta - Hb 9.14
0 sangue de Cristo
nos santifica
|Sexta - 1 Pe 1.16
Deus nos chamou para a
santificação
! Sáb a d o -H b 12.14
Sem a santificação ninguém
verá o Senhor
2017 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 6)
WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 Pedro
- Portanto, cingindo os lombos do
vosso entendimento, sede sóbrios e
esperai inteiramente na graça que se vos
ofereceu na revelação de Jesus Cristo,
- como filhos obedientes, não vos
conformando com as concupiscências
que antes havia em vossa ignorância;
- mas, como é santo aquele que vos
chamou, sede vós também santos em
toda a vossa maneira de viver,
- porquanto escrito está: Sede
santos, porque eu sou santo.
7 -E, se invocais por Pai aquele que,
sem acepção de pessoas, julga segundo
a obra de cada um, andai em temor,
durante o tempo da vossa peregrinação,
- sabendo que não foi com coisas
corruptíveis, como prata ou ouro, que
1.13-22
fostes resgatados da vossa vã maneira
de viver que, por tradição, recebestes
dos vossos pais,
19 - mas com o precioso sangue de
Cristo, como de um cordeiro imaculado
e incontaminado,
2 0 - o qual, na verdade, em outro
tempo, foi conhecido, ainda antes da
fundação do mundo, mas manifestado,
nestes últimos tempos, por amor de vós;
21 - e por ele credes em Deus, que
o ressuscitou dos mortos e lhe deu
glória, para que a vossafé e esperança
estivessem em Deus.
22 - Purificando a vossa alma na obe­
diência à verdade, para amorfraternal,
não fingido, amai-vos ardentemente
uns aos outros, com um coração puro.
HINOS SUGERIDOS: 75.91, 282 da Harpa Cristã
OBJETIVO GERAL
Conscientizar os crentes a respeito da necessidade e da possibilidade de termos
uma vida santa diante de Deus e da sociedade.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada
tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico Icom os seus respectivos subtópicos.
Q Conceituar santidade;
Q Mostrar a necessidade de termos
uma vida santa;
^ Apontar para a possibilidade de
termos uma vida santa.
62 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Justificação, regeneração e santificação são obras que o Senhor Jesus realiza
na vida do pecador que se arrepende. Nesse aspecto, a santificação, o tema
desta lição, tem duas perspectivas em sua natureza. A primeira é instantâ­
nea, pois no exato momento em que o pecador se arrepende de seus pecados,
Cristo Jesus ojustifica e regenera, tornando-o santo, isto é, essa pessoa passa
a pertencer exclusivamente a Cristo. A segunda perspectiva é progressiva,
pois enquanto vivemos neste mundo, o nosso corpo mortal não foi redimido,
transformado e glorificado e, por isso, precisamos dia após dia estar diante
de Jesus, buscando a Deus e consagrando a nossa vida para o Espírito Santo
sobrepujara natureza má da nossa "carne". A Palavra de Deus nos mostra que
fom os chamados para sermos santos em toda a esfera da vida (1 Pe 1.15,16).
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Ouando o pecador se arrepende
e aceita Jesus com o seu Salvad or
pessoal, ele é justificado, regenerado,
santificado e adotado na família de
Deus. A santificação é especia­
lidade do Espírito Santo; é
instantânea, mas ao mesmo
tem po p rogre ssiva , pois
esse processo continua na
vida do crente. 0 presente
estudo pretende explicar a
necessidade e a possibilidade
de uma vida santa.
PONTO
CENTRAL
É necessário e,
principalmente,
possível viver­
mos uma vida
santa.
I-D E F IN IN D O OS TERMOS
1. A santidade de Deus. Essa santi­
dade é absoluta, pois Deus é santo em
seu caráter e essência, conforme disse o
profeta Amós, em duas ocasiões: "Jurou
o Senhor Jeová, pela sua santidade" e
"Jurou o Senhor Jeová pela sua alma"
(Am 4.2; 6.8). A santidade é caracte­
rística fundam ental de Deus (Is 6.3;
Ap 4.8). Ele é singular por causa de sua
majestade infinita e também em virtu­
de de se tratar de um Ser totalmente
distinto e separado, em pureza, de suas
criaturas (Sl 99.1-5). Essa santidade é a
2017 -Julho/Agosto/Setembro
plenitude gloriosa da excelência moral
de Deus, que existe nEle e que nEle
se originou, não tendo sido derivada
de ninguém: "Não há santo como é o
SENHOR [...]" (1 Sm 2.2).
2. Significado. 0 ve
braico qadash,"ser santo", e
seus derivados "santo, san­
tificar, dedicar, consagrar",
no Antigo Testamento, sig­
nificam "separar". Ouando
aplicado à religião de Israel,
tem a ideia de "separar para
Deus, retirar do uso comum", tal como
pode ser visto em Levítico 10.10.
Isso vale para lugares (Êx 3.5), casas
e cam pos (Lv 17.14,16), utensílios e
animais (Lv 8.10,11; 10.12,13,17), o
ouro do Templo (Mt 23.17,19), pessoas
(Êx 28.41) e m uitas outras coisas,
como dias santos, festas, etc. Assim,
o sentido de santidade é de afastar-
-se de tudo o que é pecaminoso, de
tudo o que contamina. A Septuaginta
traduz qadosh,"santo", pelo termo
grego hagíos, "santo", palavra adotada
pelos escritores do Novo Testamen­
to. Há outro term o m enos comum,
mas igualm ente im portante, taher,
Lições Bíblicas /P ro fe s s o r 63
"purificar", e seu cognato katharizo,
no grego, usado na Septuaginta e
no Novo Testam ento nos sentidos
cerim onial e moral.
3. Exclusividade. Dizer que qual­
quer coisa, objeto ou pessoa é consa­
grada, separada ou dedicada a Deus
significa dizer que isso pertence a Ele (Êx
13.2) ou serve a Ele com exclusividade
(Êx 30.30; Lv 20.26). 0 que é sagrado
não pode ter uso comum; o azeite da
unção e o incenso do santuário não
podiam ter outro uso (Êx 30.33,38). 0
sagrado deve ser tratado como tal. Os
antigos hebreus levavam a santidade
a sério. Todos esses rituais de consa­
gração são representações visuais de
verdades espirituais reveladas no Novo
Testamento (Cl 2.17; Hb 8.5; 9.9).
SÍNTESE DO TÓPICO I
O nosso chamado para ser santo,
isto é, afastar-se de tudo aquilo que
é pecaminoso, está baseado na san­
tidade de Deus.
SU BSÍD IO DIDÁTICO
Este tópico tem uma característica
conceituai, por esse motivo sugerimos
que o prezado professor, a prezada pro­
fessora, estude bem os termos tanto do
Antigo quanto do Novo Testamento para
0 termo "santo". Nesta oportunidade,
disponibilizamos o conceito exegético
desse termo:
"Santo [Antigo Testamento], qõ-
desh:'santidade, coisa santa, santuário'.
Este substantivo ocorre 4 6 9 vezes
com os significados de: 'santidade' (Êx
15.11), ’coisas santas' (Nm 4.15, ARA) e
'santuário' (Êx 36.4).
Santo (Novo Testamento): hagias-
mos, é traduzido em Rm 6.19,22; 1 Ts 4.7;
1 Tm 2.15; Hb 12.14 por 'santificação'.
64 Lições B íblicas /P ro fe s s o r
Significa: (a) separação para Deus (1 Co
1.30; 2 Ts 2.13; 1 Pe 1.2); (b) o estado
resultante, a conduta que convém àque­
les que são separados (1 Ts 4.3,4,7; e os
quatro primeiros textos citados acima).
A ’santificação' é, pois, o estado prede­
terminado por Deus para os crentes, no
qual Ele pela graça os chama, e no qual
eles começam o curso cristão e assim
o buscam. Por conseguinte, eles são
chamados ’santos' (hagioi)" (VINE, W.
E.; UNGER, Merril F. (et ali). Dicionário
Vine: 0 Significado Exegético e Exposi-
tivos das Palavras do Antigo e do Novo
Testamento, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD,
2002, pp.281,970).
II - A NECESSIDADE DE TERMOS
UMA VIDA SANTA
1. Israel. O apelo à santidade
diz respeito à pureza da nação de
Israel para manter o povo distante da
idolatria, da prostituição e de outras
práticas pecaminosas. Deus escolheu
Israel para ser sua propriedade par­
ticular dentre todos os povos, reino
sacerdotal e povo santo: ’’[...] então,
sereis a minha propriedade peculiar
dentre todos os povos; porque toda
a terra é minha. E vós me sereis rei­
no sacerdotal e povo santo [...]" (Êx
19.5,6). 0 estilo de vida dos israelitas
devia estar de acordo com a santidade
do seu Deus: "Santos sereis, porque
eu, o SENHOR, vosso Deus, sou santo"
(Lv 19.2). Essa santidade exigida era
mais do que natural, porque Deus é
santo (Lv 11.44), e os israelitas foram
"se p a ra d o s", ou seja, "re tira d o s"
dentre os povos para Deus.
2. A Igreja. Os três propósitos de
Deus com Israel são os mesmos para a
Igreja: "M as vós sois a geração eleita,
o sacerdócio real, a nação santa, o
povo adquirido, para que anuncieis
as virtudes daquele que vos chamou
Julho/Agosto/Setembro - 2 0 17
das trevas para a sua maravilhosa luz"
(1 Pe 2.9). Assim como os israelitas,
fom os chamados por Deus e separa­
dos para o seu serviço; agora som os
"sacerdócio real, nação santa e povo
adquirido". Desde os tempos do Antigo
Testamento, a idolatria e a prostituição
sempre caminharam juntas (Jz 8.33; Os
4.13,14). Esses são os mesmos desafios
da igreja hoje: "Porque esta é a vontade
de Deus, a vossa santificação: que vos
abstenhais da prostituição" (1 Ts 4.3).
Devemos fugir da prostituição e também
da idolatria (1 Co 6.18; 10.14).
3. Uma exigência natural. Essa
exigência é mais do que natural por­
que Deus é Santo: "mas, como é santo
aquele que vos cham ou, sede vós
também santos em toda a vossa ma­
neira de viver, porquanto escrito está:
Sede santos, porque eu sou santo" (1
Pe 1.15,16) assim como o é seu Filho
Jesus C risto (Lc 1.35; Jo 6.69). Da
mesma maneira como Deus escolheu
e santificou o povo de Israel para viver
em santidade, assim também o Senhor
Jesus nos chamou para vivermos uma
vida santa. Israel precisava viver longe
das práticas imorais dos cananeus, nós,
da mesma forma devemos nos abster
da prostituição.
SÍNTESE DO TÓPICO II
Da mesmaforma que Deus separou
Israel para ser santo, Ele separou a
Igreja para ser santa.
SU BSID IO TEOLOGICO
"Quem subirá ao monte do Senhor
Quem estará no seu lugar santo? 'Aquele
que é limpo de mãos e puro de coração,
que não entrega a sua alma à vaidade,
nem jura enganosamente. Este receberá
a bênção do Senhor e justiça do Deus
da sua salvação' ([Sl 24]vv.3,4).
Estou profundamente convencido
de que oração pelo reavivamento é uma
ofensa diante de Deus se não tivermos
um coração puro. É quase uma blasfêmia
ousar entrar na presença do Deus santo
e pedir que nos abençoe se os nossos
corações não estiverem puros diante
dEle. A oração pelo reavivamento tem
CONHEÇA M AIS
•Santificação
"A Santificação precisa ser distinguida da
justificação. Na justificação, Deus atribui ao
crente, no momento em que recebe a Cristo, a
própria justiça de Cristo, e a partir de então vê
esta pessoa como se ela tivesse morrido, sido
sepultada e ressuscitada em novidade de vida
em Cristo (Rm 6.4-10). É uma mudança que
ocorre 'de uma vez por todas' na condição legal
ou judicial da pessoa diante de Deus. A santi­
ficação, em contraste, é um processo progres­
sivo que ocorre na vida do pecador regene­
rado, momento a momento." Para
conhecer mais, leia Dicionário
Bíblico Wycliffe, CPAD,
p.1762.
201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 65
um pré-requisito. Quem subirá ao monte
do Senhor? Quem estará no seu lugar
santo? Quem estará em sua presença?
Quem estará na sala do trono - o santo dos
santos-conforme descreve Hebreus 10?"
(BLACKABY, Henry. Santidade: O plano
de Deus para uma vida abundante, l.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2015. pp.77-78).
III - A POSSIBILIDADE DE TERMOS
UMA VIDA SANTA
1. A santificação posicionai. É
o prim eiro aspecto da santificação,
tam bém cham ado de santificação
passada ou instantânea. É posicionai
porque acontece uma m udança no
ser humano, de pecador para santi­
ficado em Cristo (At 26.18; 1 Co 1.2).
É a santificação que ocorre quando
o pecador recebe, pela fé, a Jesus
como Senhor e Salvador pessoal (1 Co
1.30). Essa santificação é instantânea,
mas é também o começo de uma vida
progressiva de santificação. Todos
nós, salvos em Jesus, som os santos,
e é assim que somos reconhecidos no
Novo Testamento (At 9-13,32,A l) e é
dessa maneira que o apóstolo Paulo se
dirige aos crentes nas suas epístolas
(Rm 1.7). A base dessa santificação
é o sacrifício de Jesus (Hb 10.10,1A),
mas ela é obra do Deus trino e uno
por ocasião da conversão do pecador
a Cristo (Jo 17.17; 1 Co 6.11; 1 Pe 1.2).
2. A santificação real. É conheci­
da como a santificação presente. Ela
é progressiva (Pv 4.18). A cada dia
avançamos em santidade: “Mas todos
nós, com cara descoberta, refletindo,
como um espelho, a glória do Senhor,
som os transform ados de glória em
glória, na mesma imagem, como pelo
Espírito do Senhor" (2 Co 3.18). O b­
serve que havia crentes carnais na
Igreja de Corinto (1 Co 3.3) e, mesmo
assim, eles são considerados "santos",
6 6 Lições Bíblicas /P ro fe s s o r
por isso precisavam de crescimento
espiritual (2 Pe 3.18). De igual modo,
o apóstolo Pedro exorta à santificação
(1 Pe 1.15,16) os m esm os que ele
antes chama "santos" (1 Pe 1.2). Isso
é possível porque som os nascidos de
Deus (1 Jo 4.7; 5.1) e o Espírito Santo
está em nós e habita em nós (Jo 14.17;
2 Tm 1.14).
3. A santificação futura. É o tercei­
ro aspecto da santificação, conhecido
também como "glorificação" (Fp 3.11).
Na ressurreição, seremos completos, e
isso é extensivo à santificação, quando
o Senhor Jesus declara "que transfor­
mará o nosso corpo abatido, para ser
conform e o seu corpo glo rioso " (Fp
3.21). É nessa ocasião que verem os
a Deus como Ele é (1 Jo 3-2). Essa é a
nossa esperança.
4. É possível ser santo? Sim! É
possível. E deve ser o desejo de todo
cristão se parecer com Jesus e ter uma
vida santa, assim como o Mestre teve.
Pela sua infinita graça. Deus concede
vida santa a todos os pecadores, desde
que eles se arrependam e confessem
o nome de Jesus (Rm 10.9,10). Assim,
Deus disponibilizou três meios para a
santificação: o sangue de Jesus: "E, por
isso, também Jesus, para santificar o
povo pelo seu próprio sangue, padeceu
fora da porta" (Hb 13.12); o Espírito
Santo (2 Ts 2.13); e a própria Palavra
de Deus (Jo 17.17; Ef 5.26). O Senhor
nos forneceu todos os recursos neces­
sários para uma vida santa e separada
do mundanismo (Rm 12.1,2).
SÍNTESE DO TÓPICO III
A santificação tem uma perspectiva
passada, presente efutura, destacando
a suficiência do sacrifício de Cristo.
Juibo/Agosto/Setembro - 201 7
"No mundo, os crentes são forasteiros
e peregrinos (Hb 11.13; 1 Pe 2.11).(a) Não
devem pertencer ao mundo (Jo 15-9), não
se conformar com o mundo (ver Rm 12.2),
não amar para o mundo (2.15), vencer o
mundo (5.4),odiar a iniquidade do mundo
(ver Hb 1.9), morrer para o mundo e ao Pai
ao mesmo tempo (Mt 6.24; Lc 16.13; ver
Tg 4.4).Amar o mundo significa estar em
estreita comunhão com ele e dedicar-se
aos seus valores, interesses, caminhos e
prazeres. Significa ter prazer e satisfação
naquilo que ofende a Deus e que se opõe
a Ele (Lc 23.35). Note, é claro, que os ter­
mos 'mundo' e 'terra' não são sinônimos;
Deus não proíbe o amor à terra criada, i.e.,
SUBSÍDIO TEOLÓGICO à natureza, às montanhas, às florestas,
etc" (ARRINGTON, French L; SRONSTAD,
Roger. Comentário Bíblico Pentecostal
Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD,
pp.1957-58).
CONCLUSÃO
O nosso dever não consiste apenas
em nos afastar do pecado e de toda a
forma de paganismo, mas também de
combatê-los com a pregação do evangelho
e com nossa maneira de viver, assim como
fizeram os primeiros cristãos. O cristia­
nismo é a única religião do planeta que
tem o Espírito Santo (Jo 14.16,17). É Ele
quem nos capacita a viver em santidade e
a vencer as tentações. Somos privilegiados
porque temos Jesus e o Espírito Santo.
PARA REFLETIR
A respeito da necessidade e da possibilidade
de ter uma vida santa, responda:
•Oual o significado de qadash e qual o sentido de santificação?
O verbo hebraico qadash,"ser santo", e seus derivados "santo, santificar,
dedicar, consagrar", no Antigo Testamento, significam "separar".
•O que é santificação posicionai?
É o primeiro aspecto da santificação, também chamado de santificação
passada ou instantânea.
• O que é santificação real?
É conhecida como a santificação presente.
• O que é santificação futura?
É o terceiro aspecto da santificação, conhecido também como "glorificação"
(Fp3.ll).
• Quais os três meios que Deus disponibilizou para a santificação?
Deus disponibilizou três meios para a santificação: o sangue de Jesus; o
Espírito Santo (2 Ts 2.13) e a própria Palavra de Deus (Jo 17.17; Ef 5.26).
CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 71, p. 40. Você encontrará mais subsídios
para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.
201 7 - Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 67
Lição 10
3 de Setembro de 2017
As Manifestações
do Espírito Santo
Tento Áureo Verdade Prática
"Porque a promessa vos diz respeito
a vós, a vossos filhos e a todos os que
estão longe: a tantos quantos Deus,
nosso Senhor, chamar."
(At 2.39)
Cremos na atualidade do batismo
no Espírito Santo e dos dons espi­
rituais distribuídos pelo Espírito
Santo à Igreja para sua edificação.
LEITURA DIARIA
S e gu n d a -A t 2.1-4
A descida do Espírito no dia de
Pentecostes
T e rça-A t 2.33
0 batismo no Espírito Santo é
resultado da obra de Cristo
Quarta - At 10.44-46
A glossolalia
Quinta - 1 Co 12.1
Não devemos ser ignorantes acerca
dos dons espirituais
Senta- 1 Co 12.7
Os dons espirituais
Sábado - 1 Co 12.4
São muitos os dons espirituais
68 Lições Bíblicas /Professor julho/Agosto/Setembro - 201 7
WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Atos 2.1-6; 1 Coríntios 12.1-7
- Cumprindo-se o dia de Pen- - Acerca dos dons espiri-
tecostes, estavam todos reunidos no tuais, não quero, irmãos, que sejais
mesmo lugar; ignorantes.
- e, de repente, veio do céu um som, - Vós bem sabeis que éreis gentios,
como de um vento veemente e impe- levados aos ídolos mudos, conforme
tuoso, e encheu toda a casa em que éreis guiados,
estavam assentados.
- E foram vistas por eles línguas d e r q U e ninguém quefala pelo Espírito
repartidas, como que defogo, as quais de Deus diz:Jesus éanátema! E ninguém
pousaram sobre cada um deles. pode djzer q U e jesus é o Senhor, senão
- E todos foram cheios do Espírito Pe^° Espírito Santo.
Santo e começaram a falar em outras . 0ra há djversidcde de donSi mas
línguas, conforme o Espírito Santo lhes 0 Espjrit0 é 0 mesmo
concedia que falassem.
multidão e estava confusa, porque cada - Mas a manifestação do Espírito é
um os ouviafalar na sua própria língua, dada a cada um para o quefor útil.
HINOS SUGERIDOS: 85,122, 290 da Harpa Cristã
OBJETIVO GERAL
Mostrar que o batismo no Espírito Santo e
os dons espirituais estão disponíveis a todo crente.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada
tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico Icom os seus respectivos subtópicos.
- Portanto, vos querofazer compreen-
- E há diversidade de ministérios,
mas o Senhor é o mesmo.
- E,correndo aquela voz, ajuntou-seuma
o mesmo Deus que opera tudo em todos.
rias da descida do Espírito Santo;
Q Explicar a natureza das línguas.
0 Mostrar o significado e o propó-
^ Apontar as implicações doutriná-
sito do batismo no Espírito Santo;
© Afirmar a atualidade dos dons
espirituais.
2017 •Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 69
• INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, prezada professora, esta lição é uma exposição sobre
um dos mais importantes temas da teologia pentecostal: batismo no Espírito
Santo. Essa doutrina trata de uma experiência bíblica, histórica e atual que ao
longo da história do Movimento Pentecostal tem sido amplamente reafirmada.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
As manifestações do Espírito de Deus,
tais como veremos, dizem respeito, pri­
meiramente ao batismo no Espírito Santo
e aos dons espirituais. São dois temas da
teologia pentecostal que nunca se esgo­
tam e são importantes porque se
tratam de evidências bíblicas de
que a comunicação divina com
o seu povo, e com cada crente
individual, nunca cessou. Não
somente a Bíblia, mas também
0 testemunho da história, e da ex­
periência cristã, corrobora essa verdade.
É sobre isso que trata o nosso estudo.
1- A DESCIDA DO ESPÍRITO SANTO
1. A experiência do Pentecostes.
Não é difícil descobrir na Bíblia o que
é o batism o no Espírito Santo. João
Batista disse: "E eu, em verdade, vos
batizo com água, para o arrependimento;
mas aquele que vem após mim é mais
poderoso do que eu; não sou digno de
levar as suas sandálias; ele vos batizará
com o Espírito Santo e com fogo" (Mt
3.11). Há inúmeras interpretações dessa
passagem. No entanto, o próprio Senhor
Jesus se referiu a esse batismo como a
promessa do Pai (At 1.4) e acrescentou:
"Porque, na verdade, João batizou com
água, mas vós sereis batizados com o
Espírito Santo, não muito depois destes
dias" (At 1.5). Essa declaração vincula
Mateus 3.11 com a experiência do dia
de Pentecostes relatada em Atos 2.2-4.
70 Lições Bíblicas /Professor
A prova disso é que o apóstolo Pedro
identificou a experiência de Cornélio (At
10.44-46) com a promessa anunciada
por João Batista e reiterada pelo Senhor
Jesus (At 11.15-17).
2. Batismo "no" Espírito Santo ou
”com o" Espírito Santo? As duas
traduções são legítimas à luz da
gramática grega e aceitáveis de
acordo com o contexto. A ideia
de batismo no Novo Testamento
é de imersão, subm ersão (Rm
6.3,4; Cl 2.12). A Almeida Revista
e Atualizada tem uma nota em Mateus
3.11 e Atos 1.5 informando "com; ou em"
e a Nova Versão Internacional também
traz uma nota similar. A Versão Almeida
Revisada da Imprensa Bíblica Brasileira
emprega "batizar em água" e "batizar no
Espírito Santo" nas referidas passagens,
respectivamente. Nós adotamos “em
água" e "no Espírito Santo", pois "com",
pode parecer aspersão, o que contradiz
a ideia de imersão.
3- Os sinais sobrenaturais. Há três
sinais que mostram a ação sobrenatural
do Espírito Santo por ocasião de sua des­
cida no dia de Pentecostes: o som como
de um vento (At 2.2), a visão das línguas
repartidas como que de fogo (2.3) e o
falar em línguas (2.4). Os dois primeiros
sinais jamais se repetirão, pois foram ma­
nifestações exclusivas que tiveram como
objetivo anunciar a chegada do Espírito
Santo. Alguém tão importante quanto o
Filho, cuja encarnação e nascimento em
Julho/Agosto/Setembro - 201 7
PONTO
CENTRAL
As manifesta­
ções do Espíri­
to Santo são
atuais.
Belém, ainda que extraordinários, porque
o Verbo se fez carne (Lc 2.9-11; Jo 1.4),
não tiveram sinais semelhantes. Além
de marcar a chegada do Espírito Santo,
no dia de Pentecostes, as manifestações
sobrenaturais também inauguraram a
Igreja. Assim, o som soava como vento,
mas não era vento, e da mesma forma
a visão não era fogo, mas lembrava o
fogo de Deus (Êx 3.2; 1 Rsl8.38). Foi um
acontecimento singular, algo que ocorreu
uma única vez.
SÍNTESE DO TÓPICO I
O vento, a visão das línguas e o
falar em línguas remontam a descida
do Espírito Santo em Pentecostes.
SU BSÍD IO DIDÁTICO
Para auxiliar na preparação da sua
aula, há alguns term os im portantes
que você deve conhecer bem a fim de
ter êxito no assunto em foco. Por isso,
reproduzimos esses três termos a fim
de enriquecer a explicação deste tópico.
Observe o quadro abaixo.
II - A NATUREZA DAS LÍNGUAS
1. Fonte. As línguas do Pentecostes
eram sobrenaturais, pois foram carac­
terizadas como "outras línguas, confor­
me o Espírito Santo lhes concedia que
falassem" (At 2.4). 0 termo grego para
"outras" aqui é héterais, de héteros, "outro
de tipo diferente". Há quem questione
esse conceito, mas a fonte delas é o
próprio Espírito Santo, o que torna a
evidência visível e contundente. A outra
evidência está presente na audição, e
não simplesmente na fala, pois "cada
um os ouvia falar em sua própria língua"
(2.6). Lucas repete essa informação por
mais duas vezes (vv.8,11). E, no versículo
11, ele acrescenta: [...] “Todos os temos
ouvido em nossas próprias línguas falar
das grandezas de Deus".
2. Aglossolalia. É a manifestação da
línguas estranhas no batismo no Espírito
Santo bem como das línguas como um
dos dons espirituais. Trata-se um termo
técnico de origem grega glossa, "língua,
idioma", e de lalía, "modo de falar" (Mt
26.73), conjugado à "linguagem" (Jo 8.43),
substantivo derivado do verbo grego
lalein, "falar". A expressão lalein glossais,
"falar línguas" (1 Co 14.5), é usada no
Novo Testamento para indicar "outras
línguas". Éimportante saber que as línguas
manifestas no dia de Pentecostes são as
mesmas que aparecem na lista dos dons
espirituais (1 Co 12.10,28; 14.2). Ambas
são de origem divina e sobrenatural, mas
são diferentes apenas quanto à função.
PNEUMATOLOGIA PARACLETO GLOSSOLALIA
[De pneuma, espí­
rito + logia, estudo]
Estudo sistemático
da Terceira Pessoa
da Santíssima Trin­
dade [...]. Onde a
análise da pessoa,
obra e ministério do
Espírito Santo é con­
templada.
Advogado. De­
fensor. Um dos
títulos do Espíri­
to Santo.
A glossolalia, conhecida também
como dom de línguas, línguas es­
tranhas ou variedades de línguas,
é um dom espiritual que, à seme­
lhança dos demais [...], continua
atual e atuante na vida da Igreja.
0 objetivo da glossolalia é anunciar
sobrenatural e extraordinariamente
o Evangelho de Cristo, como acon­
teceu no Dia de Pentecoste (At 2).
Texto adaptado do Dicionário Teológico, editado pela CPAD.
201 7 - Julho/Agosto/Setem bro Lições Bíblicas /Professor 71
3. Sua continuação. O falar em "ou­
tras línguas, conforme o Espírito Santo
lhes concedia que falassem" (At 2.4), é a
evidência inicial do batismo no Espírito
Santo. Essa experiência se repete na his­
tória da Igreja. Isso aconteceu na casa do
centurião Cornélio: "E os fiéis que eram
da circuncisão, todos quantos tinham
vindo com Pedro, maravilharam-se de que
o dom do Espírito Santo se derramasse
também sobre os gentios. Porque os
ouviam falar em línguas e magnificar a
Deus" (At 10.45,46), exatamente como
aconteceu no dia de Pentecostes. Outra
vez, o mesmo fenômeno acontece com
a chegada de Paulo em Éfeso, em sua
terceira viagem missionária (At 19.6). As
línguas, as profecias e a ciência são válidas
para os nossos dias, mas vão cessar por
ocasião da vinda de Jesus (1 Co 13.8-10).
SÍNTESE DO TÓPICO II
As línguas do Pentecostes, línguas es­
tranhas, são de natureza sobrenatural.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"[...] A xenolalia é, ao mesmo tem­
po, a mais difícil variação da glossolalia
para documentar e a mais amplamente
registrada. Por exemplo, Emílio Conde
relatou, na obra História das Assem ­
bleias de Deus no Brasil, p.67, que no
primeiro batismo nas águas na cidade
de Macapá (AP), em 25 de dezembro
1917, a nova convertida Raim unda
Paula de Araújo, ao sair das águas foi
batizada com o Espírito Santo. Ela falou
em línguas estranhas com tanto poder
que os assistentes encheram -se de
temor de Deus. Os judeus negociantes
da cidade haviam com parecido ao
batismo. Um deles, Leão Zagury, ficou
tão em ocionado e m aravilhado com
a m ensagem que ouvira que não se
72 Lições B íblicas /P ro fe s s o r
conteve e clamou em alta voz no meio
da multidão: 'Eis que vejo a glória do
Deus de Israel, pois esta mulher está
falando a minha língua'. 0 judeu não
era crente. Porém, Deus, através da
crente Raimunda, falou-lhe em he­
braico" (ARAÚJO, Isael. D icio ná rio
do M ovim ento Pentecostal. Rio de
Janeiro: CPAD, 2007, p.332).
III - SIG N IFICAD O E PROPÓ SITO
1. O batismo no Espírito Santo
não é sinônimo de salvação. Trata-se
de bênçãos diferentes. Todos os cren­
tes em Jesus já têm o Espírito Santo.
Na regeneração, o Espírito promove o
novo nascimento, que é um ato direto
do Espírito Santo (Jo 3.6-8). 0 pecador
recebe o Espírito no exato momento
em que aceita, de verdade, a Jesus (Gl
3.2; Ef 1.13). Os discípulos de Jesus já
tinham seu nome escrito no céu (Lc
10.20) e igualmente tinham o Espírito
Santo m esm o antes do Pentecostes
(Jo 20.22).
2. Definição e propósitos. 0 batis­
mo no Espírito Santo é o recebimento
de poder espiritual para realizar a obra
da expansão do Evangelho em todo o
mundo (Lc 24.46-49). 0 seu propósito
é capacitar o crente a viver uma vida
cristã vitoriosa e, sobretudo, para tes­
temunhar com ousadia sobre a sua fé
em Cristo (At 1.8). É um revestimento
de poder para viver a vida regenerada,
um poder espiritual que contribui para
a edificação interior da vida cristã do
crente e que o ajuda quando a mente
não pode fazê-lo.
SÍNTESE DO TÓPICO III
0 duplo propósito do batism o
no Espírito remonta a expansão do
Evangelho e a capacitação do crente.
julho/Agosto/Setembro • 201 7
"[...] Os pentecostais acreditam que
a experiência distintiva do batismo no
Espírito Santo, tal como Lucas a descreve, é
crucial para a Igreja contemporânea. Strons-
tad diz que as implicações da teologia de
Lucas são claras: 'Já que o dom do Espírito
era carismático ou vocacional para Jesus e
a Igreja Primitiva, assim também deve ter
uma dimensão vocacional na experiência
do povo de Deus hoje'. Por quê? Porque a
Igreja hoje, da mesma forma que a Igreja
em Atos dos Apóstolos, precisa de poder
dinâmico do Espírito para evangelizar o
mundo de modo eficaz e edificar o corpo
de Cristo. O Espírito veio no dia de Pen­
tecostes porque os seguidores de Jesus
'precisavam de um batismo no Espírito que
revestisse de poder o seu testemunho, de
tal maneira que outros pudessem também
entrar na vida e na salvação'. E, por ter
vindo no dia de Pentecostes, o Espírito
volta repetidas vezes, visando o mesmo
propósito" (HORTON, Stanley (Ed.).Teologia
Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal.
Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p.456).
IV -O S DONS ESPIRITUAIS
1. Osdons espirituais.São manifesta­
ções do poder de Deus que nos capacitam
a continuar a missão de Cristo no mundo
SUBSIDIO TEOLOGICO e as demonstrações desse poder na vida
da Igreja (At 1.8). A Igreja não se sustenta
sozinha, por isso o Senhor Jesus enviou o
Espírito Santo (Jo 14.16-18). Há pelo me­
nos três listas desses dons (Rm 12.6-8; 1
Co 12.8-10,28-30), embora não ousamos
dizer que sejam apenas esses, pois não
existe uma lista exaustiva deles no Novo
Testamento.
2. Os dons são dados aos crentes
individualmente. A manifestação dos
dons ocorre por meio das três Pessoas da
Trindade: pelo Espírito, na "diversidade de
dons" (1 Co 12.4); pelo Senhor, na "diver­
sidade de ministérios" (v.5); e pelo Deus
Pai, na "diversidade de operações (v.6). Mas
a fonte dos dons é o Espírito Santo e, por
isso, essa manifestação é dada por Ele "a
cada um para o que for útil" (1 Co 12.7) e
não para exibição ou ostentação do crente,
porque o mérito é do Senhor Jesus (At3.12).
Outra vez o apóstolo enfatiza a origem dos
dons, o Espírito Santo, pois reconhece que
é este mesmo quem "opera todas essas
coisas, repartindo particularmente a cada
um como quer" (1 Co 12.11).
SÍNTESE DO TÓPICO IV
Os dons espirituais são dádivas
atemporais de Deus dadas a cada crente.
CONHEÇA MAIS
-Glossolalia
"[Do gr. glosso, língua + lalia, falar em língua] Dom
sobrenatural concedido pelo Espírito Santo, que capacita
o crente a fazer enunciados proféticos e de enaltecimen-
tos a Deus em línguas que lhe são desconhecidas. [...] A
glossolána, conhecida também como dom de línguas,
línguas estranhas ou variedade de línguas, é um dom
espiritual que, à semelhança dos demais, não ficou cir­
cunscrito aos dias dos apóstolos: continua atual e
atuante na vida da igreja". Para conhecer
mais, leia Dicionário Teológico,
CPAD, pp.201-02.
201 7 - Julho/Agosto/Setembro Lições Bíbiicas /Professor 73
"D o n s Espirituais. Recursos ex­
traordinários que o Senhor Jesus Cristo,
mediante o Espírito, colocou à disposição
da Igreja, visando: l) o aperfeiçoamento
dos santos; 2) a ampliação do conheci­
mento, do poder e da proclamação do
povo de Deus; e: 3) chamar a atenção dos
incrédulos à realidade divina. Os dons
espirituais dividem-se em três grupos:
I - Dons de Revelação. Palavra da
sabedoria, palavra do conhecimento e
discernimento de espíritos. Através dos
quais a Igreja é capacitada a conhecer de
maneira sobrenatural.
II - Dons de Poder. Fé, Maravilhas e
Cura. Por intermédio dos quais a Igreja
pode agir de forma extraordinária.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO IV III - Dons de Alocução. Línguas
interpretação e profecia. Por meio dos
quais a Igreja recebe a graça de proclamar
os arcanos divinos de modo milagroso"
(ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicio­
nário Teológico. Rio de Janeiro: CPAD,
1996, p.127-28).
CONCLUSÃO
A descida do Espírito Santo é
acom panhada dos dons espirituais.
Eles são atuais na vida da Igreja e são
dados a cada um para o que for útil,
sem pre para o bem da igreja local.
Trata-se de ferramentas importantes
e indispensáveis para os crentes, ra­
zão pela qual devem os lhes dar a de­
vida atenção.
PARA REFLETIR
A respeito das manifestações
do Espírito Santo, responda:
• Qual sinal sobrenatural ocorrido no dia de Pentecostes que se repete
na história da Igreja?
A glossolalia.
• O que é a glossolalia?
É a manifestação das línguas estranhas no batismo no Espírito Santo bem
como das línguas como um dos dons espirituais.
• Oual é a evidência inicial do batismo no Espírito Santo?
O falar em "outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que
falassem" (At 2.4), é a evidência inicial do batismo no Espírito Santo.
• Qual o propósito do batismo no Espírito Santo?
O seu propósito é capacitar o crente a viver uma vida cristã vitoriosa e,
sobretudo, para testemunhar com ousadia sobre a sua fé em Cristo (At 1.8).
• Que são dons espirituais?
São manifestações do poder de Deus que nos capacitam a continuar a missão
de Cristo no mundo e as demonstrações desse poder na vida da Igreja (At 1.8).
CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 71, p. 41. Você encontrará mais subsídios
para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.
74 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
Lição 11
10 de Setembro de 2017
Dia Nacional de Missões
A Segunda Vinda
de Cristo
Tento Áureo
"Porque, assim como o relâmpago sai
do oriente e se mostra até ao ocidente,
assim será também a vinda do
Filho do Homem."
(Mt 24.27)
Verdade Prática
A Segunda Vinda de Cristoserá em
duasfases distintas: primeira —
invisível ao mundo, para arrebatara
sua Igreja;segunda — visível e cor­
poral, com a sua Igrejaglorificada.
LEITURA DIÁRIA
Segunda-Jo 14.3
0 Senhor Jesus Cristo prometeu
nos levar para o céu
Terça-Lc 17.34-36
0 arrebatamento da Igreja
acontecerá repentinamente
Quarta -Jd 14
A vinda de Jesus em glória
Q uinta-M t 24.21
Após o arrebatamento da Igreja se
seguirá a Grande Tribulação
Sexta- 2 Co 5.10
0 Tribunal de Cristo
Sábado-Ap 22.20
Jesus em breve virá
2017 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 75
WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 Tessalonicenses 4.13-18; Lucas 21.25-27
- Não quero, porém, irmãos,
que sejais ignorantes acerca dos quejá
dormem, para que não vos entristeçais,
como os demais, que não têm esperança.
- Porque, se cremos que Jesus mor­
reu e ressuscitou, assim também aos
que em Jesus dormem Deus os tornará
a trazer com ele.
- Dizemo-vos, pois, isto pela palavra
do Senhor: que nós, os que ficarmos
vivos para a vinda do Senhor, não
precederemos os que dormem.
• Porque o mesmo Senhor descerá do
céu com alarido, e com voz de arcanjo, e
com a trombeta de Deus; e os que mor­
reram em Cristo ressuscitarão primeiro;
- depois, nós, os queficarmos vivos,
seremos arrebatadosjuntamente com
eles nas nuvens, a encontrar o Senhor
nos ares, e assim estaremos sempre
com o Senhor.
- Portanto, consolai-vos uns aos
outros com estas palavras.
- E haverá sinais no sol, e
lua, e nas estrelas, e, na terra, angús­
tia das nações, em perplexidade pelo
bramido do mar e das ondas;
- homens desmaiando de terror, na
expectação das coisas que sobrevirão
ao mundo, porquanto os poderes do
céu serão abalados.
- E, então, verão vir o Filho do
Homem numa nuvem, com poder e
grande glória.
HINOS SUGERIDOS: 323,442, 547 da Harpa Cristã
OBJETIVO GERAL
Apresentar a doutrina bíblica a respeito da segunda vinda de Cristo.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tó­
pico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
O Analisar os eventos futuros;
O Identificar os termos bíblicos para a segunda vinda de Cristo;
© Explicar os eventos da segunda vinda de Cristo.
76 Lições B íb lic a s /P ro fe s s o r Julho/Agosto/Setem bro - 201 7
• IN TERAG IN DO CO M O PRO FESSO R
A vinda do Senhoréuma promessafeitapelopróprioSenhorJesus. É uma promessa
de esperança para todos os que creem. Por isso, a Palavra de Deus nos exorta a viver
como se Cristo voltasse a qualquermomento. A iminência da volta do Senhor trazao
crente uma consciência de vivermos uma vida mais santa, de maiorseriedade com
a evangelização dos não-crentes e desejo de estar mais perto do Senhor.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A Bíblia mostra a segunda vinda
de Cristo em duas fases: a primeira é o
arrebatamento da Igreja, e a segunda é
a sua vinda em glória. Entre esses dois
eventos, haverá na terra a Grande Tribu­
lação, o julgamento divino sobre todos
os moradores do mundo e no céu o
Tribunal de Cristo seguido das
Bodas do Cordeiro. 0 nosso en­
foque aqui é a fundamentação
bíblica desses eventos. Mas
o tema escatológico não se
esgota com o que trataremos
e a sua continuação se dará na
próxima lição.
