Curso de Aprendizagem de Técnico/a
da Qualidade
5167 – Melhoria da Qualidade
Formador: Roger Pragosa
rpragosa@gmail.com Entidade Formadora:
Co-financiado por:
Programa
 Conceitos e sua evolução
 Melhoria reativa
 Melhoria contínua
 Melhoria preventiva
 Programas de melhoria
 Os custos da qualidade
Conceitos e sua evolução
Não-conformidade
 Não atendimento a um requisito.
Conceitos e sua evolução
Causa-raiz
 A razão ou causa fundamental de uma não-
conformidade.
Conceitos e sua evolução
Ação corretiva
 Ação tomada para eliminar a causa de uma não-
conformidade, de forma a prevenir sua
recorrência.
Ação Corretiva ≠ Ação Preventiva ≠ Correção!
Conceitos e sua evolução
Ação Preventiva
 Ação tomada para eliminar a causa de uma
potencial não-conformidade, de forma a prevenir
sua ocorrência.
Conceitos e sua evolução
Correção
 Ação para eliminar uma não-conformidade
identificada.
 Uma correção pode ser feita em conjunto
com uma ação corretiva.
 Exemplo: retrabalho ou reclassificação
Conceitos e sua evolução
Correção
 Ação para eliminar uma não-conformidade
identificada.
 Uma correção pode ser feita em conjunto
com uma ação corretiva.
 Exemplo: retrabalho ou reclassificação
Conceitos e sua evolução
Tipos de não-conformidade
 Não-conformidades podem ser registadas em
qualquer ponto do sistema de gestão: parte técnica,
administrativa ou da qualidade.
 Exemplo: reclamações, controle da qualidade,
calibração de instrumentos, verificação de materiais,
observações do pessoal, certificados, análises críticas
pela direção e auditorias internas.
Conceitos e sua evolução
Classificando não-conformidades
 Uma não conformidade pode ser categorizada de
acordo com a sua criticidade ou impacto sobre o
sistema de gestão.
Conceitos e sua evolução
Categorias de não-conformidades
 Maiores: indicam quebra do sistema, por não
atendimento a um requisito especificado, ou quando não
fazemos o que estabelecemos em nossos procedimentos
documentados.
 Menores: faltas de eventuais instruções onde se
façam necessárias, ou falhas ocasionais nos procedimentos
auditados; quando não impacta o produto ou o processo.
 Observações: falhas esporádicas no sistema, que
necessitam de atenção, não chegando a configurar não-
conformidade sistêmica, ou seja, são não-conformidades
potenciais (eventualmente).
Conceitos e sua evolução
Visão geral do tratamento de problemas:
1. Identificação do problema
2. Observação / coleta de dados
3.Análise de causas
4. Definição de planos de ação
5. Execução das ações
6.Verificação das ações
7. Padronização
8. Conclusão
Conceitos e sua evolução
Identificação do problema -
recolha de dados e análise de
causas
Conceitos e sua evolução
Identificação do Problema
 Diferença entre Situação Desejada vs. Situação Atual
 Erro, Desvio, Não Conformidade ou Desperdício
 Gerador de Desconforto e Prejuízo
 Algo que deve ser eliminado o mais rápido possível
 Visão Alternativa: Oportunidade de Melhorar o Processo
Conceitos e sua evolução
Identificando o Problema
 Um problema pode ser identificado em qualquer ponto
do sistema de gestão. Exemplos:
◦ – Auditorias internas
◦ – Em resultados de ensaios de proficiência
◦ – Nas cartas de controle
◦ – Nas análises críticas do sistema de gestão
◦ – Nas tarefas do cotidiano
Conceitos e sua evolução
Identificando o Problema
 Quando identificado o problema, devem ser tomadas as
devidas ações para eliminá-lo.
 Algumas Ferramentas da Qualidade podem ser
implementadas para identificação destes problemas e
suas causas. Exemplo: Brainstorming, Estratificação,
Folha de Verificação, Gráfico de Pareto, Carta de
Controle, Diagrama de Dispersão, Método dos 5 Por
Quês, Diagrama de Causa e Efeito e FMEA.
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Controle dos trabalhos não-conformes
Objetivo: que se estabeleça uma disciplina para o
tratamento das não-conformidades registradas no
seu sistema de gestão.
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Controle dos trabalhos não-conformes
Objetivo: que se estabeleça uma disciplina para o
tratamento das não-conformidades registadas no
seu sistema de gestão.
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Controle dos trabalhos não-conformes
Política e procedimento para NC.
Garantir:
• designação de responsabilidades
• avaliação da importância da NC
• imediata correção
• notificação a clientes
• definição de responsabilidades
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Controle dos trabalhos não-conformes
Inicia pela avaliação da importância da NC.
Se houver possibilidade de repetir, deve ser
chamado o procedimento para ações corretivas.
Pode requerer a interrupção de serviços e
retenção de relatórios ou certificados.
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Oportunidade de Melhoria
Desta forma deve-se aprimorar continuamente a
eficácia do sistema de gestão através do uso da
política da qualidade, objetivos da qualidade,
resultados de auditorias, análise de dados, ações
corretivas e preventivas e análise crítica pela
direção.
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Ação Corretiva
Objetivo: que se estabeleça um método para o tratamento
das NCs registadas de forma a prevenir sua recorrência
através da implementação de ações corretivas
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Ação Corretiva
 Política e procedimento
 Designar autoridades para implementar as ações
 Deve ser dada especial atenção para análise das
causas da NC para que as ações corretivas sejam
eficazes.
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Ação Corretiva
 Selecionar e implementar ações corretivas mais
prováveis para eliminar o problema.
 Ações apropriadas à magnitude e ao risco do
problema.
 Auditorias adicionais, quando necessário.
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Ação Preventiva
 Objetivo: que se estabeleça uma sistemática para o
tratamento das potenciais NCs registradas de forma a
prevenir sua ocorrência através da implementação de
ações preventivas.
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Ação Preventiva
Pode surgir através de:
 observações durante auditorias internas;
 análises críticas;
 sugestões do pessoal;
 discussões entre grupos de trabalho;
 outras oportunidades de melhoria.
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Ação Preventiva
Quando forem identificadas oportunidades de melhoria ou
se forem requeridas ações preventivas, devem ser
desenvolvidos, implementados e monitorados planos de
ação para reduzir a probabilidade de ocorrência das tais
não-conformidades e para aproveitar as oportunidades de
melhoria requeridas.
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Documentando o processo
Tratamento de NCs e OMs
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Relato da NC
Para caracterização de uma não-conformidade é sempre
preciso ter associada a ela:
– evidência objetiva;
– um requisito não atendido da norma;
– quando em auditoria, a concordância do auditado.
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Relato da NC
 Ser claro, objetivo, conciso e fornecer todas as
informações necessárias para o seu entendimento.
 Anotar informações como: código do documento, a
revisão, o setor, o equipamento, a planta/esquema, etc.
 Duas abordagens: incluir no relato da própria NC a
descrição das evidências objetivas ou relatar à parte as
evidências objetivas.
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Relato da NC
Principais erros encontrados:
 Conclusões sem evidência objetiva ou não descrição
completa das evidências objetivas.
 Erros na identificação do requisito não atendido da
norma.
 Falta de clareza na descrição da não-conformidade.
 Relato de detalhes pouco importantes.
 Várias não-conformidades no mesmo requisito.
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Maus Exemplos:
 “Não foram realizadas as formações para os novos técnicos
contratados em 2006 acerca da documentação dos sistema de
gestão”.
 “Os baixos índices de satisfação dos clientes demonstram que as
formações não foram eficazes”.
 “Não há controle, pois não há registros”.
 “Existe um procedimento para controle de documentos (PS02)
que foi elaborado por um terceiro, que no entanto não está
validado, nem documentado. O atual procedimento não
representa o que é realizado na prática”.
 “O laboratório deve registrar as condições ambientais”.
