Revolução Francesa de 1789 e seus desdobramentos pdf
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
 elevados défices das finanças públicas: gastos
agravados pelas guerras e pelo luxo da corte;
 Os ministros de Luís XV e de Luís XVI tentaram
realizar uma reforma do sistema de impostos.
A Revolução Francesa resultou de causas de natureza
diversa que remontavam ao fim do reinado de Luís XIV.
Causas estruturais de
natureza económica
e financeira:
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
• A sobrecarga de impostos afetava
os fracos rendimentos dos estratos
mais baixos do Terceiro Estado.
Causas estruturais de natureza social e política
Uma sociedade desigual em que os
privilégios judiciais e fiscais
isentavam o clero e a nobreza.
Os privilegiados resistiam à reforma
do Estado que punha em causa os
seus privilégios ou isenções.
O Terceiro Estado estava sujeito a
diversos impostos e obrigações.
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
• Causas culturais
• O Iluminismo inspirou mudanças no
pensamento e na mentalidade das elites
- o desejo de um modelo
político assente na divisão de
poderes.
- a valorização da dignidade
do indivíduo e a soberania
popular;
- a defesa de princípios,
como a liberdade e a
igualdade;
- a rejeição do absolutismo;
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
• Fatores conjunturais económicos e sociais
- indústria têxtil estagnada e
em dificuldades;
Caderno de Queixas dos habitantes
da paróquia de LANVERN.
- o descontentamento social
era generalizado;
- a fome, a miséria e a
mendicidade provocaram
sublevações populares um
pouco por toda a França.
- más colheitas e o aumento
do preço do pão;
- revoltas populares;
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
A realeza era vista negativamente:
‐ o monarca, Luís XVI, era hesitante
quanto às medidas a implementar;
‐ a rainha, Maria Antonieta, era
considerada frívola, gastadora e
inimiga dos franceses;
‐ os vários ministros que se sucederam
propuseram soluções para a crise
económica e financeira, que não
foram aceites.
Os nobres e os parlamentos locais
defendiam que o rei não podia levantar
impostos sem o consentimento dos
Estados Gerais.
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Luís XVI convocou os Estados Gerais a reunir em maio de 1789.
Auguste Couder, Abertura dos Estados Gerais em Versalhes, 5 de maio 1789, 1839.
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O Terceiro Estado
defendia o voto
por cabeça.
A 5 de maio teve lugar a abertura solene, marcada
pelo discurso do rei e do ministro Necker.
A maior parte dos representantes
da nobreza e do clero mantinha a
opção pela votação tradicional
por ordem ou estado, ou seja uma
ordem um voto.
Povo
(98% da população)
(Terceiro Estado)
= 1 Voto
Clero
(Primeiro Estado)
= 1 voto
Nobreza
(Segundo Estado)
= 1 Voto
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Os deputados do Terceiro
Estado representavam mais
de 98% da população.
Criou-se um impasse na
decisão sobre o processo de
votação.
Perante esta situação, o rei
mandou encerrar a sala de
reunião.
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Quais os acontecimentos e iniciativas que marcaram
a primeira fase da revolução entre 1789 e 1792?
O desencadear dos acontecimentos em 1789
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Este episódio ficou
conhecido como
Juramento da Sala
do Jogo da Pela
A 20 de junho, na
Sala do Jogo da
Péla, o Terceiro
Estado jurou não
se separar até
redigir uma
Constituição para a
França.
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Estava formada a Assembleia Nacional Constituinte,
que tinha como objetivo elaborar a Constituição.
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Principais medidas/reformas da Assembleia Nacional
Abolição das guildas
e corporações
herdadas da Idade
Média
Abolição dos
privilégios
particulares
Abolição dos
direitos senhoriais
Declaração dos
Direitos do Homem e
do Cidadão
Igualdade perante
a lei
Constituição de
1791
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Artigo I
Os homens nascem e livres e
iguais em direitos. As
distinções sociais só podem
fundamentar-se na utilidade
comum.