I - O S EVENTOS DO PORVIR
1. Fonte de predição. Não há outra
fonte de predições verdadeiras a não ser
a Bíblia Sagrada, por meio da qual Deus
nos diz tudo o que precisamos saber sobre
os eventos do porvir. Ela é a única fonte
confiável. Esses eventos são uma série de
acontecimentos do epílogo da história
humana que envolve o arrebatamento
da Igreja (1 Ts 4.16,17), a vinda de Jesus
em glória (Mt 24.30; Ap 1.7), o juízo de
Deus sobre a terra no fim dos tempos
(Mt 24.21), o futuro glorioso de Israel (Is
62.2,3) e o reino milenar de Cristo (Is 97;
11.10). São acontecimentos anunciados
desde o princípio do mundo, desde Eno­
que (Jd 14) até o apóstolo João, o último
201 7 - Julho/Agosto/Setem bro
dos apóstolos, no livro de Apocalipse.
2.0 destino dos impérios da anti­
guidade. As profecias sobre os impérios
antigos, como a queda da Babilônia para
nunca mais se erguer no cenário mundial
(Is 13.19,20) e ascensão e queda dos im­
périos medo-persa, grego e romano nos
capítulos 7 e 8 de Daniel, entre outros
profetas, se cumpriram, e a própria
História confirma esses fatos.
As profecias messiânicas se
cumpriram com abundâncias de
detalhes, como o nascimento
do Messias de uma virgem, na
cidade de Belém, seu julgamen­
to diante de Pôncio Pilatos, sua
morte, sua ressurreição e a ascensão
ao céu, entre outros.
3. Sobre as Diásporas judaicas.
As profecias apontam, de antemão, as
duas dispersões do povo judeu e as suas
respectivas restaurações. A primeira
Diáspora (Jr 16.13) e seu retorno (Ed 1.1-
3); a segunda Diáspora, anunciada pelo
próprio Senhor Jesus Cristo: "E cairão a
fio de espada e para todas as nações serão
levados cativos; e Jerusalém será pisada
pelos gentios, até que os tempos dos
gentios se completem" (Lc 21.24), com o
seu respectivo retorno depois de mais de
18 séculos à terra de seus antepassados,
tal como fora anunciado pelos profetas
do Antigo Testamento, como Jeremias (Jr
31.17), Ezequiel (Ez 11.17; 36.24; 37.21),
Amós (Am 9.14,15) e Zacarias (Zc 8.7,8).
Lições Bíblicas /Professor 77
PONTO
CENTRAL
A segunda vinda
de Cristo se dará
em duas fases: o
arrebatamento
e a vinda.
SÍNTESE DO TÓPICO I
A fonte para todos os eventos do
futuro são as Sagradas Escrituras.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"Um a das características mais ini­
gualáveis dos verdadeiros profetas do AT
era a habilidade que tinham de prever os
eventos futuros com perfeita exatidão. 0
próprio Deus previu o cativeiro de Israel
no Egito e o seu subsequente livramento
(Cn 15.13-18). Moisés previu a conquista
bem-sucedida da Terra Prometida pelos
israelitas sob o comando de Josué (Dt
31.23). Samuel previu o fracasso da di­
nastia de Saul(l Sm 15.28). Natã previu as
consequências do pecado de Davi e seus
efeitos sobre a sua própria família (2 Sm
12.7-12). Elias previu as mortes de Acabe
e Jezabel (1 Rs 21.19-23). isaías previu
o livramento de Jerusalém da invasão
assíria de Senaqueribe (2 Rs 19.34-37).
Jeremias previu o cativeiro dosjudeus por
setenta anos na Babilônia" (LAHAYE, Tim;
HINDSON, Ed. (Eds.). Enciclopédia Popular
de Profecia Bíblica. Rio de Janeiro: CPAD,
2013, pp.120-21).
II - TERM O S BÍBLICOS PARA A
SEC U N D A V IN D A DE CRISTO
1. Vinda. A palavra parousia (que se
pronuncia “parussía") significa "vinda,
chegada, presença, volta, visita real,
advento, chegada de um rei". No as­
pecto escatológico, este substantivo
se refere tanto ao arrebatamento da
igreja (1 Ts 4.15) como à vinda de Cristo
em glória com sua Igreja (2 Ts 2.8). 0
outro termo é érchomai, "ir" e também
"vir". Duas coisas opostas? Sim, desde
que se considere o movimento entre o
ponto de partida e o ponto de chegada.
Para quem está no ponto de partida é
"ida", mas, para quem estiver no ponto
78 Lições B íblicas /P ro fe s s o r
de chegada, é "vinda". Esse verbo apa­
rece em referência à vinda de Jesus (Jo
14.3) e também à sua vinda em glória
(At 1.11; Jd 14; Ap 1.7).
2. Manifestação, aparição. 0 subs­
tantivo grego aqui é epipháneia, que só
aparece seis vezes no Novo Testamento,
com uso exclusivam ente paulino, e
todas as ocorrências dizem respeito
à vinda de Jesus, desde a encarnação
do Verbo (2 Tm 1.10). 0 apóstolo Paulo
exorta os crentes para uma vida irre­
preensível até "à aparição de nosso
Senhor Jesus Cristo" (1 Tm 6.14); “e
o aparecimento da glória do grande
Deus e nosso Senhor Jesus Cristo" (Tt
2.13). 0 termo é também traduzido por
"vinda" em referência ao arrebatamento
da Igreja (2 Tm 4.8). O apóstolo o em­
prega ainda para se referir à segunda
vinda de Cristo em glória: "Conjuro-te,
pois, diante de Deus e do Senhor Jesus
Cristo, que há de julgar os vivos e os
mortos, na sua vinda e no seu Reino"
(2 Tm 4.1), ou conforme encontra-se na
Almeida Revista e Atualizada, "pela sua
manifestação e pelo seu reino".
3. Revelação. 0 termo é apokalypsis.
0 apóstolo Pedro emprega essa palavra
para se referir ao arrebatamento da
Igreja (l Pe 1.7). Esse termo é traduzido
ainda como "manifestação", também em
referência ao arrebatamento da Igreja:
"De maneira que nenhum dom vos falta,
esperando a manifestação de nosso
Senhor Jesus Cristo" (1 Co 1.7) ou de
acordo com a versão Almeida Revista e
Atualizada, "aguardando vós a revelação
de nosso Senhor Jesus Cristo".
SÍNTESE DO TÓPICO II
"Vinda", "manifestação", "aparição"
e "revelação"são termos bíblicos que
remontam a segunda vinda de Cristo.
julho/Agosto/Setembro - 201 7
Além dos termos bíblicos serem
importantes para o estudo da segun­
da vinda de Cristo, outros termos, de
cunho teológicos, são também de suma
importância ao professor dominá-los.
Veja abaixo:
III - O S EVENTOS DA SEG UNDA
V IN D A DE CRISTO
1. 0 arrebatamento da igreja. É o
rapto dos santos da terra, um aconte­
cimento global e simultâneo em todo
o planeta. A profecia contempla até
os fusos horários, pois uns estarão
dormindo à noite e outros trabalhando
nesse exato momento (Lc 17.34-36).
Esse evento será inesperado, algo rá­
pido, em fração de segundo, e invisível
aos olhos humanos: "num momento,
num abrir e fechar de olhos, ao ressoar
da última trombeta. A trombeta soará,
os mortos ressuscitarão incorruptíveis,
e nós serem os transform ados" (1 Co
15.52, ARA). Os mortos salvos, os que
"dormiram em Cristo", ressuscitarão
primeiro (1 Ts 4.16b); em seguida, nós,
os crentes em Jesus que estiverm os
v iv o s nessa ocasião, com o corpo
corruptível já revestido da incorrupti­
SUBSÍDIO PEDAGÓGICO bilidade, quando aquilo que é mortal
estiver revestido da imortalidade (1
Co 15-53), serem os arrebatados da
terra para o encontro com o Senhor
Jesus nas nuvens (1 Ts 4.16,17). Essa
é a primeira fase da segunda vinda de
Cristo, a esperança da Igreja (Fp 3.21).
2. A vinda de Cristo em glória. Sete
anos depois do arrebatamento da Igreja,
o Senhor virá em glória, visível aos olhos
humanos (Mt 24.30,31; Lc 21.25-28).
Nesse retorno de Jesus à terra, Ele virá
acompanhado dos santos (1 Ts 3.13; Jd
14). 0 propósito aqui éjulgar as nações (Jl
3.12-14; Mt 25.31,32), restaurar o trono
de Davi (Zc 12.8-14) em cumprimento à
promessa de Deus feita por meio do anjo
Gabriel:"[...] e o Senhor Deus lhe dará o
trono de Davi, seu pai, e reinará eterna­
mente na casa de Jacó, e o seu Reino não
terá fim" (Lc 1.32,33); destruir a besta e
o falso profeta (2 Ts 2.8; Ap 19 19,20) e
estabelecer o seu reino de justiça e paz
na terra, o reino de Deus de mil anos (Is
2.4; Ap 20.2,3).
3. A Grande Tribulação. É o período
de transição entre a Dispensação da
Igreja e o Milênio, um tempo de angús­
tia e sofrimentos sem precedentes na
história (Dn 12.1; Jl 2.2; Mt 24.21; Mc
Eschaton: ”[Do gr. schaton, últimas coisas] Termo teológico que denota a
culminação de todas as coisas segundo os decretos divinos."
Escatologia: "[Do gr. escathos, ultimas coisas + logia, discurso racional] Estu­
do sistemático e lógico das doutrinas concernentes às últimas
coisas. Compreendida como um dos capítulos da dogmática
cristã, a escatologia tem por objeto os seguintes temas: estado
intermediário, arrebatamento da Igreja, Grande Tribulação, Mi­
lênio, Julgamento Final e o estado perfeito eterno."
Escatologia
Individual:
"[Do gr. escathos, ultimas coisas + logia, discurso racional;
do lat. individu, pessoa] Estudo das últimas coisas que dizem
respeito exclusivamente ao indivíduo, tratando de sua morte,
estado intermediário, ressurreição e destino eterno. Neste con­
texto, nenhuma abordagem é feita, quer a Israel, quer a Igreja."
Textoadaptado do Dicionário Teológico,editado pela CPAD.
201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 79
13.19), também conhecido como "o Dia
do Senhor" (Jl 1.15; 2 Pe 3.10). A Igreja
não passará por esse período, que é
conhecido como a "Grande Tribulação"
(1 Ts 1.10). Será a era do anticristo (2
Ts 2.7-9), identificado como a besta
(Ap 13.2-8). 0 falso profeta será o
porta-voz do anticristo, que enganará
o povo por meio dos falsos milagres
(Ap 16.13,14). O anticristo fará um
concerto com a nação de Israel por uma
"sem ana de anos" (Dn 9-27), mas na
metade deste período o concerto será
rompido, pois os judeus descobrirão
que fizeram um acordo com o próprio
Diabo. Só a partir daí é que começa o
período da angústia de Jacó (jr 30.7).
Todos esses horrores estão registrados
a partir do capítulo 6 de Apocalipse.
Este período foi determinado por Deus
para fazer justiça contra a rebelião dos
moradores da terra e para preparar a
nação de Israel para o encontro com o
seu Messias (Am 4.12).
4.0 Tribunal de Cristo e as Bodas
do Cordeiro. Enquanto a Grande Tribula­
ção acontece na terra; no céu, os santos
estarão recebendo a recompensa por
aquilo que cada um fez em vida pela
causa do evangelho (1 Co 3.12-15; Ap
22.12). É o chamado Tribunal de Cristo
(2 Co 5.10), a premiação dos salvos.
Não se trata de um julgam ento para
a salvação ou condenação. Todos os
presentes já são salvos em Jesus, visto
que a salvação é pela graça; aqui se
trata de mais uma bênção aos salvos.
Em seguida, virá a festa das bodas do
Cordeiro (Ap 10.9), o grande banquete
que celebrará a união de Cristo com a
sua Igreja.
SÍNTESE DO TÓPICO III
0 arrebatamento, a grande tribula­
ção e vinda em glória são os eventos
da segunda vinda de Cristo.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
”0 Senhor advertiu-nos quanto ao
tempo de sua vinda: 'Mas, daquele Dia e
hora, ninguém sabe, nem os anjos que
estão no céu, nem o Filho, senão o Pai.
Olhai, vigiai e orai, porque não sabeis
quando chegará o tempo' (Mc 13.32,33).
Jesus também disse aos discípulos,
momentos antes de subir aos céus, que
não lhe pertencia ’saber os tempos ou
as estações que o Pai estabeleceu pelo
seu próprio poder' (At 1.7). A data do
retorno de Cristo não é prerrogativa
nossa. Contudo, há algum as linhas
mestras que devem os observar para
que não sejamos surpreendidos.
CONHEÇA MAIS
*Escatologia
”[Do gr. escathos, últimas coisas + logia, discurso
racional] Estudo sistemático e lógico das doutrinas
concernentes às últimas coisas. Compreendida como
um dos capítulos da dogmática cristã, a escatologia tem
por objeto os seguintes temas: Estado Intermediário,
Arrebatamento da Igreja, Grande Tribulação, Milênio,
Julgamento Final e o estado perfeito eterno".
Para conhecer mais, leia Dicionário
Teológico, CPAD, p.165.
80 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
Em vista da necessidade de nos
mantermos sempre alertas, podemos
falar da bendita esperança como algo
que fosse acontecer a qualquer momen­
to. Não queremos dizer com isso que
o Senhor Jesus poderia ter retornado
imediatamente após a sua ascensão.
Todavia, atentemos para a parábola na
qual Jesus pintou um 'hom em nobre'
que 'partiu para uma terra remota, a
fim de tomar para si um reino e voltar
depois. E, chamando dez servos seus,
deu-lhes dez minas e disse-lhes: Ne­
gociai até que eu venha' (Lc 1911-27).
Esta com paração dá a entender que
haveria uma ausência considerável. Haja
vista o dinheiro confiado aos servos. Era
sinal de que estes deveriam cumprir
suas tarefas com fidelidade. Como eles
não sabiam o tempo exato do retorno
de seu senhor, não podiam mostrar-se
negligentes: teriam de cuidar com o
máximo zelo dos negócios do mestre"
(MENZIES, William W.; HORTON, Stanley
M. Doutrinas Bíblicas: Os Fundamentos
da Nossa Fé. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD,
1995, pp.184-85).
CONCLUSÃO
Essas amostras proféticas servem
como garantias de que tudo o que está
escrito para o fim dos tem pos irá de
igual modo se cumprir (Jr 1.12). A nossa
esperança não se baseia numa utopia,
mas em fatos revelados na Palavra de
Deus e confirm ados pela História. A
escatologia bíblica é a continuação do
processo histórico.
PARA REFLETIR
A respeito da Segunda Vinda de Cristo, responda:
• Ouais os term os usados para a segunda vinda de Cristo?
Vinda, manifestação e revelação.
• O uais os eventos da segunda vinda de Cristo?
O arrebatamento da igreja, a Grande Tribulação e a vinda de Cristo em glória.
• O que é o arrebatam ento da Igreja?
É o rapto dos santos da terra, um acontecimento global e simultâneo em
todo o planeta.
• O que é a Grande Tribulação?
É o período de transição entre a Dispensação da Igreja e o Milênio, um
tempo de angústia e sofrim entos sem precedentes na história, também
conhecido como "o Dia do Senhor".
• O que são o Tribunal de Cristo e as Bodas do Cordeiro?
É a premiação dos salvos. Não se trata de um julgamento para a salvação
ou condenação. Em seguida, virá a festa das bodas do Cordeiro (Ap 10.9),
o grande banquete que celebrará a união de Cristo com a sua Igreja.
CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 71, p. 41. Você encontrará mais subsídios
para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.
201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Biblicas /Professor 81
Lição 12
17 de Setembro de 2017
0 Mundo Vindouro
"E vi um novo céu e uma nova terra. _ , . ,
m Cremos no Juízo Final, no qual serao
Porqueja o primeiro ceu e a primeira _ ^
terra passaram, e o marjá não existe." julgados os quefizerem parte da Úl-
^ . tima Ressurreição; e cremos na vida
(A p 21.1) . . ...
r eterna para os infiéis.
LEITURA DIÁRIA
Segunda-At 24.15
Todos os mortos serão
ressuscitados
Terça-Is 65.20-22
A longevidade humana, caracterís
tica do Reino Milenar de Cristo
Quarta - 1 Co 15.26
A morte será aniquilada para sem­
pre no Juízo Final
82 Lições Bíblicas /Professor
Q uinta-M t 25.46
Há na eternidade um lugar para os
justos e outro para os injustos
Sexta- Ap 20.1-3
0 Milênio será instaurado por oca­
sião da vinda de Cristo em glória
Sábado-Ap 22.3-5
Uma amostra da glória do lar
dos santos
Julho/Agosto/Setembro - 2 0 17
WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Apocalipse 21.1-5
- E vi um novo céu e uma nova terra.
Porque já o primeiro céu e a primeira
terra passaram, e o marjá não existe.
- E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova
Jerusalém, que de Deus descia do céu,
adereçada como uma esposa ataviada
para o seu marido.
■ E ouvi uma grande voz do céu, que
dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus
com os homens, pois com eles habitará,
e eles serão o seu povo, e o mesmo
Deus estará com eles e será o seu Deus.
- E Deus limpará de seus olhos toda
lágrima, e não haverá mais morte, nem
pranto, nem clamor, nem dor, porque
já as primeiras coisas são passadas.
- E o que estava assentado sobre o
trono disse: Eis que faço novas todas
as coisas. E disse-me: Escreve, porque
estas palavras são verdadeiras efiéis.
HINOS SUGERIDOS: 2, 36, 276 da Harpa Cristã
OBJETIVO GERAL
Expor a doutrina bíblica do Milênio, do Juízo Final e
da nova criação de todas as coisas.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tó­
pico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
Descrever a doutrina bíblica do Milênio;
O Explicar o Juízo Final;
^ Esclarecer a doutrina bíblica sobre a nova Criação.
201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 83
• IN TERAG IN D O CO M O PRO FESSO R
"Eis quefaço novas todas as coisas", diz a Palavra de Deus (Ap 21.5). Será o
dia em que Deusfará tudo novo. Um mundo novo. Uma realidade nova. Novo!
Tudo novo! Será o tempo em que o Rei dos reis, o próprio Senhor, intervirá na
história do mundo e trará consigo uma nova realidade. "Céus novos e terra
nova"sintetizam a dimensão cosmológica dessa nova Criação. Será o dia em
que de eternidade em eternidade estaremos sempre com o Deus da glória.
Os santos apóstolos anelaram por essa esperança. Por isso, como Igreja do
Senhor, somos estimulados pelas Escrituras a mantermos viva a chama da
esperança da vinda do Senhor.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
0 mundo vindouro abordado na
presente lição pretende mostrar o que
virá depois do Juízo Final, o novo céu e
a nova terra, a nova Jerusalém, o lar dos
santos na eternidade e por toda a
eternidade. Trata-se definitiva­
mente do epílogo da história
humana. Mas haverá alguns
eventos que precederão o
m undo vindouro, com o o
Reino de Cristo de mil anos,
o Juízo Final e a ressurreição de
todos os incrédulos, bem como o
seu destino final.
I- S O B R E O MILÊNIO
1. Descrição. 0 milênio é o reino
de Cristo de mil anos. Nesse período,
Satanás será aprisionado no abismo
instalado por ocasião da vinda de Cris­
to em glória (Ap 20.2,3). Isso significa
que a ação destruidora de Satanás na
terra será neutralizada, iniciando-se
assim uma nova ordem de coisas. É a
tão almejada paz universal, pois nesse
reino haverá perfeita paz, retidão e
justiça entre os seres humanos e tam­
bém harmonia no reino animal (Is 9.7;
11.5-9). A longevidade das pessoas,
a garantia do sucesso no trabalho e
84 Lições B íblicas /P ro fe s s o r
a resposta im ediata às orações são
algum as das características do reino
do Messias (Is 65.20-25). A sede de seu
governo será Jerusalém: "[...] porque
de Sião sairá a lei, e de Jerusalém, a
palavra do SENH OR" (Is 2.3). 0 Se­
nhor Jesus se assentará sobre
o trono de Davi, e de Jeru­
salém reinará sobre toda
humanidade. Esse reino, que
trará salvação aos judeus,
é a conclusão do programa
divino sobre o povo de Israel
(Is 59.20; Rm 11.26).
2. Sobre a ressurreição dos mor
tos. A Bíblia ensina que os justos e os
injustos serão ressuscitados (Dn 12.2;
Jo 5.29; At 24.25). Mas em Apocalipse
ficamos sabendo que há um intervalo
de mil anos entre essas ressurreições.
A primeira ressurreição é a dos justos,
e a outra é a última ressurreição: "M as
os outros mortos não reviveram, até
que os mil anos se acabaram. Esta é a
primeira ressurreição" (Ap 20.5). São
partes da prim eira ressurreição os
santos provenientes da Era da Igreja e
os do Antigo Testamento, juntamente
com os mártires da Grande Tribulação
(Ap 6.9-11; 20.4). Convém salientar
que a ressurreição divide-se em duas
Julho/Agosto/Setembro - 201 7
PONTO
CENTRAL
Deus consumará
todas as coisas,
pois haverá novos
céus e nova
terra.
fases. Por ocasião do arrebatamento
da Igreja (1 Co 15.52; 1 Ts A.16; Ap
20.6), serão ressuscitados os súditos
do Rei dos reis. Quanto à ressurrei­
ção dos injustos, também conhecida
como Ressurreição Universal ou ainda
Última Ressurreição, envolverá todos
os descrentes desde o princípio do
mundo até aquele dia.
SÍNTESE DO TÓPICO I
Milênio: um tempo em que o Senhor
Jesus reinará sobre toda a humanidade.
SU BSÍD IO TEOLÓGICO
"MILÊNIO
A palavra 'm ilênio' vem dos ter­
mos latinos Mille e annum ('ano'). A
palavra grega chilias, que também
significa ‘mil', aparece por seis vezes
em Apocalipse 20, definindo a duração
do Reino de Cristo antes da destrui­
ção do velho céu e da velha terra. 0
Milênio, portanto, refere-se aos mil
anos do futuro Reino de Cristo sobre
a terra, que virá imediatamente antes
da eternidade (Ryrie, pp.145-146).
Durante o Milênio, Cristo reinará no
tempo e no espaço.
[...]PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
E CONDIÇÕES DO MILÉNIO
0 Milênio será um tempo de con­
trole tanto político como espiritual.
Politicamente, ele será universal (Dn
2.35), discricionário (Is 11.4) e carac­
terizado pela retidão e justiça. Será
zeloso para com os pobres (Is 11.3-5),
mas trará recrim inação e juízo para
quem transgredir as ordenanças do
Messias (Sl 2.10-12).
Este reino literal de Cristo sobre
a terra também terá características
espirituais. Acima de tudo, será um
2017 - Julho/Agosto/Setem bro
reino de justiça, onde Cristo será o Rei
e governará com absoluta retidão (Is
23.1). Será também um tempo em que se
manifestarão a plenitude do Espírito e a
santidade de Deus (Is 11.2-5). 'Naquele
dia, se gravará sobre as campainhas dos
cavalos: Santidade Ao Senhor [...] e todas
as panelas em Jerusalém e Judá serão
consagradas ao Senhor dos Exércitos'
(Zc 14.20-21).
Tudo, do trabalho à adoração, será
santificado ao Senhor. O pecado será
punido (Sl 72.1-4; Zc 14.16-21) de ma­
neira pública e justa. A era messiânica
também será caracterizada por um
reinado de paz (Is 2.4; 11.5-9; 65.25;
Mq 4.3). As profecias de Isaías revelam
outras características, incluindo:
• Alegria (Is 9.3-4);
• Glória (Is 24.23)
• Justiça (Is 9.7);
• Conhecimento pleno (Is 11.1-2);
• Instruções e orientações (Is 2.2-3);
• Fim da maldição sobre a terra e a
eliminação de toda enfermidade
(11.6-9; 33.24);
• Maior expectativa de vida (Is
65.20);
• Prosperidade no trabalho (Is 4.1;
35.1-2; 62.8-9)
• Harmonia no reino animal (Is
11.6-9; 62.25).
Sofonias 3 9 e Isaías 45.13 afir­
mam que, no Milênio, a linguagem e a
adoração serão puras. A pura adoração
será possível por causa da maravilho­
sa presença de Deus (Ez 37.27-28). A
presença física do Messias garantirá
estas bênçãos. Walvoord diz: ’A glo ­
riosa presença de Cristo no cenário do
Milênio é, logicamente, o foco de toda
a espiritualidade e adoração (W alvo­
ord, p,307)" (LAHAYE, Tim; HINDSON,
Ed. (Eds.). Enciclopédia Popular de
Profecia Bíblica. Rio de Janeiro: CPAD,
2013, p.318).
Lições Bíblicas /Professor 85
II - SOBRE O JUÍZO FINAL
1. Descrição. É conhecido como
o Juízo do Grande Trono Branco: "E vi
um grande trono branco" (Ap 20.11).
Aqui serão julgados "os outros mor­
tos", aqueles que não fizeram parte da
primeira ressurreição (Ap 20.5). Isso
mostra que ficam de fora os crentes
da primeira ressurreição, pois eles já
fazem parte do reino de Cristo e estão
com o corpo glorificado (Ap 20.4). Deus
instaurará esse juízo após a última
rebelião de Satanás, que acontecerá
depois dos mil anos do reinado de
Cristo (Ap 20.7). Deus executará esse
juízo por meio de Jesus Cristo: "o Pai a
ninguém julga, mas deu ao Filho todo
o juízo" (Jo 5.22).
2. O julgamento. Não há menção
de vivos no Juízo Final: "E vi os mor­
tos, grandes e pequenos, que estavam
diante do trono, e abriram-se os livros.
E abriu-se outro livro, que é o da vida. E
os mortos foram julgados pelas coisas
que estavam escritas nos livros, segundo
as suas obras" (Ap 20.12). Os "grandes
e pequenos" não se referem à idade,
adultos e crianças, mas a status, pes­
soas de todas as classes sociais. Todos
eles serão julgados com base nas obras
registradas nesses livros. O resultado
desse julgamento é a condenação eterna:
"E aquele que não foi achado escrito
no livro da vida foi lançado no lago de
fogo" (Ap 20.15). Não existe aqui lugar
para o sono da alma, nem para uma
segunda oportunidade, muito menos
para o aniquilamento.
3. Destino dos ímpios. É o inferno,
descrito aqui como "lago de fogo" ou
"ardente lago de fogo e enxofre" (Ap
19.20). Esse lugar foi preparado para
o Diabo e seus anjos (Mt 25.41), e não
para os seres hum anos, mas será o
destino final dos perdidos por causa
da sua incredulidade e desobediência,
8 6 Lições Bíblicas /P ro fe s s o r
pois a vontade de Deus é que ninguém
se perca, mas que todos sejam salvos
(1 Tm 2.4).
a) Hades. A Septuaginta emprega
esse termo para traduzir o hebraico
sheol, no Antigo Testamento, que signi­
fica o "mundo invisível dos mortos" (Sl
89.48). Ambos os termos se traduzem, às
vezes, por "inferno" na Almeida Revista
e Corrigida (Sl 9.17; Mt 16.18). 0 lugar
serve como estágio intermediário dos
mortos sem Cristo, uma prisão tempo­
rária até que venha o Dia do Juízo (Ap
20.13,14). Os condenados que partiram
desde o início do mundo permanecem
lá, conscientes e em tormentos, saben­
do perfeitamente porque estão nesse
lugar (Lc 16.23,24).
b) Geena. O mundo judaico con­
temporâneo de Jesus cria que a Geena
era o lugar no qual os ím pios recebe­
riam como castigo o sofrimento eterno.
0 termo, traduzido por "inferno", foi
usado pelo Senhor Jesus nos evan­
gelhos: "Serpentes, raça de víboras!
Como escapareis da condenação do
inferno?" (Mt 23-33), e indica o lago
de fogo apocalíptico.
SÍNTESE DO TÓPICO II
0 Juizo Final é o evento que sacra­
mentará o destino dos ímpios.
SU BSÍD IO TEOLÓGICO
"Em bora o trono de Deus seja o
trono de julgamento, Jesus declarou:
'E também o Pai a ninguém julga, mas
deu ao Filho todo o juízo’ (Jo 5.22). O
único Mediador entre Deus e a huma­
nidade tornar-se-á também o Media­
dor do julgamento. Por conseguinte,
Jesus assentar-se-á sobre o trono. E
tão grande será a sua majestade, que
a terra e o céu 'fugirão1, não havendo
Julho/Agosto/Setem bro - 2017
mais para eles 'lugar, no plano de Deus'.
Isto posto, abrir-se-á caminho para os
novos céus e a nova terra. Eis os que
comparecerão diante do grande trono
branco: 'os mortos, grandes e peque­
n o s' (Ap 20.12). Ouanto aos justos,
por haverem participado da primeira
ressurreição, já terão corpos imortais e
incorruptíveis. Portanto, os mortos que
estarão de pé, diante do grande trono
branco, para serem julgados, serão
'os outros m ortos' (Ap 20.5) que não
tomaram parte na primeira ressurreição
por ocasião do arrebatamento. Esses
serão os 'm ortos ímpios', incluindo os
que foram consumidos após o Milênio,
por haverem seguido a Satanás" (MEN-
ZIES, William W.; HORTON, Stanley M.
Doutrinas Bíblicas: Os Fundamentos da
Nossa Fé. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD,
1995, pp.207,08).
III- SO BRE A NOVA CRIAÇÃO
1. Um novo céu e uma nova terra. 0
quadro descrito no texto da Leitura Bíblica
em Classe diz respeito à nova criação, ou
seja, não se trata, pois, de uma renovação
ou de alguma restauração, mas de tudo
ser novo: "Eis que faço novas todas as
coisas" (v.5); "Porque eis que eu crio
céus novos e nova terra; e não haverá
lembrança das coisas passadas, nem mais
se recordarão" (Is 65.17). Essa promessa
reaparece no Novo Testamento (2 Pe
3.13). 0 velho mundo vai desaparecer (Is
34.4; 51.6; 2 Pe 3.7,10,12) por causa da
sua contaminação; os céus e a terra não
poderão resistir à santidade e à glória de
Deus: "E vi um grande trono branco e o
que estava assentado sobre ele, de cuja
presença fugiu a terra e o céu, e não se
achou lugar para eles" (Ap 20.11). Essa
palavra profética é reiterada mais adiante:
"Porque já o primeiro céu e a primeira terra
passaram, e o mar já não existe" (v.l). O
universo físico não se susterá diante da
pureza, santidade e glória daquele que
está assentado sobre o trono.
2. A nova Jerusalém. Antes de tudo,
convém ressaltar que a nova Jerusalém
"que de Deus descia do céu" (v.2) não é
a mesma Jerusalém do Milênio. Isso é
de fácil compreensão. Aqui já estamos
no período pós-milênio. A descrição da
cidade mostra com abundância de deta­
lhes que a sua glória excede em muito
ao da Jerusalém milenial (Ap 21.9-21). 0
templo dela é Deus e o Cordeiro (v.22); a
cidade não necessita de sol nem de lua
(v.23), e nela não haverá noite (v.25). Nós
veremos o rosto de Deus e do Cordeiro
(Ap 22.4), e a glória de Deus e de Cristo
nos alumiará para sempre (Ap 22.5). A
nova Jerusalém é chamada ainda de "a
Jerusalém que é de cima" (Gl 4.26) e a
"Jerusalém celestial" (Hb 12.22).
3. A eternidade dos salvos. A nova
Jerusalém é o eterno lar de todos os
salvos em Cristo. 0 próprio Deus estará
continuamente entre os humanos: "Eis
aqui o tabernáculo de Deus com os
homens, pois com eles habitará" (v.3),
CONHEÇA M AIS
*Primeira Ressurreição
"De Maneira geral, assim é visto o arrebatamento da
Igreja que, juntamente com o rapto dos vivos, constituir-
-se-á também da revificação, imortalização e glorificação
dos que morreram em Cristo (1 Co 15.50-57)”. Para
conhecer mais, leia Dicionário Teológico,
CPAD, p.320.
201 7 -julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 87
e Deus mesmo limpará de nossos olhos
toda a lágrim a (v.4). Ali não haverá
morte, que é o último inim igo a ser
derrotado (1 Co 15.26,54). O pecado
será banido para sempre, e ali nunca
mais haverá maldição contra alguém
(Ap 22.3). É a nossa eterna bem-aven-
turança. Aqui está o final glorioso da
jornada da Igreja.
SÍNTESE DO TÓPICO III
Novos céus e nova terra será uma
nova realidade implantada por Deus.
SU BSÍD IO DIDÁTICO
Prezado professor, prezada pro­
fessora, antes de iniciar este tópico,
introduza-o fazendo algumas perguntas
sugeridas abaixo:
• O que você entende por "novos
céus" e “nova terra"?
• O que a expressão "nova Jeru­
salém" representa para você?
• Em que está baseada a sua es­
perança?
Note que cada pergunta está res­
pectivam ente de acordo com cada
subtópico deste terceiro tópico. Após
fazê-las à classe, dê um tempo para que
os alunos respondam. Ouça com atenção
e, em seguida, exponha o tópico dando
ênfase às possíveis dúvidas identificadas
nas respostas fornecidas por eles.
CONCLUSÃO
Nós cremos que, assim como todas
as profecias sobre a primeira vinda do
Messias se cumpriram, de igual modo to­
das as profecias sobre o mundo vindouro
se cumprirão também, pois Deus é fiel.
PARA REFLETIR
A respeito do mundo vindouro, responda:
• 0 que é o M ilênio ?
O milênio é o reino de Cristo de mil anos. Nesse período, Satanás será aprisio­
nado no abismo instalado por ocasião da vinda de Cristo em glória (Ap 20.2,3).
• Quem são os que fazem parte da prim eira ressurreição?
Por ocasião do arrebatamento da Igreja, serão ressuscitados os súditos do
Rei dos reis.
• Quem executará o juízo do Grande Trono Branco?
Deus executará esse juízo por meio de Jesus Cristo.
• Por que o velho m undo precisa desaparecer?
0 velho mundo vai desaparecer (Is 34.4; 51.6; 2 Pe 3.7,10,12) por causa da sua
contaminação; os céus e a terra não poderão resistir à santidade e à glória de Deus.
• O nde é o eterno lar dos santos?
A nova Jerusalém é o eterno lar de todos os salvos em Cristo.
CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 71, p. 42. Você encontrará mais subsídios
para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.
88 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
Lição 13
24 de Setembro de 2017
Sobre a Família
easua Natureza
Texto Áureo
"Portanto, deixará o varão o seu pai
e a sua mãe e apegar-se-á à sua mu­
lher, e serão ambos uma carne."
(Cn 2.24)
Verdade Prática
0 casamentofoi instituído por Deus e
ratificado por nosso Senhor Jesus Cris­
to como união entre um homem e uma
mulher, nascidos macho efêmea.
LEITURA DIÁRIA
S e g u n d a -G n 1.27
Deus criou a espécie humana
Terça - Gn 2.18
Deus não criou o homem para
viver na solidão
Q u a rta -M t 19.4-6
0 casamento deve ser entre um
homem e uma mulher
Quinta - Js 24.15
Minha casa e eu servimos
ao Senhor
S e x t a - S l 128.1-4
O segredo de uma família
S á b a d o -E f 5.31-33
A sacralidade da família
201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 89
WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 2.18-24
- E disse o SENHOR Deus: Não é bom
que o homem esteja só;far-lhe-ei uma
adjutora que esteja como diante dele.
- Havendo, pois, o SENHOR Deus
formado da terra todo animal do campo
e toda ave dos céus, os trouxe a Adão,
para este ver como lhes chamaria; e
tudo o que Adão chamou a toda a alma
vivente, isso foi o seu nome.
- E Adão pôs os nomes a todo o
gado, e às aves dos céus, e a todo
animal do campo; mas para o homem
não se achava adjutora que estivesse
como diante dele.
- Então, o SENHOR Deus fez cair
um sono pesado sobre Adão, e este
adormeceu; e tomou uma das suas
costelas e cerrou a carne em seu lugar.
- E da costela que o SENHOR Deus
tomou do homemformou uma mulher;
e trouxe-a a Adão.
- E disse Adão: Esta é agora osso
dos meus ossos e carne da minha carne;
esta será chamada varoa, porquanto
do varão foi tomada.
- Portanto, deixará o varão o seu
pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua
mulher, e serão ambos uma carne.
HINOS SUGERIDOS: 150,195, 597 da Harpa Cristã
OBJETIVO GERAL
Apresentar o ensinamento bíblico sobre a origem e o propósito da família.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tó­
pico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
Mostrar a formação do ser humano;
O Explicar a origem da família e o papel da mulher na sociedade israelita;
Especificar os princípios básicos da família;
© Conscientizar os crentes acerca do desafio da Igreja hoje.
90 Lições B íb lic a s /P ro fe s s o r Julho/Agosto/Setem bro - 201 7
IN TERAG IN D O CO M O PRO FESSO R
Afamília tradicional é uma herança da civilização ocidental. 0 encontro entre
o Cristianismo (éticajudaico-cristã), afilosofia grega e o direito romano delineou
e modernizou a mais antiga instituição que remonta a criação divina: afamília.
Há forças no mundo contemporâneo que têm interesses em desestabilizar o
conceito tradicional defamília, poisfazendo isso, ataca o coração dos valores
éticos do Ocidente, por consequência, a derrubada da fé cristã para colocar
em seu lugar uma ideologia que todos sabemos no que dará. Quando alguém
afirma que a masculinidade e afeminilidade não são naturais (ignorando até a
própria biologia), mas construída socialmente ao longo da história, é isso que
está em jogo. Nunca houve na história do mundo um ataque tãofrontal aos
fundamentos dafamília. Um assunto urgente que merece nossa atenção e estudo!
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A família é assunto de interesse
geral, de cristãos e não-crístãos, de
religiosos e não-religiosos. Trata-se
de um projeto de Deus para os seres
humanos. 0 livro de Gênesis traz
um breve e singelo relato de
como tudo isso começou e
também revela o propósito
de Deus para a família. Não
existe prazo de validade para
os princípios estabelecidos
nessa narrativa e eles continu­
am valendo na atualidade. Esse é o
enfoque da última lição.
I - A ORIGEM
1.0 homem e a mulher. No relato
da criação, am bos aparecem juntos,
mostrando a igualdade ontológica do
homem e da mulher. 0 texto de Gênesis
1.27 diz: "E criou Deus o homem à sua
imagem; à im agem de Deus o criou;
macho e fêmea os criou". A palavra
hebraica usada para "hom em " aqui é
adam, que serve tanto para o nome do
primeiro homem que Deus criou, como
também para "hom em " no sentido de
representante do ser humano, sem e­
201 7 -Julho/Agosto/Setembro
lhantemente à palavra grega anthropos.
A expressão final, “macho e fêmea os
criou", mostra que adam, nesse versí­
culo, diz respeito ao ser humano. Isso
revela a igualdade de ambos, macho
e fêmea, hom em e mulher, como
portadores da imagem de Deus;
a diferença está na sexualidade
(1 Pe 3.7). Ao reunir esse casal.
Deus instituiu o que chamamos
hoje de casamento.
2. A formação da
A Bíblia nos conta como a mu­
lher surgiu na história humana.
Curiosamente, a formação da mulher
não aparece nos antigos registros do
Oriente Médio. No relato da criação,
em Gênesis, a formação do homem só
aparece uma vez (Gn 2.7), e seis vezes
a da mulher (vv.18-23). 0 termo "ad-
jutora" (v.l8) quer dizer "auxiliadora",
conforme vemos na Almeida Revista e
Atualizada e "ajudadora", de acordo
com o que registra a Tradução Brasilei­
ra. Isso não inferioriza a mulher, pois
os termos "auxiliador" ou "ajudador"
devem ser entendidos à luz do contexto
(Sl 54.4; Hb 13.6). O termo hebraico,
kenegdó, "com o diante dele" (v.l8b).
Lições Bíblicas /P ro fe s s o r 91
PONTO
CENTRAL
O casamento en­
tre um homem e
uma mulher foi
instituído por
Deus.
tem a ideia de "igual e adequado" (Gl
3.28). 0 relato da criação pressupõe que
Deus colocou o homem com prioridade
governam ental (1 Co 11.3), mas que
ambos os senos, homem e mulher, são
mutuamente dependentes (1 Co 11.11).
SÍNTESE DO TÓPICO I
A origem da fam ília remonta a
criação do homem e da mulher como
a base daformação familiar.