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Bons Exemplos:
“Não foram mantidos os registros dos treinamentos realizados
em 2006 pelo pessoal do laboratório, conforme prevê o
procedimento PSQ04, revisão 3”. (requisito 5.2.5)
“A sistemática para análise crítica de pedidos, descrita no
procedimento DSQ32, revisão 4, não garante que, quando
ocorrerem desvios ao contrato inicial, o cliente é devidamente
informado”. (requisito 4.4.3)
“Não foi possível evidenciar o registro da verificação da
conformidade dos suprimentos XYZ adquiridos em 20 de março de
2006”. (requisito 4.6.2)
“Não foi realizada auditoria interna de 2006, conforme previa
o cronograma de auditorias internas do laboratório”. (requisito
4.14.1)
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Bons Exemplos:
Relato da NC: o laboratório não mantém atualizado os registos de
formações realizados.
Evidência: não localização dos registros dos treinamentos realizados
em 2006. (requisito 5.2.5)
Relato da NC: o procedimento utilizado pelo laboratório para
análise crítica de pedidos não garante que quando ocorrerem
desvios ao contrato inicial, o cliente é devidamente informado.
Evidência: DSQ32, revisão 4. (requisito 4.4.3)
Relato da NC: não foi mantido registro de verificação da
conformidade de suprimentos adquiridos.
Evidência: suprimentos XYZ adquiridos em 20 de março de 2006
sem registros de verificação de conformidade. (requisito 4.6.2)
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Tratando as NCs e as OMs
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
GESTÃO DE NC E OM PELO PDCA
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Não
Conformidade
Ação
Preventiva
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Tratando Não Conformidades
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Tratando Não Conformidades
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
ALGUMAS ARMADILHAS...
 Concluir por Intuição
 Decidir pelo Caminho Mais Curto
 Dimensionar Mal o Problema
 Contentar-se com Uma Única Solução
 Isolar-se com o Problema
 Desprezar os Detalhes
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Exemplo do tratamento de uma NC
Problema/Não-conformidade:
 Não foi realizada a auditoria interna de 2006,
conforme previa o cronograma de auditorias
internas do laboratório.
Correção:
 Realizar a auditoria interna dentro de duas
semanas.
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Descrição das Causas
 Usar as técnicas apresentadas anteriormente
(brainstorming, Pareto, 5 Por quês, Diagrama de
causa e efeito, etc.)
 Identificar as causas-raíz do problema
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Exemplos:
Não-conformidade:
 Não foi realizada a auditoria interna de 2006, conforme
previa o cronograma de auditorias internas do
laboratório.
Causas:
 Falta de planeamento por parte do laboratório
 Processo de controle do cronograma é inadequada
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Ações Corretivas
Selecionar as ações corretivas que sejam mais prováveis
para eliminar o problema.
 Podem ser definidas mais de uma ação para um mesmo
problema.
 Importância para o gerenciamento das ações.
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Exemplos:
Não-conformidade:
Não foi realizada auditoria interna de 2006, conforme previa o cronograma de auditorias
internas do laboratório.
Ações corretivas:
a. Planear com maior antecedência as auditorias internas. Avisar com antecedência de 2
semanas o pessoal envolvido. Prazo: 30 de abril de 2006. Responsabilidade: Fulano
b. Desenvolver o sistema informático para o controlo de cronograma de auditorias internas.
Prazo: 20 de julho de 2006. Responsabilidade: Beltrano
c. Alterar o procedimento de auditorias internas descrevendo a sistemática de planeamento
de auditorias internas. Prazo: 30 de julho de 2006. Responsabilidade: Fulano
d. Nova formação para os envolvidos. Prazo: 5 de agosto de 2006. Responsabilidade: Fulano
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Ações Preventivas / Oportunidades de Melhoria
 Relatar claramente a AP ou OM.
 Podem ser usadas ferramentas de apoio para esta etapa,
como o FMEA.
 Importância para a gestão das ações.
Melhoria reativa - Gestão das não
conformidades
Exemplos:
Potencial Não-conformidade:
Pela análise crítica dos dados das cartas de controle, há uma
tendência de degradação do padrão de pH.
Ações Preventivas:
a. Repor o padrão de pH
Prazo: 5 de maio de 2006. Responsabilidade: Fulano
b. Realizar estudo sobre validade do padrão de pH
Prazo: 10 de Agosto de 2006. Responsabilidade: Beltrano
O tratamento de Gestão de Reclamações é uma
ferramenta importante ao nível da imagem
corporativa das organizações e fidelização de
clientes.
Melhoria reativa - Gestão das
reclamações
Comportamento mais correto do
atendedor durante uma reclamação
 1-Pedir desculpa
 2-Restabelecimento urgente
 3-Empatia
 4-Restituição
 5-Follow up
Melhoria reativa - Gestão das
reclamações
Como tomar conhecimento das
reclamações?
 Caixa de Sugestões
 Inquérito de opinião
 Entrevista
 Sondagens
 DECO- Associação Portuguesa para
Defesa do Consumidor;
 Instituto Nacional de Defesa do
Consumidor
Livro de Reclamações
Como gerir e que atitudes tomar
numa reclamação
 Por vezes, a abordagem passiva é mesmo a melhor. Afinal,
quando estamos a responder em nome de uma empresa,
e não em nome próprio, pode ser necessário morder a
língua para não dar ao cliente a resposta que achamos
que ele na realidade mereceria.
 A abordagem agressiva deve ser sempre evitada, até
porque geralmente resulta numa situação negativa para o
empregado e não para o cliente. Deverá seguir sempre a
velha máxima “o cliente tem sempre razão”.
 A abordagem mais correta, e que as empresas cada vez mais
procuram implementar, é a assertiva. É provavelmente a forma
menos intuitiva, e que por isso necessita ser aprendida.
 Nos primeiros minutos, deixe o cliente falar e expor os seus
argumentos. Ouça o que ele tem a dizer, sem interrupções nem
comentários.
 Não encare a reclamação de forma pessoal. Esta reclamação dirige-
se à empresa e não à sua pessoa. Mesmo que a reclamação se dirija
ao seu desempenho profissional, deve saber distinguir estas críticas
de ataques pessoais.
Melhoria reativa - Gestão das
reclamações
 Procure separar o comportamento do cliente, do problema.
Apesar do comportamento do cliente estar a ser inaceitável, o
problema apresentado poderá ser pertinente.
 Nunca diga que o cliente não tem razão, por maior que seja a sua
vontade de fazê-lo. Mostre compreensão. É importante que o
cliente perceba que está disponível para o ajudar.
 Poderá usar o nome do cliente, personalizando o contacto, mas
evite faze-lo de forma repetitiva, para não se tornar irritante.
Melhoria reativa - Gestão das
reclamações
 Se apesar de estar a lidar com a situação “como mandam os
manuais”, o cliente continuar furioso, crie um limite, explique que
o seu comportamento está a ser inaceitável e que, enquanto ele
estiver aos berros ou a interrompê-lo, não poderá ajudá-lo.
 Não perca a sua calma, e mantenha sempre a educação e um tom
de voz apaziguador. Não se esqueça de ir pedindo desculpa pelo
incómodo causado e lamentar toda a situação.
 Nunca culpe a sua empresa. Deverá dar razão ao cliente sem, no
entanto, pôr em causa o bom nome da empresa.
Melhoria reativa - Gestão das
reclamações
 Depois de ouvir atentamente, procure tomar o controlo
da situação. Faça um pequeno resumo, para que o cliente
entenda que ouviu atentamente e percebeu
corretamente a reclamação. Se não estiver totalmente
esclarecido, coloque as questões que achar necessárias.
 Se estiver na presença do cliente, não cruze os braços
enquanto fala com ele, e procure manter o contacto
visual. Durante uma conversa telefónica, vá
demonstrando que continua atento e não recorra a
silêncios muito prolongados como se estivesse sem
atenção.
