TENDÊNCIAS E PERSPECTIVAS DO ENSINO DE
HISTÓRIA
Éderson Dias Oliveira
Fonte: Parâmetros Curriculares Nacionais de História
A História como Disciplina
Escolar
•A História como disciplina
escolar teve início na França
“iluminista – sec. XVIII” onde
razão e ciência buscavam a
libertação e igualdade do
homem.
•A História passou a ser empregada com o objetivo de
identificar a ‘base comum’ formadora da nacionalidade.
•Foi onde se começou a falar em conceitos presentes em
nossas histórias ensinadas hoje: nação, pátria, nacionalidade
e cidadania.
Criança Geopolítica assistindo o nascimento do Novo
Homem
Distinção entre: Nação, Pátria, País e Estado
Nação sublinha os valores culturais comuns a uma população —
«comunidade de indivíduos dispersos em áreas geográficas
diversas, unidos por identidade de origem, costumes, religião Ex.: a
n. judaica». pertencimento
Pátria salienta um país/território enquanto realidade afetiva que
indivíduos estão ligados - «país em que se nasce/pertence como
cidadão; terra natal; ex: «minha pátria é o Irã». afetividade
País refere-se a um território com organização política própria —
«território geograficamente delimitado e habitado por uma
coletividade com história própria; ex.: Chile. território organizado
Estado é a entidade responsável pela organização de um território
e da população que aí habitam — «país soberano, politicamente
organizado»; ex. «o Estado brasileiro». relação de poder
•No Brasil, a História como disciplina escolar autônoma
ocorreu apenas em 1837 - Colégio Pedro II.
•Foi seguido o modelo francês, a História Universal
entrou no currículo, junto com a História Sagrada.
•Tratava-se de um conteúdo destinado a fornecer
conhecimentos políticos rudimentares e uma formação
moral cristã à população.
•História Civil articulada à História Sagrada (catequese).
•As propostas vigentes no ensino não distinguiam as
ideias morais e religiosas das histórias políticas dos
Estados, nem dos costumes dos povos.
•Prevaleceu o ensino religioso no currículo escolar,
visando dar legitimidade à aliança entre o Estado e a
Igreja.
•A História aparecia como disciplina optativa do currículo
nos programas das escolas elementares.
•Porém após 1855 a História do Brasil foi introduzida no
ensino secundário, além da H. Sagrada que integrou o
currículo escolar - educação moral/religiosa.
•Por volta de 1870, sob influência do cientificismo os
programas curriculares foram ampliados, com a inclusão da
História/Geografia Universal, História do Brasil e Regional.
•Para os educadores da época, o ensino de História tinha
dois objetivos.
1) serviria como lições de leitura, com temas menos
áridos, “para incitar a imaginação dos meninos”;
2) serviria para fortificar o “senso moral”, aliando-se à
Instrução Cívica.
•Por volta de 1875 foram feitas novas reformulações dos
currículos visando uma História mais “profana”.
•Tal fato traduzia a atmosfera das discussões sobre o fim
da escravidão, a transição do Império para a República e a
retomada dos debates sobre o ensino laico.
•Os métodos de ensino nas aulas de História eram baseados
na memorização e na repetição oral dos textos.
•Os materiais didáticos restringiam-se à fala do professor
e aos poucos livros didáticos com perguntas e respostas,
facilitando as arguições.
•Desse modo, ensinar História era transmitir os pontos do
livro – o aluno repetia as lições recebidas.
•Seminário de 5 minutos cada, sem nenhum recurso
didático, só a fala.
•1500 (2); 1534 (2); 1580 (1); 1750 (1); 1763 (1); 1789
(1); 1808 (1); 1822 (2); 1840 (1); 1865 (1); 1888 (1); 1889
(2); 1903 (1); 1930 (1); 1964 (2); 1985 (1) e 1988 (1).
•Vamos fazer o sorteio.
•Data de apresentação.
Mudanças e Permanências nos
Métodos da História Escolar
• Por muito tempo, a escola
primária, era o lugar de
ensinar a “ler, escrever e
contar”.
•Para o ensino da leitura, os professores deveriam utilizar,
entre outros, a “Constituição do Império e a História Geral”.
•O objetivo maior era o fortalecimento do senso moral por
meio de deveres com a Pátria e seus governantes.
•Nesta prerrogativa, aprender História significava
memorizar nomes, fatos e datas, repetindo exatamente o
que estava escrito nos livros ou copiados nos cadernos.
•Ainda hoje verifica-se professores que se recusam a
inovar e acompanhar as tendências atuais para o ensino.
•A História, segundo o método catecismo, era
apresentada por perguntas/respostas, devendo os alunos
repetir, oralmente/escrito, literalmente as respostas do
livro.
•Como castigo, pela
imprecisão dos termos,
recebiam a famosa palmatória -
Sistema de avaliação associado
a castigos físicos (Bittencourt,
2004).
•O “aprender de cor” foi uma
constante desde fins do século
XIX.
•Mas, precisamos ainda considerar que memorizar
conscientemente é diferente de “aprender de cor”, ou
memorizar mecanicamente.
•Por volta de 1930, a situação
se agravou, quando os Estudos
Sociais passaram a construir
disciplina nas “escolas primárias”
em substituição à História, à
Geografia e ao Civismo.
•As datas cívicas e as
comemorações dos feitos dos
heróis e dos grandes
acontecimentos nacionais eram,
os únicos conteúdos históricos
para a escola primária.