SU BSÍD IO DIDÁTICO
“Família, Projeto Divino
Na sociedade hebraica a família era
o âmago da estrutura social. Na Tanach,
exclusivamente em Berê'shíth (Gênesis),
encontramos o principio judaico-cristão
da família no texto que diz: 'E disse o
Senhor Deus: Não é bom que o homem
esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que
esteja como diante dele. Então, o Senhor
Deus fez cair um sono pesado sobre Adão,
e este adormeceu; e tomou uma das suas
costelas e cerrou a carne em seu lugar. E
da costela que o Senhor Deus tomou do
homem formou uma mulher; e trouxe-a a
Adão. E disse Adão: Esta é agora osso dos
meus ossos e carne da minha carne; esta
será chamada varoa, porquanto do varão
foi tomada. Portanto, deixará o varão o
seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua
mulher, e serão ambos uma carne. Eambos
estavam nus, o homem e a sua mulher;
e não se envergonhavam' (Gn 2.18,21*
25). Segundo o filósofo Lévi-Strauss, o
princípio da família é dado pelo texto
da Escritura que diz: 'deixará o varão o
seu pai e a sua mãe', regra infrangível
ditada a toda a sociedade para que possa
estabelecer-se e durar" (BENTHO, Esdras
Costa. A Família no Antigo Testamento:
História eSociologia. Rio de Janeiro: CPAD,
2011, p.23).
92 Lições Bíblicas /Professor
I I - A FAMÍLIA
l. Conceito de fam ília entre os
antigos hebreus. 0 lar é parte do clã,
este parte da tribo e esta, por sua vez,
parte do povo/nação (Js 7.16-18). 0
lar constitui-se de pai, mãe e filhos (Sl
128.1-4), é a família nuclear. Conside­
rando que a base da economia do Antigo
Israel era a agricultura e o pastoreio, a
família nuclear com poucos membros
via-se em dificuldade por falta de
mão de obra para o sustento da casa.
Por isso, ela poderia se estender com
parentes próximos - tios e primos - ou
com duas ou mais gerações vivendo
juntas (Gn 24.67). As casas descobertas
pelos arqueólogos mostram que essa
família ampliada era formada, em mé­
dia, de 15 membros. Quando se tratava
de fam ílias ricas, acrescentavam -se
servos e estrangeiros, como no caso de
Abraão (Gn 14.14), ou como previsto
na legislação mosaica (Êx 23.12). Saul,
por exemplo, aparece na Bíblia com a
menção de seu pai, avô, bisavô, trisavô,
e também da tribo (1 Sm 9.1,2).
2 .0 papel da mulher na sociedade
israelita. A tarefa do homem e da mulher
era a mesma, sendo que a mulher cuidava
da casa e ajudava o marido nos trabalhos
diários para sustento da família. A sen­
tença divina por ocasião da Queda no
Éden diz: "E à mulher disse: Multiplicarei
grandemente a tua dor e a tua conceição;
com dor terás filhos; e o teu desejo será
para o teu marido, e ele te dominará"
(Gn 3.16). Isso significa que a mulher se
dedicaria ao trabalho da mesma forma
que o homem, e também à maternidade;
a mulher não é inferior, mas o homem é o
chefe e pastor do lar. Ela levava a criança
no ventre e continuava exercendo suas
tarefas. Considerando questões médicas,
sanitárias e nutricionais, a gravidez era
um período de alto risco para a mãe e
para o bebê.
Julho/Agosto/Setembro - 201 7
SÍNTESE DO TÓPICO II
A família nuclear constitui-se de
pai, mãe e seus filhos, onde homem
e mulher exercem funções distintas.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"A Constituição do Núcleo Familiar.
A constituição do núcleo familiar
a priori foi composta por um homem e
uma mulher. Mais tarde, acrescentou-se
ao casal os filhos gerados dessa união. A
partir do nascimento dos primeiros filhos,
a família tornou-se o primeiro sistema
social no qual o ser humano é inserido.
A primeira família, formada apenas
por duas pessoas, tomou-se numerosa
por meio dos filhos que, ao serem ge­
rados, se inseriram ao núcleo familiar
assumindo diversos papéis dentro do
sistema: filho, irmão, neto, primo, etc. A
família não foi criada, portanto, como um
sistema fechado, mas dinâmico, e, com
o passar do tempo, o número de seus
membros foi aumentando gradativa-
mente, e destes formando novos núcleos
familiares ligados por consanguinidade
e afinidade. Para mencionar mais uma
vez Lévi-Strauss, este considerava que
o grupo familiar tem sua origem no
casamento. Este núcleo é constituído
pelo marido, pela mulher e pelos filhos
nascidos dessa união, bem como por
parentes afins aglutinados a esse núcleo.
No contexto desse sistema familiar,
cada membro do grupo passa por uma
série de funções ou papéis sociais deter­
minados tanto por fatores exógenos, que
estão ligados aos cenários sociais próxi­
mos a ele, como por endógenos, ligados
a idade, sexo e maturação psicológica"
(BENTHO, Esdras Costa. A Família no
Antigo Testamento: História eSociologia.
Rio de Janeiro: CPAD, 2011, pp.25-26).
III-P R IN C ÍP IO S BÁSICO S
1. Casamento. É a mais funda­
mental de todas as relações sociais.
Trata-se da união íntima e verdadeira
entre duas pessoas de sexos opostos
que manifestam publicamente o desejo
de viverem juntas mediante um pacto
solene e legal. Não existe no universo,
entre os seres vivos inteligentes, uma
intimidade maior do que a que existe
entre marido e mulher, exceto apenas
CONHEÇA MAIS
*A natureza indissolúvel do casamento
"'Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe
e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma
só carne' (Gn 2.24). O Senhor Jesus Cristo disse
que essa passagem bíblica significa a indissolu­
bilidade do casamento: 'Assim não são mais dois,
mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou
não separe o homem' (Mt 19.5,6). É uma união
íntima entre duas pessoas de sexos opostos que
assumem publicamente o compromisso de vive­
rem juntas; é uma aliança solene, um pacto
sagrado, legal e social." Para conhecer
mais, leia Casamento, Divórcio b
Sexo à Luz da Bíblia, CPAD,
pp. 16,17.
2017 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 93
entre as três Pessoas da Trindade. Deus
estabeleceu a família para companhei­
rismo mútuo e felicidade, para uma
convivência amorosa. A declaração:
"Portanto, deixará o varão o seu pai e
a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher,
e serão ambos uma carne" (Gn 2.24),
apresenta três princípios básicos so­
bre o casamento: m onogam ia (1 Co
7.2), heterossexualidade (Gn 4.1,25) e
indissolubilidade (Mt 19.6).
2. Monogamia. O termo diz respei­
to às sociedades que adotam o princípio
do casamento de um homem com uma
única mulher e vice-versa, conforme
estabelecido pelo Criador. As palavras
"e apegar-se-á à sua m ulher" (v.24)
apontam para o princípio monogâmico;
o texto não diz "às suas m ulheres",
mas, pelo contrário, "à sua mulher".
Essa verdade expressa o pensamento
bíblico (1 Co 7.2; 1 Tm 3.2).
3. Heterossexualidade. Um dos
propósitos divinos na criação do homem
e da mulher é a procriação, visando a
conservação dos seres hum anos na
terra: "[...] macho e fêmea os criou. E
Deus os abençoou e Deus lhes disse:
Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei
a terra" (Gn 1.27,28). Ouando Deus
formou a mulher da costela de Adão,
a Bíblia afirma: "[...] deixará o varão o
seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua
m ulher" (Gn 2.24). Isso mostra que a
diferenciação dos sexos assegura as
particularidades de cada um na união
conjugal, postura necessária à formação
do casal. 0 homem se une sexualmente
a sua esposa, como resultado do amor
conjugal, não só para procriar, mas para
uma vivência afetuosa, agradável e
prazerosa (Pv 5.18). O relacionamen­
to sexual aprovado na Bíblia é o de
um homem e de uma mulher dentro
do matrimônio. O pai e a mãe são o
referencial para a formação tanto do
94 Lições B íblicas /P ro fe s s o r
menino quanto da menina. Acima de
qualquer exemplo, o comportamento
estabelecido para o homem e para a
mulher deve vir da Palavra de Deus.
4. Indissolubilidade. A natureza
indissolúvel do casamento vem desde
a sua origem: "e serão ambos uma só
carne" (v.24b). O Senhor Jesus Cristo
disse que essa passagem bíblica signi­
fica a indissolubilidade do casamento
(Mt 19.6). O voto solene de fidelidade
um ao outro "até que a morte os sepa­
re", que se ouve dos nubentes numa
cerimónia de casamento, não é mera
formalidade (Ml 2.14). 0 casamento só
termina pela morte de um dos cônjuges
(Rm 7.3), pela infidelidade conjugal (Mt
5.32; 19.9) ou pela deserção por parte
do cônjuge descrente (1 Co 7.15).
SÍNTESE DO TÓPICO III
Os princípios básicos dafamília são
o casamento monogâmico, sua indis­
solubilidade e a heterossexualidade.
SUBSÍDIO DIDÁTICO
Prezado professor, prezada pro­
fessora, reproduza o esquema abaixo
na lousa ou em cópias:
CASAMENTO
MONOGAMIA
HETEROSSEXUALIDADE
INDISSOLUBILIDADE
Após expor o tópico, solicite aos
alunos que respondam com as próprias
palavras o conceito de cada vocábulo.
Enquanto eles respondem, vá preen­
chendo a outra coluna do quadro. Em
seguida, discuta com eles as implicações
da defesa desses princípios diante de
uma sociedade cada vez mais liberal
nesses valores.
Julho/Agosto/Setembro - 201 7
I V - 0 DESAFIO DA IGREJA
1. Institucionalização da iniqui­
dade. A tendência humana é desafiar a
Deus em tudo; isso vem desde a Torre
de Babel (Gn 11.A) e vai continuar até
o final dos tempos. E com a sagrada
instituição da família não é diferente,
uma vez que Deus a instituiu como união
entre um homem e uma mulher (Gn 2.24;
1.27,28), o atual sistema de coisas quer
institucionalizar a iniquidade ao consi­
derar legítima diante de Deus a união
de pessoas do mesmo sexo. É ir longe
demais, em uma verdadeira afronta a
Deus (Lv 18.22; 20.13). A Bíblia condena
a prática homossexual, ou pecado de
Sodoma, para usar o termo bíblico (Dt
23.17; Jd 7). 0 avanço dessa prática é
um dos sinais do fim dos tem pos (Lc
17.28-30). A Bíblia condena de maneira
direta tal estilo de vida (Rm 1.26,27; 1
Co 6.10; 1 Tm 1.9,10).
2. A inversão de valores. O que
se vê hoje é a tentativa de tornar
o errado certo e o certo, errado (Is
5.20). 0 mundo atual está invertendo
os valores em busca do hedonismo,
ou seja, a procura indiscriminada do
prazer, gozo sensual, deleite sexual
(1 Jo 2.16). Mas essas autoridades vão
prestar contas de tudo isso (Is 10.1).
Esse também era o desafio da Igreja do
período apostólico. 0 apóstolo Paulo
denunciou também essa inversão de
valores, dizendo que "m udaram a
verdade de Deus em mentira, adoran­
do e servindo a criatura em lugar do
Criador, o qual é bendito eternamente.
Amém!" (Rm 1.25; ARA).
SÍNTESE DO TÓPICO IV
A Igreja de Cristo está diante da
institucionalização da iniquidade e da
inversão de valores. O desafio é urgente!
201 7 -Julho/Agosto/Setembro
SU BSÍD IO VID A CRISTÃ
”0 s Apelos da Consciência
O apóstolo Paulo entendeu a liga­
ção entre uma consciência cristã e uma
mente espiritual. Ele escreveu: 'M as o
que é espiritual discerne bem tudo, e ele
de ninguém é discernido. Porque quem
conheceu a mente do Senhor, para que
possa instruí-lo? Mas nós temos a mente
de Cristo' (1 Co 2.15,16). 0 cristão que
tem a mente de Cristo conhece a sua
vontade e seu propósito, por isso ele
aprende a viver com uma consciência
dos valores morais e espirituais e s­
tabelecidos por sua Palavra. Quando
praticamos alguma ação, dizemos uma
palavra, pensamos algo ou adotamos
alguma atitude, devemos agir com uma
mente espiritual. Ao avaliar essas várias
situações, nossa consciência acenderá
sua luz verde ou vermelha, concordando
ou discordando; acusando ou defenden­
do. 0 julgamento da consciência será
de acordo com o senso de justiça que a
estiver dominando, se estiver purificada,
jamais ela concordará com o erro; se
contaminada, ela não conseguirá julgar
corretamente. Devemos sempre compa­
rar nossas ações à luz da justiça que a
Bíblia apresenta. Nossas ações devem
corresponder à uma consciência base­
ada na Palavra de Deus (2 Tm 3.16,17)"
(CABRAL, Elienai. A Síndrome do Canto
do Galo: Consciência Cristã. Um desafio
à ética dos tempos modernos, l.ed. Rio
de Janeiro: CPAD, 2000, p.134).
CONCLUSÃO
Diante do exposto, entendemos que
Deus criou o homem e a mulher para ser
mutuamente dependentes, entretanto,
cada um em sua particularidade, para jun­
tos, com os filhos, ”a herança do Senhor",
formarem um núcleo familiar. Essa é,
então, a primeira estrutura social humana.
Lições Bíblicas /Professor 95
PARA REFLETIR
A respeito da família e sua natureza, responda:
• O que aconteceu quando Deus criou o prim eiro casal, Adão e Eva?
No relato da criação, ambos aparecem juntos, mostrando a igualdade on­
tológica do homem e da mulher.
• O ual a ideia de ajudadora "com o diante d e le "?
0 termo "adjutora" quer dizer "auxiliadora", conforme vemos na Almeida
Revista e Atualizada e “ajudadora", de acordo com o que registra a Tradu­
ção Brasileira. Isso não inferioriza a mulher, pois os termos "auxiliador"
ou "ajudador" devem ser entendidos à luz do contexto. 0 termo hebraico,
kenegdó, "como diante dele", tem a ideia de "igual e adequado".
• O uais os três princípios básicos apresentados em G ênesis 2.24?
Monogamia (1 Co 7.2), heterossexualidade (Gn 4.1,25) e indissolubilidade
(Mt 19-6).
• O que visa a diferenciação dos senos?
Visa a conservação dos seres humanos na terra:"[...] macho e fêmea os criou.
E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei
a terra" (Gn 1.27,28). Ouando Deus formou a mulher da costela de Adão,
a Bíblia afirma: "[...] deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à
sua mulher" (Gn 2.24). Isso mostra que a diferenciação dos sexos assegura
as particularidades de cada um na união conjugal, postura necessária à
formação do casal.
• Onde encontram os no Novo Testamento a denúncia contra a inversão
de valores?
O apóstolo Paulo denunciou a inversão de valores, dizendo que "mudaram
a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do
Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!" (Rm 1.25; ARA).
CONSULTE
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96 Lições Bíblicas /Professor julho/Agosto/Setembro - 201 7
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Revista adulto-de-professor-3º-trimestre-2017

  • 1. Adultos3STrimestre de 2017 l7753SflllflllDD3 " * -A m Ê A Razão da nossa Fé -fL- r “ < * Assim cremos, assim vivemos WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
  • 2. VEM Al O ONCURSO BÍBLICC DO BRASIL! CONCURSO NACIONAL Crente b<rmdebíblia NO ANO DA PALAVRA, A CPAD PROMOVE UM GRANDE CONCURSO PARA ADOLESCENTES, JOVENS E ADULTOS DE TODO O PAÍS PARA DESCOBRIRMOS QUEM É O MAIOR CRENTE BOM DE BÍBLIA DO BRASIL! ADOLESCENTES (13 A 1 7 A N 0 S) TRES FAIXAS ETARIAS: JOVENS (18 A 25 ANOS) RATU IUITOS PRI PARTIC ADULTOS [26 AN O S EM DIANTE) !1 A N O DA PALAVRA 'N O PR IN C ÍPIO ERA O VE*8
  • 3. Lições Bíblica s Lições do3otrimestre de2017 - Esequias Soares S u m á r i o A Razão da Nossa Fé: Assim cremos, assim vivemos Lição 1 Inspiração Divina e Autoridade da Bíblia 3 Lição 2 0 Único Deus Verdadeiro e a Criação 10 Lição 3 A Santíssima Trindade: um só Deus em três Pessoas 17 Lição 4 0 Senhor e Salvador Jesus Cristo 24 Lição 5 A Identidade do Espírito Santo 32 Lição 6 A Pecaminosidade Humana e a sua Restauração a Deus 39 Lição 7 A Necessidade do Novo Nascimento 46 Lição 8 A Igreja de Cristo 54 Lição 9 A Necessidade de Termos uma Vida Santa 61 Lição 10 As Manifestações do Espírito Santo 68 Lição 11 A Segunda Vinda de Cristo 75 Lição 12 0 Mundo Vindouro 82 Lição 13 Sobre a Família e a sua Natureza 89 2 0 1 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas/Professor 1 PROFESSOR
  • 4. LIÇÕES Bíb l ic a s Publicação Trimestral da Casa Publicadora das Assembleias de Deus Presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil José Wellington Bezerra da Costa Conselho Administrativo Kemuel Sotero Pinheiro Diretor Executivo Ronaldo Rodrigues de Souza Gerente de Publicações Alexandre Claudino Coelho Consultoria Doutrinária e Teológica Antonio Gilberto e Claudionor de Andrade Gerente Financeiro Josafá Franklin Santos Bomfim Gerente de Produção Jarbas Ramires Silva Gerente Comercial Cicero da Silva Gerente da Rede de Lojas João Batista Guilherme da Silva Gerente de Tl Rodrigo Sobral Fernandes Chefe de Arte & Design Wagner de Almeida Chefe do Setor de Educação Cristã César Moisés Carvalho Editores Telma Bueno Marcelo Oliveira Projeto gráfico e capa Flamir Ambrósio Diagramação Alexandre Soares Prezado professor, Com a graça do Senhor e com os corações repletos de fé, estamos ini­ ciando um novo trimestre. Vamos tratar a respeito de um assunto de extrema relevância para a igreja evangélica brasileira. Vivemos um tempo em que muitos se dizem cristãos, mas poucos conhecem as principais doutrinas da fé cristã. Os temas das lições são de extrema importância para os cristãos de todas as denominações, pois estudaremos os princípios da Palavra de Deus. Estes princípios são imutáveis e inegociáveis para todos os crentes que aguardam a volta de Jesus. Os fundamentos da fé cristã vão alicerçar a fé de nossos irmãos(ãs). Precisamos conhecer as principais doutrinas da fé cristã e explicá-las aos que perguntarem a respeito da nossa fé. O primeiro tema a ser estudado é a respeito da inspiração divina e autoridade da Bíblia, pois ela é a nossa única e exclusiva fonte de autorida­ de, além de ser a nossa regra de fé e prática. Que o estudo de cada lição possa produzir em cada crente uma fé viva e verdadeira. Que possamos estudar cada tema proposto sem restrição alguma, pois precisamos mostrar ao mundo a nossa fé e proclamar os princípios da eterna e imutável Palavra de Deus. Até o próximo trimestre! Que Deus o abençoe. Ronaldo Rodrigues de Souza Diretor Executivo Av. Brasil, 34.401 - Bangu Rio de Janeiro - RJ - Cep 21852-002 Tel.: (21) 2406-7373 Fax: (21) 2406-7326 CB© www.cpad.com.br 2 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
  • 5. "Porque a profecia nuncafoi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deusfalaram inspirados pelo Espirito Santo.” (2 Pe 1.21) Cremos na inspiração divina, verbal e plenária da Bíblia Sagrada, única regra infalível defé e prática para a vida e o caráter cristão. LEITURA DIÁRIA S e g u n d a -J r 36.1,2 Deus mandou que suas palavras fossem escritas em um rolo Terça - 2 Pe 3.2 As Escrituras inspiradas por Deus dizem respeito ao Antigo e ao Novo Testamento Quarta - Mc 7.13 O Senhor Jesus disse que a Bíblia é a Palavra de Deus I Quinta - í o 10.35 As Escrituras Sagradas jamais falharão S e x ta -H b 4.12 A Palavra de Deus é viva, poderosa e capaz de transformar vidas |S á b a d o -J s 1.8 A Bíblia é o manual de Deus para o nosso bem 201 7 -julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 3 WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
  • 6. LEITURA BÍBLICA EM CLASSE 2 Timóteo 3.14-17 - Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de quefoste inteirado, sa­ bendo de quem o tens aprendido. - E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podemfazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. - Toda Escritura divinamente ins­ pirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir emjustiça, - para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra. HINOS SUGERIDOS: 306, 322, 499 da Harpa Cristã OBJETIVO GERAL Conscientizar a respeito da inspiração divina, verbal e plenária da Bíblia Sagrada. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo Irefere-se ao tópico Icom os seus respectivos subtópicos. Q Reconhecer a revelação e inspiração da Bíblia Sagrada; O Mostrara inspiração divina na Bíblia Sagrada; < 0 Explicar a inspiração plena e verbal da Bíblia Sagrada; © Saber que a Bíblia Sagrada é a nossa única regra de fé e prática. 4 Lições B íblicas /P ro fe s s o r Julho/Agosto/Setembro - 201 7
  • 7. INTERAGINDO COM O PROFESSOR Prezado professor, neste terceiro trimestre do ano estudaremos as principais doutrinas dafé cristã. O comentarista do trimestre é o pastor Esequias Soares, autor de diversos livros, graduado em Letras, Mestre em Ciência da Religião, presidente da Comissão de Apologética Cristã da CCADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil) e líder da Assembleia de Deus em Jundiaí, SP. COMENTÁRIO INTRODUÇÃO A Bíblia é a revelação de Deus escrita para a humanidade. Disso decorre o fato de ela ser nossa exclusiva fonte de auto­ ridade espiritual. Sua inspiração divina e sua soberania como única regra de fé e prática para a nossa vida constituem a doutrina basilar da fé cristã. Essa inspiração é um fato singular que ocorreu na história da redenção hu­ mana. O enfoque da presente lição é sobre a importância e o significado dessa inspiração divina. I - REVELAÇÃO E IN SPIRAÇÃO 1 . Revelação. A palavra "revela­ ção", apocalipsis, em grego, significa o ato e o efeito de tirar o véu que encobre o desconhecido. Nas Escrituras, essa palavra é usada em relação a Deus, pois é Ele quem revela a si mesmo, a sua vontade e natureza e os demais mistérios. Ele “não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas" (Am 3.7). Deus conhece tudo aquilo que está fora do alcance dos seres humanos. A busca da verdade, sem Deus, é vã e está destinada ao fracasso (1 Co 1.21). 2.Inspiração. É o registro dessa re­ velação sob a influência do Espírito Santo, que penetra até as profundezas de Deus (1 Co 2.10-13). Divinamente inspirados são os 66 livros da Bíblia. Os escritores sagrados foram os receptáculos da reve­ lação: "homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo" (2 Pe 1.21, ARA). Eles receberam os oráculos divinos de forma especial, exclusiva, única e milagrosa. Ninguém mais, além deles, foi usado por Deus dessa maneira específica. 3. A forma de com uni­ cação. 0 processo de comu­ nicação divina aos profetas do Antigo Testamento se de­ senvolveu por meio da palavra e da visão, do som e da imagem (Jr 1.11-13). A revelação aos apóstolos no Novo Testamento veio diretamente do Senhor Jesus Cristo (Gl 1.11,12; 2 Pe 1.16-18; 1 Jo 1.3) e do Espírito Santo (Ef 3.A,5). A frase "veio a palavra do SENHOR a", "veio a mim a palavra do SENHOR" ou fraseologia similar, tão frequente no Antigo Testamento, diz respeito a uma revelação direta, externa e audível. Essa forma de comunicação não aparece no Novo Testamento na comunicação divina aos apóstolos, exceto uma única vez no ministério de João Batista: "veio no deserto a palavra de Deus a João, filho de Zacarias" (Lc 3.2), pois ele é o último profeta da dispensação da lei (Lc 16.16). SÍNTESE DO TÓPICO I A Bíblia é a revelada e inspirada Palavra de Deus. PONTO CENTRAL Cremos na inspiração divina e autoridade da Bíblia Sagrada. 201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 5
  • 8. SUBSÍDIO TEOLÓGICO "[...] Um resumo a respeito do que a Bíblia alega sobre si mesma pode ser encontrado em duas passagens principais. Pedro disse que os autores foram impelidos pelo Espírito Santo, e Paulo declarou que seus escritos foram soprados pelo próprio Deus. Portanto, a Bíblia alega que autores movidos pelo Espírito Santo expressaram as palavras inspiradas por Deus (2 Pe 1.20,21). Em suma, os escritos proféticos (do Antigo Testamento) não tiveram sua origem nos homens, mas em Deus, que agiu por meio de alguns homens chamados de profetas de Deus" (GEISLER, Norman. Teologia Sistem ática: Introdução à Teologia Sistemática, a Bíblia, Deus, a Criação, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, pp. 213,214). I I - A IN SPIRAÇÃO DIVIN A 1 . A inspiração divina. "Toda a Escritura é inspirada por Deus" (v.16, ARA). A palavra grega, aqui traduzida por "inspirada por Deus" ou "divina­ mente inspirada", é theopneustos. Ela só aparece uma única vez na Bíblia, vinda de duas palavras gregas: theos, "D e u s", e pneo, "respirar, soprar". Isso significa que o texto sagrado foi "so p ra d o por Deus". A palavra teopneustia significa "inspiração di­ vina da Bíblia". Segundo o Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa, de Caudas Aulete, o termo quer dizer "in sp ira ç ã o divina que presidiu à redação das Sagradas Escrituras". Josefo, o historiador judeu, e Fílon de Alexandria, disseram que as Es­ crituras são divinamente inspiradas, mas usaram outros termos. 2.Uma avaliação exegética. Esta­ mos acostumados com duas traduções: "toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa" e "toda Escritura é divina 6 Lições Bíblicas /P ro fe s s o r inspirada e proveitosa". Ambas as ver­ sões são permitidas à luz da gramática grega. Mas a primeira é mais precisa, pois a conjunção grega kai, "e", aparece entre os dois adjetivos "in sp irad a" e "proveitosa". Isso significa que o apóstolo está afirmando duas verdades sobre a Escritura, a saber: divinamente inspirada e proveitosa; e não somente uma dessas duas coisas. Dizer que "toda a Escritura divinamente inspi­ rada é proveitosa" pode dar margem para alguém interpretar que nem toda Escritura é inspirada. 3. Autoridade. A autoridade da Bíblia deriva de sua origem divina. 0 selo dessa autoridade aparece em ex­ pressões como “assim diz o SENHOR" (Êx 5.1; Is 7.7); "veio a palavra do SE­ NHOR" (Jr 1.2); "está escrito" (Mc 1.2). Isso encerra a suprema autoridade das Escrituras com plena e total garantia de infalibilidade, pois a Bíblia é a Palavra de Deus (Mc 7.13; 1 Pe 1.23-25). SÍNTESE DO TÓPICO II Toda a Bíblia é inspirada por Deus. SUBSÍDIO TEOLÓGICO "Existem muitas palavras ou frases que a Bíblia utiliza para se auto-descre- ver e que sugerem uma reivindicação de autoridade divina. Jesus disse que a Bíblia é indestrutível e que ela jamais passará (Mt 517,18); ela é infalível, ou 'não pode ser anulada' (Jo 10.35); ela tem a autoridade final (Mt 4.4,7,10); e ela é suficiente para a nossa fé e prática (Lc 16.31)" (HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 218). III - IN SPIRAÇÃO PLENA E VERBAL 1. Inspiração plenária. Tal expres são significa que todos os livros das Julho/Agosto/Setem bro 201 7
  • 9. Escrituras são inspirados por Deus. 0 apóstolo Paulo deixa isso muito claro quando afirma que "toda a Escritura é divinamente inspirada". A inspiração da Bíblia é especial e única. Não existe na Bíblia um livro mais inspirado e outro menos. Todos têm o mesmo grau de inspiração e autoridade. A Bíblia que Jesus e seus após­ tolos usavam era form ada pela Lei de Moisés, os Profetas e os Escritos; essa terceira parte é encabeçada pelos Salm o s (Lc 24.44). 0 term o "Escritura" ou "Escrituras" que apa­ rece no Novo Testamento refere-se a esse Cânon tripartido, que é o mesmo Antigo Testamento de nossa Bíblia. Cabe ressaltar que o apóstolo Paulo, ao afirm ar que "toda a Escritura é divinam ente inspirada", se referia também aos escritos apostólicos. Os escritos dos apóstolos se re­ vestiam da m esma autoridade dos livros do Antigo Testamento já desde a Era Apostólica. Inclusive, "profetas e apóstolos", às vezes, aparecem como termos intercambiáveis (2 Pe 3 .2). O apóstolo Pedro considera ainda as epístolas paulinas como Escrituras (2 Pe 3.15,16). 0 apóstolo Paulo ensinava: "Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário" (1 Tm 5.18). O apóstolo aqui coloca lado a lado citações da lei de M oisés (Dt 25.4) e dos Evangelhos (Mt 10.10; Lc 10.7 ), chamando ambas de "Escritura". Outras vezes, ele deixa claro que seus escritos são de origem divina (2 Co 13.3; 1 Ts 2.13). Isso nos permite afirmar que a frase "Toda Escritura é divinamente inspirada" se refere à Bíblia com ple­ ta, aos 66 livros do A ntigo e Novo Testamento. 2. Inspiração verbal. Essa carac­ terística bíblica significa que cada palavra foi inspirada pelo Espírito Santo (1 Co 2.13); e também que as ideias vieram de Deus (2 Pe 1.21). 0 tipo de linguagem, o vocabulário, o estilo e a personalidade são diversifi­ cados nos textos bíblicos porque Deus usou cada escritor em sua geração e em sua cultura, com seus d iversos graus de instrução. Isso mostra que quem produziu esses livros sagrados eram seres hum anos que viveram em várias regiões e pertenceram a diversas gerações desde M oisés até o apóstolo João, passaram -se cerca CONHEÇA MAIS A Septuaginta (LXX) "A versão padrão em grego [do Antigo Testa­ mento], produzida em Alexandria, é conhecida como Septuaginta (LXX), que é a palavra latina para 'seten­ ta'. Essa tradução foi, sem dúvida, realizada durante os séculos III e II a.C.," e "não foi projetada para ter as mesmas finalidades funcionais do AT hebraico, pois seu propósito era para ser lida publicamente nas Sinagogas, ao contrário dos propósitos educativos da­ queles que precisavam do texto he­ braico". Para conhecer mais, leia Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, pp.1994-95. ... fc. t, >tf— 201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 7
  • 10. de mil anos. Eles não foram tratados com o m eras m áquinas, mas com o instrum entos usados pelo Espírito Santo. Deus "sop rou " nos escritores sagrados. Uns produziram som de flauta e outros de trom betas, mas era Deus quem soprava. Assim, eles produziram esse maravilhoso som que são as Escrituras Sagradas. SÍNTESE DO TÓPICO III A inspiração da Bíblia Sagrada é plena e verbal. SUBSÍDIO TEOLÓGICO "Apesar do m istério que ronda o modo como Deus fez com que sua palavra fosse fiel sem destruir a liber­ dade e a personalidade dos autores humanos, existem algumas coisas que ficam muito claras. Os autores humanos não eram sim plesm ente secretários que anotavam algo que estava sendo ditado a eles; a sua liberdade não foi suspensa nem negada. Eles não foram autômatos. As suas palavras correspon­ diam ao seu desejo, no estilo em que estavam acostumados a escrever. Na sua providência, Deus promoveu uma concordância divina entre as palavras deles e as suas" (HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 222). IV - ÚNICA REGRA INFALÍVEL DE FÉ E PRÁTICA 1 ."Proveitosa para ensinar". O propósito das Escrituras é o ensino para a salvação em Jesus, pois elas "podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus" (2 Tm 3.15). São ensinos espirituais que não se en­ contram em nenhum lugar do mundo. A Bíblia revela os mistérios do passado 8 Lições B íblicas /P ro fe s s o r como a criação, os do futuro como a vinda de Jesus, os decretos eternos de Deus, os segredos do coração humano e as coisas profundas de Deus (Gn 2.1-4; Is 46.10; Lc 21.25-28). 2. A conduta hum ana. A Bíblia corrige o erro e é útil para orientar a vida sendo "proveitosa para ensi­ nar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça" (v.lõb). Uma das grandezas das Escrituras é a sua apli­ cabilidade na vida diária, na família, na igreja, no trabalho e na sociedade. Deus é o nosso Criador e som ente Ele nos conhece e sabe o que é bom para suas criaturas. E essas orienta­ ções estão na Bíblia, o "m anual do fabricante". 3. As traduções da Bíblia. A auto­ ridade e as instruções das Escrituras valem para todas as línguas em que elas forem traduzidas. É vontade de Deus que todos os povos, tribos, línguas e nações conheçam sua Palavra (Mt 28.19; At 1.8). Em que idioma essa mensagem deve ser pregada? Hebraico? Grego? Aramaico? Não! Na língua do povo. Os apóstolos citam diversas traduções gregas da Septuaginta no Novo Testa­ mento. Isso mostra que a mesma inspi­ ração do Antigo Testamento hebraico se manteve na Septuaginta. A citação de Salmos 8.4-6 em Hebreus 2.6-8 é um bom exemplo. A inspiração divina se conserva em outras línguas. Desde os tempos do Antigo Testamento, até hoje. Deus se manifestou e se manifesta a cada um de seus servos e suas servas no seu próprio idioma. SÍNTESE DO TÓPICO IV A Bíblia Sagrada é a nossa única regra defé e prática. Julho/Agosto/Setem bro - 2017
  • 11. CONCLUSÃO Crem os que a Bíblia é a única revelação escrita de Deus para toda a hum anidade e que seu texto foi preservado e sua inspiração divina é mantida nas 2.935 línguas em que ela é traduzida (segundo dados da Socie­ dade Bíblica do Brasil). Oue cada um possa receber a Bíblia sem restrição alguma, pois ela é a Palavra de Deus em qualquer língua em que vier a ser traduzida. SUBSÍDIO TEOLÓGICO "Através do mundo inteiro, qual­ quer crente, ao ler a Bíblia, recebe sua mensagem como se esta fora escrita diretamente para ele. Nenhum crente tem a Bíblia com o livro alheio, e s­ trangeiro, como acontece aos demais livros traduzidos. Todas as raças con­ sideram a Bíblia como possessão sua. Por exemplo, ao lermos 'O Peregrino' sabem os que ele é inglês; ao lermos 'Em seus p assos que faria J e su s?' sab e m os que é norte-am ericano, porque seus autores são oriundos desses países. É assim com a Bíblia? Não! Nós a recebemos como 'nossa'. Isso acontece em qualquer país onde ela chega. Ninguém tem a Bíblia como livro 'dos outros'. Isto prova que ela procede de Deus — o Pai de todos" (GILBERTO, Antonio. A Bíblia através dos Séculos: A história eformação do Livro dos livros. 14.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p. 46). PARA REFLETIR A respeito da inspiração divina e a autoridade da Bíblia, responda: • O ual o significado da palavra teopneustia? A palavra teopneustia significa "inspiração divina da Bíblia". • De onde deriva a autoridade das Escrituras? A autoridade da Bíblia deriva de sua origem divina. • 0 que significa a expressão "inspiração p le n á ria "? Tal expressão significa que todos os livros das Escrituras são inspirados por Deus. • O que significam as palavras "insp iração v e rb a l"? Significa que cada palavra foi inspirada pelo Espírito Santo (1 Co 2.13). • Segundo a lição, qual é o propósito das Escrituras? 0 propósito das Escrituras é o ensino para a salvação em Jesus. CONSULTE Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 71, p. 36. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos. 201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 9
  • 12. Lição 2 9 de Julho de 2017 0 Único Deus Verdadeiro e a Criação Tento Áureo "E Jesus respondeu-lhe: 0 primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor." (Mc 12.29) Verdade Prática Cremos em um só Deus, o Pai Todo- -Poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas, visíveis e invisíveis. LEITURA DIARIA Segunda - 1 Co 8.6 0 monoteísmo judaico é ratificado na fé cristã T e rç a -N e 9.6 Deus é o Supremo Criador e Provedor de todas as coisas Q u a rt a -S l 33.9 Deus criou o universo pelo poder da sua Palavra Ouinta - C n 2.7 A origem do ser humano é Deus ! S e K t a - A p 4 . ll Deus criou todas as coisas segundo a sua soberana vontade Sábado - Rm 1.20 A existência de Deus é um fato 10 Lições Bíblicas /'Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7 WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
  • 13. LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Deuteronômio 6.4; Gênesis 1.1 Dt 6.4 - Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Gn 1.1 -No princípio, criou Deus os céus Deus, é o único SENHOR. e a terra. HINOS SUGERIDOS: 99, 216, 526 da Harpa Cristã OBJETIVO GERAL Mostrar que cremos em um só Deus, o Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo Irefere-se ao tópico Icom os seus respectivos subtópicos. Reconhecer que há somente um único Deus verdadeiro; O Explicar porque o criacionismo e evolucionismo são antagônicos; € ) Compreender a narrativa da criação. :o./Set ições Bíblicas ./Pn
  • 14. INTERAGINDO COM O PROFESSOR Prezado professor, você crê que há somente um Deus verdadeiro e que Ele criou os céus e a Terra? Então não terá dificuldade no ensino desta lição. Deus é real e Ele se revela ao homem de diferentes maneiras, porém uma dasformas que Ele se revela a nós é mediante a sua criação. 0 relato da criação da terra, do céu e do homem, não é uma alegoria. A narrativa da criação é umfato histórico, ou seja, algo que aconteceu exatamente como a Palavra de Deus afirma. Quando o assunto é a criação do universo e da vida, sabemos que existem várias teorias que tentam explicara origem de tudo, como por exemplo, a teoria do Big Bang e da Evolução. Mas, cremos que o universo e a vida não são produtos de uma evolução como alguns cientistas tentam afirmar ou o resultado da explosão de uma partícula. Cremos que o Deus é o grande Criador. COMENTÁRIO INTRODUÇÃO A doutrina de Deus é vasta, e nem m esm o os grandes tratados de teo­ logia conseguem esgotar o assunto. 0 enfoque da presente lição é a uni­ dade de Deus, o m onoteísm o judaico-cristão e a obra da criação. N osso objetivo é mostrar que há um abismo intransponível entre o cria- cionismo e o evolucionismo. Não há na Bíblia espaço para a teoria da evolução nas suas diversas versões. I - O ÚNICO DEUS VERDADEIRO 1.0 Shemá. É o imperativo de um verbo hebraico que significa "ouvir, obedecer", o qual inicia o versículo que se tornou, ao longo dos séculos, a confissão de fé dos judeus: "Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR" (Dt 6.4). A cláusula final "é o único SENHOR" também se traduz por "o SENHOR é um" (Gl 3.20), conforme as versões espanhola Reina-Valera e judaica, conhecida no Brasil como Bíblia Hebraica. A construção hebraica 1 2 Lições B íblicas /P ro fe s s o r PONTO CENTRAL Cremos que um só Deus, o Pai Todo-Poderoso é o criador do céu e da terra. aqui permite ambas as traduções, de acordo com a declaração de Jesus: "o Senhor é um só!" (Mc 12.29, Tradução Brasileira). Há aqui um significado teoló­ gico importante, porque a mensagem não se restringe apenas ao monoteísmo, mas a ideia de existir um só Deus, e de Deus ser um só, diz respeito tanto à "singularidade" quanto à "unidade" de Deus (Zc 14.9; Sl 86.10). 2 .0 monoteísmo. É ça em um só Deus e se distingue do politeísmo, a crença em vários deuses. As principais religiões m onoteístas do planeta são o judaísmo (Dt 6.4; 2 Rs 19.15; Ne 9-6), o cristianismo (Mc 12.29; 1 Co 8.6) e o islamismo. Mas o monoteísmo islâmico não é bíblico. 0 deus Alá dos muçulmanos é outro deus, e não o mesmo Deus Javé da Bíblia. Alá era um dos deuses da Meca pré-islâ- mica, deus da tribo dos coraixitas, de onde veio Maomé, que o adotou como a divindade de sua religião. 0 nome Alá não vem da Bíblia e nunca foi conhecido dos patriarcas, nem dos reis, nem dos Julho/Agosto/Setem bro - 201 7
  • 15. profetas do Antigo Testamento, menos ainda dos apóstolos do Senhor Jesus. Os teólogos muçulmanos se esforçam para fazer o povo crer que Alá é uma forma alternativa do nome do Deus Javé de Israel, mas evidências históricas e arqueológicas provam que Alá não veio dos judeus nem dos cristãos. 3. 0 monoteísmo judaico-cristão. Jesus não somente ratificou o m ono­ teísmo judaico do Antigo Testamento com o tam bém afirm ou que o Deus Javé de Israel, mencionado em Deu- teronômio 6.4-6, é o mesmo Deus que Ele revelou à humanidade (Jo 1.18), a quem todos os cristãos servem e amam acima de todas as coisas (Mc 12.29,30 ). Assim, o Deus de Israel é o m esm o Deus do cristianism o; é o nosso Deus. 0 apóstolo Paulo prega­ va para os judeus e gentios o mesmo Deus revelado por Jesus: " 0 Deus de nossos pais de antemão te designou para que conheças a sua vontade, e vejas aquele Justo, e ouças a voz da sua boca" (At 22.14). SÍNTESE DO TÓPICO I Deus é único e verdadeiro. SUBSÍDIO TEOLÓGICO "N ossa maneira de compreender a Deus não deve basear-se em pres­ su po siçõ e s a respeito dEle, ou em como gostaríamos que Ele fosse. Pelo contrário: devemos crer no Deus que existe, e que optou por se revelar a nós através das Escrituras. 0 ser humano tende a criar falsos deuses, nos quais é fácil crer; deuses que se conformam com o modo de viver e com a natureza pecam inosa do homem. Essa é uma das características das falsas religiões. Alguns até mesmo caem na armadilha 2017 ■Julho/Agosto/Setem bro de se desconsiderar a autorrevelação divina para desenvolver um conceito de Deus que está mais de acordo com as suas fantasias pessoais do que com a Bíblia, que é a nossa fonte única de pesquisa, que nos permite saber que Deus existe e como Ele é" (HORTON, Stanley. Teologia Sistem ática: Uma perspectiva pentecostal. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, pp. 125-6). I I - CRIAÇÃO X EVOLUÇÃO 1 . O modelo criacionista. 0 cri cionismo é a posição que propõe ser a origem do Universo e da vida resultado de um ato criador intencional. Essa cosm ovisão é encarada com suspei­ ta porque a com unidade científica incrédula a considera uma proposta meramente religiosa. É verdade que a explicação religiosa tem por base a fé (Hb 11.3), enquanto a explicação científica se fundamenta na evidência empírica. Mas existem variações em ambas as propostas. Descobertas ao longo dos sé cu los confirm am que causas inteligentes em piricam ente d etectáveis são n e cessá ria s para explicar as estruturas biológicas ricas em informação e a com plexidade da natureza. Esse conceito é conhecido como Design Inteligente. Criacionis- mo e Design Inteligente podem ser interligados, mas não são a mesma coisa. A proposta e a metodologia de ambos não são iguais, pois nem todo criacionista aceita a Teoria do Design Inteligente e vice-versa. O m odelo científico do Design Inteligente pro­ põe que o mundo foi criado, mas não tem como provar em laboratório que Deus o criou. 2. 0 modelo evolucionista. É um teoria que nunca se sustentou cien­ tificamente, apesar de sua aparência científica (1 Tm 6.20). Tem por base Lições B íblicas /P ro fe s s o r 13
  • 16. pressupostos naturalistas, entre os quais a proposta darwinista da seleção natural se destaca como o principal mecanismo evolutivo. O naturalismo, a hipótese mais aceita para explicar o evolucionismo, ensina que organismos biológicos existentes evoluíram em um longo processo através das eras. É a cosmovisão favorável à ideia de que o universo e a vida vieram à existência por meio de processos de geração espontânea, sem intervenção de um ato criador, isto é, eles teriam evoluído até a complexidade atual por meio da seleção natural, a teoria da sobrevi­ vência dos mais fortes. Mas tudo isso não passa de mera teoria que nunca pôde ser confirmada. 0 evolucionismo ateu exclui Deus da criação. SÍNTESE DO TÓPICO II 0 criacionismo e o evolucionismo são antagônicos. SUBSÍDIO TEOLÓGICO "[...] Quando consideramos a pos­ sibilidade de que Deus usou o processo evolucionário para criar ao longo de milhões de anos, confrontamo-nos com sérias consequências: a Palavra de Deus não é mais competente e o caráter de nosso Deus amoroso é questionado. Já na época de Darwín, um dos principais evolucionistas entendia o problema de fazer concessão ao afirmar que Deus usou a evolução. Uma vez que você aceite a evolução e suas implicações para a história, então o homem está livre para escolher as partes da Bíblia que quer aceitar" (HAM, Ken. Criacionismo: verdade ou mito? 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, pp. 35,36). I I I - A CRIAÇÃO 1. A criação do Universo. Deus criou o universo do nada; é a chamada creatio ex nihilo da teologia judaico- -cristã revelada na Bíblia. A narrativa do primeiro capítulo de Gênesis é enten­ dida à luz do contexto bíblico. O ponto de partida da criação é: “No princípio criou Deus os céus e a terra" (Gn 1.1). O verbo hebraico "criou" é bará, e este apresenta características peculiares: o sujeito da afirmação é sempre Deus, o Deus de Israel, e nunca foi aplicado a deuses estranhos; é um termo próprio para referir-se à ação criadora de Deus a fim de distinguir-se de toda e qualquer realização humana. Essa ideia d o pat divino, ou seja, do "faça-se", é apoiada em toda a Bíblia. Deus trouxe o univer­ so à existência do nada e de maneira instantânea, pela sua soberana e livre vontade (Sl 33.9; Hb 11.3; Ap 4.11). 2. A narrativa da criação em Gê­ nesis 1. No primeiro dia, Deus trouxe CONHEÇA MAIS •Criacionismo X evolucionismo "Hoje, muitos cristãos afirmam que os milhões de anos de história da Terra se ajustam à Bíblia e que Deus usou o processo evolucionário para criar. Essa ideia não é uma invenção recente. Para conhecer mais, leia Criacionismo: verdade ou mito?, CPAD, p. 33). 14 Lições Bíblicas/Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