Melhoria reativa - Gestão das
reclamações
 Se tiver recebido a “reclamação furiosa” por email, analise a
situação exposta com cuidado. Certifique-se de que dispõe da
informação necessária para resolver o problema. Faça um rascunho
com a sua mensagem e verifique se tem erros. Se a situação o
exigir, e se tiver o contacto, poderá optar por telefonar para o
cliente.
 Depois de devidamente analisado, indique as soluções possíveis
para a resolução da situação, fazendo tudo o que estiver ao seu
alcance que tudo fique devidamente encaminhado.
Melhoria reativa - Gestão das
reclamações
 Antes de apresentar uma solução, pergunte qual seria,
para o cliente, a solução ideal para esta situação.Veja o
que é possível fazer a partir evitando, no entanto, fazer
promessas que não vai poder cumprir.
 Após enfrentar uma situação deste género faça uma
pequena pausa. É normal que a pessoa que está a
receber a reclamação nestes termos, acabe por passar
por uma situação de stress.
Melhoria reativa - Gestão das
reclamações
 Se o problema reportado acontece com muita
frequência, procure tomar medidas para resolver a sua
origem, e não apenas para resolver aquele caso
concreto.
 Se possível, faça um follow-up para averiguar se a forma
como a situação foi resolvida foi do agrado do cliente.
Melhoria reativa - Gestão das
reclamações
Vantagens da reclamação assertiva na
comunicação assertiva das reclamações
Vantagens da assertividade
 O comportamento assertivo acarreta vantagens,
tais como, o aumento da autoestima- e confiança
em si próprio, reconhecimento das suas
capacidades e das suas limitações, assim como as
dos outros, maior sentido de responsabilidade
pelas suas opiniões e desejos, maior sentido
descontrolo, menos dispendioso de energias
negativas e de tempo.
Princípios da assertividade
 Existem vários princípios básicos para quem
comunica assertivamente, tais como, a reflexão de
como vai agir antes de o fazer, o respeito, a
sinceridade, expressar o seu direito de dizer não
quando necessário sem se sentir culpabilizado,
assumir as suas responsabilidades, e as suas falhas
pedindo desculpa por ter errado. E principalmente
este é quando um indivíduo controla as suas
emoções com constante inteligência emocional.
Vantagens da reclamação assertiva na
comunicação assertiva das reclamações
Melhoria Contínua - Mudança de
Rutura
Projetos de mudanças de rutura geralmente envolvem
reformulações significativas de processos existentes e
convém que incluam:
• definição dos objetivos e um planeamento do projeto de melhoria;
• análise do processo existente (o processo como ele é) e
identificação das oportunidades de alteração;
• definição e planeamento de melhoria para o processo;
• implementação da melhoria;
• verificação e validação do processo de melhoria;
• avaliação da melhoria alcançada, incluindo aprendizagem.
Melhoria Contínua - Mudança de
Rutura
É imprescindível que os projetos de mudança de rutura
sejam conduzidos por peritos e que incluam a aplicação de
métodos de gestão de projetos. De acordo com a
metodologia recomendada para a aplicação do PDCA, um
novo planeamento de projeto deve ser a base para o
projeto de melhoria contínua de um processo já
implementado.
Melhoria Contínua - Mudança de
Rutura
Convém que o processo de melhoria seja repetido nos
problemas remanescentes, desenvolvendo objetivos e
soluções para outros processos de melhoria”.
Há que manter registros de práticas e soluções, como
modelos para processos em fase de implementação.
Melhoria Contínua - Mudança de
Rutura
Para facilitar o envolvimento e consciencializar as pessoas
em atividades de melhoria, convém que a direção
considere atividades tais como:
• formar grupos com líderes eleitos pelos seus colegas;
• permitir às pessoas controlar e melhorar o seu local de
trabalho;
• desenvolver o conhecimento, a experiência e as
habilidades das pessoas como parte das atividades globais
de gestão da qualidade da organização
Melhoria Contínua - Reengenharia de
Processo
Se um processo possuir não conformidades potenciais na
sua conceção e, mesmo assim, for implementado, o
produto final estará de antemão condenado, pois todas as
não conformidades, antes não manifestas, vão se
transformar em anomalias reais.
A solução está em “deitar fora” os atuais processos e
começar de novo, utilizando o poder da moderna
tecnologia da informação para redesenhar completamente
os processos, de forma a alcançar profundos
melhoramentos na sua performance.
Melhoria Contínua - Reengenharia de
Processo
A reengenharia ...
…consiste no repensar fundamental e no redesenhar
radical dos processos de trabalho com o objetivo de obter
melhorias dramáticas nas medidas da performance da
empresa, seja nos custos, na qualidade, no serviço ou no
tempo.
Melhoria Contínua - Reengenharia de
Processo
• Radical: a reengenharia implica redesenhar e não em
aperfeiçoar, ajustar ou modificar.
• Processo: conjunto de atividades que, tomadas
sistematicamente, cria valor para os clientes.
• Dramáticas: a reengenharia só é chamada quando existe
a necessidade de uma revolução.
Melhoria Contínua - Reengenharia de
Processo
Não há duvida que é necessário repensar a forma de
funcionamento das nossas organizações. As constantes
mutações a que assistimos obrigam a um novo tipo de
organizações, mais flexíveis, mais ágeis, que respondam de
forma mais adequada às solicitações do mercado.
Contudo é necessário estarmos conscientes que a
reengenharia não resolve todos os problemas, ainda
menos quando é mal interpretada e aplicada.
Programas de melhoria
Convém que a melhoria contínua por meio de
quaisquer dos métodos contemple:
Programas de melhoria
Razões para Melhoria
É recomendável que os problemas do processo
sejam identificados e sejam selecionados
especialistas para realizar as melhorias necessárias,
observando-se os motivos de suas escolhas.
Programas de melhoria
Situação Atual
É conveniente que a eficiência e a eficácia dos
processos existentes sejam avaliadas.
Convém que dados e informações resultantes de
questionários de verificação aplicados para
descobrir que tipos de problemas ocorrem mais
frequentemente
sejam coletados e analisados. É recomendável que
cada problema específico seja selecionado e
soluções para a sua melhoria sejam definidas.
Programas de melhoria
Análise Crítica
É aconselhável que a(s) causa(s)-raiz do problema
seja(m) identificada(s) e analisada(s) criticamente.
Programas de melhoria
Identificação de Soluções Possíveis
É imprescindível que soluções alternativas sejam
exploradas; que a melhor solução seja selecionada
e implementada; que aquela que vai eliminar a(s)
causa(s)-raiz do problema e evitar a(s) sua(s)
recorrência(s) seja adotada e monitorada.
Programas de melhoria
Avaliação de Efeitos
Convém que seja confirmado que o problema e
suas causas-raiz tenham sido eliminados ou seus
efeitos reduzidos, que a solução tenha sido bem-
sucedida e que o objetivo da melhoria tenha sido
atingido.
Programas de melhoria
Implementação e Formalização da Nova
Solução
É recomendável que o antigo processo seja
substituído pelo processo aperfeiçoado, prevenindo
a recorrência do problema e de suas causas-raiz.
Programas de melhoria
Avaliação da Eficiência e Eficácia do Processo
com as Ações de Melhoria Implementadas
É necessário que a eficiência e a eficácia do projeto de
melhoria sejam avaliadas e que seja considerado o uso
dessas soluções em outras áreas da organização.
Convém que o processo de melhoria seja repetido em
problemas remanescentes, desenvolvendo objetivos e
soluções para outros processos de melhoria.
Programas de melhoria
A organização deve continuamente melhorar a
eficácia do Sistema de Gestão da Qualidade por
meio do uso da política da qualidade, objetivos da
qualidade, resultados de auditorias, análise de
dados, ações corretivas e preventivas e análise
crítica pela direção.