Como forma de mudar esse quadro, a partir do fim da
década de 1980, criaram-se várias propostas curriculares
de História para o EF como:
• A redefinição do papel do professor, fornecendo-lhe
maior autonomia no trabalho pedagógico;
• A fundamentação tendo como princípio que o aluno é
sujeito ativo no processo de aprendizagem;
• A aceitação que o aluno possui um conhecimento prévio,
obtido pela história de vida e os meios de comunicação, que
deve ser integrado ao processo de aprendizagem;
• A introdução dos estudos
históricos a partir das séries
iniciais do ensino fundamental.
•A transdisciplinaridade é uma característica da nova
tendência da história que se relaciona com a sociologia,
antropologia, arqueologia, filosofia e etc.
•O estudo das origens genealógicas, é um exemplo de
atividade que evita o estudo do passado pelo passado.
•Só o conhecimento crítico do passado permite a
construção da cidadania tal como se pretende hoje, com o
desenvolvimento de um senso histórico-crítico.
•Todas essas modificações
deslocam o professor do papel de
transmissor do saber pronto e
acabado para um professor
mediador entre o aluno e a
produção do próprio conhecimento
que este aluno efetua.
•Aliás, desde a Revolução da Informática, a informação
está ao alcance de todos e fica claro que o professor não
tem mais o monopólio da informação.
•A flexibilidade necessária à docência inclui ser além de
um informante: um formador de consciências críticas e
criativas, capazes de pensarem por si mesmas.
•A avaliação passa, a partir daí,
por um processo de revisão que
inclui a eliminação da “avaliação
bancária” – Paulo Freire.
•A nova avaliação se define
como diagnóstica, processual e
formativa, que busca o
crescimento do aluno e não sua
classificação e exclusão.
Concepções de Conteúdos Escolares e de Aprendizagem
•Um dos grandes problemas no ensino de história é a
dificuldade do docente de contemplar todos os itens a
serem ministrados em suas aulas (História é política).
•Nessa, quase sempre os fatos mais atuais ficam por serem
vistos, em detrimento do passado sempre estudado quase
sem ligação com o presente.
•Há professores que ainda
consideram o aprender
como a memorizar, dominar
muitas informações de
acontecimentos da história
nacional, datas, episódios,
heróis e seu desempenho.
•Para aprender história
se faz necessária à
habilidade interpretativa
do texto, de tabelas,
gráficos e mapas e esses
conteúdos são o “lugar” do
saber histórico.
•Convém destacar que informação não é conhecimento.
•Informação é “matéria-prima”, e só se torna
conhecimento se for transformada pelo sujeito
cognoscente, se fizer sentido para este e se relacionar
com outros conhecimentos já construídos e incorporados.
•Para os PCN’s, espera-se que, ao longo do EF, os alunos
gradativamente possam ler e compreender sua realidade,
posicionar-se, fazer escolhas e agir criteriosamente.
ATIVIDADES
1)Tendo como base as aulas até aqui, qual é a importância
da história para a criança nas séries iniciais? Qual o seu
papel na sua formação?
2)Sem apelar para o decoreba, em breves palavras tente
conceituar o que é NAÇÃO, PÁTRIA, PAÍS E ESTADO?
3)O que foi o método do “catecismo” no ensino de
História?
4)Informação é sinônimo de Conhecimento? Justifique
1. A história no estágio inicial trata da particularidade da
criança. A mesma está imbricada na realidade e experiências
do indivíduo, contribuindo na formação dos seus valores e do
senso crítico.
2. Nação – pertencimento; Pátria – afetividade; País –
território organizado; Estado - relação de poder.
3. Forma de ensino tradicional, que usado termos repetitivos,
leitura e cópias de textos desconexo da realidade do alunos,
juntamente com pressão física/psicológica.
4. Informação é um dado ao relento, desconexo da
significações de um fato/fenômeno. Conhecimento trata da
informação lapidada, que reverte na significação e
entendimento de um fato ou fenômeno.
Nesse sentido, os alunos deverão ser capazes de:Nesse sentido, os alunos deverão ser capazes de:
•• Identificar o próprio grupo de convívio e as relações queIdentificar o próprio grupo de convívio e as relações que
estabelecem com outros tempos e espaços;estabelecem com outros tempos e espaços;
•• Organizar repertórios histórico-culturais que lhesOrganizar repertórios histórico-culturais que lhes
permita localizar acontecimentos no tempo, formulandopermita localizar acontecimentos no tempo, formulando
explicações para questões do presente e passado;explicações para questões do presente e passado;
•• Conhecer/respeitar o modo de vida de diferentes gruposConhecer/respeitar o modo de vida de diferentes grupos
sociais, em distintos tempos e espaços, em suassociais, em distintos tempos e espaços, em suas
manifestações culturais, econômicas, políticas e sociais,manifestações culturais, econômicas, políticas e sociais,
reconhecendo semelhanças e diferenças entre eles;reconhecendo semelhanças e diferenças entre eles;
•• Reconhecer mudanças e permanências nas vivênciasReconhecer mudanças e permanências nas vivências
humanas, presentes na sua realidade e em outrashumanas, presentes na sua realidade e em outras
comunidades, próximas ou distantes no tempo e no espaço;comunidades, próximas ou distantes no tempo e no espaço;
• Questionar sua realidade, identificando problemas e
refletindo sobre soluções, reconhecendo formas de atuação
política e organização coletiva da sociedade civil;
• Utilizar métodos de pesquisa e de produção de textos de
conteúdo histórico, aprendendo a ler diferentes registros
escritos, iconográficos, sonoros;
• Valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a
diversidade, reconhecendo-a como um direito dos povos e
indivíduos e como um elemento de fortalecimento da
democracia.