  • 17. à existência a luz (Gn 1.3); no segundo, criou a expansão ou firmamento (vv.6-8); e, no terceiro, "disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca" (v.9). A essa porção seca Ele chamou terra e ao ajunta­ mento das águas, mares (v.10). Ainda no terceiro dia, surgiram os continentes com seus relevos e a vegetação (vv.9-13). Os corpos celestes: o sol, a lua e as estrelas aparecem no quarto dia (vv.14-19). As aves e os animais marinhos surgem no quinto dia (vv.20-23). 3. A criação do ser humano. A raça humana teve sua origem em Deus, atra­ vés de Adão (At 17.26; 1 Co 15.45). O ser humano foi criado no sexto dia, como a coroa de toda a criação, e recebeu de Deus a incumbência de administrar a terra e a natureza. O homem não é me­ ramente um animal racional, mas um ser espiritual criado à imagem e semelhança de Deus. A frase "Façamos o homem" (Gn 1.26), quer dizer: "Vamos fazer o ser humano", pois o termo hebraico usado para "hom em " é adam, que significa "gênero humano". 0 ser humano cria­ do por Deus se constitui em "macho e fêmea" (v.27). Esse ser humano recebeu diretamente de Deus o sopro em suas narinas (Gn 2.7). Em outro lugar, a Bíblia revela que Deus o fez um pouco menor do que os anjos (Sl 8.5). SÍNTESE DO TÓPICO III A narrativa bíblica a respeito da criação é verdadeira. SUBSÍDIO TEOLÓGICO "Em Gênesis 1, a palavra hebraica para dia é yom. A maior parte do uso dela no Antigo Testamento é com o sentido de dia, dia literal; e, nas passagens em que o sentido não é esse, o contexto deixa isso claro. Primeiro, yom é definido na pri­ meira vez em que é usado na Bíblia (Gn 1.4,5) em seus dois sentidos literais: a porção clara do ciclo luz/trevas e todo o ciclo luz/trevas. Segundo, yom é usado com 'noite' e 'manhã'. Em todas as passagens em que essas duas pala­ vras são usadas no Antigo Testamento, juntas ou separadas, e no contexto de yom ou não, elas sempre tem o sentido literal de noite ou manhã de um dia literal. Terceiro, yom é modificado por um número: prim eiro dia, segundo dia, terceiro dia, etc., o que em todas as passagens do Antigo Testamento indicam dias literais. Ouarto, Gêne­ sis 1.14 define literalmente yom em relação aos corpos celestiais" (HAM, Ken. Criacionismo: Verdade ou mito? led. Rio de Janeiro: CPAD, 2011,p. 30). CONCLUSÃO Os ensinos inadequados sobre Deus e o Senhor Jesus Cristo exigiram da Igreja desde muito cedo uma defi­ nição sobre o assunto. Os principais credos iniciam declarando que Deus é o Criador de todas as coisas no céu e na terra. Trata-se de um resumo do que ensina a Bíblia desde G ênesis até Apocalipse. Era uma resposta aos diversos conceitos errôneos dos gnósticos sobre Deus. 0 contexto hoje exige uma resposta similar, pois são muitos os nossos desafios. Devemos estar preparados para com bater a indiferença religiosa e o ceticismo à nossa volta que tanto têm contaminado vizinhos, colegas de escola e também do trabalho. 2017- Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 15
  • 18. ANOTAÇÕES DO PROFESSOR PARA REFLETIR A respeito do único Deus verdadeiro e a criação, responda: • Q ual o significado teológico da expressão "é o único SEN H O R " ou "o SEN H O R é u m "? 0 significado está no fato de existir um só Deus, e de Deus ser um só. Tal expressão diz respeito tanto a "singularidade" quanto à "unidade" de Deus. •Quem disse que o Deus de Israel é também o nosso Deus? Cite a referência. 0 Senhor Jesus Cristo (Jo 1.18). Paulo também pregava isso (At 22.14). • Q ual foi o ponto de partida da criação? "N o princípio criou Deus os céus e a terra" (Gn 1.1). • Com o Deus trouxe o universo è existência? Ele trouxe o universo à existência do nada. • Oual o significado de adam,"hom em ", no relato da criação (Gn 1.26,27)? 0 significado do termo hebraico usado para "hom em " é adam, que significa "gênero humano". CONSULTE Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 71, p. 37. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos. SUGESTÃO DE LEITURA Criacio- nismo: Verdade ou Mito? Tenha as respostas certas na ponta da língua! RESPOSTAS n r i l i r n ç Respostas aos Céticos Para os que buscam conhe­ cimento para fornecer respos­ tas sobre questões referentes a fé cristã. O Começo de Todas as Coisas Estudo sobre o livro de Gênesis. 16 Lições Bíblicas/Professor Julho/Agosto/Setembro • 201 7
  • 19. Lição 3 16 de Julho de 2017 A Santíssima Trindade: um só Deus em três Pessoas Texto Áureo "Portanto, ide, ensinai todas as na­ ções, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.“ (Mt 28.19) Verdade Prática Cremos em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo iguais em substância, glória, poder e majestade. LEITURA DIÁRIA S e g u n d a -C n 1.1 0 nome hebraico Elohim, "Deus", é plural, e isso vislumbra a Trindade Terça - Gn 1.26 A doutrina da Trindade está implícita no Antigo Testamento desde o princípio Quarta - F p 2.11 A Bíblia ensina que o Pai é Deus I Quinta - Jo 1.1 As Escrituras afirmam que o Filho é Deus Sexta - At 5.3,4 A Palavra de Deus mostra a deidade do Espírito Santo | S á b a d o -D t 6.4 0 nome "D eus" ou "SENHOR" se aplica ao Deus Trino e Uno 201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 17 WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
  • 20. LEITURA BÍBLICA EM CLASSE 1 Coríntios 12.4-6; 2 Coríntios 13.13 - Ora, há diversidade de mas é o mesmo Deus que opera dons, mas o Espírito é o mesmo. em todos. - E há diversidade de ministérios, - A graça do Senhor Jesus mas o Senhor é o mesmo. Cristo, eo amorde Deus, ea comunhão do - E há diversidade de operações, EspíritoSantosejamcom vós todos. Amém! HINOS SUGERIDOS: 10,185, 307 da Harpa Cristã OBJETIVO GERAL Saber que cremos em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico Icom os seus respectivos subtópicos. 0 Explicar as construções bíblicas trinitárias; Q Mostrar que Deus é trino e único; Conhecer algumas crenças inadequadas a respeito da Trindade; © Apresentar algumas respostas às objeções acerca da Trindade. 18 Lições B íblicas /P ro fe s s o r Julho/Agosto/Setem bro - 201 7
  • 21. • INTERAGINDO COM O PROFESSOR Na lição de hoje estudaremos a respeito de uma das mais importantes e cru­ ciais doutrinas do pensamento cristão, a Trindade. Não cremos na existência de três deuses, mas em um só que subsistente em três pessoas distintas, eternas e que criaram todas as coisas. É importante que você procure, no decorrer da lição, enfatizar que embora não conste na Bíblia a palavra Trindade, vamos encontrar tanto no Antigo Testamento quanto no Novo, evidências desta relevante doutrina. Veremos na lição como o conceito de Trindadefoiformulado. Segundo Stanley Norton, "historicamente, a Igrejaformulou a doutrina da Trindade em razão do grande debate a respeito do relacionamento entre Jesus de Nazaré e o Pai". Oue o Deus Trino e Uno abençoe sua aula e seus alunos de modo que eles possam compreender e confessar ao mundo afé em um só Deus, existente em si mesmo como Pai, Filho e Espírito Santo. COMENTÁRIO INTRODUÇÃO A doutrina da Trindade é a verdade mais crucial do pensamento cristão, mas como conciliar o monoteísmo revelado no Antigo Testamento com a divindade de cada pessoa da Trindade? Esse é o enfoque da presente lição. I-C O N S T R U Ç Õ E S BÍBLICAS TRINITÁRIAS 1.A unidade na Trindade (1 Co 12.4-6). Uma leitura su­ perficial dessa passagem pode levar alguém a argum entar que o texto não diz que cada uma dessas pessoas é Deus, como costumam fa­ zer determinados grupos tidos como cristãos. 0 apóstolo Paulo se refere à Trindade usando outra linguagem. Ele afirma a unidade de Deus, uma só es­ sência e substância, em diversidade de manifestações de cada Pessoa distinta. E declara que o Espírito é o mesmo, o Senhor é o mesmo e o Deus Pai é o mesmo. É a unidade na diversidade. 2.A bênção apostólica (2 Co 13.13). Há aqui certo paralelismo com a bênção sacerdotal (Nm 6.24-26). Essa saudação 201 7 -Julho/Agosto/Setembro final não é comum nas epístolas pau- linas. Não parece haver aqui intenção de explicar a doutrina da Trindade. Trata-se do pronunciamento habitual do ministro de culto ao despedir os fiéis no fim das reuniões nas primeiras décadas da história da Igreja. Se isso puder ser confirmado, significa que os cristãos já estavam conscientes dessa realidade divina desde muito cedo na vida da Igreja. A fonte da graça do Senhor Jesus é o amor de Deus no Espírito Santo. É uma saudação trinitária. 3. O Deus trino e uno revelado (Ef 4.4-6). Temos aqui a diversidade de operações e funções na unidade de Deus. É D eus quem nos chama por meio do Espírito Santo. Jesus é o nosso Senhor, a fonte de nossa fé e esperança. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são iguais em poder, glória e majestade, que subsistem desde a eternidade em uma só substância indivisível, mas m anifestos na h is­ tória salvífica em formas pessoais e funções distintas (1 Pe 1.2). Lições Bíblicas /Professor 19 PONTO CENTRAL Cremos em um só Deus, eterna­ mente subsis­ tente em três pessoas.
  • 22. SÍNTESE DO TOPICO I Na Bíblia encontramos algumas construções trinitárias. SUBSÍDIO TEOLÓGICO "O conceito do Deus Trino e Uno acha-se som ente na tradição judai- co-cristã. Esse conceito não surgiu mediante a especulação dos sábios deste mundo, mas através da revelação outorgada passo a passo na Palavra de Deus. Em todos os escritos dos apóstolos, a Trindade é im plícita e tomada como certa (Ef 1.1-14; 1 Pe 1.2). Fica claro que o Pai, o Filho e o Espírito Santo, existem eternamente como três Pessoas distintas, mas as Escrituras também revelam a unidade dos três membros da Deidade. As Pessoas da Trindade têm von­ tades separadas, porém nunca con­ flitantes (Lc 22.42; 1 Co 12.11). O Pai fala ao Filho, empregando o pronome da segunda pessoa do singular: 'Tu és meu Filho amado; em ti me tenho com prazido' (Hb 9.14). Declara que veio ’não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou' (3o 6.38)" (HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecos- tal. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, pp. 162-3). I I - 0 DEU S TRINO E UNO 1 . Uma questão crucial. A Bíblia mostra com clareza meridiana a divin­ dade do Filho: "e o Verbo era Deus" (Jo 1.1). Trata-se de uma divindade plena e absoluta: "porque nele habita corporal­ mente toda a plenitude da divindade" (Cl 2.9). As Escrituras afirmam também que o Espírito Santo é Deus: "Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?" (1 Co 3 .16); e é também Senhor: "Ora, o SENHOR é o Espírito" (2 Co 3.17, ARA). Como conciliar essa verdade com o monoteísmo rati­ ficado pelo próprio Senhor Jesus? (Mc 12.29,30). Tal não se trata de triteísmo, isto é, "três deuses", pois existe um só Deus e Deus é um só (1 Co 8.6;Gl 3.20). A única explicação é a Trindade. 2. A Trindade. A Trindade está presente na Bíblia desde o A ntigo Testamento (Gn 1.26; 3.22; Is 6.8). 0 Senhor Jesus apresenta o Pai e o Espí­ rito Santo num tipo de relacionamento "eu, tu ele" (Jo 16.7-16). Antes de sua ascensão ao céu,Jesus mandou que os discípulos batizassem "em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28.19). Essa é a passagem bíblica mais contundente em favor da Trindade. Temos aqui um conceito trinitário muito claro e vívido. Trata-se de um resumo da realidade divina ensinada durante seu ministério acerca de si mesmo e do Pai (Mt 11.27) e do Espírito Santo (Mt 12.28). CONHEÇA MAIS Trindade ”[Do gr. trias, três; do lat. trinitatem, grupo de três pessoas] Doutrina bíblica segundo a qual a divindade, embora uma em sua essência, subsiste nas Pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Para conhecer mais, leia Dicionário Teológico, CPAD, p.349. 20 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
  • 23. A Igreja, desde a antiguidade, resume essas passagens bíblicas na fé em um só Deus que subsiste eternamente em três pessoas distintas. SÍNTESE DO TÓPICO II Cremos em um Deus trino e uno. SUBSÍDIO TEOLÓGICO "Trindade [Do grego triasi do latim trinitatem, grupo de três pessoas] Doutrina segundo a qual a Divindade, embora uma em sua essência, subsiste nas Pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo. As Três Pessoas são iguais nas substâncias e nos atributos absolutos, metafísicos e morais. Apesar de o termo não se encontrar nas Sagradas Escrituras, as evidências que atestam a doutrina são, tanto no Antigo, como no Novo Testamento, incontestáveis. A palavra Trindade foi usada pela pri­ meira vez, em sua forma grega, por Teófilo; e ,em sua forma latina, por Tertuliano. O Credo Atanasiano assim se ex­ pressa acerca da doutrina da Santís­ sima Trindade: 'Adoram os um Deus em trindade, e a trindade em unidade, sem confundir as pessoas, sem separar a substância" (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. 8.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, p. 279). III - A S CRENÇAS IN AD EQ U AD AS 1. Os monarquianistas dinâmicos. Trata-se de um movimento que surgiu após a metade do segundo século em torno do monoteísmo cristão. Tertuliano, um dos líderes cristãos daquela geração, polemizou com eles, chamando-os de monarquianistas (do grego, monarchia, "governo exercido por um único sobera­ no"). Eles ensinavam que Jesus recebeu a 20) 7 - Julho/Agosto/Setem bro dynamis, "poder", em grego, por ocasião do seu batismo no rio Jordão; outros afirma­ vam que Jesus se tornou divino por ocasião de sua ressurreição. Todas as ideias do movimento negavam a deidade absoluta de Jesus e contrariavam a crença desde a Era Apostólica, que considerava Jesus "o verdadeiro Deus e a vida eterna" (1 Jo 5.20). Eles são os ancestrais do arianismo. 2. Os monarquianistas modalistas Esses são assim identificados porque ensinavam que Deus aparece de modos diferentes. Para eles, Deus aparece com a máscara de Pai na obra criadora, com a máscara de Filho no seu nascimento e na ascensão, e a partir daí aparece com a máscara de Espírito Santo. Pai, Filho e Espírito Santo não são três pessoas, mas três faces, semblantes ou másca­ ras. É a doutrina unicista que nega a Trindade. Trata-se de um erro teológico crasso, pois a Bíblia é clara na distinção dessas pessoas (Mt 3.16,17; Jo 8.17,18; 2 Jo 3). O bispo Sabélio foi o principal expoente dessa doutrina, por isso ela é conhecida como sabelianismo. Seus herdeiros espirituais ainda estão por aí. 0 resumo teológico deles é o seguinte: Deus é Jesus; no entanto, a Bíblia ensina que Jesus é Deus. 3.0 arianismo. É o nome da doutrina formulada por Ário e do movimento que ele fundou em Alexandria, Egito, no ano 318. Sua doutrina contrariava a crença ortodoxa seguida pelas igrejas desde o período apostólico. Ário ensinava que o Senhor Jesus não era da mesma substância do Pai; era criatura, criado do nada, uma classe divina de natureza inferior, nem divina nem humana, uma terceira classe entre a deidade e a humanidade. A palavra de ordem de seus seguidores era: "Houve tempo em que o Verbo não existia". Mas o ensino bíblico sustentado pelas igrejas desde o princípio afirma que o Filho é eterno (Is 9.6), pois transcende a criação: Lições B íblicas /P ro fe s s o r 21
  • 24. "E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele" (Cl 1.17). SUBSÍDIO TEOLÓGICO "Arianism o Heresia fermentada por um presbí­ tero do 4oséculo chamado Ário. Negando a divindade de Cristo, ensinava ele ser Jesus o mais elevado dos seres criados. Todavia, não era Deus. Por este motivo, seria impropriedade referir-se a Cristo como se fora um ente divino. Para fundamentar seus devaneios doutrinários, buscava desautorizar o Evangelho de João por ser o propósito desta Escritura, justamente, mostrar que Jesus Cristo era, de fato, o Filho de Deus. Os ensinos de Ário foram condenados no Concílio de Niceia em 3 2 5 " (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. 8.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, p. 52). IV - RESPOSTA À S OBJEÇÕES ACERCA DA TRIN D ADE 1. Esclarecimento. Os unicistas mo­ dernos pregam que a doutrina da Trindade é uma invenção do Concílio de Niceia, por ordem de um imperador romano pagão. Mas esses movimentos estão equivocados, pois mais de cem anos antes Tertuliano já havia formulado a doutrina da Trindade. Além disso, o tema do referido Concílio, o Filho, reafirma a deidade de Jesus e a sua consubstancialidade com o Pai. O Credo não traz informação alguma sobre o Espírito Santo. O documento aprovado em Niceia tornou-se ponto de partida, ao 22 Lições Bíblicas /Professor invés de ponto de chegada. A controvérsia prosseguiu por duas razões principais: a volta do arianismo e a indefinição sobre o Espírito Santo. 2. A definição de Tertuliano. Ele foi o neologista da Igreja que criou o termo “Trindade", na seguinte declaração: "To­ dos são um, por unidade de substância, embora ainda esteja oculto o mistério da dispensação que distribui a unidade numa Trindade, colocando em sua ordem os três. Pai, Filho e Espírito Santo; três contudo, não em essência, mas em grau; não em substância, mas em forma; não em poder, mas em aparência; pois eles são de uma só substância e de uma só essência e de um poder só, já que é de um só Deus que esses graus e formas e aspectos são reconhecidos com o nome de Pai, Filho e Espírito Santo (Contra Práxeas, II). Um só Deus, portanto, a essência, a substância e o poder são um só; mas a diferença está no grau, na forma e na aparência que chamamos de "pessoas" (Mt 28.19). 3. Formulação definitiva da Trin­ dade. Isso só aconteceu no Concílio de Constantinopla em 381, com base nos trabalhos de Atanásio que combate­ ram os arianistas e também os grupos contrários à doutrina do Espírito San­ to, como os pneumatomacianos e os tropicianos; e com base nas obras dos chamados pais capadócios: Basílio de Cesareia, Gregório de Nissa e Gregório de Nazianzo. O Credo Niceno-Constan- tinopolitano reafirma o Credo de Niceia e define a divindade do Espírito Santo, estabelecendo de uma vez por todas a doutrina da Santíssima Trindade. SÍNTESE DO TÓPICO IV Na Bíblia Sagrada encontramos as respostas às objeções acercada Trindade. Julho/Agosto/Setembro - 201 7 SÍNTESE DO TÓPICO III Os monarquianistas dinâmicos, os modalistaseo arianismopropagam cren­ ças inadequadas a respeito da Trindade.
  • 25. SUBSÍDIO TEOLOGICO "Concílio de Niceia e de Constan­ tinopla Primeiro concílio ecumênico da história. Convocado pelo im perador Constantino, em 325, teve como objetivo solucionar os problemas que dividiam a cristandade. Problemas esses causados pelo arianismo. Buscando reafirmar a unidade da Igreja, os participantes do concílio redigiram uma confissão teológica, confirm ando a ortodoxia doutrinária do Cristianismo. Em 381, reuniram-se em Constanti­ nopla 150 bispos, a pedido do imperador Teodócio I,com o objetivo de confirmar a unidade da igreja no Oriente. Terminado os trabalhos, aquele segmento da cristan­ dade livrava-se de mais de meio século de domínio ariano" (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. 8.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, pp. 88,89). CONCLUSÃO Diante do exposto, está claro que a doutrina da Trindade é bíblica e está pre­ sente desde o Gênesis até o Apocalipse. ANOTAÇÕES DO PROFESSOR PARA REFLETIR A respeito da Santíssima Trindade: Um só Deus em três pessoas, responda: • Qual a passagem bíblica m ais contundente em favor da Trindade? Mateus 28.19. • 0 que significa ser "u n ic ista "? Significa crer na doutrina unicista que nega a doutrina da Trindade. • 0 que é arianism o? É a doutrina formulada por Ário e o movimento que ele fundou em Alexandria, Egito. Ário ensinava que o Senhor Jesus não era da mesma substância do Pai. • O uem criou o term o Trindade no m undo O cidental? Tertuliano. • Q uando e onde a form ulação trinitária se definiu? A formulação trinitária só aconteceu no Concílio de Constantinopla em 381. CONSULTE Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 71, p. 37. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos. 201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas/Professor 23
  • 26. 23 de Julho de 2017 0 Senhor eSalvad JesusCristo Tento Áureo "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, ea verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim." (Jo 14.6) Verdade Prática Cremos no Senhor Jesus Cristo, o Filho Unigénito de Deus, plenamente Deus, plenamente Homem e o único Salvador do mundo. LEITURA DIÁRIA Segunda - 3o 3 .16-18 Jesus é o Filho Unigénito de Deus Terça - Rm 1.3,4 Jesus é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem Ouarta - Is 7.14; Mt 1.20,23 Jesus foi concebido pelo Espírito Santo e nasceu da virgem Maria Q u in ta -H b 10.12 A morte de Jesus foi expiatória S e x ta -R m 8.34 Jesus ressuscitou dentre os mortos e intercede por nós j S á b a d o -A t 1.9 Jesus subiu aos céus 24 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7 WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
  • 27. LEITURA BÍBLICA EM CLASSE João 1.1-14 9 - Ali estava a luz verdadeira, que alum ia a todo homem que vem ao mundo, 10 - estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu. 11 - Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. 12 - Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de seremfeitosfilhos de Deus: aos que creem no seu nome, 13 - os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da von­ tade do varão, mas de Deus. - E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade. HINOS SUGERIDOS: A l, 124, 533 da Harpa Cristã OBJETIVO GERAL Explicar porque cremos que Jesus é o Filho Unigénito de Deus, plenamente Deus e plenamente homem. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Porexemplo, o objetivo Irefere-se ao tópico Icom os seus respectivos subtópicos. Q Compreender que Jesus é o Filho Unigénito de Deus; O Mostrar a deidade do Filho de Deus; € > Apresentar a humanidade do Filho de Deus. 201 7 -Julho/Agosto/Setem bro Lições Bíblicas /P ro fe s s o r 25 - No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2 - Ele estava no princípio com Deus. 3 - Todas as coisasforamfeitas por ele, e sem ele nada do quefoifeito sefez. - Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens; -e a lu z resplandece nas trevas, eas trevas não a compreenderam. - Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. 7 - Este veio para testemunho para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele. - Não era ele a luz, mas veio para que testificasse da luz.
  • 28. INTERAGINDO COM O PROFESSOR Prezado professor, nesta lição estudaremos a respeito do Homem mais importante que já viveu nesta terra, Jesus Cristo, o Filho Unigénito de Deus. 0 seu nascimento foi e é um marco na história da humanidade. Depois da sua vinda ao mundo a História passou a ser dividida em antes de Cristo e depois dEle. É importante lembrar que quando Jesus veio ao mundo, a Pa­ lestina estava debaixo do jugo romano. César Augusto era o imperador e os imperadores romanos eram visto por todos como um deus. Porém, o Rei dos reis veio habitar entre nós. Ele nasceu em um lugar simples, em um estábulo. Seu berço não foi de ouro, mas foi uma simples manjedoura. Ele abriu mão de toda a sua glória para vir ao mundo salvar todos os perdidos e revelar-se aos piedosos e às minorias. COMENTÁRIO INTRODUÇÃO Há inúmeros pontos da cristologia dignos de ocupar a mente e o coração de todos os seres humanos. 0 nosso espaço aqui é exíguo para um estudo completo. Temos de nos contentar com alguns pontos relevantes p o n t o sobre a verdadeira identida­ de de Jesus. A provisão do Antigo Testamento sobre a obra redentora de Deus em Cristo é rica em detalhes. Os escritores do Novo Testamento reconhecem a presença e a obra de Cristo na história da redenção, nas suas instituições e festas. 0 nosso enfoque aqui é a verdadeira identidade Jesus. CENTRAL Cremos que Jesus é o Filho Unigénito de Deus, plenamen­ te Deus e plena­ mente homem. I - 0 FILHO UNIGÉNITO DE DEU S 1.0 Filho de Deus. 0 apóstolo João explica o motivo que o levou a escre­ ver o seu evangelho com as seguintes palavras: "Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome" (Jo 20.31). Temos aqui dois pontos importantes. 0 prim eiro é sobre a identidade de 26 Lições Bíblicas /Professor Jesus: Ele é o Cristo e o Filho de Deus; o outro é o motivo dessa revelação, a redenção de todo aquele que crê nessa verdade. É de toda importância saber o significado do título “Filho de Deus". A profecia de Isaías anuncia: "Porque um menino nos nasceu, um fi­ lho se nos deu" (Is 9.6). Note que o menino nasceu, mas o Filho, segundo a palavra profética, não nasceu, mas "se nos deu". 0 nascimento desse menino aconteceu em Belém, mas o Filho foi gerado desde a eternidade (Jo 17.5, 24), pois transcende a criação: "E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas sub­ sistem por ele" (Cl 1.17). É como disse Atanásio, em resposta aos arianistas, referindo-se à eternidade de Jesus: "o Pai não seria Pai se não existisse o Filho". 2. Significado. 0 significado d termo "filho" nas Escrituras é amplo, e uma das acepções diz respeito à mesma natureza do pai (Jo 14.8,9). Quando Jesus se declarou Filho de Deus, Ele estava reafirmado sua divindade, e os Julho/Agosto/Setem bro - 201 7
  • 29. judeus entenderam perfeitamente a mensagem (Jo 5.17,18). 0 Mestre disse: "Eu e o Pai som os um " (3o 10.30). E, mais adiante, no mesmo debate com os judeus, Jesus esclareceu o que significa ser Filho de Deus: "àquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas, porque disse: Sou Filho de D eus?" (Jo 10.36). Alegar que Jesus não é Deus, mas o Filho de Deus, como fazem alguns, é uma contradição. 3. S ig n ific a d o de "u n ig é n ito " (v .l4b). A etim ologia do termo "u n i­ génito", monogenés, em grego, indica a deidade do Filho. Essa palavra só aparece nove vezes no Novo Testamen­ to, sendo três em Lucas (7.12; 8.42; 9.38), uma em Hebreus (11.17) e as outras cinco em referência a Jesus nos escritos joaninos (Jo 1.14,18; 3.16,18; 1 Jo 4-9). 0 vocábulo vem de monós, "único", e de genés, que nos parece derivar de genós, "raça, tipo", e não necessariam ente do verbo gennao, "gera r". Então, unigénito, quando empregado em relação a Jesus, trans­ mite a ideia de consubstancialidade. É exatamente o que declara o Credo Niceno: "E [cremos] em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, o Unigénito do Pai, que é da substância do Pai, Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não feito, de uma só substância com o Pai". SÍNTESE DO TÓPICO I Jesus Cristo é o Filho Unigénito de Deus. SUBSÍDIO TEOLÓGICO "Unigénito Monogenes é usado cinco vezes, todas nos escritos do apóstolo João, acerca de Jesus como o Filho de Deus; 2017 -Julho/Agosto/Setembro em Hebreus 11.17 é traduzido por 'unigénito', sobre a relação de Isaque com Abraão. Com referência a Jesus, a frase 'o Unigénito do Pai' (Jo 1.14), indica que, como o Filho de Deus, Ele era o repre­ sentante exclusivo do Ser e caráter daquele que o enviou. No original, o artigo definido está omitido tanto antes de 'Unigénito' quanto antes de 'Pai', e sua ausência em cada caso serve para enfatizar as características referidas nos termos usados. 0 objetivo do apóstolo João é demonstrar que tipo de glória ele e seus com panheiros apóstolos tinham visto. Sabemos que ele não está fazendo somente uma comparação com as relações terrenas, pela indicação da preposição para, que significa ’de, proveniente de'. A glória era de uma relação única e a palavra ’Unigénito' não implica um começo de Sua filiação. Sugere, de fato, a relação, mas esta deve ser distinguida da geração conforme é aplicada aos homens. Podemos apenas entender corre­ tamente o termo 'unigénito' quando usados para se referir ao Filho, no sentido de relação não originada. ’A geração não é um evento no tempo, embora distante, mas um fato inde­ pendente do tem po. 0 C risto não se tornou, mas necessariam ente é o Filho. Ele, uma Pessoa, possui todos os atributos da deidade pura. Isto torna necessário a eternidade, o ser absoluto; sobre este aspecto Ele não é 'depois' do Pai"' (Dicionário Vine: 0 significado exegético e expositivo das palavras do Antigo e do Novo Testamento. 14.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, p. 1045). II - A DEIDADE DO FILHO DE DEU S 1 . O Verbo de Deus (Jo 1 .1). 0 "Verbo" é a Palavra, do grego Logos. O termo "D e u s" aparece duas vezes Lições Bíblicas /Professor 27
  • 30. 0 Verbo era Deus", aponta para o Filho. ^ ^ nessa passagem, uma delas em refe­ rência ao Pai: "e o Verbo estava com Deus". Aqui temos uma indicação do relacionamento intratrinitariano, ou seja, entre a Trindade, antes mesmo da fundação do mundo. A preposição grega pros, usada para "com " nessa segunda cláusula, diz respeito ao plano de igualdade e intimidade, face a face, além de mostrar a distinção entre o Pai e o Filho, um golpe mortal contra o sabelianismo. A segunda referência,"e o Verbo era Deus", aponta para o Filho. Não se trata de acréscimo de mais um Deus aqui, posto que ao apóstolo foi revelado, pelo Espírito Santo, que o Verbo divino está incluído na essência una e indivisível da Deidade, embora seja Ele distinto do Pai (Jo 8.17,18; 2 Jo 3). Da m esma forma, o apóstolo Paulo transm itiu essa verdade, ao dizer que "para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivem os; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele" (1 Co 8.6). Trata-se do m onoteísm o cristão. 2. Reações à divindade de Jesus. É digno de nota que os apóstolos João e Paulo, como os demais, eram judeus e foram criados num contexto mono- teístico. Portanto, não admitiam em hipótese alguma outra divindade, senão só, e somente só, o Deus Javé de Israel (Mc 12.28-30). Observemos que, a cada fala do Senhor Jesus a respeito de sua divindade, de sua igualdade com o Pai, o próprio apóstolo João registra a rea­ ção dos judeus como protesto (Jo 5.18; 8.58,59; 10.30-33). Mesmo assim, esses apóstolos não hesitaram em declarar, com ousadia e abertamente, a deidade absoluta de Jesus (Jo 20.28; Rm 9.5; Cl 2.9; Tt 2.13; 1 Jo 5.20). 3.0 relacionamento entre o Pai e o Filho. Os pais da Igreja perceberam também que, além das construções tripartidas, do relacionam ento in ­ tratrinitariano e histórico-salvífico revelado nas Escrituras Sagradas, havia ainda as construções bipartidas que identificam a mesma deidade no Pai e no Filho. O Pai e o Filho aparecem no mesmo nível de divindade (Gl 1 .1; 1 Tm 6.13; 2 Tm 4.1). Essas expressões bipartidas provam que o Pai e o Filho são o mesmo Deus, possuindo a mes­ ma substância, mas são diferentes na form a e na função, não em poder e majestade. Veja o seguinte exemplo: CONHEÇA MAIS -Sabelianismo e unigénito “Heresia pregada por Sabélio, no III século, cuja principal tônica era a negação da Santíssima Trindade". "Título que descreve a filiação singular é única de Jesus em relação a Deus- -Pai." Para conhecer mais, leia Dicionário Teológico, CPAD, pp.282, 324. 28 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 2017
  • 31. "Graça e paz de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo" (Rm 1.7). Os prim eiros cristãos não precisavam de explicações adicionais para com ­ preender a divindade de Jesus em declarações como essas (2 Pe 1.1). SÍNTESE DO TÓPICO II Cremos na deidade do Filho de Deus. SUBSÍDIO TEOLÓGICO "A deidade de Cristo inclui sua coexistência no tempo e na eternidade, com o Pai e o Espírito Santo. Confor­ me indica o prólogo de João, o Verbo é eternam ente preexistente. O uso do termo 'Verbo' (no grego, Logos) é significativo, visto que Jesus Cristo é a principal expressão da vontade divina. Ele não é somente o único Mediador entre D eus e a hum anidade (1 Tm 2.5), mas foi também o M ediador na criação. Deus, falando, trouxe o Uni­ verso à existência, através do Filho, a Palavra Viva. Porquanto, 'sem ele nada do que foi feito fna criação] se fez' (Jo 1.3). Colossenses 1.15 diz que Cristo é a 'im agem do Deus invisível'. E a passagem de Hebreus 1.1,2 também proclama a grande verdade: Cristo é a mais completa e melhor revelação de Deus à humanidade. Desde o começo, o Verbo foi a própria expressão de Deus, e continua a dem onstrá-lo. E então, 'v in d o a plenitude dos tem pos' (Gl 4.4), o 'Verbo se fez carne e habitou entre nós...’ (Jo 1.14). Antes de manifestar-se à hum a­ nidade dessa nova maneira, o Verbo esteve eternam ente em existência como aquEle que revela a Deus. É bem provável que as teofanias do Antigo Testam ento fossem , na realidade, 'cristofanias', visto que em seu estado 2 0 17 -Julho/Agosto/Setembro ^ ^ = = = = = = = = = Jesus Cristo é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem. — — 99 preexistente, os encontros com várias pessoas, pode revelar a vontade de Deus, estaria de pleno acordo com seu ofício de Revelador" (MENZIES, William; HORTON, Stanley M. Doutrinas Bíblica: Osfundamentos da nossa fé. 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 50). I I I- A HUMANIDADE DO FILHO DE DEUS 1. "E o Verbo se fez carne" (Jo 1.14a). 0 prólogo do Evangelho de João começa com a divindade de Jesus e conclui com a sua humanidade. 0 Se­ nhor Jesus Cristo é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem. A sua divinda­ de está presente na Bíblia inteira, de maneira direta e indireta, nos ensinos e nas obras de Jesus, com tal abun­ dância de detalhes que infelizmente não é possível mencioná-los aqui por absoluta falta de espaço. A encarnação do Verbo significa que Deus assumiu a forma humana. A concepção e o nas­ cimento virginal de Jesus (Is 7.14; Mt 1.123) são obra do Espírito Santo (Mt 1.20; Lc 1.35). Tal encarnação do Verbo é um mistério (1 Tm 3.16). 2. Características humanas. Assim como as Escrituras revelam a deidade absoluta de Jesus, da mesma forma elas ensinam que Ele é plenamente homem: “Jesus Cristo, homem" (1 Tm 2.5). Há abundantes e incontestáveis provas de sua humanidade, ou seja, de que Ele nasceu, cresceu e viveu entre nós. Seu nascimento é contado com detalhes nos dois primeiros capítulos de Mateus e de Lucas. Ele cresceu em estatura física e intelectual (Lc 2.52); e Lições Bíblicas /Professor 29
  • 32. sentiu fome, sede, sono e cansaço (Mt 4.2; 8.24; Jo 4.6; 19.28). 3. Necessidade da encarnação do Verbo. Jesus foi revestido do corpo humano porque o pecado entrou na humanidade por meio do casal Adão e Eva, seres humanos, e pela justiça de Deus o pecado tinha de ser vencido também por um ser humano (Rm 5.12, 17-19). Jesus se fez carne. Fez-se ho­ mem sujeito ao pecado, embora nunca houvesse pecado, e venceu o pecado como homem (Rm 8.3). A Bíblia mostra que todo o gênero humano está con­ denado; que o homem está perdido e debaixo da maldição do pecado (51 14.2,3; Rm 3.23). Todos são devedo­ res, por isso, ninguém pode pagar a dívida do outro. A Bíblia afirma que somente Deus pode salvar (Is 43.11). Então, esse mesm o Deus tornou-se homem, trazendo-nos o perdão de n o sso s p ecad os e cu m p rin d o Ele mesmo a lei que promulgara (At 4.12; 1 Tm 3.16; Cl 2.14). "Jesus Cristo não som ente era pleno Deus, como pleno ser humano. Ele não era em parte Deus e em parte hom em . Antes, era cem por cento Deus, e, ao m esm o tempo, cem por cento homem. Em outras palavras, Ele exibia um conjunto pleno tanto de qualidades divinas quanto de quali­ dades humanas, numa mesma Pessoa, de tal modo que essas qualidades não interferiram uma com a outra. Ele há de retornar como 'esse mesmo Jesus' (At 1.11). Numerosas passagens ensinam claramente que Jesus de Nazaré tinha um corpo verdadeiramente humano e uma alma racional. Eram característi­ cas de seres humanos não-caídos (isto é, Adão e Eva), que nEle podiam ser encontradas. Ele foi, verdadeiramente, o Segundo Adão (1 Co 15.45,47). As narrativas dos evangelhos aceitam autom aticam ente a hum anidade de Cristo. Ele é descrito como um bebê, na manjedoura, e sujeito às leis hu­ manas do crescimento. Ele aprendeu, sentia fome, sentia sede e se cansava (Mc 2.15; Jo 4.6). Ele também sofreu ansiedade e desapontam entos (Mc 9.19); sofreu dor física e mental, e su­ cumbiu diante da morte (Mc 14.33,37). Na epístola aos Hebreus há grande cuidado em se m ostrar sua plena id e n tific a ç ã o com a h u m anidade (2.9,17; 4.15; 5.7,8 e 12.2). A verdade, pois, é que na pessoa única do Senhor Jesus Cristo habitam uma natureza plenam ente divina e outra plenam ente humana, sem se confundirem. Ele é, verdadeiramente, pleno Deus e pleno ser humano, Céu e Terra juntos na mais adm irável de todas as pessoas" (MENZIES, William; HORTON, Stanley M. Doutrinas Bíblica: Osfundamentos da nossa fé. lO.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 51). CONCLUSÃO O Senhor Jesus Cristo é a mais controvertida de todas as personagens da História porque é o único que é o verdadeiro Deus e o verdadeiro ho­ mem, e a sua verdadeira identidade só é possível pela revelação (Mt 16.17; 1 Co 12.3). Isso revela a sua divindade. SÍNTESE DO TÓPICO III Cremos na humanidade do Filho de Deus. SUBSÍDIO TEOLÓGICO 30 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
  • 33. PARA REFLETIR A respeito do Senhor e Salvador Jesus Cristo, responda: • Oue ideia transmite o termo "unigénito" em relação a Jesus? A etimologia do termo "unigénito", monogenés, em grego, indica a deidade do Filho. Unigénito, quando empregado em relação a Jesus, transmite a ideia de consubstancialidade. • 0 que representa para o sabelianismo, "e o Verbo estava com D eus"? Significa um golpe mortal, pois "o Verbo estava com Deus" é uma indicação do relacionamento intratrinitariano, ou seja, entre a Trindade, antes mesmo da fundação do mundo. • O que identificam as construções bipartidas no Novo Testamento? As construções bipartidas identificam a mesma deidade no Pai e no Filho. O Pai e o Filho aparecem no mesmo nível de divindade. Essas expressões bipartidas provam que o Pai e o Filho são o mesmo Deus, possuindo a mesma substância, mas são diferentes na forma e na função, não em poder e majestade. • Como começa e termina o prólogo do evangelho de João? 0 prólogo do Evangelho de João começa com a divindade de Jesus e conclui com a sua humanidade. • Por que o Senhor Jesus é a personagem mais controvertida da História? O Senhor Jesus Cristo é a mais controvertida de todas as personagens da História porque é o único que é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem, e a sua verdadeira identidade só é possível pela revelação. CONSULTE Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 71, p. 38. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos. SUGESTÃO DE LEITURA Teologia do Novo Testamento Esta obra oferece uma nova percepção e compreensão da disciplina teológica. Introdução ao Novo Testamento Um livro privilegiado para estudos e para a sala de aula. As Grandes Doutrinas da Bíblia Um resumo das principais doutrinas bíblicas: Escrituras, Deus, Jesus Cristo, Espírito Santo... 201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 31
  • 34. Lição 5 30 de Julho de 2017 A Identidade do Espírito Santo Texto Áureo Verdade Prática "Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?" (1 Co 3.16) Cremos que o Espírito Santo é a Ter­ ceira Pessoa da Santíssima Trindade, Senhor e Vivificador, que convence o mundo do pecado, dajustiça e do juízo, regenera o pecador, e quefalou por meio dos profetas. LEITURA DIÁRIA S e g u n d a -M t 28.19 0 Espírito Santo é Deus Terça - 2 Co 3.6,17 0 Espírito Santo é Senhor Q uarta-3o 16.8 0 Espírito Santo convence do pecado, da justiça e do juízo Q u in ta-T t 3.5 0 Espírito Santo regenera Sexta- 2 Pe 1.21 0 Espírito Santo falou por meio dos profetas e apóstolos Sáb ad o -3 o 16.13 0 Espírito Santo é o Consolador 32 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7 WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
  • 35. LEITURA BÍBLICA EM CLASSE João 14.15-18,26 1 5 - Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. 16 -Eeu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para quefique con­ vosco para sempre, 1 7 - o Espírito da verdade, que o m undo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós. 18 - Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós. - Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vosfará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. HINOS SUGERIDOS: 85, 101, 551 da Harpa Cristã OBJETIVO GERAL Mostrar que o Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade e que Ele convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico Icom os seus respectivos subtópicos. Compreender quem é o Espírito Santo; O Mostrar a divindade do Espírito Santo à luz da Bíblia; € > Apresentar os atributos da divindade; © Analisar a personalidade do Espírito Santo. 201 7 -Julho/Agosto/Setem bro Lições B íblicas /P ro fe s s o r 33
  • 36. INTERAGINDO COM O PROFESSOR Prezado professor, nesta lição estudaremos acerca da Terceira Pessoa da Trindade, o Espírito Santo. Ele não é um fogo, um vento ou uma força, mas Deus. Uma das provas da sua deidade reside nofato de que Ele possuí atributos divinos. Sem sua ação teria sido impossível conhecer a Deus e a Jesus Cristo. Sem Elejamais teríamos experimentado o novo nascimento e a santificação. Alguns, erroneamente, acreditam que o Espírito Santo entrou no mundo somente no dia de Pentecostes. Mas, a Terceira Pessoa da Trindade esteve também presente na criação (Cn 1.26), no ministério de Jesus e dos discípulos. COMENTÁRIO INTRODUÇÃO As Escrituras Sagradas revelam a identidade do Espírito Santo, sua deidade absoluta e sua personalidade, sua con- substancialidade com o Pai e o Filho como Terceira Pessoa da Trindade e suas obras no contexto histórico-salvífico. To­ dos esses dados da revelação só foram definidos depois do Con­ cílio de Niceia. A formulação da doutrina pneumatológica aconteceu tardiam ente na história da Igreja, na segunda metade do século IV. A presente lição pretende explicar e mostrar como tudo isso aconteceu a partir da Bíblia. I- O ESPÍRITO SANTO 1. A revelação divina. A Bíblia m ostra que a revelação divina foi progressiva, como disse um dos pais da Igreja no século IV: ”0 Antigo Tes­ tam ento m anifestou claram ente o Pai e, obscuramente, o Filho. 0 Novo manifestou o Filho e, obscuramente, indicou a divindade do Espírito Santo. Hoje, o Espírito habita entre nós e se dá mais claramente a conhecer" (Cregório de Nazianzo). 0 Senhor Jesus revelou o Pai (Jo 1.18), e o Espírito Santo é quem revela o Filho (Jo 16.14; 1 Co 12.3). 34 Lições Bíblicas /Professor 2.0 esquecimento. Há abundância de detalhes na Bíblia sobre a identidade do Espírito Santo no que diz respeito à sua personalidade e divindade, bem como ao seu relacionamento com o Pai e o Filho. Ele aparece, literalmente, em toda a Bíblia desde o Gênesis, na criação (Gn 1.2),até o Apocalipse (22.17). Mas esses dados da revelação precisavam ser definidos, daí a necessidade de formulações teológicas exigidas pela nova realidade cultural em que a Igreja vivia e pelas demais civilizações em que o evangelho havia penetrado. Essa difícil tarefa levou séculos para ser concluída, e as várias tentativas resultaram também em heresias. 3.0 Espírito Santo e os primeiros cristãos. A luz do Novo Testamento e comparando com a literatura patrística dos séculos II e III, fica claro que os cristãos da Era Apostólica conheciam mais sobre a identidade do Espírito Santo do que os pais da Igreja do refe­ rido período. A verdadeira identidade do Espírito Santo, com base bíblica, só aconteceu a partir de Atanásio e dos três grandes capadócios. Antes disso, a conceituação sobre o Espírito Santo era quase sempre inadequada. Julho/Agosto/Setembro 2017 PONTO CENTRAL Cremos que o Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade.