Programas de melhoria
Os colaboradores devem ser consciencializados
das suas missões e da importância do
autoaperfeiçoamento profissional como forma de
melhoria e valorização da mão-de-obra como
produto que fornecem à organização.
Os custos da qualidade
Jurán & Gryna (1991):
Os custos da qualidade são aqueles custos que não
existiriam se o produto fabricado fosse perfeito na
primeira vez, e estão associados com as falhas na
produção que levam a retrabalhos, desperdícios e
perda de produtividade.
Os custos da qualidade
Feigenbaum (1994):
Divide os custos em dois grandes grupos: os custos
do controle e os custos de falhas no controle.
A classificação mais comum e utilizada é a citada no
diagrama do Feigenbaum:
Os custos da qualidade
Custos de prevenção:
São os gastos incorridos para evitar que falhas
aconteçam. Tais custos têm como objetivo
controlar a qualidade dos produtos, de forma que
evite gastos provenientes de erros no sistema
produtivo.
Os custos da qualidade
planeamento da
qualidade,
revisão de
novos produtos
treinamento controle de
processo
análise e
aquisição de
dados
planeamento e
administração
dos sistemas de
qualidade
controle do
projeto
obtenção das
medidas de
qualidade e
controle dos
equipamentos
suporte aos
recursos
humanos
manutenção do
sistema de
qualidade
gerenciamento
da qualidade
estudos de
processos
informação da
qualidade e
outros
custos
administrativos
da qualidade
relatórios de
qualidade
Os custos da qualidade
Custos de avaliação:
São os gastos com atividades desenvolvidas na
identificação de unidades ou componentes
defeituosos antes da remessa para os clientes
internos ou externos.
Os custos da qualidade
equipamentos e
suprimentos
utilizados nos
testes e
inspeções
avaliação de
protótipos
novos materiais testes e
inspeções nos
materiais
comprados
testes e
inspeções nos
componentes
fabricados
métodos e
processos
inspeções nos
produtos
fabricados
verificações
efetuadas por
laboratórios e
organizações
externas
mensurações
visando ao
controle
de qualidade do
processo
auditoria nos
estoques de
produtos
acabados
avaliação da
deterioração
das matérias
primas e
componentes em
estoque
custo da área de
inspeção
depreciação dos
equipamentos de
testes
testes de
confiança e
outros
Os custos da qualidade
Custos das falhas internas:
São os incorridos devido a algum erro do processo
produtivo, seja por falha humana ou falha mecânica.
Quanto antes forem detetados, menores serão os
custos envolvidos para sua correção.
Os custos da qualidade
perda de material
e trabalho
resultante
da rejeição de
um produto por
ter sido
classificado como
refugo ou sucata
correção das
unidades
defeituosas
retrabalho custo do material
utilizado na
recuperação de
atrasos
custo financeiro
do
estoque adicional
de suprir falhas
perdas oriundas
de material
fornecido com
defeito
tempo
perdido devido
à deficiência de
projeto
paradas de
produção
tempo de
espera e
outros.
Os custos da qualidade
Custos das falhas externas:
São os associados com atividades decorrentes de
falhas fora do ambiente fabril.
Os custos da qualidade
custos gerados por
problemas
acontecidos
após a entrega do
produto ao cliente,
como atendimento de
reclamações
custos associados ao
manuseio e
substituição do
produto devolvido
reparos dos produtos
devolvidos
substituição dos
produtos dentro do
prazo de garantia
custos do
departamento de
assistência técnica
atendimento a
defeitos de
fabricação
multas por entregas
fora do prazo
contratual
gastos com expedição
e receção
insatisfação dos
clientes e outros
refaturamento vendas perdidas
Os custos da qualidade
A classificação dos Custos da Qualidade nas quatro
categorias apresentadas permite fazer um estudo das
relações entre as mesmas, na procura do ponto ótimo
de investimento em Qualidade. O outro propósito
seria a descoberta da relação custo – benefício,
ou seja, aumentando-se os gastos de Prevenção qual
seria a economia de custos obtida pela diminuição das
falhas.
Empiricamente também se comprova que gastos
iniciais em Prevenção podem significar diminuição no
Custo Total da Qualidade.
Os custos da qualidade
O estudo dos custos da qualidade é de relevante
importância para a competitividade empresarial,
principalmente nas pequenas e médias empresas
industriais. Isto porque no ambiente de mercado
atual, em que os preços são basicamente
determinados pela concorrência, o aumento do
lucro passa necessariamente pela eficiência dos
processos internos.
Os custos da qualidade
Alguns estudos relativos a países da Europa Central
estabelecem ser possível reduzir entre 20% a 30%
os seus atuais gastos orçamentais através da
aplicação de boas práticas de gestão e redução dos
custos da não qualidade.
Os custos da qualidade
Inúmeras são as formas de se apresentarem os
custos da qualidade. Os diversos componentes dos
custos da qualidade que aparecem nos relatórios
podem ser expressados monetariamente ou
através da relação percentual dos custos da
qualidade com outros indicadores de desempenho
da empresa.
Podem ser utilizadas várias bases para a
quantificação percentual dos custos da qualidade,
entre elas encontram-se:
Os custos da qualidade
a- Custo da mão de obra direta: indicada para indústrias não
muito mecanizadas e com baixo índice de automação;
b- Custo da mão de obra padrão: fornece a medida do
desempenho em relação ao planejado, não sofrendo
influência das variações reais;
c- Custo direto de produção: possibilidade de utilização por
empresas cujos custos indiretos não sejam de grande monta;
d- Custo total de produção: recomendável para produção
com alta tecnologia, em que os custos indiretos representam
parcela importante dos custos de produção;
Os custos da qualidade
e- Custos de fabricação: calcula-se exclusive dos
custos da engenharia de projeto dos custos totais
de produção;
f- Volume de produção: mede o comportamento
dos custos da qualidade em relação à
produtividade;
g- Volume agregado: recomendável quando os
custos da matéria prima sofrem variações, sendo
que o custo agregado é calculado excluindo-se dos
custos totais o custo da matéria prima;
Os custos da qualidade
h- Valor das vendas: é a base que mais chama a atenção
dos administradores, mas tem o inconveniente de ser
afetada pelas mudanças de preços, políticas de
marketing e alterações na demanda;
i- Percentual do custo da qualidade em relação ao
custo da unidade fabricada;
j- Percentual da quantidade de produtos refugados em
relação ao total das unidades boas produzidas;
k- Percentual do custo da qualidade em relação ao
facturamento total.
Os custos da qualidade
Além disso, os relatórios de custos da qualidade
podem apresentar a margem de contribuição que
se perde nas vendas não efetivadas e que foram
ocasionadas pela deficiência da qualidade do
produto, especificando-as quanto a produtos
refugados, ou ainda por produtos vendidos por
preço inferior ao que seria cobrado se não
tivessem problemas de qualidade.
Os custos da qualidade
Algumas das vantagens e desvantagens da
implementação dos custos da qualidade:
- Conhecer a natureza e o porte dos custos da qualidade, tornando
os administradores conscientes dos problemas e dando-lhes razões
para se interessarem no aperfeiçoamento contínuo.
- Relatórios da qualidade combinados com as avaliações do
desempenho departamental e da empresa em geral fornecem ao
gestor oportunidades para implementar ações corretivas no sentido
de melhorar o desempenho.
- O custeio da qualidade pode melhorar lucratividade da empresa
mediante um controle mais efetivo.
- Deve-se evitar que o funcionário seja induzido a reduzir custos
eliminando atividades de prevenção, que no futuro se revertem em
custo de não-qualidade.
Os custos da qualidade
Outro ponto merecedor de destaque é que o
gerenciamento dos custos da qualidade não requer
investimentos relevantes para sua concretização,
bastando aproveitar os dados internos já
existentes.