Superar o
Ego.
•O ensino da História,
exige nos anos iniciais
conteúdos que permita
identificar o grupo de
convívio e as relações
entre eles estabelecidas
com outros tempos e
espaços (recorte cultural).
•A superação do preconceito inicia quando se pretende
formar uma base de tolerância para a convivência entre os
membros na sociedade.
•Com isso é importante identificar as relações sociais no
grupo de convívio, situar acontecimentos históricos,
relacionar com outras disciplinas e novamente, conhecer e
respeitar o modo de vida do outro.
A grande intenção é estabelecer a harmonia, do micro ao
macro, visando nossa humanidade tão atingida pelo
fenômeno do “estranhamento” entre culturas, motivada
pela diferença que brota da especificidade de cada grupo.
A Formação de Conceitos
•Pensando sobre a formação de conceitos, podemos
interrogar: como as crianças aprendem conceitos? É
possível elas em qualquer faixa etária dominar conceitos?
•Tomando como referência Vygotsky (1896/1934), há uma
proximidade entre os conceitos espontâneo (cotidiano) e o
científico (ensino formal).
•Os conhecimentos
espontâneo não são
esquecidos, sendo
transformado através das
diferenças que percebidas
ao entrar em contato com os
conceitos sistematizados.
Observando a dinâmica
do processo de
formação de conceitos,
Vygotsky chegou a
conclusões como:
•A percepção e a
linguagem são
indispensáveis à
formação de conceitos;
•A percepção das diferenças ocorre mais cedo do que a
percepção de semelhança;
•O desenvolvimento dos processos da formação de
conceitos começa na infância, mas suas funções
intelectuais basilares cristaliza-se na adolescência;
•A formação de conceitos é o resultado de uma atividade
complexa, em que as funções intelectuais básicas (atenção,
memória lógica, abstração, capacidade para comparar e
diferenciar) tomam parte;
•Os conceitos novos e mais elevados transformam o
significado dos conceitos inferiores (Vygotsky, 1991).
•Neste sentido, o conhecimento prévio dos alunos é a
condição necessária para a construção de novos
significados e esquemas – “valorização do vivido”.
•Outro aspecto relevante sobre a formação de conceitos,
tratado por Vygotsky, diz respeito:
aos processos cotidianos;
à experiência pessoal da criança e a instrução formal;
à aprendizagem em sala de aula.
•Essas desenvolvem dois tipos de conceitos (espontâneos
e científicos) que se relacionam e se influenciam
constantemente.
•Para Montoya (2006) um conceito é produto das
mudanças que envolverão reorganizações por abstrações
reflexionantes.
•Ex: criança, arvore, abelha, lago.
•Para Vygotsky os conceitos
espontâneos e científicos não estão
em conflitos, pois fazem parte de
um mesmo processo, ainda que se
desenvolvam sob condições
distintas e motivadas por
problemas diferentes.
•Nas experiências cotidianas, a criança centra-se nos
objetos e não tem consciência de seus conceitos.
•Por exemplo, usa corretamente o conceito de município,
mas não é capaz de fazê-lo numa situação experimental.
•Ao passo que nos conceitos aprendidos na escola,
consegue resolver melhor problemas que envolvem o uso
consciente do conceito.
•A criança tem os saberes empíricos construídos na
interação com seu meio social e a escola os conhecimentos
escolares/científicos, que articulam-se entre si.
•Os conceitos científicos desenvolvem-se na criança de
forma diferente dos conceitos espontâneos porque os
mesmos não surgem do nada.
•Esses usam os conhecimentos que
a criança já possui previamente. Ex.
barco – capacidade de abstração.
•Ao elaborar com a criança um
determinado círculo de
conhecimentos, o conceito deixa de
ser novo e passa a ser comparado
com os outros conhecimentos que ela
já possui. Ex. Zebu
•Quando a criança consegue elaborar hipóteses
explicativas sobre por que os barcos andam na água é
porque já vivenciou de alguma maneira.
•Para Vygotsky (2001) a força dos conceitos científicos
manifestou-se onde se revelou a fraqueza dos conceitos
espontâneos, e vice-versa.
•Ou seja, quando um
conceito espontâneo não
é suficientemente forte
para dar uma explicação,
o conceito científico
surge para suprir a
fraqueza da falta de
conhecimento.
•É necessário que o conceito
espontâneo tenha alcançado certo
nível para que o conceito científico
correspondente seja internalizado.
•Em linhas gerais o desenvolvimento
dos conceitos espontâneos é
ascendente (indutivoindutivo), enquanto que
dos conceitos científicos é
descendente (dedutivodedutivo).
•Antes da escola, a criança já possui um conjunto de
conhecimento informal, produto do desenvolvimento
ontogenético em suas experiências.
•Este constitui o seu sistema de crenças sobre o mundo,
influenciando a obtenção do conhecimento formal escolar.
INDUÇÃO E DEDUÇÃO (formas opostas de raciocínio)
•Imagine que, visitando outro país, você conhece uma loja de
“frifas” (sem saber o que significa), e percebe que ela vende
bonecas. No dia seguinte, ao ver outra loja de “frifas”, você
poderá INDUZIR que ela também vende bonecas.