Artigo III
O princípio de toda a
soberania reside,
essencialmente, na nação.
Nenhum corpo, nenhum
indivíduo, pode exercer
autoridade que dela não
emane expressamente.
Declaração dos Direitos do Homem
e do Cidadão
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Liberdade
individual
Liberdade de opinião
e de imprensa
Liberdade de culto
ou de religião
Direito à
propriedade
Os direitos individuais e coletivos dos Homens são universais
Direito a
julgamento
justo
Direito à
segurança
Direito à
resistência à
opressão
A liberdade consiste em poder fazer tudo que não prejudique
o próximo
Outros princípios na Declaração dos Direitos
do Homem e do Cidadão
A REVOLUÇÃOFRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Declaração dos Direitos da Mulher e Cidadã
Olympe de Gouges
(1748–1793).
Escritora e jornalista, foi
autora da Declaração dos
Direitos da Mulher e da
Cidadã. No entanto, o
documento foi
marginalizado e
esquecido.
Foi guilhotinada durante
o regime do Terror. Preâmbulo da Declaração dos Direitos da Mulher
e da Cidadã, 1791
Jeanne Roland
(1754-1793).
Destacou-se na defesa
dos direitos das mulheres.
A sua ligação aos
girondinos determinou a
sua morte na guilhotina
aos 39 anos.
decidiram expor numa declaração
solene, os direitos naturais,
inalienáveis e sagrados da mulher […]
As mães, as filhas, as irmãs,
representantes da nação,
pedem para serem constituídas
em assembleia nacional […]
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
A Constituição de 1791 pôs
fim à monarquia absoluta e
instaurou, em França, a
monarquia constitucional.
O rei, detentor da primeira
magistratura do Estado,
jura fidelidade à
Constituição.
Consagrou a
divisão do
poder político
A soberania
reside na Nação
Constituição de 1791
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
A soberania nacional definida na
Constituição era limitada:
- definia o sufrágio censitário e
indireto;
- nem todos os franceses podiam
exercer o direito de voto;
- só os designados cidadãos ativos
é que podiam votar.
‐ o poder executivo era
exercido pelo rei;
‐ o poder legislativo era
exercido pela Assembleia
Nacional, através dos
deputados,
representantes da Nação
(sistema representativo);
‐ o poder judicial era
exercido pelos juízes,
eleitos pelos cidadãos.
Constituição de 1791
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• provocou profundas transformações
económicas, sociais e políticas;
• ultrapassou as fronteiras da França
e teve consequências na Europa e
na América Latina;
• marcou definitivamente o fim do
Antigo Regime;
• segundo alguns historiadores,
marcou o início da Época
Contemporânea.
Foi um processo
irreversível
A Revolução Francesa
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
• marcado por diversas etapas, em que
várias forças políticas e sociais procuraram
afirmar o seu poder e influência.
1789-1792: da Assembleia Nacional à monarquia
constitucional.
1792-1795: a participação política e o poder dos
sans-culottes durante a Convenção republicana.
1795-1799: o poder da burguesia e o regresso à
ordem através da intervenção e obra de
Napoleão.
A Revolução Francesa
Foi um processo
irreversível
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
A QUEDA DA MONARQUIA
A obra de Convenção
(I República)
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Principais fatores da queda da monarquia:
‐ eclodiram revoltas realistas e aristocráticas
contrarrevolucionárias.
‐ fuga falhada do rei e da família real;
‐ o rei foi acusado de conspirar contra a revolução;
‐ os emigrados conspiravam a partir do exterior contra
a revolução;
‐ os exércitos das potências estrangeiras, opositoras
da revolução, preparavam-se para invadir a França;
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Em julho de 1792 a Assembleia declarou a “pátria
em perigo” devido às ameaças, internas e externas.
A 10 de agosto de 1792,
um movimento
insurrecional popular
dirigiu-se à residência real
das Tulherias, obrigando o
rei a procurar refúgio na
Assembleia Legislativa.