Os custos da qualidade
Quando uma empresa implementa um Sistema de
Qualidade, os custos de implementação podem
parecer muito elevados para a mesma. No entanto,
verifica-se que na maior parte dos casos, após o
sistema ter sido implementado, há uma diminuição
dos custos de produção, bem como um aumento
da produtividade. Em muitos casos basta apenas
reformular o processo e métodos de trabalho para
que sejam economizados custos que pareciam
fixos.

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UFCD 5167 - Melhoria da Qualidade - SG qualidade

  • 1. Curso de Aprendizagem de Técnico/a da Qualidade 5167 – Melhoria da Qualidade Formador: Roger Pragosa [email protected] Entidade Formadora: Co-financiado por:
  • 2. Programa  Conceitos e sua evolução  Melhoria reativa  Melhoria contínua  Melhoria preventiva  Programas de melhoria  Os custos da qualidade
  • 3. Conceitos e sua evolução Não-conformidade  Não atendimento a um requisito.
  • 4. Conceitos e sua evolução Causa-raiz  A razão ou causa fundamental de uma não- conformidade.
  • 5. Conceitos e sua evolução Ação corretiva  Ação tomada para eliminar a causa de uma não- conformidade, de forma a prevenir sua recorrência. Ação Corretiva ≠ Ação Preventiva ≠ Correção!
  • 6. Conceitos e sua evolução Ação Preventiva  Ação tomada para eliminar a causa de uma potencial não-conformidade, de forma a prevenir sua ocorrência.
  • 7. Conceitos e sua evolução Correção  Ação para eliminar uma não-conformidade identificada.  Uma correção pode ser feita em conjunto com uma ação corretiva.  Exemplo: retrabalho ou reclassificação
  • 8. Conceitos e sua evolução Correção  Ação para eliminar uma não-conformidade identificada.  Uma correção pode ser feita em conjunto com uma ação corretiva.  Exemplo: retrabalho ou reclassificação
  • 9. Conceitos e sua evolução Tipos de não-conformidade  Não-conformidades podem ser registadas em qualquer ponto do sistema de gestão: parte técnica, administrativa ou da qualidade.  Exemplo: reclamações, controle da qualidade, calibração de instrumentos, verificação de materiais, observações do pessoal, certificados, análises críticas pela direção e auditorias internas.
  • 10. Conceitos e sua evolução Classificando não-conformidades  Uma não conformidade pode ser categorizada de acordo com a sua criticidade ou impacto sobre o sistema de gestão.
  • 11. Conceitos e sua evolução Categorias de não-conformidades  Maiores: indicam quebra do sistema, por não atendimento a um requisito especificado, ou quando não fazemos o que estabelecemos em nossos procedimentos documentados.  Menores: faltas de eventuais instruções onde se façam necessárias, ou falhas ocasionais nos procedimentos auditados; quando não impacta o produto ou o processo.  Observações: falhas esporádicas no sistema, que necessitam de atenção, não chegando a configurar não- conformidade sistêmica, ou seja, são não-conformidades potenciais (eventualmente).
  • 12. Conceitos e sua evolução Visão geral do tratamento de problemas: 1. Identificação do problema 2. Observação / coleta de dados 3.Análise de causas 4. Definição de planos de ação 5. Execução das ações 6.Verificação das ações 7. Padronização 8. Conclusão
  • 13. Conceitos e sua evolução Identificação do problema - recolha de dados e análise de causas
  • 14. Conceitos e sua evolução Identificação do Problema  Diferença entre Situação Desejada vs. Situação Atual  Erro, Desvio, Não Conformidade ou Desperdício  Gerador de Desconforto e Prejuízo  Algo que deve ser eliminado o mais rápido possível  Visão Alternativa: Oportunidade de Melhorar o Processo
  • 15. Conceitos e sua evolução Identificando o Problema  Um problema pode ser identificado em qualquer ponto do sistema de gestão. Exemplos: ◦ – Auditorias internas ◦ – Em resultados de ensaios de proficiência ◦ – Nas cartas de controle ◦ – Nas análises críticas do sistema de gestão ◦ – Nas tarefas do cotidiano
  • 16. Conceitos e sua evolução Identificando o Problema  Quando identificado o problema, devem ser tomadas as devidas ações para eliminá-lo.  Algumas Ferramentas da Qualidade podem ser implementadas para identificação destes problemas e suas causas. Exemplo: Brainstorming, Estratificação, Folha de Verificação, Gráfico de Pareto, Carta de Controle, Diagrama de Dispersão, Método dos 5 Por Quês, Diagrama de Causa e Efeito e FMEA.
  • 17. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Controle dos trabalhos não-conformes Objetivo: que se estabeleça uma disciplina para o tratamento das não-conformidades registradas no seu sistema de gestão.
  • 18. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Controle dos trabalhos não-conformes Objetivo: que se estabeleça uma disciplina para o tratamento das não-conformidades registadas no seu sistema de gestão.
  • 19. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Controle dos trabalhos não-conformes Política e procedimento para NC. Garantir: • designação de responsabilidades • avaliação da importância da NC • imediata correção • notificação a clientes • definição de responsabilidades
  • 20. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Controle dos trabalhos não-conformes Inicia pela avaliação da importância da NC. Se houver possibilidade de repetir, deve ser chamado o procedimento para ações corretivas. Pode requerer a interrupção de serviços e retenção de relatórios ou certificados.
  • 21. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Oportunidade de Melhoria Desta forma deve-se aprimorar continuamente a eficácia do sistema de gestão através do uso da política da qualidade, objetivos da qualidade, resultados de auditorias, análise de dados, ações corretivas e preventivas e análise crítica pela direção.
  • 22. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Ação Corretiva Objetivo: que se estabeleça um método para o tratamento das NCs registadas de forma a prevenir sua recorrência através da implementação de ações corretivas
  • 23. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Ação Corretiva  Política e procedimento  Designar autoridades para implementar as ações  Deve ser dada especial atenção para análise das causas da NC para que as ações corretivas sejam eficazes.
  • 24. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Ação Corretiva  Selecionar e implementar ações corretivas mais prováveis para eliminar o problema.  Ações apropriadas à magnitude e ao risco do problema.  Auditorias adicionais, quando necessário.
  • 25. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Ação Preventiva  Objetivo: que se estabeleça uma sistemática para o tratamento das potenciais NCs registradas de forma a prevenir sua ocorrência através da implementação de ações preventivas.
  • 26. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Ação Preventiva Pode surgir através de:  observações durante auditorias internas;  análises críticas;  sugestões do pessoal;  discussões entre grupos de trabalho;  outras oportunidades de melhoria.
  • 27. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Ação Preventiva Quando forem identificadas oportunidades de melhoria ou se forem requeridas ações preventivas, devem ser desenvolvidos, implementados e monitorados planos de ação para reduzir a probabilidade de ocorrência das tais não-conformidades e para aproveitar as oportunidades de melhoria requeridas.
  • 28. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Documentando o processo Tratamento de NCs e OMs
  • 29. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Relato da NC Para caracterização de uma não-conformidade é sempre preciso ter associada a ela: – evidência objetiva; – um requisito não atendido da norma; – quando em auditoria, a concordância do auditado.
  • 30. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Relato da NC  Ser claro, objetivo, conciso e fornecer todas as informações necessárias para o seu entendimento.  Anotar informações como: código do documento, a revisão, o setor, o equipamento, a planta/esquema, etc.  Duas abordagens: incluir no relato da própria NC a descrição das evidências objetivas ou relatar à parte as evidências objetivas.
  • 31. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Relato da NC Principais erros encontrados:  Conclusões sem evidência objetiva ou não descrição completa das evidências objetivas.  Erros na identificação do requisito não atendido da norma.  Falta de clareza na descrição da não-conformidade.  Relato de detalhes pouco importantes.  Várias não-conformidades no mesmo requisito.