•A INDUÇÃO é o raciocínio próprio dos investigadores (quando
faltam pistas de um crime) e cientistas (quando faltam dados
concretos sobre uma pesquisa) - Raciocínio em que, de fatos
particulares, se chega a uma conclusão geral (vai de uma parte ao
todo). O número 64 é par, logo, todo número que tem dois algarismos é par?
•Se você fizer uma pesquisa em TODAS as lojas de “frifas”
existentes e descobrir que TODAS vendem bonecas, sempre que
encontrar qualquer uma dessas lojas, você poderá DEDUZIR que
também vende bonecas. Toda pessoa nascida no Paraná é brasileiro.
•A DEDUÇÃO é uma forma mais segura de raciocínio, porque é
baseada em dados mais abrangentes e já aceitos - Raciocínio que
parte do geral para o particular (vai do todo a uma parte).
•MÉTODO DEDUTIVO: caracteriza-se, quando se parte
de uma situação geral e genérica para uma particular.
•A dedução é o processo mental contrário à indução.
Através da indução, não produzimos conhecimentos novos,
porém explicitamos conhecimentos que antes estavam
implícitos.
•O seguinte exemplo mostra a diferença entre os
métodos indutivo e dedutivo:
•Dedutivo: todo mamífero tem um coração - Ora, todos
os cães são mamíferos - Logo, todos os cães têm um
coração.
•Indutivo: todos os cães que foram observados tinham
um coração - Logo, todos os cães têm um coração.
•Dado que o conhecimento externo, pode conflitar com o
da escola, como o professor pode agir para não ter
“repostas corretas” apenas para cumprir tarefas escolares
sem sentido e inúteis?
•Esta tarefa não é fácil, porque implica uma revisão de
conteúdos e metodologias. A seguir há algumas sugestões
nessa tarefa complicada:
As experiências
culturais e familiares dos
alunos não podem ser
negadas. Suas ideias
devem ser aceitas para
progressivamente
evoluírem e serem
transformadas;
A resistência para
substituir alguns conceitos só
é superada se o conceito
científico fizer sentido e for
útil;
A observação e o diálogo
com os (dos) alunos possibilita
o diagnóstico de suas ideias ao
longo da aprendizagem;
Nem todo conceito é passível de experimentação, daí o
valor de meios variados: filmes, entrevista, viagens de
campo, vestimentas do passado, etc.
•Por fim o ensino deve levar o aluno à
reconceitualizações, além de desenvolver formas de pensar
que se estendam para outras áreas e transcendam a sala de
aula.
O Professor de História e o Cotidiano de Sala de Aula
•O professor é quem transforma o saber ensinado em
saber apreendido, ação fundamental na produção do
conhecimento.
•Prestigiar temas apenas do passado ou do presente são
perigosos, pois o passado visto em si mesmo não ilustra
nem informa o presente.
•Nem o presente se explica a
partir de si mesmo.
•Do passado devem ser
destacados fatos que permitam
a conexão com o hoje, sem
desprezar os aspecto político,
sócioeconômico, ideológico ...
•Já com relação a tecnologia Karnal (2004) adverte que
a mesma não é um fim em si mesma, mas um meio para se
atingir uma finalidade.
•Seja com a Internet (virtual) ou com o giz/lousa,
(tradicional), o que vale é a intervenção do mediador, na
busca de solução dos questionamentos.
•A produção do
conhecimento se
faz de maneira
formal, mas
também a partir
do informal, do
cotidiano, da
experiência do
aluno.
•Ainda no interesse de organizar o pensamento para o
ensino de História é necessário os imprescindíveis
elementos de ordenação do conhecimento histórico, como:
•“o que aconteceu? Como aconteceu? Quando e em que
ritmo aconteceu?”
•Sem tais questões
não se constroem os
processos e as
explicações gerais.
•E mais “que isso
não se faz uma
ciência da história”
•Uma aula pode ser
conservadora e ultrapassada
contando com todos os mais
modernos meios audiovisuais.
•Como também pode ser
dinâmica e inovadora utilizando
giz, professor e aluno.
•Os detalhes introduzidos em nossa prática didática
podem parecer insignificantes à primeira vista, mas são os
responsáveis pela nossa eficaz docência – autocrítica.
•O que, e como ensinar é algo que passa muito além dos
temas, mas, sobretudo põe à prova a nossa verdadeira
capacidade de comunicação do que sabemos.
•No ensino de História é importante sempre levar em
conta o aluno, suas necessidades, indagações e recursos
intelectuais prévios que variam de um para outro, sempre.
•A história não deixa nunca de ser história ciência, mas
necessita partir “de um conjunto de provocações” que
encaminhem para o verdadeiro saber histórico.
•Nas últimas décadas a História mudou o seu devir na
escola, pois hoje todos somos sujeitos da História e não
mais somente os heróis.
•Também o espaço e o tempo de aprendizado é
extremamente infinito se considerarmos o ambiente
virtual.
ATIVIDADES
1. O que é demandado do aluno no seguinte trecho
“Conhecer/respeitar o modo de vida de diferentes grupos
sociais, em distintos tempos e espaços”?
2. Na formação da criança qual a distinção entre os conceitos
espontâneos e os científicos?
