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DINÂMICAS E PERFIS
DE VIOLÊNCIA
Psicóloga: Vilciele Damasceno CRP: 22/03337
O abuso sexual é uma situação em que uma criança ou adolescente
é usado para gratificação sexual de um adulto ou mesmo de um
adolescente mais velho, baseado em uma relação de poder que
pode incluir desde carícias, manipulação da genitália, mama ou
ânus, exploração sexual, “voyeurismo”, pornografia e exibicionismo,
até o ato sexual com ou sem penetração, com ou sem violência
sexual.
Geralmente o abusador é uma pessoa que a criança conhece,
confia e frequentemente, ama. Pode ocorrer com o uso da força e
da violência mas, na maioria das vezes, a violência não está
presente.
O abusador se aproveita do fato da criança ter sua sexualidade
despertada para consolidar a situação de acobertamento.
O QUE É ABUSO
SEXUAL?
Ficar observando os genitais de crianças e adolescentes para
conseguir se excitar, mesmo que seja de forma escondida,
podendo assustála ou perturbá-la;
Falar sobre relações sexuais com crianças ou adolescentes
com a finalidade de se excitar ou de deixá-los excitados;
Tocar ou acariciar os órgãos genitais de uma criança;
T
er relação sexual oral, anal ou genital com uma
criança.
VOCÊ SABIA?
Fazer com que uma criança
ou um adolescente assista a
filmes pornográficos ou
presencie relações sexuais;
Fazer com que uma criança ou
um adolescente veja adultos
nus, revistas pornográficas, ou
adultos se masturbando;
O QUE PODE ACONTECER PARA A VÍTIMA DE ABUSO
SEXUAL
Perda da confiança: interferindo na capacidade de se relacionar com outras
pessoas.
Perda da autoconfiança: a criança ao se sentir impotente pode perder a crença na
capacidade de reagir e se defender.
Perda no seu valor de pessoa – a criança pode se sentir pior do que as outras
crianças por ter sido vítima de abuso.
Prejuízo no desenvolvimento da
sexualidade. Dificuldade no
relacionamento interpessoal.
Dificuldade de relacionar-se com pessoas
do mesmo sexo do abusador.
Erotização
precoce.
Aversão a sexo. Sentimento de
inferioridade.
Transtornos dissociativos e conversivos.
Depressão
Transtornos alimentares.
Comportamento autodestrutivo e
suicida
Comportamentos destrutivos, tentando recuperar o domínio ao submeter outras
crianças ao que ela passou.
Transtornos de
personalidade.
Transtornos da ansiedade
Agressividade exagerada.
Fobias.
Transtorno do estresse pós-traumático.
A maioria dos casos não é denunciada. Quando há envolvimento de
familiares, é mais difícil que a vítima consiga denunciar, por motivos
afetivos, por medo do abusador, medo de perder os pais, medo de
ser expulso de casa, medo de que não acreditem nela, ou medo de
ser o culpado pela discórdia familiar.
Crianças podem usar esses sites para:
Atualmente, grande parte das crianças faz pouca distinção entre vida real e vida
virtual. Elas podem usar sites sociais destinados a crianças, como o Webkinz ou Club
Penguin, ou sites sociais concebidos para adultos, como o Windows Live Spaces,
YouTube, MySpace, Flickr
, T
witter
, Facebook e outros. O que quer que estejam
fazendo, elas devem entender que muitas dessas páginas podem ser vistas por
qualquer pessoa com acesso à Internet.
REDES SOCIAIS
Bate-papo
Jogar
jogos Blog
Postar e ver fotos e
vídeos Postar um perfil
online
MITOS E REALIDADES SOBRE O ABUSO
SEXUAL
O abusador sexual é um
psicopata, um tarado que todos
reconhecem na rua.
Na maioria das vezes,
aparentemente normais e
que
são
pessoas são
queridas
pelas crianças e pelos
adolescentes.
O estranho representa o
perigo maior às crianças e
adolescentes.