  • 32. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Maus Exemplos:  “Não foram realizadas as formações para os novos técnicos contratados em 2006 acerca da documentação dos sistema de gestão”.  “Os baixos índices de satisfação dos clientes demonstram que as formações não foram eficazes”.  “Não há controle, pois não há registros”.  “Existe um procedimento para controle de documentos (PS02) que foi elaborado por um terceiro, que no entanto não está validado, nem documentado. O atual procedimento não representa o que é realizado na prática”.  “O laboratório deve registrar as condições ambientais”.
  • 33. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Bons Exemplos: “Não foram mantidos os registros dos treinamentos realizados em 2006 pelo pessoal do laboratório, conforme prevê o procedimento PSQ04, revisão 3”. (requisito 5.2.5) “A sistemática para análise crítica de pedidos, descrita no procedimento DSQ32, revisão 4, não garante que, quando ocorrerem desvios ao contrato inicial, o cliente é devidamente informado”. (requisito 4.4.3) “Não foi possível evidenciar o registro da verificação da conformidade dos suprimentos XYZ adquiridos em 20 de março de 2006”. (requisito 4.6.2) “Não foi realizada auditoria interna de 2006, conforme previa o cronograma de auditorias internas do laboratório”. (requisito 4.14.1)
  • 34. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Bons Exemplos: Relato da NC: o laboratório não mantém atualizado os registos de formações realizados. Evidência: não localização dos registros dos treinamentos realizados em 2006. (requisito 5.2.5) Relato da NC: o procedimento utilizado pelo laboratório para análise crítica de pedidos não garante que quando ocorrerem desvios ao contrato inicial, o cliente é devidamente informado. Evidência: DSQ32, revisão 4. (requisito 4.4.3) Relato da NC: não foi mantido registro de verificação da conformidade de suprimentos adquiridos. Evidência: suprimentos XYZ adquiridos em 20 de março de 2006 sem registros de verificação de conformidade. (requisito 4.6.2)
  • 35. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Tratando as NCs e as OMs
  • 36. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades GESTÃO DE NC E OM PELO PDCA
  • 37. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Não Conformidade Ação Preventiva
  • 38. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Tratando Não Conformidades
  • 39. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Tratando Não Conformidades
  • 40. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades ALGUMAS ARMADILHAS...  Concluir por Intuição  Decidir pelo Caminho Mais Curto  Dimensionar Mal o Problema  Contentar-se com Uma Única Solução  Isolar-se com o Problema  Desprezar os Detalhes
  • 41. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Exemplo do tratamento de uma NC Problema/Não-conformidade:  Não foi realizada a auditoria interna de 2006, conforme previa o cronograma de auditorias internas do laboratório. Correção:  Realizar a auditoria interna dentro de duas semanas.
  • 42. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Descrição das Causas  Usar as técnicas apresentadas anteriormente (brainstorming, Pareto, 5 Por quês, Diagrama de causa e efeito, etc.)  Identificar as causas-raíz do problema
  • 43. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Exemplos: Não-conformidade:  Não foi realizada a auditoria interna de 2006, conforme previa o cronograma de auditorias internas do laboratório. Causas:  Falta de planeamento por parte do laboratório  Processo de controle do cronograma é inadequada
  • 44. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Ações Corretivas Selecionar as ações corretivas que sejam mais prováveis para eliminar o problema.  Podem ser definidas mais de uma ação para um mesmo problema.  Importância para o gerenciamento das ações.
  • 45. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Exemplos: Não-conformidade: Não foi realizada auditoria interna de 2006, conforme previa o cronograma de auditorias internas do laboratório. Ações corretivas: a. Planear com maior antecedência as auditorias internas. Avisar com antecedência de 2 semanas o pessoal envolvido. Prazo: 30 de abril de 2006. Responsabilidade: Fulano b. Desenvolver o sistema informático para o controlo de cronograma de auditorias internas. Prazo: 20 de julho de 2006. Responsabilidade: Beltrano c. Alterar o procedimento de auditorias internas descrevendo a sistemática de planeamento de auditorias internas. Prazo: 30 de julho de 2006. Responsabilidade: Fulano d. Nova formação para os envolvidos. Prazo: 5 de agosto de 2006. Responsabilidade: Fulano
  • 46. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Ações Preventivas / Oportunidades de Melhoria  Relatar claramente a AP ou OM.  Podem ser usadas ferramentas de apoio para esta etapa, como o FMEA.  Importância para a gestão das ações.
  • 47. Melhoria reativa - Gestão das não conformidades Exemplos: Potencial Não-conformidade: Pela análise crítica dos dados das cartas de controle, há uma tendência de degradação do padrão de pH. Ações Preventivas: a. Repor o padrão de pH Prazo: 5 de maio de 2006. Responsabilidade: Fulano b. Realizar estudo sobre validade do padrão de pH Prazo: 10 de Agosto de 2006. Responsabilidade: Beltrano
  • 48. O tratamento de Gestão de Reclamações é uma ferramenta importante ao nível da imagem corporativa das organizações e fidelização de clientes. Melhoria reativa - Gestão das reclamações
  • 49. Comportamento mais correto do atendedor durante uma reclamação  1-Pedir desculpa  2-Restabelecimento urgente  3-Empatia  4-Restituição  5-Follow up
  • 50. Melhoria reativa - Gestão das reclamações
  • 51. Como tomar conhecimento das reclamações?  Caixa de Sugestões  Inquérito de opinião  Entrevista  Sondagens  DECO- Associação Portuguesa para Defesa do Consumidor;  Instituto Nacional de Defesa do Consumidor
  • 53. Como gerir e que atitudes tomar numa reclamação  Por vezes, a abordagem passiva é mesmo a melhor. Afinal, quando estamos a responder em nome de uma empresa, e não em nome próprio, pode ser necessário morder a língua para não dar ao cliente a resposta que achamos que ele na realidade mereceria.  A abordagem agressiva deve ser sempre evitada, até porque geralmente resulta numa situação negativa para o empregado e não para o cliente. Deverá seguir sempre a velha máxima “o cliente tem sempre razão”.