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
A tomada do Palácio das Tulherias, em 10 de
Agosto de 1792:
- foi um movimento insurrecional popular dos
sans-culottes;
- foi liderado pela Comuna de Paris por clubes
revolucionários;
- defendia um caráter mais popular para a
revolução iniciada em 1789.
A monarquia constitucional foi abolida e o
rei Luís XVI foi destituído.
Foi formada uma nova Assembleia republicana, a Convenção,
que devia preparar uma nova Constituição para o novo regime:
A I REPÚBLICA FRANCESA
Sans-culottes
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
A revolução e a
Pátria estavam em
perigo.
No mesmo dia os
exércitos franceses
venceram, em
Valmy, os exércitos
prussianos.
A primeira sessão
da Convenção:
20 de setembro de
1792.
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
A Convenção nacional de 1792 foi progressivamente
dominada pelos setores republicanos mais revolucionários
(também designados montanheses ou jacobinos).
Estes acabaram por afastar os representantes dos setores
mais moderados, sobretudo os da planície e os girondinos.
O ambiente interno e externo
reforçou a intervenção dos
revolucionários da Comuna de
Paris e da Convenção:
contra os vestígios da
monarquia.
contras as ameaças internas e externas
que punham em causa a revolução.
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
O ambiente interno e
externo reforçou a
intervenção dos
revolucionários da
Comuna de Paris e da
Convenção contra os
vestígios da monarquia.
A 11 de dezembro de
1792, Luís XVI foi julgado e
condenado como traidor.
A sua execução ocorreu a
21 de janeiro de 1793.
Interrogatório e julgamento de Luís XVI
que foi condenado como traidor.
A decisão da sua condenação à
morte provocou a divisão definitiva
entre os girondinos e os
montanheses.
A Convenção nacional de 1792 foi progressivamente
dominada pelos setores republicanos mais revolucionários
(também designados montanheses ou jacobinos).
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
A OBRA DA CONVENÇÃO
Os montanheses, apoiados pelos sans-culottes, afastaram
os girondinos da Convenção em junho de 1793.
A 25 de setembro de 1792
declarou a República “una e
indivisível”.
O governo da França era
revolucionário até à paz com
adoção de medidas de
exceção.
Implementaram um
governo revolucionário
liderado pela Comuna
Insurrecional de Paris e
pelo Comité de Salvação
Pública
O Terror foi o período mais revolucionário da Convenção Republicana.
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
A Convenção elaborou a
Constituição republicana de
1793 (que nunca entrou em
vigor).
A criação do Comité de
Salvação Pública fez deste
órgão o centro do governo que
executava a política da
Convenção.
Em nome da defesa da revolução foi adotado o regime do
Terror, entre 1793 e 1794.
O regime do Terror foi
associado, sobretudo, à
figura de Robespierre, um
dos principais líderes do
Comité de Salvação Pública.
A base de apoio da Convenção
era o povo miúdo de Paris que
defendia uma república mais
igualitária e uma a democracia
direta.
A OBRA DA CONVENÇÃO
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Base social de apoio
Sans-culottes
Adoção de medidas:
‐ fim de todos os traços da
monarquia e do Antigo Regime;
- novo calendário republicano;
- nova contagem do tempo;
Política de descristianização
e anticlerical:
‐ encerramento de igrejas e
laicização da sociedade e da
vida pública;
‐ generalização do culto do
Ser Supremo e da razão;
‐ festas cívicas dos heróis e
das árvores da liberdade.
- morte da rainha Maria Antonieta.
A OBRA DA CONVENÇÃO
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Adoção de medidas:
‐ eliminação dos opositores através
da Lei dos Suspeitos;
‐ instituição de tribunais
revolucionários.
‐ condenação dos mais moderados
(Danton, Desmoulins);
‐ adoção de julgamentos sumários;
‐ recurso à guilhotina;
Mobilização geral popular:
‐ esmagar as revoltas
internas
contrarrevolucionárias na
região da Vendeia;
‐ enfrentar os exércitos
estrangeiros que sofrem
várias derrotas.
A OBRA DA CONVENÇÃO
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Criação de assistência pública.
