Análise bíblica das críticas ao modelo assembleiano
Usos e costumes à
luz da Bíblia
Os judeus vestiam-se com roupas básicas e longas. Um dos motivos que levavam
a este hábito era a temperatura quente
A vestimenta consistia de dois ou mais pedaços de
tecido sobrepostos, chamava-se túnica
Era raro ver um judeu nu, exceto se louco. A nudez
era sinal de humilhação (Gênesis 9:22)
Até mesmo passagens como João 21:7, exigem uma
análise dos termos empregados: ejpenduvten
(lê-se, ependyten)
Cingir-se com a túnica, indicando que Pedro estava
com uma peça mínima de roupa, semelhante a
uma sunga. Jesus foi crucificado com esta sunga,
pois os soldados já haviam lhe tirado a túnica (João
19:23)
Alguns punham um cinto de couro (sadin) para segurar melhor a túnica
Era comum um manto de couro e uma
turbante de tecido sobre a cabeça. Este
último protegia do sol inclemente
Na sinagoga ou no serviço religioso os
homens cobriam a cabeça com um véu
Um ditado judaico dizia:
“A glória de Deus é o homem e a
glória do homem é sua
vestimenta*”
* Derech Eretz
As variações ficavam por conta das cores e dos tons que formavam um verdadeiro
mosaico nas ruas
Fazia-se uma abertura em V na túnica para a
cabeça e dois cortes nas laterais para os braços.
Elas eram vendidas sem o corte em V para provar
que eram novas
Como matéria-prima para as roupas se usava lã,
linho ou algodão. De acordo com as posses do
usuário. Não se misturavam os materiais, por
uma proibição da Lei, exceto, para o sumo-
sacerdote
Túnicas de pano de saco eram utilizadas em
eventos fúnebres
Sapatos em geral eram de couro e muito rudimentares. Eram mais comum as
sandálias. Andar descalço era sinal de pobreza
Típica vestimenta de um
casal judeu rico
Mulheres: uma camponesa e uma
mulher rica
Curiosidades sobre as roupas
Quando era necessário correr, andar rápido ou trabalhar, os homens levantavam
a barra da túnica e a prendiam no cinto. A esta atitude se designava cingir os
lombos (I Pedro 1:13)
As mulheres costumavam cingir suas túnicas também, mas para levar coisas de
um lugar ao outro. Geralmente, a túnica da mulher ia até os tornozelos, a do
homem até os joelhos
As pessoas costumavam dormir com suas túnicas, da qual afrouxavam apenas o
cinto
A mulher usava um véu transparente para ocultar seu rosto. Na cerimônia de
casamento o véu era retirado do rosto da noiva e colocado sobre o ombro do
noivo, com a declaração: O governo está sobre seus ombros (Isaías 9:6).
Os mais pobres tinham apenas uma muda de roupa. Rasgá-la era sinal de intenso
luto ou sofrimento
Curiosidades sobre as roupas
Determinados adereços, como bordados e pinturas nas golas das túnicas,
indicavam o local de moradia ou o status social de uma pessoa
Alguns cintos tinham um bolso aonde se guardava dinheiro ou outros pequenos
pertences pessoais, armas e ferramentas
Quando uma pessoa tinha condições financeiras, usavam um manto sobre a
túnica
Os fariseus usavam mantos com barras azuis, para indicar o cumprimento da Lei
Somente as prostitutas descobriam o rosto, para atrair os homens com
performances com os cabelos. Não era permitido usar roupas mínimas, portanto,
o recurso era o único disponível
Outras curiosidades
Raramente um homem cortava os cabelos
Um homem poderia usar anéis e uma corrente ao redor do pescoço
As mulheres se pintavam, usavam colares, brincos e pulseiras. Exageros nestes
adereços indicavam que a mulher era prostituta
Homens e mulheres usavam roupas distintas. Era proibido que um usasse a roupa
do outro
Nas festas de casamento distribuíam-se roupas para os convidados, seguindo um
determinado padrão proposto pelos noivos. Estar sem estas roupas era sinal de
que a pessoa não fora convidada (Mateus 22:12)
Egito
No Egito Antigo somente os ricos usavam roupas, geralmente da cor branca e
feitos de linho. Predominavam os adereços para a cabeça, especialmente, reis
Assíria
Na Assíria as roupas e adereços já estavam disseminadas
Grécia
No conceito da polis, instituído pelos gregos, as roupas exerceram um papel
fundamental. Entretanto, escravos e lutadores em arenas não vestiam roupas
Roma
Seguindo a cultura grega as roupas romanas eram sinal de prestígio e poder
O recato era prezado. Um homem, por exemplo,
não deveria ver a nudez de sua esposa, a menos
que a Lua o mostrasse
Cabelos em Roma e Grécia
Tanto na Grécia quanto em Roma as mulheres podiam usar cabelos soltos ou
com penteado estilizado
Roupas de banho em Roma
Em Roma, nas casas de banho, as mulheres usavam tangas semelhantes aos
modernos biquínis.
Andar nu ou vestido são expressões do comportamento humano em todo o
mundo, em qualquer época, em qualquer povo, mas com motivações diferentes.
Boa parte não usava porque não podia comprá-la
A roupa e seus adereços são sinônimos de recato, intimidade e status social
Há, em todas as culturas, um esforço para que determinada roupa, maquiagem
ou adereço se harmonize com determinado grupo, mesmo quando há
atualizações no modo de vestir ao longo do tempo
As roupas são predominantes em sociedades modernas, associadas à vida em
cidades e comunidades afins
A nudez, aonde a sociedade se vestia, era sempre descrita como uma humilhação.
Era o que acontecia a escravos, soldados conquistados e pobres (Isaías 20:4)
A Bíblia associa a nudez ao pecado, não exatamente ao ato, mas à consciência
dele (Gênesis 2:25ss), e à vergonha (Deuterônomio 28:48; Ezequiel 16:37; Naum
3:5)
No ambiente de recato de Israel (Levítico 18), aonde desvios comportamentais
como a homossexualidade, prostituição e incesto eram punidos com a morte, a
nudez era vista como um desvio grave
É primário imaginar que não havendo sanitários, nem quartos para proteger a
privacidade, eventualmente, episódios de nudez parcial aconteciam
No Novo Testamento aprendemos que o corpo é templo de Deus e morada de seu
Espírito (I Coríntios 3:16), portanto, devemos cuidar dele
As duas maiores demonstrações divinas contra a nudez na Bíblia estão na
preparação do sumo-sacerdote (Êxodo 28:42) e nas advertências diretas de João
no Apocalipse (Apocalipse 3:18; 16:15)
Não podemos deixar de lembrar que a Bíblia preza pelo sexo entre casados, aonde
uma esposa se desnuda a seu marido (Hebreus 13:4). Na Bíblia o sexo no
casamento é santo!