  • 54.  A abordagem mais correta, e que as empresas cada vez mais procuram implementar, é a assertiva. É provavelmente a forma menos intuitiva, e que por isso necessita ser aprendida.  Nos primeiros minutos, deixe o cliente falar e expor os seus argumentos. Ouça o que ele tem a dizer, sem interrupções nem comentários.  Não encare a reclamação de forma pessoal. Esta reclamação dirige- se à empresa e não à sua pessoa. Mesmo que a reclamação se dirija ao seu desempenho profissional, deve saber distinguir estas críticas de ataques pessoais. Melhoria reativa - Gestão das reclamações
  • 55.  Procure separar o comportamento do cliente, do problema. Apesar do comportamento do cliente estar a ser inaceitável, o problema apresentado poderá ser pertinente.  Nunca diga que o cliente não tem razão, por maior que seja a sua vontade de fazê-lo. Mostre compreensão. É importante que o cliente perceba que está disponível para o ajudar.  Poderá usar o nome do cliente, personalizando o contacto, mas evite faze-lo de forma repetitiva, para não se tornar irritante. Melhoria reativa - Gestão das reclamações
  • 56.  Se apesar de estar a lidar com a situação “como mandam os manuais”, o cliente continuar furioso, crie um limite, explique que o seu comportamento está a ser inaceitável e que, enquanto ele estiver aos berros ou a interrompê-lo, não poderá ajudá-lo.  Não perca a sua calma, e mantenha sempre a educação e um tom de voz apaziguador. Não se esqueça de ir pedindo desculpa pelo incómodo causado e lamentar toda a situação.  Nunca culpe a sua empresa. Deverá dar razão ao cliente sem, no entanto, pôr em causa o bom nome da empresa. Melhoria reativa - Gestão das reclamações
  • 57.  Depois de ouvir atentamente, procure tomar o controlo da situação. Faça um pequeno resumo, para que o cliente entenda que ouviu atentamente e percebeu corretamente a reclamação. Se não estiver totalmente esclarecido, coloque as questões que achar necessárias.  Se estiver na presença do cliente, não cruze os braços enquanto fala com ele, e procure manter o contacto visual. Durante uma conversa telefónica, vá demonstrando que continua atento e não recorra a silêncios muito prolongados como se estivesse sem atenção. Melhoria reativa - Gestão das reclamações
  • 58.  Se tiver recebido a “reclamação furiosa” por email, analise a situação exposta com cuidado. Certifique-se de que dispõe da informação necessária para resolver o problema. Faça um rascunho com a sua mensagem e verifique se tem erros. Se a situação o exigir, e se tiver o contacto, poderá optar por telefonar para o cliente.  Depois de devidamente analisado, indique as soluções possíveis para a resolução da situação, fazendo tudo o que estiver ao seu alcance que tudo fique devidamente encaminhado. Melhoria reativa - Gestão das reclamações
  • 59.  Antes de apresentar uma solução, pergunte qual seria, para o cliente, a solução ideal para esta situação.Veja o que é possível fazer a partir evitando, no entanto, fazer promessas que não vai poder cumprir.  Após enfrentar uma situação deste género faça uma pequena pausa. É normal que a pessoa que está a receber a reclamação nestes termos, acabe por passar por uma situação de stress. Melhoria reativa - Gestão das reclamações
  • 60.  Se o problema reportado acontece com muita frequência, procure tomar medidas para resolver a sua origem, e não apenas para resolver aquele caso concreto.  Se possível, faça um follow-up para averiguar se a forma como a situação foi resolvida foi do agrado do cliente. Melhoria reativa - Gestão das reclamações
  • 61. Vantagens da reclamação assertiva na comunicação assertiva das reclamações Vantagens da assertividade  O comportamento assertivo acarreta vantagens, tais como, o aumento da autoestima- e confiança em si próprio, reconhecimento das suas capacidades e das suas limitações, assim como as dos outros, maior sentido de responsabilidade pelas suas opiniões e desejos, maior sentido descontrolo, menos dispendioso de energias negativas e de tempo.
  • 62. Princípios da assertividade  Existem vários princípios básicos para quem comunica assertivamente, tais como, a reflexão de como vai agir antes de o fazer, o respeito, a sinceridade, expressar o seu direito de dizer não quando necessário sem se sentir culpabilizado, assumir as suas responsabilidades, e as suas falhas pedindo desculpa por ter errado. E principalmente este é quando um indivíduo controla as suas emoções com constante inteligência emocional. Vantagens da reclamação assertiva na comunicação assertiva das reclamações
  • 63. Melhoria Contínua - Mudança de Rutura Projetos de mudanças de rutura geralmente envolvem reformulações significativas de processos existentes e convém que incluam: • definição dos objetivos e um planeamento do projeto de melhoria; • análise do processo existente (o processo como ele é) e identificação das oportunidades de alteração; • definição e planeamento de melhoria para o processo; • implementação da melhoria; • verificação e validação do processo de melhoria; • avaliação da melhoria alcançada, incluindo aprendizagem.
  • 64. Melhoria Contínua - Mudança de Rutura É imprescindível que os projetos de mudança de rutura sejam conduzidos por peritos e que incluam a aplicação de métodos de gestão de projetos. De acordo com a metodologia recomendada para a aplicação do PDCA, um novo planeamento de projeto deve ser a base para o projeto de melhoria contínua de um processo já implementado.
  • 65. Melhoria Contínua - Mudança de Rutura Convém que o processo de melhoria seja repetido nos problemas remanescentes, desenvolvendo objetivos e soluções para outros processos de melhoria”. Há que manter registros de práticas e soluções, como modelos para processos em fase de implementação.
  • 66. Melhoria Contínua - Mudança de Rutura Para facilitar o envolvimento e consciencializar as pessoas em atividades de melhoria, convém que a direção considere atividades tais como: • formar grupos com líderes eleitos pelos seus colegas; • permitir às pessoas controlar e melhorar o seu local de trabalho; • desenvolver o conhecimento, a experiência e as habilidades das pessoas como parte das atividades globais de gestão da qualidade da organização
  • 67. Melhoria Contínua - Reengenharia de Processo Se um processo possuir não conformidades potenciais na sua conceção e, mesmo assim, for implementado, o produto final estará de antemão condenado, pois todas as não conformidades, antes não manifestas, vão se transformar em anomalias reais. A solução está em “deitar fora” os atuais processos e começar de novo, utilizando o poder da moderna tecnologia da informação para redesenhar completamente os processos, de forma a alcançar profundos melhoramentos na sua performance.
  • 68. Melhoria Contínua - Reengenharia de Processo A reengenharia ... …consiste no repensar fundamental e no redesenhar radical dos processos de trabalho com o objetivo de obter melhorias dramáticas nas medidas da performance da empresa, seja nos custos, na qualidade, no serviço ou no tempo.
  • 69. Melhoria Contínua - Reengenharia de Processo • Radical: a reengenharia implica redesenhar e não em aperfeiçoar, ajustar ou modificar. • Processo: conjunto de atividades que, tomadas sistematicamente, cria valor para os clientes. • Dramáticas: a reengenharia só é chamada quando existe a necessidade de uma revolução.
  • 70. Melhoria Contínua - Reengenharia de Processo Não há duvida que é necessário repensar a forma de funcionamento das nossas organizações. As constantes mutações a que assistimos obrigam a um novo tipo de organizações, mais flexíveis, mais ágeis, que respondam de forma mais adequada às solicitações do mercado. Contudo é necessário estarmos conscientes que a reengenharia não resolve todos os problemas, ainda menos quando é mal interpretada e aplicada.
  • 71. Programas de melhoria Convém que a melhoria contínua por meio de quaisquer dos métodos contemple:
  • 72. Programas de melhoria Razões para Melhoria É recomendável que os problemas do processo sejam identificados e sejam selecionados especialistas para realizar as melhorias necessárias, observando-se os motivos de suas escolhas.
  • 73. Programas de melhoria Situação Atual É conveniente que a eficiência e a eficácia dos processos existentes sejam avaliadas. Convém que dados e informações resultantes de questionários de verificação aplicados para descobrir que tipos de problemas ocorrem mais frequentemente sejam coletados e analisados. É recomendável que cada problema específico seja selecionado e soluções para a sua melhoria sejam definidas.
  • 74. Programas de melhoria Análise Crítica É aconselhável que a(s) causa(s)-raiz do problema seja(m) identificada(s) e analisada(s) criticamente.
  • 75. Programas de melhoria Identificação de Soluções Possíveis É imprescindível que soluções alternativas sejam exploradas; que a melhor solução seja selecionada e implementada; que aquela que vai eliminar a(s) causa(s)-raiz do problema e evitar a(s) sua(s) recorrência(s) seja adotada e monitorada.
  • 76. Programas de melhoria Avaliação de Efeitos Convém que seja confirmado que o problema e suas causas-raiz tenham sido eliminados ou seus efeitos reduzidos, que a solução tenha sido bem- sucedida e que o objetivo da melhoria tenha sido atingido.
  • 77. Programas de melhoria Implementação e Formalização da Nova Solução É recomendável que o antigo processo seja substituído pelo processo aperfeiçoado, prevenindo a recorrência do problema e de suas causas-raiz.
  • 78. Programas de melhoria Avaliação da Eficiência e Eficácia do Processo com as Ações de Melhoria Implementadas É necessário que a eficiência e a eficácia do projeto de melhoria sejam avaliadas e que seja considerado o uso dessas soluções em outras áreas da organização. Convém que o processo de melhoria seja repetido em problemas remanescentes, desenvolvendo objetivos e soluções para outros processos de melhoria.
  • 79. Programas de melhoria A organização deve continuamente melhorar a eficácia do Sistema de Gestão da Qualidade por meio do uso da política da qualidade, objetivos da qualidade, resultados de auditorias, análise de dados, ações corretivas e preventivas e análise crítica pela direção.