Fim de todos os traços da
monarquia e do antigo Regime.
Abolição do regime feudal.
Fim da escravatura nas colónias
francesas.
Fim da prisão por dívidas.
Adoção do sistema métrico
decimal.
Adoção de um sistema de ensino
nacional.
ADOÇÃO DE MEDIDAS
Lei do Máximo para fixar o preço
máximo dos produtos essenciais.
Período mais revolucionário da Convenção
Republicana: o Terror
A OBRA DA CONVENÇÃO
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
A Marselhesa torna-se
hino oficial em 1795
Generalização dos símbolos
revolucionários
Barrete frígio
Cocarde
Bandeira nacional
tricolor
Marianne
Árvores da
liberdade
Liberdade
Igualdade
Fraternidade
A divisa da República foi adotada
Culto dos heróis
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
A Convenção voltou a ser dominada pelos
girondinos e foi redigida a nova Constituição de
1795, votada a 29 do Messidor (17 de agosto de
1795), que foi ratificada por plebiscito.
O período mais revolucionário da Convenção
vai chegar ao fim em 1795.
Iniciou-se um novo período político da Revolução
– o Diretório.
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
O governo durante o Diretório (1795-1799)
5 diretores
nomeados pela assembleia
legislativa
Poder Executivo
Bicameral
‐ Conselho dos 500 (500
membros) propunham as leis
‐ Assembleia (250 membros)
vota as leis propostas
Poder Legislativo
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Os girondinos, grupo político
apoiado pela classe média e
burguesia, derrotaram os jacobinos
(grupo dominantemente apoiado
pelas classes populares).
A nova Constituição de 1795
restabeleceu o voto censitário.
Base social e
política de apoio
O governo durante o Diretório (1795-1799)
A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Corrupção e falta de
organização
administrativa.
Diminuição da base
social e política de apoio
devido às dificuldades
económicas e
financeiras.
Apesar das dificuldades,
os sucessos militares
davam ao exército
prestígio.
O exercício do poder
dependia cada vez mais
do apoio do exército.
Problemas durante o Diretório (1795-1799)
A REVOLUÇÃOFRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
Napoleão
Bonaparte,
através de um
golpe de Estado,
derrubou o
Diretório.
Pôs fim ao
processo
revolucionário
iniciado em
1789.
Inaugurou o
Consulado.
Tornou-se cônsul
e depois cônsul
vitalício.

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  • 2. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS
  • 3. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS  elevados défices das finanças públicas: gastos agravados pelas guerras e pelo luxo da corte;  Os ministros de Luís XV e de Luís XVI tentaram realizar uma reforma do sistema de impostos. A Revolução Francesa resultou de causas de natureza diversa que remontavam ao fim do reinado de Luís XIV. Causas estruturais de natureza económica e financeira:
  • 4. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS • A sobrecarga de impostos afetava os fracos rendimentos dos estratos mais baixos do Terceiro Estado. Causas estruturais de natureza social e política Uma sociedade desigual em que os privilégios judiciais e fiscais isentavam o clero e a nobreza. Os privilegiados resistiam à reforma do Estado que punha em causa os seus privilégios ou isenções. O Terceiro Estado estava sujeito a diversos impostos e obrigações.
  • 5. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS • Causas culturais • O Iluminismo inspirou mudanças no pensamento e na mentalidade das elites - o desejo de um modelo político assente na divisão de poderes. - a valorização da dignidade do indivíduo e a soberania popular; - a defesa de princípios, como a liberdade e a igualdade; - a rejeição do absolutismo;
  • 6. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS • Fatores conjunturais económicos e sociais - indústria têxtil estagnada e em dificuldades; Caderno de Queixas dos habitantes da paróquia de LANVERN. - o descontentamento social era generalizado; - a fome, a miséria e a mendicidade provocaram sublevações populares um pouco por toda a França. - más colheitas e o aumento do preço do pão; - revoltas populares;
  • 7. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS A realeza era vista negativamente: ‐ o monarca, Luís XVI, era hesitante quanto às medidas a implementar; ‐ a rainha, Maria Antonieta, era considerada frívola, gastadora e inimiga dos franceses; ‐ os vários ministros que se sucederam propuseram soluções para a crise económica e financeira, que não foram aceites. Os nobres e os parlamentos locais defendiam que o rei não podia levantar impostos sem o consentimento dos Estados Gerais.