Os estranhos são responsáveis por
um
pequeno percentual dos casos registrados. Na
maioria das vezes, as crianças e adolescentes
são sexualmente abusadas por pessoas que
já
conhecem, como
pai/
mãe, madrasta/padrasto,namorado da
mãe,
parentes, vizinhos, amigos da família,
colegas de escola, babá, professor ou
médico.
MITOS E REALIDADES SOBRE O ABUSO
SEXUAL
O abuso está ligado com
lesões corporais.
A criança mente e inventa que
é abusada sexualmente.
A violência física contra crianças e
adolescentes abusadas sexualmente não é o
mais comum, mas sim o uso de ameaças e/ou
a conquista da confiança e do afeto da
criança. As crianças e os adolescentes são, em
geral, prejudicados pelas consequências
psicológicas do abuso sexual.
Raramente uma criança mente. Apenas 6% dos
casos são fictícios, nestes casos, em geral
tratam-se de crianças maiores que já obtiveram
alguma vantagem.
MITOS E REALIDADES SOBRE O ABUSO
SEXUAL
É mais fácil identificar o abuso
sexual em razão das evidências
físicas encontradas nas vítimas
Em apenas 30% dos casos há evidências físicas.
As autoridades devem estar treinadas para as
diversas técnicas de identificação do abuso
sexual.
A maioria dos pais e professores
estão informados sobre o abuso
sexual de crianças, sua frequência
e como lidar.
A maioria no Brasil desconhece a realidade
sobre abuso sexual de crianças. Pais e
professores desinformados não podem ajudar
uma criança.
MITOS E REALIDADES SOBRE O ABUSO
SEXUAL
fotos
de
posições
crianças
sedutora
s
e
adolescentes
ou
praticando
com outras crianças, adultos e
animais,não causam malefícios,uma
vez ocorr
e
que não há contato e tudo
virtualmente na tela do
computador.
A divulgação de textos sobre pedofilia e O malefício é enorme
para
as crianças
O abuso sexual é uma situação rara que
não merece uma prioridade por parte dos
governos.
em fotografadas ou filmadas. O uso dessas
imagens e sexo texto estimula a aceitação do
sexo de adultos com até crianças, situação criminosa e
inaceitável. Sabe-se que frequentemente o contato do
pedófilo inicia-se
de forma virtual através da internet, mas logo
pode passar para a conquista física, levando
inclusive ao assassinato de crianças.
O abuso sexual é extremamente freqüente em
todo o mundo. Sua prevenção deve ser prioridade
até por questões econômicas: um estudo realizado
nos EUA,
por exemplo, revelou que os gastos com
atendimento a dois milhões de sobreviventes de
abuso sexual infantil chegou a 12.400 milhões de
dólares por ano
MITOS E REALIDADES SOBRE O ABUSO
SEXUAL
O abuso sexual, na maioria dos casos,
ocorre longe da casa da criança ou do
adolescente.
O abuso sexual se limita ao
estupro.
É impossível prevenir o abuso sexual
de crianças.
O pedófilo tem características
próprias que o identificam.
O abuso ocorre, com freqüência, dentro ou perto
da casa da criança ou do abusador. As vítimas e os
abusadores são, muitas vezes, do mesmo grupo
étnico e nível socioeconômico.
Além do ato sexual com penetração vaginal ou
anal e outras práticas que caracterizam o estupro,
também se considera abuso sexual atos como o
“voyeurismo”, a manipulação de órgão sexuais, a
pornografia e o exibicionismo.
Há maneiras práticas e objetivas de proteger as
crianças do abuso sexual.
O pedófilo é qualquer pessoa.
MITOS E REALIDADES SOBRE O ABUSO
SEXUAL
A maioria dos casos é
denunciada.
Estima-se
que
As vítimas de abuso sexual são oriundas
de famílias de nível sócioeconômico
baixo.
poucos casos, na verdade, são
denunciados. Quando há o envolvimento de
familiares, existem poucas probabilidades de que a
vítima faça a denúncia, seja por motivos afetivos
ou por medo do abusador; medo de perder os
pais; de ser expulso (a); de que outros membros
da família não acreditem em sua história; ou de
ser o causador (a) da discórdia familiar.