3. Com suas palavras defina indução e dedução, dê um exemplo?
4. A produção do conhecimento se faz de maneira formal ou
informal? Justifique.
5. O que quer dizer quando é colocado que nas últimas décadas a
História mudou o seu devir na escola, pois hoje todos somos
sujeitos da História e não mais somente os heróis.

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Tendencias e perspectivas do ensino de história

  • 1. TENDÊNCIAS E PERSPECTIVAS DO ENSINO DE HISTÓRIA Éderson Dias Oliveira Fonte: Parâmetros Curriculares Nacionais de História
  • 2. A História como Disciplina Escolar •A História como disciplina escolar teve início na França “iluminista – sec. XVIII” onde razão e ciência buscavam a libertação e igualdade do homem. •A História passou a ser empregada com o objetivo de identificar a ‘base comum’ formadora da nacionalidade. •Foi onde se começou a falar em conceitos presentes em nossas histórias ensinadas hoje: nação, pátria, nacionalidade e cidadania. Criança Geopolítica assistindo o nascimento do Novo Homem
  • 3. Distinção entre: Nação, Pátria, País e Estado Nação sublinha os valores culturais comuns a uma população — «comunidade de indivíduos dispersos em áreas geográficas diversas, unidos por identidade de origem, costumes, religião Ex.: a n. judaica». pertencimento Pátria salienta um país/território enquanto realidade afetiva que indivíduos estão ligados - «país em que se nasce/pertence como cidadão; terra natal; ex: «minha pátria é o Irã». afetividade País refere-se a um território com organização política própria — «território geograficamente delimitado e habitado por uma coletividade com história própria; ex.: Chile. território organizado Estado é a entidade responsável pela organização de um território e da população que aí habitam — «país soberano, politicamente organizado»; ex. «o Estado brasileiro». relação de poder
  • 4. •No Brasil, a História como disciplina escolar autônoma ocorreu apenas em 1837 - Colégio Pedro II.
  • 5. •Foi seguido o modelo francês, a História Universal entrou no currículo, junto com a História Sagrada. •Tratava-se de um conteúdo destinado a fornecer conhecimentos políticos rudimentares e uma formação moral cristã à população. •História Civil articulada à História Sagrada (catequese). •As propostas vigentes no ensino não distinguiam as ideias morais e religiosas das histórias políticas dos Estados, nem dos costumes dos povos. •Prevaleceu o ensino religioso no currículo escolar, visando dar legitimidade à aliança entre o Estado e a Igreja.
  • 6. •A História aparecia como disciplina optativa do currículo nos programas das escolas elementares. •Porém após 1855 a História do Brasil foi introduzida no ensino secundário, além da H. Sagrada que integrou o currículo escolar - educação moral/religiosa. •Por volta de 1870, sob influência do cientificismo os programas curriculares foram ampliados, com a inclusão da História/Geografia Universal, História do Brasil e Regional. •Para os educadores da época, o ensino de História tinha dois objetivos. 1) serviria como lições de leitura, com temas menos áridos, “para incitar a imaginação dos meninos”;
  • 7. 2) serviria para fortificar o “senso moral”, aliando-se à Instrução Cívica. •Por volta de 1875 foram feitas novas reformulações dos currículos visando uma História mais “profana”. •Tal fato traduzia a atmosfera das discussões sobre o fim da escravidão, a transição do Império para a República e a retomada dos debates sobre o ensino laico. •Os métodos de ensino nas aulas de História eram baseados na memorização e na repetição oral dos textos. •Os materiais didáticos restringiam-se à fala do professor e aos poucos livros didáticos com perguntas e respostas, facilitando as arguições. •Desse modo, ensinar História era transmitir os pontos do livro – o aluno repetia as lições recebidas.
  • 8. •Seminário de 5 minutos cada, sem nenhum recurso didático, só a fala. •1500 (2); 1534 (2); 1580 (1); 1750 (1); 1763 (1); 1789 (1); 1808 (1); 1822 (2); 1840 (1); 1865 (1); 1888 (1); 1889 (2); 1903 (1); 1930 (1); 1964 (2); 1985 (1) e 1988 (1). •Vamos fazer o sorteio. •Data de apresentação.
  • 9. Mudanças e Permanências nos Métodos da História Escolar • Por muito tempo, a escola primária, era o lugar de ensinar a “ler, escrever e contar”. •Para o ensino da leitura, os professores deveriam utilizar, entre outros, a “Constituição do Império e a História Geral”. •O objetivo maior era o fortalecimento do senso moral por meio de deveres com a Pátria e seus governantes. •Nesta prerrogativa, aprender História significava memorizar nomes, fatos e datas, repetindo exatamente o que estava escrito nos livros ou copiados nos cadernos.
  • 10. •Ainda hoje verifica-se professores que se recusam a inovar e acompanhar as tendências atuais para o ensino. •A História, segundo o método catecismo, era apresentada por perguntas/respostas, devendo os alunos repetir, oralmente/escrito, literalmente as respostas do livro. •Como castigo, pela imprecisão dos termos, recebiam a famosa palmatória - Sistema de avaliação associado a castigos físicos (Bittencourt, 2004). •O “aprender de cor” foi uma constante desde fins do século XIX.