  • 8. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Luís XVI convocou os Estados Gerais a reunir em maio de 1789. Auguste Couder, Abertura dos Estados Gerais em Versalhes, 5 de maio 1789, 1839.
  • 9. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS O Terceiro Estado defendia o voto por cabeça. A 5 de maio teve lugar a abertura solene, marcada pelo discurso do rei e do ministro Necker. A maior parte dos representantes da nobreza e do clero mantinha a opção pela votação tradicional por ordem ou estado, ou seja uma ordem um voto. Povo (98% da população) (Terceiro Estado) = 1 Voto Clero (Primeiro Estado) = 1 voto Nobreza (Segundo Estado) = 1 Voto
  • 10. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Os deputados do Terceiro Estado representavam mais de 98% da população. Criou-se um impasse na decisão sobre o processo de votação. Perante esta situação, o rei mandou encerrar a sala de reunião.
  • 11. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Quais os acontecimentos e iniciativas que marcaram a primeira fase da revolução entre 1789 e 1792? O desencadear dos acontecimentos em 1789
  • 12. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Este episódio ficou conhecido como Juramento da Sala do Jogo da Pela A 20 de junho, na Sala do Jogo da Péla, o Terceiro Estado jurou não se separar até redigir uma Constituição para a França.
  • 13. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Estava formada a Assembleia Nacional Constituinte, que tinha como objetivo elaborar a Constituição.
  • 14. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Principais medidas/reformas da Assembleia Nacional Abolição das guildas e corporações herdadas da Idade Média Abolição dos privilégios particulares Abolição dos direitos senhoriais Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão Igualdade perante a lei Constituição de 1791
  • 15. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Artigo I Os homens nascem e livres e iguais em direitos. As distinções sociais só podem fundamentar-se na utilidade comum. Artigo III O princípio de toda a soberania reside, essencialmente, na nação. Nenhum corpo, nenhum indivíduo, pode exercer autoridade que dela não emane expressamente. Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão
  • 16. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Liberdade individual Liberdade de opinião e de imprensa Liberdade de culto ou de religião Direito à propriedade Os direitos individuais e coletivos dos Homens são universais Direito a julgamento justo Direito à segurança Direito à resistência à opressão A liberdade consiste em poder fazer tudo que não prejudique o próximo Outros princípios na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão
  • 17. A REVOLUÇÃOFRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Declaração dos Direitos da Mulher e Cidadã Olympe de Gouges (1748–1793). Escritora e jornalista, foi autora da Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã. No entanto, o documento foi marginalizado e esquecido. Foi guilhotinada durante o regime do Terror. Preâmbulo da Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, 1791 Jeanne Roland (1754-1793). Destacou-se na defesa dos direitos das mulheres. A sua ligação aos girondinos determinou a sua morte na guilhotina aos 39 anos. decidiram expor numa declaração solene, os direitos naturais, inalienáveis e sagrados da mulher […] As mães, as filhas, as irmãs, representantes da nação, pedem para serem constituídas em assembleia nacional […]
  • 18. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS A Constituição de 1791 pôs fim à monarquia absoluta e instaurou, em França, a monarquia constitucional. O rei, detentor da primeira magistratura do Estado, jura fidelidade à Constituição. Consagrou a divisão do poder político A soberania reside na Nação Constituição de 1791
  • 19. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS A soberania nacional definida na Constituição era limitada: - definia o sufrágio censitário e indireto; - nem todos os franceses podiam exercer o direito de voto; - só os designados cidadãos ativos é que podiam votar. ‐ o poder executivo era exercido pelo rei; ‐ o poder legislativo era exercido pela Assembleia Nacional, através dos deputados, representantes da Nação (sistema representativo); ‐ o poder judicial era exercido pelos juízes, eleitos pelos cidadãos. Constituição de 1791