Níveis de renda familiar e de
educação não são indicadores do abuso. Famílias
das classes médias e altas podem ter condições
melhores para encobrir o abuso e manter o
“muro do silêncio”.
ATENÇÃO AOS SINAIS QUE PODEM INDICAR QUE HOUVE ABUSO
Comportamentosmais frequentementeobservados em crianças que foram ou são
abusadas sexualmente:
1. Crianças extremamente submissas
2. Crianças extremamente agressivas e antissociais
3. Crianças pseudo maduras
4.Crianças com brincadeiras sexuais persistentes,
exageradas e inadequadas
5.Crianças que frequentemente chegam muito cedo à
escola e dela saem tarde (num esforço inútil de escapar
da situação do lar)
6– Crianças com fraco ou nenhum relacionamento com seus pares e com imensa dificuldade
de estabelecer vínculos de amizade e com falta de participação nas atividades escolares e
sociais
7– Crianças com dificuldade de concentração na escola
8 – Crianças com queda repentina no desempenho
escolar
9– Crianças com total falta de confiança nas pessoas,
em especial nas pessoas com autoridade
10– Crianças com medo de adultos do sexo oposto ao seu
11– Crianças com comportamento aparentemente sedutor
com pessoas adultas do sexo oposto ao seu
12– Crianças que fogem de casa
13– Crianças com sérias alterações do sono (como em geral os abusos são feitos na cama,
se estabelece o medo de dormir e sofrer o ataque )
14– Crianças com depressão clínica
15 – Crianças com ideias suicidas
16– Crianças com comportamentos
de automutilação
17– Crianças com imensos sentimentos de culpa em relação a
tudo
As estratégias do abuso sexual de crianças podem ser divididas em cinco
fases:
1. Fase do envolvimento
2. Fase da interação
sexual
3. Fase do sigilo
4. Fase da
revelação
5. Fase da repressão
O agressor, geralmente, faz com que a criança participe do abuso,
fazendo-a acreditar que aquilo nada mais é do que um jogo
divertido. Ele, frequentemente, sabe o que agrada as crianças e as
recompensa ou suborna. Em muitos casos, o agressor abusa
sexualmente da criança a fim de satisfazer necessidades não
sexuais suas, tais como: desejo de sentir importante, poderoso,
dominador, admirado e desejado.
Infelizmente, na maioria das vezes, a criança guarda segredo de tais abusos. E
o agressor consegue dela isso, usando das seguintes estratégias:
1– Mencionando a irritação de outra pessoa (se você
contar isso à mamãe, ela vai ficar muito irritada ou
brava com você)
2– Mencionando a separação (se você contar isso para
alguém vão te mandar embora de casa)
3– Mencionando o auto prejuízo (se você contar isso a
alguém eu vou te matar)
4– Mencionando fazer mal a alguém (se você contar isso
eu mato a sua mãe)
Crianças abusadas sexualmente, em especial as menores, não entendem o que de
verdade está acontecendo e ficam sem saber COMO reagir nem SE DEVEM reagir. Em
geral, elas fingem ignorar o fato e sofrem, muitas vezes, anos caladas. E
lamentavelmente, quando o fato é revelado, muitas ainda têm que enfrentar o descrédito
da própria família e da sociedade, o que as dilacera ainda mais por dentro.
A revelação do abuso pode acontecer
acidental ou propositadamente. De uma forma
ou de outra, representa o fim de um calvário
para a vítima e uma possível punição para o
agressor.
“Estamos todos juntos nisso. Está tudo bem, para ser honesto.
Está tudo bem pedir ajuda. Está tudo bem dizer que você está
preso, ou que está assombrado, ou que não consegue começar
a deixar ir. Todos nós podemos nos identificar com essas
coisas. Dane-se o estigma que diz o contrário. Quebre o
silêncio e quebre o ciclo, pois você é mais do que apenas sua
dor. Você não está sozinho. E as pessoas precisam de outras
pessoas.”