  • 37. SÍNTESE DO TÓPICO I O Espirito Santo está presente em toda a Bíblia. SUBSÍDIO DIDÁTICO Reproduza o quadro abaixo e utili­ ze-o para mostrar aos alunos algumas das verdades a respeito do Espírito Santo extraídas do evangelho de João: Ele nunca nos deixará (Jo 14.6). O mundo não pode recebê-lo (Jo 14.7).__________________________ Ele vive em nós e conosco (Jo 14.17). Ele nos ensina (Jo 14.26). Ele nos lembra as palavras de Je­ sus (Jo 14.26). Ele nos convence do pecado, nos mostra a justiça de Deus, e anuncia seu juízo contra o mal (Jo 16.8). Ele nos guia na verdade, e nos dá conhecimento de eventos futuros (Jo 16.13). Ele glorifica a Cristo (Jo 16.14). (Extraído da Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal, CPAD, p. 1472.) II - A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO À LUZ DA BÍBLIA 1. A divindade declarada. 0 Espírito Santo é chamado de Senhor nas Escrituras Sagradas: "Ora, o SENHOR é o Espírito" (2 Co 3.17; ARA). Os nomes "Deus" e "Es­ pírito Santo" aparecem alternadamente na Bíblia: "Por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade? [...] Não mentiste aos homens, mas a Deus" (At 5.3,4b). Deus e o Espírito Santo aqui são uma mesma divindade. 0 apóstolo Paulo também emprega esse tipo de linguagem: "Não sabeis vós que 2017 Julho/Agosto/Setem bro sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vó s?" (1 Co 3.16). Isso vem desde o Antigo Testamento: “O Espírito do SENHOR falou por mim, e a sua palavra esteve em minha boca. Disse o Deus de Israel, a Rocha de Israel a mim me falou" (2 Sm 23.2,3). É nessa linguagem que a Bíblia diz que o Espírito Santo é Deus. 2. A divindade revelada. O relacio­ namento do Espírito Santo com o Pai e com o Filho revela a sua divindade e a sua consubstancialidade com Eles. Isso está claro nas construções tripartidas do Novo Testamento (Mt 28.19,1 Co 12.4-6; 2 Co 13.13; Ef 4.4-6; 1 Pe 1.2). Em relação ao Pai, o Espírito penetra todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus (1 Co 2.10,11); é igualmente chamado de "Espírito de Deus" (Gn 1.2) e de "o Es­ pírito que provém de Deus" (1 Co 2.12). Concernente ao Filho, Ele é chamado por Jesus de "outro Consolador" (Jo 14.16). 0 termo grego para "Consolador" aqui é parácleto, que significa "ajudador, advogado" e é aplicado ao Senhor Jesus como Advogado (1 Jo 2.1). Ele é chamado de "Espírito de Jesus" (At 16.7), "Espírito de Cristo" (Rm 8.9) e ainda "Espírito de seu Filho" (G14.6). 3. Obras divinas. A divindade do Espírito Santo é vista não apenas na decla­ ração direta das Escrituras, nem somente pelo relacionamento dEle com o Pai e o Filho, mas também nas obras de Deus. O Espírito Santo é o Criador do Universo e dos seres humanos (Jó 26.13; 33.4; Sl 104.30). Ele gerou Jesus (Mt 1.20; Lc 1.35)e o ressuscitou dentre os mortos (1 Pe 3.18); e ressuscitará os fiéis (Rm 8.11). Ele é o Senhor da Igreja (At 20.28); autor do novo nascimento (Jo 3.5,6); dá a vida (Ez 37.14), regenera o pecador (Tt 3.5) e distribui os dons espirituais (1 Co 12.7-11). Assim, o Credo Niceno-Constantinopolita- no declara: "E no Espírito Santo, o Senhor Lições Bíblicas /Professor 35
  • 38. e Vivificador, o que procede do Pai e do Filho, o quejuntamente com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, o que falou por meio dos profetas". A confirmação bíblica dessa verdade é abundante (2 Co 3.17; Rm 8.2; Jo 15.26; Fp 3.3; 2 Pe 1.21). SÍNTESE DO TÓPICO II Cremos na deidade do Espírito Santo. SUBSÍDIO TEOLÓGICO ”0 divino Consolador tem pleno poder sobre todas as coisas. Ele tem poder próprio. É dEle que flui a vida, em suas dim ensões e sentidos bem como o poder de Deus (Sl 104.30; Ef 3 .16). Isso é uma evidência da deidade do Espírito Santo. Ele tem autoridade e poder inerentes, como vemos em toda a Bíblia, máxime em o Novo Testamento. Em 1 Coríntios 2.4, na única referên­ cia (no original) em que aparece o termo traduzido por 'demonstração do Espírito Santo’, designa-se literalmente uma demonstração operacional, prática e imediata na mente e na vida dos ouvintes do evangelho de Cristo. E isso ocorre pela poderosa ação persuasiva e convincente do Espírito, cujo efeitos transformadores foram visíveis e incontestáveis na vida dos ouvintes de então, confirmando o evangelho pregado pelo apóstolo Paulo (1 Co 2.4,5)" (GILBERTO, Antonio. Teolo­ gia Sistemática Pentecostal. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p. 175). III - OS ATRIBUTOS DA DIVINDADE 1. Alguns atributos incomunicáveis. A divindade do Espírito Santo é revelada também nos seus atributos divinos. Aqui apresentamos apenas alguns, devido à exiguidade do espaço. 0 Espírito é oni­ potente (Rm 15.19) e a fonte de poder e milagres (Mt 12.28; At 2.4; 1 Co 12.9-11). Ele é onipresente, está em toda parte do Universo (Sl 139.7-10); e é onisciente, pois conhece todas as coisas, desde as profundezas de Deus (1 Co 2.10,11), passando pelo coração humano (Ez 11.5), até alcançar as coisas futuras (Lc 2.26; Jo 16.13; 1 Tm 4.1). Assim a Bíblia ensina que o Espírito Santo é eterno (Hb 9.14). 2. Alguns atributos comunicáveis. A santidade de Deus é o atributo mais solenizado nas Escrituras (Is 6.3; Ap CONHEÇA MAIS * Credo Niceno-Constantinopolitano “Entre 361-81, a ortodoxia trinitariana passou por mais refinamentos, mormente no tocante ao ter­ ceiro membro da Trindade, o Espírito Santo. Em 381, em Constantinopla, os bispos foram convocados pelo Imperador Teodócio, e as declarações da ortodoxia de Niceia foram reafirmadas. Além disso, houve men­ ção explícita do Espírito Santo em termos de deida­ de, como o ’Senhor e Doador da vida, procedente do Pai e do Filho; o qual, com o Pai e o Filho juntamente é adorado e glorificado; o qual falou pelos profetas." Para conhecer mais, leia Teologia Sistemática, uma perspecti­ va pentecostal, CPAD, P-177. 36 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 20) 7
  • 39. 15.4). 0 termo "santo" é aplicado ao Espírito como consequência direta de sua natureza e não como resultado de uma fonte externa. Ele é santo em si mesmo; assim, não precisa ser santificado, pois é Ele quem santifica (Rm 15.16; 1 Co 6.11). A bondade é outro atributo divino, por isso, Jesus disse: "Ninguém há bom senão um, que é Deus" (Mc 10.18 e passagens paralelas de Mt 19.17; Lc 18.19); no en­ tanto, a Bíblia ensina que o Espírito Santo é bom (Ne 9.20;Sl 143.10). 0 Espírito é a verdade (1 Jo 5.6) e sábio (Is 11.2). 3. 0 Espírito Santo e a Trindade. 0 Espírito Santo iguala-se ao Pai e ao Filho, tendo também um nome, pois o Senhor Jesus determinou que os seus discípulos batizassem "em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mt 28.19). Isso significa ser o Espírito Santo objeto de nossa fé, pois em seu nome somos batizados, in­ dicando reconhecimento igual ao do Pai e do Filho. A expressão "comunhão com o Espírito Santo" (2 Co 13.13) mostra que Ele é não apenas objeto de nossa fé, mas também de nossa oração e adoração. Há uma absoluta igualdade dentro da Trindade e nenhuma das três Pessoas está sujeita à outra, como se houvesse uma hierarquia na substância divina. Existe, sim, uma distinção de serviço, e o Espírito Santo representa os interesses do Pai e do Filho na vida da Igreja na terra (Jo 16.13,14). SÍNTESE DO TÓPICO III 0 Espírito Santo possui todos os atributos da divindade. SUBSÍDIO TEOLÓGICO "O Espírito Santo é Deus 0 Espírito Santo não é sim ples­ mente uma influência benéfica ou um poder impessoal. É uma pessoa, assim como Deus e Jesus o são. O Espírito Santo é chamado Deus e Senhor- (At 5.3,4; 2 Co 3.18). Quando Isaías viu a glória de Deus escreveu: 'Ouvi a voz do Senhor,... vai e diz a este povo' (Is 6.8,9). 0 apóstolo Paulo citou essa mesma palavra e disse: ‘Bem falou o Espírito Santo a nossos pais pelo profeta Isaías dizendo: Vai a este povo' (cf. At 28.25,26). Com isso, Paulo identificou o Espírito Santo com Deus" (BERGSTÉN, Eurico. Introdução à Teologia Sistemática, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, p. 97). IV -P ER SO N A LID A D E DO ESPÍRITO SANTO 1. As faculdades da personalidade. A personalidade do Espírito Santo está presente em toda a Bíblia de maneira abundante e inconfundível e tem sido crença da Igreja desde o princípio. Há nEle elementos constitutivos da perso­ nalidade, tais como intelecto, pois Ele penetra todas as coisas (1 Co 2.10,11) e inteligência (Rm 8.27). Ele tem emoção, sensibilidade (Rm 15.30; Ef 4.30) e tam­ bém possui vontade (At 16.7; 1 Co 12.11). As três faculdades intelecto, emoção e vontade caracterizam a personalidade. 2. Reações do Espírito Santo. Outra prova da personalidade do Espírito Santo é que Ele reage a certos atos praticados pelo ser humano. Pedro obedeceu ao Espírito Santo (At 10.19,21); Ananias mentiu ao Espírito Santo (At 5.3); Estêvão disse que os judeus sempre resistiram ao Espírito Santo (At 7.51); o apóstolo Paulo nos recomenda não entristecer o Espírito Santo (Ef 4.30); os fariseus blasfemaram contra o Espírito Santo (Mt 12.29-31); os cristãos são batizados em nome do Espírito Santo (Mt 28.19). SÍNTESE DO TÓPICO IV 0 EspíritoSantopossuipersonalidade. 2017 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 37
  • 40. SUBSÍDIO TEOLÓGICO Santo da promessa; o qual é o senhor _ _ _ - (ja nossa herança, para redenção da "E difícil sugerir que um dos títulos pOSSessão de Deus, para louvor da sua ou propósitos do Espírito Santo seja lórja,(Ef 1 1 3 _u r (HORTON, Stanley, mais importante que outro. Tudo o que Teologia sistemática: Uma perspectiva o Espírito Santo faz é vital para o Reino pentecostai l ed. Rio de Janeiro: CPAD, de Deus. Há, no entanto, um propósi- 19g6 p ^ 01j to, uma função essencial do Espírito Santo, sem a qual tudo que se tem dito CONCLUSÃO a respeito dEle até agora não passa A frase que se refere ao Espírito de palavras vazias: o Espírito Santo é Santo como "terceira Pessoa da Trindade" o penhor que garante a nossa futura se deve ao fato de seu nome aparecer herança em Cristo: 'Em quem [Cristo] depois do Pai e do Filho na fórmula ba- também vós estais, depois que ouvistes tismal. Não se trata, pois, de hierarquia a palavra da verdade, o evangelho da intratrinitariana, porque o Pai, o Filho vossa salvação; e, tendo nele também e o Espírito Santo são um só Deus que crido, fostes selados com o Espírito subsiste em três Pessoas distintas. PARA REFLETIR A respeito da identidade do Espírito Santo, responda: • Quem revela o Filho? O Espírito Santo é quem revela o Filho (Jo 16.14; 1 Co 12.3). • O que revela o relacionamento do Espírito Santo com o Pai e o Filho? 0 relacionamento do Espírito Santo com o Pai e com o Filho revela a sua divindade e a sua consubstancialidade com Eles. •O que o Credo Niceno-Constantinopolitano declara sobre o Espírito Santo? O Credo Niceno-Constantinopolitano declara: "E no Espírito Santo, o Senhor e Vivificador, o que procede do Pai e do Filho, o que juntamente com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, o que falou por meio dos profetas". •O que significa ser batizado em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo? Isso significa ser o Espírito Santo objeto de nossa fé, pois em seu nome somos batizados, indicando reconhecimento igual ao do Pai e do Filho. • Quais são os três elem entos constitutivos da personalidade no Es­ pírito Santo? Intelecto, pois Ele penetra todas as coisas (1 Co 2.10,11), inteligência (Rm 8.27), emoção, sensibilidade (Rm 15.30; Ef 4.30) e vontade. CONSULTE Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 71, p. 38. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos. 38 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
  • 41. 6 de Agosto de 2017 A Pecaminosidade Humana ea sua Restauração a Deus Texto Áureo "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus." (Rm3.23) Verdade Prática Reconhecemos a pecaminosidade de todos os seres humanos, que os destituiu da glória de Deus, e que somente o arrependimento e afé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo podem restaurá-los a Deus. LEITURA DIÁRIA S e g u n d a -S l 51.5 Todos os humanos são pecadores Terça - E c 7.20 0 pecado está presente em todos Quarta - Is 59.2 0 pecado nos separa de Deus Q u in ta -R m 3.10-12 Não há na terra um justo sequer S e x ta -A t 3.19 Somente a fé em Jesus e o arrependimento restaura o pecador Sábado - Rm 6.23 A salvação é um dom de Deus 201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 39 WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
  • 42. LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Romanos 5.12-21 12 - Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram. 13 - Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado não havendo lei. - No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual é afigura daquele que havia de vir. 1 5 - Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos. 16 - E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou; porque ojuízo veio de uma só ofensa, na ver­ dade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação. ! 7 - Porque, se, pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça e do dom da justiça reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. - Pois assim como por uma só ofensa veio ojuízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato dejustiça veio a graça sobre todos os homens parajustificação de vida. - Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitosforam feitos pecadores, assim, pela obediência de um, muitos serão feitos justos. - Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; 2 T - para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça re­ inasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo, nosso Senhor. HINOS SUGERIDOS: 8,198, 536 da Harpa Cristã OBJETIVO GERAL Compreender a pecaminosidade de todos os seres humanos, que os destitui da glória de Deus. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tó­ pico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico Icom os seus respectivos subtópicos. Q Definir o termo pecado; O Mostrar a origem do pecado; © Compreender a solução para o pecado. 40 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro
  • 43. • INTERAGINDO COM O PROFESSOR No livro de Gênesis encontramos um dos relatos mais tristes da história da hu­ manidade, a Oueda. Mas, Deus nãofoi pego de surpresa com o pecado de Adão e Eva, pois as Escrituras Sagradas afirmam que desde afundação do mundo a morte redentora de Jesus, pela salvação da humanidade, já havia sido determinada (Ap 13.8). 0 homem pecou de modo deliberado contra Deus, mas o Criadornão o deixou entregue a sua própria sorte. 0 Senhor providenciou a sua redenção. Vivemos em uma sociedade relativista, onde muitos não acreditam mais que haja certo e errado. 0 erro, o pecado, segundo os relativistas, vai depender do ponto de vista de cada um. Mas, cremos na Verdade absoluta e que a única solução para o pecado está na fé no sacrifício de Jesus Cristo. COMENTÁRIO INTRODUÇÃO A doutrina do pecado é conhecida nos tratados de teologia como Hamar- tiologia, da palavra grega hamartia. 0 estudo se reveste de suma importância porque se trata do problema básico de todos os seres humanos. Todos os conflitos no m undo e as PONTO confusões existentes na hu- CENTRAL manidade são manifestações Reconhecemos a do pecado. Ninguém pode se pecaminosidade de livrar dele, mas o Senhor Jesus todos os seres , , humanos. veio ao mundo para salvar os pecadores da condenação eterna. 0 enfoque da presente lição é definir e explicar o pecado, bem como apresentar o meio divino para a solução humana. I-D E F IN IN D O OS TERM O S 1. Pecado. Há uma lista extensa de palavras na Bíblia para designar o pecado: erro, iniquidade, transgressão, maldade, impiedade, engano, sedu­ ção, rebelião, violência, perversão, orgulho, m alícia, concupiscência, prostituição, injustiça etc., além dos verbos e adjetivos cognatos. Muitos desses term os, e outros sim ilares, estão na som bria lista apresentada pelo apóstolo Paulo (Rm 1.29-32; Gl 201 7 -Julho/Agosto/Setembro 5.19-21). Mas há um termo genérico para designar o pecado com todos os seus detalhes, chattath, e seu equiva­ lente verbal chattá (pronuncia-se hatá, com "h " aspirado), que literalmente significa "errar o alvo" (Jz 20.16). O substantivo derivado desse ter­ mo aparece pela primeira vez no relato do assassinato de Abel por seu irmão Caim: "E, senão fizeres bem, o pecado jaz à porta" (Gn 4.7). 0 seu equivalente grego na Septu- aginta e no Novo Testamento é hamartia. Essa palavra na Septuaginta traduz 24 termos hebraicos no Antigo Testamento referentes ao pecado. 2. Os termos hebraicos awon e peshá. Há na Bíblia um repertório amplo que revela o pecado nos seus vários aspectos, mas este espaço não nos permite uma apresentação exaustiva. O termo hebraico avon, "iniquidade, perversão", vem de uma raiz que sig­ nifica "entortar, torcer", daí a ideia de perverter a lei de Deus. Essa palavra aparece traduzida em nossas versões como "injustiça" (Gn 15.16), "maldade" (Êx 20.5) e "iniquidade" (Lv 26.40). Já o verbo avah, de mesma raiz, descreve Lições Bíblicas/Professor 41
  • 44. a natureza do coração da pessoa não regenerada (Jó 15.5). Isso revela a "vida torta" do pecador. O outro termo de importância na Hamartiologia do Antigo Testamento é o verbo pashá “transgredir" ou o substantivo peshá, "transgressão, delito" (Gn 31.36; 50.17). O ser humano forçou e foi além dos limites que Deus estabeleceu, e isso faz toda a humanidade, homens e mulheres, errar o alvo da vida. 3 .0 que é pecado? Sabemos que a Bíblia não é um livro de definição, mas de descrição. Ela "revela a verdade em forma popular de vida e fato", como bem afirmou um historiador da Igreja Philip Schaff. As Escrituras declaram que "o pecado é a transgressão da lei" (1 Jo 3.4; ARA) e que “toda iniquidade é pecado" (1 Jo 5.17). Essa declaração é geralmente conhecida como pecado de comissão, isto é, quando praticamos aquilo que não deveríamos fazer (Mt 15.3; Rm 5.14). Mas a Palavra de Deus nos ensina ainda que "aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz co­ mete pecado" (Tg 4.17). Esse pecado é chamado de omissão, pois consiste em nossa falta de ação naquilo que deveríamos fazer (Jo 9.41). SÍNTESE DO TÓPICO I Na Bíblia encontramos vários ter­ mos para definir pecado. SUBSÍDIO TEOLÓGICO "A harmatologia, é uma palavra usada no campo teológico para designar 'a doutrina do pecado', incluindo seus aspectos sombrios e sua natureza des­ truidora, tanto aplicada no campo físico como no campo espiritual, mostrando em cada detalhe suas disposições hostis contra Deus, os seres e qualquer entida­ de no mundo da existência. Em sentido etimológico — a palavra ’pecado1con­ forme se encontra em nossas versões, vem da palavra hebraica 'hatta'th', do qual origina-se a raiz hebraica 'hata' traduzido na Septuaginta da palavra 'hamartia'. Existem algumas palavras que relatam significados semelhantes à palavra hebraica hatta' th', como tam­ bém a palavra grega 'hamartia'. Estes termos são aplicados no tempo e no espaço para descrever e dar sentido a tudo aquilo que o pecado é e suas formas de expressão. Os eruditos teológicos CONHEÇA MAIS •Pecado "Do hebraico hattah; do grego hamartios;do latim peccatum. Transgressão deliberada e consciente das leis estabelecidas por Deus. Errar o alvo estabelecido pelo Criador ao homem: O pecado mortal é a deliberação consciente e intencional de se resistir a vontade de Deus. Não se trata de um simples pecado ou de uma transgressão ordinária; é uma rebeldia movida pelo orgulho e pelo não reconhecimento da soberania divina." Para conhecer mais, leia Dicionário Teológico, CPAD, pp. 235,236. 42 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
  • 45. usam várias palavras deste gênero para descrever a natureza sombria do pecado, mostrando seus aspectos e suas disposições torcidas, maléficas em sua natureza daninha e perniciosa" (PEDRO, Severino. A Doutrina do Pecado, l.ed. Rio de janeiro: CPAD, 2012,pp. 13,14). II-O R IG E M DO PECADO 1. O pecado no céu. Foi lá que tudo começou. 0 pecado já havia sido introduzido no universo quando Adão e Eva foram criados. Antes de acon­ tecer na Terra, o pecado se originou no céu pelo mau uso do livre-arbítrio. Jesus disse que o Diabo peca desde o princípio (Jo 8.44). 0 querubim ungi­ do foi criado perfeito em sabedoria e formosura, tinha o selo da perfeição (Ez 28.12-15), mas se rebelou contra Deus (Is 14.12-14). Foi o orgulho e a soberba que fizeram esse querubim se transformar em Satanás (1 Tm 3 .6). Ele foi expulso do céu com os anjos que o acompanharam em sua rebelião (2 Pe 2.4; Jd 6; Ap 12.7-9). 2.0 pecado no Éden. Adão tinha a permissão de Deus para comer de todas as árvores do jardim, exceto da árvore da ciência do bem e do mal: "De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gn 2.l6b,17). A advertência foi clara. Quando o casal comeu do fruto proibido, eles perceberam que estavam nus e procuraram se esconder da presença de Deus (Gn 3.7,8). Era a ruptura imediata da com unhão com Deus, a morte espiritual. O próprio Deus anunciou a vinda do Redentor (Gn 3.15) e em seguida pronunciou a sentença ao casal (Gn 3.16-19) e à sua posteridade. Foi por causa dessa desobediência que o pecado entrou 201 7 -Julho/Agosto/Setembro no m undo e, com ele, a m orte (Rm , 5.12). Esse desastre é conhecido como a "Oueda da humanidade". 3. A universalidade do pecado. A Bíblia é clara ao ensinar que herdamos a natureza pecaminosa de Adão (1 Co 15.49). Isso passou a ser conhecido como "pecado original". A Bíblia não mostra como essa transmissão do pecado de Adão passou a todos os humanos, mas afirma que se trata de um fato incontes­ tável (Rm 5.12,19). Assim, as Escrituras mostram como todos nós, hom ens e mulheres, estam os diante de Deus: "todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.23). O quadro apresentado é como segue: todos se extraviaram, não há quem faça o bem (Sl 14.1-5; Rm 3 .10-12), por isso não há no mundo quem não peque (1 Rs 8.46; Ec 7.20). A prova incontestável da universalidade do pecado é a morte (Rm 5.12). Nem mesmo os salvos em Cristo estão isentos dessa lei (1 Jo 1.8).0 pecado é um princípio real e presente na vida de todas as pessoas, desde o ventre materno (Sl 51.5; 58.3). A Oueda no Éden corrompeu toda a humanidade em todo o seu ser: corpo, alma e espírito, intelecto, emoção e vontade (Is 1.5, 6; 2 Co 7.1). SÍNTESE DO TÓPICO II O pecado teve sua origem no céu, porém na terra ele teve início com a desobediência de Adão e Eva. SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO O pecado no Éden,Satanás e a raça humana "Duas árvores do jardim do jardim do Éden tinham importância especial. (1) A 'árvore da vida' provavelmente tinha por fim impedir a morte física. É relacionada Lições Bíblicas ./Professor 43
  • 46. com a vida perpétua, em 3.22.0 povo de Deus terá acesso à árvore da vida no novo céu e na nova terra (Ap 2.7; 22.2). (2) A 'árvore da ciência do bem e do mal' tinha a finalidade de testar a fé de Adão e sua obediência à sua palavra. Deus criou o ser humano como ente moral capaz de optar livremente por amar e obedecer ao seu Criador, ou desobedecer-lhe e rebelar-se contra a sua vontade. A raça humana está ligada a Deus mediante a fé na sua palavra como averda­ de absoluta. Satanás, porque sabia disso, procurou destruir a fé que Eva tinha no que Deus dissera, causando dúvidas contra a palavra divina. Satanás insinuou que Deus não estava falando sério no que dissera ao casal. Noutras palavras, a primeira mentira proposta por Satanás foi uma forma de antinominianismo, negando o castigo da morte pelo pecado e apostasia. Um dos pecados capitais da humanidade é a falta de fé na Palavra de Deus. É admitir que, de certo modo. Deus não fala sério sobre o que Ele diz da salvação, da justiça, do pecado, do julgamento e da morte. A mentira mais persistente de Satanás é que o pecado proposital e a rebelião contra Deus, sem arrependimento, não causarão, em absoluto, a separação de Deus e a condenação eterna. Satanás, desde o principio da raça humana, tenta os seres humanos a crer que podem ser sem elhantes a Deus, inclusive decidindo por contra própria o que é bom e o que é mau. Os seres hu­ manos, na sua tentativa de serem 'como Deus', abandonam o Deus onipotente e daí surge os falsos deuses. O ser huma­ no procura, hoje, obter conhecimento moral e discernimento ético partindo de sua própria mente e desejos, e não da Palavra de Deus. Porém, só Deus tem o direito de determinar aquilo que é bom ou mau" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro:CPAD, 1995, pp. 34-36). 4 4 Lições Bíblicas /P ro fe s s o r III - A SOLUÇÃO PARA O PECADO 1. Nem tudo está perdido. A Bíblia narra a situação humana descrevendo-a como "m ortos em ofensas e pecados" (Ef 2.1) e que "o salário do pecado é a m orte" (Rm 6.23). Morte significa "se p a ra çã o ". Isso com eçou com a Queda de Adão e continuou com a sua posteridade (Is 59-2). Mas Deus, em sua infinita bondade e misericórdia, declara agora que nos “vivificou" (Ef 2.1a) e que o seu "o dom gratuito [...] é a vida eterna" (Rm 6.23b). A graça está disponível para toda a raça humana (Tt 2.11) e a salvação em Jesus pode ser encontrada em todos os lugares (At 17.30). 2. A provisão de Deus. 0 pecado entrou no m undo por um homem, Adão; assim também a redenção veio por um hom em ; “a graça de Deus, o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre m uitos" (Rm 5.15). A morte de Jesus foi expiatória, um sacrifício pelos nossos pecados que "Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue" (Rm 3.25). Expiação diz respeito ao sacrifício para purificação e ao perdão dos pecados por meio dos sacrifícios (Lv 4.35; 17.11). A propiciação é o ato que apazigua a ira divina contra o pecado, satisfazendo a santidade e a justiça de Deus. A expiação realizada pelo "C ordeiro de Deus, que tira o pecado do m undo" (Jo 1.29) é um ato da graça de Deus em favor de todos os seres hum anos (1 Jo 2.2). Assim, o Senhor Jesus é a provisão de Deus para o pecador. Julho/Agosto/Setem bro - 201 7
  • 47. SUBSÍDIO TEOLÓGICO "Lend o o Antigo Testam ento e considerando séria e literalmente a sua mensagem, facilmente conclui­ remos que a salvação é um dos temas dominantes, e Deus, o protagonista. 0 tema da salvação já aparece em Gênesis 3.15, na promessa de que o Descendente — ou 'sem ente' — da mulher esmagará a cabeça da serpente. 'Este é o protoevangelium, o primeiro vislumbre da salvação que virá através daquEle que restaurará o homem à vida*. Javé salvava o seu povo através de juizes (Jz 2.16,18) e outros líderes, como Samuel (1 Sm 7.8) e Davi (1 Sm 19.5). Javé livrou até mesmo a Síria, inimiga de Israel, por meio de Naamã (2 Rs 5.1). Não há salvador à parte do Senhor (Is 43.11)" (HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspec­ tiva pentecostal. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 97). CONCLUSÃO A única esperança é o Senhor Jesus, o único que pode nos restaurar a Deus. Restaurar é restituir, e isso se aplica tanto a possessões e bens (Êx 22.14; Is 58.12; Lc 19.8) como também a pessoas (Jr 30.17). O plano de Deus é restaurar todas as coisas (At 3.21), mas Ele começou com os seres humanos. Nós estávamos perdidos, como o filho pródigo, e fom os restaurados a Deus pelo arrependim ento (At 3.19; 2 Co 7.10) e pela fé em Jesus (Rm 5.1). PARA REFLETIR A respeito da pecaminosidade humana e a sua restauração a Deus, responda: •Qual o termo genérico para designar o pecado e qual o seu significado? 0 termo genérico para designar o pecado com todos os seus detalhes, chat- tath, e seu equivalente verbal chattá (pronuncia-se hatá, com "h " aspirado), que literalmente significa "errar o alvo" (Jz 20.16). •O que é pecado nas palavras de 1 João 3.4? É a transgressão da lei (1 Jo 3.4; ARA). •Onde se originou o pecado e por quem tudo começou? 0 pecado se originou no céu e tudo começou pelo mau uso do livre-arbítrio. •Qual a prova incontestável da universalidade do pecado? A prova incontestável da universalidade do pecado é a morte (Rm 5.12). •Quem é a provisão de Deus para o pecador? Jesus Cristo, "Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". CONSULTE Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 71, p. 39. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos. 2 0 17 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 45
  • 48. 13 de Agosto de 2017 Novo NascimentoLf Texto Áureo Verdade Prática "Não te maravilhes de te ter dito: Cremos na necessidade absoluta do Necessário vos é nascer de novo." novo nascimento pela graça de Deus, (3o 3.7) mediante afé em Jesus Cristo. LEITURA DIÁRIA Se gu n d a-Jo 3.3-8 0 novo nascimento é nascer do Espírito Terça- 2 Co 5.17 A fé salvífica faz do pecador uma nova criatura em Cristo Jesus Q u a rta-A t 10.43 0 perdão dos pecados está disponível a todos i Q u in ta-T t 3.5 0 novo nascimento significa regeneração S e x t a -2 Co 5.18,19 Fomos reconciliados com Deus pela morte de Jesus Sáb ad o -Jo 1.12 Fomos adotados como filhos de Deus pela fé em Jesus 46 Lições Bíblicas /Professor julho/Agosto/Setembro - 201 7 WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
  • 49. LEITURA BÍBLICA EM CLASSE João 3.1-12 1 - E havia entre os fariseus um ho­ mem chamado Nicodemos, príncipe dos judeus. 2 - Este foi ter de noite com Jesus e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és mestre vindo de Deus, porque ninguém podefazer estes sinais que tufazes, se Deus não for com ele. 3 - Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus. 4 - Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Por­ ventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer? 5 - Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. 6 - 0 que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. 7 - Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. 8 - 0 vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito. 9 - Nicodemos respondeu e disse-lhe: Como pode ser isso? 10 - Jesus respondeu e disse-lhe: Tu és mestre de Israel e não sabes isso? 11 - Na verdade, na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e tes­ tificamos o que vimos, e não aceitais o nosso testemunho. 12 - Se vosfalei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vosfalar das celestiais? HINOS SUGERIDOS: 5, 266, 440 da Harpa Cristã OBJETIVO GERAL Compreender a necessidade absoluta do novo nascimento pela graça de Deus. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo Irefere-se ao tópico Icom os seus respectivos subtópicos. Q Apresentar Nicodemos como um líder religioso bem-intencionado; O Compreender o que é o novo nascimento; Explicar por que é necessá­ rio nascer de novo. 201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 47
  • 50. • INTERAGINDO COM O PROFESSOR Professor, na lição de hoje estudaremos a respeito do novo nascimento (Jo 3.3). Procure, no decorrer da lição, enfatizar ofato de que o novo nascimento é uma das principais doutrinas dafé cristã e que ninguém podefazer parte do Reino de Deus se não nascer de novo (Jo 3.3). Mediante a fé em Jesus experi­ mentamos uma profunda transformação de vida. Essa mudança radical não é apenas exterior, mas interior. Contudo, temos visto que atualmente muitos, como Nicodemos, não conseguem compreendera necessidade e a importância do nascer novamente. 0 SenhorJesus mostrou a Nicodemos, e a nós, que religião alguma tem condição de transformar o homem. Somente Ele pode nos conceder uma nova natureza mediante afé. COMENTÁRIO INTRODUÇÃO O tema da presente lição é de suma importância porque muitas pes­ soas estão equivocadas nas coisas concernentes à salvação, assim como Nicodem os também estava. As boas ações, um padrão de vida exem­ plar e até mesmo a prática de uma religiosidade sincera não conduzem ninguém à vida eterna. 0 diálogo de Jesus com Nicodemos, um líder religioso honesto e sincero, revela a ne­ cessidade do novo nascimento para entrar no Reino dos Céus. I- U M LÍDER RELIGIOSO BEM-INTENCIONADO 1. Quem era Nicodemos? Muito pouco se sabe a respeito dele. Seu nome é grego e significa "vencedor do povo". Era fariseu, um príncipe do povo (Jo 3.1) e membro do sinédrio (Jo 7.50). Nicodemos viu em Jesus algo que não existe em nenhum dos seres humanos, mas ainda assim parece que não queria ser visto pelo povo conversando com o Mestre. Talvez isso justifique o fato de ter ido à noite se encontrar com o 48 Lições Bíblicas /Professor Senhor (v.2). Nicodem os nunca mais foi o mesmo depois desse encontro com Jesus (Jo 7.51; 19.39). Esse diálogo impressiona as pessoas ainda hoje, pois nele está o que consideram os ser o texto áureo da Bíblia (Jo 3.16). 2. Os fariseus. Repres vam o povo e, apesar de serem minoria na sociedade pré-cris- tã, exerciam forte influência na comunidade judaica. Eram membros do sinédrio e torna­ ram-se inim igos implacáveis de Jesus. Esse grupo form ava uma seita (At 15.5). O apóstolo Paulo declara que o grupo dos fariseus, ao qual Nicodemos pertencia antes de sua conversão, era a mais severa seita do judaísmo (At 26.5; Gl 1.14; Fp 3.5). Os Evangelhos estão repletos de provas do comportamento negativo dos fariseus e de suas hipocrisias. Tanto que a pa­ lavra "fariseu" tornou-se sinônimo de hipócrita e fingido, até os dias de hoje. Felizmente, Nicodemos era diferente deles (Jo 7.50,51). 3. Os sinais efetuados por Jesus. Pouco tem po depois das bodas de Caná da Gali leia, Jesus retornou à Julho/Agosto/Setembro - 201 7 PONTO CENTRAL Cremos na necessidade do novo nasci­ mento.