Por outro lado, não devemos fazer um irmão tropeçar (Romanos 14:21),
tornando-nos instrumentos para a volúpia e para o desejo. Dizer que cada um
deseja o quer, o que é bonito é pra se mostrar , a maldade está nos olhos de quem
vê e coisas do gênero, somente afasta a nossa responsabilidade
Sabemos que o biotipo da mulher favorece sua exposição que é apreciada pelo
homem. Entretanto, o Inimigo das nossas almas tem potencializado tais
tendências, a ponto de massificar a exposição corporal. Por outro lado, o mercado
do corpo cria e aumenta seus lucros, tanto entre aqueles que vendem produtos
para a saúde como para os que comercializam o sexo
A psicologia explica que o início da adolescência propicia a exposição da mulher.
É um resquício histórico da conquista e do namoro humano. A sociedade
moderna, porém, tem levado o conceito ao extremo ao ponto de expor até mesmo
mulheres grávidas
Grande parte das demonstrações de nudez moderna são ecos do século XX,
aonde as pessoas contestavam o modelo de vida de então. O movimento
feminista fincou suas raízes, a partir dos anos 60, com a premissa de que a mulher
vence quando se mostra, ou melhor, é assim que ela mostra ser livre
O feminismo não contava que a mulher se tornasse cada vez mais objeto como
vemos hoje. Alguém pode pegar um telefone e pedir uma mulher e uma pizza
não faz diferença!
O ideal feminista não resolveu, por exemplo, o dilema do corpo desejável. Nele,
determinadas mulheres são omitidas: as gordas, malfeitas, enrugadas, velhas.
Enquanto o ideal da mulher magra e bem torneada é perseguido. Se a intenção
era mostrar a mulher, os rótulos e detalhes deveriam valer menos. Na verdade,
vivemos uma sociedade que privilegia grupos, infelizmente, poucos atentam para
este detalhe.
A igreja é um grupo social, que sofre influências do mundo exterior. Não há como
impedir que a moda do vestuário e dos adereços nos impacte de alguma forma. O
que podemos fazer é:
• Compreender o ideal bíblico para o corpo
• Compreender as forças que movem a sociedade moderna
• Compreender como o Inimigo atua sobre tais forças
• Ter senso crítico e não agir por sugestão de terceiros
• Compreender o papel ridículo ao qual muitas pessoas se submetem buscando
um ideal inalcançável
Há uma contestação crescente contra o padrão assembleiano. Aqui e ali as
pessoas se auto liberam para vestir o que quiserem. Já há irmãos que possuem um
guarda roupas para a Igreja e outro para as demais atividades, como passear e
namorar ou circular pelas ruas ou se expor no Facebook e outras redes sociais
Claro que nossa indumentária vai variar de acordo com o lugar aonde vamos. A
questão a ser colocada é que em qualquer situação devemos ser luz e sal (Mateus
5:13). Não podemos usar na praia a mesma roupa que usamos na Igreja, mas o
mesmo recato deve ser seguido. No que concerne ao que vestimos, Jesus poderia
nos encontrar tanto na Igreja, quanto no trabalho ou na rua?
Por outro lado, devemos ter em mente que as pessoas do mundo sabem
exatamente o que esperar do modo de vestir de um cristão. Exageros nos decotes,
delineamento de partes do corpo, transparências e exibição não condizem com
nossa postura. Resistamos à tentação de parecer com o mundo
Há vários grupos de argumentadores:
Os bem intencionados
Este grupo argumenta que Deus não estaria preocupado com nossa aparência,
Ele só quer o coração. São também chamados de açougueiros, dando a Deus
partes de nós. A Bíblia ensina que tudo o que somos pertence a Deus, e deve ser
dirigido por Ele (Mateus 22:37). O ministério de Jesus caracterizou-se por
transformações totais no ser humano
O exemplo mais soberbo disso está em Lucas 8:27 em diante. É a história do
endemoninhado gadareno. O contraste entre os versículos 27 e 35 é vibrante
Outro detalhe importante é que Jesus mora em nós (João 14:23). Logo a casa deve
refletir seu dono. O estado deplorável no qual encontramos certas pessoas no
mundo, reflete exatamente quem nelas habita
Por falar em casa, o bem intencionado é semelhante àquela pessoa que todo ano
planeja uma reforma, mas nunca faz nada a respeito, enquanto a casa deteriora
Os revisionistas
Argumentam que houve exageros ao longo da história assembleiana. Isto é
verdade. Mas os exageros não são combatidos com liberação, mas com
aprimoramento
Tais pessoas advogam liberar todos os usos e costumes ficando a critério dos
membros o que fazer. Poderíamos, então, ter algumas situações interessantes:
Os revisionistas
A dificuldade básica seria determinar qual é o limite de quem?
Surfista
Quer sexo
livre,
liberdade,
drogas leves,
andar como na
natureza
Pastora
Lésbica
Casada com
outra mulher
Cantora
Faz poses
sensuais, anda
quase nua
Rainha de
Escola de
Samba
Já posou nua,
afirma ser
evangélica,
dançarina do
ÉoTchan
Cantor
Tatuou Jesus na
perna, nascido e
criado na Igreja,
disse crer que Jesus
morreu por seus
pecados
Jogador
Famoso pelas baladas,
com belas garotas o
jogador se diz
evangélico da Igreja
Batista Peniel.
Dizimista fiel.
Não haveria qualquer condição de avançar, porque cada um teria um padrão. Os
mais elásticos chegariam a um momento em que diriam: - Ih! Agora exagerou...
Os liberais pensam ser crentes. Na verdade estão tão desviados de Deus que
nenhum padrão bíblico lhes interessa. Estão na igreja por razões que a própria
razão desconhece, não estão preocupados com transformação e santidade, muito
menos com vida eterna e salvação.