  • 80. Programas de melhoria Os colaboradores devem ser consciencializados das suas missões e da importância do autoaperfeiçoamento profissional como forma de melhoria e valorização da mão-de-obra como produto que fornecem à organização.
  • 81. Os custos da qualidade Jurán & Gryna (1991): Os custos da qualidade são aqueles custos que não existiriam se o produto fabricado fosse perfeito na primeira vez, e estão associados com as falhas na produção que levam a retrabalhos, desperdícios e perda de produtividade.
  • 82. Os custos da qualidade Feigenbaum (1994): Divide os custos em dois grandes grupos: os custos do controle e os custos de falhas no controle. A classificação mais comum e utilizada é a citada no diagrama do Feigenbaum:
  • 83. Os custos da qualidade Custos de prevenção: São os gastos incorridos para evitar que falhas aconteçam. Tais custos têm como objetivo controlar a qualidade dos produtos, de forma que evite gastos provenientes de erros no sistema produtivo.
  • 84. Os custos da qualidade planeamento da qualidade, revisão de novos produtos treinamento controle de processo análise e aquisição de dados planeamento e administração dos sistemas de qualidade controle do projeto obtenção das medidas de qualidade e controle dos equipamentos suporte aos recursos humanos manutenção do sistema de qualidade gerenciamento da qualidade estudos de processos informação da qualidade e outros custos administrativos da qualidade relatórios de qualidade
  • 85. Os custos da qualidade Custos de avaliação: São os gastos com atividades desenvolvidas na identificação de unidades ou componentes defeituosos antes da remessa para os clientes internos ou externos.
  • 86. Os custos da qualidade equipamentos e suprimentos utilizados nos testes e inspeções avaliação de protótipos novos materiais testes e inspeções nos materiais comprados testes e inspeções nos componentes fabricados métodos e processos inspeções nos produtos fabricados verificações efetuadas por laboratórios e organizações externas mensurações visando ao controle de qualidade do processo auditoria nos estoques de produtos acabados avaliação da deterioração das matérias primas e componentes em estoque custo da área de inspeção depreciação dos equipamentos de testes testes de confiança e outros
  • 87. Os custos da qualidade Custos das falhas internas: São os incorridos devido a algum erro do processo produtivo, seja por falha humana ou falha mecânica. Quanto antes forem detetados, menores serão os custos envolvidos para sua correção.
  • 88. Os custos da qualidade perda de material e trabalho resultante da rejeição de um produto por ter sido classificado como refugo ou sucata correção das unidades defeituosas retrabalho custo do material utilizado na recuperação de atrasos custo financeiro do estoque adicional de suprir falhas perdas oriundas de material fornecido com defeito tempo perdido devido à deficiência de projeto paradas de produção tempo de espera e outros.
  • 89. Os custos da qualidade Custos das falhas externas: São os associados com atividades decorrentes de falhas fora do ambiente fabril.
  • 90. Os custos da qualidade custos gerados por problemas acontecidos após a entrega do produto ao cliente, como atendimento de reclamações custos associados ao manuseio e substituição do produto devolvido reparos dos produtos devolvidos substituição dos produtos dentro do prazo de garantia custos do departamento de assistência técnica atendimento a defeitos de fabricação multas por entregas fora do prazo contratual gastos com expedição e receção insatisfação dos clientes e outros refaturamento vendas perdidas
  • 91. Os custos da qualidade A classificação dos Custos da Qualidade nas quatro categorias apresentadas permite fazer um estudo das relações entre as mesmas, na procura do ponto ótimo de investimento em Qualidade. O outro propósito seria a descoberta da relação custo – benefício, ou seja, aumentando-se os gastos de Prevenção qual seria a economia de custos obtida pela diminuição das falhas. Empiricamente também se comprova que gastos iniciais em Prevenção podem significar diminuição no Custo Total da Qualidade.
  • 92. Os custos da qualidade O estudo dos custos da qualidade é de relevante importância para a competitividade empresarial, principalmente nas pequenas e médias empresas industriais. Isto porque no ambiente de mercado atual, em que os preços são basicamente determinados pela concorrência, o aumento do lucro passa necessariamente pela eficiência dos processos internos.
  • 93. Os custos da qualidade Alguns estudos relativos a países da Europa Central estabelecem ser possível reduzir entre 20% a 30% os seus atuais gastos orçamentais através da aplicação de boas práticas de gestão e redução dos custos da não qualidade.
  • 94. Os custos da qualidade Inúmeras são as formas de se apresentarem os custos da qualidade. Os diversos componentes dos custos da qualidade que aparecem nos relatórios podem ser expressados monetariamente ou através da relação percentual dos custos da qualidade com outros indicadores de desempenho da empresa. Podem ser utilizadas várias bases para a quantificação percentual dos custos da qualidade, entre elas encontram-se:
  • 95. Os custos da qualidade a- Custo da mão de obra direta: indicada para indústrias não muito mecanizadas e com baixo índice de automação; b- Custo da mão de obra padrão: fornece a medida do desempenho em relação ao planejado, não sofrendo influência das variações reais; c- Custo direto de produção: possibilidade de utilização por empresas cujos custos indiretos não sejam de grande monta; d- Custo total de produção: recomendável para produção com alta tecnologia, em que os custos indiretos representam parcela importante dos custos de produção;
  • 96. Os custos da qualidade e- Custos de fabricação: calcula-se exclusive dos custos da engenharia de projeto dos custos totais de produção; f- Volume de produção: mede o comportamento dos custos da qualidade em relação à produtividade; g- Volume agregado: recomendável quando os custos da matéria prima sofrem variações, sendo que o custo agregado é calculado excluindo-se dos custos totais o custo da matéria prima;
  • 97. Os custos da qualidade h- Valor das vendas: é a base que mais chama a atenção dos administradores, mas tem o inconveniente de ser afetada pelas mudanças de preços, políticas de marketing e alterações na demanda; i- Percentual do custo da qualidade em relação ao custo da unidade fabricada; j- Percentual da quantidade de produtos refugados em relação ao total das unidades boas produzidas; k- Percentual do custo da qualidade em relação ao facturamento total.
  • 98. Os custos da qualidade Além disso, os relatórios de custos da qualidade podem apresentar a margem de contribuição que se perde nas vendas não efetivadas e que foram ocasionadas pela deficiência da qualidade do produto, especificando-as quanto a produtos refugados, ou ainda por produtos vendidos por preço inferior ao que seria cobrado se não tivessem problemas de qualidade.
  • 99. Os custos da qualidade Algumas das vantagens e desvantagens da implementação dos custos da qualidade: - Conhecer a natureza e o porte dos custos da qualidade, tornando os administradores conscientes dos problemas e dando-lhes razões para se interessarem no aperfeiçoamento contínuo. - Relatórios da qualidade combinados com as avaliações do desempenho departamental e da empresa em geral fornecem ao gestor oportunidades para implementar ações corretivas no sentido de melhorar o desempenho. - O custeio da qualidade pode melhorar lucratividade da empresa mediante um controle mais efetivo. - Deve-se evitar que o funcionário seja induzido a reduzir custos eliminando atividades de prevenção, que no futuro se revertem em custo de não-qualidade.
  • 100. Os custos da qualidade Outro ponto merecedor de destaque é que o gerenciamento dos custos da qualidade não requer investimentos relevantes para sua concretização, bastando aproveitar os dados internos já existentes.
  • 101. Os custos da qualidade Quando uma empresa implementa um Sistema de Qualidade, os custos de implementação podem parecer muito elevados para a mesma. No entanto, verifica-se que na maior parte dos casos, após o sistema ter sido implementado, há uma diminuição dos custos de produção, bem como um aumento da produtividade. Em muitos casos basta apenas reformular o processo e métodos de trabalho para que sejam economizados custos que pareciam fixos.