Jamie Tworkowski

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  • 1. DINÂMICAS E PERFIS DE VIOLÊNCIA Psicóloga: Vilciele Damasceno CRP: 22/03337
  • 2. O abuso sexual é uma situação em que uma criança ou adolescente é usado para gratificação sexual de um adulto ou mesmo de um adolescente mais velho, baseado em uma relação de poder que pode incluir desde carícias, manipulação da genitália, mama ou ânus, exploração sexual, “voyeurismo”, pornografia e exibicionismo, até o ato sexual com ou sem penetração, com ou sem violência sexual. Geralmente o abusador é uma pessoa que a criança conhece, confia e frequentemente, ama. Pode ocorrer com o uso da força e da violência mas, na maioria das vezes, a violência não está presente. O abusador se aproveita do fato da criança ter sua sexualidade despertada para consolidar a situação de acobertamento. O QUE É ABUSO SEXUAL?
  • 3. Ficar observando os genitais de crianças e adolescentes para conseguir se excitar, mesmo que seja de forma escondida, podendo assustála ou perturbá-la; Falar sobre relações sexuais com crianças ou adolescentes com a finalidade de se excitar ou de deixá-los excitados; Tocar ou acariciar os órgãos genitais de uma criança; T er relação sexual oral, anal ou genital com uma criança. VOCÊ SABIA? Fazer com que uma criança ou um adolescente assista a filmes pornográficos ou presencie relações sexuais; Fazer com que uma criança ou um adolescente veja adultos nus, revistas pornográficas, ou adultos se masturbando;
  • 4. O QUE PODE ACONTECER PARA A VÍTIMA DE ABUSO SEXUAL Perda da confiança: interferindo na capacidade de se relacionar com outras pessoas. Perda da autoconfiança: a criança ao se sentir impotente pode perder a crença na capacidade de reagir e se defender. Perda no seu valor de pessoa – a criança pode se sentir pior do que as outras crianças por ter sido vítima de abuso. Prejuízo no desenvolvimento da sexualidade. Dificuldade no relacionamento interpessoal. Dificuldade de relacionar-se com pessoas do mesmo sexo do abusador. Erotização precoce. Aversão a sexo. Sentimento de inferioridade.
  • 5. Transtornos dissociativos e conversivos. Depressão Transtornos alimentares. Comportamento autodestrutivo e suicida Comportamentos destrutivos, tentando recuperar o domínio ao submeter outras crianças ao que ela passou. Transtornos de personalidade. Transtornos da ansiedade Agressividade exagerada. Fobias. Transtorno do estresse pós-traumático. A maioria dos casos não é denunciada. Quando há envolvimento de familiares, é mais difícil que a vítima consiga denunciar, por motivos afetivos, por medo do abusador, medo de perder os pais, medo de ser expulso de casa, medo de que não acreditem nela, ou medo de ser o culpado pela discórdia familiar.
  • 6. Crianças podem usar esses sites para: Atualmente, grande parte das crianças faz pouca distinção entre vida real e vida virtual. Elas podem usar sites sociais destinados a crianças, como o Webkinz ou Club Penguin, ou sites sociais concebidos para adultos, como o Windows Live Spaces, YouTube, MySpace, Flickr , T witter , Facebook e outros. O que quer que estejam fazendo, elas devem entender que muitas dessas páginas podem ser vistas por qualquer pessoa com acesso à Internet. REDES SOCIAIS Bate-papo Jogar jogos Blog Postar e ver fotos e vídeos Postar um perfil online
  • 7. MITOS E REALIDADES SOBRE O ABUSO SEXUAL O abusador sexual é um psicopata, um tarado que todos reconhecem na rua. Na maioria das vezes, aparentemente normais e que são pessoas são queridas pelas crianças e pelos adolescentes. O estranho representa o perigo maior às crianças e adolescentes. Os estranhos são responsáveis por um pequeno percentual dos casos registrados. Na maioria das vezes, as crianças e adolescentes são sexualmente abusadas por pessoas que já conhecem, como pai/ mãe, madrasta/padrasto,namorado da mãe, parentes, vizinhos, amigos da família, colegas de escola, babá, professor ou médico.