Os liberais
É o grupo que não tem interesse que existam regras. Tudo está certo, a depender
de terminada análise. É difícil argumentar com eles porque não há ponto de
partida. Querem chegar a algum lugar, não informam aonde!
Não é desejável que as roupas e os adereços de hoje sejam iguais aos de 30 ou 50
anos atrás, devemos estar atualizados com nosso tempo, especialmente no que
diz respeito à durabilidade, conforto e variedade de materiais. Entretanto, é
possível ser alguém em dia com a moda evitando os exageros.
A premissa da vida cristã está em I Coríntios 10:32:
Nossa jornada consiste em não buscarmos a glória do homem, mas a de Deus.
Devemos ser equilibrados em todas as nossas posturas. Vestir faz parte do rol
essencial de coisas que fazemos na moderna sociedade que vivemos, mas isto
deve ser feito de modo sóbrio, alegre, descontraído e recatado.
Não queremos especificar o que deve ser usado, queremos apenas uma saudável e
positiva reflexão sobre o que perderemos com a abolição do padrão que temos.
Abaixo, por exemplo, veremos seis exemplos de roupas femininas que se
adequam ao padrão assembleiano, sem prejudicar o conforto e a beleza de nossas
irmãs. Mostram que sim é possível!
• Uso de traje masculino, por parte dos membros ou congregados, do sexo
feminino
• Uso de cabelos crescidos, pelos membros do sexo masculino
• Corte de cabelos, por parte das irmãs (membros ou congregados)
• Uso de pinturas nos olhos, unhas e outros órgãos da face
• Uso de mini-saias e outras roupas contrárias ao bom testemunho da vida cristã
• Sobrancelhas alteradas
• Uso de bebidas alcoólicas
• Uso de aparelho de televisão – convindo abster-se, tendo em vista a má
qualidade da maioria dos seus programas; abstenção essa que justifica,
inclusive, por conduzir a eventuais problemas de saúde
Santo André, 1975
Os judeus da Igreja Primitiva bebiam vinho, com moderação, mas bebiam (I
Coríntios 11:21). Os padres não faziam por menos no Período Medieval
Os reformadores bebiam cerveja e vinho, Lutero e Calvino, por exemplo. Ainda
hoje em algumas festas da Igreja Luterana no Brasil é oferecida cerveja
http://www.luteranos.com.br/202/agenda/agenda01.html
O advento da Revolução Industrial (século XVIII), trouxe as pessoas para as
cidades ,que não ofereciam infraestrutura suficiente para atender às
demandas da população que aflui do campo para trabalhar na indústria
nascente, o que inclui a oferta de água potável. Bebidas destiladas e
fermentadas passam a substituir a água. Aliado ao ambiente de pobreza
extrema em que viviam os operários propicia os excessos no uso de bebidas. A
embriaguez se torna uma constante, e se transforma num problema social
Coube a John Wesley (1703-1791) se insurgir contra os excessos
do álcool entre os crentes, e foi o primeiro a articular um
movimento de proibição do seu uso. Em seus sermões, Wesley
reprovava o uso não-medicinal de bebidas destiladas, como
conhaque e uísque, e dizia que muitos destiladores que
vendiam seus produtos indiscriminadamente não eram nada
mais do que “envenenadores e assassinos amaldiçoados por
Deus”. Restaria apenas o vinho, usado na Ceia do Senhor
Entre 1790 e 1840, surgiu nos EUA um movimento reformador, chamado
Segundo Despertar, que tinha como base a santificação pessoal. Esse
movimento encampou a completa abstinência de álcool, inclusive na Ceia do
Senhor. O que se tornou costume para as igrejas de confissão reformada
Com a chegada da Assembleia de Deus ao Brasil, em 1910, com influência direta
do Movimento de Temperança americano, diversas normas implícitas foram
postas em prática no que concerne ao tema. As quais perduram até nossos dias
Olhando para a Bíblia, encontramos o corpo como templo de Deus e morada
de seu Espírito Santo (I Coríntios 6:16). O que radicalmente se contrapõe à
embriaguez e ao torpor característico do álcool. Outro detalhe importante é
que o álcool embota os sentidos. Uma pessoa fora de si é capaz de atos
impensáveis em seu senso comum. O mais interessante é que nossa sociedade
não encara o álcool como uma droga e, de fato, ele é!
O cigarro teve sempre maior resistência entre os evangélicos. Não obstante
renomados pastores e pregadores como Charles Spurgeon terem feito uso dele
Uma das razões é porque esteve associado desde o início ao uso de drogas
entorpecentes, como informam as pesquisas sobre os maias e astecas
Por outro lado, o cigarro é extremamente viciante, assim como o são
determinadas drogas. O vício tem por consequência a dependência, lançando
as pessoas na insanidade. Novamente se destrói o templo de Deus
Com as informações de que os efeitos do uso do cigarro matam milhares de
pessoas em todo o mundo, além de fazer milhões de vivos sofrerem
precisamos refletir o quão acertada foi a decisão de não seguirmos as grandes
propagandas do século passado
Especificamente em relação às drogas é desnecessário dizer que seus efeitos
fazem mal não apenas ao corpo, mas também à alma, à medida que tira as
pessoas do mundo real, dissocia das famílias e destrói os relacionamentos
Mas há inúmeros outros vícios contrários aos bons usos e costumes, à luz do
entendimento da Palavra de Deus
Prostituição
Jogos de azar Loterias
Pornografia ao vivo e on-line (Salmos 101:3) Palavrão e termos de baixo calão,
além de gestos obscenos (Salmos
141:3; Efésios 4:29)
Música mundana (Salmos 149:6)
Tatuagem (Levítico 19:28)
Quem já tinha uma
tatuagem antes de ser
salvo, a rigor não precisa
passar por uma cirurgia
para retirá-la! Por isso é
preciso pensar muito antes
de fazê-la.
Más conversações (I Coríntios 15:33) Furto (Efésios 4:28)
Importante notar que não há proibição explícita na Bíblia para muitos dos
casos abordados. Mas qualquer pessoa em sã consciência percebe que são
erros e desvios comportamentais. Como sal, luz e exemplo devemos pautar
nossas atitudes pelo que há de melhor na sociedade e, sempre que tivermos
oportunidade, elevar tal padrão!