  • 11. •Mas, precisamos ainda considerar que memorizar conscientemente é diferente de “aprender de cor”, ou memorizar mecanicamente. •Por volta de 1930, a situação se agravou, quando os Estudos Sociais passaram a construir disciplina nas “escolas primárias” em substituição à História, à Geografia e ao Civismo. •As datas cívicas e as comemorações dos feitos dos heróis e dos grandes acontecimentos nacionais eram, os únicos conteúdos históricos para a escola primária.
  • 12. Como forma de mudar esse quadro, a partir do fim da década de 1980, criaram-se várias propostas curriculares de História para o EF como: • A redefinição do papel do professor, fornecendo-lhe maior autonomia no trabalho pedagógico; • A fundamentação tendo como princípio que o aluno é sujeito ativo no processo de aprendizagem; • A aceitação que o aluno possui um conhecimento prévio, obtido pela história de vida e os meios de comunicação, que deve ser integrado ao processo de aprendizagem; • A introdução dos estudos históricos a partir das séries iniciais do ensino fundamental.
  • 13. •A transdisciplinaridade é uma característica da nova tendência da história que se relaciona com a sociologia, antropologia, arqueologia, filosofia e etc. •O estudo das origens genealógicas, é um exemplo de atividade que evita o estudo do passado pelo passado. •Só o conhecimento crítico do passado permite a construção da cidadania tal como se pretende hoje, com o desenvolvimento de um senso histórico-crítico. •Todas essas modificações deslocam o professor do papel de transmissor do saber pronto e acabado para um professor mediador entre o aluno e a produção do próprio conhecimento que este aluno efetua.
  • 14. •Aliás, desde a Revolução da Informática, a informação está ao alcance de todos e fica claro que o professor não tem mais o monopólio da informação. •A flexibilidade necessária à docência inclui ser além de um informante: um formador de consciências críticas e criativas, capazes de pensarem por si mesmas. •A avaliação passa, a partir daí, por um processo de revisão que inclui a eliminação da “avaliação bancária” – Paulo Freire. •A nova avaliação se define como diagnóstica, processual e formativa, que busca o crescimento do aluno e não sua classificação e exclusão.
  • 15. Concepções de Conteúdos Escolares e de Aprendizagem •Um dos grandes problemas no ensino de história é a dificuldade do docente de contemplar todos os itens a serem ministrados em suas aulas (História é política). •Nessa, quase sempre os fatos mais atuais ficam por serem vistos, em detrimento do passado sempre estudado quase sem ligação com o presente. •Há professores que ainda consideram o aprender como a memorizar, dominar muitas informações de acontecimentos da história nacional, datas, episódios, heróis e seu desempenho.
  • 16. •Para aprender história se faz necessária à habilidade interpretativa do texto, de tabelas, gráficos e mapas e esses conteúdos são o “lugar” do saber histórico. •Convém destacar que informação não é conhecimento. •Informação é “matéria-prima”, e só se torna conhecimento se for transformada pelo sujeito cognoscente, se fizer sentido para este e se relacionar com outros conhecimentos já construídos e incorporados. •Para os PCN’s, espera-se que, ao longo do EF, os alunos gradativamente possam ler e compreender sua realidade, posicionar-se, fazer escolhas e agir criteriosamente.
  • 17. ATIVIDADES 1)Tendo como base as aulas até aqui, qual é a importância da história para a criança nas séries iniciais? Qual o seu papel na sua formação? 2)Sem apelar para o decoreba, em breves palavras tente conceituar o que é NAÇÃO, PÁTRIA, PAÍS E ESTADO? 3)O que foi o método do “catecismo” no ensino de História? 4)Informação é sinônimo de Conhecimento? Justifique
  • 18. 1. A história no estágio inicial trata da particularidade da criança. A mesma está imbricada na realidade e experiências do indivíduo, contribuindo na formação dos seus valores e do senso crítico. 2. Nação – pertencimento; Pátria – afetividade; País – território organizado; Estado - relação de poder. 3. Forma de ensino tradicional, que usado termos repetitivos, leitura e cópias de textos desconexo da realidade do alunos, juntamente com pressão física/psicológica. 4. Informação é um dado ao relento, desconexo da significações de um fato/fenômeno. Conhecimento trata da informação lapidada, que reverte na significação e entendimento de um fato ou fenômeno.
  • 19. Nesse sentido, os alunos deverão ser capazes de:Nesse sentido, os alunos deverão ser capazes de: •• Identificar o próprio grupo de convívio e as relações queIdentificar o próprio grupo de convívio e as relações que estabelecem com outros tempos e espaços;estabelecem com outros tempos e espaços; •• Organizar repertórios histórico-culturais que lhesOrganizar repertórios histórico-culturais que lhes permita localizar acontecimentos no tempo, formulandopermita localizar acontecimentos no tempo, formulando explicações para questões do presente e passado;explicações para questões do presente e passado; •• Conhecer/respeitar o modo de vida de diferentes gruposConhecer/respeitar o modo de vida de diferentes grupos sociais, em distintos tempos e espaços, em suassociais, em distintos tempos e espaços, em suas manifestações culturais, econômicas, políticas e sociais,manifestações culturais, econômicas, políticas e sociais, reconhecendo semelhanças e diferenças entre eles;reconhecendo semelhanças e diferenças entre eles; •• Reconhecer mudanças e permanências nas vivênciasReconhecer mudanças e permanências nas vivências humanas, presentes na sua realidade e em outrashumanas, presentes na sua realidade e em outras comunidades, próximas ou distantes no tempo e no espaço;comunidades, próximas ou distantes no tempo e no espaço;
  • 20. • Questionar sua realidade, identificando problemas e refletindo sobre soluções, reconhecendo formas de atuação política e organização coletiva da sociedade civil; • Utilizar métodos de pesquisa e de produção de textos de conteúdo histórico, aprendendo a ler diferentes registros escritos, iconográficos, sonoros; • Valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a diversidade, reconhecendo-a como um direito dos povos e indivíduos e como um elemento de fortalecimento da democracia. Superar o Ego.