  • 8. MITOS E REALIDADES SOBRE O ABUSO SEXUAL O abuso está ligado com lesões corporais. A criança mente e inventa que é abusada sexualmente. A violência física contra crianças e adolescentes abusadas sexualmente não é o mais comum, mas sim o uso de ameaças e/ou a conquista da confiança e do afeto da criança. As crianças e os adolescentes são, em geral, prejudicados pelas consequências psicológicas do abuso sexual. Raramente uma criança mente. Apenas 6% dos casos são fictícios, nestes casos, em geral tratam-se de crianças maiores que já obtiveram alguma vantagem.
  • 9. MITOS E REALIDADES SOBRE O ABUSO SEXUAL É mais fácil identificar o abuso sexual em razão das evidências físicas encontradas nas vítimas Em apenas 30% dos casos há evidências físicas. As autoridades devem estar treinadas para as diversas técnicas de identificação do abuso sexual. A maioria dos pais e professores estão informados sobre o abuso sexual de crianças, sua frequência e como lidar. A maioria no Brasil desconhece a realidade sobre abuso sexual de crianças. Pais e professores desinformados não podem ajudar uma criança.
  • 10. MITOS E REALIDADES SOBRE O ABUSO SEXUAL fotos de posições crianças sedutora s e adolescentes ou praticando com outras crianças, adultos e animais,não causam malefícios,uma vez ocorr e que não há contato e tudo virtualmente na tela do computador. A divulgação de textos sobre pedofilia e O malefício é enorme para as crianças O abuso sexual é uma situação rara que não merece uma prioridade por parte dos governos. em fotografadas ou filmadas. O uso dessas imagens e sexo texto estimula a aceitação do sexo de adultos com até crianças, situação criminosa e inaceitável. Sabe-se que frequentemente o contato do pedófilo inicia-se de forma virtual através da internet, mas logo pode passar para a conquista física, levando inclusive ao assassinato de crianças. O abuso sexual é extremamente freqüente em todo o mundo. Sua prevenção deve ser prioridade até por questões econômicas: um estudo realizado nos EUA, por exemplo, revelou que os gastos com atendimento a dois milhões de sobreviventes de abuso sexual infantil chegou a 12.400 milhões de dólares por ano
  • 11. MITOS E REALIDADES SOBRE O ABUSO SEXUAL O abuso sexual, na maioria dos casos, ocorre longe da casa da criança ou do adolescente. O abuso sexual se limita ao estupro. É impossível prevenir o abuso sexual de crianças. O pedófilo tem características próprias que o identificam. O abuso ocorre, com freqüência, dentro ou perto da casa da criança ou do abusador. As vítimas e os abusadores são, muitas vezes, do mesmo grupo étnico e nível socioeconômico. Além do ato sexual com penetração vaginal ou anal e outras práticas que caracterizam o estupro, também se considera abuso sexual atos como o “voyeurismo”, a manipulação de órgão sexuais, a pornografia e o exibicionismo. Há maneiras práticas e objetivas de proteger as crianças do abuso sexual. O pedófilo é qualquer pessoa.
  • 12. MITOS E REALIDADES SOBRE O ABUSO SEXUAL A maioria dos casos é denunciada. Estima-se que As vítimas de abuso sexual são oriundas de famílias de nível sócioeconômico baixo. poucos casos, na verdade, são denunciados. Quando há o envolvimento de familiares, existem poucas probabilidades de que a vítima faça a denúncia, seja por motivos afetivos ou por medo do abusador; medo de perder os pais; de ser expulso (a); de que outros membros da família não acreditem em sua história; ou de ser o causador (a) da discórdia familiar. Níveis de renda familiar e de educação não são indicadores do abuso. Famílias das classes médias e altas podem ter condições melhores para encobrir o abuso e manter o “muro do silêncio”.