Ira (Efésios 4:26) Mentira (Efésios 4:25)
Por outro lado, alguns comportamentos são listados aqui, por
subliminarmente fazerem parte do rol de acepção dos usos e costumes
assembleianos
Proibição do uso da barba
Vimos na exposição do Centenário, que desde os primórdios não se usava
barba na Assembleia de Deus. Costume importado dos americanos. Era sinal
de higiene e asseio. Nos primórdios seu uso era sinal de fraqueza espiritual
Uso do paletó
Outro costume americano, importado por sua vez da Europa. Nos países
frios até mendigos usam um sobretudo. Foi importado para os EUA como
sinal de conforto e sofisticação
Uso de púlpitos
Os irmãos da Igreja Primitiva pregavam em círculos. Na sinagoga havia
certamente púlpitos, eco de Neemias 8:4. A palavra púlpito, pulpitum, que
significa palco!
O que é interessante ter em mente?
Diversos costumes assembleianos foram se sedimentando ao longo dos anos.
A liturgia com hinos cantados no início, o porte de Bíblias (que a Igreja
Católica não permitia até recentemente), cerimônias de batismo e
casamento, que diferem radicalmente de Igreja para Igreja, e desta para o
Judaísmo, e muitas vezes de pastor para pastor, o formato dos templos, a cor
das paredes, a ornamentação dos púlpitos (pinturas), os tipos de hinos, o
modo como descartamos o pão e o vinho são todos expressões de um tempo,
e de uma cosmovisão denominacional. A rigor não se desviam da Palavra,
mesmo não sendo doutrina
Houve momentos que não havia permissão para se tocar uma bateria em
nossas igrejas, outros tempos levaram a Luiz de Carvalho ser defenestrado
na Igreja Batista por tocar violão! Então não podemos atirar contra os usos e
costumes, porque não sabemos explicá-los. A pergunta chave é: São bons?
Colaboram para o bem da igreja? Se sim, deixemos ficar como está! É preciso
melhorar o que está ruim!
Deuteronômio 6:5-9
Alguns itens que forjaram a identidade assembleiana brasileira
• Ênfase no uso dos dons espirituais, na oração, na evangelização e no
envolvimento congregacional
• A família como base psicológica para a formação de filhos com caráter e
que respeitem regras
• Afirmação da autoridade eclesiástica
• Estudo bíblico sistemático em pequenas proporções, como é o caso da
EBD, os filhos tinham prazer de ir à mesma, e os pais de levá-los
• Apoio na família aos usos e costumes característicos da denominação
• Pouco questionamento no que concerne aos usos e costumes mais
generalizados
Ficou
parecendo uma
crente de
verdade!
A mãe de 10 anos atrás pensando:
Agora estamos
parecidas com
aquela atriz
famosa!
A mãe de hoje pensando:
Quadro atual da identidade assembleiana
• Afrouxamento dos usos e costumes. Até certo desprezo e distanciamento
deles
• A família fragmentada e desacreditada. Pais ausentes , omissos e
indolentes
• A autoridade eclesiástica é respeitada, enquanto não incomode as
pessoas. Os filhos são ensinados a desprezar os ensinamentos
• Desprezo da EBD e dos cultos de doutrinas. Inserção de programações
alternativas nos dias de tais cultos
• Pais e mães ignoram ou desprezam o valor dos usos e costumes, sendo
eles mesmos os primeiros a dar mau exemplo para os filhos
• Muito questionamento, as pessoas questionam até mesmo o valor de
questionar!?
Quadro atual da identidade assembleiana
Inserção de componentes midiáticos: televisão e computador com internet
Estudo realizado pelo Birmingham Science City com 500 crianças entre 6 e 15
anos de idade comprovou que os tempos mudaram. Pelo menos 54% delas
preferem chamar o buscador quando aparece um dúvida. Apenas 1/4 vai antes
aos pais.
Se estes perderam espaço, o que dizer, então, dos professores? Dos
entrevistados, apenas 3% escolhem os mestres como primeira opção na hora
de tirar dúvidas.
As enciclopédias também caíram, já que 1/4 das crianças sequer sabe o que é
uma enciclopédia. Quase metade delas (45%) nunca usou uma em papel e
quase 1/5 não conhece dicionários impressos.
http://www.dailymail.co.uk
O que falta às famílias:
• Pais que valorizem o legado assembleiano, que assumam a
responsabilidade de dialogar sobre o assunto com seus filhos
• É preciso mostrar, por exemplo, que nossa denominação não nasceu
e cresceu por acaso. Esse crescimento foi calcado sobre os ombros de
homens e mulheres que deram suor e lágrimas, sacrificando tempo,
amizade e tudo o mais
• Pais que demonstrem a seus filhos que devemos
espelhar o que dizemos que somos, não obstante o
que diga a sociedade. Aliás, a cosmovisão cristã
sempre estará em choque com os valores morais
mundanos. Foi assim em Jerusalém, foi assim na
Grécia, foi assim em Roma, na Europa ou em
qualquer lugar aonde a igreja estiver. Só há duas
opções: diferenciação ou associação
O que falta às famílias:
• Pais presentes e que se comunicam, que interagem e que impõe regras no
dia-a-dia dos filhos
• Pais que se comunicam tendem a abrir um canal de diálogo, não
deixando o filho à mercê de influências negativas. Além disso, se
empenham em formar massa crítica para que os filhos não sejam
presa fácil dos oportunistas
• Pais que exerçam a autoridade de maneira adequada. E na família que
todos os valores sociais nascem e prosperam
• Há pais autoritários e pais ponderados de mais. É preciso buscar um
ponto de equilíbrio que permita impor os limites e cobrar o
cumprimento de regras, sem exagero e pensando sempre no futuro
O que falta às famílias:
• Pais que valorizem pequenos gestos como a leitura da Palavra de Deus, o
comportamento no templo, a adoração e o louvor
• Pais que assumem o compromisso de levar seus filhos para o Céu!