  • 20. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS • provocou profundas transformações económicas, sociais e políticas; • ultrapassou as fronteiras da França e teve consequências na Europa e na América Latina; • marcou definitivamente o fim do Antigo Regime; • segundo alguns historiadores, marcou o início da Época Contemporânea. Foi um processo irreversível A Revolução Francesa
  • 21. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS • marcado por diversas etapas, em que várias forças políticas e sociais procuraram afirmar o seu poder e influência. 1789-1792: da Assembleia Nacional à monarquia constitucional. 1792-1795: a participação política e o poder dos sans-culottes durante a Convenção republicana. 1795-1799: o poder da burguesia e o regresso à ordem através da intervenção e obra de Napoleão. A Revolução Francesa Foi um processo irreversível
  • 22. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS A QUEDA DA MONARQUIA A obra de Convenção (I República)
  • 23. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Principais fatores da queda da monarquia: ‐ eclodiram revoltas realistas e aristocráticas contrarrevolucionárias. ‐ fuga falhada do rei e da família real; ‐ o rei foi acusado de conspirar contra a revolução; ‐ os emigrados conspiravam a partir do exterior contra a revolução; ‐ os exércitos das potências estrangeiras, opositoras da revolução, preparavam-se para invadir a França;
  • 24. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Em julho de 1792 a Assembleia declarou a “pátria em perigo” devido às ameaças, internas e externas. A 10 de agosto de 1792, um movimento insurrecional popular dirigiu-se à residência real das Tulherias, obrigando o rei a procurar refúgio na Assembleia Legislativa.
  • 25. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS A tomada do Palácio das Tulherias, em 10 de Agosto de 1792: - foi um movimento insurrecional popular dos sans-culottes; - foi liderado pela Comuna de Paris por clubes revolucionários; - defendia um caráter mais popular para a revolução iniciada em 1789. A monarquia constitucional foi abolida e o rei Luís XVI foi destituído. Foi formada uma nova Assembleia republicana, a Convenção, que devia preparar uma nova Constituição para o novo regime: A I REPÚBLICA FRANCESA Sans-culottes
  • 26. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS A revolução e a Pátria estavam em perigo. No mesmo dia os exércitos franceses venceram, em Valmy, os exércitos prussianos. A primeira sessão da Convenção: 20 de setembro de 1792.
  • 27. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS A Convenção nacional de 1792 foi progressivamente dominada pelos setores republicanos mais revolucionários (também designados montanheses ou jacobinos). Estes acabaram por afastar os representantes dos setores mais moderados, sobretudo os da planície e os girondinos. O ambiente interno e externo reforçou a intervenção dos revolucionários da Comuna de Paris e da Convenção: contra os vestígios da monarquia. contras as ameaças internas e externas que punham em causa a revolução.
  • 28. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS O ambiente interno e externo reforçou a intervenção dos revolucionários da Comuna de Paris e da Convenção contra os vestígios da monarquia. A 11 de dezembro de 1792, Luís XVI foi julgado e condenado como traidor. A sua execução ocorreu a 21 de janeiro de 1793. Interrogatório e julgamento de Luís XVI que foi condenado como traidor. A decisão da sua condenação à morte provocou a divisão definitiva entre os girondinos e os montanheses. A Convenção nacional de 1792 foi progressivamente dominada pelos setores republicanos mais revolucionários (também designados montanheses ou jacobinos).
  • 29. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS A OBRA DA CONVENÇÃO Os montanheses, apoiados pelos sans-culottes, afastaram os girondinos da Convenção em junho de 1793. A 25 de setembro de 1792 declarou a República “una e indivisível”. O governo da França era revolucionário até à paz com adoção de medidas de exceção. Implementaram um governo revolucionário liderado pela Comuna Insurrecional de Paris e pelo Comité de Salvação Pública O Terror foi o período mais revolucionário da Convenção Republicana.