  • 51. Judeia, subindo a Jerusalém (Jo 2.13). Era a sua primeira aparição pública na capital quando N icodem os lhe procurou. Nessa ocasião, Jesus ope­ rou m uitos m ilagres e, "estando ele em Jerusalém pela Páscoa, durante a festa, muitos, vendo os sinais que fazia, creram no seu nom e" (Jo 2.23). Esses m ilagres atraíram Nicodemos. Talvez ele tenha se referido a esses feitos milagrosos quando se dirigiu a Jesus, pois disse que "ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele" (v.2). SÍNTESE DO TÓPICO I Nicodemos era um líder religioso bem-intencionado. SUBSÍDIO DIDÁTICO Professor, explique aos alunos que Nicodemos era um fariseu e membro do Sinédrio. Para mostrar as principais características desse grupo religioso, reproduza o quadro abaixo. "Fariseus Era um dos principais grupos de liderança religiosa em Israel no perí­ odo de Jesus. Os fariseus eram mais interessados na religião, ao passo que os saduceus se interessavam mais pela política. I I - O NOVO NASCIMENTO 1. É necessário nascer de novo (v.7). Talvez Nicodemos esperasse uma resposta elogiosa como retribuição das boas e sinceras palavras ditas a Jesus. Mas ele se surpreendeu com a declaração do Mestre: "aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus" (v.3). O que essas palavras significam? Nascer de novo é nascer da água e do Espírito (v.5), e isso significa regeneração. É o início de uma nova vida, quando o pecador se torna nova criatura (2 Co 5.17) criada em Cristo Jesus (Ef 2.10). Trata-se de uma expe­ riência profunda com Jesus, e não de mera mudança de religião. 2. Regeneração. 0 termo significa literalmente "gerar novam ente" e só aparece duas vezes no Novo Testamen­ to: a primeira no sentido escatológico (Mt 19.28), ao se referir à restauração de todas as coisas; e a outra com o sinônim o de novo nascimento, cujo sentido é de salvação em Cristo (Tt CARACTERÍSTICAS POSITIVAS CARACTERÍSTICAS NEGATIVAS Estavam interessados em obedecer à lei de Deus. Comportavam-se como se suas pró­ prias regras religiosas fossem tão importantes quanto à lei de Deus. Eram admirados por sua piedade. Sua piedade frequentemente era hipócrita e eles admoestavam os outros para que vivessem segundo os padrões que eles mesmos não conseguiam cumprir. Acreditavam em uma ressurreição física e na vida eterna. Estavam mais preocupados em pare­ cer ser bons que em obedecer a Deus. Acreditavam em anjos e demônios. (Extraído e adaptado de Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoa, CPAD, 2015, p. 1288.) Lições Bíblicas /Professor 49
  • 52. 66 — Foi de Deus a iniciativa de com unicação com Adão logo após a Oueda. 99 3.5). Isso significa ser gerado da se ­ mente incorruptível (1 Pe 1.23). Os reencarnacionistas costum am usar essa passagem para fundam entar a doutrina da reencarnação. Mas essa não é a questão aqui. Jesus deixou claro ao príncipe dos judeus: "O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito" (v.6). Jesus não está falando em renasci­ mento nem em reencarnação; essas coisas nunca fizeram parte da tradição judaica. 3. A perplexidade de Nicode- mos. M uita gente pensa que Deus está preocupado com religião. Mas essas pessoas estão enganadas, pois a vontad e de D eus é a com unhão com as suas criaturas inteligentes. O problema é que existe uma barreira que se chama pecado (Is 59-2). Foi de Deus a iniciativa de comunicação com Adão logo após a Oueda (Gn 3.8-10). Ouando Deus mandou Moisés levantar o tabernáculo, manifestou o desejo de habitar no meio do seu povo (Êx 25.8). Por fim, Deus assumiu a forma hum ana,"e o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1.14). 0 novo nascimento é a restauração da comu­ nhão com Deus, e não significa seguir um conjunto de regras religiosas ou éticas. Isso estava m uito longe da forma de pensar de Nicodem os e de muitos religiosos ainda hoje. SÍNTESE DO TÓPICO II Jesus afirmou a necessidade do novo nascimento. SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO "O novo nascimento no Evangelho de João Encontramos a única menção ex­ plícita ao novo nascimento na conversa de Jesus com N icodem os (3.1-21). Jesus fala a Nicodemos; 'Na verdade, na verdade te digo que aquele que não CONHEÇA MAIS *Conversão "[Do hb. sub, voltar atrás; do gr. metanoeo, voltar; e, do lat. conversionem, transformação] Mudança que Deus opera na vida do que aceita Cristo como o seu Salvador pessoal, modifican­ do-lhe radicalmente a maneira de ser, pensar e agir. A conversão é o lado objetivo e externo do novo nascimento. Por intermédio dela, o pecador arrependido mostra ao mundo a obra que Cristo operou em seu interior: a regeneração. Em suma: o novo nascimento tem dois lados: um subjetivo e outro objetivo." Para conhecer mais, leia Dicio­ nário Teológico, CPAD, p.115. 50 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 2017
  • 53. nascer de novo não pode ver o Reino de Deus' (v. 3). A réplica de Nicodemos: ’Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?' (v. 4), indica que ele entendeu o comentário de Jesus na esfera humana, física. A interpretação errônea de Nicodemos fornece a Jesus a oportunidade de es­ clarecer o que queria dizer. Ele fala da necessidade de um novo nascimento espiritual, não de um segundo nasci­ mento físico (vv. 6-8). A interpretação errônea e o esclarecimento resultante dela são refletidos em um jogo de pa­ lavras no versículo 3 (repetidas no v. 7). A palavra grega aõthen, traduzida por 'novo', na NVI, pode querer dizer ’de n o vo ' ou ‘de cima'. Contudo, o fato de Nicodemos entendê-la com o sentido de 'de novo' leva-o a concluir que Jesus fala de um segundo nasci­ mento físico, mas a resposta de Jesus, registrada nos versículos 6-8, mostra que Ele se refere à necessidade de um nascimento espiritual, um nascimento ’de cima’. Esse novo nascimento não é resultado de nenhum ato humano (cf. v.6), é obra do Espírito Santo (v. 8). É necessária a atividade sobrenatural do Espírito de Deus para realizar esse novo nascimento espiritual no indivíduo. Ele não consiste apenas em percepção ou compreensão mais excelente, mas na completa transformação do indivíduo (cf. 2 Co 5.17)" (ZUCK, Roy B. Teologia do Novo Testam ento, l.ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2008, pp. 245-6). III- U M A N ECESSIDADE 1. O estado humano. A Bíblia en­ sina, e a experiência humana confirma, que todos os seres hum anos estão m ortos "em ofensas e pecados" (Ef 2.1). 0 ensino paulino sobre a univer­ salidade do pecado veio diretamente 201 7 Julho/Agosto/Setem bro ---------- Precisamos de uma experiên­ cia nova com Cristo. 99 do Senhor Jesus (Gl 1.11,12), e sua base está em muitas passagens do Antigo Testamento (Rm 3.10-12; Sl 51.5; 58.3). Nicodemos, como "mestre em Israel" (v.10), deveria estar inteirado sobre o assunto. Além disso, Jesus usou a linguagem bíblica ao lhe comunicar a necessidade do novo nascimento (Ez 11.19; 18.31; 36.26). Trata-se de uma necessidade imperiosa porque todas as pessoas estão mortas e precisam reviver, receber vida espiritual (vv.6,7). Precisamos de uma experiência nova com Cristo. 2. Saulo de Tarso. Ninguém no mundo nasce cristão; todos os seres humanos nascem pecadores (Rm 3.23; 5.12). A salvação é individual e pessoal. Por isso, até mesmo aquele que nasceu num lar cristão, apesar do privilégio de ter sido criado num ambiente cristão e de ter recebido uma valiosa herança espiritual dos pais, precisa receber a Jesus como Salvador pessoal para se tornar filho de Deus (Jo 1.12). Ninguém é salvo simplesmente por pertencer a uma religião ou seguir a tradição de seus antepassados. Saulo de Tarso é um bom exemplo, pois ele mesmo declara ser extremamente religioso; e não um religioso qualquer, mas um praticante inveterado do judaísmo (At 26.5; Gl 1.14; Fp 3.5). Depois de sua experiência com Jesus, ele se conside­ rou o principal entre os pecadores (1 Tm 1.15) e descreveu o seu estado de miséria diante de Deus igualando-se aos dem ais pecadores: “insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, Lições Bíblicas /P ro fe s s o r 51
  • 54. . E nossa tarefa como cristãos e comunicadores do evangelho falar sobre a necessidade do novo nascimento. — 99 vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros" (Tt 3.3). 3. O centurião Cornélio. Não existe salvação sem Jesus (Jo 14.6). Nicodem os e Paulo eram israelitas e professavam a religião dos seus antepassados, Abraão, Isaque, Jacó, Samuel, Davi e outros patriarcas, reis e profetas do Antigo Testamento. Mas Cornélio era romano e, mesmo assim, talvez por influência da religião judai­ ca, era "piedoso e temente a Deus, com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a D eus" (At 10.2). Observe que essas atitudes de Cornélio tinham a apro­ vação divina (At 10.4). Mas ninguém é salvo pelas obras (Gl 2.16). Por isso o apóstolo Pedro foi enviado para falar a Cornélio sobre a salvação em Cristo. A descrição bíblica da conduta de Cor­ nélio se repete ao longo da história humana nas mais diversas culturas e civilizações. A conversão envolve fé, arrependimento e regeneração. A salvação é um dom de Deus mediante a fé em Jesus (Ef 2.8,9). SÍNTESE DO TÓPICO III O novo nascimento é uma necessi­ dade para toda criatura. SUBSÍDIO DIDÁTICO Professor, copie o esquema abaixo no quadro. Utilize-o para explicar aos alunos o fato de que Paulo era um homem extre­ mamente religioso, conhecedor da Lei, porém sedento espiritualmente. A reli­ giosidade não implica em relacionamento com Deus. Todavia, Paulo teve um encontro com Cristo, confessou seus pecados, en­ tregou-se inteiramente a Jesus e passou a ter uma nova vida, que implica num re­ lacionamento íntimo e pessoal com Jesus. Mais tarde Paulo aprendeu o que é padecer pelo Senhor. Por intermédio desse "vaso escolhido" a igreja tornou-se basicamen­ te gentia. CONCLUSÃO Há ainda hoje muitas pessoas religio­ sas e sinceras como Cornélio e pessoas bem-intencionadas como Nicodemos, mas elas precisam nascer de novo, da água e do Espírito para herdarem o Reino de Deus. É nossa tarefa como cristãos e comunicadores do evangelho falar so­ bre a necessidade do novo nascimento não som ente ao pecador contumaz, mas também aos muitos "Nicodem os" e “Cornélios" que estão à nossa volta. Resumo da vida de Paulo Nascido em Tarso — Capital da Cilicia (At 22.3) Fariseu — (At 23.6) Cidadão romano — (At 22.25-28) Fazedor de tendas — (At 18.3) Aluno de Gamaliel — (At 22.3) Guardava a Lei — (At 26.5) Um encontro com Jesus mudou sua vida — (At 9) Foi batizado — (At 9.18) Suas últimas palavras — (2 Tm 4.6-8) 52 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
  • 55. PARA REFLETIR A respeito da necessidade do novo nascimento, responda: • Por que o diálogo de Nicodemos com Jesus ainda impressiona as pessoas até hoje? Esse diálogo impressiona as pessoas ainda hoje, pois nele está o que con­ sideramos ser o texto áureo da Bíblia (Jo 3.16). •O que atraiu Nicodemos a Jesus? Os milagres que Jesus havia realizado. •O que significa nascer de novo, da água e do Espírito? Nascer de novo é nascer da água e do Espírito, e isso significa regeneração. É o início de uma nova vida, quando o pecador se torna nova criatura (2 Co 5.17) criada em Cristo Jesus (Ef 2.10). Trata-se de uma experiência profunda com Jesus, e não de mera mudança de religião. •Qual a vontade de Deus em relação às suas criaturas? Oue creiam em Jesus Cristo para perdão dos pecados e experimentem o novo nascimento. • Como o apóstolo Paulo passou a se ver depois de sua experiência com Cristo? Depois de sua experiência com Jesus, ele se considerou o principal entre os pecadores (1 Tm 1.15) e descreveu o seu estado de miséria diante de Deus igualando-se aos demais pecadores (Tt 3.3). CONSULTE Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 71, p. 39. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos. SUGESTÃO DE LEITURA Teologia Sistemática Pentecostal 1 Escrita pelos principais expo­ entes da doutrina pentecostal brasileira. Uma ótima fonte de aprendizado e conhecimento. Vincent Vol.l Vincent - Estudo do Vocabulá­ rio do Novo Testamento. Hermenêutica Fácil eDes- complicada Conheça os métodos e técnicas da interpretação dos textos bíblicos. 201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 53
  • 56. Tento Áureo Verdade Prática "Porque onde estiverem dois ou Cremos na Igreja, que é o corpo de três reunidos em meu nome, ai Cristo, una, santa e universal assem- estou eu no meio deles." bleia dosfiéis remidos de todas as (Mt 18.20) eras e todos os lugares. LEITURA DIÁRIA S e g u n d a -M t 16.18 Jesus Cristo é o fundador da Igreja T erça-H b 12.23 A Igreja é a comunidade dos remidos Q u a rta -E f 1.22,23 0 Senhor Jesus Cristo é a cabeça do Corpo da Igreja i O u in ta -1 Tm 3.15 A Igreja é a Casa de Deus |S e x ta -E f 5.25-28 0 relacionamento do casal é com­ parado ao de Cristo com a sua Igreja |S á b a d o -A p 22.17 A Igreja no convite do pecador para Cristo 54 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7 WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
  • 57. LEITURA BÍBLICA EM CLASSE 1 Coríntios 12.12-20,25-27 12 - Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também. • Pois todos nós fom os batizados em um Espírito, formando um corpo, querjudeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito. 14 - Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. 15 - Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por isso do corpo? 16 - f, se a orelha disser: Porque não sou olho, não sou do corpo; não será por isso do corpo? 1 7 - Se todo o corpofosse olho, onde estaria o ouvido? Se todofosse ouvido, onde estaria o olfato? 1 8 - Mas, agora, Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis. - E, se todosfossem um só membro, onde estaria o corpo? - Agora, pois, há muitos membros, mas um corpo. - para que não haja divisão no corpo, mas, antes, tenham os membros igual cuidado uns dos outros. - De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele. - Ora, vós sois o corpo de Cristo e seus membros em particular. HINOS SUGERIDOS: 375, 470, 482 da Harpa Cristã OBJETIVO GERAL Mostrar a Igreja como corpo de Cristo e os elementos que a identificam. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico Icom os seus respectivos subtópicos. Apresentar o significado da palavra "igreja" e os seus des­ dobramentos; Explicar os elementos que identificam a Igreja; ^ Conscientizar os crentes de que eles são membros do corpo de Cristo. 2017 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 55
  • 58. INTERAGINDO COM O PROFESSOR Caro professor, é de suma importância para o aluno ter uma compreensão bíblica e teológica a respeito da natureza da Igreja de Cristo. Hoje, há algumas ideias equivocadas quanto algumas instituições que se chamam "igrejas". Muitos confundem a Igreja de Cristo com tais instituições. Um dos objetivos da lição desta semana é exatamente esclarecer essa questão. 0 que é a Igreja de Cristo? Oual a diferença entre a sua natureza visível e a sua natureza invisível? Qual o papel do membro dentro do Corpo de Cristo? São algumas questões que devem nortear a aula desta semana. 0 nosso desejo é que a sua classe compreenda melhor o maravilhoso privilégio de pertencer ao Corpo de Cristo, a Igreja do Senhor. COMENTÁRIO INTRODUÇÃO A descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes marcou o início da jornada da Igreja, e vemos o seu final glorioso no epílogo da história huma­ na, em Apocalipse. Todos nós fazemos parte dessa história. 0 presente estudo pretende descrever a Igreja como corpo de Cristo, o que isso significa e quais são os elementos que identificam uma igreja. PONTO CENTRAL A Igreja é o Corpo de Cristo. I - A COMUNIDADE DOS FIÉIS 1. Etim ologia. 0 term o grego para "igreja" é ekklesía, literalmente, "chamado para fora", do verbo grego ekkaleo, "chamar, convocar", que não aparece no Novo Testamento grego e só ocorre duas vezes na Septuaginta: "e chamaram Ló" (Gn 19.5) e "chama­ rás pacificam ente" (Dt 20.10, LXX). 0 substantivo ekklesía aparece 115 vezes no Novo Testamento, das quais em apenas cinco não é traduzido por "igreja": em Atos 19.32,39 e 41, a ideia é de "ajuntamento" ou "assembleia", como aparece na ARA; e nas outras duas ocorrências o termo se refere à congregação de Israel (At 7.38; Hb 2.12). 56 Lições B íblicas /P ro fe s s o r 2. A assembleia dos cidadãos. A Septuaginta emprega o mesmo termo ekklesía para traduzir o hebraico qahal, "assembleia, multidão humana reunida", em referência à congregação de Israel (Dt 23.2; 31.30; 2 Cr 6.3), e para verter mais quatro palavras menos fre­ quentes no Antigo Testamento. Esse era o mesmo vocábulo para a assem bleia dos cida­ dãos em Atenas. Mas o termo aparece no Novo Testamento com um significado glorioso: "Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus" (Ef 2.19) e "universal assembleia e igreja dos pri­ mogênitos" (Hb 12.23). Essas palavras expressam um tom de uma celebração jubilosa, de uma reunião festiva com todos os remidos como cidadãos da comunidade celestial (Ap 5.11-13). 3. O sign ificado da expressão “Santa Igreja Católica". Essas pala­ vras aparecem nos principais credos da antiguidade cristã. 0 term o ka- tholikós, "universal, geral", significa literalmente "de acordo com o todo", pois é substantivo composto por katá e de holos. A preposição grega katá Julho/Agosto/Setembro - 2017
  • 59. significa "de cima para baixo, contra, ao longo de, conform e, de acordo, segundo", e a palavra holos quer dizer "todo, inteiro, completo". Foi Inácio, bispo de Antioquia (70-110), que em­ pregou o termo para designar a igreja com o sentido de "geral, universal". Mas o significado exato do termo se perdeu com o tempo. SUBSÍDIO DIDÁTICO I O primeiro tópico é um pouco téc­ nico. Mas é im portante conhecer o sentido etimológico do termo "igreja". 0 com entarista mostra que ekklesia é uma palavra grega que significa um grupo de pessoas "chamado para fora" e a interliga com o termo hebraico qahal, “assembleia, multidão humana reunida", no contexto do Antigo Testamento. II - ELEMENTOS QUE IDENTIFICAM UMA IGREJA 1. Afinal, o que é Igreja? É toda congregação ou assem bleia que se reúne em torno do nome de Jesus Cristo como Senhor e Salvador, professando sua fé nEle publicamente e de forma di­ versificada, aberta a todas as pessoas, a qual inclui o batismo e a Ceia do Senhor (nas reuniões específicas). Trata-se da igreja no sentido completo da palavra. Como Jesus mesmo prometeu, Ele está presente na igreja por meio do Espírito Santo até a consumação dos séculos (Mt 18.20; 28.20). 2. As ordenanças. São duas as or­ denanças da Igreja dadas por ordem 201 7 julho/Agosto/Setem bro específica do Senhor Jesus. A primeira é o batismo em águas: "Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mt 28.19). A segunda é a Ceia do Senhor: "fazei isso em memória de mim" (Lc 22.19). O batismo em águas é o rito que simboliza a nossa união com Cristo e é a nossa confissão pública de fé em Jesus (Rm 6.4). Como se nasce apenas uma vez, da mesma forma o batismo acontece uma só vez (Ef 4.5). Já a Ceia do Senhor é o rito da comunhão e significa a continuação da vida espiritual (1 Co 10.16). 0 crente em Jesus precisa estar em comunhão com a Igreja para participar da Ceia do Senhor. Isso por si mostra a impossibilidade de alguém querer ser crente sem se tornar membro da Igreja. 3. A adoração. Os crentes em Jesus se reúnem para a adoração pública e coletiva. Os dois principais verbos gre­ gos para "adorar", no Novo Testamento, são proskyneo, que significa "adorar, render hom enagem ", no sentido de prostrar-se (Ap 19.10), e latreuo, que significa "servir" a Deus (Ap 22.3). À luz da Bíblia, podemos definir adoração como serviço sagrado, culto ou reverên­ cia a Deus por suas obras (Sl 92.1-5) e por aquilo que Deus é (Sl 100.1-4). Não há diferença entre "servir" e "adorar" nem entre "prostrar-se" e "adorar". Os principais elementos de um culto são: oração, louvor, leitura bíblica, pregação ou testemunho, oferta e manifestação dos dons do Espírito Santo (1 Co 14.26). 4. A família de Deus. Não devemos confundir igreja com templo; a casa de Deus é outra coisa. Há passagens no Novo Testamento em que o termo "casa" parece se referir à igreja: "para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo" (1 Tm 3.15); “vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio Lições Bíblicas /Professor 57
  • 60. santo" (1 Pe 2.5); "já é tempo que co­ mece o julgamento pela casa de Deus" (1 Pe 4.17). O termo "casa" também é utilizado na Bíblia metaforicamente para designar “fam ília" (Js 24.15; At 16.31). A Igreja é citada como a família de Deus (Ef 2.19) e o templo espiritual de Deus (1 Co 3.16; Ef 2.22). É por isso que chamamos de irmãos aqueles que se convertem ao Senhor Jesus. SÍNTESE DO TÓPICO II As ordenanças (batismo e ceia), a adoração e a reunião de pessoas são elementos que identificam a Igreja. SU BSÍD IO TEOLÓGICO II "Precisamos nos identificar primei­ ro com o Senhor Jesus Cristo, parecer com Ele no amor, no trato com as pes­ soas, nas estratégias de trabalho, no aproveitamento das oportunidades, no uso de autoridade para libertar os oprimidos e na compaixão pelas pes­ soas. Enfim, identificar-se com Cristo é ser parecido com Ele no projeto de transformar o mundo [...]. Precisamos também de identificação entre nós mesmos, ou seja, precisamos entender e praticar o que é ser Igreja. Não me refiro a uma comunidade com estatuto e CGC, endereço e liderança, que faz o que quer, como quer e quando quer. Uma com unidade burocrática e fria, cheia de deveres e direitos, sem vida nem poder. Igreja não é um lugar onde uma multidão ali chega triste e sai vazia, nem tam pouco um meio através do qual se possa ganhar dinheiro, explo­ rando-se a boa fé alheia. Igreja não é uma facção dividida por um grupo de radicais e outro de liberais, onde só há confronto e não há vida. Igreja não é lugar de prom essas mirabolantes, mas um lugar de vida onde Jesus se manifesta, onde há sinceridade, onde acontecem maravilhas, onde o amor tem liberdade de atuar, onde há comunhão e onde há poder" (FERREIRA, Israel Alves. Igreja Lugar de Soluções: Como recuperar os enfermos espirituais, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, pp.12-13). I I I - O CORPO DE CRISTO 1. O corpo e seus membros. A Igreja é o corpo místico de Cristo (Ef 1.22,23). O apóstolo Paulo chama a atenção para um detalhe importante: "o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo" (1 Co 12.12). Mas ele não relaciona o tema unidade e diversidade do corpo e seus membros com a Igreja, o que era de se esperar, mas diz o se- CONHEÇA M AIS '•'•Igreja "Origem da Palavra “No Novo Testamento, a palavra 'igreja' é uma tradução da palavra grega ekldesia, que nunca se refere a um lugar de adoração, mas tem em vista uma reunião de pessoas. Na maio­ ria esmagadora dos casos, ekklesia indica uma associação local de crentes". Para conhecer mais, leia Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, p.949. 58 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
  • 61. guinte: "assim é Cristo também". Longe de confundir Cristo com a Igreja, pois Jesus é transcendente (Cl 1.16,17), o que Paulo nos ensina é que pertencemos a Cristo e por Ele somos membros do seu corpo (1 Co 12.27). 2. A morada de Deus. Ouando Saulo de Tarso se encontrou com Jesus no caminho de Damasco, ele ouviu a voz que dizia: "Saulo, Saulo, por que me persegues?" (At 9.A). Saulo perseguia os discípulos de Jesus, mas o Senhor se identificou com eles. Ao apóstolo foi revelado que a Igreja é o corpo espiritual de Cristo, sendo o Senhor mesmo a cabeça (Ef 1.22,23; Cl 1.18), e seus membros são o templo de Deus, a habitação do Espírito Santo (1 Co 3.16); em outras palavras, a morada de Deus no Espírito (Ef 2.22). 0 tabernáculo e o Templo de Jerusalém representavam a presença de Deus (Êx 40.34; 2 Cr 7.2,16). 0 salmista diz: "SENHOR, eu tenho amado a habitação da tua casa e o lugar onde permanece a tua glória" (Sl 26.8). Não existe mais o Templo de Jerusalém, mas Deus habita no cristão individual (Jo 14.23; 1 Co 6.19). 3. Os membros do corpo. A tradu­ ção "por um só Espírito" (1 Co 12.13), como aparece na Almeida Século 21, e expressões correlatas na NTLH, e na NVI (que tem esta nota: "Ou com; ou ainda por"), não significa o mesmo que "em um só Espírito". As duas versões são gramaticalmente legítimas (Lc 2.27; 1 Co 12.3; Ef 3.5). Ser batizado "por um só Espírito" quer dizer que é o Espírito quem batiza; isso indica a iniciação dos crentes no corpo de Cristo e não se re­ fere ao batismo do dia de Pentecostes. Essa posição é defendida também por Stanley M. Horton. Não há distinção de pessoas, raça ou status social na Igreja. 0 apóstolo explica: "formando um corpo, quer judeus, quer gregos, 2017 Julho/Agosto/Setembro quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito" (1 Co 12.13b). A ilustração do corpo humano com a Igreja nos versículos seguintes, além de mostrar a unidade na diversidade, ensina também que precisamos uns dos outros (1 Co 12.21) e que, igualmente, diferimos entre si (1 Co 12.18) e que precisamos cuidar uns dos outros (1 Co 12.25). Isso é Igreja. SÍNTESE DO TÓPICO III A Igreja é o corpo de Cristo na terra, a morada do Deus Altíssimo. SUBSÍDIO TEOLÓGICO III "A fim de enfatizar e visualizar a relação viva dos crentes com o Cristo, a Bíblia o apresenta como o 'cabeça' da Igreja, e a Igreja como seu 'corpo' (1 Co 12.27; Ef 1.22,23; Cl 1.18). Há várias razões para esta analogia. A igreja é a manifestação física - visível - de Cristo no mundo, a fazer seu trabalho, tal como chamar os pecadores ao arrependimento, proclamando a verdade de Deus às nações e preparando-se para as eras vindouras. A Igreja também é um corpo, composta de um arranjo complexo de diversas partes, cada qual discreta, cada qual recebendo do Cabeça, cada qual com seus próprios dons e ministérios, contudo, todos neces­ sários à obra de Deus por vir (Rm 12.4-8; 1 Co 6.15; 10.16,17; 12.12-27; Ef4.15,16). (MENZIES, William W.; HORTON, Stanley M. Doutrinas Bíblicas: Os Fundamentos da Nossa Fé. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, pp.134-35). CONCLUSÃO Diante do exposto, concluím os que Deus estabeleceu a sua morada, primeiramente no tabernáculo e depois no Templo, ambos consagrados a Ele, e Lições Bíblicas /Professor 59
  • 62. que da mesma forma o Espírito Santo também estabeleceu a sua habitação no corpo do cristão individual. Entre gentios ejudeus, o Senhor Jesus formou um novo povo (1 Co 10.32), de modo que o gentio deixa de ser gentio quando se converte ao evangelho de Jesus Cristo (1 Co 12.2; Ef 2.11). A missão principal da igreja é adorar a Deus e propagar o evangelho a todas as nações da terra (Mt 28.19,20). ANOTAÇÕES DO PROFESSOR PARA REFLETIR A respeito da Igreja de Cristo, responda: • O que significa literalmente a palavra grega ekklesía, "igreja"? 0 termo grego para "igreja" é ekklesía, literalmente, "chamado para fora", do verbo grego ekkaleo “chamar, convocar". • Qual o tom da "universal assembleia e igreja dos prim ogênitos"? Essas palavras expressam um tom de uma celebração jubilosa, de uma reunião festiva com todos os remidos como cidadãos da comunidade ce­ lestial (Ap 5.11-13). • Quais as ordenanças da Igreja? As ordenanças da Igreja são duas, a primeira é o batismo em águas e a segunda é a Ceia do Senhor. • O que significa "casa de Deus" em relação è Igreja? Há passagens no Novo Testamento em que o termo “casa" parece se referir à igreja. O termo “casa" também é utilizado na Bíblia metaforicamente para designar “família" (Js 24.15; At 16.31). A Igreja é citada como a família de Deus (Ef 2.19) e o templo espiritual de Deus (1 Co 3.16; Ef 2.22). É por isso que chamamos de irmãos aqueles que se convertem ao Senhor Jesus. • O que significa "batizado pelo Espírito" (1 Co 12.13)? Ser batizado “por um só Espírito" quer dizer que é o Espírito quem batiza; isso indica a iniciação dos crentes no corpo de Cristo e não se refere ao batismo do dia de Pentecostes. CONSULTE Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 71, p. 40. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos. 60 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
  • 63. 27 deAgosto de 2017 A Necessidade de Termos uma Vida Santa Texto Áureo Verdade Prática “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver." (1 Pe 1.15) Cremos na necessidade e na possi­ bilidade de termos uma vida santa e irrepreensível por obra do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas de Jesus Cristo. LEITURA DIÁRIA Segunda - Lv 10.10 O profano é aquele que lida com as coisas sagradas como se fossem banais Terça -Ê x 26.33 Santo é a separação daquilo que é de uso comum Q u arta-Lv 19.2 Deus é santo I Quinta - Hb 9.14 0 sangue de Cristo nos santifica |Sexta - 1 Pe 1.16 Deus nos chamou para a santificação ! Sáb a d o -H b 12.14 Sem a santificação ninguém verá o Senhor 2017 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 6) WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
  • 64. LEITURA BÍBLICA EM CLASSE 1 Pedro - Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo, - como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; - mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, - porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo. 7 -E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação, - sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que 1.13-22 fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais, 19 - mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, 2 0 - o qual, na verdade, em outro tempo, foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado, nestes últimos tempos, por amor de vós; 21 - e por ele credes em Deus, que o ressuscitou dos mortos e lhe deu glória, para que a vossafé e esperança estivessem em Deus. 22 - Purificando a vossa alma na obe­ diência à verdade, para amorfraternal, não fingido, amai-vos ardentemente uns aos outros, com um coração puro. HINOS SUGERIDOS: 75.91, 282 da Harpa Cristã OBJETIVO GERAL Conscientizar os crentes a respeito da necessidade e da possibilidade de termos uma vida santa diante de Deus e da sociedade. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico Icom os seus respectivos subtópicos. Q Conceituar santidade; Q Mostrar a necessidade de termos uma vida santa; ^ Apontar para a possibilidade de termos uma vida santa. 62 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
  • 65. INTERAGINDO COM O PROFESSOR Justificação, regeneração e santificação são obras que o Senhor Jesus realiza na vida do pecador que se arrepende. Nesse aspecto, a santificação, o tema desta lição, tem duas perspectivas em sua natureza. A primeira é instantâ­ nea, pois no exato momento em que o pecador se arrepende de seus pecados, Cristo Jesus ojustifica e regenera, tornando-o santo, isto é, essa pessoa passa a pertencer exclusivamente a Cristo. A segunda perspectiva é progressiva, pois enquanto vivemos neste mundo, o nosso corpo mortal não foi redimido, transformado e glorificado e, por isso, precisamos dia após dia estar diante de Jesus, buscando a Deus e consagrando a nossa vida para o Espírito Santo sobrepujara natureza má da nossa "carne". A Palavra de Deus nos mostra que fom os chamados para sermos santos em toda a esfera da vida (1 Pe 1.15,16). COMENTÁRIO INTRODUÇÃO Ouando o pecador se arrepende e aceita Jesus com o seu Salvad or pessoal, ele é justificado, regenerado, santificado e adotado na família de Deus. A santificação é especia­ lidade do Espírito Santo; é instantânea, mas ao mesmo tem po p rogre ssiva , pois esse processo continua na vida do crente. 0 presente estudo pretende explicar a necessidade e a possibilidade de uma vida santa. PONTO CENTRAL É necessário e, principalmente, possível viver­ mos uma vida santa. I-D E F IN IN D O OS TERMOS 1. A santidade de Deus. Essa santi­ dade é absoluta, pois Deus é santo em seu caráter e essência, conforme disse o profeta Amós, em duas ocasiões: "Jurou o Senhor Jeová, pela sua santidade" e "Jurou o Senhor Jeová pela sua alma" (Am 4.2; 6.8). A santidade é caracte­ rística fundam ental de Deus (Is 6.3; Ap 4.8). Ele é singular por causa de sua majestade infinita e também em virtu­ de de se tratar de um Ser totalmente distinto e separado, em pureza, de suas criaturas (Sl 99.1-5). Essa santidade é a 2017 -Julho/Agosto/Setembro plenitude gloriosa da excelência moral de Deus, que existe nEle e que nEle se originou, não tendo sido derivada de ninguém: "Não há santo como é o SENHOR [...]" (1 Sm 2.2). 2. Significado. 0 ve braico qadash,"ser santo", e seus derivados "santo, san­ tificar, dedicar, consagrar", no Antigo Testamento, sig­ nificam "separar". Ouando aplicado à religião de Israel, tem a ideia de "separar para Deus, retirar do uso comum", tal como pode ser visto em Levítico 10.10. Isso vale para lugares (Êx 3.5), casas e cam pos (Lv 17.14,16), utensílios e animais (Lv 8.10,11; 10.12,13,17), o ouro do Templo (Mt 23.17,19), pessoas (Êx 28.41) e m uitas outras coisas, como dias santos, festas, etc. Assim, o sentido de santidade é de afastar- -se de tudo o que é pecaminoso, de tudo o que contamina. A Septuaginta traduz qadosh,"santo", pelo termo grego hagíos, "santo", palavra adotada pelos escritores do Novo Testamen­ to. Há outro term o m enos comum, mas igualm ente im portante, taher, Lições Bíblicas /P ro fe s s o r 63
  • 66. "purificar", e seu cognato katharizo, no grego, usado na Septuaginta e no Novo Testam ento nos sentidos cerim onial e moral. 3. Exclusividade. Dizer que qual­ quer coisa, objeto ou pessoa é consa­ grada, separada ou dedicada a Deus significa dizer que isso pertence a Ele (Êx 13.2) ou serve a Ele com exclusividade (Êx 30.30; Lv 20.26). 0 que é sagrado não pode ter uso comum; o azeite da unção e o incenso do santuário não podiam ter outro uso (Êx 30.33,38). 0 sagrado deve ser tratado como tal. Os antigos hebreus levavam a santidade a sério. Todos esses rituais de consa­ gração são representações visuais de verdades espirituais reveladas no Novo Testamento (Cl 2.17; Hb 8.5; 9.9). SÍNTESE DO TÓPICO I O nosso chamado para ser santo, isto é, afastar-se de tudo aquilo que é pecaminoso, está baseado na san­ tidade de Deus. SU BSÍD IO DIDÁTICO Este tópico tem uma característica conceituai, por esse motivo sugerimos que o prezado professor, a prezada pro­ fessora, estude bem os termos tanto do Antigo quanto do Novo Testamento para 0 termo "santo". Nesta oportunidade, disponibilizamos o conceito exegético desse termo: "Santo [Antigo Testamento], qõ- desh:'santidade, coisa santa, santuário'. Este substantivo ocorre 4 6 9 vezes com os significados de: 'santidade' (Êx 15.11), ’coisas santas' (Nm 4.15, ARA) e 'santuário' (Êx 36.4). Santo (Novo Testamento): hagias- mos, é traduzido em Rm 6.19,22; 1 Ts 4.7; 1 Tm 2.15; Hb 12.14 por 'santificação'. 64 Lições B íblicas /P ro fe s s o r Significa: (a) separação para Deus (1 Co 1.30; 2 Ts 2.13; 1 Pe 1.2); (b) o estado resultante, a conduta que convém àque­ les que são separados (1 Ts 4.3,4,7; e os quatro primeiros textos citados acima). A ’santificação' é, pois, o estado prede­ terminado por Deus para os crentes, no qual Ele pela graça os chama, e no qual eles começam o curso cristão e assim o buscam. Por conseguinte, eles são chamados ’santos' (hagioi)" (VINE, W. E.; UNGER, Merril F. (et ali). Dicionário Vine: 0 Significado Exegético e Exposi- tivos das Palavras do Antigo e do Novo Testamento, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, pp.281,970). II - A NECESSIDADE DE TERMOS UMA VIDA SANTA 1. Israel. O apelo à santidade diz respeito à pureza da nação de Israel para manter o povo distante da idolatria, da prostituição e de outras práticas pecaminosas. Deus escolheu Israel para ser sua propriedade par­ ticular dentre todos os povos, reino sacerdotal e povo santo: ’’[...] então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha. E vós me sereis rei­ no sacerdotal e povo santo [...]" (Êx 19.5,6). 0 estilo de vida dos israelitas devia estar de acordo com a santidade do seu Deus: "Santos sereis, porque eu, o SENHOR, vosso Deus, sou santo" (Lv 19.2). Essa santidade exigida era mais do que natural, porque Deus é santo (Lv 11.44), e os israelitas foram "se p a ra d o s", ou seja, "re tira d o s" dentre os povos para Deus. 2. A Igreja. Os três propósitos de Deus com Israel são os mesmos para a Igreja: "M as vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou Julho/Agosto/Setembro - 2 0 17
  • 67. das trevas para a sua maravilhosa luz" (1 Pe 2.9). Assim como os israelitas, fom os chamados por Deus e separa­ dos para o seu serviço; agora som os "sacerdócio real, nação santa e povo adquirido". Desde os tempos do Antigo Testamento, a idolatria e a prostituição sempre caminharam juntas (Jz 8.33; Os 4.13,14). Esses são os mesmos desafios da igreja hoje: "Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição" (1 Ts 4.3). Devemos fugir da prostituição e também da idolatria (1 Co 6.18; 10.14). 3. Uma exigência natural. Essa exigência é mais do que natural por­ que Deus é Santo: "mas, como é santo aquele que vos cham ou, sede vós também santos em toda a vossa ma­ neira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo" (1 Pe 1.15,16) assim como o é seu Filho Jesus C risto (Lc 1.35; Jo 6.69). Da mesma maneira como Deus escolheu e santificou o povo de Israel para viver em santidade, assim também o Senhor Jesus nos chamou para vivermos uma vida santa. Israel precisava viver longe das práticas imorais dos cananeus, nós, da mesma forma devemos nos abster da prostituição. SÍNTESE DO TÓPICO II Da mesmaforma que Deus separou Israel para ser santo, Ele separou a Igreja para ser santa. SU BSID IO TEOLOGICO "Quem subirá ao monte do Senhor Quem estará no seu lugar santo? 'Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. Este receberá a bênção do Senhor e justiça do Deus da sua salvação' ([Sl 24]vv.3,4). Estou profundamente convencido de que oração pelo reavivamento é uma ofensa diante de Deus se não tivermos um coração puro. É quase uma blasfêmia ousar entrar na presença do Deus santo e pedir que nos abençoe se os nossos corações não estiverem puros diante dEle. A oração pelo reavivamento tem CONHEÇA M AIS •Santificação "A Santificação precisa ser distinguida da justificação. Na justificação, Deus atribui ao crente, no momento em que recebe a Cristo, a própria justiça de Cristo, e a partir de então vê esta pessoa como se ela tivesse morrido, sido sepultada e ressuscitada em novidade de vida em Cristo (Rm 6.4-10). É uma mudança que ocorre 'de uma vez por todas' na condição legal ou judicial da pessoa diante de Deus. A santi­ ficação, em contraste, é um processo progres­ sivo que ocorre na vida do pecador regene­ rado, momento a momento." Para conhecer mais, leia Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, p.1762. 201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 65
  • 68. um pré-requisito. Quem subirá ao monte do Senhor? Quem estará no seu lugar santo? Quem estará em sua presença? Quem estará na sala do trono - o santo dos santos-conforme descreve Hebreus 10?" (BLACKABY, Henry. Santidade: O plano de Deus para uma vida abundante, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2015. pp.77-78). III - A POSSIBILIDADE DE TERMOS UMA VIDA SANTA 1. A santificação posicionai. É o prim eiro aspecto da santificação, tam bém cham ado de santificação passada ou instantânea. É posicionai porque acontece uma m udança no ser humano, de pecador para santi­ ficado em Cristo (At 26.18; 1 Co 1.2). É a santificação que ocorre quando o pecador recebe, pela fé, a Jesus como Senhor e Salvador pessoal (1 Co 1.30). Essa santificação é instantânea, mas é também o começo de uma vida progressiva de santificação. Todos nós, salvos em Jesus, som os santos, e é assim que somos reconhecidos no Novo Testamento (At 9-13,32,A l) e é dessa maneira que o apóstolo Paulo se dirige aos crentes nas suas epístolas (Rm 1.7). A base dessa santificação é o sacrifício de Jesus (Hb 10.10,1A), mas ela é obra do Deus trino e uno por ocasião da conversão do pecador a Cristo (Jo 17.17; 1 Co 6.11; 1 Pe 1.2). 2. A santificação real. É conheci­ da como a santificação presente. Ela é progressiva (Pv 4.18). A cada dia avançamos em santidade: “Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, som os transform ados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor" (2 Co 3.18). O b­ serve que havia crentes carnais na Igreja de Corinto (1 Co 3.3) e, mesmo assim, eles são considerados "santos", 6 6 Lições Bíblicas /P ro fe s s o r por isso precisavam de crescimento espiritual (2 Pe 3.18). De igual modo, o apóstolo Pedro exorta à santificação (1 Pe 1.15,16) os m esm os que ele antes chama "santos" (1 Pe 1.2). Isso é possível porque som os nascidos de Deus (1 Jo 4.7; 5.1) e o Espírito Santo está em nós e habita em nós (Jo 14.17; 2 Tm 1.14). 3. A santificação futura. É o tercei­ ro aspecto da santificação, conhecido também como "glorificação" (Fp 3.11). Na ressurreição, seremos completos, e isso é extensivo à santificação, quando o Senhor Jesus declara "que transfor­ mará o nosso corpo abatido, para ser conform e o seu corpo glo rioso " (Fp 3.21). É nessa ocasião que verem os a Deus como Ele é (1 Jo 3-2). Essa é a nossa esperança. 4. É possível ser santo? Sim! É possível. E deve ser o desejo de todo cristão se parecer com Jesus e ter uma vida santa, assim como o Mestre teve. Pela sua infinita graça. Deus concede vida santa a todos os pecadores, desde que eles se arrependam e confessem o nome de Jesus (Rm 10.9,10). Assim, Deus disponibilizou três meios para a santificação: o sangue de Jesus: "E, por isso, também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta" (Hb 13.12); o Espírito Santo (2 Ts 2.13); e a própria Palavra de Deus (Jo 17.17; Ef 5.26). O Senhor nos forneceu todos os recursos neces­ sários para uma vida santa e separada do mundanismo (Rm 12.1,2). SÍNTESE DO TÓPICO III A santificação tem uma perspectiva passada, presente efutura, destacando a suficiência do sacrifício de Cristo. Juibo/Agosto/Setembro - 201 7