• Está mais do que comprovado que os filhos aprendem por
repetição, seja de um ser humano, de um macaco ou de um
pássaro. Cada aprende o que o pai/mãe faz. Daí que nossa
responsabilidade é muito maior do que se imagina
• Aqui está a chave para compreendermos o que se passa em muitas
famílias: os pais não estão preocupados se seus filhos vão para o
Céu ou não!

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Usos e costumes à luz da Bíblia

  • 1. Análise bíblica das críticas ao modelo assembleiano Usos e costumes à luz da Bíblia
  • 2. Os judeus vestiam-se com roupas básicas e longas. Um dos motivos que levavam a este hábito era a temperatura quente A vestimenta consistia de dois ou mais pedaços de tecido sobrepostos, chamava-se túnica Era raro ver um judeu nu, exceto se louco. A nudez era sinal de humilhação (Gênesis 9:22) Até mesmo passagens como João 21:7, exigem uma análise dos termos empregados: ejpenduvten (lê-se, ependyten) Cingir-se com a túnica, indicando que Pedro estava com uma peça mínima de roupa, semelhante a uma sunga. Jesus foi crucificado com esta sunga, pois os soldados já haviam lhe tirado a túnica (João 19:23)
  • 3. Alguns punham um cinto de couro (sadin) para segurar melhor a túnica Era comum um manto de couro e uma turbante de tecido sobre a cabeça. Este último protegia do sol inclemente Na sinagoga ou no serviço religioso os homens cobriam a cabeça com um véu Um ditado judaico dizia: “A glória de Deus é o homem e a glória do homem é sua vestimenta*” * Derech Eretz
  • 4. As variações ficavam por conta das cores e dos tons que formavam um verdadeiro mosaico nas ruas Fazia-se uma abertura em V na túnica para a cabeça e dois cortes nas laterais para os braços. Elas eram vendidas sem o corte em V para provar que eram novas Como matéria-prima para as roupas se usava lã, linho ou algodão. De acordo com as posses do usuário. Não se misturavam os materiais, por uma proibição da Lei, exceto, para o sumo- sacerdote Túnicas de pano de saco eram utilizadas em eventos fúnebres
  • 5. Sapatos em geral eram de couro e muito rudimentares. Eram mais comum as sandálias. Andar descalço era sinal de pobreza
  • 6. Típica vestimenta de um casal judeu rico Mulheres: uma camponesa e uma mulher rica
  • 7. Curiosidades sobre as roupas Quando era necessário correr, andar rápido ou trabalhar, os homens levantavam a barra da túnica e a prendiam no cinto. A esta atitude se designava cingir os lombos (I Pedro 1:13) As mulheres costumavam cingir suas túnicas também, mas para levar coisas de um lugar ao outro. Geralmente, a túnica da mulher ia até os tornozelos, a do homem até os joelhos As pessoas costumavam dormir com suas túnicas, da qual afrouxavam apenas o cinto A mulher usava um véu transparente para ocultar seu rosto. Na cerimônia de casamento o véu era retirado do rosto da noiva e colocado sobre o ombro do noivo, com a declaração: O governo está sobre seus ombros (Isaías 9:6). Os mais pobres tinham apenas uma muda de roupa. Rasgá-la era sinal de intenso luto ou sofrimento
  • 8. Curiosidades sobre as roupas Determinados adereços, como bordados e pinturas nas golas das túnicas, indicavam o local de moradia ou o status social de uma pessoa Alguns cintos tinham um bolso aonde se guardava dinheiro ou outros pequenos pertences pessoais, armas e ferramentas Quando uma pessoa tinha condições financeiras, usavam um manto sobre a túnica Os fariseus usavam mantos com barras azuis, para indicar o cumprimento da Lei Somente as prostitutas descobriam o rosto, para atrair os homens com performances com os cabelos. Não era permitido usar roupas mínimas, portanto, o recurso era o único disponível
  • 9. Outras curiosidades Raramente um homem cortava os cabelos Um homem poderia usar anéis e uma corrente ao redor do pescoço As mulheres se pintavam, usavam colares, brincos e pulseiras. Exageros nestes adereços indicavam que a mulher era prostituta Homens e mulheres usavam roupas distintas. Era proibido que um usasse a roupa do outro Nas festas de casamento distribuíam-se roupas para os convidados, seguindo um determinado padrão proposto pelos noivos. Estar sem estas roupas era sinal de que a pessoa não fora convidada (Mateus 22:12)
  • 10. Egito No Egito Antigo somente os ricos usavam roupas, geralmente da cor branca e feitos de linho. Predominavam os adereços para a cabeça, especialmente, reis
  • 11. Assíria Na Assíria as roupas e adereços já estavam disseminadas
  • 12. Grécia No conceito da polis, instituído pelos gregos, as roupas exerceram um papel fundamental. Entretanto, escravos e lutadores em arenas não vestiam roupas
  • 13. Roma Seguindo a cultura grega as roupas romanas eram sinal de prestígio e poder O recato era prezado. Um homem, por exemplo, não deveria ver a nudez de sua esposa, a menos que a Lua o mostrasse
  • 14. Cabelos em Roma e Grécia Tanto na Grécia quanto em Roma as mulheres podiam usar cabelos soltos ou com penteado estilizado
  • 15. Roupas de banho em Roma Em Roma, nas casas de banho, as mulheres usavam tangas semelhantes aos modernos biquínis.