  • 13. ATENÇÃO AOS SINAIS QUE PODEM INDICAR QUE HOUVE ABUSO Comportamentosmais frequentementeobservados em crianças que foram ou são abusadas sexualmente: 1. Crianças extremamente submissas 2. Crianças extremamente agressivas e antissociais 3. Crianças pseudo maduras 4.Crianças com brincadeiras sexuais persistentes, exageradas e inadequadas 5.Crianças que frequentemente chegam muito cedo à escola e dela saem tarde (num esforço inútil de escapar da situação do lar)
  • 14. 6– Crianças com fraco ou nenhum relacionamento com seus pares e com imensa dificuldade de estabelecer vínculos de amizade e com falta de participação nas atividades escolares e sociais 7– Crianças com dificuldade de concentração na escola 8 – Crianças com queda repentina no desempenho escolar 9– Crianças com total falta de confiança nas pessoas, em especial nas pessoas com autoridade 10– Crianças com medo de adultos do sexo oposto ao seu 11– Crianças com comportamento aparentemente sedutor com pessoas adultas do sexo oposto ao seu 12– Crianças que fogem de casa
  • 15. 13– Crianças com sérias alterações do sono (como em geral os abusos são feitos na cama, se estabelece o medo de dormir e sofrer o ataque ) 14– Crianças com depressão clínica 15 – Crianças com ideias suicidas 16– Crianças com comportamentos de automutilação 17– Crianças com imensos sentimentos de culpa em relação a tudo
  • 16. As estratégias do abuso sexual de crianças podem ser divididas em cinco fases: 1. Fase do envolvimento 2. Fase da interação sexual 3. Fase do sigilo 4. Fase da revelação 5. Fase da repressão O agressor, geralmente, faz com que a criança participe do abuso, fazendo-a acreditar que aquilo nada mais é do que um jogo divertido. Ele, frequentemente, sabe o que agrada as crianças e as recompensa ou suborna. Em muitos casos, o agressor abusa sexualmente da criança a fim de satisfazer necessidades não sexuais suas, tais como: desejo de sentir importante, poderoso, dominador, admirado e desejado.
  • 17. Infelizmente, na maioria das vezes, a criança guarda segredo de tais abusos. E o agressor consegue dela isso, usando das seguintes estratégias: 1– Mencionando a irritação de outra pessoa (se você contar isso à mamãe, ela vai ficar muito irritada ou brava com você) 2– Mencionando a separação (se você contar isso para alguém vão te mandar embora de casa) 3– Mencionando o auto prejuízo (se você contar isso a alguém eu vou te matar) 4– Mencionando fazer mal a alguém (se você contar isso eu mato a sua mãe)
  • 18. Crianças abusadas sexualmente, em especial as menores, não entendem o que de verdade está acontecendo e ficam sem saber COMO reagir nem SE DEVEM reagir. Em geral, elas fingem ignorar o fato e sofrem, muitas vezes, anos caladas. E lamentavelmente, quando o fato é revelado, muitas ainda têm que enfrentar o descrédito da própria família e da sociedade, o que as dilacera ainda mais por dentro. A revelação do abuso pode acontecer acidental ou propositadamente. De uma forma ou de outra, representa o fim de um calvário para a vítima e uma possível punição para o agressor.
  • 19. “Estamos todos juntos nisso. Está tudo bem, para ser honesto. Está tudo bem pedir ajuda. Está tudo bem dizer que você está preso, ou que está assombrado, ou que não consegue começar a deixar ir. Todos nós podemos nos identificar com essas coisas. Dane-se o estigma que diz o contrário. Quebre o silêncio e quebre o ciclo, pois você é mais do que apenas sua dor. Você não está sozinho. E as pessoas precisam de outras pessoas.” Jamie Tworkowski