  • 21. •O ensino da História, exige nos anos iniciais conteúdos que permita identificar o grupo de convívio e as relações entre eles estabelecidas com outros tempos e espaços (recorte cultural). •A superação do preconceito inicia quando se pretende formar uma base de tolerância para a convivência entre os membros na sociedade. •Com isso é importante identificar as relações sociais no grupo de convívio, situar acontecimentos históricos, relacionar com outras disciplinas e novamente, conhecer e respeitar o modo de vida do outro.
  • 22. A grande intenção é estabelecer a harmonia, do micro ao macro, visando nossa humanidade tão atingida pelo fenômeno do “estranhamento” entre culturas, motivada pela diferença que brota da especificidade de cada grupo.
  • 23. A Formação de Conceitos •Pensando sobre a formação de conceitos, podemos interrogar: como as crianças aprendem conceitos? É possível elas em qualquer faixa etária dominar conceitos? •Tomando como referência Vygotsky (1896/1934), há uma proximidade entre os conceitos espontâneo (cotidiano) e o científico (ensino formal). •Os conhecimentos espontâneo não são esquecidos, sendo transformado através das diferenças que percebidas ao entrar em contato com os conceitos sistematizados.
  • 24. Observando a dinâmica do processo de formação de conceitos, Vygotsky chegou a conclusões como: •A percepção e a linguagem são indispensáveis à formação de conceitos; •A percepção das diferenças ocorre mais cedo do que a percepção de semelhança; •O desenvolvimento dos processos da formação de conceitos começa na infância, mas suas funções intelectuais basilares cristaliza-se na adolescência;
  • 25. •A formação de conceitos é o resultado de uma atividade complexa, em que as funções intelectuais básicas (atenção, memória lógica, abstração, capacidade para comparar e diferenciar) tomam parte; •Os conceitos novos e mais elevados transformam o significado dos conceitos inferiores (Vygotsky, 1991). •Neste sentido, o conhecimento prévio dos alunos é a condição necessária para a construção de novos significados e esquemas – “valorização do vivido”.
  • 26. •Outro aspecto relevante sobre a formação de conceitos, tratado por Vygotsky, diz respeito: aos processos cotidianos; à experiência pessoal da criança e a instrução formal; à aprendizagem em sala de aula. •Essas desenvolvem dois tipos de conceitos (espontâneos e científicos) que se relacionam e se influenciam constantemente. •Para Montoya (2006) um conceito é produto das mudanças que envolverão reorganizações por abstrações reflexionantes. •Ex: criança, arvore, abelha, lago.
  • 27. •Para Vygotsky os conceitos espontâneos e científicos não estão em conflitos, pois fazem parte de um mesmo processo, ainda que se desenvolvam sob condições distintas e motivadas por problemas diferentes. •Nas experiências cotidianas, a criança centra-se nos objetos e não tem consciência de seus conceitos. •Por exemplo, usa corretamente o conceito de município, mas não é capaz de fazê-lo numa situação experimental. •Ao passo que nos conceitos aprendidos na escola, consegue resolver melhor problemas que envolvem o uso consciente do conceito.
  • 28. •A criança tem os saberes empíricos construídos na interação com seu meio social e a escola os conhecimentos escolares/científicos, que articulam-se entre si. •Os conceitos científicos desenvolvem-se na criança de forma diferente dos conceitos espontâneos porque os mesmos não surgem do nada. •Esses usam os conhecimentos que a criança já possui previamente. Ex. barco – capacidade de abstração. •Ao elaborar com a criança um determinado círculo de conhecimentos, o conceito deixa de ser novo e passa a ser comparado com os outros conhecimentos que ela já possui. Ex. Zebu
  • 29. •Quando a criança consegue elaborar hipóteses explicativas sobre por que os barcos andam na água é porque já vivenciou de alguma maneira. •Para Vygotsky (2001) a força dos conceitos científicos manifestou-se onde se revelou a fraqueza dos conceitos espontâneos, e vice-versa. •Ou seja, quando um conceito espontâneo não é suficientemente forte para dar uma explicação, o conceito científico surge para suprir a fraqueza da falta de conhecimento.
  • 30. •É necessário que o conceito espontâneo tenha alcançado certo nível para que o conceito científico correspondente seja internalizado. •Em linhas gerais o desenvolvimento dos conceitos espontâneos é ascendente (indutivoindutivo), enquanto que dos conceitos científicos é descendente (dedutivodedutivo). •Antes da escola, a criança já possui um conjunto de conhecimento informal, produto do desenvolvimento ontogenético em suas experiências. •Este constitui o seu sistema de crenças sobre o mundo, influenciando a obtenção do conhecimento formal escolar.