  • 30. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS A Convenção elaborou a Constituição republicana de 1793 (que nunca entrou em vigor). A criação do Comité de Salvação Pública fez deste órgão o centro do governo que executava a política da Convenção. Em nome da defesa da revolução foi adotado o regime do Terror, entre 1793 e 1794. O regime do Terror foi associado, sobretudo, à figura de Robespierre, um dos principais líderes do Comité de Salvação Pública. A base de apoio da Convenção era o povo miúdo de Paris que defendia uma república mais igualitária e uma a democracia direta. A OBRA DA CONVENÇÃO
  • 31. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Base social de apoio Sans-culottes Adoção de medidas: ‐ fim de todos os traços da monarquia e do Antigo Regime; - novo calendário republicano; - nova contagem do tempo; Política de descristianização e anticlerical: ‐ encerramento de igrejas e laicização da sociedade e da vida pública; ‐ generalização do culto do Ser Supremo e da razão; ‐ festas cívicas dos heróis e das árvores da liberdade. - morte da rainha Maria Antonieta. A OBRA DA CONVENÇÃO
  • 32. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Adoção de medidas: ‐ eliminação dos opositores através da Lei dos Suspeitos; ‐ instituição de tribunais revolucionários. ‐ condenação dos mais moderados (Danton, Desmoulins); ‐ adoção de julgamentos sumários; ‐ recurso à guilhotina; Mobilização geral popular: ‐ esmagar as revoltas internas contrarrevolucionárias na região da Vendeia; ‐ enfrentar os exércitos estrangeiros que sofrem várias derrotas. A OBRA DA CONVENÇÃO
  • 33. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Criação de assistência pública. Fim de todos os traços da monarquia e do antigo Regime. Abolição do regime feudal. Fim da escravatura nas colónias francesas. Fim da prisão por dívidas. Adoção do sistema métrico decimal. Adoção de um sistema de ensino nacional. ADOÇÃO DE MEDIDAS Lei do Máximo para fixar o preço máximo dos produtos essenciais. Período mais revolucionário da Convenção Republicana: o Terror A OBRA DA CONVENÇÃO
  • 34. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS A Marselhesa torna-se hino oficial em 1795 Generalização dos símbolos revolucionários Barrete frígio Cocarde Bandeira nacional tricolor Marianne Árvores da liberdade Liberdade Igualdade Fraternidade A divisa da República foi adotada Culto dos heróis
  • 35. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS A Convenção voltou a ser dominada pelos girondinos e foi redigida a nova Constituição de 1795, votada a 29 do Messidor (17 de agosto de 1795), que foi ratificada por plebiscito. O período mais revolucionário da Convenção vai chegar ao fim em 1795. Iniciou-se um novo período político da Revolução – o Diretório.
  • 36. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS O governo durante o Diretório (1795-1799) 5 diretores nomeados pela assembleia legislativa Poder Executivo Bicameral ‐ Conselho dos 500 (500 membros) propunham as leis ‐ Assembleia (250 membros) vota as leis propostas Poder Legislativo
  • 37. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Os girondinos, grupo político apoiado pela classe média e burguesia, derrotaram os jacobinos (grupo dominantemente apoiado pelas classes populares). A nova Constituição de 1795 restabeleceu o voto censitário. Base social e política de apoio O governo durante o Diretório (1795-1799)
  • 38. A REVOLUÇÃO FRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Corrupção e falta de organização administrativa. Diminuição da base social e política de apoio devido às dificuldades económicas e financeiras. Apesar das dificuldades, os sucessos militares davam ao exército prestígio. O exercício do poder dependia cada vez mais do apoio do exército. Problemas durante o Diretório (1795-1799)
  • 39. A REVOLUÇÃOFRANCESA - PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS Napoleão Bonaparte, através de um golpe de Estado, derrubou o Diretório. Pôs fim ao processo revolucionário iniciado em 1789. Inaugurou o Consulado. Tornou-se cônsul e depois cônsul vitalício.