  • 69. "No mundo, os crentes são forasteiros e peregrinos (Hb 11.13; 1 Pe 2.11).(a) Não devem pertencer ao mundo (Jo 15-9), não se conformar com o mundo (ver Rm 12.2), não amar para o mundo (2.15), vencer o mundo (5.4),odiar a iniquidade do mundo (ver Hb 1.9), morrer para o mundo e ao Pai ao mesmo tempo (Mt 6.24; Lc 16.13; ver Tg 4.4).Amar o mundo significa estar em estreita comunhão com ele e dedicar-se aos seus valores, interesses, caminhos e prazeres. Significa ter prazer e satisfação naquilo que ofende a Deus e que se opõe a Ele (Lc 23.35). Note, é claro, que os ter­ mos 'mundo' e 'terra' não são sinônimos; Deus não proíbe o amor à terra criada, i.e., SUBSÍDIO TEOLÓGICO à natureza, às montanhas, às florestas, etc" (ARRINGTON, French L; SRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, pp.1957-58). CONCLUSÃO O nosso dever não consiste apenas em nos afastar do pecado e de toda a forma de paganismo, mas também de combatê-los com a pregação do evangelho e com nossa maneira de viver, assim como fizeram os primeiros cristãos. O cristia­ nismo é a única religião do planeta que tem o Espírito Santo (Jo 14.16,17). É Ele quem nos capacita a viver em santidade e a vencer as tentações. Somos privilegiados porque temos Jesus e o Espírito Santo. PARA REFLETIR A respeito da necessidade e da possibilidade de ter uma vida santa, responda: •Oual o significado de qadash e qual o sentido de santificação? O verbo hebraico qadash,"ser santo", e seus derivados "santo, santificar, dedicar, consagrar", no Antigo Testamento, significam "separar". •O que é santificação posicionai? É o primeiro aspecto da santificação, também chamado de santificação passada ou instantânea. • O que é santificação real? É conhecida como a santificação presente. • O que é santificação futura? É o terceiro aspecto da santificação, conhecido também como "glorificação" (Fp3.ll). • Quais os três meios que Deus disponibilizou para a santificação? Deus disponibilizou três meios para a santificação: o sangue de Jesus; o Espírito Santo (2 Ts 2.13) e a própria Palavra de Deus (Jo 17.17; Ef 5.26). CONSULTE Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 71, p. 40. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos. 201 7 - Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 67
  • 70. Lição 10 3 de Setembro de 2017 As Manifestações do Espírito Santo Tento Áureo Verdade Prática "Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar." (At 2.39) Cremos na atualidade do batismo no Espírito Santo e dos dons espi­ rituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação. LEITURA DIARIA S e gu n d a -A t 2.1-4 A descida do Espírito no dia de Pentecostes T e rça-A t 2.33 0 batismo no Espírito Santo é resultado da obra de Cristo Quarta - At 10.44-46 A glossolalia Quinta - 1 Co 12.1 Não devemos ser ignorantes acerca dos dons espirituais Senta- 1 Co 12.7 Os dons espirituais Sábado - 1 Co 12.4 São muitos os dons espirituais 68 Lições Bíblicas /Professor julho/Agosto/Setembro - 201 7 WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
  • 71. LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Atos 2.1-6; 1 Coríntios 12.1-7 - Cumprindo-se o dia de Pen- - Acerca dos dons espiri- tecostes, estavam todos reunidos no tuais, não quero, irmãos, que sejais mesmo lugar; ignorantes. - e, de repente, veio do céu um som, - Vós bem sabeis que éreis gentios, como de um vento veemente e impe- levados aos ídolos mudos, conforme tuoso, e encheu toda a casa em que éreis guiados, estavam assentados. - E foram vistas por eles línguas d e r q U e ninguém quefala pelo Espírito repartidas, como que defogo, as quais de Deus diz:Jesus éanátema! E ninguém pousaram sobre cada um deles. pode djzer q U e jesus é o Senhor, senão - E todos foram cheios do Espírito Pe^° Espírito Santo. Santo e começaram a falar em outras . 0ra há djversidcde de donSi mas línguas, conforme o Espírito Santo lhes 0 Espjrit0 é 0 mesmo concedia que falassem. multidão e estava confusa, porque cada - Mas a manifestação do Espírito é um os ouviafalar na sua própria língua, dada a cada um para o quefor útil. HINOS SUGERIDOS: 85,122, 290 da Harpa Cristã OBJETIVO GERAL Mostrar que o batismo no Espírito Santo e os dons espirituais estão disponíveis a todo crente. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico Icom os seus respectivos subtópicos. - Portanto, vos querofazer compreen- - E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. - E,correndo aquela voz, ajuntou-seuma o mesmo Deus que opera tudo em todos. rias da descida do Espírito Santo; Q Explicar a natureza das línguas. 0 Mostrar o significado e o propó- ^ Apontar as implicações doutriná- sito do batismo no Espírito Santo; © Afirmar a atualidade dos dons espirituais. 2017 •Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 69
  • 72. • INTERAGINDO COM O PROFESSOR Prezado professor, prezada professora, esta lição é uma exposição sobre um dos mais importantes temas da teologia pentecostal: batismo no Espírito Santo. Essa doutrina trata de uma experiência bíblica, histórica e atual que ao longo da história do Movimento Pentecostal tem sido amplamente reafirmada. COMENTÁRIO INTRODUÇÃO As manifestações do Espírito de Deus, tais como veremos, dizem respeito, pri­ meiramente ao batismo no Espírito Santo e aos dons espirituais. São dois temas da teologia pentecostal que nunca se esgo­ tam e são importantes porque se tratam de evidências bíblicas de que a comunicação divina com o seu povo, e com cada crente individual, nunca cessou. Não somente a Bíblia, mas também 0 testemunho da história, e da ex­ periência cristã, corrobora essa verdade. É sobre isso que trata o nosso estudo. 1- A DESCIDA DO ESPÍRITO SANTO 1. A experiência do Pentecostes. Não é difícil descobrir na Bíblia o que é o batism o no Espírito Santo. João Batista disse: "E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; não sou digno de levar as suas sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo" (Mt 3.11). Há inúmeras interpretações dessa passagem. No entanto, o próprio Senhor Jesus se referiu a esse batismo como a promessa do Pai (At 1.4) e acrescentou: "Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias" (At 1.5). Essa declaração vincula Mateus 3.11 com a experiência do dia de Pentecostes relatada em Atos 2.2-4. 70 Lições Bíblicas /Professor A prova disso é que o apóstolo Pedro identificou a experiência de Cornélio (At 10.44-46) com a promessa anunciada por João Batista e reiterada pelo Senhor Jesus (At 11.15-17). 2. Batismo "no" Espírito Santo ou ”com o" Espírito Santo? As duas traduções são legítimas à luz da gramática grega e aceitáveis de acordo com o contexto. A ideia de batismo no Novo Testamento é de imersão, subm ersão (Rm 6.3,4; Cl 2.12). A Almeida Revista e Atualizada tem uma nota em Mateus 3.11 e Atos 1.5 informando "com; ou em" e a Nova Versão Internacional também traz uma nota similar. A Versão Almeida Revisada da Imprensa Bíblica Brasileira emprega "batizar em água" e "batizar no Espírito Santo" nas referidas passagens, respectivamente. Nós adotamos “em água" e "no Espírito Santo", pois "com", pode parecer aspersão, o que contradiz a ideia de imersão. 3- Os sinais sobrenaturais. Há três sinais que mostram a ação sobrenatural do Espírito Santo por ocasião de sua des­ cida no dia de Pentecostes: o som como de um vento (At 2.2), a visão das línguas repartidas como que de fogo (2.3) e o falar em línguas (2.4). Os dois primeiros sinais jamais se repetirão, pois foram ma­ nifestações exclusivas que tiveram como objetivo anunciar a chegada do Espírito Santo. Alguém tão importante quanto o Filho, cuja encarnação e nascimento em Julho/Agosto/Setembro - 201 7 PONTO CENTRAL As manifesta­ ções do Espíri­ to Santo são atuais.
  • 73. Belém, ainda que extraordinários, porque o Verbo se fez carne (Lc 2.9-11; Jo 1.4), não tiveram sinais semelhantes. Além de marcar a chegada do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, as manifestações sobrenaturais também inauguraram a Igreja. Assim, o som soava como vento, mas não era vento, e da mesma forma a visão não era fogo, mas lembrava o fogo de Deus (Êx 3.2; 1 Rsl8.38). Foi um acontecimento singular, algo que ocorreu uma única vez. SÍNTESE DO TÓPICO I O vento, a visão das línguas e o falar em línguas remontam a descida do Espírito Santo em Pentecostes. SU BSÍD IO DIDÁTICO Para auxiliar na preparação da sua aula, há alguns term os im portantes que você deve conhecer bem a fim de ter êxito no assunto em foco. Por isso, reproduzimos esses três termos a fim de enriquecer a explicação deste tópico. Observe o quadro abaixo. II - A NATUREZA DAS LÍNGUAS 1. Fonte. As línguas do Pentecostes eram sobrenaturais, pois foram carac­ terizadas como "outras línguas, confor­ me o Espírito Santo lhes concedia que falassem" (At 2.4). 0 termo grego para "outras" aqui é héterais, de héteros, "outro de tipo diferente". Há quem questione esse conceito, mas a fonte delas é o próprio Espírito Santo, o que torna a evidência visível e contundente. A outra evidência está presente na audição, e não simplesmente na fala, pois "cada um os ouvia falar em sua própria língua" (2.6). Lucas repete essa informação por mais duas vezes (vv.8,11). E, no versículo 11, ele acrescenta: [...] “Todos os temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus". 2. Aglossolalia. É a manifestação da línguas estranhas no batismo no Espírito Santo bem como das línguas como um dos dons espirituais. Trata-se um termo técnico de origem grega glossa, "língua, idioma", e de lalía, "modo de falar" (Mt 26.73), conjugado à "linguagem" (Jo 8.43), substantivo derivado do verbo grego lalein, "falar". A expressão lalein glossais, "falar línguas" (1 Co 14.5), é usada no Novo Testamento para indicar "outras línguas". Éimportante saber que as línguas manifestas no dia de Pentecostes são as mesmas que aparecem na lista dos dons espirituais (1 Co 12.10,28; 14.2). Ambas são de origem divina e sobrenatural, mas são diferentes apenas quanto à função. PNEUMATOLOGIA PARACLETO GLOSSOLALIA [De pneuma, espí­ rito + logia, estudo] Estudo sistemático da Terceira Pessoa da Santíssima Trin­ dade [...]. Onde a análise da pessoa, obra e ministério do Espírito Santo é con­ templada. Advogado. De­ fensor. Um dos títulos do Espíri­ to Santo. A glossolalia, conhecida também como dom de línguas, línguas es­ tranhas ou variedades de línguas, é um dom espiritual que, à seme­ lhança dos demais [...], continua atual e atuante na vida da Igreja. 0 objetivo da glossolalia é anunciar sobrenatural e extraordinariamente o Evangelho de Cristo, como acon­ teceu no Dia de Pentecoste (At 2). Texto adaptado do Dicionário Teológico, editado pela CPAD. 201 7 - Julho/Agosto/Setem bro Lições Bíblicas /Professor 71
  • 74. 3. Sua continuação. O falar em "ou­ tras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem" (At 2.4), é a evidência inicial do batismo no Espírito Santo. Essa experiência se repete na his­ tória da Igreja. Isso aconteceu na casa do centurião Cornélio: "E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus" (At 10.45,46), exatamente como aconteceu no dia de Pentecostes. Outra vez, o mesmo fenômeno acontece com a chegada de Paulo em Éfeso, em sua terceira viagem missionária (At 19.6). As línguas, as profecias e a ciência são válidas para os nossos dias, mas vão cessar por ocasião da vinda de Jesus (1 Co 13.8-10). SÍNTESE DO TÓPICO II As línguas do Pentecostes, línguas es­ tranhas, são de natureza sobrenatural. SUBSÍDIO TEOLÓGICO "[...] A xenolalia é, ao mesmo tem­ po, a mais difícil variação da glossolalia para documentar e a mais amplamente registrada. Por exemplo, Emílio Conde relatou, na obra História das Assem ­ bleias de Deus no Brasil, p.67, que no primeiro batismo nas águas na cidade de Macapá (AP), em 25 de dezembro 1917, a nova convertida Raim unda Paula de Araújo, ao sair das águas foi batizada com o Espírito Santo. Ela falou em línguas estranhas com tanto poder que os assistentes encheram -se de temor de Deus. Os judeus negociantes da cidade haviam com parecido ao batismo. Um deles, Leão Zagury, ficou tão em ocionado e m aravilhado com a m ensagem que ouvira que não se 72 Lições B íblicas /P ro fe s s o r conteve e clamou em alta voz no meio da multidão: 'Eis que vejo a glória do Deus de Israel, pois esta mulher está falando a minha língua'. 0 judeu não era crente. Porém, Deus, através da crente Raimunda, falou-lhe em he­ braico" (ARAÚJO, Isael. D icio ná rio do M ovim ento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.332). III - SIG N IFICAD O E PROPÓ SITO 1. O batismo no Espírito Santo não é sinônimo de salvação. Trata-se de bênçãos diferentes. Todos os cren­ tes em Jesus já têm o Espírito Santo. Na regeneração, o Espírito promove o novo nascimento, que é um ato direto do Espírito Santo (Jo 3.6-8). 0 pecador recebe o Espírito no exato momento em que aceita, de verdade, a Jesus (Gl 3.2; Ef 1.13). Os discípulos de Jesus já tinham seu nome escrito no céu (Lc 10.20) e igualmente tinham o Espírito Santo m esm o antes do Pentecostes (Jo 20.22). 2. Definição e propósitos. 0 batis­ mo no Espírito Santo é o recebimento de poder espiritual para realizar a obra da expansão do Evangelho em todo o mundo (Lc 24.46-49). 0 seu propósito é capacitar o crente a viver uma vida cristã vitoriosa e, sobretudo, para tes­ temunhar com ousadia sobre a sua fé em Cristo (At 1.8). É um revestimento de poder para viver a vida regenerada, um poder espiritual que contribui para a edificação interior da vida cristã do crente e que o ajuda quando a mente não pode fazê-lo. SÍNTESE DO TÓPICO III 0 duplo propósito do batism o no Espírito remonta a expansão do Evangelho e a capacitação do crente. julho/Agosto/Setembro • 201 7
  • 75. "[...] Os pentecostais acreditam que a experiência distintiva do batismo no Espírito Santo, tal como Lucas a descreve, é crucial para a Igreja contemporânea. Strons- tad diz que as implicações da teologia de Lucas são claras: 'Já que o dom do Espírito era carismático ou vocacional para Jesus e a Igreja Primitiva, assim também deve ter uma dimensão vocacional na experiência do povo de Deus hoje'. Por quê? Porque a Igreja hoje, da mesma forma que a Igreja em Atos dos Apóstolos, precisa de poder dinâmico do Espírito para evangelizar o mundo de modo eficaz e edificar o corpo de Cristo. O Espírito veio no dia de Pen­ tecostes porque os seguidores de Jesus 'precisavam de um batismo no Espírito que revestisse de poder o seu testemunho, de tal maneira que outros pudessem também entrar na vida e na salvação'. E, por ter vindo no dia de Pentecostes, o Espírito volta repetidas vezes, visando o mesmo propósito" (HORTON, Stanley (Ed.).Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p.456). IV -O S DONS ESPIRITUAIS 1. Osdons espirituais.São manifesta­ ções do poder de Deus que nos capacitam a continuar a missão de Cristo no mundo SUBSIDIO TEOLOGICO e as demonstrações desse poder na vida da Igreja (At 1.8). A Igreja não se sustenta sozinha, por isso o Senhor Jesus enviou o Espírito Santo (Jo 14.16-18). Há pelo me­ nos três listas desses dons (Rm 12.6-8; 1 Co 12.8-10,28-30), embora não ousamos dizer que sejam apenas esses, pois não existe uma lista exaustiva deles no Novo Testamento. 2. Os dons são dados aos crentes individualmente. A manifestação dos dons ocorre por meio das três Pessoas da Trindade: pelo Espírito, na "diversidade de dons" (1 Co 12.4); pelo Senhor, na "diver­ sidade de ministérios" (v.5); e pelo Deus Pai, na "diversidade de operações (v.6). Mas a fonte dos dons é o Espírito Santo e, por isso, essa manifestação é dada por Ele "a cada um para o que for útil" (1 Co 12.7) e não para exibição ou ostentação do crente, porque o mérito é do Senhor Jesus (At3.12). Outra vez o apóstolo enfatiza a origem dos dons, o Espírito Santo, pois reconhece que é este mesmo quem "opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer" (1 Co 12.11). SÍNTESE DO TÓPICO IV Os dons espirituais são dádivas atemporais de Deus dadas a cada crente. CONHEÇA MAIS -Glossolalia "[Do gr. glosso, língua + lalia, falar em língua] Dom sobrenatural concedido pelo Espírito Santo, que capacita o crente a fazer enunciados proféticos e de enaltecimen- tos a Deus em línguas que lhe são desconhecidas. [...] A glossolána, conhecida também como dom de línguas, línguas estranhas ou variedade de línguas, é um dom espiritual que, à semelhança dos demais, não ficou cir­ cunscrito aos dias dos apóstolos: continua atual e atuante na vida da igreja". Para conhecer mais, leia Dicionário Teológico, CPAD, pp.201-02. 201 7 - Julho/Agosto/Setembro Lições Bíbiicas /Professor 73
  • 76. "D o n s Espirituais. Recursos ex­ traordinários que o Senhor Jesus Cristo, mediante o Espírito, colocou à disposição da Igreja, visando: l) o aperfeiçoamento dos santos; 2) a ampliação do conheci­ mento, do poder e da proclamação do povo de Deus; e: 3) chamar a atenção dos incrédulos à realidade divina. Os dons espirituais dividem-se em três grupos: I - Dons de Revelação. Palavra da sabedoria, palavra do conhecimento e discernimento de espíritos. Através dos quais a Igreja é capacitada a conhecer de maneira sobrenatural. II - Dons de Poder. Fé, Maravilhas e Cura. Por intermédio dos quais a Igreja pode agir de forma extraordinária. SUBSÍDIO TEOLÓGICO IV III - Dons de Alocução. Línguas interpretação e profecia. Por meio dos quais a Igreja recebe a graça de proclamar os arcanos divinos de modo milagroso" (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicio­ nário Teológico. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p.127-28). CONCLUSÃO A descida do Espírito Santo é acom panhada dos dons espirituais. Eles são atuais na vida da Igreja e são dados a cada um para o que for útil, sem pre para o bem da igreja local. Trata-se de ferramentas importantes e indispensáveis para os crentes, ra­ zão pela qual devem os lhes dar a de­ vida atenção. PARA REFLETIR A respeito das manifestações do Espírito Santo, responda: • Qual sinal sobrenatural ocorrido no dia de Pentecostes que se repete na história da Igreja? A glossolalia. • O que é a glossolalia? É a manifestação das línguas estranhas no batismo no Espírito Santo bem como das línguas como um dos dons espirituais. • Oual é a evidência inicial do batismo no Espírito Santo? O falar em "outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem" (At 2.4), é a evidência inicial do batismo no Espírito Santo. • Qual o propósito do batismo no Espírito Santo? O seu propósito é capacitar o crente a viver uma vida cristã vitoriosa e, sobretudo, para testemunhar com ousadia sobre a sua fé em Cristo (At 1.8). • Que são dons espirituais? São manifestações do poder de Deus que nos capacitam a continuar a missão de Cristo no mundo e as demonstrações desse poder na vida da Igreja (At 1.8). CONSULTE Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 71, p. 41. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos. 74 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
  • 77. Lição 11 10 de Setembro de 2017 Dia Nacional de Missões A Segunda Vinda de Cristo Tento Áureo "Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem." (Mt 24.27) Verdade Prática A Segunda Vinda de Cristoserá em duasfases distintas: primeira — invisível ao mundo, para arrebatara sua Igreja;segunda — visível e cor­ poral, com a sua Igrejaglorificada. LEITURA DIÁRIA Segunda-Jo 14.3 0 Senhor Jesus Cristo prometeu nos levar para o céu Terça-Lc 17.34-36 0 arrebatamento da Igreja acontecerá repentinamente Quarta -Jd 14 A vinda de Jesus em glória Q uinta-M t 24.21 Após o arrebatamento da Igreja se seguirá a Grande Tribulação Sexta- 2 Co 5.10 0 Tribunal de Cristo Sábado-Ap 22.20 Jesus em breve virá 2017 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 75 WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
  • 78. LEITURA BÍBLICA EM CLASSE 1 Tessalonicenses 4.13-18; Lucas 21.25-27 - Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos quejá dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. - Porque, se cremos que Jesus mor­ reu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com ele. - Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. • Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que mor­ reram em Cristo ressuscitarão primeiro; - depois, nós, os queficarmos vivos, seremos arrebatadosjuntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. - Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras. - E haverá sinais no sol, e lua, e nas estrelas, e, na terra, angús­ tia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas; - homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo, porquanto os poderes do céu serão abalados. - E, então, verão vir o Filho do Homem numa nuvem, com poder e grande glória. HINOS SUGERIDOS: 323,442, 547 da Harpa Cristã OBJETIVO GERAL Apresentar a doutrina bíblica a respeito da segunda vinda de Cristo. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tó­ pico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos. O Analisar os eventos futuros; O Identificar os termos bíblicos para a segunda vinda de Cristo; © Explicar os eventos da segunda vinda de Cristo. 76 Lições B íb lic a s /P ro fe s s o r Julho/Agosto/Setem bro - 201 7
  • 79. • IN TERAG IN DO CO M O PRO FESSO R A vinda do Senhoréuma promessafeitapelopróprioSenhorJesus. É uma promessa de esperança para todos os que creem. Por isso, a Palavra de Deus nos exorta a viver como se Cristo voltasse a qualquermomento. A iminência da volta do Senhor trazao crente uma consciência de vivermos uma vida mais santa, de maiorseriedade com a evangelização dos não-crentes e desejo de estar mais perto do Senhor. COMENTÁRIO INTRODUÇÃO A Bíblia mostra a segunda vinda de Cristo em duas fases: a primeira é o arrebatamento da Igreja, e a segunda é a sua vinda em glória. Entre esses dois eventos, haverá na terra a Grande Tribu­ lação, o julgamento divino sobre todos os moradores do mundo e no céu o Tribunal de Cristo seguido das Bodas do Cordeiro. 0 nosso en­ foque aqui é a fundamentação bíblica desses eventos. Mas o tema escatológico não se esgota com o que trataremos e a sua continuação se dará na próxima lição. I - O S EVENTOS DO PORVIR 1. Fonte de predição. Não há outra fonte de predições verdadeiras a não ser a Bíblia Sagrada, por meio da qual Deus nos diz tudo o que precisamos saber sobre os eventos do porvir. Ela é a única fonte confiável. Esses eventos são uma série de acontecimentos do epílogo da história humana que envolve o arrebatamento da Igreja (1 Ts 4.16,17), a vinda de Jesus em glória (Mt 24.30; Ap 1.7), o juízo de Deus sobre a terra no fim dos tempos (Mt 24.21), o futuro glorioso de Israel (Is 62.2,3) e o reino milenar de Cristo (Is 97; 11.10). São acontecimentos anunciados desde o princípio do mundo, desde Eno­ que (Jd 14) até o apóstolo João, o último 201 7 - Julho/Agosto/Setem bro dos apóstolos, no livro de Apocalipse. 2.0 destino dos impérios da anti­ guidade. As profecias sobre os impérios antigos, como a queda da Babilônia para nunca mais se erguer no cenário mundial (Is 13.19,20) e ascensão e queda dos im­ périos medo-persa, grego e romano nos capítulos 7 e 8 de Daniel, entre outros profetas, se cumpriram, e a própria História confirma esses fatos. As profecias messiânicas se cumpriram com abundâncias de detalhes, como o nascimento do Messias de uma virgem, na cidade de Belém, seu julgamen­ to diante de Pôncio Pilatos, sua morte, sua ressurreição e a ascensão ao céu, entre outros. 3. Sobre as Diásporas judaicas. As profecias apontam, de antemão, as duas dispersões do povo judeu e as suas respectivas restaurações. A primeira Diáspora (Jr 16.13) e seu retorno (Ed 1.1- 3); a segunda Diáspora, anunciada pelo próprio Senhor Jesus Cristo: "E cairão a fio de espada e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem" (Lc 21.24), com o seu respectivo retorno depois de mais de 18 séculos à terra de seus antepassados, tal como fora anunciado pelos profetas do Antigo Testamento, como Jeremias (Jr 31.17), Ezequiel (Ez 11.17; 36.24; 37.21), Amós (Am 9.14,15) e Zacarias (Zc 8.7,8). Lições Bíblicas /Professor 77 PONTO CENTRAL A segunda vinda de Cristo se dará em duas fases: o arrebatamento e a vinda.
  • 80. SÍNTESE DO TÓPICO I A fonte para todos os eventos do futuro são as Sagradas Escrituras. SUBSÍDIO TEOLÓGICO "Um a das características mais ini­ gualáveis dos verdadeiros profetas do AT era a habilidade que tinham de prever os eventos futuros com perfeita exatidão. 0 próprio Deus previu o cativeiro de Israel no Egito e o seu subsequente livramento (Cn 15.13-18). Moisés previu a conquista bem-sucedida da Terra Prometida pelos israelitas sob o comando de Josué (Dt 31.23). Samuel previu o fracasso da di­ nastia de Saul(l Sm 15.28). Natã previu as consequências do pecado de Davi e seus efeitos sobre a sua própria família (2 Sm 12.7-12). Elias previu as mortes de Acabe e Jezabel (1 Rs 21.19-23). isaías previu o livramento de Jerusalém da invasão assíria de Senaqueribe (2 Rs 19.34-37). Jeremias previu o cativeiro dosjudeus por setenta anos na Babilônia" (LAHAYE, Tim; HINDSON, Ed. (Eds.). Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, pp.120-21). II - TERM O S BÍBLICOS PARA A SEC U N D A V IN D A DE CRISTO 1. Vinda. A palavra parousia (que se pronuncia “parussía") significa "vinda, chegada, presença, volta, visita real, advento, chegada de um rei". No as­ pecto escatológico, este substantivo se refere tanto ao arrebatamento da igreja (1 Ts 4.15) como à vinda de Cristo em glória com sua Igreja (2 Ts 2.8). 0 outro termo é érchomai, "ir" e também "vir". Duas coisas opostas? Sim, desde que se considere o movimento entre o ponto de partida e o ponto de chegada. Para quem está no ponto de partida é "ida", mas, para quem estiver no ponto 78 Lições B íblicas /P ro fe s s o r de chegada, é "vinda". Esse verbo apa­ rece em referência à vinda de Jesus (Jo 14.3) e também à sua vinda em glória (At 1.11; Jd 14; Ap 1.7). 2. Manifestação, aparição. 0 subs­ tantivo grego aqui é epipháneia, que só aparece seis vezes no Novo Testamento, com uso exclusivam ente paulino, e todas as ocorrências dizem respeito à vinda de Jesus, desde a encarnação do Verbo (2 Tm 1.10). 0 apóstolo Paulo exorta os crentes para uma vida irre­ preensível até "à aparição de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Tm 6.14); “e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo" (Tt 2.13). 0 termo é também traduzido por "vinda" em referência ao arrebatamento da Igreja (2 Tm 4.8). O apóstolo o em­ prega ainda para se referir à segunda vinda de Cristo em glória: "Conjuro-te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu Reino" (2 Tm 4.1), ou conforme encontra-se na Almeida Revista e Atualizada, "pela sua manifestação e pelo seu reino". 3. Revelação. 0 termo é apokalypsis. 0 apóstolo Pedro emprega essa palavra para se referir ao arrebatamento da Igreja (l Pe 1.7). Esse termo é traduzido ainda como "manifestação", também em referência ao arrebatamento da Igreja: "De maneira que nenhum dom vos falta, esperando a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Co 1.7) ou de acordo com a versão Almeida Revista e Atualizada, "aguardando vós a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo". SÍNTESE DO TÓPICO II "Vinda", "manifestação", "aparição" e "revelação"são termos bíblicos que remontam a segunda vinda de Cristo. julho/Agosto/Setembro - 201 7
  • 81. Além dos termos bíblicos serem importantes para o estudo da segun­ da vinda de Cristo, outros termos, de cunho teológicos, são também de suma importância ao professor dominá-los. Veja abaixo: III - O S EVENTOS DA SEG UNDA V IN D A DE CRISTO 1. 0 arrebatamento da igreja. É o rapto dos santos da terra, um aconte­ cimento global e simultâneo em todo o planeta. A profecia contempla até os fusos horários, pois uns estarão dormindo à noite e outros trabalhando nesse exato momento (Lc 17.34-36). Esse evento será inesperado, algo rá­ pido, em fração de segundo, e invisível aos olhos humanos: "num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós serem os transform ados" (1 Co 15.52, ARA). Os mortos salvos, os que "dormiram em Cristo", ressuscitarão primeiro (1 Ts 4.16b); em seguida, nós, os crentes em Jesus que estiverm os v iv o s nessa ocasião, com o corpo corruptível já revestido da incorrupti­ SUBSÍDIO PEDAGÓGICO bilidade, quando aquilo que é mortal estiver revestido da imortalidade (1 Co 15-53), serem os arrebatados da terra para o encontro com o Senhor Jesus nas nuvens (1 Ts 4.16,17). Essa é a primeira fase da segunda vinda de Cristo, a esperança da Igreja (Fp 3.21). 2. A vinda de Cristo em glória. Sete anos depois do arrebatamento da Igreja, o Senhor virá em glória, visível aos olhos humanos (Mt 24.30,31; Lc 21.25-28). Nesse retorno de Jesus à terra, Ele virá acompanhado dos santos (1 Ts 3.13; Jd 14). 0 propósito aqui éjulgar as nações (Jl 3.12-14; Mt 25.31,32), restaurar o trono de Davi (Zc 12.8-14) em cumprimento à promessa de Deus feita por meio do anjo Gabriel:"[...] e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e reinará eterna­ mente na casa de Jacó, e o seu Reino não terá fim" (Lc 1.32,33); destruir a besta e o falso profeta (2 Ts 2.8; Ap 19 19,20) e estabelecer o seu reino de justiça e paz na terra, o reino de Deus de mil anos (Is 2.4; Ap 20.2,3). 3. A Grande Tribulação. É o período de transição entre a Dispensação da Igreja e o Milênio, um tempo de angús­ tia e sofrimentos sem precedentes na história (Dn 12.1; Jl 2.2; Mt 24.21; Mc Eschaton: ”[Do gr. schaton, últimas coisas] Termo teológico que denota a culminação de todas as coisas segundo os decretos divinos." Escatologia: "[Do gr. escathos, ultimas coisas + logia, discurso racional] Estu­ do sistemático e lógico das doutrinas concernentes às últimas coisas. Compreendida como um dos capítulos da dogmática cristã, a escatologia tem por objeto os seguintes temas: estado intermediário, arrebatamento da Igreja, Grande Tribulação, Mi­ lênio, Julgamento Final e o estado perfeito eterno." Escatologia Individual: "[Do gr. escathos, ultimas coisas + logia, discurso racional; do lat. individu, pessoa] Estudo das últimas coisas que dizem respeito exclusivamente ao indivíduo, tratando de sua morte, estado intermediário, ressurreição e destino eterno. Neste con­ texto, nenhuma abordagem é feita, quer a Israel, quer a Igreja." Textoadaptado do Dicionário Teológico,editado pela CPAD. 201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 79
  • 82. 13.19), também conhecido como "o Dia do Senhor" (Jl 1.15; 2 Pe 3.10). A Igreja não passará por esse período, que é conhecido como a "Grande Tribulação" (1 Ts 1.10). Será a era do anticristo (2 Ts 2.7-9), identificado como a besta (Ap 13.2-8). 0 falso profeta será o porta-voz do anticristo, que enganará o povo por meio dos falsos milagres (Ap 16.13,14). O anticristo fará um concerto com a nação de Israel por uma "sem ana de anos" (Dn 9-27), mas na metade deste período o concerto será rompido, pois os judeus descobrirão que fizeram um acordo com o próprio Diabo. Só a partir daí é que começa o período da angústia de Jacó (jr 30.7). Todos esses horrores estão registrados a partir do capítulo 6 de Apocalipse. Este período foi determinado por Deus para fazer justiça contra a rebelião dos moradores da terra e para preparar a nação de Israel para o encontro com o seu Messias (Am 4.12). 4.0 Tribunal de Cristo e as Bodas do Cordeiro. Enquanto a Grande Tribula­ ção acontece na terra; no céu, os santos estarão recebendo a recompensa por aquilo que cada um fez em vida pela causa do evangelho (1 Co 3.12-15; Ap 22.12). É o chamado Tribunal de Cristo (2 Co 5.10), a premiação dos salvos. Não se trata de um julgam ento para a salvação ou condenação. Todos os presentes já são salvos em Jesus, visto que a salvação é pela graça; aqui se trata de mais uma bênção aos salvos. Em seguida, virá a festa das bodas do Cordeiro (Ap 10.9), o grande banquete que celebrará a união de Cristo com a sua Igreja. SÍNTESE DO TÓPICO III 0 arrebatamento, a grande tribula­ ção e vinda em glória são os eventos da segunda vinda de Cristo. SUBSÍDIO TEOLÓGICO ”0 Senhor advertiu-nos quanto ao tempo de sua vinda: 'Mas, daquele Dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai. Olhai, vigiai e orai, porque não sabeis quando chegará o tempo' (Mc 13.32,33). Jesus também disse aos discípulos, momentos antes de subir aos céus, que não lhe pertencia ’saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder' (At 1.7). A data do retorno de Cristo não é prerrogativa nossa. Contudo, há algum as linhas mestras que devem os observar para que não sejamos surpreendidos. CONHEÇA MAIS *Escatologia ”[Do gr. escathos, últimas coisas + logia, discurso racional] Estudo sistemático e lógico das doutrinas concernentes às últimas coisas. Compreendida como um dos capítulos da dogmática cristã, a escatologia tem por objeto os seguintes temas: Estado Intermediário, Arrebatamento da Igreja, Grande Tribulação, Milênio, Julgamento Final e o estado perfeito eterno". Para conhecer mais, leia Dicionário Teológico, CPAD, p.165. 80 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
  • 83. Em vista da necessidade de nos mantermos sempre alertas, podemos falar da bendita esperança como algo que fosse acontecer a qualquer momen­ to. Não queremos dizer com isso que o Senhor Jesus poderia ter retornado imediatamente após a sua ascensão. Todavia, atentemos para a parábola na qual Jesus pintou um 'hom em nobre' que 'partiu para uma terra remota, a fim de tomar para si um reino e voltar depois. E, chamando dez servos seus, deu-lhes dez minas e disse-lhes: Ne­ gociai até que eu venha' (Lc 1911-27). Esta com paração dá a entender que haveria uma ausência considerável. Haja vista o dinheiro confiado aos servos. Era sinal de que estes deveriam cumprir suas tarefas com fidelidade. Como eles não sabiam o tempo exato do retorno de seu senhor, não podiam mostrar-se negligentes: teriam de cuidar com o máximo zelo dos negócios do mestre" (MENZIES, William W.; HORTON, Stanley M. Doutrinas Bíblicas: Os Fundamentos da Nossa Fé. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, pp.184-85). CONCLUSÃO Essas amostras proféticas servem como garantias de que tudo o que está escrito para o fim dos tem pos irá de igual modo se cumprir (Jr 1.12). A nossa esperança não se baseia numa utopia, mas em fatos revelados na Palavra de Deus e confirm ados pela História. A escatologia bíblica é a continuação do processo histórico. PARA REFLETIR A respeito da Segunda Vinda de Cristo, responda: • Ouais os term os usados para a segunda vinda de Cristo? Vinda, manifestação e revelação. • O uais os eventos da segunda vinda de Cristo? O arrebatamento da igreja, a Grande Tribulação e a vinda de Cristo em glória. • O que é o arrebatam ento da Igreja? É o rapto dos santos da terra, um acontecimento global e simultâneo em todo o planeta. • O que é a Grande Tribulação? É o período de transição entre a Dispensação da Igreja e o Milênio, um tempo de angústia e sofrim entos sem precedentes na história, também conhecido como "o Dia do Senhor". • O que são o Tribunal de Cristo e as Bodas do Cordeiro? É a premiação dos salvos. Não se trata de um julgamento para a salvação ou condenação. Em seguida, virá a festa das bodas do Cordeiro (Ap 10.9), o grande banquete que celebrará a união de Cristo com a sua Igreja. CONSULTE Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 71, p. 41. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos. 201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Biblicas /Professor 81
  • 84. Lição 12 17 de Setembro de 2017 0 Mundo Vindouro "E vi um novo céu e uma nova terra. _ , . , m Cremos no Juízo Final, no qual serao Porqueja o primeiro ceu e a primeira _ ^ terra passaram, e o marjá não existe." julgados os quefizerem parte da Úl- ^ . tima Ressurreição; e cremos na vida (A p 21.1) . . ... r eterna para os infiéis. LEITURA DIÁRIA Segunda-At 24.15 Todos os mortos serão ressuscitados Terça-Is 65.20-22 A longevidade humana, caracterís tica do Reino Milenar de Cristo Quarta - 1 Co 15.26 A morte será aniquilada para sem­ pre no Juízo Final 82 Lições Bíblicas /Professor Q uinta-M t 25.46 Há na eternidade um lugar para os justos e outro para os injustos Sexta- Ap 20.1-3 0 Milênio será instaurado por oca­ sião da vinda de Cristo em glória Sábado-Ap 22.3-5 Uma amostra da glória do lar dos santos Julho/Agosto/Setembro - 2 0 17 WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
  • 85. LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Apocalipse 21.1-5 - E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o marjá não existe. - E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. ■ E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus. - E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas. - E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve, porque estas palavras são verdadeiras efiéis. HINOS SUGERIDOS: 2, 36, 276 da Harpa Cristã OBJETIVO GERAL Expor a doutrina bíblica do Milênio, do Juízo Final e da nova criação de todas as coisas. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tó­ pico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos. Descrever a doutrina bíblica do Milênio; O Explicar o Juízo Final; ^ Esclarecer a doutrina bíblica sobre a nova Criação. 201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 83
  • 86. • IN TERAG IN D O CO M O PRO FESSO R "Eis quefaço novas todas as coisas", diz a Palavra de Deus (Ap 21.5). Será o dia em que Deusfará tudo novo. Um mundo novo. Uma realidade nova. Novo! Tudo novo! Será o tempo em que o Rei dos reis, o próprio Senhor, intervirá na história do mundo e trará consigo uma nova realidade. "Céus novos e terra nova"sintetizam a dimensão cosmológica dessa nova Criação. Será o dia em que de eternidade em eternidade estaremos sempre com o Deus da glória. Os santos apóstolos anelaram por essa esperança. Por isso, como Igreja do Senhor, somos estimulados pelas Escrituras a mantermos viva a chama da esperança da vinda do Senhor. COMENTÁRIO INTRODUÇÃO 0 mundo vindouro abordado na presente lição pretende mostrar o que virá depois do Juízo Final, o novo céu e a nova terra, a nova Jerusalém, o lar dos santos na eternidade e por toda a eternidade. Trata-se definitiva­ mente do epílogo da história humana. Mas haverá alguns eventos que precederão o m undo vindouro, com o o Reino de Cristo de mil anos, o Juízo Final e a ressurreição de todos os incrédulos, bem como o seu destino final. I- S O B R E O MILÊNIO 1. Descrição. 0 milênio é o reino de Cristo de mil anos. Nesse período, Satanás será aprisionado no abismo instalado por ocasião da vinda de Cris­ to em glória (Ap 20.2,3). Isso significa que a ação destruidora de Satanás na terra será neutralizada, iniciando-se assim uma nova ordem de coisas. É a tão almejada paz universal, pois nesse reino haverá perfeita paz, retidão e justiça entre os seres humanos e tam­ bém harmonia no reino animal (Is 9.7; 11.5-9). A longevidade das pessoas, a garantia do sucesso no trabalho e 84 Lições B íblicas /P ro fe s s o r a resposta im ediata às orações são algum as das características do reino do Messias (Is 65.20-25). A sede de seu governo será Jerusalém: "[...] porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém, a palavra do SENH OR" (Is 2.3). 0 Se­ nhor Jesus se assentará sobre o trono de Davi, e de Jeru­ salém reinará sobre toda humanidade. Esse reino, que trará salvação aos judeus, é a conclusão do programa divino sobre o povo de Israel (Is 59.20; Rm 11.26). 2. Sobre a ressurreição dos mor tos. A Bíblia ensina que os justos e os injustos serão ressuscitados (Dn 12.2; Jo 5.29; At 24.25). Mas em Apocalipse ficamos sabendo que há um intervalo de mil anos entre essas ressurreições. A primeira ressurreição é a dos justos, e a outra é a última ressurreição: "M as os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição" (Ap 20.5). São partes da prim eira ressurreição os santos provenientes da Era da Igreja e os do Antigo Testamento, juntamente com os mártires da Grande Tribulação (Ap 6.9-11; 20.4). Convém salientar que a ressurreição divide-se em duas Julho/Agosto/Setembro - 201 7 PONTO CENTRAL Deus consumará todas as coisas, pois haverá novos céus e nova terra.