  • 16. Andar nu ou vestido são expressões do comportamento humano em todo o mundo, em qualquer época, em qualquer povo, mas com motivações diferentes. Boa parte não usava porque não podia comprá-la A roupa e seus adereços são sinônimos de recato, intimidade e status social Há, em todas as culturas, um esforço para que determinada roupa, maquiagem ou adereço se harmonize com determinado grupo, mesmo quando há atualizações no modo de vestir ao longo do tempo As roupas são predominantes em sociedades modernas, associadas à vida em cidades e comunidades afins A nudez, aonde a sociedade se vestia, era sempre descrita como uma humilhação. Era o que acontecia a escravos, soldados conquistados e pobres (Isaías 20:4)
  • 17. A Bíblia associa a nudez ao pecado, não exatamente ao ato, mas à consciência dele (Gênesis 2:25ss), e à vergonha (Deuterônomio 28:48; Ezequiel 16:37; Naum 3:5) No ambiente de recato de Israel (Levítico 18), aonde desvios comportamentais como a homossexualidade, prostituição e incesto eram punidos com a morte, a nudez era vista como um desvio grave É primário imaginar que não havendo sanitários, nem quartos para proteger a privacidade, eventualmente, episódios de nudez parcial aconteciam No Novo Testamento aprendemos que o corpo é templo de Deus e morada de seu Espírito (I Coríntios 3:16), portanto, devemos cuidar dele
  • 18. As duas maiores demonstrações divinas contra a nudez na Bíblia estão na preparação do sumo-sacerdote (Êxodo 28:42) e nas advertências diretas de João no Apocalipse (Apocalipse 3:18; 16:15) Não podemos deixar de lembrar que a Bíblia preza pelo sexo entre casados, aonde uma esposa se desnuda a seu marido (Hebreus 13:4). Na Bíblia o sexo no casamento é santo! Por outro lado, não devemos fazer um irmão tropeçar (Romanos 14:21), tornando-nos instrumentos para a volúpia e para o desejo. Dizer que cada um deseja o quer, o que é bonito é pra se mostrar , a maldade está nos olhos de quem vê e coisas do gênero, somente afasta a nossa responsabilidade
  • 19. Sabemos que o biotipo da mulher favorece sua exposição que é apreciada pelo homem. Entretanto, o Inimigo das nossas almas tem potencializado tais tendências, a ponto de massificar a exposição corporal. Por outro lado, o mercado do corpo cria e aumenta seus lucros, tanto entre aqueles que vendem produtos para a saúde como para os que comercializam o sexo A psicologia explica que o início da adolescência propicia a exposição da mulher. É um resquício histórico da conquista e do namoro humano. A sociedade moderna, porém, tem levado o conceito ao extremo ao ponto de expor até mesmo mulheres grávidas
  • 20. Grande parte das demonstrações de nudez moderna são ecos do século XX, aonde as pessoas contestavam o modelo de vida de então. O movimento feminista fincou suas raízes, a partir dos anos 60, com a premissa de que a mulher vence quando se mostra, ou melhor, é assim que ela mostra ser livre O feminismo não contava que a mulher se tornasse cada vez mais objeto como vemos hoje. Alguém pode pegar um telefone e pedir uma mulher e uma pizza não faz diferença! O ideal feminista não resolveu, por exemplo, o dilema do corpo desejável. Nele, determinadas mulheres são omitidas: as gordas, malfeitas, enrugadas, velhas. Enquanto o ideal da mulher magra e bem torneada é perseguido. Se a intenção era mostrar a mulher, os rótulos e detalhes deveriam valer menos. Na verdade, vivemos uma sociedade que privilegia grupos, infelizmente, poucos atentam para este detalhe.
  • 21. A igreja é um grupo social, que sofre influências do mundo exterior. Não há como impedir que a moda do vestuário e dos adereços nos impacte de alguma forma. O que podemos fazer é: • Compreender o ideal bíblico para o corpo • Compreender as forças que movem a sociedade moderna • Compreender como o Inimigo atua sobre tais forças • Ter senso crítico e não agir por sugestão de terceiros • Compreender o papel ridículo ao qual muitas pessoas se submetem buscando um ideal inalcançável
  • 22. Há uma contestação crescente contra o padrão assembleiano. Aqui e ali as pessoas se auto liberam para vestir o que quiserem. Já há irmãos que possuem um guarda roupas para a Igreja e outro para as demais atividades, como passear e namorar ou circular pelas ruas ou se expor no Facebook e outras redes sociais Claro que nossa indumentária vai variar de acordo com o lugar aonde vamos. A questão a ser colocada é que em qualquer situação devemos ser luz e sal (Mateus 5:13). Não podemos usar na praia a mesma roupa que usamos na Igreja, mas o mesmo recato deve ser seguido. No que concerne ao que vestimos, Jesus poderia nos encontrar tanto na Igreja, quanto no trabalho ou na rua? Por outro lado, devemos ter em mente que as pessoas do mundo sabem exatamente o que esperar do modo de vestir de um cristão. Exageros nos decotes, delineamento de partes do corpo, transparências e exibição não condizem com nossa postura. Resistamos à tentação de parecer com o mundo
  • 23. Há vários grupos de argumentadores: Os bem intencionados Este grupo argumenta que Deus não estaria preocupado com nossa aparência, Ele só quer o coração. São também chamados de açougueiros, dando a Deus partes de nós. A Bíblia ensina que tudo o que somos pertence a Deus, e deve ser dirigido por Ele (Mateus 22:37). O ministério de Jesus caracterizou-se por transformações totais no ser humano O exemplo mais soberbo disso está em Lucas 8:27 em diante. É a história do endemoninhado gadareno. O contraste entre os versículos 27 e 35 é vibrante Outro detalhe importante é que Jesus mora em nós (João 14:23). Logo a casa deve refletir seu dono. O estado deplorável no qual encontramos certas pessoas no mundo, reflete exatamente quem nelas habita Por falar em casa, o bem intencionado é semelhante àquela pessoa que todo ano planeja uma reforma, mas nunca faz nada a respeito, enquanto a casa deteriora
  • 24. Os revisionistas Argumentam que houve exageros ao longo da história assembleiana. Isto é verdade. Mas os exageros não são combatidos com liberação, mas com aprimoramento Tais pessoas advogam liberar todos os usos e costumes ficando a critério dos membros o que fazer. Poderíamos, então, ter algumas situações interessantes:
  • 25. Os revisionistas A dificuldade básica seria determinar qual é o limite de quem? Surfista Quer sexo livre, liberdade, drogas leves, andar como na natureza Pastora Lésbica Casada com outra mulher Cantora Faz poses sensuais, anda quase nua Rainha de Escola de Samba Já posou nua, afirma ser evangélica, dançarina do ÉoTchan Cantor Tatuou Jesus na perna, nascido e criado na Igreja, disse crer que Jesus morreu por seus pecados Jogador Famoso pelas baladas, com belas garotas o jogador se diz evangélico da Igreja Batista Peniel. Dizimista fiel. Não haveria qualquer condição de avançar, porque cada um teria um padrão. Os mais elásticos chegariam a um momento em que diriam: - Ih! Agora exagerou...