  • 31. INDUÇÃO E DEDUÇÃO (formas opostas de raciocínio) •Imagine que, visitando outro país, você conhece uma loja de “frifas” (sem saber o que significa), e percebe que ela vende bonecas. No dia seguinte, ao ver outra loja de “frifas”, você poderá INDUZIR que ela também vende bonecas. •A INDUÇÃO é o raciocínio próprio dos investigadores (quando faltam pistas de um crime) e cientistas (quando faltam dados concretos sobre uma pesquisa) - Raciocínio em que, de fatos particulares, se chega a uma conclusão geral (vai de uma parte ao todo). O número 64 é par, logo, todo número que tem dois algarismos é par? •Se você fizer uma pesquisa em TODAS as lojas de “frifas” existentes e descobrir que TODAS vendem bonecas, sempre que encontrar qualquer uma dessas lojas, você poderá DEDUZIR que também vende bonecas. Toda pessoa nascida no Paraná é brasileiro. •A DEDUÇÃO é uma forma mais segura de raciocínio, porque é baseada em dados mais abrangentes e já aceitos - Raciocínio que parte do geral para o particular (vai do todo a uma parte).
  • 32. •MÉTODO DEDUTIVO: caracteriza-se, quando se parte de uma situação geral e genérica para uma particular. •A dedução é o processo mental contrário à indução. Através da indução, não produzimos conhecimentos novos, porém explicitamos conhecimentos que antes estavam implícitos. •O seguinte exemplo mostra a diferença entre os métodos indutivo e dedutivo: •Dedutivo: todo mamífero tem um coração - Ora, todos os cães são mamíferos - Logo, todos os cães têm um coração. •Indutivo: todos os cães que foram observados tinham um coração - Logo, todos os cães têm um coração.
  • 33. •Dado que o conhecimento externo, pode conflitar com o da escola, como o professor pode agir para não ter “repostas corretas” apenas para cumprir tarefas escolares sem sentido e inúteis? •Esta tarefa não é fácil, porque implica uma revisão de conteúdos e metodologias. A seguir há algumas sugestões nessa tarefa complicada: As experiências culturais e familiares dos alunos não podem ser negadas. Suas ideias devem ser aceitas para progressivamente evoluírem e serem transformadas;
  • 34. A resistência para substituir alguns conceitos só é superada se o conceito científico fizer sentido e for útil; A observação e o diálogo com os (dos) alunos possibilita o diagnóstico de suas ideias ao longo da aprendizagem; Nem todo conceito é passível de experimentação, daí o valor de meios variados: filmes, entrevista, viagens de campo, vestimentas do passado, etc. •Por fim o ensino deve levar o aluno à reconceitualizações, além de desenvolver formas de pensar que se estendam para outras áreas e transcendam a sala de aula.
  • 35. O Professor de História e o Cotidiano de Sala de Aula •O professor é quem transforma o saber ensinado em saber apreendido, ação fundamental na produção do conhecimento. •Prestigiar temas apenas do passado ou do presente são perigosos, pois o passado visto em si mesmo não ilustra nem informa o presente. •Nem o presente se explica a partir de si mesmo. •Do passado devem ser destacados fatos que permitam a conexão com o hoje, sem desprezar os aspecto político, sócioeconômico, ideológico ...
  • 36. •Já com relação a tecnologia Karnal (2004) adverte que a mesma não é um fim em si mesma, mas um meio para se atingir uma finalidade. •Seja com a Internet (virtual) ou com o giz/lousa, (tradicional), o que vale é a intervenção do mediador, na busca de solução dos questionamentos. •A produção do conhecimento se faz de maneira formal, mas também a partir do informal, do cotidiano, da experiência do aluno.
  • 37. •Ainda no interesse de organizar o pensamento para o ensino de História é necessário os imprescindíveis elementos de ordenação do conhecimento histórico, como: •“o que aconteceu? Como aconteceu? Quando e em que ritmo aconteceu?” •Sem tais questões não se constroem os processos e as explicações gerais. •E mais “que isso não se faz uma ciência da história”
  • 38. •Uma aula pode ser conservadora e ultrapassada contando com todos os mais modernos meios audiovisuais. •Como também pode ser dinâmica e inovadora utilizando giz, professor e aluno. •Os detalhes introduzidos em nossa prática didática podem parecer insignificantes à primeira vista, mas são os responsáveis pela nossa eficaz docência – autocrítica. •O que, e como ensinar é algo que passa muito além dos temas, mas, sobretudo põe à prova a nossa verdadeira capacidade de comunicação do que sabemos.
  • 39. •No ensino de História é importante sempre levar em conta o aluno, suas necessidades, indagações e recursos intelectuais prévios que variam de um para outro, sempre. •A história não deixa nunca de ser história ciência, mas necessita partir “de um conjunto de provocações” que encaminhem para o verdadeiro saber histórico. •Nas últimas décadas a História mudou o seu devir na escola, pois hoje todos somos sujeitos da História e não mais somente os heróis. •Também o espaço e o tempo de aprendizado é extremamente infinito se considerarmos o ambiente virtual.
  • 40. ATIVIDADES 1. O que é demandado do aluno no seguinte trecho “Conhecer/respeitar o modo de vida de diferentes grupos sociais, em distintos tempos e espaços”? 2. Na formação da criança qual a distinção entre os conceitos espontâneos e os científicos? 3. Com suas palavras defina indução e dedução, dê um exemplo? 4. A produção do conhecimento se faz de maneira formal ou informal? Justifique. 5. O que quer dizer quando é colocado que nas últimas décadas a História mudou o seu devir na escola, pois hoje todos somos sujeitos da História e não mais somente os heróis.