  • 87. fases. Por ocasião do arrebatamento da Igreja (1 Co 15.52; 1 Ts A.16; Ap 20.6), serão ressuscitados os súditos do Rei dos reis. Quanto à ressurrei­ ção dos injustos, também conhecida como Ressurreição Universal ou ainda Última Ressurreição, envolverá todos os descrentes desde o princípio do mundo até aquele dia. SÍNTESE DO TÓPICO I Milênio: um tempo em que o Senhor Jesus reinará sobre toda a humanidade. SU BSÍD IO TEOLÓGICO "MILÊNIO A palavra 'm ilênio' vem dos ter­ mos latinos Mille e annum ('ano'). A palavra grega chilias, que também significa ‘mil', aparece por seis vezes em Apocalipse 20, definindo a duração do Reino de Cristo antes da destrui­ ção do velho céu e da velha terra. 0 Milênio, portanto, refere-se aos mil anos do futuro Reino de Cristo sobre a terra, que virá imediatamente antes da eternidade (Ryrie, pp.145-146). Durante o Milênio, Cristo reinará no tempo e no espaço. [...]PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS E CONDIÇÕES DO MILÉNIO 0 Milênio será um tempo de con­ trole tanto político como espiritual. Politicamente, ele será universal (Dn 2.35), discricionário (Is 11.4) e carac­ terizado pela retidão e justiça. Será zeloso para com os pobres (Is 11.3-5), mas trará recrim inação e juízo para quem transgredir as ordenanças do Messias (Sl 2.10-12). Este reino literal de Cristo sobre a terra também terá características espirituais. Acima de tudo, será um 2017 - Julho/Agosto/Setem bro reino de justiça, onde Cristo será o Rei e governará com absoluta retidão (Is 23.1). Será também um tempo em que se manifestarão a plenitude do Espírito e a santidade de Deus (Is 11.2-5). 'Naquele dia, se gravará sobre as campainhas dos cavalos: Santidade Ao Senhor [...] e todas as panelas em Jerusalém e Judá serão consagradas ao Senhor dos Exércitos' (Zc 14.20-21). Tudo, do trabalho à adoração, será santificado ao Senhor. O pecado será punido (Sl 72.1-4; Zc 14.16-21) de ma­ neira pública e justa. A era messiânica também será caracterizada por um reinado de paz (Is 2.4; 11.5-9; 65.25; Mq 4.3). As profecias de Isaías revelam outras características, incluindo: • Alegria (Is 9.3-4); • Glória (Is 24.23) • Justiça (Is 9.7); • Conhecimento pleno (Is 11.1-2); • Instruções e orientações (Is 2.2-3); • Fim da maldição sobre a terra e a eliminação de toda enfermidade (11.6-9; 33.24); • Maior expectativa de vida (Is 65.20); • Prosperidade no trabalho (Is 4.1; 35.1-2; 62.8-9) • Harmonia no reino animal (Is 11.6-9; 62.25). Sofonias 3 9 e Isaías 45.13 afir­ mam que, no Milênio, a linguagem e a adoração serão puras. A pura adoração será possível por causa da maravilho­ sa presença de Deus (Ez 37.27-28). A presença física do Messias garantirá estas bênçãos. Walvoord diz: ’A glo ­ riosa presença de Cristo no cenário do Milênio é, logicamente, o foco de toda a espiritualidade e adoração (W alvo­ ord, p,307)" (LAHAYE, Tim; HINDSON, Ed. (Eds.). Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, p.318). Lições Bíblicas /Professor 85
  • 88. II - SOBRE O JUÍZO FINAL 1. Descrição. É conhecido como o Juízo do Grande Trono Branco: "E vi um grande trono branco" (Ap 20.11). Aqui serão julgados "os outros mor­ tos", aqueles que não fizeram parte da primeira ressurreição (Ap 20.5). Isso mostra que ficam de fora os crentes da primeira ressurreição, pois eles já fazem parte do reino de Cristo e estão com o corpo glorificado (Ap 20.4). Deus instaurará esse juízo após a última rebelião de Satanás, que acontecerá depois dos mil anos do reinado de Cristo (Ap 20.7). Deus executará esse juízo por meio de Jesus Cristo: "o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo" (Jo 5.22). 2. O julgamento. Não há menção de vivos no Juízo Final: "E vi os mor­ tos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras" (Ap 20.12). Os "grandes e pequenos" não se referem à idade, adultos e crianças, mas a status, pes­ soas de todas as classes sociais. Todos eles serão julgados com base nas obras registradas nesses livros. O resultado desse julgamento é a condenação eterna: "E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo" (Ap 20.15). Não existe aqui lugar para o sono da alma, nem para uma segunda oportunidade, muito menos para o aniquilamento. 3. Destino dos ímpios. É o inferno, descrito aqui como "lago de fogo" ou "ardente lago de fogo e enxofre" (Ap 19.20). Esse lugar foi preparado para o Diabo e seus anjos (Mt 25.41), e não para os seres hum anos, mas será o destino final dos perdidos por causa da sua incredulidade e desobediência, 8 6 Lições Bíblicas /P ro fe s s o r pois a vontade de Deus é que ninguém se perca, mas que todos sejam salvos (1 Tm 2.4). a) Hades. A Septuaginta emprega esse termo para traduzir o hebraico sheol, no Antigo Testamento, que signi­ fica o "mundo invisível dos mortos" (Sl 89.48). Ambos os termos se traduzem, às vezes, por "inferno" na Almeida Revista e Corrigida (Sl 9.17; Mt 16.18). 0 lugar serve como estágio intermediário dos mortos sem Cristo, uma prisão tempo­ rária até que venha o Dia do Juízo (Ap 20.13,14). Os condenados que partiram desde o início do mundo permanecem lá, conscientes e em tormentos, saben­ do perfeitamente porque estão nesse lugar (Lc 16.23,24). b) Geena. O mundo judaico con­ temporâneo de Jesus cria que a Geena era o lugar no qual os ím pios recebe­ riam como castigo o sofrimento eterno. 0 termo, traduzido por "inferno", foi usado pelo Senhor Jesus nos evan­ gelhos: "Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?" (Mt 23-33), e indica o lago de fogo apocalíptico. SÍNTESE DO TÓPICO II 0 Juizo Final é o evento que sacra­ mentará o destino dos ímpios. SU BSÍD IO TEOLÓGICO "Em bora o trono de Deus seja o trono de julgamento, Jesus declarou: 'E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo’ (Jo 5.22). O único Mediador entre Deus e a huma­ nidade tornar-se-á também o Media­ dor do julgamento. Por conseguinte, Jesus assentar-se-á sobre o trono. E tão grande será a sua majestade, que a terra e o céu 'fugirão1, não havendo Julho/Agosto/Setem bro - 2017
  • 89. mais para eles 'lugar, no plano de Deus'. Isto posto, abrir-se-á caminho para os novos céus e a nova terra. Eis os que comparecerão diante do grande trono branco: 'os mortos, grandes e peque­ n o s' (Ap 20.12). Ouanto aos justos, por haverem participado da primeira ressurreição, já terão corpos imortais e incorruptíveis. Portanto, os mortos que estarão de pé, diante do grande trono branco, para serem julgados, serão 'os outros m ortos' (Ap 20.5) que não tomaram parte na primeira ressurreição por ocasião do arrebatamento. Esses serão os 'm ortos ímpios', incluindo os que foram consumidos após o Milênio, por haverem seguido a Satanás" (MEN- ZIES, William W.; HORTON, Stanley M. Doutrinas Bíblicas: Os Fundamentos da Nossa Fé. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, pp.207,08). III- SO BRE A NOVA CRIAÇÃO 1. Um novo céu e uma nova terra. 0 quadro descrito no texto da Leitura Bíblica em Classe diz respeito à nova criação, ou seja, não se trata, pois, de uma renovação ou de alguma restauração, mas de tudo ser novo: "Eis que faço novas todas as coisas" (v.5); "Porque eis que eu crio céus novos e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão" (Is 65.17). Essa promessa reaparece no Novo Testamento (2 Pe 3.13). 0 velho mundo vai desaparecer (Is 34.4; 51.6; 2 Pe 3.7,10,12) por causa da sua contaminação; os céus e a terra não poderão resistir à santidade e à glória de Deus: "E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles" (Ap 20.11). Essa palavra profética é reiterada mais adiante: "Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe" (v.l). O universo físico não se susterá diante da pureza, santidade e glória daquele que está assentado sobre o trono. 2. A nova Jerusalém. Antes de tudo, convém ressaltar que a nova Jerusalém "que de Deus descia do céu" (v.2) não é a mesma Jerusalém do Milênio. Isso é de fácil compreensão. Aqui já estamos no período pós-milênio. A descrição da cidade mostra com abundância de deta­ lhes que a sua glória excede em muito ao da Jerusalém milenial (Ap 21.9-21). 0 templo dela é Deus e o Cordeiro (v.22); a cidade não necessita de sol nem de lua (v.23), e nela não haverá noite (v.25). Nós veremos o rosto de Deus e do Cordeiro (Ap 22.4), e a glória de Deus e de Cristo nos alumiará para sempre (Ap 22.5). A nova Jerusalém é chamada ainda de "a Jerusalém que é de cima" (Gl 4.26) e a "Jerusalém celestial" (Hb 12.22). 3. A eternidade dos salvos. A nova Jerusalém é o eterno lar de todos os salvos em Cristo. 0 próprio Deus estará continuamente entre os humanos: "Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará" (v.3), CONHEÇA M AIS *Primeira Ressurreição "De Maneira geral, assim é visto o arrebatamento da Igreja que, juntamente com o rapto dos vivos, constituir- -se-á também da revificação, imortalização e glorificação dos que morreram em Cristo (1 Co 15.50-57)”. Para conhecer mais, leia Dicionário Teológico, CPAD, p.320. 201 7 -julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 87
  • 90. e Deus mesmo limpará de nossos olhos toda a lágrim a (v.4). Ali não haverá morte, que é o último inim igo a ser derrotado (1 Co 15.26,54). O pecado será banido para sempre, e ali nunca mais haverá maldição contra alguém (Ap 22.3). É a nossa eterna bem-aven- turança. Aqui está o final glorioso da jornada da Igreja. SÍNTESE DO TÓPICO III Novos céus e nova terra será uma nova realidade implantada por Deus. SU BSÍD IO DIDÁTICO Prezado professor, prezada pro­ fessora, antes de iniciar este tópico, introduza-o fazendo algumas perguntas sugeridas abaixo: • O que você entende por "novos céus" e “nova terra"? • O que a expressão "nova Jeru­ salém" representa para você? • Em que está baseada a sua es­ perança? Note que cada pergunta está res­ pectivam ente de acordo com cada subtópico deste terceiro tópico. Após fazê-las à classe, dê um tempo para que os alunos respondam. Ouça com atenção e, em seguida, exponha o tópico dando ênfase às possíveis dúvidas identificadas nas respostas fornecidas por eles. CONCLUSÃO Nós cremos que, assim como todas as profecias sobre a primeira vinda do Messias se cumpriram, de igual modo to­ das as profecias sobre o mundo vindouro se cumprirão também, pois Deus é fiel. PARA REFLETIR A respeito do mundo vindouro, responda: • 0 que é o M ilênio ? O milênio é o reino de Cristo de mil anos. Nesse período, Satanás será aprisio­ nado no abismo instalado por ocasião da vinda de Cristo em glória (Ap 20.2,3). • Quem são os que fazem parte da prim eira ressurreição? Por ocasião do arrebatamento da Igreja, serão ressuscitados os súditos do Rei dos reis. • Quem executará o juízo do Grande Trono Branco? Deus executará esse juízo por meio de Jesus Cristo. • Por que o velho m undo precisa desaparecer? 0 velho mundo vai desaparecer (Is 34.4; 51.6; 2 Pe 3.7,10,12) por causa da sua contaminação; os céus e a terra não poderão resistir à santidade e à glória de Deus. • O nde é o eterno lar dos santos? A nova Jerusalém é o eterno lar de todos os salvos em Cristo. CONSULTE Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 71, p. 42. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos. 88 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 201 7
  • 91. Lição 13 24 de Setembro de 2017 Sobre a Família easua Natureza Texto Áureo "Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mu­ lher, e serão ambos uma carne." (Cn 2.24) Verdade Prática 0 casamentofoi instituído por Deus e ratificado por nosso Senhor Jesus Cris­ to como união entre um homem e uma mulher, nascidos macho efêmea. LEITURA DIÁRIA S e g u n d a -G n 1.27 Deus criou a espécie humana Terça - Gn 2.18 Deus não criou o homem para viver na solidão Q u a rta -M t 19.4-6 0 casamento deve ser entre um homem e uma mulher Quinta - Js 24.15 Minha casa e eu servimos ao Senhor S e x t a - S l 128.1-4 O segredo de uma família S á b a d o -E f 5.31-33 A sacralidade da família 201 7 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 89 WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR
  • 92. LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Gênesis 2.18-24 - E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só;far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele. - Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todo animal do campo e toda ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome. - E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele. - Então, o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar. - E da costela que o SENHOR Deus tomou do homemformou uma mulher; e trouxe-a a Adão. - E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada. - Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne. HINOS SUGERIDOS: 150,195, 597 da Harpa Cristã OBJETIVO GERAL Apresentar o ensinamento bíblico sobre a origem e o propósito da família. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tó­ pico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos. Mostrar a formação do ser humano; O Explicar a origem da família e o papel da mulher na sociedade israelita; Especificar os princípios básicos da família; © Conscientizar os crentes acerca do desafio da Igreja hoje. 90 Lições B íb lic a s /P ro fe s s o r Julho/Agosto/Setem bro - 201 7
  • 93. IN TERAG IN D O CO M O PRO FESSO R Afamília tradicional é uma herança da civilização ocidental. 0 encontro entre o Cristianismo (éticajudaico-cristã), afilosofia grega e o direito romano delineou e modernizou a mais antiga instituição que remonta a criação divina: afamília. Há forças no mundo contemporâneo que têm interesses em desestabilizar o conceito tradicional defamília, poisfazendo isso, ataca o coração dos valores éticos do Ocidente, por consequência, a derrubada da fé cristã para colocar em seu lugar uma ideologia que todos sabemos no que dará. Quando alguém afirma que a masculinidade e afeminilidade não são naturais (ignorando até a própria biologia), mas construída socialmente ao longo da história, é isso que está em jogo. Nunca houve na história do mundo um ataque tãofrontal aos fundamentos dafamília. Um assunto urgente que merece nossa atenção e estudo! COMENTÁRIO INTRODUÇÃO A família é assunto de interesse geral, de cristãos e não-crístãos, de religiosos e não-religiosos. Trata-se de um projeto de Deus para os seres humanos. 0 livro de Gênesis traz um breve e singelo relato de como tudo isso começou e também revela o propósito de Deus para a família. Não existe prazo de validade para os princípios estabelecidos nessa narrativa e eles continu­ am valendo na atualidade. Esse é o enfoque da última lição. I - A ORIGEM 1.0 homem e a mulher. No relato da criação, am bos aparecem juntos, mostrando a igualdade ontológica do homem e da mulher. 0 texto de Gênesis 1.27 diz: "E criou Deus o homem à sua imagem; à im agem de Deus o criou; macho e fêmea os criou". A palavra hebraica usada para "hom em " aqui é adam, que serve tanto para o nome do primeiro homem que Deus criou, como também para "hom em " no sentido de representante do ser humano, sem e­ 201 7 -Julho/Agosto/Setembro lhantemente à palavra grega anthropos. A expressão final, “macho e fêmea os criou", mostra que adam, nesse versí­ culo, diz respeito ao ser humano. Isso revela a igualdade de ambos, macho e fêmea, hom em e mulher, como portadores da imagem de Deus; a diferença está na sexualidade (1 Pe 3.7). Ao reunir esse casal. Deus instituiu o que chamamos hoje de casamento. 2. A formação da A Bíblia nos conta como a mu­ lher surgiu na história humana. Curiosamente, a formação da mulher não aparece nos antigos registros do Oriente Médio. No relato da criação, em Gênesis, a formação do homem só aparece uma vez (Gn 2.7), e seis vezes a da mulher (vv.18-23). 0 termo "ad- jutora" (v.l8) quer dizer "auxiliadora", conforme vemos na Almeida Revista e Atualizada e "ajudadora", de acordo com o que registra a Tradução Brasilei­ ra. Isso não inferioriza a mulher, pois os termos "auxiliador" ou "ajudador" devem ser entendidos à luz do contexto (Sl 54.4; Hb 13.6). O termo hebraico, kenegdó, "com o diante dele" (v.l8b). Lições Bíblicas /P ro fe s s o r 91 PONTO CENTRAL O casamento en­ tre um homem e uma mulher foi instituído por Deus.
  • 94. tem a ideia de "igual e adequado" (Gl 3.28). 0 relato da criação pressupõe que Deus colocou o homem com prioridade governam ental (1 Co 11.3), mas que ambos os senos, homem e mulher, são mutuamente dependentes (1 Co 11.11). SÍNTESE DO TÓPICO I A origem da fam ília remonta a criação do homem e da mulher como a base daformação familiar. SU BSÍD IO DIDÁTICO “Família, Projeto Divino Na sociedade hebraica a família era o âmago da estrutura social. Na Tanach, exclusivamente em Berê'shíth (Gênesis), encontramos o principio judaico-cristão da família no texto que diz: 'E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele. Então, o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar. E da costela que o Senhor Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão. E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada. Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne. Eambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam' (Gn 2.18,21* 25). Segundo o filósofo Lévi-Strauss, o princípio da família é dado pelo texto da Escritura que diz: 'deixará o varão o seu pai e a sua mãe', regra infrangível ditada a toda a sociedade para que possa estabelecer-se e durar" (BENTHO, Esdras Costa. A Família no Antigo Testamento: História eSociologia. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, p.23). 92 Lições Bíblicas /Professor I I - A FAMÍLIA l. Conceito de fam ília entre os antigos hebreus. 0 lar é parte do clã, este parte da tribo e esta, por sua vez, parte do povo/nação (Js 7.16-18). 0 lar constitui-se de pai, mãe e filhos (Sl 128.1-4), é a família nuclear. Conside­ rando que a base da economia do Antigo Israel era a agricultura e o pastoreio, a família nuclear com poucos membros via-se em dificuldade por falta de mão de obra para o sustento da casa. Por isso, ela poderia se estender com parentes próximos - tios e primos - ou com duas ou mais gerações vivendo juntas (Gn 24.67). As casas descobertas pelos arqueólogos mostram que essa família ampliada era formada, em mé­ dia, de 15 membros. Quando se tratava de fam ílias ricas, acrescentavam -se servos e estrangeiros, como no caso de Abraão (Gn 14.14), ou como previsto na legislação mosaica (Êx 23.12). Saul, por exemplo, aparece na Bíblia com a menção de seu pai, avô, bisavô, trisavô, e também da tribo (1 Sm 9.1,2). 2 .0 papel da mulher na sociedade israelita. A tarefa do homem e da mulher era a mesma, sendo que a mulher cuidava da casa e ajudava o marido nos trabalhos diários para sustento da família. A sen­ tença divina por ocasião da Queda no Éden diz: "E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor e a tua conceição; com dor terás filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará" (Gn 3.16). Isso significa que a mulher se dedicaria ao trabalho da mesma forma que o homem, e também à maternidade; a mulher não é inferior, mas o homem é o chefe e pastor do lar. Ela levava a criança no ventre e continuava exercendo suas tarefas. Considerando questões médicas, sanitárias e nutricionais, a gravidez era um período de alto risco para a mãe e para o bebê. Julho/Agosto/Setembro - 201 7
  • 95. SÍNTESE DO TÓPICO II A família nuclear constitui-se de pai, mãe e seus filhos, onde homem e mulher exercem funções distintas. SUBSÍDIO TEOLÓGICO "A Constituição do Núcleo Familiar. A constituição do núcleo familiar a priori foi composta por um homem e uma mulher. Mais tarde, acrescentou-se ao casal os filhos gerados dessa união. A partir do nascimento dos primeiros filhos, a família tornou-se o primeiro sistema social no qual o ser humano é inserido. A primeira família, formada apenas por duas pessoas, tomou-se numerosa por meio dos filhos que, ao serem ge­ rados, se inseriram ao núcleo familiar assumindo diversos papéis dentro do sistema: filho, irmão, neto, primo, etc. A família não foi criada, portanto, como um sistema fechado, mas dinâmico, e, com o passar do tempo, o número de seus membros foi aumentando gradativa- mente, e destes formando novos núcleos familiares ligados por consanguinidade e afinidade. Para mencionar mais uma vez Lévi-Strauss, este considerava que o grupo familiar tem sua origem no casamento. Este núcleo é constituído pelo marido, pela mulher e pelos filhos nascidos dessa união, bem como por parentes afins aglutinados a esse núcleo. No contexto desse sistema familiar, cada membro do grupo passa por uma série de funções ou papéis sociais deter­ minados tanto por fatores exógenos, que estão ligados aos cenários sociais próxi­ mos a ele, como por endógenos, ligados a idade, sexo e maturação psicológica" (BENTHO, Esdras Costa. A Família no Antigo Testamento: História eSociologia. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, pp.25-26). III-P R IN C ÍP IO S BÁSICO S 1. Casamento. É a mais funda­ mental de todas as relações sociais. Trata-se da união íntima e verdadeira entre duas pessoas de sexos opostos que manifestam publicamente o desejo de viverem juntas mediante um pacto solene e legal. Não existe no universo, entre os seres vivos inteligentes, uma intimidade maior do que a que existe entre marido e mulher, exceto apenas CONHEÇA MAIS *A natureza indissolúvel do casamento "'Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne' (Gn 2.24). O Senhor Jesus Cristo disse que essa passagem bíblica significa a indissolu­ bilidade do casamento: 'Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem' (Mt 19.5,6). É uma união íntima entre duas pessoas de sexos opostos que assumem publicamente o compromisso de vive­ rem juntas; é uma aliança solene, um pacto sagrado, legal e social." Para conhecer mais, leia Casamento, Divórcio b Sexo à Luz da Bíblia, CPAD, pp. 16,17. 2017 -Julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 93
  • 96. entre as três Pessoas da Trindade. Deus estabeleceu a família para companhei­ rismo mútuo e felicidade, para uma convivência amorosa. A declaração: "Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne" (Gn 2.24), apresenta três princípios básicos so­ bre o casamento: m onogam ia (1 Co 7.2), heterossexualidade (Gn 4.1,25) e indissolubilidade (Mt 19.6). 2. Monogamia. O termo diz respei­ to às sociedades que adotam o princípio do casamento de um homem com uma única mulher e vice-versa, conforme estabelecido pelo Criador. As palavras "e apegar-se-á à sua m ulher" (v.24) apontam para o princípio monogâmico; o texto não diz "às suas m ulheres", mas, pelo contrário, "à sua mulher". Essa verdade expressa o pensamento bíblico (1 Co 7.2; 1 Tm 3.2). 3. Heterossexualidade. Um dos propósitos divinos na criação do homem e da mulher é a procriação, visando a conservação dos seres hum anos na terra: "[...] macho e fêmea os criou. E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra" (Gn 1.27,28). Ouando Deus formou a mulher da costela de Adão, a Bíblia afirma: "[...] deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua m ulher" (Gn 2.24). Isso mostra que a diferenciação dos sexos assegura as particularidades de cada um na união conjugal, postura necessária à formação do casal. 0 homem se une sexualmente a sua esposa, como resultado do amor conjugal, não só para procriar, mas para uma vivência afetuosa, agradável e prazerosa (Pv 5.18). O relacionamen­ to sexual aprovado na Bíblia é o de um homem e de uma mulher dentro do matrimônio. O pai e a mãe são o referencial para a formação tanto do 94 Lições B íblicas /P ro fe s s o r menino quanto da menina. Acima de qualquer exemplo, o comportamento estabelecido para o homem e para a mulher deve vir da Palavra de Deus. 4. Indissolubilidade. A natureza indissolúvel do casamento vem desde a sua origem: "e serão ambos uma só carne" (v.24b). O Senhor Jesus Cristo disse que essa passagem bíblica signi­ fica a indissolubilidade do casamento (Mt 19.6). O voto solene de fidelidade um ao outro "até que a morte os sepa­ re", que se ouve dos nubentes numa cerimónia de casamento, não é mera formalidade (Ml 2.14). 0 casamento só termina pela morte de um dos cônjuges (Rm 7.3), pela infidelidade conjugal (Mt 5.32; 19.9) ou pela deserção por parte do cônjuge descrente (1 Co 7.15). SÍNTESE DO TÓPICO III Os princípios básicos dafamília são o casamento monogâmico, sua indis­ solubilidade e a heterossexualidade. SUBSÍDIO DIDÁTICO Prezado professor, prezada pro­ fessora, reproduza o esquema abaixo na lousa ou em cópias: CASAMENTO MONOGAMIA HETEROSSEXUALIDADE INDISSOLUBILIDADE Após expor o tópico, solicite aos alunos que respondam com as próprias palavras o conceito de cada vocábulo. Enquanto eles respondem, vá preen­ chendo a outra coluna do quadro. Em seguida, discuta com eles as implicações da defesa desses princípios diante de uma sociedade cada vez mais liberal nesses valores. Julho/Agosto/Setembro - 201 7
  • 97. I V - 0 DESAFIO DA IGREJA 1. Institucionalização da iniqui­ dade. A tendência humana é desafiar a Deus em tudo; isso vem desde a Torre de Babel (Gn 11.A) e vai continuar até o final dos tempos. E com a sagrada instituição da família não é diferente, uma vez que Deus a instituiu como união entre um homem e uma mulher (Gn 2.24; 1.27,28), o atual sistema de coisas quer institucionalizar a iniquidade ao consi­ derar legítima diante de Deus a união de pessoas do mesmo sexo. É ir longe demais, em uma verdadeira afronta a Deus (Lv 18.22; 20.13). A Bíblia condena a prática homossexual, ou pecado de Sodoma, para usar o termo bíblico (Dt 23.17; Jd 7). 0 avanço dessa prática é um dos sinais do fim dos tem pos (Lc 17.28-30). A Bíblia condena de maneira direta tal estilo de vida (Rm 1.26,27; 1 Co 6.10; 1 Tm 1.9,10). 2. A inversão de valores. O que se vê hoje é a tentativa de tornar o errado certo e o certo, errado (Is 5.20). 0 mundo atual está invertendo os valores em busca do hedonismo, ou seja, a procura indiscriminada do prazer, gozo sensual, deleite sexual (1 Jo 2.16). Mas essas autoridades vão prestar contas de tudo isso (Is 10.1). Esse também era o desafio da Igreja do período apostólico. 0 apóstolo Paulo denunciou também essa inversão de valores, dizendo que "m udaram a verdade de Deus em mentira, adoran­ do e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!" (Rm 1.25; ARA). SÍNTESE DO TÓPICO IV A Igreja de Cristo está diante da institucionalização da iniquidade e da inversão de valores. O desafio é urgente! 201 7 -Julho/Agosto/Setembro SU BSÍD IO VID A CRISTÃ ”0 s Apelos da Consciência O apóstolo Paulo entendeu a liga­ ção entre uma consciência cristã e uma mente espiritual. Ele escreveu: 'M as o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. Porque quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo' (1 Co 2.15,16). 0 cristão que tem a mente de Cristo conhece a sua vontade e seu propósito, por isso ele aprende a viver com uma consciência dos valores morais e espirituais e s­ tabelecidos por sua Palavra. Quando praticamos alguma ação, dizemos uma palavra, pensamos algo ou adotamos alguma atitude, devemos agir com uma mente espiritual. Ao avaliar essas várias situações, nossa consciência acenderá sua luz verde ou vermelha, concordando ou discordando; acusando ou defenden­ do. 0 julgamento da consciência será de acordo com o senso de justiça que a estiver dominando, se estiver purificada, jamais ela concordará com o erro; se contaminada, ela não conseguirá julgar corretamente. Devemos sempre compa­ rar nossas ações à luz da justiça que a Bíblia apresenta. Nossas ações devem corresponder à uma consciência base­ ada na Palavra de Deus (2 Tm 3.16,17)" (CABRAL, Elienai. A Síndrome do Canto do Galo: Consciência Cristã. Um desafio à ética dos tempos modernos, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000, p.134). CONCLUSÃO Diante do exposto, entendemos que Deus criou o homem e a mulher para ser mutuamente dependentes, entretanto, cada um em sua particularidade, para jun­ tos, com os filhos, ”a herança do Senhor", formarem um núcleo familiar. Essa é, então, a primeira estrutura social humana. Lições Bíblicas /Professor 95
  • 98. PARA REFLETIR A respeito da família e sua natureza, responda: • O que aconteceu quando Deus criou o prim eiro casal, Adão e Eva? No relato da criação, ambos aparecem juntos, mostrando a igualdade on­ tológica do homem e da mulher. • O ual a ideia de ajudadora "com o diante d e le "? 0 termo "adjutora" quer dizer "auxiliadora", conforme vemos na Almeida Revista e Atualizada e “ajudadora", de acordo com o que registra a Tradu­ ção Brasileira. Isso não inferioriza a mulher, pois os termos "auxiliador" ou "ajudador" devem ser entendidos à luz do contexto. 0 termo hebraico, kenegdó, "como diante dele", tem a ideia de "igual e adequado". • O uais os três princípios básicos apresentados em G ênesis 2.24? Monogamia (1 Co 7.2), heterossexualidade (Gn 4.1,25) e indissolubilidade (Mt 19-6). • O que visa a diferenciação dos senos? Visa a conservação dos seres humanos na terra:"[...] macho e fêmea os criou. E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra" (Gn 1.27,28). Ouando Deus formou a mulher da costela de Adão, a Bíblia afirma: "[...] deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher" (Gn 2.24). Isso mostra que a diferenciação dos sexos assegura as particularidades de cada um na união conjugal, postura necessária à formação do casal. • Onde encontram os no Novo Testamento a denúncia contra a inversão de valores? O apóstolo Paulo denunciou a inversão de valores, dizendo que "mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!" (Rm 1.25; ARA). CONSULTE Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 71, p. 42. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos. 96 Lições Bíblicas /Professor julho/Agosto/Setembro - 201 7
  • 99. Casa Publicadora das Assembleias de Deus Matriz Av. Brasil. 34.401 - Bangu /RJ Cep: 21852-002 Ligue grátis para: 0800-021-7373 (seg. à sex. 8h às 18h) Tel.: (21) 2 40 6-7 37 3 Livraria Virtual: www.cpad.com.br CP/O LIVRARIAS CPAD VICENTE DE CARVALHO Av. Vicente de Carvalho.1083 Vicente de Carvalho / RJ - CEP 21210-000 Gerente: Bill Silva 0 ( 2 1 ) 2481-2101 Q [email protected] BELO HORIZONTE Rua São Paulo. 1371 - loja 23 - Centro Belo Horizonte / MG - CEP 30170-131 Gerente: Wisdamy Almeida 0 (31)3431-4000 [email protected] Av. Dantas Barreto. 1021 São José - Recife / PE - CEP 50020-000 © Gerente: Edgard Pereira 0 ( 8 1 ) 2128-4750 Q [email protected] Rua Aurelino Leal, 47 - loja A e B Centro Niterói / RJ - CEP 24020-110 ' Gerente: Eder Calazans 0 ( 2 1 ) 2620-4318 [email protected] Setor Comercial Sul - Qd-5. BI. C Loja 54 Galeria Nova Ouvidor - Brasília /DF - CEP 70305-918 © Gerente: Marco Aurélio da Silva 0 (61)2107-4750 (^ 1 [email protected] Rua Barroso, 36 - Centro Manaus /AM - CEP 69010-050 © Gerente: Jucileide G. da Silva 0 (92) 2126-6950 O [email protected] NOVA IGUAÇU SALVADOR BOULEVARD SHOPPING VILA VELHA Av. Govern. Amaral Peixoto. 427 lj. 101 e 103 Galeria Veplan - Centro / RJ - CEP 26210-060 (Ç Gerente: Patrick Oliveira 0 (2 1)2667-4061 [email protected] Av. Antônio Carlos Magalhães. 4009 Lj A Pituba - Salvador / BA - CEP 40280-000 © Gerente: Mauro Silva 0 ( 7 1 ) 2104-5300 [email protected] Rod. do Sol, 5000 Lj. 1074 e 1075 - Praia de Itaperica - Vila Velha / ES - CEP 29102-020 ^ Gerente: Ricardo Silva 0 (2 7 ) 3 2 0 2 2723 [email protected] I SHOPPING JARDIM GUADALUPE (i'WSM SÃO PAULO NATAL Avenida Brasil 22.155 - Guadalupe Rio de Janeiro - RJ Rua Conselheiro Cotegipe, 210 Belenzinho / SP - CEP 03058-000 Rua Manoel Miranda. 209 - Alecrim Natal / RN - CEP 59037-250 C ‘ Gerente: André Porto Gerente: Jefferson Freitas 0 (84) 3209 5650 0 (21) 3369-2487 0 ( 1 1 ) 2198-2700 O [email protected] 0 [email protected] [email protected] CENTRO / RJ ■ FLORIANÓPOLIS ■ f CURITIBA MARANHÃO Rua Primeiro de Março. 8 Centro - Rio de Janeiro / RJ © Gerente: Charles Belmonte 0 (2 1)2509-3258 (^[email protected] Rua Sete de Setembro. 142 lj. 1 Ed. Central - Centro / SC - CEP 88010-060 © Gerente: Geziel Damasceno 0 ( 4 8 ) 3225-3923 [email protected] Rua Senador Xavier da Silva. 450 Centro Cívico - Curitiba / PR - CEP 80530-060 © Gerente: Madalena Pimentel 0 (41) 2117-7950 £*}[email protected] Rua da Paz. 428 - Centro São Luis / MA - CEP 65020-450 © Gerente: Williams Ferreira 0 ( 9 8 ) 2108-8400 [email protected] CPAD ESTADOS UNIDOS m CPAD PORTUGAL Wm CPAD JAPÃO ■ 1 CPAD ÁFRICA 3939 NORTH FEDERAL HIGHWAY POMPANO BEACH. FL 33064 USA ^ 3 Gefente: Jonas Mariano 0 9 5 4 - 9 4 1 -9 5 8 8 19 5 4 -9 4 1 -4 0 3 4 [email protected] ®3 5 1 - 2 1 -8 4 2 - 9 1 9 0 3 5 1 -2 1 -8 4 0 - 9 3 6 1 0 [email protected] 0 8 1 - 2 7 6 -4 8 - 8 1 3 1 8 1 - 8 9 4 2 -3 6 6 9 |~|[email protected] (^G erente: Tiago Vieira Da Silva O G 5 8 ) 2 1 4 2 -1 0 1 0 (258) 8 2 5 6 0 7 6 0 8 © [email protected] [email protected]
  • 100. 9«CONGRESSO NACIONALde ESCOLADOMINICAL No princípio era a Palavra João 1.1 PARTICIPE DO MAIOR EVENTO DE ESCOLA DOMINICAI DO PAIS .1 li t r « MUSEU DO AMANHA CELEBRANDOOS500ANOS a , DAREFORMAPROTESTANTE * * * PLENÁRIAS SEMINÁRIOS WORKSHOPS COM OS GRANDES NOMES DA EDUCAÇÃO CRISTÃ NACIONAL E INTERNACIONAL: INFORMACOES E INSCRICOES (21) 2406-7352 / 2406-7400 w w w .c p a d e v e n t o s . c o m . b r / 9 c o n g r e s s o e d LOCAL: riocentroEXHIBITION & CONVENTION CENTER C G A D B Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)Powered by TCPDF (www.tcpdf.org) WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR WWW.EBD-ESCOLA.COM.BR Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)