  • 26. Os liberais pensam ser crentes. Na verdade estão tão desviados de Deus que nenhum padrão bíblico lhes interessa. Estão na igreja por razões que a própria razão desconhece, não estão preocupados com transformação e santidade, muito menos com vida eterna e salvação. Os liberais É o grupo que não tem interesse que existam regras. Tudo está certo, a depender de terminada análise. É difícil argumentar com eles porque não há ponto de partida. Querem chegar a algum lugar, não informam aonde!
  • 27. Não é desejável que as roupas e os adereços de hoje sejam iguais aos de 30 ou 50 anos atrás, devemos estar atualizados com nosso tempo, especialmente no que diz respeito à durabilidade, conforto e variedade de materiais. Entretanto, é possível ser alguém em dia com a moda evitando os exageros. A premissa da vida cristã está em I Coríntios 10:32: Nossa jornada consiste em não buscarmos a glória do homem, mas a de Deus. Devemos ser equilibrados em todas as nossas posturas. Vestir faz parte do rol essencial de coisas que fazemos na moderna sociedade que vivemos, mas isto deve ser feito de modo sóbrio, alegre, descontraído e recatado.
  • 28. Não queremos especificar o que deve ser usado, queremos apenas uma saudável e positiva reflexão sobre o que perderemos com a abolição do padrão que temos. Abaixo, por exemplo, veremos seis exemplos de roupas femininas que se adequam ao padrão assembleiano, sem prejudicar o conforto e a beleza de nossas irmãs. Mostram que sim é possível!
  • 29. • Uso de traje masculino, por parte dos membros ou congregados, do sexo feminino • Uso de cabelos crescidos, pelos membros do sexo masculino • Corte de cabelos, por parte das irmãs (membros ou congregados) • Uso de pinturas nos olhos, unhas e outros órgãos da face • Uso de mini-saias e outras roupas contrárias ao bom testemunho da vida cristã • Sobrancelhas alteradas • Uso de bebidas alcoólicas • Uso de aparelho de televisão – convindo abster-se, tendo em vista a má qualidade da maioria dos seus programas; abstenção essa que justifica, inclusive, por conduzir a eventuais problemas de saúde Santo André, 1975
  • 30. Os judeus da Igreja Primitiva bebiam vinho, com moderação, mas bebiam (I Coríntios 11:21). Os padres não faziam por menos no Período Medieval Os reformadores bebiam cerveja e vinho, Lutero e Calvino, por exemplo. Ainda hoje em algumas festas da Igreja Luterana no Brasil é oferecida cerveja http://www.luteranos.com.br/202/agenda/agenda01.html
  • 31. O advento da Revolução Industrial (século XVIII), trouxe as pessoas para as cidades ,que não ofereciam infraestrutura suficiente para atender às demandas da população que aflui do campo para trabalhar na indústria nascente, o que inclui a oferta de água potável. Bebidas destiladas e fermentadas passam a substituir a água. Aliado ao ambiente de pobreza extrema em que viviam os operários propicia os excessos no uso de bebidas. A embriaguez se torna uma constante, e se transforma num problema social Coube a John Wesley (1703-1791) se insurgir contra os excessos do álcool entre os crentes, e foi o primeiro a articular um movimento de proibição do seu uso. Em seus sermões, Wesley reprovava o uso não-medicinal de bebidas destiladas, como conhaque e uísque, e dizia que muitos destiladores que vendiam seus produtos indiscriminadamente não eram nada mais do que “envenenadores e assassinos amaldiçoados por Deus”. Restaria apenas o vinho, usado na Ceia do Senhor
  • 32. Entre 1790 e 1840, surgiu nos EUA um movimento reformador, chamado Segundo Despertar, que tinha como base a santificação pessoal. Esse movimento encampou a completa abstinência de álcool, inclusive na Ceia do Senhor. O que se tornou costume para as igrejas de confissão reformada Com a chegada da Assembleia de Deus ao Brasil, em 1910, com influência direta do Movimento de Temperança americano, diversas normas implícitas foram postas em prática no que concerne ao tema. As quais perduram até nossos dias Olhando para a Bíblia, encontramos o corpo como templo de Deus e morada de seu Espírito Santo (I Coríntios 6:16). O que radicalmente se contrapõe à embriaguez e ao torpor característico do álcool. Outro detalhe importante é que o álcool embota os sentidos. Uma pessoa fora de si é capaz de atos impensáveis em seu senso comum. O mais interessante é que nossa sociedade não encara o álcool como uma droga e, de fato, ele é!
  • 33. O cigarro teve sempre maior resistência entre os evangélicos. Não obstante renomados pastores e pregadores como Charles Spurgeon terem feito uso dele Uma das razões é porque esteve associado desde o início ao uso de drogas entorpecentes, como informam as pesquisas sobre os maias e astecas Por outro lado, o cigarro é extremamente viciante, assim como o são determinadas drogas. O vício tem por consequência a dependência, lançando as pessoas na insanidade. Novamente se destrói o templo de Deus
  • 34. Com as informações de que os efeitos do uso do cigarro matam milhares de pessoas em todo o mundo, além de fazer milhões de vivos sofrerem precisamos refletir o quão acertada foi a decisão de não seguirmos as grandes propagandas do século passado
  • 35. Especificamente em relação às drogas é desnecessário dizer que seus efeitos fazem mal não apenas ao corpo, mas também à alma, à medida que tira as pessoas do mundo real, dissocia das famílias e destrói os relacionamentos
  • 36. Mas há inúmeros outros vícios contrários aos bons usos e costumes, à luz do entendimento da Palavra de Deus Prostituição Jogos de azar Loterias
  • 37. Pornografia ao vivo e on-line (Salmos 101:3) Palavrão e termos de baixo calão, além de gestos obscenos (Salmos 141:3; Efésios 4:29) Música mundana (Salmos 149:6) Tatuagem (Levítico 19:28) Quem já tinha uma tatuagem antes de ser salvo, a rigor não precisa passar por uma cirurgia para retirá-la! Por isso é preciso pensar muito antes de fazê-la.
  • 38. Más conversações (I Coríntios 15:33) Furto (Efésios 4:28) Importante notar que não há proibição explícita na Bíblia para muitos dos casos abordados. Mas qualquer pessoa em sã consciência percebe que são erros e desvios comportamentais. Como sal, luz e exemplo devemos pautar nossas atitudes pelo que há de melhor na sociedade e, sempre que tivermos oportunidade, elevar tal padrão! Ira (Efésios 4:26) Mentira (Efésios 4:25) Por outro lado, alguns comportamentos são listados aqui, por subliminarmente fazerem parte do rol de acepção dos usos e costumes assembleianos
  • 39. Proibição do uso da barba Vimos na exposição do Centenário, que desde os primórdios não se usava barba na Assembleia de Deus. Costume importado dos americanos. Era sinal de higiene e asseio. Nos primórdios seu uso era sinal de fraqueza espiritual Uso do paletó Outro costume americano, importado por sua vez da Europa. Nos países frios até mendigos usam um sobretudo. Foi importado para os EUA como sinal de conforto e sofisticação Uso de púlpitos Os irmãos da Igreja Primitiva pregavam em círculos. Na sinagoga havia certamente púlpitos, eco de Neemias 8:4. A palavra púlpito, pulpitum, que significa palco!
  • 40. O que é interessante ter em mente? Diversos costumes assembleianos foram se sedimentando ao longo dos anos. A liturgia com hinos cantados no início, o porte de Bíblias (que a Igreja Católica não permitia até recentemente), cerimônias de batismo e casamento, que diferem radicalmente de Igreja para Igreja, e desta para o Judaísmo, e muitas vezes de pastor para pastor, o formato dos templos, a cor das paredes, a ornamentação dos púlpitos (pinturas), os tipos de hinos, o modo como descartamos o pão e o vinho são todos expressões de um tempo, e de uma cosmovisão denominacional. A rigor não se desviam da Palavra, mesmo não sendo doutrina Houve momentos que não havia permissão para se tocar uma bateria em nossas igrejas, outros tempos levaram a Luiz de Carvalho ser defenestrado na Igreja Batista por tocar violão! Então não podemos atirar contra os usos e costumes, porque não sabemos explicá-los. A pergunta chave é: São bons? Colaboram para o bem da igreja? Se sim, deixemos ficar como está! É preciso melhorar o que está ruim!
  • 42. Alguns itens que forjaram a identidade assembleiana brasileira • Ênfase no uso dos dons espirituais, na oração, na evangelização e no envolvimento congregacional • A família como base psicológica para a formação de filhos com caráter e que respeitem regras • Afirmação da autoridade eclesiástica • Estudo bíblico sistemático em pequenas proporções, como é o caso da EBD, os filhos tinham prazer de ir à mesma, e os pais de levá-los • Apoio na família aos usos e costumes característicos da denominação • Pouco questionamento no que concerne aos usos e costumes mais generalizados
  • 43. Ficou parecendo uma crente de verdade! A mãe de 10 anos atrás pensando:
  • 44. Agora estamos parecidas com aquela atriz famosa! A mãe de hoje pensando:
  • 45. Quadro atual da identidade assembleiana • Afrouxamento dos usos e costumes. Até certo desprezo e distanciamento deles • A família fragmentada e desacreditada. Pais ausentes , omissos e indolentes • A autoridade eclesiástica é respeitada, enquanto não incomode as pessoas. Os filhos são ensinados a desprezar os ensinamentos • Desprezo da EBD e dos cultos de doutrinas. Inserção de programações alternativas nos dias de tais cultos • Pais e mães ignoram ou desprezam o valor dos usos e costumes, sendo eles mesmos os primeiros a dar mau exemplo para os filhos • Muito questionamento, as pessoas questionam até mesmo o valor de questionar!?
  • 46. Quadro atual da identidade assembleiana Inserção de componentes midiáticos: televisão e computador com internet Estudo realizado pelo Birmingham Science City com 500 crianças entre 6 e 15 anos de idade comprovou que os tempos mudaram. Pelo menos 54% delas preferem chamar o buscador quando aparece um dúvida. Apenas 1/4 vai antes aos pais. Se estes perderam espaço, o que dizer, então, dos professores? Dos entrevistados, apenas 3% escolhem os mestres como primeira opção na hora de tirar dúvidas. As enciclopédias também caíram, já que 1/4 das crianças sequer sabe o que é uma enciclopédia. Quase metade delas (45%) nunca usou uma em papel e quase 1/5 não conhece dicionários impressos. http://www.dailymail.co.uk
  • 47. O que falta às famílias: • Pais que valorizem o legado assembleiano, que assumam a responsabilidade de dialogar sobre o assunto com seus filhos • É preciso mostrar, por exemplo, que nossa denominação não nasceu e cresceu por acaso. Esse crescimento foi calcado sobre os ombros de homens e mulheres que deram suor e lágrimas, sacrificando tempo, amizade e tudo o mais • Pais que demonstrem a seus filhos que devemos espelhar o que dizemos que somos, não obstante o que diga a sociedade. Aliás, a cosmovisão cristã sempre estará em choque com os valores morais mundanos. Foi assim em Jerusalém, foi assim na Grécia, foi assim em Roma, na Europa ou em qualquer lugar aonde a igreja estiver. Só há duas opções: diferenciação ou associação
  • 48. O que falta às famílias: • Pais presentes e que se comunicam, que interagem e que impõe regras no dia-a-dia dos filhos • Pais que se comunicam tendem a abrir um canal de diálogo, não deixando o filho à mercê de influências negativas. Além disso, se empenham em formar massa crítica para que os filhos não sejam presa fácil dos oportunistas • Pais que exerçam a autoridade de maneira adequada. E na família que todos os valores sociais nascem e prosperam • Há pais autoritários e pais ponderados de mais. É preciso buscar um ponto de equilíbrio que permita impor os limites e cobrar o cumprimento de regras, sem exagero e pensando sempre no futuro
  • 49. O que falta às famílias: • Pais que valorizem pequenos gestos como a leitura da Palavra de Deus, o comportamento no templo, a adoração e o louvor • Pais que assumem o compromisso de levar seus filhos para o Céu! • Está mais do que comprovado que os filhos aprendem por repetição, seja de um ser humano, de um macaco ou de um pássaro. Cada aprende o que o pai/mãe faz. Daí que nossa responsabilidade é muito maior do que se imagina • Aqui está a chave para compreendermos o que se passa em muitas famílias: os pais não estão preocupados se seus filhos vão para o Céu ou não!